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Igreja rabugenta?

No passado, a Igreja era mãe e mestra, e formava sábios e santos. Hoje, para muitas pessoas, ela não passa de uma velha ranzinza e intransigente que só o que sabe fazer é reclamar e condenar os outros.

No passado, a Igreja Católica era mãe e mestra, e formava sábios e santos; hoje, no entanto, para muitas pessoas, ela não passa de uma velha ranzinza e intransigente que só o que sabe fazer é reclamar e condenar os outros.

Mas por que motivo, afinal, a Igreja não é mais vista como antes? Por que agora, aparentemente, ao invés de as pessoas lá fora serem evangelizadas pela pregação cristã, somos nós quem devemos sair a aprender com o mundo? Que ideologia está por trás dessa impressionante mudança de mentalidade que aconteceu especialmente nos últimos 500 anos?

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Padre Paulo Ricardo revisitará a história e nos ensinará a interpretar, à luz da fé católica, os eventos que têm marcado a memória recente da humanidade. Nosso curso intensivo será transmitido todos os dias, às 9h da noite, e será exclusivo para nossos alunos.

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Uma chave de leitura para entender os tempos atuais

Venha concluir as suas férias de verão em grande estilo, estudando história conosco!

Que tal concluir as suas férias de verão em grande estilo, estudando conosco, aqui, no site do Padre Paulo Ricardo?

Neste ano especial, em que lembramos tantos acontecimentos importantes, como os 100 anos de Fátima e os 500 da Revolta Protestante, nada como revisitar a história e aprender a interpretar, à luz da fé católica, os eventos que marcaram a memória recente da humanidade.

Para isso, daremos continuidade às nossas aulas de História da Igreja, mas de uma maneira diferente. Antes de adentrarmos de vez a história contemporânea, Padre Paulo Ricardo ministrará um curso intensivo, a fim de dar aos nossos alunos uma chave de leitura para compreender os tempos atuais.

Venha participar, ao vivo, do nosso curso especial de férias, de 23 a 27 de janeiro! Nossas transmissões acontecerão todos os dias, às 21h (horário de Brasília), e serão exclusivas para os nossos assinantes. Não perca mais tempo, venha fazer parte de nossa família e aventure-se conosco nesta jornada para entender "a Igreja e o mundo moderno"!

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| Categoria: Sociedade

Desmoralizando uma nação católica

É preciso dizer não àqueles meios de comunicação que, esquecendo-se da sublime vocação do homem, entorpecem a mentalidade e fazem do pecado um projeto de vida.

Os meios de comunicação social, embora exerçam papel fundamental para a informação, podem contribuir gravemente para a desmoralização da sociedade. Em 1952, quando os primeiros ventos de mudanças na legislação do divórcio sopravam sobre o Brasil, o então arcebispo de Cuiabá (MT), Dom Francisco Aquino Corrêa, escrevia jubiloso, no dia de ação de graças: “Não podemos esquecer aqui a vibrante reação e repulsa da opinião nacional às recentes ameaças do divórcio, o que prova que o Brasil se sente muito bem, na sua posição quase singular de povo anti-divórcio" [1]. Após várias décadas, o cenário brasileiro é exatamente o oposto. O divórcio não só virou lei como é advogado por grande parte da população. E isso se deve, principalmente, à atuação dos chamados mass media que, ao longo desses anos, ora por meio de telenovelas, ora pela divulgação de “indiscrições sensacionalistas e insinuações caluniosas", trabalharam minuciosamente para moldar a opinião pública à sua imagem e semelhança [2].

Com raras exceções, a mídia é, inegavelmente, contrária à moral cristã. Dia sim dia também, a fé católica é atacada nas bases, a fim de que a Igreja deixe de exercer seu papel de Mater et Magistra. Ainda soam frescas em nossas memórias as estultices do diretor da BBC, Mark Thompson, acerca do posicionamento da emissora em relação ao islã e ao cristianismo: “Zombaremos de Jesus, mas não de Maomé" [3]. No Brasil, onde Thompson parece ter feito escola, de maneira parecida expressou-se recentemente um comediante, que protagonizou um dos “vídeos de humor" mais estúpidos contra os cristãos: “Eu, por exemplo, não faço piada com Alá e Maomé, porque não quero morrer! Não quero que explodam a minha casa só por isso" [4]. Assim funciona a lógica da covardia. Em nome do politicamente correto, o cristianismo é massacrado publicamente. Em nome do politicamente correto, coloca-se uma redoma de vidro sobre um grupo — mas não por respeito aos seus costumes e tradições, é óbvio, e sim por puro medo das possíveis consequências — e o escárnio sobre outro. Ora, que isto fique bem claro: os meios de comunicação social devem tutelar pelo respeito à dignidade da pessoa humana, inclusive por sua sua fé [5].

Antes de tornar-se João Paulo I, o cardeal Albino Luciani fazia um juízo certeiro sobre as ambiguidades da mídia. O então patriarca de Veneza dizia [6]:

Estes instrumentos, que pela sua própria natureza devem ser transmissores da verdade, se forem manipulados por pessoas astutas, à força de bombardearem os receptores com as suas cores sonorizadas e com uma persuasão tanto mais eficaz quanto mais oculta, são capazes de fazer que os filhos acabem por odiar o que seus pais possuem de melhor, e que as pessoas vejam como branco o que é preto.

Não seria o caso das telenovelas, por exemplo? Que dizer das inúmeras vezes em que a moral foi vilipendiada, com vistas a alcançar bons números de audiência, através de pornografia, cenas de adultério, defesa do aborto e de práticas contrárias à família? É verdade que elas não começaram com o beijo gay. As primeiras novelas a figurar na televisão brasileira ainda apresentavam algum resquício de moral e fidelidade aos ensinamentos cristãos. Os ataques, porém, foram introduzidos pouco a pouco e de maneira sutil, a fim de anestesiar a consciência das pessoas, para que, quando fosse posta em prática a “solução final", por assim dizer, já não se encontrasse qualquer sombra de oposição. Na sua autobiografia, o escritor e romancista Dias Gomes (1922-1999), um dos maiores expoentes nesta luta de descristianização da sociedade, conta em detalhes como fazia para driblar a censura militar e disseminar as ideias comunistas na sociedade [7]:

“– Não passa – disse Nélson – os milicos não vão deixar.
– Mas eu mudei o título e os nomes das personagens. Também o protagonista não é mais cabo da Força Expedicionária, é um fazedor de santos. Claro, o sentido da história continua o mesmo.
– Ah, assim é capaz de passar, esses milicos são muito burros."

O escritor falava de Roque Santeiro, um grande sucesso na história da teledramaturgia. Apresentando uma caricatura da Igreja Católica, Gomes atacou o celibato dos padres e defendeu a Teologia da Libertação numa única cajadada. A história apresentava a figura de dois clérigos. Enquanto o tradicional encarnava a opressão aos pobres, aproveitando-se da devoção popular, o liberal inspirava a luta pela liberdade, inclusive pelo romance com uma de suas paroquianas. O ator Cláudio Cavalcanti — que fez o papel do padre comunista Albano — explica a ideia numa entrevista à própria emissora:

Em 2008, o economista peruano Alberto Chong publicou uma pesquisa pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, na qual comprova a relação direta entre a mudança de comportamento do povo brasileiro e as ideias ensinadas pelas novelas [8]. “A família está no centro dessas transformações", declarou Chong à revista Época. Neste sentido, mais uma vez é preciso repetir as palavras de Bento XVI ao povo brasileiro, quando da sua visita a este país, em 2007: “É preciso dizer não aos meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento" [9]. É preciso dizer não, sobretudo, àqueles meios de comunicação que, esquecendo-se da sublime vocação do homem, entorpecem a mentalidade e fazem do pecado um projeto de vida. Àqueles que não conduzem para a Jerusalém celeste; ao contrário, conduzem para Sodoma e Gomorra. Àqueles que rejeitam a paternidade de Deus para buscar a satisfação material. Finalmente, é preciso dizer não à pompa do diabo e às suas mentiras. Com Cristo ou contra Cristo.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Dom Aquino Corrêa, 22 de novembro de 1951. Discursos, vol. III. Dia de Ação de graças. pág. 326. Rio de Janeiro, 1954.
  2. Albino Luciani, Ilustríssimos senhores, págs. 141.
  3. Reinaldo Azevedo, A fala de um bestalhão covarde e arrogante…, in Veja (08 de março de 2012).
  4. Reinaldo Azevedo, Cuidado! A liberdade, inclusive a do humor, pode…, in Veja(03 de abril de 2013).
  5. Concílio Vaticano II, Decreto Inter mirifica sobre os meios de comunicação social (4 de dezembro de 1966).
  6. Albino Luciani, Ilustríssimos senhores, págs. 141-142.
  7. GOMES, Dias. Apenas um subversivo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998, pág. 224.
  8. Alberto Chong – “As telenovelas moldaram o Brasil".
  9. Bento XVI, Homilia de Sua Santidade na Missa de Canonização de Frei Galvão (11 de maio de 2007).

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Seis dicas para um casamento feliz

À luz da história, é possível dizer que o casamento “nasceu” em crise. Cristo, no entanto, veio redimir o homem — e também o matrimônio.

Não há dúvidas de que a família está em crise. À luz da história, no entanto, é mais exato dizer que a família nasceu em crise. O plano primordial do Criador para o homem e a mulher - que vivessem o amor, como imagem do amor com que Deus os criou -, infelizmente, foi perturbado pelo pecado original. O Catecismo da Igreja Católica destaca que, “desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, pelo espírito de dominação, pela infidelidade, pelo ciúme e por conflitos que podem chegar ao ódio e à ruptura" [1].

Mas, como é verdade que “Deus todo-poderoso (...), sendo soberanamente bom, nunca permitiria que qualquer mal existisse nas suas obras se não fosse suficientemente poderoso e bom para do próprio mal, fazer surgir o bem" [2], Ele mesmo enviou, na plenitude dos tempos, o seu Filho, para redimir não só o homem, mas também todas as suas relações, de que se sobressai a união entre o homem e a mulher. Elevando o matrimônio à dignidade de sacramento, Nosso Senhor fez da aliança conjugal um sinal de Seu amor pela Igreja e um meio para a santificação e o crescimento mútuo dos esposos.

Se o seu casamento começou do jeito certo, com a graça do sacramento e a bênção da Igreja, meio caminho já foi andado. Agora, é preciso conformar-se ao dom recebido e educar-se a partir da moral católica e da cartilha dos santos, para transformar a sua família em uma autêntica Igreja doméstica. Seguem, abaixo, algumas breves dicas para continuar bem o caminho ou, quem sabe, colocar o seu relacionamento no eixo. São palavras da sabedoria de dois mil anos da Igreja, que com certeza ajudarão na construção do seu lar.

1. Ninguém pode saciar plenamente o seu coração

A primeira advertência pode parecer desalentadora, mas é, sem dúvida, a mais importante de todas: ninguém - absolutamente ninguém - pode saciar o seu coração. Muitas pessoas hoje se casam para “serem felizes", com a esperança de que os seus esposos e as suas esposas as completem e montem para elas um “pequeno paraíso" nesta terra. Após um tempo, quando elas caem em si e percebem que o paraíso prometido não veio - e nem virá -, bate o desespero e a desilusão: afinal, o que deu errado?

O casal que entra nessa crise deve entender que nenhuma criatura pode saciar a sede de infinito do homem. Este só se realiza plenamente quando encontra o único Outro que o transcende: Deus.

“Fizestes-nos para Vós, Senhor, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Vós" [3], reza Santo Agostinho. Mais do que ser companheiro para uma pessoa do sexo oposto, o ser humano foi “constituído à altura de 'companheiro do Absoluto'" [4], como ensinou São João Paulo II. Mais do que um pacto matrimonial, o homem foi feito para uma aliança eterna com Deus.

2. Homens e mulheres são real e profundamente diferentes

Nenhuma ideologia pode obscurecer este fato inscrito na natureza humana: homens e mulheres são real e profundamente diferentes.

Para explicar a diferença entre os sexos, o escritor norte-americano John Gray chegou a colocar homens e mulheres em planetas diferentes. Em seu famoso best-seller “Os Homens São de Marte, as Mulheres São de Vênus", ele conta que “marcianos" e “venusianas" viveram por muito tempo em paz, até que “os efeitos da atmosfera da Terra assumiram o controle, e certa manhã todos acordaram com (...) amnésia" [5]: tinham esquecido que vieram de planetas diferentes e, por isso, passaram a viver constantemente em conflito.

Pela história da Criação, nós sabemos que Deus criou o homem e a mulher no mesmo planeta, mas com as suas diferenças, e que a “amnésia" que iniciou o referido conflito nada mais é do que o pecado original, que “teve como primeira consequência a ruptura da comunhão original do homem e da mulher" [6].

Não se pode, porém, restaurar a harmonia entre o casal negando as diferenças evidentes entre os sexos, como em uma atitude de rebeldia contra o Criador. Mais do que uma história dos contos de fadas, o cavaleiro que, com sua armadura reluzente, mata o dragão e liberta a princesa do alto do castelo, é uma bela imagem de como o homem, por exemplo, é chamado à bravura. Na vida ordinária, isso significa enfrentar o mundo, trabalhando e provendo o sustento da casa e a segurança da família.

Para a mulher, a figura de mãe não é menos heróica. Significa a doação de amor para que os seus filhos vivam e recebam uma boa educação. Infelizmente, o feminismo tem introjetado na cabeça das mulheres que ser mãe é uma desgraça e que elas só serão felizes quando forem “iguais" aos homens. A realidade, porém, é que, após o tão sonhado “empoderamento" das mulheres, estas não encontraram a felicidade, mas tão somente a desilusão e a frustração de uma vida reduzida ao serviço do mercado e do próprio egoísmo. Como disse G. K. Chesterton, “o feminismo trouxe a ideia confusa de que as mulheres são livres quando servem aos seus empregadores, mas são escravas quando ajudam os seus maridos" [7].

3. Ame o seu cônjuge como Cristo amou a Igreja

Em sua Carta aos Efésios, São Paulo exorta os maridos a amarem as suas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela [8]. Com isso, demonstra que o amor não é um “sentimentalismo barato", baseado no fundamento instável das emoções, mas uma determinação viril, baseada na rocha sólida da vontade. O pacto matrimonial é uma aliança de sangue, pela qual os esposos dizem um para o outro: “Eu derramo o meu sangue, mas não desisto de você". Não sem razão o autor do Cântico dos Cânticos canta que “o amor é forte como a morte" [9].

De fato, o próprio Deus, no ato mais extremo de amor, morreu pelos nossos pecados. Seguindo o seu modelo, todo casal que sobe ao altar deve pensar que está subindo o Calvário, a fim de oferecer a Deus o sacrifício de si mesmo, pela salvação do outro. Para o bem da pessoa amada, na verdade, tanto o homem quanto a mulher devem fazer o que for preciso, mesmo que a isso custe fazer o que não se quer. Muitas contendas entre os casais começam justamente porque um não é capaz de “dar o braço a torcer" em favor do outro. Sacrificam-se, então, a paz e a harmonia entre os dois, para satisfazer as próprias veleidades, ao invés de se sacrificar a própria vontade em favor do outro.

Também para o casamento vale o chamado de Nosso Senhor: “Quem alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me" [10].

4. Deus deve ser o centro de suas vidas e de seus dias

Não adianta morrer um pelo outro se, primeiro, não se ama a Deus. Por isso, Ele deve ser o centro de suas vidas e de seus dias.

Para amar alguém, primeiro, é preciso conhecê-lo. O que se diria de um casal de noivos que, estando prestes a se casar, não soubessem nada um do outro e não fizessem o mínimo esforço para se conhecerem? Com razão se poderia chamá-los de loucos, pois querem permanecer unidos até o fim da vida a quem nem mesmo conhecem. Ora, se para o casamento terreno, que finda com a morte, é preciso preparar-se com cuidado e empenho, quanto mais para o encontro com Deus, a quem estaremos unidos não por um dia ou uma vida, mas por toda a eternidade!

Por isso, é importante estudar as verdades de nossa fé, contidas principalmente no Catecismo da Igreja Católica e nos Evangelhos, sem jamais descuidar da oração, pela qual o próprio Deus Se revela e Se comunica a nós.

Uma vez conhecido o grande amor com que Deus nos amou, então, é preciso que o casal O ame de volta, mudando toda a sua rotina e a sua vida para colocá-Lo no primeiro lugar de tudo. Se de manhã se acordava correndo para ir ao trabalho, urge levantar um pouco mais cedo, para oferecer a Deus o que dia que começa - e, quem sabe, até participar da Santa Missa. Se à noite a família se reunia para assistir à TV e acabava vendo programas que não prestam - como são as novelas -, por que não começar a rezar o Santo Terço em família? Se o domingo tem sido tão somente o “feriado", com passeios e viagens, está na hora de transformá-lo realmente em “dia do Senhor", levando toda a família para um encontro com a melhor de todas as famílias, que é a Igreja.

Lembrem-se sempre que a sua aliança matrimonial é, antes de tudo, um compromisso com Deus. Dois sozinhos não são capazes de levar adiante um casamento; ao contrário, “a corda tripla não se arrebenta facilmente" [11].

5. O sexo não é um parque de diversões

A Igreja, ao mesmo tempo em que valoriza a sexualidade como um dom precioso do Criador, reconhece que “a sexualidade é fonte de alegria e prazer". Com isso, ela não pretende dar aos seus filhos uma autorização para que, depois de casados, façam o que bem entenderem um com o outro, mas que vivam o sexo de forma equilibrada, mantendo-se, na expressão do Papa Pio XII, “dentro dos limites duma justa moderação" [12].

Infelizmente, em nosso mundo supersexualizado, o que deveria ser uma expressão de amor tem degenerado na busca do próprio egoísmo. É muito comum, por exemplo, que, saturados por múltiplas experiências com pornografia e masturbação, os homens queiram trazer o chiqueiro do mundo para o seu leito conjugal, transformando a mulher em um objeto de satisfação sexual, ao invés de amá-la e respeitá-la como pessoa e companheira. Por outro lado, as mulheres, em troca de compensação afetiva, acabam aceitando ser transformadas em “coisas" e usadas como objetos. Ao fim, o que deveria ser uma “aliança de amor" acaba se tornando um “consórcio de egoísmos".

Para consertar as coisas, é preciso desmascarar a ideia, que alcançou sucesso com a Revolução Sexual, de que o sexo seria como um parque de diversões, o qual se buscaria tão somente para o prazer próprio e para a satisfação dos próprios caprichos. Isso não é o sexo, mas a sua perversão. A relação sexual foi concebida por Deus para unir os esposos, mas também para gerar vidas. Por isso, sexo significa, antes de qualquer coisa, família.

De fato, na família, todos vivem - ou deveriam viver - como em uma “ilha de paz": a menina, por exemplo, pode andar tranquilamente por sua casa, consciente de que não será cobiçada por seu pai ou por seus irmãos. Para afastar do pensamento o adultério do coração [13], de que fala Nosso Senhor, seria sadio que os homens olhassem para as mulheres como se fossem suas “irmãs", e vice-versa. Afinal, é nesse estado que todos os seres humanos se encontram, desde que nasceram, e que se encontrarão principalmente no fim de suas vidas, quando estiverem face a face com Deus.

Quando seu cônjuge envelhecer, por exemplo, vão-se embora com o tempo não só o vigor da juventude, como também os atrativos físicos do outro. Se seu relacionamento está baseado só no sexo, essa é uma péssima notícia. Se desde o começo, no entanto, você foi treinado para amar - e como diz o Apóstolo, “o amor tudo suporta" [14]-, você chegará à velhice feliz por ter sido casto e fiel.

6. Estejam sempre abertos ao dom dos filhos

Esta dica é indissociável da anterior: estejam sempre abertos ao dom dos filhos. Quando um casal deliberadamente se fecha à transmissão da vida, inicia um círculo de egoísmo e morte que destrói pouco a pouco a si mesmo.

Para entender a imperiosidade deste ensinamento, basta olhar para a natureza do ato sexual, que foi concebido pelo Criador tanto para unir os esposos quanto para torná-los participantes de Seu poder criador, na geração dos filhos. Se separar essas duas dimensões fora do matrimônio significa falta de compromisso, separá-las dentro do próprio casamento não deixa de ser uma manifestação “mais refinada", por assim dizer, de egoísmo e falta de amor. Por isso a Igreja condena os métodos contraceptivos, que vão contra a própria verdade do sexo. Como ensina São João Paulo II, “o ato conjugal destituído da sua verdade interior, porque privado artificialmente da sua capacidade procriadora, deixa também de ser ato de amor" [15].

Todo casal deveria perguntar com sinceridade se a sua decisão de evitar filhos não vem mais de uma atitude de egoísmo por parte dos dois do que de uma razão realmente grave e justa. E, para quem argumenta que “filho dá despesa", o Catecismo da Igreja Católica responde dizendo que “o filho não é uma dívida, é uma dádiva" [16]. Basta lançar um olhar às numerosas famílias de alguns anos atrás, que, embora não vivessem imersas em luxo, eram muito mais felizes que as minúsculas e egoístas famílias de hoje.

O salmista diz que “os filhos são a bênção do Senhor" [17]. Mesmo que a sociedade de hoje os veja como uma maldição, as palavras do Espírito Santo permanecem. Continua valendo a pena esperar de Deus o número de filhos que Ele quiser, ao invés de reduzirmos o número de crianças à medida do nosso comodismo.

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As dicas acima pretendem ser alguns curtos conselhos. Mas, não custa nada lembrar, de novo, que a plena felicidade o ser humano só alcançará no Céu, quando celebrar o matrimônio com o único e verdadeiro Esposo de nossas almas: o próprio Deus.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Catecismo da Igreja Católica, 1606
  2. Santo Agostinho, Enchiridion de fide, spe et caritate. 3. 11: CCL 46, 53 (PL 40, 236)
  3. Confissões, I, 1: PL 32
  4. Audiência geral, 24 de outubro de 1979, 2
  5. John Gray, Homens são de Marte, mulheres são de Vênus, Rio de Janeiro: Rocco, 1995, p. 19
  6. Catecismo da Igreja Católica, 1607
  7. G. K. Chesterton, Social Reform versus Birth Control, 1927
  8. Ef 5, 25
  9. Ct 8, 6
  10. Lc 9, 23
  11. Ecl 4, 12
  12. Catecismo da Igreja Católica, 2362
  13. Cf. Mt 5, 28
  14. 1 Cor 13, 7
  15. Audiencia general, 22 de agosto de 1984, 6
  16. Catecismo da Igreja Católica, 2378
  17. Sl 127, 3

| Categoria: Sociedade

Pigmeus do mundo sobrenatural e eterno

Se são muitos os males que pesam sobre nossas cabeças, é porque são poucas as almas que procuram se conformar às verdades eternas.

Não é preciso muita perspicácia para identificar que a humanidade afunda em uma grave crise. Infelizmente, até o lugar que deveria ser o oásis no deserto de materialismo que se experimenta em nossos tempos se encontra muitas vezes devastado pelo pensamento mundano. Poucas vezes as palavras do profeta foram tão apropriadas: “Se eu saio para os campos, eis os mortos à espada; se eu entro na cidade, eis as vítimas da fome!" [1].

Evidentemente, está a se falar de uma crise de fundo espiritual. O homem contemporâneo é o anômalo que o Papa Pio XII descrevia como “gigante do mundo físico", mas “pigmeu do mundo sobrenatural e eterno" [2].

Várias imagens podem ser usadas para compor esta personagem estranha que é o homem do século XXI. Em outros tempos, por exemplo, era comum o fenômeno das “conversões tardias": pessoas que, após viver muito tempo afastadas de Deus e da Igreja, vendo a passagem dos anos e a proximidade da morte, caíam em si mesmas, tomavam fôlego e procuravam o caminho do Céu. Hoje, experimenta-se a triste realidade das “obstinações tardias": pessoas que, depois de viverem dissolutamente a vida inteira, recobram ânimo no fim da vida... para ofender ainda mais a Deus, dissipando os seus últimos dias no lamaçal do pecado e usando os seus fios de cabelo brancos para aconselhar os outros a fazer o mesmo – bem ao estilo “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos" [3].

No outro extremo da pirâmide etária, o quadro também não é muito alentador. O demônio aprendeu muito bem com Platão que “o começo, em todas as coisas, é sempre o mais importante, mormente para os jovens", já que “é sobretudo nessa época que os modelamos e que eles recebem a marca que pretendemos imprimir-lhes" [4]; por isso, destrói a família e aquilo que deveria ser a educação das crianças torna-se a razão de sua queda. Não é raro assistir, por exemplo, até mesmo em programas de televisão, a crianças cantando e dançando músicas indecentes.

Mas, os exemplos se multiplicam. Em um projeto chamado de “genial" por um site jornalístico, uma norte-americana criou um acampamento em que colocava meninos – de 5 a 12 anos – vestidos como meninas e vice-versa. O objetivo era “ajudar famílias e escolas a entenderem mais sobre o assunto relacionado ao universo LGBT". A iniciativa – mais uma das que integram a malfadada “ideologia de gênero" – “gerou uma série de fotos, que por sua vez se tornarão um livro" [5].

Menino desfila vestido de menina

O que dizer de uma época em que fotos como essas, com crianças sendo tratadas como cobaias de uma experiência ideológica, são apreciadas a ponto de produzirem um livro? Na ânsia de “agigantar-se" física e materialmente, o homem tem prescindido de sua dimensão espiritual e, como consequência, tem descido mais baixo que a própria natureza.

Investigar as causas da rápida e progressiva degeneração de nosso século é menos urgente que indicar os remédios para a sua salvação. Estes, na verdade, se resumem a um: a graça de Deus. Qualquer esforço humano, sem o auxílio sobrenatural, será em vão. Para isso, é preciso que recuperemos duas coisas sobre as quais pouco se fala ultimamente: oração e penitência.

Essas duas palavras, tão comuns no vocabulário dos antigos, designam, com efeito, as duas armas com as quais a Igreja, desde o começo e em todo o tempo, santifica os seus membros. Por meio da oração, pedem-se a Deus as graças necessárias para amá-Lo; pela mortificação, os nossos corações se alargam para amar mais perfeitamente a Ele.

Se são muitos os males que pesam sobre nossas cabeças, é porque são poucas as bocas que repetem e menos ainda as almas que se conformam às verdades eternas. Que sejamos santos: eis o grande desafio de toda a nossa existência.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Jr 14, 18
  2. Radiomensaje de Navidad, 24 de diciembre de 1953, n. 9
  3. 1 Cor 15, 32
  4. A República, II
  5. 'You Are You,' Lindsay Morris Photography Book, Documents Camp For Gender-Nonconforming Kids.

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Um organismo decapitado

Além de tentar arrancar do coração humano as virtudes sobrenaturais infundidas por Deus em sua alma, o trabalho do diabo tem ido além.

Ainda destrinchando as palavras do Papa Pio XII sobre a lenta e gradual destruição da humanidade, é preciso que nos atentemos às seguintes palavras: “Nestes últimos séculos [o “inimigo"] tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo" [1].

A que Pio XII queria se referir, nesse discurso, ao falar do “organismo misterioso de Cristo"? Esse Pontífice, que escreveu a bela encíclica Mystici Corporis, “sobre o Corpo Místico de Jesus Cristo e nossa união nele com Cristo" [2], podia muito bem estar falando da Igreja, que é “muito mais excelente que quaisquer outras sociedades humanas" [3]. Mas, dado o contexto – a desestruturação presente em todo o mundo –, também é provável que tenha querido falar da sociedade humana como um todo.

Mas, por que chamar a sociedade de “organismo misterioso de Cristo"? Porque, como atesta Santo Tomás de Aquino, verdadeiramente, Cristo é cabeça de todos os homens:

“Cristo é a cabeça de todos os homens, mas em graus diversos. Assim, primária e principalmente, é a cabeça daqueles que atualmente lhe estão unidos pela glória. Em segundo lugar, dos que lhe estão unidos pela caridade. Em terceiro, dos que lhe estão unidos pela fé. Em quarto, dos que lhe estão unidos só em potência sem ainda terem sido reduzidos ao ato, mas que a este devem ser reduzidos, segundo a divina predestinação. O quinto, enfim, os que lhe estão unidos em potência e nunca serão reduzidos a ato, como os homens que vivem neste mundo e que não são predestinados. Mas que, partindo deste mundo, deixam totalmente de ser membros de Cristo, por já não poderem ser unidos a Cristo." [4]

Ao assumir a natureza humana, Jesus procurou salvar todos os homens. “Como não há, não houve, nem haverá homem algum cuja natureza não foi assumida por Cristo Jesus, nosso Senhor, assim não há homem algum, não houve, nem haverá pelo qual ele não tenha sofrido", diz uma declaração magisterial do século IX. Mas, como “o cálice da salvação humana", “se não for bebido, não salva" [5], o sacrifício de Cristo, embora útil a todos, pode ser ineficaz, não por defeito do resgate operado por Nosso Senhor, mas por ingratidão dos homens. Por isso, o demônio se esforça por transformar aqueles que receberam, pelos méritos de Cristo, a herança eterna, em rebeldes e moradores do inferno.

Em nossos tempos, porém, além de tentar o homem com a falta de fé, com o desespero e com o ódio, tentando arrancar de seu coração as virtudes sobrenaturais infundidas por Deus em sua alma, o trabalho do diabo tem ido além. A própria seiva natural tem sido impiedosamente sugada de suas veias e passam a ser aceitos comportamentos que, em si mesmos, não só entram em choque com preceitos religiosos, mas com a própria realidade das coisas.

Como não deplorar, por exemplo, que o aborto e a eutanásia sejam amplamente aceitos por legislações civis mundo afora? Como não enxergar na promoção de um “estilo de vida homossexual" uma profunda disfunção cultural, que coloca o prazer acima da própria preservação da espécie? Como não se espantar com o agigantamento descontrolado do “Estado-babá", que não só distribui vales e bolsas aos seus cidadãos – que bem podem ser chamados de súditos –, mas chega a arrogar para si o direito de educar as crianças e os jovens?

O “inimigo", indica o Santo Padre, é “astuto". Obscurecendo a compreensão da lei natural, torna praticamente impossível a obra de evangelização entre os homens. Afinal, como se pode ensinar que Deus é um pai amoroso, que “de tal modo amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" [6], se se aceita que uma mãe que mata seu filho permaneça impune ou, pior, receba toda a assistência do Estado para assassiná-lo? Ou se se entrega aos políticos a responsabilidade de criar as crianças, eliminando lenta e gradualmente as figuras paternas e maternas de seus imaginários? Como se podem ensinar as verdades eternas, cujo fio condutor é a Palavra (o λόγος) que “se fez carne" [7], a uma sociedade que sequer entende a finalidade primária do ato conjugal?

Por esses e outros fatos, é preciso concordar com o Papa: está-se diante de uma verdadeira “desagregação intelectual, moral, social, da unidade do organismo misterioso de Cristo" – que chega a parecer “decapitado". A solução é recuperar como guia e senhor Aquele que é “a cabeça de todos os homens" e procurar, com a oração e com a pregação do Evangelho, integrar todos no Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.

Por Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Pio XII, Discorso agli uomini di Azione Cattolica, 12 ottobre 1952
  2. Carta Encíclica Mystici Corporis, 29 de junho de 1943
  3. Mystici Corporis, 61
  4. Suma Teológica, III, q. 8, a. 3
  5. Sínodo de Quiercy, maio 853: DS 624
  6. Jo 3, 16
  7. Jo 1, 14

| Categoria: Sociedade

Vamos defender a vida

Descubra como você pode ajudar a derrubar a Lei Cavalo de Troia e afugentar o aborto do Brasil

Este é um momento importantíssimo de nossa luta em defesa da vida, contra a legalização do aborto no Brasil. No ano passado, a Lei n. 12.845/2013, que aparentemente dispunha “sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual", foi sancionada pela Presidente da República. Olhando para a linguagem do texto legal, alertamos que esta lei abriria uma brecha para a possibilidade de se fazer o aborto em nosso país. Com razão o então projeto foi apelidado de “Cavalo de Troia".

O argumento do governo – e até de algumas pessoas do movimento pró-vida – era o de que esta lei se referia tão somente à proteção da mulher e que não tinha nada que ver com o Poder Executivo – ainda que fosse o próprio Ministério da Saúde a propor o projeto de lei.

Acontece que, na última semana, o mesmo Ministério da Saúde, por meio da Portaria n. 415 de 2014, regulamentou a Lei Cavalo de Troia, incluindo na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde a “interrupção da gestação/antecipação terapêutica do parto", fixando o preço do abortamento em R$ 443,40. O mesmo preço de um parto. (Aparentemente, para essas pessoas, a morte e a vida são a mesma coisa.)

Diante da notoriedade que ganhou a portaria, o Ministério da Saúde acabou por revogá-la esta semana (pela Portaria n. 437), sem apresentar nenhuma justificativa. No entanto, a verdade já havia sido revelada: realmente, a Lei Cavalo de Troia foi concebida para disseminar a prática do aborto no Brasil.

Se a portaria foi felizmente revogada, a Lei Cavalo de Troia, no entanto, continua vigente. Só poderemos cantar um canto de verdadeira vitória quando este texto for totalmente retirado de nosso ordenamento jurídico.

Para isso, é preciso que ajamos, entrando em contato com os parlamentares da Câmara dos Deputados. Há um projeto de lei no Congresso Nacional, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que “revoga a Lei n.º 12.845, de 1º de agosto de 2013": trata-se do Projeto de Lei n. 6033/2013. É importante que todos os brasileiros, independentemente da religião que professam, telefonem e enviem e-mails aos nossos parlamentares, pedindo que aprovem com urgência o PL 6033/13, a fim de varrer do mapa do Brasil a perfídia do aborto e da cultura da morte.

Segue abaixo a lista com os números e os endereços eletrônicos das lideranças dos partidos juntamente com um modelo de texto. O futuro do Brasil e de nossas crianças depende da nossa ação.

Modelo de carta aos deputados:

Assunto: Requerimento de urgência para votar PL 6033/2013
Excelentíssimos senhores deputados,
Em 2013, um projeto de lei que dispunha “sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual" passou pelo Congresso Nacional tão rapidamente que Vossas Excelências sequer tiveram prazo para examinar e discutir com clareza o que o texto da proposta dizia. Prova disso é que muitos parlamentares só passaram a repensar o referido projeto quando este já tinha sido aprovado nas duas casas legislativas e estava nas mãos da Presidente da República, Dilma Rousseff.
Trata-se da Lei n. 12.845/2013 (até então, apenas Projeto de Lei n. 3/2013). O texto desta lei, com uma linguagem aparentemente inofensiva, introduz no ordenamento jurídico brasileiro alguns conceitos e garantias problemáticos. Faz referência “ao controle e ao tratamento dos agravos físicos e psíquicos decorrentes de violência sexual", considerando esta “qualquer forma de atividade sexual não consentida", além de fixar como obrigatório para “todos os hospitais integrantes da rede do SUS" um serviço denominado “profilaxia da gravidez". Regulamentando esta lei, o Ministério da Saúde emitiu, no final do último mês, a Portaria 415, que fixava o preço da “INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO" (eufemismo para aborto) em R$ 443,40. A portaria foi revogada, no dia 28, mas, infelizmente, a Lei n. 12.845, que permitiu a edição de uma norma deste teor, continua vigente.
Considerando que O POVO BRASILEIRO É MAJORITARIAMENTE CONTRÁRIO AO ABORTO, à sua descriminalização e à sua disseminação no Brasil, pedimos a Vossas Excelências que APROVEM UM REQUERIMENTO DE URGÊNCIA PARA VOTAR O PROJETO DE LEI N. 6033/2013, que revoga a Lei n. 12.845. Este projeto, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), precisa ser votado o mais depressa possível e diretamente no Plenário da Câmara, a fim de evitar novas intromissões do governo nesta matéria e assegurar o exercício da soberania do povo que, repetimos, é majoritariamente contrário ao aborto, à sua descriminalização e à sua disseminação em nosso país.
Estamos cientes do que tratam essas leis e acompanhamos com muito critério cada movimento nesse sentido no Congresso Nacional.
Atenciosamente,
Seu Nome.

Liderança do Governo
Henrique Fontana (PT-RS) / 0 xx (61) 3215-9001;
lid.govcamara@camara.leg.br

Liderança da Minoria
Domingos Sávio / 0 xx (61) 3215-9820;
lid.min@camara.leg.br

PT Partido dos Trabalhadores
Vicentinho / 0 xx (61) 3215-9102
lid.pt@camara.leg.br

PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro
Eduardo Cunha / 0 xx (61) 3215-9181 / 80
lid.pmdb@camara.leg.br

PSD Partido Social Democrático
Moreira Mendes / 0 xx (61) 3215-9060 / 9070
lid.psd@camara.leg.br

PSDB Partido da Social Democracia Brasileira
Antonio Imbassahy / 0 xx (61) 3215-9345 / 9346
lid.psdb@camara.leg.br

PP Partido Progressista
Eduardo da Fonte / 0 xx (61) 3215-9421
lid.pp@camara.leg.br

PR Partido da República
Bernardo Santana de Vasconcellos / 0 xx (61) 3215-9550
lid.pr@camara.leg.br

DEM Democratas
Mendonça Filho / 0 xx (61) 3215-9265 / 9281
lid.dem@camara.leg.br

PSB Partido Socialista Brasileiro
Beto Albuquerque / 0 xx (61) 3215-9650
lid.psb@camara.leg.br

SD Solidariedade
Fernando Francischini / 0 xx (61) 3215-5265
lid.solidariedade@camara.leg.br

PROS Partido Republicano da Ordem Social
Givaldo Carimbão / 0 xx (61) 3215-9990
lid.pros@camara.leg.br

PDT Partido Democrata Trabalhista
Vieira da Cunha / 0 xx (61) 3215-9700 / 9701 / 9703
lid.pdt@camara.leg.br

PTB Partido Trabalhista Brasileiro
Jovair Arantes / 0 xx (61) 3215-9502 / 9503
lid.ptb@camara.leg.br

PSC Partido Social Cristão
Andre Moura / 0 xx (61) 3215-9762 / 9771 / 9761
lid.psc@camara.leg.br

PRB Partido Republicano Brasileiro
George Hilton / 0 xx (61) 3215-9880 / 9882 / 9884
lid.prb@camara.leg.br

PV Partido Verde
Sarnye Filho / 0 xx (61) 3215-9790 / Fax: 0 xx (61) 3215-9794
lid.pv@camara.leg.br

E-mails dos Gabinetes das Lideranças

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lid.min@camara.leg.br;
lid.pt@camara.leg.br;
lid.pmdb@camara.leg.br;
lid.psd@camara.leg.br;
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lid.pr@camara.leg.br;
lid.dem@camara.leg.br;
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lid.solidariedade@camara.leg.br;
lid.pros@camara.leg.br;
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lid.ptb@camara.leg.br;
lid.psc@camara.leg.br;
lid.prb@camara.leg.br;
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E-mails dos Deputados

Acre
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Alagoas
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Amazonas
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Espírito Santo
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Goiás
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Maranhão
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dep.pedronovais@camara.leg.br;
dep.pedrofernandes@camara.leg.br;
dep.lourivalmendes@camara.leg.br;
dep.heliosantos@camara.leg.br;
dep.gastaovieira@camara.leg.br;
dep.franciscoescorcio@camara.leg.br;
dep.domingosdutra@camara.leg.br;
dep.davialvessilvajunior@camara.leg.br;
dep.cleberverde@camara.leg.br;
dep.carlosbrandao@camara.leg.br;
dep.wevertonrocha@camara.leg.br;
dep.waldirmaranhao@camara.leg.br;
dep.zevieira@camara.leg.br;

Minas Gerais
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dep.stefanoaguiar@camara.leg.br;
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dep.saraivafelipe@camara.leg.br;
dep.rodrigodecastro@camara.leg.br;
dep.renzobraz@camara.leg.br;
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dep.maurolopes@camara.leg.br;
dep.marcuspestana@camara.leg.br;
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dep.luizfernandofaria@camara.leg.br;
dep.luistibe@camara.leg.br;
dep.lincolnportela@camara.leg.br;
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dep.joaobittar@camara.leg.br;
dep.jairoataide@camara.leg.br;
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Mato Grosso
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| Categoria: Notícias

Reze pela Venezuela

Venezuelanos vão às ruas pedir a deposição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Os protestos, que reuniram estudantes, médicos, donas de casa e até sacerdotes, são pelo fim de um regime ditatorial que já dura mais de uma década.

As ruas da Venezuela têm sido tomadas por milhares de pessoas que, em várias cidades do país, protestam contra o regime socialista e ditatorial de Nicolás Maduro, sucessor e herdeiro do chavismo. O cenário nacional, já transformado há muito por uma política de orientação claramente de esquerda, é desalentador. Por isso, não é a primeira vez que os protestos são assumidos pela população, privada de liberdade e dos recursos mais básicos para a própria sobrevivência.

O país, que vive uma onda de insegurança, com taxas altíssimas de homicídios (o país fechou o ano de 2013 com o número impressionante de 25 mil mortos[1]), enfrenta também, há muito tempo, a escassez de produtos de consumo, como leite, óleo, açúcar, carne e farinha, e também de higiene pessoal. Com a elevação da taxa inflacionária, a imprensa não pode nem mesmo comprar papel para a confecção e distribuição de jornais impressos.

Insatisfeitos com a situação política, econômica e social do país, os venezuelanos foram em massa ao protesto: estudantes, médicos, donas de casa e até sacerdotes saíram às ruas para pedir a deposição de Maduro. E tudo foi realizado de modo pacífico e ordeiro, como explica Graça Salgueiro, no “Observatório Latino", da Rádio Vox1. “Bastante ao contrário aqui do Brasil, as marchas deles são de fato pacíficas", conta a jornalista. “Eles vão para as ruas apenas com a bandeira nacional e saem fazendo as cobranças ao governo, com cartazes e faixas", mas sem “nenhuma coisa que possa provocar alguma agressão, alguma violência"[2].

Do outro lado, porém, a polícia e as milícias chavistas atuaram com dureza na repressão dos protestos. Vários estudantes detidos reclamam ter recebido torturas degradantes por parte da Guarda nacional[3]. “Como sempre, a polícia, que é politizada, aparelhada pelo chavismo, parte para a violência. E violência com armas de fogo", explica Graça Salgueiro. Em um vídeo que circulou amplamente na Internet, é possível ver como os agentes da Guardia Nacional Bolivariana tratam um dos manifestantes capturados:

Em meio ao clima de instabilidade vivido no país, foram assassinados, na noite do sábado (15), em Valência, dois padres salesianos – Jesús Erasmo Plaza, 79, e Luis Heriberto Sánchez, de 84 anos[4]. Os sacerdotes, apunhalados por dois menores, morreram em circunstâncias estranhas. Em Maracaibo, também um padre foi gravemente ferido pela Guarda Nacional, durante um protesto na Praça da República[5].

Não bastasse a violência com que atuam as milícias do governo, o canal internacional NTN24, que exibia vídeos das manifestações ocorridas no país, foi tirado do ar, sob a alegação de estar violando leis nacionais. O presidente da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), William Castillo, afirmou que a página do canal na Internet ficará bloqueada enquanto a rede de televisão continuar com seus “intentos de apoiar ativamente a desestabilização"[6].

Está mais do que claro o cerceamento da liberdade de imprensa e dos próprios direitos fundamentais em solo venezuelano. O povo brasileiro, em solidariedade às pessoas que vivem sob esse regime antidemocrático, de cuja repressão não poucos governantes latino-americanos são vergonhosamente cúmplices[7], deve mobilizar-se para ajudar seus vizinhos, não poupando orações e penitências por eles. O Pray for Venezuela [“Reze pela Venezuela"], lançado na Internet, é um movimento que reúne vários homens de boa vontade, dispostos a implorar a Deus as suas bênçãos para o povo venezuelano.

Também é importante que os brasileiros assinem uma petição criada pelo site CitizenGO, pedindo a intervenção da Organização dos Estados Americanos na Venezuela. A carta, que deve ser endereçada ao secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, solicita que “se aplique o mais rápido possível a carta democrática da OEA" no país, já que “a cada minuto direitos são pisoteados, cidadãos são humilhados e uma ditadura se fortalece no poder". A carta democrática[8] da OEA estabelece, entre outras coisas, que “os povos da América têm direito à democracia", que “seus governos têm a obrigação de promovê-la e defendê-la" (art. 1º) e que “a liberdade de expressão e de imprensa" é um dos “componentes fundamentais do exercício da democracia" (art. 4º). Para que o texto desse documento não se torne mera letra morta, é muito importante que se assine esta petição.

Para assiná-la, basta entrar no site CitizenGO, escrever o seu nome, o seu e-mail, o nome do país em que mora e clicar em “ASSINE".

Roguemos a Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina, que abençoe não só a Venezuela, como todo o nosso continente, e o livre do flagelo do socialismo.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Referências

  1. Venezuela é 3º país mais violento do mundo, diz ONG – Jornal O Globo
  2. Venezuela – Programa “Observatório Latino", 14 fev. 2014 | Rádio Vox
  3. Foro Penal Venezolano: Estudiantes detenidos recibieron torturas y violaciones a DDHH – MiamiDiario.com
  4. Dois padres salesianos são assassinados na Venezuela – G1
  5. El padre Jose Palmar fue herido gravemente por la GNB en la Plaza de la Republica “Maracaibo" – S.O.S. Venezuela
  6. Conatel afirma que página de NTN24 continuará bloqueada mientras “apoye la desestabilización" | NTN24
  7. Para entender como a ascensão da esquerda socialista na América Latina foi um processo articulado,recomenda-se a leitura das atas do Foro de São Paulo.
  8. Carta Democrática - Organização dos Estados Americanos