Hoje – 07 de Setembro de 2026
Irmãos, 1é voz geral que está acontecendo, entre vós, um caso de imoralidade; e de imoralidade tal que nem entre os pagãos costuma acontecer: um dentre vós está convivendo com a própria madrasta. 2No entanto, estais inchados de orgulho, ao invés de vestirdes luto, a fim de que fosse tirado do meio de vós aquele que assim procede?,3Pois bem, embora ausente de corpo, mas presente em espírito, eu julguei, como se estivesse aí entre vós, esse tal que tem procedido assim: 4Em nome do Senhor Jesus — estando vós e eu espiritualmente reunidos com o poder do Senhor nosso, Jesus —, 5entregamos tal homem a Satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor. 6Vós vos gloriais sem razão! Acaso ignorais que um pouco de fermento leveda a massa toda? 7Lançai fora o fermento velho, para que sejais uma massa nova, já que deveis ser sem fermento. Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado. 8Assim, celebremos a festa, não com velho fermento, nem com fermento de maldade ou de perversidade, mas com os pães ázimos de pureza e de verdade.
Na vossa justiça guiai-me Senhor!
5 Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, *
não pode o mau morar convosco;
6 nem os ímpios poderão permanecer *
perante os vossos olhos. R.
7 Detestais o que pratica a iniquidade *
e destruís o mentiroso.
Ó Senhor, abominais o sanguinário, *
o perverso e enganador. R.
12 Mas exulte de alegria todo aquele *
que em vós se refugia;
sob a vossa proteção se regozijem, *
os que amam vosso nome! R.
Aconteceu num dia de sábado que 6Jesus entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. 9Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” 10Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 6 ,6-11)
Aconteceu num dia de sábado que, Jesus entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observava, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.
No Evangelho de hoje, Jesus está na sinagoga num dia de sábado, e ali havia um homem cuja mão direita era seca. Esse é o cenário que todos veem naquele momento; porém, existe algo que somente Jesus enxerga: o coração das pessoas. Ele percebe que os mestres da Lei e os fariseus o observavam para ver se Ele iria curar o enfermo no sábado — que era um dia de preceito —, a fim de acusá-lo. Então, conhecendo seus pensamentos maliciosos e como que os provocando, Nosso Senhor chama o homem da mão seca e coloca-o no meio de todos.
Nosso Senhor, então, desmascara os pensamentos desses corações maldosos e, depois, apresenta o seu ensinamento: o amor e a caridade constituem uma Lei muito superior à mera observância exterior do sábado. Na verdade, a própria observância do sábado é um instrumento dado por Deus para que nós o amemos com verdadeiro amor e caridade e para que, evidentemente, essa caridade transborde no amor ao próximo.
Aqui se manifesta a malícia desses corações que são, no fundo, corações assassinos, porque rejeitaram Jesus. O Evangelho conclui dizendo: “Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus” (Lc 6, 11). Eis o que está descrito no Evangelho, mas descrito de tal modo que conseguimos enxergar verdadeiramente o que se passava no interior daqueles homens.
Aplicando, pois, essa realidade à nossa vida, precisamos considerar que nem sempre, quando fazemos coisas boas e observamos a Lei de Deus, a nossa intenção e o nosso coração estão completamente retos. Os mestres da Lei e os fariseus observavam a Lei de Deus em sua literalidade: reuniam-se na sinagoga, liam a Palavra de Deus e não trabalhavam no sábado. Apesar disso, embora exteriormente seguissem as prescrições da Lei, seus corações estavam muito afastados do Senhor, e é justamente contra isso que precisamos nos precaver— porque esse afastamento pode acontecer de forma quase imperceptível.
Talvez comecemos a observar a Lei com uma intenção boa e reta, verdadeiramente por amor a Deus, mas que, pouco a pouco, nessa própria observância, vamos nos esquecendo d’Ele. Isso gradualmente nos leva a um esquecimento cada vez mais profundo da caridade, terminando por fim a transformar aquilo que Deus nos deu para nos unirmos a Ele numa espécie de sistema idolátrico, no qual vamos matando Jesus em nossos corações, como fizeram os fariseus e os mestres da Lei.
Façamos, portanto, o nosso exame de consciência. Como vai a nossa vida espiritual? É uma vida realmente centrada na união com Cristo e no nosso amor por Ele? Estamos dispostos a nos desfazer de nós mesmos e a renunciar à nossa própria vontade para estarmos unidos a Nosso Senhor? Ou estamos transformando a nossa vida espiritual numa realidade cujo centro somos nós mesmos?
Infelizmente, é possível termos uma vida material exteriormente boa, tranquila e religiosa, mas, ao mesmo tempo, carregar por dentro um sistema ímpio. Cristo, conhecendo os pensamentos de todos ao seu redor, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio” (Lc 6, 8). E, ao fazer isso, é como se Ele colocasse no centro a nossa própria miséria e dissesse: “Veja quem você realmente é”, fazendo-nos passar pela vergonha necessária de enxergar a verdade a nosso respeito e compreender que, apesar de parecermos piedosos por fora, podemos estar nos afastando do Único Necessário: a união com Deus, que necessariamente transborda no amor ao próximo.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.