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Comunidade LGBT celebra “drag queen” de 8 anos no Canadá

Esta matéria é para você ter uma leve ideia de como será o mundo da ideologia de gênero, quando for finalmente implantado “o ideal de que não existe nada que seja só de menino ou só de menina”.

A notícia que você está prestes a ler não é exatamente recente, nem relata algo que se tenha passado no Brasil, mas a gravidade do assunto transcende o tempo e o espaço.

Foi em maio deste ano que Nemis Quinn Mélançon-Golden, um garoto canadense de apenas 8 anos, ganhou os holofotes da comunidade LGBT. Ele participou de uma parada em Montreal, chamada Werq the World Tour, ganhou a atenção de um travesti aparentemente famoso, chamado "Bianca del Rio", e o seu vídeo ficou viral nas redes sociais. Agora Nemis, um menino, é conhecido como "Lactatia", seu nome de "drag queen".

No vídeo a seguir, publicado por um canal LGBT no YouTube, é possível ver a própria mãe de Nemis aplicando maquiagem no rosto de seu filho, preparando-o para sua apresentação. Os pais do menino dão total apoio ao "sonho" de Nemis de ser uma estrela do mundo "drag".

No início do vídeo, já vestido de mulher, Nemis diz: "Eu acho que todos podem fazer o que quiser da vida, não importa o que os outros pensem. Se você quer ser um 'drag queen' e os seus pais não deixam, você precisa de novos pais. Se você quer ser um 'drag queen' e seus amigos não deixam, você precisa de novos amigos."

O LifeSiteNews.com traz mais informações sobre o caso, mas uma matéria em português também pode ser lida aqui, com a diferença de que, neste caso, o articulista vem em defesa da situação. Destaque para o trecho de uma entrevista concedida pelos pais de Nemis (grifos nossos):

O site Best Kept Montreal conversou com os pais de Nemis Quinn Mélançon Golden, responsável por criar Lactatia junto com a irmã Kashmyr Luna Higgins (14 anos), e eles provaram que são, provavelmente, uns dos melhores pais do mundo.

"Quando está fora do personagem, Nemis se identifica como um menino e, quando está nele, como uma menina. Drag, para Nemis, é sobre performance e personagem. Quando ele está como Lactatia, ele é uma garota com pênis. No que diz respeito a gênero, nós somos muito abençoados por ter nossos dois filhos e o ideal de que não existe nada que seja só de menino ou só de menina. Ele está crescendo brincando com os vestidos de princesa e os sapatos da irmã e andando de skate", disse Coriander Golden, pai de Lactatia.

"Claramente não somos como a maioria dos pais. Ao invés de praticar futebol aos sábados de manhã, nós temos aula de Vogue. Quando vamos às compras, compramos a mesma quantidade de jeans preto, peças de caveira, lantejoulas e tules. E conforme a sexualidade e a drag dele evoluem, Nemis entende que a maioria das drag's é gay. Conversamos muito sobre isso, porque ele ficou preocupado com que as pessoas não levassem a drag dele a sério, já que ele não sente que seja gay", completou Jessica Mélançon, mãe de Lactatia. "Talvez no futuro ele se descubra gay? Quem sabe? Por sorte ele tem uma vida inteira pela frente para descobrir esse aspecto sobre ele. Por enquanto ele está satisfeito de encontrar sapatos que sirvam nele e por cuidar das próprias coisas", argumentou o pai.

Certos tipos de notícia devem ser simplesmente veiculados, sem acréscimos, nem comentários adicionais. É o caso dessa notícia. Ela ilustra como será o mundo da ideologia de gênero, quando for finalmente implantado "o ideal de que não existe nada que seja só de menino ou só de menina", como disseram os pais de Nemis.

Algumas famílias já estão vivendo este pesadelo dentro de seus próprios lares, suplantando a realidade do ser por um desejo irrefreável de liberdade. O caso de Nemis não é único, mas constitui um emblema da crise educacional por que passamos: ao invés de realmente formarmos os nossos filhos, são eles quem devem, agora, "descobrir" o que querem ser; ao invés de colocarmos limites às suas pretensões — não porque sejamos "carrascos autoritários", mas porque o mundo real o exige —, fazemos de conta que não existe nada de errado com o mundo, que está tudo bem, que "todos podem fazer o que quiser da vida". O problema é que, embora sejamos "livres" para escolher o que fazer de nossos corpos — e de nossos filhos —, as consequências de nossas opções inevitavelmente se seguem, ainda que não as queiramos.

"Poderíamos imaginar crianças brincando na planície de um topo relvoso de alguma ilha elevada no meio do mar", diria G. K. Chesterton. "Contanto que houvesse um muro em volta do precipício, elas poderiam entregar-se ao jogo frenético e transformar o lugar na mais barulhenta creche. Mas os muros foram derrubados, deixando desguarnecido o perigo do precipício."

E as crianças… elas caíram.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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“Como cientista, posso afirmar que a homossexualidade não é inata”

Sem medo de enfrentar o “politicamente correto” e ser tachado de “homofóbico”, este especialista assegura: é possível sim a mudança de conduta daqueles que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo.

O dr. Jokin de Irala, médico e investigador da Universidade de Navarra, explica que a exclusão desta conduta do manual de doenças da APA ocorreu por simples votação. Questiona o fato de que todos os que criticam o fenômeno sejam considerados homofóbicos. O médico, mestre em saúde pública e especializado em afetividade e sexualidade humana, assinala nesta entrevista a necessidade de transpor para o plano científico o debate sobre a homossexualidade. Irala afirma que a homossexualidade é um desenvolvimento inadequado da identidade sexual e assegura que é possível a mudança de conduta daqueles que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo.

– Há alguma prova científica de que se nasce homossexual?

– Como cientista, diria que a homossexualidade se produz, não é inata, decididamente. Deve-se dizer que, de fato, não existe nenhuma evidência científica que apoie a teoria genética da homossexualidade ou que ela possa ser inata. Os especialistas em homossexualidade que trabalham em associações científicas como a NARTH nos EUA (Associação Nacional de Investigação e Terapia da Homossexualidade) afirmam que se trata de um desenvolvimento inadequado da identidade sexual. Por isso, deveríamos pelo menos aceitar que o debate científico sobre este tema possa continuar existindo.

– De onde vem a corrente de pensamento que afirma que é uma opção sexual normal?

– Esta ideia de que uma pessoa nasce homossexual tem a sua origem nos anos 70, quando os ativistas da homossexualidade nos EUA fizeram muito lobby para que a APA, que é a Associação Americana de Psiquiatras, excluísse o tema do manual de classificação de doenças. Assim, realizaram uma votação da qual participaram 25% dos membros e cujo resultado foi de 69% favoráveis à exclusão da homossexualidade dessa lista. Que eu saiba, este é o único caso na medicina em que foi decidido se algo é uma doença ou não por meio de uma simples votação de quem assiste a uma reunião. É como se na sociedade espanhola de endocrinologia fosse realizada uma votação para decidir, a favor ou contra, se a obesidade é um problema de saúde. Isto não tem precedentes. O que precisa ser feito é analisar o problema com estudos científicos.

– Trata-se de uma conduta que pode ser alterada?

– Há dados científicos, estudos publicados em revistas científicas que mostram que a homossexualidade pode, sim, ser alterada com uma terapia adequada, inclusive nos EUA há associações de ex-gays. Muitos deles protestam porque dizem que estes grupos de ativistas não deixam que se saiba que a mudança é possível. E não só não deixam que se saiba como não admitem que alguém possa livremente pedir ajuda. Há, por exemplo, o caso de um juiz de Lombardia (Itália) que declarou ilegal tratar a um homossexual, mesmo que ele o peça livremente. Isto é inacreditável. É um atentado contra a autonomia do paciente.

– Em que se baseiam?

– Afirmam que a terapia é quase uma tortura, traumática, com choques elétricos. No entanto, não tem nada a ver com isto. O tratamento é basicamente psicoterapia. Ora, não se pode impedir que as pessoas decidam livremente pedir ajuda. E é preciso dizer que hoje se utiliza o termo AMS para identificar a atração por pessoas do mesmo sexo, porque uma coisa é alguém se sentir atraído por pessoas do mesmo sexo, outra é que alguém, por causa dessas atrações, acabe tendo relações sexuais de tipo homossexual. O fato de que uma pessoa se sinta atraída não significa, de modo nenhum, que seja homossexual. De fato, hoje em dia, com o ambiente pró-homossexual que nos rodeia e com a cultura que existe, há muitos casos de jovens que simplesmente se sentem confusos e pedem ajuda.

– E quais seriam as causas desta conduta?

– Há diversas causas possíveis, mas parece que a maioria dos casos de homossexualidade se deve à falta de identificação dentro da família com a figura do homem ou da mulher. Tornou-se muito comum a imagem do pai autoritário, passivo, ausente da vida de um rapaz que talvez seja sensível e perfeccionista. Ou de uma mãe muito possessiva do ponto de vista emocional. Este é um dos principais caminhos que conduzem à homossexualidade.

– Há outras?

– Outro caminho, que se cruza e junta a este, é que aquele rapaz sensível, por exemplo — e não há problema nenhum em sê-lo —, é rejeitado na escola pelos outros meninos por causa dessa sensibilidade. Esta rejeição pode levar a uma diminuição de sua autoestima como homem e, por conseguinte, quando chegar à puberdade, a uma orientação homossexual. Outra causa é a conhecida ambiguidade da identidade sexual nos adolescentes. É normal que um adolescente, menino ou menina, possa ter dúvidas sobre a própria identidade sexual, mas essa ambiguidade, se bem conduzida, acaba fortalecendo a identidade masculina ou feminina dos jovens, não traz problemas, leva à heterossexualidade. O problema atual é que esta situação tem sido mal administrada e o que se diz a esse jovem é que "saia do armário".

– Existem problemas de saúde ligados à homossexualidade?

– Sim, a atividade sexual de tipo homossexual acarreta problemas de saúde, alguns dos quais são específicos. Além dos problemas associados à promiscuidade sexual e às infecções de transmissão sexual, que também ocorrem entre heterossexuais promíscuos, existem problemas associados à utilização dos órgãos sexuais sem levar em conta que, por seu próprio "desenho", eles estão orientados à complementaridade entre homem e mulher.

– Por que, apesar dos dados científicos, se continua negando o problema?

– Há muitas razões. A primeira é que há desinformação. Muitos profissionais não dispõem desses dados e apenas utilizam o manual da APA. Sem contar as ideologias, os interesses econômicos e também a realidade do medo. Há profissionais que sabem disto, mas o preço que têm de pagar por afirmá-lo é muito caro. Se na Espanha um psiquiatra anunciasse que é terapeuta da homossexualidade, o lógico seria que lhe queimassem a porta do consultório, podendo acabar sem clientes.

– Qual seria o ponto de equilíbrio?

– O equilíbrio está em reivindicar um respeito incondicional por todas as pessoas com sentimentos homossexuais. Seria necessário compatibilizar a ciência com o respeito pela liberdade; deve ser possível o debate científico sobre o tema. Deve haver a possibilidade de que eu, como cientista, possa dar a minha opinião sobre a homossexualidade sem que me acusem de homofóbico só porque tenho uma postura contrária à das organizações gays.

– Há também muito de sentimentalismo neste tema…

– Efetivamente. Por isso é preciso separar este assunto do sentimento e do afeto. Há quem diga: "O meu filho homossexual é uma boa pessoa e eu o amo". É claro que sim, está certo, mas isso não tem nada a ver com o que estamos discutindo. Não é uma questão de ser boa ou má pessoa, não é uma questão de sentimento. Pode-se amar muito a um filho homossexual; agora, isso não quer dizer que não se possa opinar que se trata de um problema e que existe, além disso, uma solução possível. É como se o debate sobre a diabete fosse sobre se os diabéticos são boas pessoas; ora, isto é levar a discussão para o campo dos sentimentos.

– No entanto, há o receio de discriminar.

– É claro que a discriminação é uma barbaridade, mas isso não quer dizer que haja o direito de adotar, por exemplo. Não se podem confundir as coisas, este é outro problema. O problema é que hoje se quer tachar de homofóbica qualquer pessoa que simplesmente não opine na linha do homossexualismo político.

Fonte: Katehon | Tradução: Senza Pagare | Adaptação: Equipe CNP

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Todas as carreiras são boas, desde que...

Não existem ocupações impossíveis. Só uma consciência pura e o amor do trabalho podem tornar uma vida feliz, e muitas vezes é justamente isso que falta às pessoas.

Como se preparar para escolher uma profissão? O que se deve ler? Que línguas aprender? Esses são questionamentos comuns na juventude, que tendem a causar angústia ou até mesmo desespero no jovem, especialmente naquele que carece de exemplos sólidos e firme direcionamento.

Quantas dúvidas e inseguranças podem experimentar as almas jovens! São como pequenos navios que estão começando a enfrentar o mar. Por isso, é tão necessário que esses navios pequenos e frágeis, nas tempestades da primavera da vida, tenham uma mão vigorosa que aponte o leme na direção certa.

É nesse sentido que a editora Molokai nos brinda com o livro A Boa Educação, de Tihamer Toth (ou Dom Tihamer Toth, como o chamaríamos), bispo húngaro que empenhou sua vida na boa formação dos jovens. Essa obra é um verdadeiro guia para a juventude moderna que tem suas dificuldades pessoais agravadas pela crise educacional e moral que enfrentamos em nossa civilização. Essa crise acaba por produzir jovens desencorajados, desanimados em relação ao futuro, incapazes de tomar decisões definitivas, reféns da cultura do provisório. O bispo Toth vem ajudar o jovem a tomar consciência do seu chamado e da sua dignidade, a fazer bom uso da sua liberdade e a discernir a melhor forma de agir na circunstância dada.

A Boa Educação é o primeiro livro que a editora Molokai publicou para a coleção Tihamer Toth. Visite a página da editora e conheça outros excelentes títulos para a sua formação pessoal e para a educação dos seus filhos.

A seguir, tornamos disponível um capítulo dessa obra, intitulado "Todas as carreiras são boas". Trata-se de uma ótima reflexão para os jovens à procura de uma ocupação profissional.

Quero ainda dar-lhe um conselho: não pense exclusivamente em uma carreira. Isso o faria infeliz no caso de ter de abandoná-la. Em muitos casos, são as circunstâncias exteriores que decidem a carreira dos jovens. Por exemplo: quer ser engenheiro, mas seu pai tem um escritório de advogado bem conhecido: é mais prudente que siga a carreira dele. Deseja ser médico, mas seu pai tem uma farmácia que será seu legado: então é melhor que seja farmacêutico. Quer ser professor, mas seus pais têm uma bela propriedade em terras: os estudos agrícolas estão, pois, plenamente indicados.

No fundo, importa pouco que desenvolva a sua atividade em tal ou tal carreira, pois em toda parte pode, como é o seu dever, ter pensamentos elevados; e é o principal. Com quadros e flores, pode tornar-se bonito, ou ao menos suportável, o aposento mais triste; assim, também pode embelezar com pensamentos ideais uma carreira que foi obrigado a abraçar contra a vontade. Sabedoria profunda oculta-se nas palavras de São Francisco Xavier: "Quando a gente não pode fazer o que quer, deve contentar-se com querer só o que pode".

Pode ser que tentem dissuadi-lo de uma carreira: "Ah! Meu amigo, nunca seja isso nem aquilo: eu conheço o ofício! Escolha outra carreira, não importa qual, contanto que não seja essa!"

É a linguagem dos que falharam na vida. Toda carreira é boa, se está de acordo com você. Os que não estão satisfeitos com a profissão que livremente escolheram queixam-se porque conhecem bem as dificuldades e os desgostos dela, mas não souberam apreciar os prazeres; das outras carreiras, só veem as vantagens e delícias sem prestar atenção às dificuldades. A outra margem do rio parece-nos sempre mais bela do que a que pisamos.

Não nego que haja vidas realmente fracassadas; a maioria, porém, dos que dizem que poderiam ter sido muito mais felizes noutra profissão, são eles próprios a causa da sua infelicidade. Seriam igualmente inquietos, descontentes e inconstantes em outra ocupação. Só uma consciência pura e o amor do trabalho podem tornar uma vida feliz, e muitas vezes é justamente isso que falta. Esses melancólicos vencidos na vida, que gemem sob o peso dos deveres cumpridos sem gosto, poderiam aliviar muito o seu trabalho se vissem nele o cumprimento da vontade de Deus e do seu destino terrestre, um meio de merecer a vida eterna, e não apenas uma ganha-pão.

Seja qual for a carreira que escolher, pode sempre se preocupar com a salvação de sua alma e com o bem do próximo — é este, afinal de contas, o negócio decisivo! Toda carreira pode ser vista pelo seu lado ideal: é o que deve guiá-lo na escolha. Que venha a ser negociante, economista, médico ou funcionário público, afinal de contas pouco importa. Digo que é o mesmo porque, em qualquer carreira, pode-se cumprir a tarefa fixada pelo Eterno a toda vida humana: glorificar a Deus e trabalhar para o bem do próximo.

Toda carreira, portanto, é boa, se escolhida por vocação, e em toda parte podem assegurar-se os interesses imortais da própria alma: achará ótima prova na vida dos santos. Entre os santos da Igreja, não achamos só eclesiásticos, padres e religiosas, mas gente de todas as ocupações. Santo Estêvão era rei, São Hermenegildo, príncipe, São Roque, mendigo, São Cesário, médico, São Martinho, soldado, São Paulo, camponês, Santa Zita, criada, Santo Ivo, advogado, São Cassiano, professor primário, São João Câncio, professor de universidade, etc.

Aceito uma única exceção: nunca se torne padre se o coração não disser, e só as circunstâncias exteriores pareçam obrigá-lo. Mas não deixa tampouco que algum obstáculo o afaste deste caminho, se para ele sentir vocação.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Não dê um smartphone ao seu filho

Não conceda aos produtores pornográficos o acesso que eles tanto procuram aos seus filhos.

Por Jonathon van Maren | Depois de passar quatro dias em um encontro de combate à exploração sexual, na cidade de Houston, no Texas, minha mente está exausta. Assistimos a palestras sobre neurociência, tráfico humano, abuso sexual, exploração infantil e muito mais. Também assistimos a muitas, muitas palestras, sobre o veneno que tem se infiltrado em todos os lugares, alimentando o estupro, destruindo relacionamentos, debilitando os homens e obliterando a infância: a pornografia.

Ainda escreverei muito mais sobre o que aprendi, mas, por enquanto, gostaria de fazer aos pais um breve apelo, que praticamente todos os palestrantes fizeram e eu faço questão de repetir: não dê um smartphone ao seu filho.

Parece loucura imaginar que, uma década atrás, smartphones eram incomuns. Muitas pessoas sequer tinham um celular em mãos. Agora, de acordo com a premiada jornalista e escritora Nancy Jo Sales — autora de American Girls: Social Media and the Secret Lives of Teenagers —, praticamente todas as interações sociais (e sexuais) dos adolescentes foram canalizadas para os pequenos e frenéticos aparelhos que eles carregam consigo para onde quer que vão. Isso tem feito crescerem o cyberbullying, o consumo e a produção de pornografia e até mesmo o suicídio e a exploração sexual entre jovens. Adolescentes — e crianças — são puxados para dentro das redes sociais, do Facebook ao Instagram, do Snapchat a outra meia dúzia de aplicativos desconhecidos, onde as interações e os conteúdos são selecionados apenas pelas crianças que os acessam, livres de qualquer supervisão dos pais ou adultos.

Os adolescentes sabem que isso está tornando as suas vidas miseráveis. As meninas com quem conversou a jornalista Nancy Sales também lhe contaram isso. Mas elas também revelaram não ter saída. Como hoje a maior parte da vida das pessoas se passa online, optar por sair é como escolher o isolamento voluntário. As "moedas de troca" geralmente envolvem imagens de nudez, sexo explícito ou "selfies" — e, cada vez mais, também isso deixou de ser opcional.

Os pais são incapazes de controlar esse novo mundo dos adolescentes. Em muitos casos, eles sequer conseguem penetrar o seu interior. É por isso que um pai ficou tão perplexo quando sua filha se enforcou depois de um adolescente cruelmente publicar um vídeo seu tomando banho no Snapchat — aquela tinha sido, na verdade, a primeira vez em que o pai, desolado, ouviu falar de "Snapchat". Para os pais que desejam resgatar os seus filhos da "selva da Internet" ou poupá-los do sofrimento que está devastando milhões de pessoas, há algumas alternativas. Diálogo honesto e conversas francas. Fiscalização atenta do uso das redes sociais. Programas especiais e filtros de Internet em todos os aparelhos de tecnologia.

Mas, por hoje, eu gostaria de indicar apenas uma coisa: não dê um smartphone ao seu filho.

Esse conselho tem me tornado bastante impopular em alguns ambientes. Um dia desses, durante apresentação em uma escola, um adolescente me cumprimentou com sarcasmo: "Então você é aquele que disse aos meus pais que eu não deveria ter um celular". Mas isso é essencial. As crianças e a maior parte dos adolescentes não precisam de um celular com acesso à Internet. Eles não precisam de acesso ininterrupto aos sites de mídia social que os submetem mais à influência de seus colegas que à de seus pais. Eles não precisam da pressão social que inevitavelmente — inevitavelmente — advém da entrada em um mundo com novos padrões e novas "moedas de troca". E, acima de tudo, eles não devem ter acesso a toda a pornografia que a web pode oferecer, a todo esse material sujo criando novos e destrutivos modelos de comportamento — modelos com os quais toda a juventude, para além dos Estados Unidos, está começando a se conformar, seja por pressão, por violência ou por escolha própria.

Escutei dezenas de histórias nesse fim de semana, de pais que se surpreenderam encontrando os seus filhos assistindo a pornografia pesada em seus smartphones. Crianças com idade menor que a média de primeira exposição a pornografia, que costumava ser 11 anos. Agora são 9. Essas crianças, em alguns breves momentos de espanto e terror, têm roubada a sua inocência. Seus mundos mudam por completo naquele momento. Elas não podem "desver" o que viram. Elas sequer deveriam ter acesso a isso, para começo de história.

Por isso, não coloque um smartphone na mão do seu filho.

Eu entendo que os adolescentes tendem mais a precisar realmente de um celular. Meus pais me compraram um telefone celular quando eu tirei a carteira de habilitação — não para que eu interagisse com meus amigos e entrasse na Internet, mas para que eles entrassem em contato comigo e eu tivesse um meio de me comunicar quando estivesse fora, essas coisas. Meus primeiros celulares não tinham acesso à Internet, e eu não perdi nada com isso. Confesso que às vezes gostaria que meu telefone atual também não tivesse Internet, porque eu sou culpado, juntamente com esta geração, de desperdiçar tempo no meu telefone quando poderia estar fazendo alguma coisa (qualquer coisa, na verdade) mais produtiva. Mas, quando adolescentes precisam de um telefone, mesmo assim eles não precisam de um telefone com acesso à Internet. Um telefone que lhes permita fazer ligações e mandar mensagens é bom o suficiente. Eles não precisam estar constantemente conectados às redes sociais, não precisam de Snapchat (um aplicativo que pode arruinar vidas em questão de segundos) e eles definitivamente não devem ter acesso à pornografia selvagem com a qual quase inevitavelmente irão se deparar.

Não dê aos produtores pornográficos o acesso que eles tanto procuram aos seus filhos. Eles sabem que crianças e adolescentes são mais propensos a encontrar pornografia em seus celulares, e é por isso que eles fizeram um esforço gigantesco nos últimos anos para criar material pornô que pudesse ser visto e transmitido via aparelhos móveis. Eles sabem como chegar aos seus filhos: por meio de um smartphone.

Não dê um ao seu filho.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

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Terrível que as crianças aprendam gênero nas escolas, diz o Papa

“Deus criou o homem e a mulher”, disse o Papa Francisco. “Ele criou o mundo de um jeito, e nós estamos a fazer o contrário.”

Em encontro com os bispos polacos, durante recente viagem apostólica à Polônia, o Papa Francisco voltou a condenar a teoria de gênero, chamando-a uma vez mais de "colonização ideológica". O Santo Padre expressou sua preocupação especial pelas crianças, que aprendem desde cedo nas escolas que "cada um pode escolher" o próprio sexo. "Questo è terribile", ele disse.

A reunião durante a qual veio a sua declaração se deu a portas fechadas na Catedral de Wawel, em Cracóvia, na quarta-feira da semana que marcou a celebração da Jornada Mundial da Juventude, no dia 27 de julho.

O Santo Padre respondia a uma questão relativa aos refugiados na Europa, quando fez uma valiosa digressão acerca do problema das ideologias:

"Aqui gostaria de concluir com um aspecto concreto, porque por detrás dele estão as ideologias. Na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na África, nalguns países da Ásia, existem verdadeiras colonizações ideológicas. E uma delas – digo-a claramente por 'nome e apelido' – é o gender! Hoje às crianças – às crianças! –, na escola, ensina-se isto: o sexo, cada um pode escolhê-lo. E por que ensinam isto? Porque os livros são os das pessoas e instituições que te dão dinheiro. São as colonizações ideológicas, apoiadas mesmo por países muito influentes. E isto é terrível. Em conversa com o Papa Bento – que está bem e tem um pensamento claro – dizia-me ele: 'Santidade, esta é a época do pecado contra Deus Criador'. É inteligente! Deus criou o homem e a mulher; Deus criou o mundo assim, assim e assim; e nós estamos a fazer o contrário. Deus deu-nos um estado 'inculto' para que o fizéssemos tornar-se cultura; e depois, com esta cultura, fazemos as coisas que nos levam ao estado 'inculto'! Devemos pensar naquilo que disse o Papa Bento: 'É a época do pecado contra Deus Criador'!"

As palavras do Papa foram reportadas mundo afora e se somam à indignação de milhões de famílias, católicas ou não, que se opõem à inclusão desses assuntos nos currículos de educação nacionais.

No Brasil, embora uma importante batalha tenha sido vencida em 2015 para barrar a teoria de gênero das escolas, a vigilância dos pais continua necessária, especialmente em relação aos livros didáticos que vão parar nas mãos das crianças. Mais do que isso, porém, é importante que as famílias estejam atentas ao conteúdo que entra em suas próprias casas, através dos meios de comunicação, pois são os seus detentores os primeiros a comprarem a ideia do gênero. A "época do pecado contra Deus Criador", como bem disse o Papa Bento XVI e confirmou o Papa Francisco, só se fortalece graças à promoção aberta, explícita e quase onipresente do mal. E de nada adiantará vencê-lo lá fora, se continuarmos a ser envolvidos pelo "espírito dos tempos" dentro de nossas próprias casas.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Urgente! MEC quer implantar uma ditadura na educação do Brasil.

Proposta de implantar um “sistema único de educação” dá poder ilimitado ao Ministério da Educação. De acordo com o Pe. José Eduardo, nem “as maiores ditaduras do Brasil cogitaram essa ideia”.

Fonte: Zenit — Na última terça-feira, dia 31 de maio de 2016, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em Brasília convocou um Seminário sobre a Base Nacional Curricular Comum (BNCC).

Um dos debatedores foi o Pe. Dr. José Eduardo de Oliveira e Silva, Professor de Teologia Moral e estudioso dos temas de educação.

Em entrevista à ZENIT, o sacerdote explicou com mais detalhes a tentativa de implantar um "sistema único de educação", que eliminaria totalmente a liberdade das escolas e daria o poder ilimitado ao MEC de ensinar, na prática, qualquer ideologia para todas as crianças do Brasil. Acompanhe a entrevista abaixo:


ZENIT: Temos acompanhado com preocupação todo o debate acerca da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), de autoria do Ministério da Educação. De onde saiu a ideia de se impor a todas as escolas do Brasil uma mesma base curricular?

Pe. José Eduardo: A ideia surgiu a partir de uma Emenda à Constituição, a PEC 59/2009. O texto afirma que "a lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração... que conduza ao estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto". Como se vê, o texto é de uma "lei orçamentária", na qual foi inserido uma espécie de "cavalo de Tróia", que seria este "sistema nacional de educação", inexistente na legislação brasileira até então.

ZENIT: Mas em que consiste este "Sistema Nacional de Educação"?

Pe. José Eduardo: Na verdade, a lei não o define, apenas o enuncia. Por isso, precisamos interpretá-lo de acordo com a Constituição Federal.

ZENIT: Por quê? Existe um outro modo de interpretar esse "Sistema Nacional de Educação", em desacordo com a Constituição?

Pe. José Eduardo: Sim. Já em 1988, o Dep. Octávio Elísio apresentou um Projeto de Lei, quase idêntico a um modelo apresentado pelo Prof. Dermeval Saviani (UNICAMP), em que se anunciava um Sistema Nacional de Educação. Dizia o PL 1.258/1988: "haverá no país um sistema nacional de educação, constituído pelos vários serviços educacionais desenvolvidos no território nacional" (p. 7). O que se propunha é que todos os sistemas educacionais brasileiros fossem transformados em serviços de um único sistema. Quando os deputados perceberam que eles iriam tirar a autonomia das escolas, dos Municípios e dos Estados, reagiram imediatamente e rejeitaram o projeto de lei, assumindo-se o substitutivo do Dep. Jorge Hage, de agosto de 1989.

ZENIT: Então, essa ideia não é nova no Brasil.

Pe. José Eduardo: De modo algum. Na verdade, o primeiro a querer implementar um sistema federal fortemente centralizado foi o Presidente Getúlio Vargas. Ele criou o Ministério da Educação, cujo segundo ministro foi o conhecido Gustavo Capanema. Depois da queda da ditadura, o então Ministro da Educação Clemente Mariani, em 1949, apresentou o ante-projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que o então Dep. Gustavo Capanema rejeitou, por considerar o PL pouco centralizador.

Na época, levantou-se contra ele, nada mais, nada menos que, Anísio Teixeira, um dos maiores ícones da educação brasileira, alegando que aquele desejo de centralismo era absurdo! Foi isto que Anísio escreveu sobre as ideias educacionais de Capanema: "Ora, francamente, o sr. Capanema está a brincar. Fortalecer os poderes federais nunca significa transferir poderes locais para o centro, mas simplesmente fortalecer os poderes que devem pertencer ao centro. Do contrário, seria extrapolar e raciocinar à doida, pois nada, absolutamente nada no mundo resistiria a esse tipo de lógica. Na cabeça do sr. Capanema só é nacional o que nascer da cabeça de uma autoridade federal, o município, o estado, as regiões são antinacionais, quando, na realidade, o nacional é o país todo e, queira ou não queira, a substância nacional está nos municípios, nos estados e nas regiões" (p. 94).

Anísio, aliás, já tinha escrito, com outros educadores, o famoso "Manifesto dos pioneiros da educação nova", em 1932, em que rejeitava fortemente a ideia de uma educação centralizada. O Manifesto dizia: "Unidade não significa uniformidade. A unidade pressupõe multiplicidade. Não é, pois, na centralização, mas na aplicação da doutrina federativa e descentralizadora, que teremos de buscar o meio de levar a cabo, em toda a República, uma obra metódica e coordenada, de completa eficiência, tanto em intensidade como em extensão" (p. 8). No final das contas, Capanema, como relator do Projeto, conseguiu arquivá-lo.

No entanto, perceba: mesmo com todo este centralismo intolerante, quase ditatorial, do Gustavo Capanema, nunca lhe passou pela cabeça, nem a Vargas ou aos ditadores posteriores, criar uma base curricular centralizada, detalhada e uniforme para todas as escolas. Repito: as maiores ditaduras do Brasil nunca cogitaram essa ideia.

ZENIT: Mas, e então?, como ficaram as reivindicações dos educadores brasileiros?

Pe. José Eduardo: Em 1952, o Projeto da LDB foi desarquivado e, após uma década de profundos debates, foi aprovado e sancionado em 1961. Após a Constituição de 1988, resolveu-se criar uma nova LDB, atualizando-a de acordo com as novas configurações Constitucionais. Rejeitou-se o Projeto de Elísio-Saviani, que era pelo Sistema Nacional, e aprovou-se a nova LDB de 1996, vigente até hoje, que representa uma das maiores conquistas dos educadores do Brasil!

ZENIT: Até que se inserisse esse, como o sr. diz, "cavalo de Tróia": o novo conceito de sistema nacional de educação... Mas o sr. dizia que era possível interpretá-lo de modo correto, em harmonia com a Constituição. Como é isso?

Pe. José Eduardo: A Constituição afirma, no art. 211, que "A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino"; a LDB afirma, em seu art. 8, que "a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino" e, no § 1, que "caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais". Mais adiante, continua a LDB, no art. 15: "os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa".

ZENIT: Então, embora a Constituição não previsse um Sistema Nacional de Educação, a introdução sorrateira dessa terminologia forçosamente deve ser entendida como coordenação, e não substituição dos outros sistemas (municipais, estaduais etc), e deve ademais garantir progressivos graus de autonomia até às escolas… Então, por que querem agora criar essas Bases Curriculares Comuns?

Pe. José Eduardo: Na verdade, eles não estão "criando" as bases curriculares. O Ministério da Educação já tinha fornecido outras bases, anteriormente. O Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação ofereceu a "base comum para as escolas de ensino médio", em duas páginas (vide as páginas 48 e 49). Agora, o MEC está apresentando uma BNCC que, na primeira versão, tinha 302 páginas e, nesta última, 676 páginas, em que se determinam os conteúdos, ano por ano, matéria por matéria, detalhadamente.

ZENIT: Impressionante! Mas, se eles deveriam garantir uma progressiva autonomia, para que querem controlar, assim, o ensino das escolas?

Pe. José Eduardo: Exatamente para criarem um sistema único de educação. Essa expressão, "sistema único", não é minha, mas de um grande parceiro do Prof. Saviani, que fez a Conferência de abertura do CONAE 2010, o Prof. Jamil Cury. Ele disse textualmente: "é evidente que o desafio de um sistema único de educação se radica no próprio desafio de uma superação do próprio capitalismo" (p. 10). Em outras palavras, o que eles querem, mesmo, é estabelecer um sistema único e, para isso, criaram essas bases curriculares tão detalhadas.

ZENIT: Mas, no texto que o sr. citou, ele fala claramente de "superar o próprio capitalismo". Então, essa reforma tem um sentido claramente ideológico?

Pe. José Eduardo: Na verdade, é pior que isso. Não se trata de uma questão de conteúdo, apenas; trata-se da transformação da arquitetura da educação do Brasil. A primeira versão das BNCC era claramente de inspiração marxista. A segunda está mais diluída. Contudo, isso não importa muito. A partir do momento em que puderem definir o ensino em todas as escolas, poderão ensinar a ideologia que quiserem, porque eles não pararão na BNCC. Ela é o primeiro passo de uma verdadeira revolução educacional.

ZENIT: Como assim? Eles não estão limitados pela LDB?

Pe. José Eduardo: Deveria ser assim. Essa é a minha interpretação. Mas o que se está claramente fazendo é lacear a legislação para que a mesma seja alterada. Num documento do MEC intitulado "Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país", afirma-se claramente: "hoje a falta de uma Base Nacional Comum inviabiliza, por um lado, orientações claras e potentes para a composição dos currículos das licenciaturas e, por outro, a regulação mais enérgica do setor privado" (p. 4) e, ainda mais, que "será imprescindível uma releitura da LDB à luz do Sistema Nacional de Educação a ser configurado" (p. 3). Está claro? Por um lado o MEC está dizendo que falta uma Base Nacional Comum, quando foi ele mesmo que já homologou várias Bases Nacionais Comuns, enquanto que, por outro lado, querem aproveitar-se desta falsa informação para redesenhar a LDB segundo a nova Base Nacional Curricular Comum!!!

ZENIT: Isso é muito grave! O que deveríamos fazer? Deveríamos lutar para que não houvesse a BNCC e o Sistema Nacional de Educação?

Pe. José Eduardo: A meu ver deveríamos apenas fazer as pessoas compreenderem, de um lado, que não é necessário uma BNCC detalhada, bastariam, como se tem feito até o momento, as definições de objetivos e métodos que garantissem a "progressiva autonomia" dos sistemas e unidades de ensino, ou, conforme já prescrevia o famoso Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação, descrevendo principalmente as metas que deverão ser atingidas, "os pontos de chegada", deixando o detalhamento de seu conteúdo, "os pontos de partida", às instâncias mais próximas do alunado.

Por outro lado, o tal Sistema Nacional de Educação não pode se comportar como um sistema único, mas como um órgão de coordenação, que respeitasse a autonomia dos diversos sistemas. Parece-me que esta seria a posição mais sensata, e mais de acordo com nossos princípios democráticos. Quando temos um currículo que determina com exatidão o que e como deverá ser ensinado uniformemente em todo o território nacional, e inclusive quando se quer utilizar este mesmo currículo para poder avaliar de modo uniforme o desempenho das escolas em todo o país, como se o governo federal fosse o diretor e proprietário de cada uma destas escolas, as escolas, na prática, passaram a fazer parte do Sistema Nacional Único do governo federal, ainda que no papel se diga outra coisa.

Fonte: Zenit | Matéria de Thácio Siqueira

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Associação Americana de Pediatras fulmina ideologia de gênero

Grupo de médicos dos EUA emite declaração explicando, cientificamente, por que ideologia de gênero é nociva para as crianças.

Uma associação de pediatras dos Estados Unidos declarou, no último dia 21 de março, através de seu site na Internet, que "a ideologia de gênero é nociva às crianças" e que "todos nascemos com um sexo biológico", sendo os fatos, e não uma ideologia, que determinam a realidade.

A declaração da American College of Pediatricians expõe 8 razões para os "educadores e legisladores rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem" a teoria de gênero. A iniciativa dos médicos se soma a inúmeras outras, provindas das mais diversas áreas de informação, para conter o que o Papa Francisco chamou de "colonização ideológica". Em 2010, por exemplo, um importante documentário conseguiu desmontar, pelo menos em parte, a estrutura universitária que financiava essa ideologia na Noruega. O programa trouxe o parecer de vários especialistas, dos mais diversos campos científicos, que expuseram a farsa da teoria de gênero.

Agora, a medicina vem respaldar mais uma vez a verdade sobre a família.

A íntegra da nota escrita pelos pediatras norte-americanos pode ser lida a seguir.

A Associação Americana de Pediatras urge educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos, não ideologia, determinam a realidade.

1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: "XY" e "XX" são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o design humano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse princípio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do design humano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como "se sentindo do sexo oposto" ou "em algum lugar entre os dois sexos" não compreendem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.

3. A crença de uma pessoa, que ele ou ela é algo que não é, trata-se, na melhor das hipóteses, de um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, um problema psicológico objetivo existe, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.

4. A puberdade não é uma doença e hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.

5. De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o próprio gênero aceitam seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade.

6. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados com riscos à saúde, inclusive, mas não apenas, aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer.

7. Taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos em relação aos LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar jovens crianças a este destino, sabendo que após a puberdade cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade e atingindo um estado de saúde física e mental?

8. Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais irá confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às "clínicas de gênero", onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles vão "escolher" uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além de levar em conta a possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

Michelle A. Cretella, M.D.
Presidente da Associação Americana de Pediatras

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras
Endocrinologista Pediátrico

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

| Categoria: Educação

“Como você define o seu gênero?”

Questionário distribuído em escolas da Inglaterra pede que crianças e adolescentes “definam o próprio gênero”, e dão 24 opções para elas escolherem.

Nós tínhamos feito uma breve menção a esta notícia na postagem de hoje, sobre a "confusão de gênero" entre crianças e adolescentes na Inglaterra, mas, dado o tamanho do absurdo, decidimos reproduzi-lo aqui, em uma postagem especial.

Trata-se de um questionário, distribuído a adolescentes de 13 a 18 anos, em todas as escolas das cidades de Brighton e Hove, no sul da Inglaterra. Uma das questões trazia a seguinte pergunta: "Como você define o seu gênero?". As opções não eram duas, nem três ou quatro, mas 24! Os alunos podiam assinalar expressões como "gênero fluido", "andrógino" e "no meio de menino e menina" — com direito a um espaço inferior em branco, caso a criança não se identificasse com nenhuma das alternativas elencadas.

A imagem em questão é uma cópia do questionário controverso e foi fornecida pelo jornal britânico The Telegraph. A reportagem é de janeiro deste ano.