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Um conselho para começar bem o Matrimônio

Um casal pode enfrentar muitos desafios, mas, mais frequentemente do que eles imaginam, será de dentro de seus próprios corações que surgirão os seus maiores problemas.

Por Jonathan B. Coe | Recentemente, um amigo meu, católico praticante, pediu-me para ser testemunha em seu casamento, a acontecer no próximo mês de dezembro. Senti-me honrado, mas imediatamente o ex-pastor dentro de mim — converti-me do protestantismo em 2004 — começou a pensar: "Se eu tivesse meia hora para falar com um casal de noivos cristãos, que conselho eu daria a eles antes de selarem os votos matrimoniais?" Como resultado dessa meditação, escrevi as seguintes linhas, as quais agora publico em primeira mão.

Como alguém que já passou por um divórcio e depois recebeu, alguns anos atrás, uma declaração de nulidade da Igreja Católica, abordo o tema desse sacramento com tremor e consciência de quão frágil pode ser essa união. Figurativamente falando, eu ando, como Jacó, "mancando por causa da coxa" (Gn 32, 32), e o pouco de sabedoria que tenho sobre esse grande mistério, não foi sem sacrifício que o recebi. Capitães do mar que passaram por naufrágios têm histórias pra contar.

Há uma história ligada a G. K. Chesterton repetida tantas vezes que muitas pessoas acreditam que seja verdadeira, ainda que não haja disso nenhuma prova documental. Certa vez, um jornal diário de grande circulação na Inglaterra, London Times, fez uma pesquisa com alguns escritores famosos perguntando-lhes: "O que há de errado com o mundo hoje?". A resposta de Chesterton foi simples:

Prezado Senhor,

Eu.

Atenciosamente,
G. K. Chesterton

Um casal pode enfrentar muitos desafios — dificuldades com os sogros, crises econômicas, questões de saúde —, mas, mais frequentemente do que imaginam, será de dentro de seus próprios corações que virão os seus maiores problemas. A Igreja Católica ensina que "pelo Batismo todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas devidas ao pecado", mas "permanecem no batizado certas consequências temporais do pecado, assim como uma inclinação para o pecado a que a Tradição chama concupiscência" (Catecismo da Igreja Católica, § 1263-1264).

Concupiscência é a herança que recebemos de nossos primeiros pais e que se caracteriza por "transferência de culpa": quando Deus confrontou Adão, este acusou Eva e a mulher, por sua vez, acusou a serpente. O casal que se coloca diante do altar sabendo que os seus maiores problemas emergem de um coração que "é o que há de mais enganador, e não há remédio, quem o pode entender?" (Jr 17, 9), já começa com uma grande vantagem. Essa é uma das razões pelas quais católicos praticantes — e cristãos devotos em geral — possuem taxas significativamente baixas de divórcios. A fé praticada todos os dias lembra o casal da concupiscência permanente e insidiosa contra a qual eles devem lutar, prevenindo-os do erro de ficar trocando acusações mútuas e intermináveis.

O escritor e psicólogo protestante Larry Crabb explica que o principal motor da concupiscência "é o egocentrismo justificado, o egoísmo arraigado que se considera perfeitamente razoável e até aceitável ter, face ao modo como fomos tratados". Faz parte de nosso DNA adâmico. Para exemplificar, o autor conta a história de um amigo que lhe confessou ter cometido adultério, dizendo que "sua mulher não o apoiava nas tensões com que ele tinha de lidar diariamente, a ponto de seu desejo de ser estimado por uma mulher ficar fora de controle". Depois de vários anos aconselhando casais, Larry descobriu que pessoas que traem seus cônjuges geralmente "vêem o seu pecado como se fosse uma 'necessidade' para o bem-estar de sua alma, como se ele fosse algo mais compreensível do que errado".

Sempre que me deparo com algum jovem casal de namorados, luzes vermelhas de alerta se acendem diante de mim. Observando o comportamento que um mantém em relação ao outro, é como se eles dissessem: "Esta pessoa fará todos os meus sonhos virarem realidade"; "Esta pessoa fará de mim a pessoa mais feliz do mundo". Isso faz-me pensar o quanto é importante que as pessoas realmente procurem aconselhar-se com algum bom sacerdote ou alguma pessoa virtuosa de sua confiança, antes de se aventurarem numa empreitada tão séria como é o Matrimônio.

Muitos talvez tenham crescido com significantes necessidades emocionais não correspondidas em suas famílias de origem, e estejam esperando ver esse vazio preenchido por seus futuros cônjuges. Acontece porém que, como escreve C. S. Lewis, nossa espécie foi criada na perfeição do Éden e para o Céu. Portanto, nesta existência decaída, sempre haverá o sentimento de que "algo está faltando", não obstante as inúmeras bênçãos com que sejamos agraciados. Este mundo não é o bastante.

Por causa desses fatores, nosso futuro cônjuge pode acabar se tornando um ídolo. Podemos cair na ilusão de que o outro seja capaz de saciar todas as nossas necessidades não correspondidas. Real e infelizmente, as pessoas fabricam para si deuses muito ruins. Se eu tivesse meia hora com um casal de noivos, eu os encorajaria a trabalharem duro em duas coisas: (1.º) Seja tão feliz o quanto puder independentemente do seu futuro cônjuge. As quatro maiores fontes de felicidade para o homem são a sua fé, a sua família, os seus amigos e o seu trabalho. Maximize, portanto, a sua felicidade pessoal nessas áreas e, então, (2.º) volte-se para o seu companheiro com uma agenda para servi-lo. Seja proativo em identificar quais são as necessidades dele ou dela e viva a Paixão de Cristo no seu relacionamento — isto é, encarne a humildade e o amor sacrificial pelo outro, ainda que você não esteja "a fim".

A Missa é um "tutorial" de como fazer isso: nela, todos os domingos, o sacrifício de Cristo na cruz é representado e renovado por nós. Se as duas partes em um relacionamento imitarem essa entrega, não só estarão começando muito bem o sacramento do Matrimônio, como deixarão uma profunda mensagem contracultural à nossa civilização, tão marcada pelo narcisismo. Como já dito, trata-se apenas de um bom começo, mas, como os pães e os peixes daquele menino do Evangelho, Cristo pode muito bem multiplicá-los, saciar a multidão e ainda fazer restarem doze cestos cheios de sobras — e essas, por sua vez, nós as podemos distribuir a todos os viandantes fatigados e famintos que encontrarmos ao longo do caminho.

Fonte: Crisis Magazine | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

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A castidade não é uma repressão?

Para muita gente, ser casto é o mesmo que ser um reprimido ou um “quadrado” moralista que receia dar vazão a seus desejos. No entanto, é justamente a pureza de corpo e alma que nos permite amar com sinceridade e sermos sinceramente amados.

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É comum ouvir, seja da boca de médicos ou de psicólogos, que a castidade cristã é uma forma quase neurótica de repressão sexual; há quem diga ainda, sem pôr freio à língua, que se trata de algo semelhante à castração. A figura do monge casmurro, que de tanto afogar os próprios desejos vê-se obrigado a lançar-se em espinheiros ou a meter-se em banheiras de água fria, já integra hoje o imaginário algo sombrio que muitas pessoas têm a respeito dessa virtude, por assim dizer, "medieval": a santa pureza.

Os que defendem coisas tais, porém, costumam esquecer-se de que toda pessoa, ao relacionar-se com os demais, busca fundamentalmente amar e ser amada [1]. Com efeito, ao ensinar a seus filhos os caminhos que levam ao Céu e, por isso mesmo, à plena realização do homem, a Igreja Católica sempre fez questão de ressaltar que a castidade, longe de representar certa recusa ou falta de estima pela sexualidade humana [2], é justamente a expressão de uma vida sexual sadia e equilibrada; é, numa palavra, escola de amor.

Escola de amor, porque é por meio da pureza de corpo e coração que o homem, na medida em que vai aprendendo a ter domínio de si mesmo, consegue proteger "o amor dos perigos do egoísmo", estimulado pela ânsia de gozar e usar do outro, "e da agressividade" [3], fruto natural de uma vontade escravizada por suas paixões. Ser casto, nesse sentido, significa ter uma personalidade madura, que sabe relacionar-se com os outros, respeitando-lhes a dignidade e vendo neles "pessoas dignas de veneração enquanto criadas à imagem de Deus e, pela graça, filhos de Deus, novas criaturas em Cristo que 'vos chamou das trevas à sua luz admirável' (1Pd 2, 9)" [4].

Está gostando dessas reflexões? Quer saber mais sobre o que a Igreja ensina de fato sobre a castidade? Então se inscreva agora no nosso site! Tornando-se nosso aluno, você terá a oportunidade de aprender conosco #ComoSerFamília!

Referências

  1. Cf. Pedro Trevijano, Orientación Cristiana de la Sexualidad. Madrid: Voz de Papel, 2009, p. 55.
  2. Cf. João Paulo II, Encíclica "Familiaris Consortio", de 22 nov. 1981, n. 33 (AAS 74 [1982] 122).
  3. Id., ibid.; cf. Catecismo da Igreja Católica, § 2339.
  4. Conselho Pontifício para a Família, Sexualidade Humana: Verdade e Significado, de 8 dez. 1995, n. 17.

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A partir de que idade meu filho pode namorar?

Numa época em que namoro se tornou sinônimo de “diversão”, as pessoas começam, quase que irrefletidamente, a manter relacionamentos cada vez mais jovens. Mas, afinal, com que idade é razoável permitir que os filhos iniciem um namoro?

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Uma pergunta que muitos pais se fazem diz respeito à idade em que seus filhos podem começar a namorar. Para sanar essa dúvida, é preciso, como de costume, dar um passo atrás e enfrentar um questionamento mais fundamental, mas cuja resposta nem sempre é óbvia para todos. Afinal, qual é a finalidade de um namoro? Se dissermos, seguindo a corrente do mundo, que o propósito último do namoro é divertir-se com outra pessoa, então é óbvio que não haverá problema nenhum que as crianças tenham seus namoricos desde pequenas. É o que defendem, aliás, não poucos pedagogos e psicólogos.

No entanto, a coisa muda de figura se mudarmos também a pergunta. Pois bem, a partir de que idade o meu filho deve começar a preparar-se para o casamento? Nas circunstâncias atuais, é claro que nenhum pai espera que seu filho de dez ou doze anos esteja pensando em casar-se. De fato, o mundo mudou muito de meio século para cá, de sorte que aquelas grandes famílias, em que os casais de mais idade — avós, pais, tios e tias etc. — ajudavam os casais mais novos em suas dificuldades e desafios, praticamente já não existem.

Por isso, assim como é razoável casar-se hoje em dia com certa maturidade e preparo, assim também é importante que os jovens só pensem em relacionar-se quando o casamento passa a ser um objetivo concreto de vida.

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Como falar de sexo com os meus filhos?

Apesar da vergonha que o assunto costuma suscitar, os pais têm o grave dever de falar com os filhos a respeito de sexualidade e ensinar-lhes que sexo, longe de ser um divertimento, tem a ver principalmente com família e com a nossa capacidade de doação.

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Falar de sexo com os filhos, hoje mais do que noutros tempos, é não somente uma prerrogativa, mas um grave dever dos pais, porque é apenas no ambiente doméstico, em que se resguarda o pudor e o respeito à pureza de cada um, que se encontram as "condições psicológicas e morais para uma educação sadia e eficiente em matéria tão delicada" [1].

Não se trata, porém, de iniciar precocemente as crianças nos mistérios da vida, despertando-lhes imagens e curiosidades malsãs, mas de saber vaciná-las o quanto antes contra o que o mundo e a sociedade atuais, hipnotizados por diversão e prazer fácil, vão querer ensinar-lhes no futuro. Os pais de hoje em dia precisam, pois, vencer a vergonha que este tema naturalmente suscita e, "sem exposição solene nem cerimônias misteriosas" [2], mostrar aos adolescentes que sexo tem a ver, antes e sobretudo, com família.

Sim, com família. Porque é por meio da maturidade física que Deus vai preparando os corações para a maturidade do espírito, para a plena formação da vontade e das forças morais do indivíduo. Entrar na puberdade implica não apenas umas tantas alterações no corpo, mas também uma verdadeira transformação interior; implica, fundamentalmente, entrar na vida adulta, ou seja, tornar-se capaz de viver para o outro, com o espírito de entrega e autodoação que se encarna na figura de um pai ou de uma mãe.

Por isso, os adolescentes têm de compreender que o ato sexual, longe de ser um divertido passatempo, está essencialmente vinculado à capacidade procriativa do homem e, portanto, à sua vocação a ser família, a sair de si mesmo para dar-se sem reservas à esposa ou ao esposo, aos filhos e filhas frutos da união entre os dois. Falar de sexo — ainda mais para nós, católicos — é falar das vidas que Deus confia aos cuidados do pais, a fim de que estes as levem consigo para aquela Vida que nunca há de ter fim.

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Referências

  1. Leonel Franca, "Educação Sexual", in: A Formação da Personalidade (Obras Completas, vol. 15). Rio de Janeiro: Vozes, 1954, p. 34.
  2. Wilhelm Stekel, Estados de Angústia Nervosa e seu Tratamento, Berlim, p. 310, apud Leonel Franca, op. cit., p. 36.

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Como lidar com um amor não correspondido?

Amar e não ser correspondido é causa de dor e frustração. Por trás dessa experiência, no entanto, mora um problema de fundo nem sempre percebido: talvez nós, sem repararmos no nosso egoísmo, estejamos “amando” errado.

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O que devemos fazer quando o amor que temos por uma pessoa não é correspondido? Essa pergunta esconde uma dor e uma angústia bastante comuns hoje em dia, sobretudo entre os mais jovens. No entanto, ela só pode ser respondida adequadamente se tivermos bem claro em que consiste o verdadeiro amor humano.

Os tempos atuais, marcados por certo romantismo burguês, costumam pensar que o amor é algo que se sente. Por isso, já não é estranho que boa parte das pessoa acredite estar amando somente enquanto experimenta alguma sensação de prazer ou satisfação. E nem lhes passa pela cabeça que talvez a sua forma de "amar" seja não só a causa de seus sofrimentos, mas também uma manifestação de egoísmo.

Mas, afinal, o que significa amar de verdade? Como sair de si mesmo, fazendo pouco caso dos próprios interesses, quase sempre mesquinhos e fúteis, e passar a querer apenas o bem do amado, mesmo que dele nada se receba em troca?

É o que o Padre Paulo Ricardo explica neste novo vídeo do nosso projeto dedicado especialmente à família.

Se você tem passado por um problema semelhante ou conhece alguém que não se sinta correspondido, não deixe de compartilhar esse conteúdo. Ajude-nos a evangelizar e a divulgar #ComoSerFamilia!

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Veja o que estamos preparando para você e sua família!

Em setembro, daremos início aos cursos de nosso projeto para as famílias. Fique atento às nossas atualizações e venha participar conosco!

A você, que está acompanhando as dicas de nosso projeto para as famílias, nós queremos repassar o novo curso que iniciaremos no site, a partir do próximo dia 12 de setembro.

Conforme havíamos prometido, #ComoSerFamilia é uma iniciativa destinada a ajudar pessoas nas mais diversas etapas e circunstâncias de sua vida: serão abrangidos temas como o namoro, o relacionamento conjugal, a educação dos filhos, o resgate de casamentos em crise etc.

Nossa proposta é audaciosa, certamente, mas com a graça de Deus conseguiremos produzir um excelente material para ajudar você e sua família a trilhar o caminho do Céu.

Nesta breve publicação, queremos deixar aqui o roteiro que será seguido pelo Padre Paulo Ricardo neste curso, que constará de 6 diferentes módulos:

  1. O que é ser família?
  2. Como viver bem o tempo do namoro?
  3. O sacramento do Matrimônio;
  4. Como educar os filhos?
  5. Restaurando casamentos em crise;
  6. Como envelhecer com sabedoria?

Nossas aulas começam no próximo dia 12 de setembro e, como o padre já afirmou em nosso programa de lançamento, serão fechadas para alunos. Se você ainda não fez a sua inscrição, portanto, venha logo participar concretamente de nossa obra! Não custa lembrar que, com uma só assinatura, nossos alunos têm acesso a todo o nosso conteúdo exclusivo.

Aguarde, pois em breve enviaremos a você mais detalhes a respeito desse primeiro módulo de nosso curso, com o título "O que é ser família".

Se você ainda não assinou a lista especial de nosso projeto, inscreva-se já e receba todas as nossas atualizações.

Continue conosco!

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Como lidar com o conflito entre mãe e esposa?

Como lidar com o conflito entre mãe e esposa? Como os filhos podem conciliar o ânimo das duas principais mulheres de sua vida? É realmente possível dar a cada uma delas o amor a que têm direito?

Você já faz parte da nossa lista de e-mails? Ainda não? Então assine agora e receba todas as novidades do nosso novo projeto, #ComoSerFamília!

Como lidar com o conflito entre mãe e esposa? A resposta a esta pergunta, ainda que encontre fundamento na Palavra de Deus, é sempre um pouco dolorosa para os corações maternos: "Portanto", diz o Livro do Gênesis após narrar a criação de Adão e Eva, "o homem deixará pai e mãe para se unir à sua mulher" (Gn 2, 25).

Os pais, como ordena o Senhor, devem sempre ser honrados e amados por seus filhos; eles são, de fato, as nossas raízes, são o doce início de nossa história. Mas não são, pelo menos na maioria dos casos, projeto de futuro. O futuro está na família que, com a graça de Deus, nós devemos levar conosco para o Céu.

Por isso, os filhos têm de ser firmes e dizer com serenidade a seus pais — e com especial delicadeza à mãe — que agora a prioridade de suas vidas é o novo núcleo familiar que começam a formar. As mães, naturalmente inclinadas a querer reter os seus "menininhos", precisam sentir-se muito amadas e seguras de que o amor de seus filhos nunca lhes faltará, ainda que tenham de "partilhá-lo" com uma outra mulher que, com a bênção de Deus, também há de tornar-se mãe.

Gostou dos conselhos deste pequeno vídeo? Então o compartilhe agora com seus amigos e familiares e nos ajude a chegar ao coração de muitas outras famílias!

Mas se você ainda não assinou a nossa lista especial, não perca mais tempo e acesse logo a página do nosso projeto!

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Os 6 Pilares da Boa Educação Cristã

De nada adiantaria assegurar aos filhos prosperidade temporal, se nos descuidássemos da alma imortal que eles possuem e do destino eterno que eles terão.

Os pais, a quem em primeiríssimo lugar foi confiada a missão de educar os seres humanos, têm nas mãos uma grande responsabilidade. São tarefas deles, por exemplo, proporcionar aos seus filhos uma boa alimentação, acolhê-los no próprio lar, satisfazer suas necessidades corporais, cuidar de sua formação intelectual etc.

Fique por dentro de nosso projeto especial para as famílias, assistindo à aula de abertura de #ComoSerFamilia!

O ponto culminante, porém, de toda a educação familiar está na formação religiosa. Sem diminuir nenhum dos outros aspectos — alguns dos quais estão intimamente relacionados com a educação religiosa —, é esta última que ocupa o primeiro lugar em toda a pedagogia cristã. Porque, afinal, de nada adiantaria assegurar aos filhos prosperidade e bem-estar temporais, se não nos preocupássemos, antes de tudo, em assegurar-lhes a vida eterna. "De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro", perguntava Nosso Senhor, "se vem a perder a própria alma?" (Mc 8, 36). Não podemos jamais esquecer-nos que, no fim das contas, o homem não nasceu para este mundo, mas para o outro; não para o tempo, mas para a eternidade.

Acontece que, ao tocarmos neste assunto, o cenário que se descortina ante nossos olhos afigura-se imenso e desafiador. Seria, de fato, impossível abordá-lo com a extensão que ele merece, pelo que deveremos nos contentar com algumas ligeiras indicações, as quais serão suficientes, todavia, para orientar os primeiros passos que devem ser tomados no seio do lar.

Para ser completa, uma formação espiritual ou religiosa deve abarcar seis pontos principais [*]:

1. A grave obrigação de ensinar

Os pais estão obrigados gravemente a ensinar aos seus filhos, por si mesmos ou por meio de outros, a doutrina cristã acerca das coisas necessárias para a salvação, bem como as orações fundamentais que deve recitar todo cristão, tais como o Pai-Nosso, a Ave-Maria, o Glória, o Creio, a Salve Rainha etc.

Obviamente, esse ensinamento básico deverá ser complementado cada vez mais, à medida que vai crescendo a capacidade da criança de entender as coisas da fé.

2. A prática da vida cristã

Antes de qualquer coisa, devem os pais batizar o quanto antes os seus filhos — no mesmo dia em que nascem, se possível —, para que recebam a graça de Deus e o gérmen de todas as virtudes infusas. É um grave abuso adiar o batismo dos filhos por fúteis pretextos humanos ou conveniências sociais (como seria, por exemplo, esperar a vinda imprevista de um tio que mora distante), e seria gravíssimo pecado se a criança estivesse em perigo de morrer sem o sacramento.

Tão logo os filhos vão adquirindo compreensão das coisas desta vida, devem seus pais infundir-lhe o amor a Deus, ao Menino Jesus, à Virgem Maria, à Igreja, aos sacerdotes e aos pobres e necessitados. Devem ensinar-lhes as orações da manhã e da noite, antes e após as refeições, a fazer o sinal da cruz ao sair de casa, a beijar a mão dos sacerdotes, a fazer um ato de adoração ao Santíssimo quando passar em frente a uma igreja etc. Devem procurar também que recebam o quanto antes a primeira comunhão e, uma vez recebida, que se confessem e comunguem com frequência, fazendo-o devota e espontaneamente, sem coação alguma por parte de ninguém.

Exortem também os pais, com discrição e suavidade, a que seus filhos fujam das más companhias — as quais, no dizer do Apóstolo, "corrompem os bons costumes" (1Cor 15, 33) —, das leituras ou espetáculos perniciosos — especialmente hoje em dia, em que as exibições de maior perigo podem ser assistidas dentro de casa — e a não se deixarem seduzir pelos companheiros pervertidos que possam encontrar na escola ou na rua. Inculquem neles, por fim, a prática das virtudes cristãs, sobretudo das mais adequadas a sua idade e condição: a piedade, a obediência, a caridade, a justiça, a sinceridade, a pureza, a mansidão etc.

3. A importância do bom exemplo

O bom exemplo dos pais e educadores é importantíssimo e insubstituível. Estes não devem se esquecer nunca que "as palavras comovem, mas os exemplos arrastam".

Dentro de casa, o pai e a mãe devem evitar tudo quanto possa escandalizar os filhos (conversas inconvenientes, brigas, blasfêmias, mentiras etc.), além de se esforçarem em proporcionar-lhes toda sorte de bons exemplos: de piedade, de honradez, de mansidão, de caridade etc.

Este é, novamente, um dos mais graves deveres dos pais, do qual terão que dar estreitíssima conta a Deus.

4. A vigilância de quem cuida

A vigilância paterna é uma matéria indispensável, especialmente para proteger a boa educação que os filhos recebem.

Neste quesito, os pais não devem agir como se fossem fiscais de polícia — seria contraproducente —, mas sim com habilidade e doçura, para apartar os filhos dos perigos que espreitam por toda parte as suas almas inexperientes: companheiros e livros de escola, espetáculos e programas de televisão, diversões e jogos de computador, amores prematuros, etc., além de fomentar neles o amor ao trabalho, ao estudo e à diversão sã e honesta.

5. A correção de quem forma

As más tendências da natureza humana, desviada pelo pecado original, não demoram a aparecer nas crianças: pequenas irritações, inveja, caprichos, egoísmo precoce etc.

É necessário cuidar dessas tendências com uma ortopedia espiritual firme e severa, que obrigue os filhos a crescerem retamente. Mais tarde é preciso corrigir também o adolescente e o jovem, não com aspereza e paixão, mas sim com suficiente firmeza e energia para não permitir que se extravie pelos caminhos do vício e do pecado.

6. O castigo de quem ama

Os castigos são inevitáveis no processo de formação humana. É moralmente impossível que a criança, o adolescente ou o jovem não incorram jamais em alguma falta que exija alguma reparação. Cometeriam um erro gravíssimo os pais se deixassem impunes esses erros, que podem destroçar a vida e o futuro de seus filhos.

O castigo, no entanto, para realmente educar e ser eficaz, deve ter, por sua vez, quatro características:

  1. ser sempre oportuno, escolhendo o momento mais propício para ser imposto;
  2. justo, sem jamais exceder os limites do equitativo e do razoável;
  3. prudente e moderado, sem deixar-se levar pela ira ou pela paixão;
  4. caridoso na forma e no procedimento, para que a criança compreenda que é disciplinada para o seu bem.

É o que São Paulo recomenda afinal aos pais, quando lhes escreve: "Pais, não irriteis vossos filhos, para que não se tornem pusilânimes" (Cl 3, 21).

Por Antonio Royo Marín | Tradução e adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere


* Toda essa rica sistematização nós a retiramos das obras Espiritualidad de los seglares e Teología moral para seglares, do dominicano espanhol Antonio Royo Marín, com alguns poucos complementos e adequações. Muito melhor, afinal, do que confeccionarmos por conta própria uma lista de deveres para uma boa educação religiosa, é nos pendurarmos nos ombros dos mestres da vida espiritual.