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Famílias numerosas, viveiros de santidade

Dos nove filhos que tiveram São Luís e Santa Zélia Martin, quatro morreram e cinco mulheres entraram para a vida religiosa. Eis a recompensa que Deus concede às famílias numerosas, transformando os seus lares humildes em verdadeiros “viveiros de santos”.

" As famílias numerosas, longe de serem 'doença social', são a garantia da saúde física e moral de um povo."

Essas palavras foram proferidas por Pio XII durante uma audiência com dirigentes e membros de uma associação de famílias numerosas, no dia 20 de janeiro de 1958. O discurso chama atenção sobretudo pela ênfase com que o Sumo Pontífice sublinha a importância dos filhos não só para os pais, mas para o bem-estar de toda sociedade.

Não é novidade para ninguém a ojeriza com que a maternidade é pintada nos dias de hoje, principalmente se ela estiver relacionada a uma mentalidade aberta à vida. Os chamados "formadores" de opinião fazem campanha aberta pelo controle de natalidade, evocando, para isso, todo tipo de desculpas e argumentos pseudocientíficos: a pobreza, a política demográfica, os direitos reprodutivos e por aí vai. Todos aparentemente justos, mas, no fundo, motivados por aquele egoísmo que, como denunciou Pio XII, avilta a dignidade da família e da pessoa humana:

A superpopulação não é, pois, uma razão plausível para difundir os métodos ilícitos de controle de nascimentos, mas antes pretexto para legitimar a avareza e o egoísmo, seja das nações que temem a expansão de outras como perigo para a própria hegemonia política e um risco de rebaixamento do nível de vida, seja dos indivíduos — especialmente dos mais bem providos com os meios da fortuna — que preferem o gozo ilimitado dos bens da terra à honra e ao mérito de suscitar novas vidas.

A análise do Papa é de precisão cirúrgica. Com todos os avanços da ciência e da técnica, é certamente ridículo considerar o crescimento populacional uma ameaça apocalíptica. A razão da pobreza e de outros males sociais não se encontra nas pequenas crianças, cujas consciências são livres de qualquer culpa pessoal, mas na estreiteza ética com que os poderosos tratam os menos afortunados, roubando-lhes os direitos mais elementares. Se o Estado e as grandes fundações fossem guiadas pelos princípios morais da caridade e do amor ao próximo, não haveria grandes problemas de saúde, fome, emprego e moradia. Os pobres querem comida, não anticoncepcionais.

As famílias cujos filhos são numerosos aprendem desde muito cedo a importância da fraternidade e da consideração ao próximo, seja por meio dos irmãos que têm de dividir o mesmo quarto e tantas outras coisas, seja pelo empenho mútuo do casal na criação dos filhos. Essas famílias parecem viver uma juventude eterna, observa Pio XII, porque " dura no lar o perfume dos berços, enquanto nas paredes da casa ressoam as vozes meigas dos filhos e dos netos". Paternidade responsável está longe de ser a política dos "dois filhos e um cachorro", como se canta por aí. Trata-se, ao contrário, de uma entrega consciente e honesta à formação das futuras gerações, isto é, o desejo de tornar o gênero humano mais virtuoso e digno do Céu.

Pio XII aponta, ainda, para aquela que constitui a mais fulgurante glória das famílias numerosas: as vocações. Nesses casos, diz o Santo Padre, "aos dons comuns de providência, alegria e paz, Deus acrescenta muitas vezes, como a experiência o demonstra, os chamados de predileção", pelo que se salienta " a prerrogativa das famílias numerosas como verdadeiros viveiros de santos". Entre tantos casos que se poderia citar, sobressai neste dia 12 de julho o testemunho da família Martin, de cujo zelo cristão no cuidado dos filhos nasceu Santa Teresinha do Menino Jesus.

As belas linhas abaixo são da pena de Irmã Genoveva, também filha do casal Zélia e Luís Martin, que conta como sua mãe se dedicava piedosamente às crianças:

Fiel a seu princípio, nossa mãe não tinha mêdo da maternidade. Ao saber que uma senhora da região dera à luz a trigêmeos, disse ela: "Oh! feliz mãe! Se eu tivesse ao menos dois. Mas, não terei jamais essa felicidade!" — "Amo loucamente as crianças". — "É um trabalho tão doce ocupar-se das criancinhas!"

Sua correspondência está cheia dessas exclama­ções de alegria materna. Escrevia a seu irmão, o Sr. Guérin, no dia 23 de abril de 1865, após o nascimento de sua Helenazinha que deveria morrer em tenra idade:

"Há quinze dias fui ver aquela que está com a ama. Não me lembro de ter jamais experimentado um sentimento de tal felicidade como no momento em que a tomei nos braços e ela me sorriu tão graciosamente que acreditava ver um anjo. Numa palavra, é inexprimível para mim. Acho que nunca se viu nem se verá jamais uma criança tão encantadora. Minha Helenazinha! Quando enfim terei a felicidade de possuí-la inteiramente? Não posso pensar que tenho a honra de ser mãe de criatura tão deliciosa..."

Longe de medir fadigas, sua confiança sobrenatural levava-a a confessar mais tarde à sua cunhada, a Sra. Guérin, de saúde delicada e que esperava um filho:

"Nosso Senhor não pede nada acima da nossas forças. Vi muitas vezes meu marido preocupar-se comigo sobre esse ponto. E eu permanecia absolutamente tranquila. Dizia-lhe: "Não receies, Nosso Senhor está conosco". No entanto, eu estava acabrunhada de trabalhos e preocupações de toda sorte, mas tinha a firme confiança de ser sustentada pelo Alto".

O que não a impedia de fazer esta confidência a seus parentes de Lisieux:

"Se tiveres tantos filhos quanto eu, isso exigirá muita abnegação e o desejo de enriquecer o Céu com novos eleitos".

Após cada nascimento, fazia logo esta prece:

"Senhor, concedei-me a graça de vos ser consagrado este filho e que nada venha manchar a pureza de sua alma. Prefiro que o leveis imediatamente caso venha a perder-se para sempre".

Sua união com Deus e o fervor de suas orações quando esperava um filho eram tão grandes que se admirava de não ver disposições para a piedade desde o despertar da inteligência desses pequeninos. Maria, sua filha mais velha tinha apenas quatro anos e Paulinazinha contava somente dois quando ela confiava sua decepção à querida, Visitandina. Esta por sua vez escrevia a seu irmão, no dia 2 de fevereiro de 1864:

"Zélia já se atormenta por não ver sinais de piedade em suas filhas".

A criança devia ser batizada logo após o nascimento. Sempre se informava sobre esse ponto quando se tratava dos filhos de seus parentes.

Quanto ao batizado de Teresinha foi preciso ser adiado dois dias. Deixo aqui a palavra a Madre Inês de Jesus. Interrogada, nos Processos, sobre o motivo dessa demora, respondeu:

"Porque se esperava o padrinho. Durante esse intervalo nossa piedosa mãe estava em contínuos sobressaltos. Pelo temor de sobrevir algum mal à crian­ça imaginava constantemente que a pequena estava em perigo".

Mamãe teve nove filhos, dos quais quatro morreram ainda pequenos. De acordo com meu pai quis dar a todos o nome de "Maria" unido a outro nome, ao de José para os dois meninos.

No dia 8 de dezembro de 1860 pedira à Imaculada Conceição um segundo filho e nove meses depois chegava Paulina que se seguiu a Maria, a primogênita.

Escreverá mais tarde a Paulina este testemunho de seu amor e o de nosso pai pelos filhos:

" Vivíamos somente para eles. Eram nossa felicidade. Jamais a encontrávamos fora deles. Numa palavra, nada nos custava, o mundo não mais nos pesava. Era para mim a grande compensação, por isso eu desejava ter muitos filhos a fim de educá-los para o Céu" (4 de março de 1877).

Já mencionei a perfeita compreensão entre meus pais, ainda que, à primeira vista, suas opiniões divergissem um pouco sobre um ponto qualquer. Mamãe tinha por meu pai tanta admiração quanta afeição e deixava-o exercer plenamente uma autoridade deveras patriarcal. Minhas irmãs afirmaram diversas vezes que sua união foi sem nuvens e a correspondência de minha mãe prova-o. Mostra também que mamãe não podia viver longe dele, mesmo por alguns dias. As cartas que lhe escrevia terminam com frases como esta, eco fiel de seus sentimentos:

" Tua esposa que te ama mais do que a própria vida".

O Sr. Cônego Dumaine, Vigário Geral de Séez, que batizou Teresa quando vigário de Nossa Senhora de Alençon, e que conhecia bem nossa família, fez este elogio nos Processos:

"Era admirável a união nessa família, tanto entre os esposos como entre pais e filhos".

Eis aí. Santa Zélia é um exemplo contundente de como a maternidade, apesar de todas as suas inegáveis dificuldades, está arraigada na natureza da mulher. A sua dedicação aos filhos e ao esposo é, contra todas as sandices feministas, um verdadeiro testemunho de virtuosa feminilidade. De sua abnegação e amor à família, formou-se mesmo um "viveiro de santidade".

Leia-se que os Martin não eram nenhuma família abastada. Santa Zélia trabalhou muito para ajudar o marido na criação das filhas. Mas tudo, absolutamente tudo, era feito com generosidade sobrenatural. Os frutos estão hoje no Céu.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referência

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Um conselho para começar bem o Matrimônio

Um casal pode enfrentar muitos desafios, mas, mais frequentemente do que eles imaginam, será de dentro de seus próprios corações que surgirão os seus maiores problemas.

Por Jonathan B. Coe | Recentemente, um amigo meu, católico praticante, pediu-me para ser testemunha em seu casamento, a acontecer no próximo mês de dezembro. Senti-me honrado, mas imediatamente o ex-pastor dentro de mim — converti-me do protestantismo em 2004 — começou a pensar: "Se eu tivesse meia hora para falar com um casal de noivos cristãos, que conselho eu daria a eles antes de selarem os votos matrimoniais?" Como resultado dessa meditação, escrevi as seguintes linhas, as quais agora publico em primeira mão.

Como alguém que já passou por um divórcio e depois recebeu, alguns anos atrás, uma declaração de nulidade da Igreja Católica, abordo o tema desse sacramento com tremor e consciência de quão frágil pode ser essa união. Figurativamente falando, eu ando, como Jacó, "mancando por causa da coxa" (Gn 32, 32), e o pouco de sabedoria que tenho sobre esse grande mistério, não foi sem sacrifício que o recebi. Capitães do mar que passaram por naufrágios têm histórias pra contar.

Há uma história ligada a G. K. Chesterton repetida tantas vezes que muitas pessoas acreditam que seja verdadeira, ainda que não haja disso nenhuma prova documental. Certa vez, um jornal diário de grande circulação na Inglaterra, London Times, fez uma pesquisa com alguns escritores famosos perguntando-lhes: "O que há de errado com o mundo hoje?". A resposta de Chesterton foi simples:

Prezado Senhor,

Eu.

Atenciosamente,
G. K. Chesterton

Um casal pode enfrentar muitos desafios — dificuldades com os sogros, crises econômicas, questões de saúde —, mas, mais frequentemente do que imaginam, será de dentro de seus próprios corações que virão os seus maiores problemas. A Igreja Católica ensina que "pelo Batismo todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas devidas ao pecado", mas "permanecem no batizado certas consequências temporais do pecado, assim como uma inclinação para o pecado a que a Tradição chama concupiscência" (Catecismo da Igreja Católica, § 1263-1264).

Concupiscência é a herança que recebemos de nossos primeiros pais e que se caracteriza por "transferência de culpa": quando Deus confrontou Adão, este acusou Eva e a mulher, por sua vez, acusou a serpente. O casal que se coloca diante do altar sabendo que os seus maiores problemas emergem de um coração que "é o que há de mais enganador, e não há remédio, quem o pode entender?" (Jr 17, 9), já começa com uma grande vantagem. Essa é uma das razões pelas quais católicos praticantes — e cristãos devotos em geral — possuem taxas significativamente baixas de divórcios. A fé praticada todos os dias lembra o casal da concupiscência permanente e insidiosa contra a qual eles devem lutar, prevenindo-os do erro de ficar trocando acusações mútuas e intermináveis.

O escritor e psicólogo protestante Larry Crabb explica que o principal motor da concupiscência "é o egocentrismo justificado, o egoísmo arraigado que se considera perfeitamente razoável e até aceitável ter, face ao modo como fomos tratados". Faz parte de nosso DNA adâmico. Para exemplificar, o autor conta a história de um amigo que lhe confessou ter cometido adultério, dizendo que "sua mulher não o apoiava nas tensões com que ele tinha de lidar diariamente, a ponto de seu desejo de ser estimado por uma mulher ficar fora de controle". Depois de vários anos aconselhando casais, Larry descobriu que pessoas que traem seus cônjuges geralmente "vêem o seu pecado como se fosse uma 'necessidade' para o bem-estar de sua alma, como se ele fosse algo mais compreensível do que errado".

Sempre que me deparo com algum jovem casal de namorados, luzes vermelhas de alerta se acendem diante de mim. Observando o comportamento que um mantém em relação ao outro, é como se eles dissessem: "Esta pessoa fará todos os meus sonhos virarem realidade"; "Esta pessoa fará de mim a pessoa mais feliz do mundo". Isso faz-me pensar o quanto é importante que as pessoas realmente procurem aconselhar-se com algum bom sacerdote ou alguma pessoa virtuosa de sua confiança, antes de se aventurarem numa empreitada tão séria como é o Matrimônio.

Muitos talvez tenham crescido com significantes necessidades emocionais não correspondidas em suas famílias de origem, e estejam esperando ver esse vazio preenchido por seus futuros cônjuges. Acontece porém que, como escreve C. S. Lewis, nossa espécie foi criada na perfeição do Éden e para o Céu. Portanto, nesta existência decaída, sempre haverá o sentimento de que "algo está faltando", não obstante as inúmeras bênçãos com que sejamos agraciados. Este mundo não é o bastante.

Por causa desses fatores, nosso futuro cônjuge pode acabar se tornando um ídolo. Podemos cair na ilusão de que o outro seja capaz de saciar todas as nossas necessidades não correspondidas. Real e infelizmente, as pessoas fabricam para si deuses muito ruins. Se eu tivesse meia hora com um casal de noivos, eu os encorajaria a trabalharem duro em duas coisas: (1.º) Seja tão feliz o quanto puder independentemente do seu futuro cônjuge. As quatro maiores fontes de felicidade para o homem são a sua fé, a sua família, os seus amigos e o seu trabalho. Maximize, portanto, a sua felicidade pessoal nessas áreas e, então, (2.º) volte-se para o seu companheiro com uma agenda para servi-lo. Seja proativo em identificar quais são as necessidades dele ou dela e viva a Paixão de Cristo no seu relacionamento — isto é, encarne a humildade e o amor sacrificial pelo outro, ainda que você não esteja "a fim".

A Missa é um "tutorial" de como fazer isso: nela, todos os domingos, o sacrifício de Cristo na cruz é representado e renovado por nós. Se as duas partes em um relacionamento imitarem essa entrega, não só estarão começando muito bem o sacramento do Matrimônio, como deixarão uma profunda mensagem contracultural à nossa civilização, tão marcada pelo narcisismo. Como já dito, trata-se apenas de um bom começo, mas, como os pães e os peixes daquele menino do Evangelho, Cristo pode muito bem multiplicá-los, saciar a multidão e ainda fazer restarem doze cestos cheios de sobras — e essas, por sua vez, nós as podemos distribuir a todos os viandantes fatigados e famintos que encontrarmos ao longo do caminho.

Fonte: Crisis Magazine | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

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A castidade não é uma repressão?

Para muita gente, ser casto é o mesmo que ser um reprimido ou um “quadrado” moralista que receia dar vazão a seus desejos. No entanto, é justamente a pureza de corpo e alma que nos permite amar com sinceridade e sermos sinceramente amados.

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É comum ouvir, seja da boca de médicos ou de psicólogos, que a castidade cristã é uma forma quase neurótica de repressão sexual; há quem diga ainda, sem pôr freio à língua, que se trata de algo semelhante à castração. A figura do monge casmurro, que de tanto afogar os próprios desejos vê-se obrigado a lançar-se em espinheiros ou a meter-se em banheiras de água fria, já integra hoje o imaginário algo sombrio que muitas pessoas têm a respeito dessa virtude, por assim dizer, "medieval": a santa pureza.

Os que defendem coisas tais, porém, costumam esquecer-se de que toda pessoa, ao relacionar-se com os demais, busca fundamentalmente amar e ser amada [1]. Com efeito, ao ensinar a seus filhos os caminhos que levam ao Céu e, por isso mesmo, à plena realização do homem, a Igreja Católica sempre fez questão de ressaltar que a castidade, longe de representar certa recusa ou falta de estima pela sexualidade humana [2], é justamente a expressão de uma vida sexual sadia e equilibrada; é, numa palavra, escola de amor.

Escola de amor, porque é por meio da pureza de corpo e coração que o homem, na medida em que vai aprendendo a ter domínio de si mesmo, consegue proteger "o amor dos perigos do egoísmo", estimulado pela ânsia de gozar e usar do outro, "e da agressividade" [3], fruto natural de uma vontade escravizada por suas paixões. Ser casto, nesse sentido, significa ter uma personalidade madura, que sabe relacionar-se com os outros, respeitando-lhes a dignidade e vendo neles "pessoas dignas de veneração enquanto criadas à imagem de Deus e, pela graça, filhos de Deus, novas criaturas em Cristo que 'vos chamou das trevas à sua luz admirável' (1Pd 2, 9)" [4].

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Referências

  1. Cf. Pedro Trevijano, Orientación Cristiana de la Sexualidad. Madrid: Voz de Papel, 2009, p. 55.
  2. Cf. João Paulo II, Encíclica "Familiaris Consortio", de 22 nov. 1981, n. 33 (AAS 74 [1982] 122).
  3. Id., ibid.; cf. Catecismo da Igreja Católica, § 2339.
  4. Conselho Pontifício para a Família, Sexualidade Humana: Verdade e Significado, de 8 dez. 1995, n. 17.

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A partir de que idade meu filho pode namorar?

Numa época em que namoro se tornou sinônimo de “diversão”, as pessoas começam, quase que irrefletidamente, a manter relacionamentos cada vez mais jovens. Mas, afinal, com que idade é razoável permitir que os filhos iniciem um namoro?

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Uma pergunta que muitos pais se fazem diz respeito à idade em que seus filhos podem começar a namorar. Para sanar essa dúvida, é preciso, como de costume, dar um passo atrás e enfrentar um questionamento mais fundamental, mas cuja resposta nem sempre é óbvia para todos. Afinal, qual é a finalidade de um namoro? Se dissermos, seguindo a corrente do mundo, que o propósito último do namoro é divertir-se com outra pessoa, então é óbvio que não haverá problema nenhum que as crianças tenham seus namoricos desde pequenas. É o que defendem, aliás, não poucos pedagogos e psicólogos.

No entanto, a coisa muda de figura se mudarmos também a pergunta. Pois bem, a partir de que idade o meu filho deve começar a preparar-se para o casamento? Nas circunstâncias atuais, é claro que nenhum pai espera que seu filho de dez ou doze anos esteja pensando em casar-se. De fato, o mundo mudou muito de meio século para cá, de sorte que aquelas grandes famílias, em que os casais de mais idade — avós, pais, tios e tias etc. — ajudavam os casais mais novos em suas dificuldades e desafios, praticamente já não existem.

Por isso, assim como é razoável casar-se hoje em dia com certa maturidade e preparo, assim também é importante que os jovens só pensem em relacionar-se quando o casamento passa a ser um objetivo concreto de vida.

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Como falar de sexo com os meus filhos?

Apesar da vergonha que o assunto costuma suscitar, os pais têm o grave dever de falar com os filhos a respeito de sexualidade e ensinar-lhes que sexo, longe de ser um divertimento, tem a ver principalmente com família e com a nossa capacidade de doação.

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Falar de sexo com os filhos, hoje mais do que noutros tempos, é não somente uma prerrogativa, mas um grave dever dos pais, porque é apenas no ambiente doméstico, em que se resguarda o pudor e o respeito à pureza de cada um, que se encontram as "condições psicológicas e morais para uma educação sadia e eficiente em matéria tão delicada" [1].

Não se trata, porém, de iniciar precocemente as crianças nos mistérios da vida, despertando-lhes imagens e curiosidades malsãs, mas de saber vaciná-las o quanto antes contra o que o mundo e a sociedade atuais, hipnotizados por diversão e prazer fácil, vão querer ensinar-lhes no futuro. Os pais de hoje em dia precisam, pois, vencer a vergonha que este tema naturalmente suscita e, "sem exposição solene nem cerimônias misteriosas" [2], mostrar aos adolescentes que sexo tem a ver, antes e sobretudo, com família.

Sim, com família. Porque é por meio da maturidade física que Deus vai preparando os corações para a maturidade do espírito, para a plena formação da vontade e das forças morais do indivíduo. Entrar na puberdade implica não apenas umas tantas alterações no corpo, mas também uma verdadeira transformação interior; implica, fundamentalmente, entrar na vida adulta, ou seja, tornar-se capaz de viver para o outro, com o espírito de entrega e autodoação que se encarna na figura de um pai ou de uma mãe.

Por isso, os adolescentes têm de compreender que o ato sexual, longe de ser um divertido passatempo, está essencialmente vinculado à capacidade procriativa do homem e, portanto, à sua vocação a ser família, a sair de si mesmo para dar-se sem reservas à esposa ou ao esposo, aos filhos e filhas frutos da união entre os dois. Falar de sexo — ainda mais para nós, católicos — é falar das vidas que Deus confia aos cuidados do pais, a fim de que estes as levem consigo para aquela Vida que nunca há de ter fim.

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Referências

  1. Leonel Franca, "Educação Sexual", in: A Formação da Personalidade (Obras Completas, vol. 15). Rio de Janeiro: Vozes, 1954, p. 34.
  2. Wilhelm Stekel, Estados de Angústia Nervosa e seu Tratamento, Berlim, p. 310, apud Leonel Franca, op. cit., p. 36.

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Como lidar com um amor não correspondido?

Amar e não ser correspondido é causa de dor e frustração. Por trás dessa experiência, no entanto, mora um problema de fundo nem sempre percebido: talvez nós, sem repararmos no nosso egoísmo, estejamos “amando” errado.

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O que devemos fazer quando o amor que temos por uma pessoa não é correspondido? Essa pergunta esconde uma dor e uma angústia bastante comuns hoje em dia, sobretudo entre os mais jovens. No entanto, ela só pode ser respondida adequadamente se tivermos bem claro em que consiste o verdadeiro amor humano.

Os tempos atuais, marcados por certo romantismo burguês, costumam pensar que o amor é algo que se sente. Por isso, já não é estranho que boa parte das pessoa acredite estar amando somente enquanto experimenta alguma sensação de prazer ou satisfação. E nem lhes passa pela cabeça que talvez a sua forma de "amar" seja não só a causa de seus sofrimentos, mas também uma manifestação de egoísmo.

Mas, afinal, o que significa amar de verdade? Como sair de si mesmo, fazendo pouco caso dos próprios interesses, quase sempre mesquinhos e fúteis, e passar a querer apenas o bem do amado, mesmo que dele nada se receba em troca?

É o que o Padre Paulo Ricardo explica neste novo vídeo do nosso projeto dedicado especialmente à família.

Se você tem passado por um problema semelhante ou conhece alguém que não se sinta correspondido, não deixe de compartilhar esse conteúdo. Ajude-nos a evangelizar e a divulgar #ComoSerFamilia!

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Veja o que estamos preparando para você e sua família!

Em setembro, daremos início aos cursos de nosso projeto para as famílias. Fique atento às nossas atualizações e venha participar conosco!

A você, que está acompanhando as dicas de nosso projeto para as famílias, nós queremos repassar o novo curso que iniciaremos no site, a partir do próximo dia 12 de setembro.

Conforme havíamos prometido, #ComoSerFamilia é uma iniciativa destinada a ajudar pessoas nas mais diversas etapas e circunstâncias de sua vida: serão abrangidos temas como o namoro, o relacionamento conjugal, a educação dos filhos, o resgate de casamentos em crise etc.

Nossa proposta é audaciosa, certamente, mas com a graça de Deus conseguiremos produzir um excelente material para ajudar você e sua família a trilhar o caminho do Céu.

Nesta breve publicação, queremos deixar aqui o roteiro que será seguido pelo Padre Paulo Ricardo neste curso, que constará de 6 diferentes módulos:

  1. O que é ser família?
  2. Como viver bem o tempo do namoro?
  3. O sacramento do Matrimônio;
  4. Como educar os filhos?
  5. Restaurando casamentos em crise;
  6. Como envelhecer com sabedoria?

Nossas aulas começam no próximo dia 12 de setembro e, como o padre já afirmou em nosso programa de lançamento, serão fechadas para alunos. Se você ainda não fez a sua inscrição, portanto, venha logo participar concretamente de nossa obra! Não custa lembrar que, com uma só assinatura, nossos alunos têm acesso a todo o nosso conteúdo exclusivo.

Aguarde, pois em breve enviaremos a você mais detalhes a respeito desse primeiro módulo de nosso curso, com o título "O que é ser família".

Se você ainda não assinou a lista especial de nosso projeto, inscreva-se já e receba todas as nossas atualizações.

Continue conosco!

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Como lidar com o conflito entre mãe e esposa?

Como lidar com o conflito entre mãe e esposa? Como os filhos podem conciliar o ânimo das duas principais mulheres de sua vida? É realmente possível dar a cada uma delas o amor a que têm direito?

Você já faz parte da nossa lista de e-mails? Ainda não? Então assine agora e receba todas as novidades do nosso novo projeto, #ComoSerFamília!

Como lidar com o conflito entre mãe e esposa? A resposta a esta pergunta, ainda que encontre fundamento na Palavra de Deus, é sempre um pouco dolorosa para os corações maternos: "Portanto", diz o Livro do Gênesis após narrar a criação de Adão e Eva, "o homem deixará pai e mãe para se unir à sua mulher" (Gn 2, 25).

Os pais, como ordena o Senhor, devem sempre ser honrados e amados por seus filhos; eles são, de fato, as nossas raízes, são o doce início de nossa história. Mas não são, pelo menos na maioria dos casos, projeto de futuro. O futuro está na família que, com a graça de Deus, nós devemos levar conosco para o Céu.

Por isso, os filhos têm de ser firmes e dizer com serenidade a seus pais — e com especial delicadeza à mãe — que agora a prioridade de suas vidas é o novo núcleo familiar que começam a formar. As mães, naturalmente inclinadas a querer reter os seus "menininhos", precisam sentir-se muito amadas e seguras de que o amor de seus filhos nunca lhes faltará, ainda que tenham de "partilhá-lo" com uma outra mulher que, com a bênção de Deus, também há de tornar-se mãe.

Gostou dos conselhos deste pequeno vídeo? Então o compartilhe agora com seus amigos e familiares e nos ajude a chegar ao coração de muitas outras famílias!

Mas se você ainda não assinou a nossa lista especial, não perca mais tempo e acesse logo a página do nosso projeto!