| Categoria: Pró-Vida

Vídeo de ultrassom mostra bebê de 11 semanas pulando no ventre materno

Breve exibição de uma criança se mexendo na barriga de sua mãe fica viral na Internet

Breve exibição de uma criança se mexendo na barriga de sua mãe fica viral na Internet. A imagem tirada de uma ultrassonografia foi para as redes sociais e já recebeu mais de 60 mil compartilhamentos e 3 milhões de visualizações.

O vídeo em questão exibe um bebê de 11 semanas e 4 dias, ainda no primeiro trimestre, período em que acontece a maior parte dos abortos provocados nos Estados Unidos. Postado originalmente no Facebook pela internauta norte-americana Monica Barba, o vídeo original era endereçado "a todos que se perguntam o que pode ser visto em um ultrassom de um bebê no seu primeiro trimestre de vida."

Quem assistiu às imagens comentou com as expressões "fantástico", "emocionante" e outros adjetivos parecidos. É a prova cabal e indubitável de que a vida dentro do útero é verdadeiramente um ser humano. Ou uma "bola de sangue" seria capaz de se mexer, pular, chutar e agir como um bebê?

Por Live Action News | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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Saiba o que aconteceu a este estudante de medicina depois de participar de um aborto

“As pessoas não sabem de verdade o que é um aborto – declara um estudante –, até que elas vejam um acontecendo.”

Há algum tempo atrás, recebi este depoimento de um estudante de medicina que preferiu não deixar o seu nome. Ele tinha acabado de presenciar um aborto como parte de seu treinamento. Profundamente perturbado e assombrado pelo que viu, ele queria compartilhar a experiência com alguém.

O estudante começa dizendo que, antes de assistir ao procedimento, ele era firmemente favorável ao aborto:

"Para começar, devo dizer que, até ontem, sexta-feira, 2 de julho de 2004, eu era fortemente a favor do aborto. Sou um pré-estudante de medicina e, sendo bem científico, eu entendia que o aglomerado de células que forma o corpo do feto geralmente não é capaz de sobreviver antes de 24 semanas fora do útero. Também sou um tanto liberal e acreditava que toda mulher deveria ter o direito de escolher o que fazer com o seu corpo e com aquele que poderia potencialmente se desenvolver dentro dela."

O estudante conhecia os slogans do movimento pró-aborto. Sem levar em conta as suas reais implicações, ele acreditava que o bebê por nascer era "um aglomerado de células" e não um ser humano individual. Ele achava que uma mulher "tinha o direito de controlar o seu corpo" e não simpatizava com o pequeno ser dentro dela. Ele não acreditava na humanidade da criança, nem no seu direito à vida.

Então, ele teve a oportunidade de assistir a um procedimento. Por causa de suas crenças pró-aborto, ele não esperava ficar abalado com nada do que estava prestes a ver:

"Neste verão, fui aceito em um programa de pré-medicina em Nova Iorque, no qual fomos autorizados a acompanhar os doutores e assistir a toda sorte de procedimentos médicos. Dada a oportunidade de ver um aborto, não hesitei em aceitar a oferta. Parecia algo novo, inovador e excitante, que eu nunca tinha visto."

Depois, ele descreve exatamente o que presenciou na sala de operação:

"Quando eu adentrei a sala de operação, ela se parecia com qualquer outra na qual já estive. Na mesa à minha frente, vi uma mulher, pernas para cima como se fosse dar à luz, apesar de ela estar dormindo. Próxima a ela estava um bandeja de instrumentos para o aborto e um aspirador a vácuo para sugar os tecidos fetais do útero. Os médicos colocaram seus jalecos e máscaras, e o procedimento começou. Eles abriram o colo do útero com um instrumento metálico vulgar e enfiaram um tubo transparente e extenso dentro da mulher. Em questão de segundos, o motor da máquina foi acionado e sangue, tecidos e pequenos órgãos foram removidos do lugar em que estavam para dentro de um filtro. O tubo foi removido e, preso à sua extremidade, estava um corpo pequeno e uma cabeça pateticamente unida a ele, com o que tinha sido formado do pescoço destruído. O que fora formado das costelas estava coberto por uma fina camada de pele, os olhos estavam formados e os órgãos internos já tinham começado a funcionar. O coraçãozinho do feto – obviamente, um menino – tinha simplesmente parado, para sempre. O filtro do aspirador foi aberto e era possível ver os bracinhos e as perninhas despedaçados do feto. Os dedos das mãos e dos pés tinham começado a formar as suas unhas. Os médicos, orgulhosos do seu trabalho, remontaram o corpo para me mostrar. As lágrimas emergiram dos meus olhos, enquanto eles removiam o menino da mesa e arremessavam o seu corpo dentro de um recipiente, para ser descartado."

Considerando que esse aborto foi feito por sucção, o bebê só deveria ter menos de 13 ou 14 semanas – o suficiente, porém, para que se evidenciasse a sua humanidade.

Abortos no segundo trimestre são geralmente feitos pelo método de dilatação e evacuação (D&E), um procedimento no qual, para destruir o bebê, usa-se o fórceps, ao invés da sucção.

O estudante ficou assombrado com o que viu:

"Desde ontem, às 10h30min, eu não consigo pensar em mais nada, a não ser no que aquele menino poderia ter se tornado. Eu acho que as pessoas não sabem de verdade o que é um aborto, até que elas vejam um acontecendo. Eu tenho sido torturado por essas imagens – tão vivas e tão reais – por dois dias até agora... e eu era apenas um espectador."

"Nunca mais serei a favor do aborto e nunca mais darei apoio ao assassinato de nenhum ser humano, não importa em que estágio da vida ele esteja."

Diferentemente da vasta maioria dos abortos, esse bebê foi pranteado: alguém se condoeu e se horrorizou com a sua morte. Milhares de bebês como esse são sugados dos ventres de suas mães todos os dias. Eles são rejeitados por elas e tratados como resíduos médicos por seus assassinos. A sociedade autoriza que esses bebês morram silenciosamente, sem nenhum reconhecimento ou gratidão por sua humanidade. Esse pequeno bebê do sexo masculino nunca terá um nome. Nunca poderá respirar, ter um cachorro, assistir ao pôr do sol, andar de bicicleta... Ele jamais vai experimentar as coisas que eu e você tomamos por valiosas. Mas esse bebê, talvez, não tenha morrido totalmente em vão – sua trágica morte revelou a verdade a esse jovem rapaz. E aqueles de vocês que estiverem lendo esse artigo agora conhecem o relato da sua morte.

Talvez a história dessa criança desventurada possa motivar você a se tornar mais ativo no movimento pró-vida. Há muitas coisas que você pode fazer, mesmo do seu computador. Compartilhe este texto no Facebook. Participe da lista de e-mails de um grupo pró-vida. Financie uma organização pró-vida. Ajude as mulheres em gravidez indesejada com bons conselhos. Vote em políticos pró-vida. Converse com os que você ama sobre o assunto – compartilhe esse e outros artigos pró-vida com eles. Seja paciente e compreensivo, gentil e respeitoso, mas, acima de tudo, seja operante: faça alguma coisa.

Fonte: Live Action News | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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Imagens chocantes denunciam tráfico de órgãos de bebês humanos nos EUA

​Por trás do tráfico de tecidos fetais mantido pela maior organização abortista dos Estados Unidos, esconde-se um tema ainda mais espinhoso: a banalização da própria vida humana.

Nas últimas semanas, a Planned Parenthood Federation of America (PPFA), a maior provedora de abortos dos Estados Unidos, foi alvo de uma denúncia, realizada pela associação pró-vida Center for Medical Progress (CMP), segundo a qual as suas clínicas estariam se beneficiando economicamente da venda de órgãos e tecidos de bebês abortados – a qual é punida como crime federal, segundo a lei americana.

Até o momento, cinco vídeos foram divulgados. Eles foram filmados por investigadores do CMP, que se disfarçaram de integrantes de uma companhia de biologia humana. Durante as conversas com altos funcionários da Planned Parenthood – às quais se seguiram incursões no interior das próprias clínicas da organização –, há cenas e declarações realmente assustadoras, que fariam corar os abortistas mais entusiastas (não fossem tão grandes a sua deformação moral e obstinação no erro).

"Leis podem ser interpretadas"

No primeiro vídeo, publicado no dia 14 de julho e sobre o qual já se falou aqui, a diretora sênior da PPFA, Dra. Deborah Nucatola, admite tranquilamente – enquanto degusta um vinho e come uma salada – que os médicos da instituição adaptam o procedimento de aborto, a fim de assegurar que os órgãos requeridos pelas indústrias de "experimentação fetal" não sejam destruídos. "Eu não vou destruir essa parte. Vou basicamente quebrar embaixo, em cima e ver se consigo pegar tudo intacto", eles dizem.

Nucatola também revela como Planned Parenthood faz para burlar a lei norte-americana que proíbe o aborto realizado "por nascimento parcial". Em um procedimento desse gênero, assim como nos métodos mais usados de dilatação e evacuação, o colo do útero da mulher é dilatado com pequenas lâminas que expandem gradualmente. Então, ela é mandada para casa. A morte e retirada do feto, propriamente ditos, são feitos um dia ou dois depois da introdução das lâminas, quando elas tiveram tempo suficiente para expandir.

Esse método de aborto foi proibido nos Estados Unidos por meio do Partial-Birth Abortion Ban Act, de 2003, assinado pelo então presidente George W. Bush. Para os aborteiros da PPFA, no entanto, "a proibição do aborto parcial é uma lei e leis podem ser interpretadas", revela Nucatola. "Então, se eu digo que no primeiro dia não tenho a intenção de fazer isso, o que acontece no fim não importa."

"Eu quero uma Lamborghini"

Uma semana depois, no dia 21 de julho, o CMP divulgou mais um vídeo. A protagonista da vez foi a presidente do conselho de diretores da Planned Parenthood, Dra. Mary Gatter. Perguntada pelos atores "quanto ela esperaria por um tecido (fetal) intacto", ela rebate: " Bem, por que não começa você me dizendo o quanto está acostumado a pagar?"

Embora ela reitere várias vezes que "não estamos nisso pelo dinheiro" e que "o dinheiro não é o importante", o diálogo se transforma em um verdadeira negociação. O acordo evolui de 75 para 100 dólares por amostra, mas, ao fim do almoço, Gatter sugere que o preço não é suficiente. "Deixe-me apenas saber quanto outros estão ganhando, e se estiver na faixa, então está bem, mas se ainda estiver baixo, então podemos subir o valor", ela diz. "Eu quero uma Lamborghini."

No dia 28 de julho, foi lançado o primeiro vídeo de um documentário chamado Human Capital, com a participação especial da flebotomista Holly O'Donnell. Essa jovem foi contratada pela companhia de biotecnologia Stem Express, ligada ao tráfico de órgãos e tecidos mantido pela PPFA. "Eu pensava que iria apenas extrair sangue, não retirar tecido de fetos abortados", ela conta.

Em seu primeiro dia de trabalho em uma clínica da Planned Parenthood, ela entrou em choque quando lhe pediram que dissecasse um feto recém-abortado. Por seis meses, o seu trabalho era identificar mulheres grávidas que preenchessem as condições dos pedidos feitos pela empresa de tecidos. Depois do procedimento, ela coletava o material. "Por qualquer coisa que adquiríssemos, eles obtinham uma certa porcentagem", ela afirma. "A enfermeira principal estava sempre confirmando se tínhamos pego nossas amostras. Ninguém além dela se importava, porque ela sabia que Planned Parenthood estava faturando com isso."

"É outro menino!"

O quarto vídeo da série foi publicado no último dia 30 e é "estrelado" pela diretora médica da clínica de Rocky Mountains, Dra. Savita Ginde. Em uma das declarações mais chocantes de toda a investigação, ela deixa subentendido que a sua clínica também coleta tecidos de bebês nascidos vivos. "Se algumas (mulheres) dão à luz antes que a gente consiga examiná-las para um procedimento – ela diz –, então eles (os bebês) saem intactos".

Dentro do laboratório de uma clínica, enquanto alguns funcionários usam um prato para separar pedaços do corpo de um feto, Ginde diz aos falsos compradores que preferiria receber o pagamento pela parte do corpo coletada, ao invés de uma taxa fixa padrão para todo o material. "Eu acho que um negócio por peça funciona um pouco melhor, porque assim podemos ver o quanto podemos ganhar com isso", ela afirma.

Ao fim do vídeo, uma voz no fundo revela o sexo da criança que acabou de ser assassinada: " It's another boy! – É outro menino!".

"Tudo não passa de uma questão de alinhar os itens"

No mais novo vídeo, divulgado esta semana pelo CMP, Melissa Farrell, diretora de pesquisa da filial da PPFA em Gulf Coast, admite que os aborteiros algumas vezes conseguem corpos "intactos" de bebês para coleta de órgãos e experimentação científica. Para tanto, eles adaptam o procedimento de aborto, a fim de atender aos pedidos das companhias de biologia. "Alguns dos nossos médicos", ela conta, "fazem isso de modo a conseguir as melhores amostras, então, eu sei que isso pode ser feito."

Farrell diz aos falsos compradores que eles poderiam receber as partes que quisessem, contanto que a companhia pagasse mais por uma melhor qualidade das amostras e pelo esforço extra dos aborteiros. "Se nós alterarmos nosso processo – e nós somos capazes de obter cadáveres fetais intactos –, podemos incluir isso no orçamento" para cobrir "as dissecações" e "dividir as amostras em várias remessas", ela diz. "Tudo não passa de uma questão de alinhar os itens."

Os últimos minutos do vídeo mostram imagens exclusivas dos investigadores dentro de um laboratório da PPFA, vasculhando as partes de um bebê de 20 semanas. No prato, é possível ver mãozinhas e pezinhos claramente desenvolvidos, enquanto o investigador levanta um pequeno pulmão com uma pinça. "Às vezes eles saem realmente intactos", diz uma aborteira aos falsos compradores.

Aparentemente, há ainda outros vídeos para serem publicados, mas esses são suficientes para mostrar a indústria de morte por trás da Planned Parenthood. "Qualquer um que assista a esses vídeos sabe que a organização está envolvida em práticas bárbaras e abusos de direitos humanos que têm que acabar", diz David Daleiden, o homem por trás das câmeras da CMP. "Não há nenhum motivo para que uma organização que se serve de métodos ilegais de aborto para vender partes de bebês e comete esse tipo de atrocidades contra a humanidade ainda receba mais de 500 milhões de dólares todos os anos dos contribuintes americanos."

A associação Center for Medical Progress, bem como várias outras organizações pró-vida dos Estados Unidos, estão usando os vídeos em questão para pedir a retirada de fundos da PPFA. O governo Obama é parceiro da empresa e já apareceu publicamente defendendo os serviços prestados por ela. Se fica comprovado que a organização está lucrando com o tráfico de órgãos e tecidos humanos – prática que é proibida pela legislação penal norte-americana –, é mais fácil pedir o fim do seu financiamento.

O que está em jogo

Embora o debate nos EUA pareça concentrar-se em uma questão meramente técnica – se a Planned Parenthood está ou não lucrando com o comércio de fetos abortados –, o que está em jogo é uma realidade muito mais séria, que diz respeito à própria dignidade da vida humana.

Os homens do século XXI já não veem mais a pessoa humana como um ente sagrado. Habituaram-se a tratar alguns indivíduos – nomeadamente, os embriões e os não-nascidos – como "cidadãos de segunda categoria". É isso o que está por trás do aborto e do tráfico de cadáveres humanos mantido pela PPFA. Se o que eles fazem com os tecidos e os órgãos de um feto fosse feito com um ser humano adulto, brutalmente assassinado e manipulado para satisfazer os desejos de um comércio ilegal, a sociedade certamente se escandalizaria. (Talvez não tanto quanto se comoveu com o caso do leão Cecil, no Zimbábue, mas isso é tema para outro artigo.) Por que, então, não reage à manipulação de embriões humanos e à venda de partes de seus cadáveres? Qual a diferença essencial entre um ser humano não-nascido e um adulto?

A resposta científica é: nenhuma. No juízo do reconhecido geneticista Dr. Jérôme Lejeune, "se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia se tornar um, pois nada é acrescentado a ele".

A resposta moderna, no entanto, reproduz um argumento perverso, argumento que levou milhões às câmaras de gás e aos gulags soviéticos no século passado. É o discurso de que algumas pessoas merecem viver mais do que outras. Se, antes, a eugenia discriminava por origem étnica ou condição social, agora segrega os indivíduos por sua idade: "se nasceu, vive; se não nasceu, pode matar". Essencialmente, porém, os crimes são os mesmos: genocídio em massa, abuso e descarte de seres humanos, desprezo pela vida dos mais frágeis.

Contra uma civilização que suprime diretamente e sem nenhum remorso a vida de seus membros indefesos, é inútil lembrar que "os cadáveres de embriões ou fetos humanos, voluntariamente abortados ou não, devem ser respeitados como os restos mortais dos outros seres humanos" [1]. Quem não entende por que jamais se pode provocar diretamente a morte de um inocente [2] – nem para alegadamente salvar a própria vida, quanto menos para consolidar um pretenso "progresso científico" –, tampouco entenderá por que não se pode manipular arbitrariamente o coração, as vísceras e os membros de um corpo humano.

Talvez algumas pessoas não percebam a gravidade dos vídeos exibidos acima, e a alguns cheguem a soar "alarmistas" as críticas dos pró-vida à Planned Parenthood. Isso é o sinal de que, nessa matéria, estamos muito perto do fundo do poço – se é que ele tem fundo.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum Vitae sobre o respeito à vida humana nascente e a dignidade da procriação (22 de fevereiro de 1987), I, 4.
  2. Cf. Suma Teológica, II-II, q. 64, a. 6.

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Documentos citados durante Audiência Pública no Senado

​Quem quer o aborto no Brasil? De onde vem o financiamento para essa causa? Estude e descubra o que está por trás da agenda do aborto.

Em sua fala durante a Audiência Pública no Senado (06/08), Padre Paulo Ricardo convidou as pessoas a um estudo sobre o tema do aborto e sobre o financiamento dessa agenda pelas fundações internacionais. Seguem os materiais e livros indicados:

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'Fomos abençoados por tê-los conhecido': pais de trigêmeos prematuros encontram sentido no impensável

Bernadette, Christine e Adam sobreviveram por apenas quatro horas. O suficiente para marcar para sempre os membros da família Taylor.

Quando o médico revelou aos recém-casados Jason e Marie Taylor, ambos com seus 30 anos, que eles esperavam trigêmeos, o casal não cabia em si de tanta felicidade. "Nós estávamos muito, muito entusiasmados", conta Jason. No ultrassom, aparecia a imagem de duas meninas e um menino. Os pais orgulhosos se apressaram em dar-lhes um nome: Bernadette, Christine e Adam.

A primeira gestação do casal foi fruto de um relacionamento vivido na graça de Deus, já a partir do namoro. Desde o momento em que se apaixonaram, Jason e Marie ansiavam por começar uma família, mas decidiram fazer o seu relacionamento "do jeito de Deus", vivendo a castidade até que se comprometessem mutuamente, no altar, em maio de 2012.

Mesmo o sonho de ter muitos filhos, porém, não impediu que os dois se surpreendessem com a notícia dos trigêmeos. "Meu Deus, o que vamos fazer com tantos bebês?", eles pensavam. "Temos apenas um número limitado de braços". Em uma outra visita ao hospital, alguns médicos ousaram falar com eles sobre uma espécie de "redução seletiva", mas o casal nem deu atenção. Ainda que Marie fosse enfermeira e soubesse que os médicos fariam aquela pergunta, ela se sentiu mal em escutar alguém se oferecer tão tranquilamente para matar um ou dois dos seus filhos. "Aquilo foi realmente perturbador para nós dois, já que esperávamos tão ansiosamente por nossos filhos", disse Jason.

De fato, mal recebeu a boa nova, o casal começou a preparar a casa para a chegada dos novos hóspedes, prevista para fevereiro de 2013. Três bercinhos foram comprados e cuidadosamente enfileirados no quarto de cima, enquanto a barriga de Marie só aumentava... Todas as noites, antes de cair no sono ao lado de sua esposa, Jason se inclinava para conversar com os seus filhos: "Ei, Adam! Ei, Bernadette! Ei, Christina! Estou ansioso por conhecê-los. Amo vocês!" Antes de sair para o serviço, ele dizia às crianças: "Cuidem de sua mãe!"

O impensável

Mas o corpo de Marie começava a ter problemas para se adaptar às exigências daquelas três vidas que cresciam dentro dela. Além do refluxo severo, ela experimentava palpitações, dores no peito e fortes dores de cabeça. Um dia, enquanto assinava alguns cartões de 'obrigado' pelo casamento na mesa da cozinha, Marie repentinamente apagou. Quando voltou a si, tratou de telefonar ao seu marido para pedir ajuda.

Apesar das dificuldades, um ultrassom de novembro revelava que Marie e os seus bebês estavam bem. Com 22 semanas, Marie se parecia mais com uma gestante de 35 semanas.

Um dia depois do ultrassom, porém, Marie começou a sentir "pequenas dores agudas" no abdômen, que se foram tornando cada vez mais regulares. Naquela noite, o casal decidiu ir ao hospital para descobrir o que estava acontecendo.

Chegando lá, os dois não acreditaram quando os médicos disseram que Marie estava com 4 cm de dilatação e tinha entrado em trabalho de parto. O jovem casal se apegou à esperança de que os médicos pudessem fazer algo para impedir que o quadro progredisse, a fim de manter os bebês a salvo.

Mas a situação piorou e o médico revelou ao casal que as crianças estavam prestes a nascer. Com 22 semanas, os pequeninos trigêmeos não tinham muitas chances de sobreviver. Eles não apenas tinham crescido pouco por conta de serem três, como seus pulmõezinhos não se tinham aperfeiçoado o suficiente para que pudessem respirar. Como enfermeira, Marie sabia que tentativas de oxigenação em pulmões pouco desenvolvidos podiam fazê-los arrebentar, causando morte imediata. Os doutores advertiram os pais que, depois do parto, os bebê não receberiam intervenção médica.

Enquanto permanecia ao lado de sua esposa, testemunhando o inimaginável pesadelo que se desenrolava diante dos seus olhos, Jason percebeu que estava dando toda a sua atenção a Marie. Ele se deu conta de que os seus filhos provavelmente estavam tão assustados com o que acontecia quanto eles dois. Então, o jovem pai se inclinou e, ofegante, confortou os seus filhos com as palavras amorosas de costume: "Ei, eu amo vocês, meus filhos... Estou ansioso para conhecê-los..."

Os pais se prepararam para saudar os seus filhos e passar com eles o máximo de tempo que pudessem.

Enfim, nas primeiras horas do dia 15 de novembro de 2012, Bernadette, Christine e Adam nasceram, pesando de 360 a 450 gramas cada um. "Eles saíram cheios de vida e se movendo", disse Jason. "Continuei na esperança de que eles pudessem ser os únicos trigêmeos a sobreviverem com 22 semanas, mas eles se foram rapidamente".

Apesar da profunda dor de presenciar os seus filhos partindo, o casal ficou impressionado ao ver como eles estavam perfeitamente formados, com seus narizinhos, seus frágeis dedinhos, as unhas e, acima de tudo, com seus rostinhos adoráveis. "Nós os seguramos. Tivemos tempo de examiná-los com cuidado e sentimos realmente como se os tivéssemos conhecido um pouco", disse Jason.

Mais tarde, o resto da família chegou ao hospital para dar suporte ao casal e se despedir das três pequenas crianças. Uma enfermeira tirou o "carimbo do pezinho" dos três. Eles foram vestidos com uns pequenos chapéus e envoltos em roupinhas coloridas.

Para a mãe, tudo foi uma incrível mistura de emoções: "Nós seguramos os bebês, choramos, olhamos para eles e os examinamos, conversamos com eles e os batizamos. Enfim, nós os amamos."

Durante quatro horas, Bernadette, Adam e Christine foram amados, respeitados e acalentados por cada momento de suas curtas existências.

Em busca de sentido

Logo após a morte das crianças, Jason e Marie se perguntavam sobre o que devia ser feito com os seus restos mortais, não sabendo se o hospital deixaria que eles levassem os seus corpos.

O pai de Marie interveio. "É claro que devemos dar a eles um funeral adequado", ele disse. "Eles tiveram uma vida, assim como qualquer pessoa. Nasceram, foram batizados, viveram e morreram."

O irmão de Marie fez um pequeno caixão de madeira com três cruzes em cima. Os trigêmeos que cresceram, viveram e morreram juntos, seriam agora colocados juntos no seu paradeiro final de descanso.

Jeff Gunnarson, da Campaign Life Coalition, assistiu ao funeral e contou ao LifeSiteNews.com que ficou "profundamente emocionado" ao escutar o testemunho de Jason sobre a vida de seus filhos, acrescentando que era difícil encontrar algum olho seco na multidão.

"Jason explicou às pessoas ali reunidas que a vida de seus filhos foi preciosa", ele conta. "Ele mencionou as frágeis e pequenas unhas de suas filhas e o belo traço do queixinho de seu filho. Disse que, mesmo prematura, cada criança já mostrava traços distintos de personalidade. Ele mostrou que cada pessoa tem uma vida única e irrepetível."

"Acredite-me, qualquer um naquela multidão com um pingo de indiferença ao valor de um bebê de 22 semanas teria deixado o funeral repensando sua posição pró-aborto. Jason transmitiu como são maravilhosamente formados esses pequenos filhos de Deus. Ele foi capaz de enxergar, naquele sério e triste, mas também profundo momento de despedida, um raio pró-vida de esperança que trouxe lágrimas aos nossos olhos e fez com que sentíssemos gratidão por testemunhar um tão belo amor."

Um testemunho de vida

Como qualquer pai que tivesse que enterrar seus filhos, Jason e Marie se pegaram perguntando "por quê". Nos dias mais sombrios, eles se viram lutando com Deus na oração, perguntando a Ele por que havia permitido aquela dor, aquele luto, aquele sofrimento, aquela perda.

O momento mais difícil para Marie foi acordar no meio da noite que sucedeu a sua perda. Assim que o pesadelo do dia anterior caiu sob a sua cabeça, ela se deu conta de que não estava mais grávida. "Senti-me realmente desesperada, perguntando a mim mesma como poderia vir alguma coisa boa de tudo isso", ela conta.

À procura de respostas para questões tão difíceis, os dois se voltaram para a fé. "Não sabíamos por que não tínhamos conseguido ficar com eles", disse Marie. "Mas, seja qual for a razão, Deus permitiu que eles fossem tirados de nós. Temos fé de que eles estão agora no Céu, descendo para tentar nos puxar para lá com eles. Acreditamos que temos três pequenos anjos lá em cima, intercedendo por nós, a fim de que também nós um dia cheguemos lá."

Ao invés de focar na sua perda, o casal decidiu dar atenção às bênçãos que recebeu. "De qualquer modo, esses bebês são um testemunho de vida. É isso o que eles são. É isso o que temos de ver em tudo isso", diz Marie.

Apesar da dor e da perda, os pais nunca pensariam em tirar a vida de seus filhos. Eles sabem que o luto e o sofrimento não têm a palavra final.

Os trigêmeos já têm feito a diferença nas vidas de todos os que os conheceram. Os vizinhos se uniram para ajudar Jason e Marie. Os membros da família superaram as suas pequenas diferenças e ficaram juntos. A fé em Deus e os laços familiares foram fortalecidos; os corações frios foram aquecidos.

"De alguma forma, o simples fato de ver as suas vidas muda um coração", diz Jason. "A esperança e a oração" dos dois é que, compartilhando a sua experiência, outros "sejam encorajados" a enfrentar escolhas difíceis relacionadas à vida.

Eles colocaram no YouTube um emocionante tributo em memória aos seus três filhos. Os pais escreveram e gravaram uma canção cordial e inspiradora que acompanha a sua história, a qual é contada pelas fotos e pelo texto. O vídeo já recebeu mais de 4 milhões de visualizações.

"Graças a Deus, as vidas dos nossos bebês podem, de alguma forma, fazer a diferença, ainda que seja apenas fortalecendo e encorajando as pessoas que já estão no movimento pró-vida", diz Jason.

Gunnarson denominou o testemunho dos Taylor como "corajoso e surpreendente". Eles mostraram ao mundo que trazer crianças de 22 semanas ao mundo, mesmo sem longas perspectivas de vida, é "a coisa mais natural e mais saudável a se fazer". Ainda que Bernadette, Christine e Adam não fossem capazes de sobreviver senão por algumas horas, foram horas preciosas de existência – horas que dão testemunho do valor e dignidade de cada pessoa humana.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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Ativistas exploram abuso de menor para legalizar aborto no Paraguai

Menina de 10 anos grávida por estupro é o novo “cavalo de batalha” da Anistia Internacional para legalizar o aborto na América Latina.

"Menina de 10 anos grávida por estupro no Paraguai": uma manchete assim, sem dúvidas, é de chocar e paralisar qualquer um. Como mãe de uma menina de 12 anos que vive no Paraguai, não posso sequer começar a imaginar o que sentiria em meu coração se algo desse tipo acontecesse a minha filha.

Há alguns dias atrás, a mídia no Paraguai reportou justamente essa manchete. Uma garota de 10 anos foi levada à unidade de emergência de um hospital em Assunção, reclamando de dores abdominais e de um inexplicável crescimento no tamanho de sua barriga. Depois de vários testes, os médicos chegaram a uma conclusão: a menina estava grávida.

Em 2014, a mãe da garota havia denunciado o homem com quem vivia para a polícia, acusando-o de molestar a sua filha, que, então, tinha nove anos de idade. A polícia começou a investigar o caso, mas a mãe logo retirou a acusação, assegurando à polícia que tudo não passava de um mal-entendido. A mãe continuou a viver com o homem, e agora, um ano depois, sua filha pequena está grávida de 23 semanas. Acredita-se que a menina era sujeita a abusos constantes e que sua mãe sabia, ou pelo menos suspeitava o que estava acontecendo.

Neste caso terrível, há duas vítimas e vários culpados. Obviamente, as vítimas são a jovem garota e o seu bebê. Tenho sentimentos divididos em relação à mãe da garota pequena. Como mulher, não colocaria toda a culpa sobre a mãe da menina, pois estou convencida de que a violência experimentada pela garota provavelmente também foi sofrida e temida por sua mãe. Contudo, como mãe que sou, também sei que lutaria com unhas e dentes contra qualquer um que tentasse ferir algum dos meus filhos. Daria alegremente a minha vida para defendê-los.

Não se pode desculpar as ações ou, neste caso, a omissão de uma mãe que fracassou em proteger a sua filha – e a mãe agora se encontra presa por sua cumplicidade no abuso. A polícia afirmou que por mais de um ano a mãe da garota sabia que sua filha era abusada por seu parceiro, mas deixou que isso continuasse.

Neste ínterim, o principal criminoso, o homem que estuprou e engravidou a menina de 10 anos, está foragido, tendo se escondido desde o momento em que o caso se tornou público.

Diante de tragédias desse gênero, no entanto, nossa sociedade é obrigada a lidar com uma situação mais comum do que se pode imaginar. De acordo com o Ministro da Saúde do Paraguai, em 2014, houve 684 casos de gravidez em garotas entre 10 e 14 anos. Essa estatística deixa entrever a magnitude do problema.

Agora, o que deve ser feito com a jovem menina grávida?

A Anistia Internacional está usando este caso para pedir a legalização do aborto. A organização montou um lobby intenso para pressionar o governo paraguaio a abortar a criança com 27 semanas de vida. Estão apelando para a chamada "interrupção legal da gravidez", com vistas a proteger a saúde da jovem menina.

Os advogados dessa campanha repetem o mantra de que o Estado deve agir "o mais rápido possível para proteger todos os direitos humanos das mulheres, começando com o direito à vida, à saúde e à integridade física e psicológica, a curto, médio e longo prazo". Eles dizem defender o "direito à escolha".

Eu me pergunto se os ativistas da Anistia Internacional estão realmente preocupados com a jovem garota. Porque, aparentemente, o que eles estão realmente fazendo é usar a menina, usar a sua trágica circunstância, para fazer avançar a sua própria agenda.

Será que eles não percebem que o que estão propondo como solução é simplesmente cometer uma outra injustiça? Que dois erros não fazem um acerto? Que aquela que estão punindo com a morte é a mais indefesa e inocente das partes envolvidas?

O art. 4º da Constituição da República do Paraguai é claro em afirmar que o Estado deve proteger a vida desde o momento da concepção ("El derecho a la vida es inherente a la persona humana. Se garantiza su protección, en general, desde la concepción."). Neste caso, seja a garota de 10 anos que foi abusada, seja o bebê que ela carrega em seu ventre, ambas têm o direito de demandar que o Estado aja para proteger as suas vidas. Ambas devem ter acesso a todos os esforços médicos necessários para atendê-las; ambas são vítimas e merecem todo o suporte da sociedade e do Estado.

O valor de uma vida não é definido pela sua idade, por seu estágio de desenvolvimento ou pelas circunstâncias sob as quais foi concebida. Toda vida é valiosa em si mesma. As autoridades têm a obrigação moral e o dever constitucional de proteger ambas as crianças e dar a elas o cuidado necessário para salvar as suas vidas.

Ainda que a Anistia Internacional afirme que o aborto seja necessário para salvar a vida e a saúde da jovem criança, no momento, felizmente, a sua vida não se encontra em risco. A médica que a está acompanhando, Dolores Castellanos, confirmou que a gravidez está se desenvolvendo sem afetar a saúde do bebê ou da pequena garota. No entanto, a propaganda midiática em torno do caso insiste que a jovem irá morrer se chegar ao final da gestação.

Para o seu maior crédito, o governo tem sido cauteloso e equilibrado. O Ministro da Saúde, Antonio Barrios, não sucumbiu à pressão do lobby internacional pró-aborto. Ele afirmou que o governo tomou medidas estritas para proteger a criança e o bebê.

Além disso, várias organizações sem fins lucrativos e outras instituições do Paraguai se apressaram em oferecer ajuda com assistência integral, como aconselhamento, suporte material e financeiro a curto e longo prazo, e apoio contínuo, levando em consideração – o que é o mais importante – a vida de ambas as crianças, a jovem mãe e o seu bebê. Já outros, como a Anistia Internacional, não oferecem assistência às vítimas, mas, ao contrário, apenas tiram proveito da situação, tentando estabelecer um precedente para a legalização do aborto, a fim de criar leis que violem o direito à vida.

Se, por um lado, é louvável o cuidado integral e generoso pela jovem garota e sua filha, por outro, trata-se apenas de apagar um fogo que infelizmente se acenderá de novo no futuro. Mais deve ser feito para atingir as raízes da tragédia com que essa garota e outras tantas crianças têm que lidar.

Ao invés do aborto, é hora do governo sancionar soluções efetivas para o abuso infantil. Que ele legisle para promover campanhas de combate a esse problema, em primeiro lugar, e que promova uma cultura de apreço e cuidado pelas crianças – ao invés de criar uma sociedade ainda mais insensível e que tolere o assassinato de crianças como solução. Há que se proteger todas as crianças, nascidas e não nascidas, porque são o rosto futuro da sociedade.

Mas, acima de tudo, urge compreender que a melhor resposta para o abuso infantil sempre esteve bem à frente dos nossos olhos. É uma solução tão óbvia que chega a ser inacreditável que tantos "especialistas" não a tenham enxergado: é preciso fortalecer a família encabeçada por um pai e uma mãe. A família é a mais básica organização sem fins lucrativos, e aquela que mais visa o bem comum. É focada na saúde do indivíduo e é a única verdadeira fundação da sociedade.

A pequena garota hoje grávida vem de uma família que é o retrato da disfunção familiar. A mãe, que tinha um emprego de baixa renda, tinha três filhos de três diferentes pais: um de 13 anos, a pequena menina de 10 que está grávida, e um menino de 8 anos. Importa, pois, atacar as raízes profundas do problema.

Não há melhor investimento para o governo do que fortalecer, proteger e promover o casamento e a família como coluna social insubstituível, especialmente quando há jovens crianças envolvidas nisso. A sociedade como um todo deve abraçar uma cultura que reconheça e valorize a família e todos os seus membros como um tesouro a ser cuidado e preservado.

Isso por que essa pequena garota e outras como ela passaram é algo impossível de apagar. Foi roubada delas a inocência da infância. O abuso ao qual ela foi sujeita deixará uma marca permanente em sua memória e em sua alma. Isso requer o nosso suporte e a nossa ajuda. Mas pensar que matar o bebê em seu ventre vai ajudá-la de alguma forma é um erro grave. Isso não vai amenizar, ao contrário, só vai aumentar o estrago causado por essa experiência. Violência não pode ser apagada com mais violência.

Como minha avó me dizia: "Não importa o quanto me enfureça um prato quebrado, nunca acharei que a solução seja destruir o resto da porcelana."

Por Andrea Radil | Tradução: Equipe CNP

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‘Eu achava que o hospital era um lugar para curar as pessoas, não para matá-las’

“Asfixia! Morte por asfixia!” Enfermeiras relatam o drama de mais bebês nascidos vivos durante abortos malsucedidos.

Geralmente, quando um bebê nasce vivo durante um procedimento de aborto, ele é mantido na clínica de aborto até morrer. Em alguns casos, o aborteiro mesmo age para matar o bebê. Mas, às vezes, ele é transferido para um hospital, onde pode receber os devidos cuidados médicos. Infelizmente, é a política de muitos hospitais simplesmente deixar que essas crianças morram.

A enfermeira Kathleen Malloy, de Jacksonville, Flórida, testemunhou a morte de um bebê que nasceu depois de um aborto salino e foi transferido ao seu hospital. Um panfleto pró-vida de título Children: Things We Throw Away? ["Crianças: Coisas que Jogamos Fora?"] conta a sua história:

"Eu trabalhava no turno da noite, das 23h às 7h, e quando estávamos desocupadas, eu saía para ajudar com os recém-nascidos. Uma noite, vi um berço do lado de fora da enfermaria. Tinha um bebê nesse berço – um bebê perfeitamente formado, chorando –, mas havia uma diferença nessa criança. Ela tinha sido escaldada. Era a criança de um aborto salino.

Parecia que aquela pequena menina tinha sido colocada em uma panela de água fervente. Ali, não havia ninguém, nenhum médico, nenhuma enfermeira, nenhum pai, para confortar aquela criança ferida e queimada. Ela foi deixada para morrer agonizando. Não a deixariam na enfermaria – sequer se preocuparam em cobrir a menina.

Senti vergonha de minha profissão naquela noite! É difícil acreditar que isso possa acontecer em nossos hospitais modernos, mas acontece. Acontece o tempo todo. Eu achava que um hospital era um lugar para curar os doentes – não para matar.

Perguntei a uma enfermeira em outro hospital o que elas faziam com os bebês que eram abortados por solução salina. Diferentemente do meu hospital, onde o bebê tinha sido abandonado enquanto lutava para respirar, no hospital dela, elas colocavam a criança em um balde e o fechavam com uma tampa. Asfixia! Morte por asfixia!"

Um aborto salino é realizado injetando-se uma solução salina cáustica dentro do líquido amniótico que envolve o bebê. Ele inspira o líquido, que queima os seus pulmões e a sua pele, fazendo-o morrer no prazo de poucas horas. A mãe, então, entra em trabalho de parto, para dar à luz uma criança morta. Hoje, esse tipo de aborto é raro, devido à grande probabilidade de as crianças nascerem vivas e ao alto risco de morte que esse método representa para a mulher: a solução poderia prejudicar seriamente o seu corpo, se a injeção caísse em sua corrente sanguínea. Um procedimento similar pelo qual o veneno é injetado no coração do bebê ou, em alguns casos, no líquido amniótico, ainda é praticado hoje em dia, sendo usado em casos de aborto tardio – no segundo e terceiro trimestres de gravidez.

O bebê que Malloy viu morrendo não ganhou nem um nome, nem a chance de viver. Em uma situação parecida, Gianna Jensen, que também foi abortada pelo método salino, recebeu assistência médica e sobreviveu. Hoje, ela é uma ativista pró-vida. O seu testemunho pode ser encontrado abaixo:

Um artigo de 2002 publicado em The Journal of Clinical Nursing parece sugerir que enfermeiras se deparam com bebês vivos depois de abortos malsucedidos com certa frequência. De acordo com o artigo:

"No caso de procedimento tardio, a morte do feto antes do parto, embora seja usual, não acontece sempre, exceto em casos raros de extrema anormalidade física. (...) De fato, às vezes, o feto tentará respirar ou mover os seus membros, o que torna a experiência extremamente angustiante para as enfermeiras. Além disso, enquanto a mulher provavelmente passará por esse processo uma vez na vida, enfermeiras podem passar por isso várias vezes no ano ou até em uma mesma semana." [1]

O artigo cita a autora e conferencista Annette D. Huntington, Ph.D., que diz que nascidos vivos durante casos de aborto são uma "ocorrência regular".

Outra enfermeira que se encontrou na terrível situação de cuidar de um bebê abortado contou a sua história no jornal do Friendship Pregnancy Center (agora chamado de Women's First Choice Center), em Morristown, Nova Jersey. A sua história, que pode ser lida na íntegra aqui, é aterradora. Na noite em que o bebê abortado chegou, três bebês prematuros de um hospital próximo estavam sendo atendidos, dois dos quais corriam risco de morte, e os médicos lutavam para salvar suas vidas. Enquanto eles trabalhavam duro para ajudar esses dois bebês queridos, a vítima do aborto foi trazida:

"A enfermeira da seção de parto e nascimento entrou em nossa unidade carregando uma manta e afirmando: 'Este é um aborto por prostalglandina. Ele tem pulsação e por isso o trouxemos.' O bebê foi colocado debaixo de um aquecedor radiante e eu fui inteirada do resto dos fatos. O bebê era dado como sendo de 23 semanas, pelo ultrassom. A mãe tinha câncer e recebeu tratamentos de quimioterapia antes de descobrir que estava grávida. Os pais ficaram sabendo que o seu bebê sairia horrivelmente deformado por causa da quimioterapia.

Olhei para o menino deitado diante de mim e vi que, sob todos os aspectos, ele era perfeito. Tinha uma boa e forte pulsação. Podia dizer isso sem usar um estetoscópio porque via seu peito se movendo em sincronia com a sua frequência cardíaca. Com o estetoscópio, eu ouvia um coração que bombeava com força. Olhei para o seu tamanho e sua pele – ele definitivamente parecia mais maduro que 23 semanas. Pesei-o e descobri que ele tinha 900 gramas. Quase duas vezes o peso de alguns bebês que tivemos a capacidade de salvar. Uma médica foi chamada. Quando ela chegou, o bebê começou a agitar seus bracinhos e perninhas. Tentou começar a inspirar, mas não podia puxar o ar para dentro de seus pulmões. Todo o seu corpo estremecia com os seus esforços para respirar. Fomos reunidas por um neonatologista e eu supliquei com ambos os médicos, dizendo: 'O bebê é viável – olhem para o seu tamanho, olhem para a sua pele –, ele parece ter muito mais que 23 semanas.'

Foi um momento horrível ver cada um de nós lutando com nossos próprios padrões éticos. Argumentei que devíamos fazer uma tentativa de ressuscitação, para fazê-lo respirar. O médico residente me disse: 'Isso é um aborto. Não temos nenhum direito de interferir.' O especialista, que teve a responsabilidade pela decisão, apertava as mãos e dizia com calma: 'Isso é muito difícil. Meu Deus, é muito difícil quando se está tão perto.' No final, eu perdi. Não íamos tentar ressuscitar aquele bebê. Então, fiz a única coisa que podia fazer. Mergulhei o meu dedo indicador na água esterilizada e, aplicando-a na sua cabeça, batizei a criança. Depois o envolvi em um cobertor para mantê-lo aquecido e o segurei. Eram as únicas medidas que eu podia tomar para confortar o bebê naquelas circunstâncias, ainda que eu quisesse muito fazer mais. Segurei esse pequeno menino, que estava ainda ofegante, tentando sobreviver. Enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto, pedi a Deus que ele levasse aquela criança para o Seu cuidado e que me perdoasse pela minha própria parte em sua morte. Pouco depois, ele parou de respirar. Seu coração continuava a bater, mas as batidas ficaram mais lentas e mais fracas, até finalmente pararem. Ele se tinha ido."

Ironicamente, enquanto a enfermeira tinha nos braços aquela criança abortada agonizando, os médicos lutavam para salvar a vida de outro bebê prematuro – este, porém, querido –, exatamente na mesma sala, a menos de cinco pés de distância. Infelizmente, também esse bebê morreu – a este, contudo, foi dado todo o tratamento médico possível, enquanto o bebê abortado foi completamente ignorado.

Outra enfermeira, Joan S. Smith, conta a seguinte história:

"Foi uma noite que eu jamais esquecerei. Eram 23h, eu e minha colega de trabalho Karen nos preparávamos para começar o nosso turno na Special Care Nursery ["Enfermaria de Cuidados Especiais"] de um grande hospital universitário... De repente, uma enfermeira atormentada correu para a porta.

O seu uniforme branco parecia fora de lugar na área do hospital em que se usavam apenas roupas cirúrgicas.

'Aqui, pegue isso', ela disse, empurrando para as minhas mãos uma tipo de panelinha de prata coberta com um papel toalha.

'O que é isso?', eu perguntei, percebendo pelo seu rosto que havia algo de muito errado.

'É um aborto de 22 semanas de gestação, realizado no nosso piso. Mas está vivo', ela explicou. Então, deu nos calcanhares e se foi. Eu tirei o papel toalha e vi o corpo perfeitamente formado de um bebê encolhido na fria panela de metal... Karen se aproximou para ajudar. 'Isso acontece de vez em quando', ela explicou, com pesar. Karen tinha sido treinada no hospital e trabalhava lá por mais de 15 anos.

Segurando o seu bracinho, eu tentava pôr em ordem a confusão das minhas emoções. Sentia-me impotente, com raiva e esmagada pela tristeza. Como podia o nosso sistema médico ser tão cheio de ironias? Ali eu estava, cercada de tecnologia médica, a qual, no entanto, não era de serventia nenhuma para aquela pequenina criança. Eu me perguntava se os seus pais pelo menos fossem avisados que o seu filho fôra admitido ao hospital como um nascido vivo, com pegadas impressas, número de identificação e fita na cabeça, se um médico notificasse o seu nascimento... Mas, tudo não passava de uma mera complicação imprevisível de um aborto rotineiro. Levou quase quatro horas até que aquele coraçãozinho diminuisse até parar de bater. Com lágrimas em meus olhos, envolvi o seu corpo para o necrotério. Isso era tudo da vida que aquela criança conheceria. Ela nunca saberia o que era o calor do abraço de uma mãe. Ninguém jamais celebraria o seu nascimento. Ela jamais sequer receberia um nome."

Não é desconhecido que um bebê nascido com 22 semanas sobreviva com tratamento médico. A pequena Amillia Taylor nasceu com apenas 21 semanas e 6 dias, pesando menos de 300 gramas. Ela sobreviveu e é uma criança saudável hoje. Na verdade, a mãe de Amillia teve que mentir para conseguir que os médicos tratassem a sua filha – eles tinham uma política de não cuidar de crianças nascidas antes de 23 semanas.

Um bebê alemão nascido com 21 semanas e 5 dias também sobreviveu. A sua história pode ser encontrada aqui. O artigo também cita o exemplo de um bebê canadense que nasceu com menos de 22 semanas e sobreviveu.

Casos de aborto tardio tornam tênue a linha que separa o aborto do infanticídio. Claramente, quando um bebê é capaz de sobreviver por si mesmo, ainda que por pouco tempo, torna-se óbvio que o aborto é o assassinato de um ser humano. Na verdade, a vida é um continuum desde a concepção até a morte natural – ainda que bebês abortados nos últimos estágios da gestação sejam mais completamente desenvolvidos, o aborto é um assassinato desde o início. Porém, histórias de bebês nascidos vivos e rejeitados pela assistência médica são aterradoras: elas testemunham e acusam a nossa sociedade, que permite atrocidades desse gênero.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução e adaptação: Equipe CNP

Referências

  1. Huntington, A.D. (2002). Working with women experiencing mid-trimester termination of pregnancy: The integration of nursing and feminist knowledge in the gynaecological setting. Journal of Clinical Nursing, 11(2), 273-279.

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‘Isso não é um bebê. É um aborto!’: a tragédia de bebês nascidos vivos durante a prática do aborto

"As laterais da sacola pulsavam, como se alguém estivesse respirando dentro dela. Então, o saco parou de se mover."

Quando uma representante da Planned Parenthood testemunhou contra um projeto de lei da Flórida que defendia bebês nascidos vivos durante abortos malsucedidos, ativistas pró-aborto reclamaram que este cenário não era real. Situações como essas, no entanto, têm acontecido desde que o aborto se tornou legal nos Estados Unidos. Um número considerável de funcionários de clínica de aborto, médicos e ex-aborteiros tem quebrado o silêncio e falado sobre essas crianças a quem foi negada assistência médica depois do parto.

No livro The Ambivalence of Abortion ["A Ambivalência do Aborto"], a autora pró-aborto Linda Bird Francke recolheu o depoimento de várias pessoas envolvidas na indústria do aborto. Ela cita uma enfermeira, que conta a seguinte história:

" Tivemos um salino (tipo de aborto) que nasceu vivo. Eu corri para a enfermaria e pus aquilo em uma encubadora. Chamei o pediatra para ajudar, mas ele se negou. 'Isso não é um bebê. É um aborto!', ele disse." [1]

Embora o destino da criança não tenha sido revelado, é praticamente impossível que ela tenha sobrevivido sem assistência médica às lesões fatais de um aborto salino.

Em um procedimento desse gênero, uma solução salina cáustica é injetada no útero materno, envenenando o líquido amniótico e matando o bebê no curso de algumas horas. A mulher entra em trabalho de parto para dar à luz um bebê morto. Esse método foi abandonado na década de 1990 pelo grande número de abortos malsucedidos e porque era perigoso para a mulher. Foi substituído pela D&E ("dilatação e evacuação"), um procedimento brutal pelo qual o bebê é dilacerado com um fórceps e extraído pedaço por pedaço. Uma técnica similar à do envenenamento salino, que ainda é realizada hoje, consiste na injeção de digoxina diretamente no coração do feto. A substância "amolece" o cadáver, tornando mais fácil o ato de rasgá-lo e retirá-lo do útero. Abortos por digoxina são geralmente feitos nos últimos dois trimestres e, às vezes, também produzem nascidos vivos.

Em In Necessity and Sorrow: Life and Death in an Abortion Hospital ["Na Necessidade e no Sofrimento: Vida e Morte em um Hospital de Aborto"], Magda Denes, outra autora pró-aborto, relata o testemunho de Teresa Etienne, identificada como funcionária de uma clínica:

"A única vez em que pensei sobre aborto em termos de religião foi quando vi alguns fetos e um tinha nascido vivo. Eu realmente vi um deles, até senti a batida do coração. Eu o toquei. Parecia um bebê, mas era muito pequeno. Era realmente lindo. Muito calmo. Na verdade, estava começando a morrer. As batidas do coração estavam diminuindo. Ele estava indo para o Hospital Bellevue e um rapaz dizia: 'Eu não sei porque temos que levar isso pra lá, já que vai morrer de qualquer jeito. Por que passar por todo esse aborrecimento?" [2]

Um caso no qual um bebê nascido vivo foi morto por ação direta do aborteiro veio à luz quando funcionários de uma clínica revelaram o que aconteceu. Nas palavras do autor pró-vida Mark Crutcher:

"De acordo com cinco empregados de uma clínica de aborto, o aborteiro texano John Roe 109 (pseudônimo) estava realizando um aborto quando uma menina do tamanho de um pé (cerca de 30 cm) e com cabelo castanho claro nasceu. Eles confirmaram que o bebê se enrolava na mão de Roe e tentava respirar, enquanto ele segurava a placenta sobre o seu rosto.

Então, ele a jogou em um balde de água e vários empregados confirmaram que bolhas subiram até a superfície. Eles prosseguiram dizendo que Roe, então, 'soltou o feto dentro de um saco plástico... que foi amarrado e colocado no fundo da sala de operações. As laterais da sacola pulsavam, como se alguém estivesse respirando dentro dela. Então, o saco parou de se mover.' Uma testemunha diz que estava segurando o saco no qual Roe colocou a criança e, depois, pôs a sacola no freezer onde os fetos abortados eram armazenados." [3]

Aborteiros descrevem as suas experiências

No artigo Pro-Choice 1990: Skeletons in the Closet ["Pró-Escolha 1990: Esqueletos no Armário", literalmente], o ex-aborteiro Dr. David Brewer descreve a sua primeira participação em um procedimento de aborto tardio. A operação foi feita por histerotomia, um tipo de aborto no qual o bebê é tirado da barriga da mulher, de modo similar a uma secção cesariana.

"Eu me lembro de ver o bebê se movendo, debaixo das membranas da bolsa, assim que a incisão cesariana foi feita, antes que o médico a rompesse. Veio-me à mente: 'Meu Deus, aquilo é uma pessoa'. Então, ele rompeu a bolsa. E quando o fez, é como se viesse uma dor ao meu coração, assim como quando eu vi o primeiro aborto por sucção. Então, ele tirou o bebê, e eu não podia tocá-lo... Não podia mais ser um assistente. Apenas fiquei ali e a realidade do que estava acontecendo finalmente começou a entrar em meu cérebro e coração endurecidos.

Eles levaram aquele bebezinho que fazia pequenos sons e se movia e chutava, e o colocaram naquela mesa, em uma fria tigela de aço inoxidável. Enquanto fechávamos a incisão no útero e finalizávamos a cesariana, a todo momento eu conferia e via aquele pequeno ser se movendo naquela tigela. E ele, é claro, chutava e se movia cada vez menos com o passar do tempo. Lembro-me de ficar pensando e olhando para o bebê quando terminamos a cirurgia e ele ainda estar vivo. Era possível ver o seu peito se movendo, o seu coração batendo e o bebê tentando dar um pequeno suspiro. Aquilo realmente me atingiu e começou a me ensinar sobre o que o aborto realmente era." [4]

Brewer ainda realizaria mais abortos antes de eventualmente sair da indústria e se tornar um interlocutor pró-vida. Mais tarde, na sua carreira profissional, o mesmo David Brewer presenciou o drama de outro bebê nascido vivo depois de um aborto salino:

"Uma noite, uma mulher deu à luz e eu fui chamado a comparecer e examiná-la porque estava fora de controle. Entrei na sala e ela estava caindo aos pedaços, em um colapso nervoso, gritando e se debatendo. As enfermeiras estavam incomodadas porque não conseguiam trabalhar e do mesmo modo todos os outros pacientes, porque essa mulher estava gritando. Quando entrei, vi o seu pequeno bebê vítima de um aborto salino. Ele tinha nascido e ficou chutando e se movendo por um curto espaço de tempo, até finalmente morrer com aquelas terríveis queimaduras – porque a solução salina entra nos pulmões e os queima também."

O doutor Paul Jarrett, outro ex-aborteiro, conta a seguinte história:

"Como a solução salina hipertônica era muito tóxica se, ao invés do saco amniótico, fosse injetada na parede do útero, havia uma constante procura pela droga perfeita. A prostaglandina tornou-se agora a droga da vez, mas um dos primeiros experimentos era com ureia hipertônica. A maior desvantagem do seu uso era o problema dos nascidos vivos. Lembro-me de usar a solução em uma paciente que os residentes da psiquiatria nos trouxeram de sua clínica (...). Nunca esquecerei quando tirei o seu bebê de cerca de 900 gramas e ouvi os seus gritos: 'Meu bebê está vivo, meu bebê está vivo!'. Ele sobreviveu por vários dias."

Outros médicos testemunham o horror

Um médico que cuida de bebês prematuros descreve experiências que teve enquanto ainda fazia residência. Ele ajudou um médico a realizar um aborto terapêutico por histerotomia – técnica na qual o útero gravídico é removido como forma de tornar a pessoa estéril e, ao mesmo tempo, realizar um aborto.

"Eu já havia ajudado em duas outras histerotomias, uma por câncer no endométrio e outra por causa de um tumor benigno. Tinha sido ensinado durante os dois primeiros casos a 'sempre abrir o útero e examinar o seu conteúdo' antes de mandar a amostra para a patologia. Então, depois que o professor retirou o útero, eu – ansioso por mostrar-lhe que já tinha aprendido o procedimento padrão – perguntei-lhe se queria que eu o abrisse, ao que ele respondeu: 'Não, porque o feto pode estar vivo e então estaríamos diante de um dilema ético.'" [5]

Pouco tempo depois, o mesmo médico presenciou com os seus próprios olhos um bebê nascido vivo depois de um aborto:

"Algumas semanas depois, agora no departamento de obstetrícia, eu recuperei uma bolsa de fluído intravenoso que o médico residente havia pedido. O material era para ministrar prostaglandina, uma droga que induz o útero a contrair e expelir o que tem. O paciente fez o mínimo contato visual conosco. Algumas horas depois, eu vi o feto abortado ofegante e movendo as suas pernas em uma arrastadeira, que depois foi coberta com um pano." [5]

Então, ele descreve um aborto por nascimento parcial realizado sem sucesso em um bebê com hidrocefalia. Primeiro, ele conta o modo como o aborto seria realizado:

"O residente descreveu como ia tirar o corpo do bebê e, então, quando a cabeça estivesse presa, inserir o trocarte – um longo instrumento de metal com uma ponta afiada – através da base do crânio. Durante a fase final desse procedimento, ele indicou que moveria o tubo de sucção várias vezes de um lado ao outro do tronco cerebral, para garantir que o bebê nasceria morto. Vários dos pediatras residentes, incrédulos, disseram: 'Você está brincando' ou 'Você está inventando isso'..." [5]

Depois, descreve o resultado da operação:

"Depois, naquela tarde, o obstetra residente realizou o procedimento, mas, infelizmente, a criança nasceu com o coração batendo e alguns suspiros fracos e ofegantes. Então, o bebê foi trazido à UTI neonatal: era uma criança um pouco prematura, que pesava em torno de 2 quilos. Sua cabeça, em si, estava dilacerada. A cama estava suja de sangue e drenagem. Fiz o meu exame (nenhuma outra anomalia detectada), então anunciei a morte do bebê cerca de uma hora depois." [5]

O Dr. Ron Paul, que já foi candidato do Partido Republicano à presidência dos EUA, contou a seguinte história em uma propaganda de campanha:

"Aconteceu, uma vez, de eu entrar em uma sala de operações onde estavam realizando um aborto em uma gravidez avançada. Eles retiraram um pequeno bebê que era capaz de chorar e respirar, colocaram-no em um balde, puseram-no no canto da sala e fingiram que ele não estava lá. Desci pelo pátio de entrada e um bebê tinha nascido prematuro – um pouco maior que o bebê que tinham colocado no balde – e eles queriam salvar esse bebê. Ali, eram em torno de 10 médicos fazendo todo o possível para salvar a vida daquela criança.

Quem somos nós para decidir, para escolher e descartar uns e lutar para salvar a vida de outros? A menos que solucionemos isso e entendamos que a vida é preciosa e que devemos protegê-la, não seremos capazes de proteger a liberdade."

Esses incidentes são apenas a ponta do iceberg. Não se sabe exatamente, ao longo de todos esses anos, quantas crianças nasceram vivas e morreram silenciosamente – ou foram deixadas para morrer – sem que ninguém revelasse o que aconteceu a elas.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução: Equipe CNP

Referências:

  1. Linda Bird Francke. The Ambivalence of Abortion. New York: Laurel, 1982. p. 53.
  2. Magda Denes. In Necessity and Sorrow: Life and Death in an Abortion Hospital. New York: Basic Books, 1976. p. 39.
  3. In Mark Crutcher. Lime 5: Exploited by Choice. Denton, Texas: Life Dynamics Incorporated, 1996.
  4. David Kuperlain; Mark Masters. Pro-Choice 1990: Skeletons in the Closet. New Dimensions, October 1990.
  5. Hanes Swingle. A Doctor's Grisly Experience With Abortion. The Washington Times, July 23, 2003. p. A-18.