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Multados porque estavam rezando o Rosário

Eles só estavam rezando o Terço em frente a um edifício, no centro de Camberra, na Austrália, quando foram abordados por policiais federais.

Senhora é multada por policial em frente a clínica de aborto de Camberra, no dia 15 de abril (Matthew Biddle / Catholic Voice)

Ele foi multado pela polícia australiana, mas diz que não vai pagar e está disposto a levar o seu caso aos tribunais, se for preciso.

No dia 15 de abril, Kerry Mellor, de 75 anos, foi autuado no Território da Capital Australiana (uma das subdivisões do país, onde está a capital Camberra), por supostamente violar a "zona de segurança" (buffer zone) da clínica de aborto local. (Em países onde o aborto é legalizado, o governo cria zonas de proteção às clínicas e às pessoas que realizam o procedimento, para que grupos pró-vida não se aproximem e não dêem lugar a conflitos.)

Acontece que o senhor, bem como os outros 7 católicos que foram notificados pela polícia no centro de Camberra, não carregavam nem símbolos nem panfletos dirigidos a mulheres grávidas. O seu único "crime" foi rezar 15 dezenas do Rosário, contendo 150 Ave-Marias e 15 Pai-Nossos intercalados com meditações das vidas de Jesus e Maria.

De acordo com Catholic Voice, o jornal oficial da Arquidiocese de Camberra, os outros deixaram o lugar quando avisados pela polícia, mas Mellor decidiu ficar. "Nós não achamos que estamos protestando", disse Mellor ao jornal. "Nós estamos rezando, e nos dirigimos exclusivamente a Deus todo-poderoso e à Sua bem-aventurada mãe. Não se trata de um protesto, mas de uma petição, para que Deus aja para mudar os corações e as mentes dessas pessoas."

Uma nova lei na Austrália fala de multas entre $750 e $3750 dólares australianos por atividades passivas, como portar símbolos religiosos ou panfletos pró-vida, e entre $1500 e $7500 por atividades agressivas, como tirar fotos ou gravar vídeos seja dos clientes seja da equipe das clínicas.

Mas Mellor insiste que ele e seus companheiros não estavam nem protestando, nem obstruindo a passagem, nem dirigindo nenhum tipo de mensagem a ninguém, senão a Deus. " Também é uma antiga tradição rezar pelos mortos, incluindo os inocentes mortos aqui. Nós rezamos pelas suas almas e fazemos um pequeno ato de reparação por esse horror cometido em nosso meio, em nossa comunidade."

Mellor disse a Catholic Voice que ele "fez um pedido formal para que a cobrança fosse retirada, levando em conta que nossa oração silenciosa não pode sob nenhum aspecto ser interpretada como qualquer tipo de 'conduta proibida' na legislação. Estou aguardando o resultado."

Grupos favoráveis ao aborto reclamam que a presença pró-vida deixa os clientes da clínica se sentindo "envergonhados e culpados". Mas vigílias pró-vida já acontecem há 17 anos em Camberra, sem que sejam feitas quaisquer acusações de perturbação do sossego.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução: Equipe CNP

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O que o aborto tem a ver com o ocultismo?

É o que você vai descobrir neste testemunho impressionante de Abigail Seidman, a mulher que migrou milagrosamente do mundo sinistro do paganismo para o movimento pró-vida.

Quando a mãe de Abigail Seidman fez um aborto, mais de 25 anos atrás, a sua família entrou em um dos mundos mais obscuros e sinistros com que as pessoas podem ter a infelicidade de entrar em contato. Foi a própria Abigail quem migrou do ateísmo para o movimento pró-vida e, agora, conta com exclusividade ao LifeSiteNews.com os bastidores da indústria do aborto nos Estados Unidos.

Ela revela que a descensão de sua mãe para a "cultura da morte", trabalhando ativamente em uma clínica de aborto, não foi motivada por causas sociais ou econômicas — como sói acontecer com algumas pessoas —, mas por uma religião, literalmente.

Abigail descreve a clínica de aborto de sua mãe "repleta de imagens e práticas ocultas". Os funcionários do local consideravam "o aborto como uma forma de sacrifício", que deveria ser realizado como um ritual para adorar divindades pagãs que personificam a morte. Infelizmente, em sua juventude, Abigail e seu filho não nascido acabaram vítimas dessa mentalidade, através de um aborto que a sua mãe a encorajou a praticar.

Esse não é o tipo de coisa que as pessoas gostem de imaginar, e muitas talvez até neguem que seja verdade. Seidman, porém, insiste que os pró-vidas precisam saber a ligação que existe entre o aborto e o mundo das trevas — e que isso pode ser uma peça chave para destruir a indústria do aborto pelas raízes.

Confira abaixo, na íntegra, a entrevista que ela concedeu em 2010 ao LifeSiteNews.com.


Uma questão preliminar. A qual religião você pertence agora, se é que pertence a alguma?

Estou no processo de ser admitida à Igreja Católica Romana. Participo da Iniciação Cristã de Adultos e entro formalmente na Igreja na Vigília Pascal de 2011. Depois de um período de estudo e meditação começando em torno de outubro e novembro de 2009, aceitei Jesus como meu salvador em junho de 2010 e participei de uma comunidade evangélica por alguns meses antes de decidir que o meu lugar era, na verdade, a Igreja Católica.

Antes de minha volta à fé cristã, fui meio ateia e meio agnóstica desde que meus pais saíram da Igreja Episcopal, quando eu tinha 6 anos. Nunca fui uma praticante séria da wicca pagã e da "nova era", mas me envolvi nesse meio por conta do ambiente em que estava. Só estacionei de vez no ateísmo para me sentir segura — porque assim os rituais pagãos que eu tinha presenciado não passariam de superstições idiotas sem nenhum poder espiritual verdadeiro, o que era muito mais confortável do que acreditar na verdade sobre eles.

Também sentia que o Cristianismo não me aceitaria de novo se eu retornasse (uma crença inculcada por minha mãe, que me proibia de associar-me proximamente com cristãos, e repetidamente me dizia que Jesus não iria me aceitar de volta uma vez que eu tivesse duvidado d'Ele, pelo que minha única alternativa era continuar afastada d'Ele). Era uma tática comum de amedrontamento entre os pagãos: "Os cristãos não vão aceitar você depois do que você fez, melhor ficar conosco e trabalhar pelo triunfo da deusa contra o deus cristão".

Quais aspectos do interior de uma clínica de aborto você percebeu serem naturalmente ocultistas? De que forma e até que ponto o ocultismo participava do processo de aborto?

A clínica onde minha mãe trabalhava estava repleta de imagens e práticas ocultas. Havia artes e estátuas de divindades femininas pagãs no escritório, na sala de espera, na de aconselhamento e na de recuperação, além de uma música "nova era" (ocasionalmente incluindo canções de deusas) sendo tocada em toda parte. As conselheiras eram primeiramente escolhidas por suas qualificações "espirituais", e algumas sequer possuíam diploma em alguma área relevante (como psicologia, aconselhamento ou serviço social). Uma delas era cozinheira profissional e se tinha transformado em prostituta (ou "prostituta sagrada", como elas preferiam pensar).

Depois que a clínica fechava à noite, a equipe toda se juntava para fumar maconha e às vezes tomar alucinógenos, se houvesse disponíveis. Isso era visto como uma atividade espiritual, e não como uma prática recreacional. Na verdade, elas zombavam de quem usava drogas simplesmente para curtir, ao invés de usá-las para "abrir as suas mentes" a "realidades espirituais e planos superiores de existência".

Também havia cerimônias especiais envolvidas, em que membros da equipe clínica engravidavam intencionalmente para fazer abortos, os quais eram conduzidos depois de horas com um grupo maior. Eu não participava dessas cerimônias, já que, na ocasião, ainda não tinha tido um aborto eu mesma, então não posso dar detalhes; mas, certa vez, eu cuidei da filha de uma funcionária da clínica durante uma dessas sessões, no andar de cima da clínica, e lembro-me de ouvir algumas canções e algo como "o médico não estar presente" (ele era homem e a cerimônia era apenas para mulheres), então o aborto obviamente seria realizado por uma pessoa não qualificada. As mulheres na clínica eram treinadas com técnicas de aborto clandestino no caso de que Roe v. Wade fosse revertida [1].

Minha mãe hospedou uma "festa de extração menstrual" em nossa casa uma vez, em 1992, quando havia muito medo circulando sobre a possibilidade de Bush ser reeleito e nomear muitos juízes pró-vida ou conseguir um Congresso Republicano para governar e assim restringir o aborto legal. (Extração menstrual é um procedimento de baixa complexidade que consiste em sugar a matéria do útero imediatamente antes da vinda da menstruação, e pode ser usado como um método de aborto precoce.)

Como era mais ou menos o clima nesse ambiente?

Lembro-me que o clima era negro e aterrorizante — não manifestamente assustador, mas de um tipo de dar frio no estômago. Sempre tive uma "sensação" de haver algo "errado" ou "perigoso" lá — quase a sensação de uma presença, a qual agora eu reconheço como sendo exatamente o oposto da Presença que eu sinto dentro de uma igreja.

Agora também enxergo outras coisas que fazem sentido, como o fato de a bebê de que eu cuidava naquele dia, durante o ritual na clínica, nunca sorrir, nem brincar. Ela gritava a maior parte do tempo, exceto quando era cuidada pela mãe, depois disso ela caía em um sono espasmódico por um tempo. Por outro lado, os meus filhos autistas, que são difíceis de lidar, ficam bem calmos quando estão na igreja (qualquer igreja) e se comportam — alguém poderia dizer — "milagrosamente" bem! Acho que crianças são naturalmente mais sensíveis às coisas espirituais, não tendo aprendido ainda a filtrá-las ou a desligar a própria consciência. Eu me lembro de estar bem consciente e alegre com a presença de Deus na igreja quando eu era pequena, apesar de os meus pais sempre abaixarem os olhos e me dizerem para acalmar-me e parar de fingimento.


Vídeo de uma entrevista concedida por Abigail ao programa The Abortion Matrix. A sequência do material está no YouTube.


Quais divindades eram adoradas nesses rituais que você menciona?

A principal figura adorada era A Deusa. Figuras de divindades femininas de várias tradições (hindu, grega, romana, babilônica, egípcia etc.) eram vistas como 'arquétipos' ou 'rostos' dessa única deusa verdadeira, que estaria em oposição com (e, no fim, triunfaria sobre) o Deus judaico-cristão. Elas ensinavam que a deusa era mais antiga, que tinha criado o mundo e as pessoas para viverem pacificamente em uma "idade de ouro" pré-histórica de governo matriarcal, antes da ascensão do patriarcado e da civilização. Deus era pintado como uma figura diabólica, que invejava o poder da Deusa e que tinha inventado a ideia do estupro e ensinado os homens a praticá-lo, dando fim à convivência humana em um estado natural e livre de violência.

As mulheres eram encorajadas a escolherem figuras de deusas em particular como suas modelos ou padroeiras pessoais (quase como os católicos escolhem um santo de devoção). A cultura era lésbica e sexista (e, nesse sentido, diferente dos outros indivíduos ou grupos pagãos sobre os quais eu pesquisei e com que entrei em contato), onde deusas eram adoradas — nunca deuses —, e homens não eram chamados para participar das cerimônias e raramente eram admitidos como companheiros sexuais ou românticos das mulheres.

O único empregado masculino da clínica era o médico, e ele era estritamente profissional: aparecia, realizava os procedimentos e saía. Consegui conhecê-lo relativamente bem ao longo dos anos e ele só estava no negócio pelo dinheiro, ele via a espiritualidade como algo ridículo. Ele preferia trabalhar em um ambiente médico e profissional (as outras clínicas em que ele trabalhou, incluindo aquela em que meu primeiro aborto foi realizado, não eram em nada diferentes de qualquer consultório médico, nem na aparência, nem no procedimento), mas os vícios dele e da esposa em compras faziam-no trabalhar sempre e onde quer que ele pudesse, pelo que ele tolerava a conversa da "deusa". Ele também era um tanto quanto viciado em sexo. Por isso, o desejo da equipe da clínica em ter sexo livremente e abortar quando fosse possível definitivamente agiu em seu favor, e a maior parte das funcionárias tinha sexo com ele em um determinado momento, com exceção das lésbicas convictas.

Curiosamente, a tal Deusa também era conhecida como o Grande Dragão (que elas diziam ser a sua "forma real") —, o qual eu me surpreendi em descobrir que existia na Bíblia também, ainda que definitivamente não como uma pessoa a ser adorada! Falo sério, eu não tinha ideia. Minha exposição à Bíblia e à teologia cristã era mínima, para dizer muito, até cerca de um ano atrás. Tanto que eu cheguei a cair de costas quando li o livro do Apocalipse.

Eu sempre tive um pouco de medo de Maria devido ao meu passado e à vontade de repudiar qualquer coisa parecida a um culto de deusa. O Apocalipse e a sua descrição do grande dragão em guerra com a verdadeira Rainha do Céu, a mãe de Cristo (cf. Ap 12, 1ss), foi verdadeiramente uma revelação para mim, que derrubou a última objeção que eu tinha a tornar-me católica e deixar de ser uma protestante não denominacional. Eu tinha ouvido Maria ser fortemente denunciada por minha mãe e suas amigas, mas o argumento era o de que ela era a mulher cristã oprimida ideal e tinha sido inventada por homens patriarcais sádicos como um modelo impossível para as mulheres seguirem, sendo ela ao mesmo tempo virgem e mãe. (O ideal delas era serem promíscuas e sem filhos, como Ártemis ou Diana.) Desde então, eu encontrei na maternidade espiritual de Maria um grande conforto para mim, na minha atual condição de mãe sem filha e filha sem mãe. Minha mãe parou de falar comigo quando eu me fortaleci na fé cristã e no movimento pró-vida, mas eu aceitei bem isso quando descobri que até a sua presença no telefone parecia ser uma espécie de "toxina espiritual".

Você já notou algum efeito da oração pró-vida nos trabalhos dentro da clínica?

O melhor exemplo de como a oração pró-vida é efetiva eu o conto em uma história que postei no blog do meu grupo pró-vida local. Nos dias de abortos, a minha mãe me mandava acompanhar as pacientes no estacionamento da clínica. Havia muitas pessoas pró-vida que vinham à clínica nesses dias. Algumas eram conselheiras de rua [2], outras vinham para protestar, e outras ainda eram guerreiras na oração. Havia uma mulher em particular que nunca disse uma palavra, nunca sequer interagiu com outros pró-vidas. Ela era uma senhorinha fraca, de idade bem avançada, que toda sexta andava até a clínica, se ajoelhava na esquina da calçada (um pouco distante da entrada) e rezava o Rosário. Às vezes ela ficava ali por horas, não importando o clima, com os seus joelhos magros queimando, congelando ou suando sobre o pavimento. Eu a via toda sexta em que estava lá, e ela sempre sorria para mim quando eu chegava e de novo quando eu saía, mas nunca dizia uma palavra.

Em um dia de inverno, ela veio e rezou por pelo menos três horas, sob uma chuva congelante. A dona da clínica saiu do lado de fora, viu-a e pediu às acompanhantes que a convidassem para tomar um chá quando ela terminasse. Quando ela se levantou, eu fui lá e convidei-a para entrar. Ela aceitou, e eu a ajudei a entrar, enquanto a proprietária trazia uma garrafa de chá. Nós três nos sentamos juntas em um dos sofás na área de aconselhamento. A velha senhora (de quem eu nunca descobri o nome) bebia o seu chá e sorria tranquilamente, acenando solenemente com a cabeça enquanto a proprietária explicava que os seus esforços de oração eram em vão; que ela estava sendo inconveniente de modo desnecessário e até fazendo mal a si mesma se ajoelhando na calçada; que ela faria muito melhor ficando no conforto de sua casa, já que nada ( nada, ela enfatizou) jamais dissuadiria a proprietária, o médico ou a equipe de parar de realizar abortos; e que, simplesmente ajoelhando e rezando sem interagir com ninguém, ela dificilmente iria convencer alguma mulher a mudar de opinião. Quando ela finalmente terminou de falar, a senhora pôs a sua xícara sobre a mesa e disse: "Deus sabe o que eu estou fazendo aqui, e é para Ele que importa, mesmo se não importa a você ou a qualquer outra pessoa. Minhas orações têm valor diante de Deus. E se eu conseguir mudar um coração, apenas um que seja — e ela olhava bem nos meus olhos enquanto dizia isso —, então tudo isso aqui terá valido a pena. Eu sei que Deus me recompensará no final." A dona da clínica abaixou os olhos, suspirou e balançou a cabeça. A senhora ficou de pé, agradeceu-nos pelo chá e foi embora.

Também me lembro de uma funcionária da clínica que tentou formar uma espécie de parceria com algumas clínicas locais pró-vida [3], porque a incomodava que as mulheres que rejeitassem fazer um aborto fossem simplesmente enxotadas porta afora sem receberem nenhuma outra assistência. Ela começou algumas amizades com essas equipes e agendou visitas recíprocas às instalações de uma e de outra clínica, chegando eventualmente a um acordo de que, se uma mulher mudasse de ideia sobre o aborto durante o processo de aconselhamento, ela seria imediatamente enviada para uma clínica pró-vida e assessorada pela própria equipe da clínica de aborto sobre como chegar lá. (O centro pró-vida naturalmente recusou um acordo recíproco de fazer agendamentos de aborto para mulheres que não fossem movidas por seus argumentos a favor da vida.) Eu não sei em que deu isso tudo a longo prazo, já que ela não está mais empregada lá; só sei que o novo lugar da clínica — que foi obrigada a mudar devido à compra e à demolição do prédio antigo para uma nova construção — está hoje localizada fundo a fundo com a mesma clínica pró-vida. Coincidência?

Também tive algumas interações positivas com uma conselheira de rua em particular, que agora está velha e não sai mais para as clínicas, mas que aparentemente ainda está ativa no trabalho de angariar fundos para o movimento pró-vida local. Ela tinha um filho adotado da minha idade e realmente sentia muito que eu, como adolescente, fosse enganada e abusada por minha mãe e suas amigas. Era como se ela pudesse ver, através da frente fria que cobria o meu coração, que eu queria ser livre do mundo pervertido em que eu estava sendo criada.

Você tem alguma ideia do nível de envolvimento que têm as clínicas de aborto com as realidades que você presenciou?

Eu realmente não sou capaz de dizer. Acredito que as clínicas independentes e de orientação feminista tendam a ser mas similares ao que eu presenciei. A dona da clínica que eu descrevi era uma grande amiga do recém-falecido Dr. George Tiller [4] e as descrições que eu li de sua clínica parecem indicar que, também lá, algo a mais acontecia além do simples negócio. Muitas das clínicas, se não a maioria delas, são estritamente empresariais (incluindo, em geral, as afiliadas da Planned Parenthood), o que não impede indivíduos ou grupos que trabalham nessas clínicas, ou defensores do aborto em geral, de estarem envolvidos, em algum grau, com o ocultismo. Acredito que muitos deles estejam, ainda que outros tantos sejam também ateus ou cristãos liberais.

Acredito que os ocultistas constituam o "núcleo" do movimento pró-aborto, assim como os cristãos renascidos formam o "núcleo" do movimento pró-vida, e eu não vejo problema algum em chegarmos ao coração da coisa e em informar as pessoas "pró-escolha" (particularmente os cristãos bem intencionados, mas desorientados) com quem e com o quê elas estão verdadeiramente se associando.

Conte-nos, por favor, mais alguma coisa que você considere surpreendente em sua experiência vis-à-vis com o ocultismo, ou algo que você considera insuspeitável para o pró-vida comum.

Acho que a coisa com que os pró-vidas mais se surpreendem, em minhas discussões com eles até agora, é que o paganismo, a wicca e o culto a divindades femininas são levados a sério por muitos liberais, defensores do aborto, feministas etc. Não se trata meramente de "bicho-papão". Se uma pessoa acredita ou não que essas crenças e práticas espíritas têm algum poder, o fato é que há uma porção significante de pessoas que acredita, e o faz tão intensamente quanto nós acreditamos no Cristianismo ou em outros credos.

Tenho sido encarada com um pouco de descrença por parte de cristãos pró-vida que parecem não ser capazes de compreender que alguém honestamente acredite em outra religião e simplesmente não se rebele contra o Cristianismo. Trata-se geralmente daqueles que foram cristãos a vida inteira e mantidos numa espécie de "bolha", sem a consciência de que há algumas pessoas — mesmo no mundo de hoje — que não receberam a mesma educação, pessoas que talvez sequer tenham sido expostas ao Cristianismo, exceto em um vago sentido cultural (celebrando o Natal como um feriado secular etc). É preciso fazer mais trabalho educacional sobre isso, porque eu sei que o "núcleo" do movimento pró-vida está formado geralmente por pessoas que sempre foram cristãs (especialmente os mais jovens), mas muitos deles são um pouco ingênuos ou mimados.

Com o que eu escrevo e com o que eu falo, tenho chegado a muitos ateus, e a informação tem sido em grande parte bem recebida. Estou planejando trabalhar em um guia para alcançar praticantes do paganismo também, já que há inúmeros argumentos seculares para defender a vida, sem falar que uma abordagem científica pode funcionar com quase todo mundo (e a ciência definitivamente está do nosso lado!).

Pelo menos para mim, a conversão religiosa é secundária à conversão pró-vida. Fui pró-vida por muitos, muitos anos antes de aceitar o Cristianismo e, ainda que não fosse uma ativista engajada à época, já fazia doações para grupos seculares pró-vida, como o Feminists for Life ("Feministas pela Vida"), e votava em candidatos pró-vida sempre que possível, além de privadamente expor e explicar a minha posição para os meus amigos. Eu preferiria ver mil ateístas pró-vida no mundo do que um só cristão que defende o aborto.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução: Equipe CNP

Notas

  1. Roe v. Wade foi a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, dada em 1973, que legalizou a prática do aborto no país.
  2. "Conselheira de rua" é uma tradução imprecisa da expressão sidewalk counselor. Trata-se de um trabalho desenvolvido por ativistas pró-vida, que param pessoas em frente a clínicas de aborto para convencê-las a não fazer um aborto, caso tenham um em mente, ou a desaprovarem a prática, caso sejam favoráveis a ela.
  3. Em inglês, essas clínicas são chamadas de crisis pregnancy centers ("centros para crise na gravidez", lit.) e realizam um importante trabalho de ajudar gestantes em dificuldades a fazerem uma escolha sensata pela vida de seus filhos.
  4. O Dr. George Tiller, assassinado em 2009, era um dos poucos médicos norte-americanos conhecidos por realizar abortos tardios, isto é, nas últimas semanas de gestação.

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Mãe que perdeu bebê com 13 semanas se impressiona com humanidade do nascituro

Jessica Smith sempre se considerou uma pró-vida convicta. Mas, com 29 anos e 4 filhos, essa mãe de família estava totalmente despreparada para o choque que seria ver o corpo do seu quinto filho, morto por aborto espontâneo.

Por Pete Baklinski | Tradução: Equipe CNP – Jessica Smith sempre se considerou uma pró-vida convicta. Mas, com 29 anos e 4 filhos, essa mãe de família estava totalmente despreparada para o choque que seria ver o corpo do seu quinto filho, morto por aborto espontâneo.

Perguntada pelo médico se queria ver o bebê, ela imaginava presenciar apenas alguns resíduos. "Àquela altura da gravidez, eu esperava que me fossem entregues apenas alguns amontoados de tecidos. Mas, ao contrário, deram-me um bebezinho perfeitamente formado", ela relata, em entrevista exclusiva ao LifeSiteNews.com. "Ele meio que nos deixou chocados. As enfermeiras só sabiam dizer: 'Ele é tão perfeito, ele é tão perfeito'."

Foi em abril que Jessica e o seu marido, Ray, descobriram que estavam esperando outro filho. Entusiasmado, o casal logo começou a fazer planos para acomodar o novo membro da família. Dessa vez, eles teriam que comprar aquela van grande que já estavam adiando o quanto podiam.

Mas, no meio de julho, Jessica sofreu uma hemorragia. "Acordei sentindo muita dor e havia uma piscina de sangue em minha volta, na cama. Sabia que, provavelmente, aquele não era um bom sinal", diz Jessica, que começou a temer por um segundo aborto espontâneo.

Como seu marido tinha passado a noite perto do trabalho, a cerca de uma hora de casa, a mãe de Jessica foi ao seu encontro, de carro, para levá-la ao hospital. O filho mais velho do casal foi deixado na casa de um amigo, enquanto as duas mais novas acompanharam a mãe e a avó ao hospital.

Na chegada, o médico confirmou o maior medo de Jessica:

"Levaram-me para uma sala de ultrassom para checarem a criança. Quando vi a tela preta vazia, sabia o que aquilo significava. Àquele ponto, eu tinha a impressão de que meu bebê provavelmente já tinha saído com a hemorragia. Imaginei que não tivesse notado, simplesmente, que ele tinha caído pelo ralo, algo do tipo. Só de pensar nisso o meu coração já se desfez."

Quando o médico disse a Jessica que ela precisava fazer o parto do seu filho, a princípio ela não entendeu o que aquilo significava. "O médico explicou que o bebê tinha ficado no meio do caminho e ainda não estava totalmente fora", ela conta.

Ainda dentro da seção de ultrassom, o médico ajudou Jessica a ter a criança. Era um menino, e a mãe ficou surpresa ao descobrir que era possível saber o sexo do bebê, mesmo com tão pouco tempo de vida.

Com o filho nas mãos, Jessica afirmou que, mesmo em meio ao seu sofrimento, era uma alegria poder contemplar de perto aquele bebezinho. Ele tinha os dedos das mãos e dos pés perfeitamente formados. Mesmo que muito pequenos, era possível distinguir bem os ouvidos, o nariz e a boca. Nessa fase, o seu fígado e rins estariam em pleno funcionamento, e os sistemas do seu corpo estariam completamente formados, precisando apenas da segurança do ventre materno para que se desenvolvessem até atingirem a própria independência.

"Eu não estava esperando ver um bebê assim. Sempre acompanho as minhas gestações com aqueles aplicativos de bebê no celular, mas nem eles conseguiram indicar quão perfeitamente humano meu filho parecia. Sempre fui pró-vida, mas nem eu imaginava como um feto de 13 semanas poderia ser", ela diz.

Depois, com a chegada do pai, a família deu ao bebê o nome de Noah Israel, os dois personagens do livro do Gênesis. ( Noah é "Noé" em inglês.)

As duas filhas mais novas do casal, então, foram chamadas para dentro da sala, para dizer 'olá' e se despedirem de seu irmãozinho:

"Quando minha menina de dois anos, Maycee, viu Noah deitado ali, ela não disse: 'Ó, mamãe, é um punhado de células'. Não, ela disse: 'Olha, mamãe, é um bebê'. E eu disse: 'Eu sei, meu anjo, eu sei.'"

A família viveu junta o luto pela perda de Noah. Se tivesse completado o tempo da gestação, ele teria nascido no mês passado, no dia 13 de janeiro. Mesmo com o pouco tempo de vida, porém, Jessica acredita que a vida de Noah não foi em vão – tinha um sentido e um propósito.

"Noah me mostrou quão 'humanos' esses pequeninos realmente são", ela conclui. "Quando você olha para ele e vê quão perfeitamente humano ele era, como alguém pode dizer que o aborto é uma boa decisão? Está na hora de remover o véu e abrir as cortinas, a fim de que as pessoas sejam capazes de enxergar a humanidade do nascituro e como o aborto realmente destrói uma vida humana."

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

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O zika vírus e a reascensão da eugenia

Muito antes de juristas brasileiros virem em defesa do aborto de microcefálicos, Adolf Hitler já os tinha incluído em seus programas de extermínio.

Não é novidade o pedido que alguns juristas e acadêmicos de Direito farão à Suprema Corte brasileira, requerendo um suposto "direito ao aborto" de crianças com microcefalia. Na década de 1930, na Alemanha, o programa nazista de extermínio de crianças deficientes (a Kinder-Euthanasie) incluía, entre as doenças genéticas passíveis de execução, a síndrome de Down, a paralisia, a hidrocefalia e, também, a microcefalia [1]. A princípio, o objetivo era matar as crianças com até 3 anos de idade. Mais tarde, o plano de Adolf Hitler se estenderia também aos adultos.

Certamente, Ana Carolina Cáceres – a brasileira de 24 anos, portadora de microcefalia, que se graduou recentemente em jornalismo – não teria sobrevivido ao regime nazista. Como ela, tampouco teriam passado as irmãs Ana Victória (16) e Maria Luiza (14), também portadoras da síndrome. Fossem concebidas hoje, porém, a vida dessas mulheres estaria em risco muito mais cedo: elas poderiam ser descartadas antes mesmo de nascerem.

Fora ou dentro do útero, no entanto, meses ou anos depois da concepção, são realidades meramente circunstanciais. Nada disso muda a essência do que os promotores do aborto, aproveitando-se do pânico gerado em torno do zika vírus, pretendem advogar junto ao Supremo Tribunal Federal: a ideia de que alguns seres humanos são mais dignos de viver do que outros.

O nome disso é eugenia.

Dar um novo nome às coisas não altera a sua substância, pelo que "saúde reprodutiva", "direito de escolha" e "controle de natalidade" não passam de eufemismos construídos para disfarçar a realidade.

Nem pode mudá-la o fato de algumas pessoas aparentemente esclarecidas estarem do lado de lá. Na verdade, quando o eugenismo surgiu na Europa, ainda no final do século XIX, muitos nomes de peso também deram sua aprovação à ideia, chegando a defendê-la pública e notoriamente: Winston Churchill, H. G. Wells e Bernard Shaw são apenas alguns exemplos. Francis Galton, um homem inteligente, responsável por cunhar a expressão "eugenia", chegou a falar dela como uma espécie de "nova religião". O entusiasmo pela coisa só pareceu cessar após a Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas viram a que tudo isso realmente levava: pilhas de cadáveres em campos de concentração.

A essência dessa forma de pensamento, todavia, não está por trás só do pedido do aborto de microcefálicos, mas de todo o movimento pela legalização do aborto.

Como se sabe, o problema de quem defende essa prática não é com esta ou aquela má formação específica. Seja sob um viés feminista – como o defendido pela antropóloga Débora Diniz –, seja sob uma ótica aparentemente social – como a colocada pelo dr. Drauzio Varella –, o que se pretende é o aborto total, sem exceções. Por isso, perderíamos muito de nosso tempo tentando defender apenas os fetos microcefálicos quando, na verdade, quem está ameaçado em seu direito à vida são todos os nascituros, portadores ou não de microcefalia, sem ou com deficiência.

São eles as verdadeiras vítimas da eugenia moderna. Tratados como "cidadãos de segunda categoria" simplesmente porque não podem ser vistos – ainda que a ciência confirme a sua humanidade, desde a concepção. Considerados "indignos de viver" porque submetidos a uma liberdade total e irrestrita por parte da mulher – que deixa de arbitrar sobre o seu corpo para ter poder de vida e de morte sobre o próprio filho. Ameaçados, enfim, pelos próprios juristas e acadêmicos de Direito, que, passando por cima da lei natural e das leis de nosso país [2], deixam sem proteção a vida dos membros mais indefesos da nossa sociedade.

Tudo isso, aliado ao silêncio cúmplice de todos, forma um cenário que a humanidade já conheceu antes: tragicamente, os nossos tempos não são diferentes dos que precederam a barbárie nazista.

Mas, assim como algumas vozes se levantaram corajosamente contra a eugenia, antes mesmo que ela fosse aplicada na prática, também nós precisamos dar o nosso "grito" de alerta, antes que seja muito tarde. Como escreve o escritor britânico G. K. Chesterton, em seu livro profético Eugenics and other evils ("Eugenia e outros males"),

"A coisa mais sábia do mundo é gritar antes de ser ferido. Não é bom gritar depois, especialmente depois que você foi ferido de morte. As pessoas falam sobre a impaciência das multidões, mas os bons historiadores sabem que maior parte das tiranias só foi possível porque os homens reagiram muito tarde. Geralmente, é essencial resistir a uma tirania antes que ela exista. E não é resposta alguma dizer, com um vago otimismo, que a conspiração apenas está no ar. Um golpe vindo de um machado só pode ser evitado enquanto ainda está no ar." [3]

Por enquanto, parece que a conspiração está apenas no ar. Mas, de notícia em notícia, já é possível antever o golpe de machado que se aproxima de nossas cabeças. O alvo, leitor, são homens e são mulheres, são pobres e são ricos, são brancos e são negros – em suma, são os nossos filhos. Se não lutarmos por eles, ninguém o fará por nós.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Assine a petição do CitizenGo! pedindo à OMS que não instrumentalize a epidemia do zika vírus para promover o aborto.

Referências

  1. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 2000, p. 52.
  2. Cf., v.g., Constituição Federal, art. 5.º, caput; Código Civil (Lei 10.406/02), art. 2.º etc.
  3. CHESTERTON, Gilbert K. Eugenics and Other Evils. London: Cassell and Company, 1922, p. 3.

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Uma palavra sobre o aborto em casos de estupro

A impressionante história de Lianna mostra por que o aborto é injustificável, mesmo nas situações mais dramáticas e dolorosas.

A história de Lianna Rebolledo – a mãe que, com apenas 12 anos, engravidou por causa de um estupro – é realmente chocante. A violação de que foi vítima deixou-a "semimorta" e "com sua face e pescoço horrivelmente desfigurados". Ela mesmo confessa, mais de duas décadas depois do ocorrido, que pensou que seus agressores iam matá-la. Não há palavras que possam expressar suficientemente a dor e a indignação de qualquer pessoa moralmente sadia diante de um crime como este. Embora a "cultura pornográfica" vigente procure até mesmo justificar este tipo de abuso, sabemos que se trata de "um atentado contra a justiça e a caridade", que "ofende profundamente o direito de cada um ao respeito, à liberdade e à integridade física e moral" e "causa um prejuízo grave, que pode marcar a vítima para toda a vida" [1].

Disto, de fato, Lianna é testemunha viva: a violação realmente "marca a vítima para toda a vida". Mesmo depois de um tempo, ela conta que não conseguia livrar-se do sentimento de sujeira, chegando a cogitar a hipótese do suicídio.

Outro fato, porém, destinou a mudar a vida desta mulher para sempre: a notícia de que estava grávida, de que seria mãe. Já na época em que ficou sabendo de sua gravidez, um médico tentou pressioná-la a abortar. Ela, porém, consciente de que havia outro ser humano dentro de si, disse "não". O abuso que sofreu foi realmente terrível, mas punir um ser humano indefeso por isso não era, absolutamente, uma saída viável.

Alguns defensores do aborto podem sentir-se tentados a usar a história de Lianna para proveito próprio. Nesta ótica, ao invés de respaldar a defesa da vida, o caso de Lianna seria um exemplo da importância de dar à mulher o eufemístico "direito de escolha" – melhor definido como "direito de matar". A posição que estes assumem é a mesma do médico da história: não se poderia obrigar a mulher a viver "com as consequências do estupro". Para eliminar essas "consequências", então, valeria tudo, até mesmo matar o próprio filho.

Este é o argumento dos grupos que se intitulam "pró-escolha" (pro-choice, em inglês), exposto na sua crueza. Seu erro é bem evidente: coloca a liberdade humana – neste caso específico, a feminina – acima do próprio direito à vida. Mas, como bem afirma o Papa João Paulo II, "a tolerância legal do aborto (...) não pode, de modo algum, fazer apelo ao respeito pela consciência dos outros, precisamente porque a sociedade tem o direito e o dever de se defender contra os abusos que se possam verificar em nome da consciência e com o pretexto da liberdade" [2]. Só porque o homem é livre, não significa que tudo o que faz seja bom ou moralmente legítimo.

Outro problema do argumento abortista é supor que vítimas de abuso sexual que ficam grávidas queiram natural e necessariamente fazer um aborto. Um estudo conduzido por Sandra Mahkorn, especialista no assunto [3], mostra exatamente o contrário: de 75 a 85% dessas mulheres querem levar adiante a sua gestação. "Essa evidência, por si só, deveria fazer as pessoas pensarem e refletirem sobre o pressuposto de que o aborto é querido ou até mesmo melhor para vítimas de violação sexual", escreve David Reardon, PhD em Bioética [4].

Na verdade, o que faz o aborto – que a mídia e a "cultura da morte" supõem que elimine ou atenue a ferida do estupro – é apenas complicar ainda mais o drama que enfrentam essas mulheres. Muitas das que passaram pela experiência traumática de um aborto relatam-na como "uma degradante e brutal forma de estupro médico". Como entender essa expressão? Explica David Reardon:

"O aborto envolve um exame doloroso dos órgãos sexuais de uma mulher por um estranho mascarado que está invadindo o seu corpo. Uma vez na mesa de operação, ela perde o controle sobre seu corpo. Se protesta e pede ao aborteiro para parar, será possivelmente ignorada ou dirão a ela: 'É tarde demais para mudar de ideia. Isso é o que você quis. Temos que terminar agora.' E enquanto ela está deitada ali, tensa e desamparada, a vida oculta dentro de si é literalmente sugada de seu ventre. A diferença? Numa violação sexual, da mulher é roubada a sua pureza; nesse estupro médico, é roubada a sua maternidade." [5]

É verdade que, no Brasil, assim como em muitíssimos países do mundo, está espalhada a ideia de que o aborto provocado decorrente de estupro não só seria aceitável, como seria um "direito das mulheres". Isto, porém, não altera em nada a realidade das coisas. Como bem ensina Santo Tomás de Aquino, "toda lei constituída pelos homens tem força de lei só na medida em que deriva da lei natural. Se, ao contrário, em alguma coisa está em contraste com a lei natural, então não é lei mas sim corrupção da lei" [6]. Assim, uma norma que autorizasse às mães matarem os próprios filhos – sob quaisquer circunstâncias – não passaria de uma arbitrariedade.

Porque, afinal, "se nós aceitamos que uma mãe possa matar o seu próprio filho – dizia a bem-aventurada Madre Teresa de Calcutá –, como podemos dizer às outras pessoas para não se matarem?" [7]. O testemunho de Lianna Rebolledo deve servir de lição para a sociedade moderna: ele mostra por que, mesmo nas situações mais dramáticas e impensáveis, o aborto é intolerável. Nenhum crime, por mais assombroso e terrível que tenha sido, pode justificar o assassinato de um ser humano frágil e inocente no ventre materno.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Catecismo da Igreja Católica, 2356.
  2. Carta Encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995), 71.
  3. Pregnancy and Sexual Assault, The Psychological Aspects of Abortion, eds. Mall & Watts (Washington, D.C., University Publications of America, 1979), pp. 55-69.
  4. REARDON, David C.. Rape, Incest, and Abortion: Searching Beyond the Myths. The Post-Abortion Review 2 (1) Winter 1994.
  5. Idem.
  6. Summa Theologiae, I-II, q. 95, a. 2.
  7. Mother Teresa of Calcutta, Speech to the National Prayer Breakfast (Washington, February 3rd, 1994).

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“Nada neste mundo pode me fazer voltar a realizar um aborto”

O aborto era uma prática corriqueira no trabalho do Dr. Anthony Levatino. Ele chegou a realizar mais de mil deles nos anos 80. Até que um acidente mudou a sua opinião sobre o assunto – e deu um giro de 180 graus na sua vida.

Em 1976, o obstetra e ginecologista Dr. Anthony Levatino tinha acabado de receber a sua graduação em medicina e era, sem sombra de dúvida, a favor do aborto. Ele defendia convicto o chamado "direito ao aborto" e acreditava que o tema não passava de uma decisão a ser tomada apenas entre uma mulher e o seu médico.

"Muitas pessoas se identificam como sendo contra (pro-life) ou a favor do aborto (pro-choice), mas, para a maior parte delas, nada disso as afeta pessoalmente, nada disso impacta as suas vidas do modo como eu queria que as impactasse", diz Levatino em uma palestra para a associação Pro-Life Action League. "Mas, quando você é um obstetra ou ginecologista e se diz a favor do aborto, a coisa se torna bem mais pessoal, porque é você quem realiza os abortos e é você quem deve tomar a decisão de fazer aquilo ou não."

Defensor do "direito da mulher sobre o próprio corpo", Levatino tomou a sua decisão e aprendeu a fazer abortos no primeiro e segundo trimestres de gravidez. À época, trinta a quarenta anos atrás, o procedimento para interromper a gestação no segundo trimestre era a perigosa prática da injeção salina.

Nesse mesmo período, Levatino e sua esposa estavam lutando com problemas de fertilidade e começaram a pensar na possibilidade de uma adoção. O procedimento, porém, era complicado, sem falar da dificuldade em encontrar uma criança recém-nascida. "Foi a primeira vez em que comecei a ter dúvidas sobre o que estava fazendo, porque eu sabia bem que um dos motivos pelos quais é tão difícil achar crianças para adotar é que médicos como eu os estão matando em abortos", disse Levatino.

Finalmente, em 1978, o casal adotou a sua primeira filha, Heather. Pouco depois disso, eles descobriram que estavam esperando outro filho. Até então, Anthony descreve uma vida "perfeitamente feliz" e diz que, apesar das primeiras dúvidas a respeito do aborto, ele voltou a realizá-los, sem maiores problemas.

Em 1981, depois de terminar a sua residência, Levatino fez um curso de obstetrícia e ginecologia que incluía um novo método de fazer abortos. Até então, o envenenamento salino era o método mais comum para os abortos de segundo trimestre, mas sempre trazia o risco de bebês nascessem vivos. Os procedimentos também eram caros, difíceis e exigiam que as mulheres entrassem em trabalho de parto. Levatino e seus companheiros foram treinados, então, para realizar o método chamado de "dilatação e evacuação" (D&E), que ainda é o mais comum hoje em dia.

Em sua palestra, ele descreve exatamente como é realizar esse tipo de procedimento:

"Você pega um instrumento como esse, chamado fórceps, e você basicamente, a operação consiste em você literalmente dilacerar uma criança em pedaços. A sucção é apenas para o fluído. Todo o resto [do procedimento] consiste literalmente em desmembrar a criança, pedaço por pedaço, com esse instrumento de aborto."

Ao longo dos quatro anos seguintes, Levatino realizaria em torno de 1.200 abortos, sendo 100 deles abortos tardios realizados por "dilatação e evacuação".

Em um belo dia de junho de 1984, no entanto, sua vida viraria de ponta cabeça. Sua família estava em casa se divertindo com alguns amigos, quando, de repente, Levatino escutou o barulho de pneus freando na pista. As crianças tinham corrido para a rua e Heather havia sido atingida por um carro.

"Ela estava destruída", ele explica. "Fizemos tudo o que podíamos, mas, naquela mesma noite, ela morreu, literalmente em nossos braços, no caminho para o hospital."

Depois de um tempo, Anthony tinha que voltar ao trabalho. Um dia, agendaram para ele um aborto por "dilatação e evacuação". Era o primeiro que ele iria fazer depois do acidente. Na cabeça de Anthony, nenhuma preocupação. Para ele, seria mais um procedimento de rotina que ele já tinha realizado várias vezes antes. Mas, não foi bem isso o que aconteceu.

"Eu comecei aquele aborto, peguei o fórceps, e literalmente quebrei um braço ou uma perna, e eu simplesmente parei naquele movimento", ele diz. "Mas, sabe de uma coisa, quando você um aborto, você não pode parar. Se você não remove todos os pedaços – e não os 'estende' literalmente do lado da mesa de operação, sua paciente vai voltar, ou com uma infecção, ou com uma hemorragia, ou morta. Então, eu segui em frente e terminei aquele aborto."

Quando concluiu, porém, Anthony estava começando a sentir uma mudança dentro de si:

" Pela primeira vez na minha vida, depois de todos aqueles anos e todos aqueles abortos, eu olhei para aquele pilha de resíduos do lado da mesa e a única coisa que eu conseguia enxergar era o corpo de um filho. Eu não conseguia ver o grande médico que eu estava sendo. Não conseguia ver como tinha ajudado aquela mulher em sua crise. Não conseguia ver os 600 dólares que tinha acabado de fazer em 15 minutos. Tudo o que eu conseguia ver era o corpo do filho de alguém. Depois de perder a minha filha, tudo aquilo estava parecendo muito, muito diferente para mim."

Anthony parou de realizar abortos tardios, mas continuou a prover abortos de primeiro trimestre nos meses seguintes, até ele finalmente perceber que matar um bebê com 20 semanas de gestação era exatamente o mesmo que matar um com nove ou mesmo duas semanas de gravidez. Ele tinha entendido que não importa quão grande ou pequeno seja um bebê, ele não deixa de ser uma vida humana. Desde fevereiro de 1985, Levatino nunca mais realizou um aborto e, diz ele, "não há absolutamente nenhuma chance" de que ele volte a fazer algum.

Teimando que nunca faria parte do movimento pró-vida – que, para ele, não passava de um "bando de loucos" –, Levatino foi eventualmente convidado a um jantar onde, ao contrário do que imaginava, ele conheceria pessoas inteligentes, homens que trabalhavam voluntariamente gastando o seu tempo – e a sua vida – para defender a vida dos que ainda não nasceram.

Hoje, Levatino faz conferências públicas sobre o assunto, especialmente para jovens, descrevendo-lhes com detalhes em que realmente consiste um aborto. Ele já deu o seu testemunho no próprio Congresso Federal, pedindo que o "aborto legal" acabe de uma vez por todas nos Estados Unidos da América.

Que o seu testemunho também ajude o Brasil a perceber a maldade da prática do aborto e a importância que há em uma sociedade defender os seus membros mais frágeis e indefesos: os não-nascidos.

Fonte: Live Action News | Tradução: Equipe CNP

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URGENTÍSSIMO! Apoie o Projeto de Lei para barrar a Cultura da Morte no Brasil

A aprovação dessa lei é FUNDAMENTAL não só para frear, mas para impor uma verdadeira marcha à ré aos planos de morte das ONGs financiadas pelas Fundações Internacionais!

Está para ser votado, no Congresso Nacional, pela primeira vez desde 1990, um projeto de lei que irá impedir o desenvolvimento da Cultura da Morte no Brasil. Estou lhe escrevendo para pedir a sua ajuda, e de todos os seus contatos, para obter a aprovação deste projeto.

O deputado Evandro Gussi, do PV de São Paulo, apresentou nestes dias, à Câmara dos Deputados, um substitutivo para o Projeto de Lei 5.069 de 2013. O substitutivo está para ser votado nos próximos dias na Comissão de Constitucionalidade e Justiça da Câmara, dali seguindo para o Plenário. A pressão contra o projeto, movida pelas ONGs financiadas pelas Fundações Internacionais que promovem o aborto é gigantesca.

O projeto, entre outras coisas, estabelece que no caso de gravidez resultante de estupro, o aborto somente não será punido se a gravidez for constatada em exame de corpo de delito e comunicado à autoridade policial.

O projeto também criminaliza o anúncio e a venda de substâncias destinada a provocar aborto, assim como orientar gestantes sobre como praticar o aborto.

A esmagadora maioria dos brasileiros é totalmente contrária ao aborto, a aprovação ao aborto diminui a cada ano pelo menos desde 1994 e nos últimos seis anos, segundo os dados dos atendimentos pós-aborto fornecido pelo SUS, a própria prática do aborto tem diminuído a uma taxa de 12% ao ano todos os anos. O número de abortos clandestinos no Brasil não é um milhão por ano, como se sustenta falsamente e de modo proposital, mas cerca de 100 mil por ano, e este número está diminuindo aproximadamente a 12% ao ano. Veja uma palestra mostrando a verdade sobre este assunto, realizada no próprio Congresso Nacional brasileiro, em setembro de 2015, clique aqui para assistir: https://www.youtube.com/watch?v=LP9_xL-cKQY

Por que foi apresentado o Substitutivo do Projeto de Lei 5.069 de 2013?

Porque o governo do PT, contrariamente ao que toda a nação brasileira pensa sobre o assunto, anunciou em 2012 que pretendia criar serviços de orientação à gestante sobre os melhores meios de provocar ela mesmo um aborto. O Ministério da Saúde está trabalhando ativamente nesta direção. Para facilitar este programa, multiplicaram-se no Brasil, nos últimos anos, a propaganda e a venda de substâncias abortivas. Para agravar a situação, desde 2004, nos serviços de abortos em casos de estupro, por Norma do Ministério da Saúde, não se exige mais nenhuma prova de que houve estupro a não ser a própria palavra da gestante. Nestes serviços, afirmam as normas do Ministério, a palavra da gestante deve ser recebida com presunção de veracidade sem necessidade de nenhuma prova, e com isto multiplicaram-se assustadoramente os casos de abortos praticados pelos serviços públicos em que não houve qualquer violência.

Isto é apenas o resumo dos fatos.

O quadro dentro do qual se insere o projeto é muito mais amplo. A realidade é que há um planejamento consciente por parte do governo, amparado pelo financiamento e pelas estratégias desenvolvidas por uma rede de Fundações Internacionais, que está conscientemente trabalhando para implantar a Cultura da Morte no Brasil e nos países que se opõem à prática do aborto, principalmente na América Latina.

Precisamos de sua ajuda para aprovar o Substitutivo do Projeto de Lei 5.069 de 2013. As ONGs que promovem o aborto no Brasil e alguns parlamentares que trabalham com elas estão conscientes da importância deste projeto e estão fazendo tudo o que podem para impedir sua aprovação.

Precisamos que você telefone e envie e-mails aos deputados da Comissão de Constitucionalidade e Justiça da Câmara pedindo-lhes que, em nome do povo brasileiro, aprovem o Substitutivo. Os telefones e e-mails dos deputados estão logo abaixo.

Agradeço a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover e procurarei manter a todos informados sobre o desenrolar dos fatos.

*

Para entender o que está acontecendo, leia os documentos a seguir.

É ideal que tanto os que telefonam como os que enviam mensagem estudem a fundo estes documentos de referência:

Na hora de enviar mensagens e telefonar, siga as seguintes recomendações:

  1. Mande um e-mail a todos os integrantes da comissão;
  2. Telefone apenas aos gabinetes das lideranças e aos deputados do seu próprio estado;
  3. Devido à gravidade da situação, escreva alguma mensagem com suas próprias palavras, ao invés de mandar uma mensagem previamente padronizada;
  4. Se você participa de alguma igreja ou religião, não se manifeste como religioso, mas como cidadão ou profissional;
  5. Telefonando ou escrevendo, seja sempre educado ao extremo, mas não deixe de manifestar claramente seu ponto de vista. Aos deputados e funcionários de seus gabinetes deve-se o maior respeito em qualquer circunstância;
  6. É muito importante, além de escrever e-mails, que podem ser facilmente apagados por qualquer funcionário com um clique de mouse, que se telefone de viva voz ou se mande um fax;
  7. Não esqueça de pedir encarecidamente a toda a sua lista de contatos que façam o mesmo e que avisem também às suas listas de contato.

Seguem, abaixo, os contatos dos parlamentares.

E-mails das lideranças:

lid.govcamara@camara.leg.br, lid.min@camara.leg.br, lid.pmdb@camara.leg.br, lid.psdb@camara.leg.br, lid.pp@camara.leg.br, lid.pr@camara.leg.br, lid.psd@camara.leg.br, lid.ptb@camara.leg.br, lid.dem@camara.leg.br, lid.prb@camara.leg.br, lid.pdt@camara.leg.br, lid.solidariedade@camara.leg.br, lid.psc@camara.leg.br, lid.pros@camara.leg.br, lid.phs@camara.leg.br, lid.pv@camara.leg.br, dep.arthurlira@camara.leg.br, dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br, dep.esperidiaoamin@camara.leg.br

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Telefones das lideranças da Câmara:

lid.govcamara@camara.leg.br, Telefone: (61) 3215-9001

lid.min@camara.leg.br, Telefone: (61) 3215-9820

lid.pmdb@camara.leg.br, Telefone: (61) 3215-9181/80

lid.psdb@camara.leg.br, Telefone: (61) 3215-9345/9346

lid.pp@camara.leg.br, Telefone: (61) 3215-9426

lid.pr@camara.leg.br, Telefone: (61) 3215-9550

lid.psd@camara.leg.br, Telefone: (61) 3215-9650

lid.ptb@camara.leg.br, Telefone: (61) 3215-9502/9503

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Disque Câmara no número: 0800 619 619

Telefones dos deputados da CCJ por estado

ALAGOAS

Arthur Lira PP/AL
Telefone: (61) 3215-5942
dep.arthurlira@camara.leg.br

Marx Beltrão PMDB/AL
Telefone: (61) 3215-5474
dep.marxbeltrao@camara.leg.br

Pedro Vilela PSDB/AL
Telefone: (61) 3215-5705
dep.pedrovilela@camara.leg.br

BAHIA

Arthur Oliveira Maia SD/BA
Telefone: (61) 3215-5830
dep.arthuroliveiramaia@camara.leg.br

Paulo Magalhães PSD/BA
Telefone: (61) 3215-5903
dep.paulomagalhaes@camara.leg.br

Jutahy Junior PSDB/BA
Telefone: (61) 3215-5407
dep.jutahyjunior@camara.leg.br

Elmar Nascimento DEM/BA
Telefone: (61) 3215-5935
dep.elmarnascimento@camara.leg.br

Mário Negromonte Jr. PP/BA
Telefone: (61) 3215-5517
dep.marionegromontejr@camara.leg.br

Tia Eron PRB/BA
Telefone: (61) 3215-5618
dep.tiaeron@camara.leg.br

José Nunes PSD/BA
Telefone: (61) 3215-5728
dep.josenunes@camara.leg.br

Félix Mendonça Júnior PDT/BA
Telefone: (61) 3215-5912
dep.felixmendoncajunior@camara.leg.br

Uldurico Junior PTC/BA
Telefone: (61) 3215-5729
dep.ulduricojunior@camara.leg.br

CEARÁ

Danilo Forte PSB/CE
Telefone: (61) 3215-5384
dep.daniloforte@camara.leg.br

Vitor Valim PMDB/CE
Telefone: (61) 3215-5545
dep.vitorvalim@camara.leg.br

Gorete Pereira PR/CE
Telefone: (61) 3215-5206
dep.goretepereira@camara.leg.br

DISTRITO FEDERAL

Rogério Rosso PSD/DF
Telefone: (61) 3215-5283
dep.rogeriorosso@camara.leg.br

Ronaldo Fonseca PROS/DF
Telefone: (61) 3215-5223
dep.ronaldofonseca@camara.leg.br

ESPÍRITO SANTO

Max Filho PSDB/ES
Telefone: (61) 3215-5276
dep.maxfilho@camara.leg.br

GOIÁS

Lucas Vergilio SD/GO
Telefone: (61) 3215-5816
dep.lucasvergilio@camara.leg.br

Célio Silveira PSDB/GO
Telefone: (61) 3215-5565
dep.celiosilveira@camara.leg.br

Delegado Waldir PSDB/GO
Telefone: (61) 3215-5645
dep.delegadowaldir@camara.leg.br

João Campos PSDB/GO
Telefone: (61) 3215-5315
dep.joaocampos@camara.leg.br

MARANHÃO

André Fufuca PEN/MA
Telefone: (61) 3215-5945
dep.andrefufuca@camara.leg.br

Juscelino Filho PRP/MA
Telefone: (61) 3215-5370
dep.juscelinofilho@camara.leg.br

Hildo Rocha PMDB/MA
Telefone: (61) 3215-5734
dep.hildorocha@camara.leg.br

Sarney Filho PV/MA
Telefone: (61) 3215-5202
dep.sarneyfilho@camara.leg.br

MATO GROSSO

Carlos Bezerra PMDB/MT
Telefone: (61) 3215-5815
dep.carlosbezerra@camara.leg.br

Professor Victório Galli PSC/MT
Telefone: (61) 3215-5539
dep.professorvictoriogalli@camara.leg.br

Valtenir Pereira PROS/MT
Telefone: (61) 3215-5913
dep.valtenirpereira@camara.leg.br

MATO GROSSO DO SUL

Carlos Marun PMDB/MS
Telefone: (61) 3215-5372
dep.carlosmarun@camara.leg.br

MINAS GERAIS

Rodrigo Pacheco PMDB/MG
Telefone: (61) 3215-5720
dep.rodrigopacheco@camara.leg.br

Bonifácio de Andrada PSDB/MG
Telefone: (61) 3215-5208
dep.bonifaciodeandrada@camara.leg.br

Júlio Delgado PSB/MG
Telefone: (61) 3215-5323
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Luis Tibé PTdoB/MG
Telefone: (61) 3215-5632
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Laudivio Carvalho PMDB/MG
Telefone: (61) 3215-5717
dep.laudiviocarvalho@camara.leg.br

Mauro Lopes PMDB/MG
Telefone: (61) 3215-5844
dep.maurolopes@camara.leg.br

Odelmo Leão PP/MG
Telefone: (61) 3215-5419
dep.odelmoleao@camara.leg.br

Lincoln Portela PR/MG
(Gab. 615-IV) Telefone: (61) 3215-5615
dep.lincolnportela@camara.leg.br

Subtenente Gonzaga PDT/MG
(Gab. 750-IV) Telefone: (61) 3215-5750
dep.subtenentegonzaga@camara.leg.br

PARAÍBA

Aguinaldo Ribeiro PP/PB
Telefone: (61) 3215-5735
dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br

Veneziano Vital do Rêgo PMDB/PB
Telefone: (61) 3215-5833
dep.venezianovitaldorego@camara.leg.br

Pedro Cunha Lima PSDB/PB
Telefone: (61) 3215-5611
dep.pedrocunhalima@camara.leg.br

Manoel Junior PMDB/PB
Telefone: (61) 3215-5601
dep.manoeljunior@camara.leg.br

Wellington Roberto PR/PB
Telefone: (61) 3215-5514
dep.wellingtonroberto@camara.leg.br

PARANÁ

Osmar Serraglio PMDB/PR
Telefone: (61) 3215-5845
dep.osmarserraglio@camara.leg.br

Sergio Souza PMDB/PR
Telefone: (61) 3215-5702
dep.sergiosouza@camara.leg.br

Luciano Ducci PSB/PR
Telefone: (61) 3215-5427
dep.lucianoducci@camara.leg.br

Edmar Arruda PSC/PR
Telefone: (61) 3215-5962
dep.edmararruda@camara.leg.br

Ricardo Barros PP/PR
Telefone: (61) 3215-5412
dep.ricardobarros@camara.leg.br

Rossoni PSDB/PR
(Gab. 513-IV) Telefone: (61) 3215-5513
dep.rossoni@camara.leg.br

Sandro Alex PPS/PR
Telefone: (61) 3215-5221
dep.sandroalex@camara.leg.br

PERNAMBUCO

Betinho Gomes PSDB/PE
Telefone: (61) 3215-5269
dep.betinhogomes@camara.leg.br

Pastor Eurico PSB/PE
Telefone: (61) 3215-5906
dep.pastoreurico@camara.leg.br

Tadeu Alencar PSB/PE
Telefone: (61) 3215-5820
dep.tadeualencar@camara.leg.br

Mendonça Filho DEM/PE
Telefone: (61) 3215-5314
dep.mendoncafilho@camara.leg.br

Silvio Costa PSC/PE
Telefone: (61) 3215-5417
dep.silviocosta@camara.leg.br

Gonzaga Patriota PSB/PE
Telefone: (61) 3215-5430
dep.gonzagapatriota@camara.leg.br

Wolney Queiroz PDT/PE
Telefone: (61) 3215-5936
dep.wolneyqueiroz@camara.leg.br

PIAUÍ

Mainha SD/PI
Telefone: (61) 3215-5624
dep.mainha@camara.leg.br

Paes Landim PTB/PI
Telefone: (61) 3215-5648
dep.paeslandim@camara.leg.br

RIO GRANDE DO NORTE

Felipe Maia DEM/RN
Telefone: (61) 3215-5528
dep.felipemaia@camara.leg.br

Fábio Faria PSD/RN
Telefone: (61) 3215-5706
dep.fabiofaria@camara.leg.br

RIO GRANDE DO SUL

Alceu Moreira PMDB/R S
Telefone: (61) 3215-5238
dep.alceumoreira@camara.leg.br

Covatti Filho PP/RS
Telefone: (61) 3215-5228
dep.covattifilho@camara.leg.br

José Fogaça PMDB/RS
Telefone: (61) 3215-5376
dep.josefogaca@camara.leg.br

Giovani Cherini PDT/RS
Telefone: (61) 3215-5468
dep.giovanicherini@camara.leg.br

Jerônimo Goergen PP/RS
Telefone: (61) 3215-5316
dep.jeronimogoergen@camara.leg.br

Nelson Marchezan Junior PSDB/RS
Telefone: (61) 3215-5250
dep.nelsonmarchezanjunior@camara.leg.br

RIO DE JANEIRO

Altineu Côrtes PR/RJ
Telefone: (61) 3215-5578
dep.altineucortes@camara.leg.br

Francisco Floriano PR/RJ
Telefone: (61) 3215-5719
dep.franciscofloriano@camara.leg.br

Indio da Costa PSD/RJ
Telefone: (61) 3215-5509
dep.indiodacosta@camara.leg.br

Leonardo Picciani PMDB/RJ
Telefone: (61) 3215-5302
dep.leonardopicciani@camara.leg.br

Soraya Santos PMDB/RJ
Telefone: (61) 3215-5352
dep.sorayasantos@camara.leg.br

Dr. João PR/RJ
Telefone: (61) 3215-5911
dep.dr.joao@camara.leg.br

RONDÔNIA

Marcos Rogério PDT/RO
Telefone: (61) 3215-5930
dep.marcosrogerio@camara.leg.br

RORAIMA

Hiran Gonçalves PMN/RR
Telefone: (61) 3215-5274
dep.hirangoncalves@camara.leg.br

SANTA CATARINA

Esperidião Amin PP/SC
Telefone: (61) 3215-5252
dep.esperidiaoamin@camara.leg.br

Jorginho Mello PR/SC
Telefone: (61) 3215-5329
dep.jorginhomello@camara.leg.br

Marco Tebaldi PSDB/SC
Telefone: (61) 3215-5284
dep.marcotebaldi@camara.leg.br

SÃO PAULO

Antonio Bulhões PRB/SP
Telefone: (61) 3215-5327
dep.antoniobulhoes@camara.leg.br

Fausto Pinato PRB/SP
Telefone: (61) 3215-5562
dep.faustopinato@camara.leg.br

Arnaldo Faria de Sá PTB/SP
Telefone: (61) 3215-5929
dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br

Pr. Marco Feliciano PSC/SP
Telefone: (61) 3215-5254
dep.pr.marcofeliciano@camara.leg.br

Capitão Augusto PR/SP
Telefone: (61) 3215-5273
dep.capitaoaugusto@camara.leg.br

Bruno Covas PSDB/SP
Telefone: (61) 3215-5521
dep.brunocovas@camara.leg.br

Alexandre Leite DEM/SP
Telefone: (61) 3215-5841
dep.alexandreleite@camara.leg.br

Renata Abreu PTN/SP
Telefone: (61) 3215-5726
dep.renataabreu@camara.leg.br

Jefferson Campos PSD/SP
Telefone: (61) 3215-5346
dep.jeffersoncampos@camara.leg.br

Marcio Alvino PR/SP
Telefone: (61) 3215-5331
dep.marcioalvino@camara.leg.br

Paulo Freire PR/SP
Telefone: (61) 3215-5416
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SERGIPE

Andre Moura PSC/SE
Telefone: (61) 3215-5846
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Fonte: Alberto Monteiro | Adaptação: Equipe CNP

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Um pequeno milagre chamado Abigail

Eles descobriram que sua filha tinha síndrome de Down e um câncer no cérebro, ainda durante a gravidez. Mesmo assim, sustentados por sua fé em Deus, eles não hesitaram em dar a vida.

Créditos: 8.08 Photography

No dia 6 de agosto, Erika e Stephen Jones deram boas vindas à sua segunda filha. Tamanha alegria, no entanto, foi precedida por um misto de preocupação e incertezas. O diagnóstico pré-natal da pequena Abigail previa não apenas um, mas dois problemas de saúde.

Um primeiro ultrassom, com 18 semanas, revelou à família a forte possibilidade de Abigail ter síndrome de Down – condição que foi confirmada, em seguida, por um exame de sangue.

"Inicialmente, ficamos chocados e assustados, chorando a perda de um bebê 'normal'", escreveu Erika, em uma postagem na Internet. "Mas Deus rapidamente trabalhou em nossos corações e a Sua paz fez-nos superar o medo. Logo ficamos entusiasmados e honrados por ter uma criança com necessidades especiais."

Mal seus medos se tinham dissipado e eles começaram a aceitar aquele diagnóstico, os médicos vieram com uma nova notícia. O ultrassom de 30 semanas mostrou um aglomerado crescendo no cérebro de Abigail: era um raro tumor cancerígeno que estava substituindo a massa cerebral do bebê.

"Nossos corações se partiram e nossas mentes foram abaladas com questionamentos e com o medo do que estava por vir", escreveu Erika.

À medida que avançava a gravidez, também crescia o tumor – e os médicos ofereciam poucas esperanças.

"Confiando na graça e na perfeição de nosso Deus, nós sabíamos que a vida da pequena Abby tinha um propósito, não importasse o quão longa ou curta ela fosse", explicou. "Rezamos continuamente pela cura de Abigail, mas nossa fé em Deus nunca esteve baseada nisso. Deus não se limita aos nossos planos ou a como queremos que as coisas funcionem. Nossa fé é em um Pai amoroso cujos planos são maiores que os nossos, planos que trarão as pessoas para a vida eterna. Às vezes, as coisas que Ele precisa fazer para trazer os outros à eternidade podem nos causar uma dor tremenda, mas precisamos focar na alegria do que é eterno, e não na dor do que passa."

Por causa do tamanho do tumor, Abigail nasceu de cesárea. Os médicos disseram à família que ela não viveria muito tempo depois do nascimento, mas Abigail ficou bem o suficiente para ser levada para casa. O seu câncer não é curável. O agressivo tratamento da quimioterapia poderia matar um bebê da sua idade. Além disso, os médicos não seriam capazes de remover todo o tumor por meio de uma cirurgia.

Hoje, Abigail está em casa com seus pais e sua irmã, e conta com a ajuda de um pediatra. "Essa situação é trágica e inacreditavelmente difícil", diz a mãe de Abigail. "Não queremos perder a nossa filha. Queremos vê-la rir, dançar, brigar com a sua irmã, andar de bicicleta, ir à escola... queremos ver a sua vida. (...) Nossos corações estão partidos e despedaçados pelo tempo que não temos. O que nos sustenta é o fato de que Deus é bom."

Abigail tem algumas semanas ou meses de vida. A sua família está usando esse curto período para amá-la por completo e descobrir o valor e o significado que tem a sua vida, aproveitando a sua filha por cada momento que ela tem e cada segundo que lhe é dado.

Fonte: Live Action News | Tradução: Equipe CNP

P. S.: Se você quer saber mais detalhes sobre a vida da pequena Abigail, visite o blog da família Jones: Team Jones 4.