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Quem marchou pelas mulheres nos Estados Unidos?

Mesmo a mídia e o financiamento das ONGs pró-aborto nos últimos 44 anos não puderam conter o apelo natural e espontâneo da mensagem da Marcha pela Vida.

Um dia após a cerimônia de posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, centenas de milhares de mulheres tomaram as ruas de Washington D.C. para protestar contra suas posições políticas com relação ao aborto e a outros temas que lhe custaram uma enorme dor de cabeça durante o período de campanha. A Marcha das Mulheres, como foi chamada pelos seus organizadores, contou com amplo apoio de organizações filantrópicas, de artistas e, sobretudo, da mídia, que, aliás, fez questão de repercutir a mensagem do protesto para o mundo inteiro. No Brasil, um jornal de grande circulação disse que a marcha representaria a "alma feminina".

"Não aceitem esta nova era de tirania em que não apenas as mulheres estão em perigo, mas todas as pessoas marginalizadas. A revolução começa aqui, este é o começo de uma mudança muito necessária", vociferou a cantora Madonna durante sua participação no evento. Madonna só se esqueceu de explicar, porém, como a Marcha das Mulheres pretende combater essa marginalização se seus próprios organizadores marginalizam quem discorda deles, como no caso do veto à participação de mulheres pró-vidano evento. Nesta nova revolução, é preciso perguntar, mulheres que não tratem seus bebês como apenas mais uma parte de seu corpo serão respeitadas?

A resposta é não. Desde que a ativista Adrienne Germain convenceu John Rockefeller III a investir em pesquisas sociológicas que mudassem o pensamento das mulheres a respeito da maternidade, os movimentos feministas tornaram-se apenas uma massa de manobra nas mãos dos grupos globalistas que querem o controle populacional. A defesa dos tais "direitos reprodutivos" não é uma questão de "alma feminina", mas de marketing para diminuir o número de gestações; não é a pessoa da mulher que interessa, mas o seu útero. É por isso que enquanto Scarlett Johansson discursava na Marcha das Mulheres a favor da Planned Parenthood, essa mesma instituição negava a uma gestante o serviço de pré-natal: "Nós fazemos controle de natalidade, sabe, essas coisas… aborto, nós não fazemos pré-natal". E isso, atenção, é muito mais misógino que qualquer conversa de Donald Trump.

Os jornais erram, mais uma vez, ao vincularem a "alma feminina" à defesa do aborto, como se a Marcha das Mulheres fosse o único grito de protesto ecoado nos Estados Unidos naquelas semanas. Outra marcha ocorreu poucos dias depois, também em Washington, reunindo dezenas de milhares de pessoas, principalmente jovens, para protestarem contra a "cultura da morte", que, desde a famosa decisão "Roe vs. Wade", em 1973, já ceifou a vida de mais de 58 milhões de bebês, mortos em clínicas de aborto. Embora os jornais insistissem em ignorá-la, como denunciou o presidente Donald Trump, a Marcha pela Vida, de fato, tem despertado uma nova geração de homens e mulheres americanos, cuja mentalidade não segue a corrente do hedonismo e do relativismo, mas dos valores perenes da dignidade humana. E esta é a "geração pró-vida" que promete pôr fim a "Roe vs. Wade" nos Estados Unidos.

A primeira Marcha pela Vida aconteceu em janeiro de 1974, graças aos esforços da ativista católica Nellie Gray. Convicta de que toda vida humana deve ser valorizada e protegida, Gray decidiu abandonar sua carreira para dedicar-se exclusivamente à causa pró-vida e à organização anual da marcha. O evento logo arrebanhou uma enorme quantidade de pró-vidas e inspirou outros movimentos ao redor do mundo. Em 2013, poucos dias após a posse de Barack Obama, a Marcha pela Vida reuniu mais de 600 mil pessoas na capital americana para reivindicar o fim do aborto e opor-se às medidas antinatalistas do então presidente democrata. Neste ano, o evento contou com a participação do atual vice-presidente, Mike Pence, e de outros membros do governo republicano. "A vida está vencendo outra vez nos Estados Unidos", comemorou Pence durante seu discurso, fazendo referência à medida assinada por Trump, que pôs fim ao financiamento de ONGs pró-aborto no exterior.

A influência da Marcha pela Vida sobre a cultura americana é reconhecida pelos próprios defensores do aborto. Em 2010, a feminista Nancy Keenan declarou seu espanto acerca da quantidade de jovens presentes na edição da marcha daquele ano, que reuniu 400 mil pessoas: "Eu apenas pensei, meu Deus, eles são tão jovens… há tantos deles e são tão jovens". A Revista Time, por sua vez, publicou uma longa reportagem no aniversário de 40 anos da lei "Roe vs Wade", analisando como os ativistas pró-aborto têm regredido desde 1973: "Conseguir um aborto na América é, em alguns lugares, mais difícil hoje do que em qualquer lugar desde que se tornou um direito constitucionalmente protegido 40 anos atrás".

É claro, portanto, que a Marcha das Mulheres está longe de representar a "alma feminina", como tentaram vender os jornais. Contra fatos não há fake news. Mesmo a enorme campanha midiática e o financiamento das ONGs pró-aborto nos últimos 44 anos não puderam conter o apelo natural e espontâneo da mensagem da Marcha pela Vida. Trata-se do que disse a atual presidente do movimento, Jeanne Mancini: "Ser pró-vida é ser pró-mulher". Essa é a verdadeira "alma feminina".

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Ele substituiu o Natal pelo aniversário da própria avó

Ele é ninguém menos que Kim Jong Un, o ditador comunista da Coreia do Norte que, vendo o seu poderio ameaçado pelo nascimento de Cristo, ordenou que todos os seus súditos O substituíssem pelo “deus” da revolução.

Por que nos referirmos a fatos do passado para mostrar o ódio dos poderosos deste mundo ao presépio de Belém? Não é necessário voltar até Herodes, nem falar dos puritanos proibindo o Natal nos Estados Unidos. Um jornal reporta que o ditador comunista da Coreia do Norte, Kim Jong Un, decidiu banir oficialmente a tradicionalíssima celebração cristã, substituindo-a por nada menos que… o aniversário de sua avó.

Eis a informação traduzida, tal como a recolhemos de New York Post:

Kim Jong Un é o novo "Grinch" que roubou o Natal. O atarracado tirano da Coreia do Norte quer que os poucos cristãos, que vivem como eremitas no país, espalhem alegria apenas para celebrar a sua avó, Kim Jong Suk — não o nascimento de Jesus. Jong Suk — que nasceu na Vigília de Natal, em 1919 — era uma guerrilheira antinipônica e ativista comunista, mulher do primeiro ditador da Coreia do Norte, Kim Il Sung, e mãe do último líder do país, Kim Jong Il. Muitos prestam tributo à "Sagrada Mãe da Revolução", que morreu sob condições misteriosas em 1949, visitando o seu túmulo.

O excêntrico ditador é tão obcecado em banir o Natal a ponto de se ter inquietado, em 2014, quando descobriu que a Coreia do Sul planejava erigir uma grande árvore de Natal ao longo da fronteira entre os dois países. Em meio a ameaças de uma guerra total, a árvore nunca foi colocada.

Apesar da aversão de Kim por árvores natalinas, elas podem ser encontradas na capital Pyongyang — especialmente em lojas de luxo e restaurantes —, sendo largamente despojadas, todavia, de símbolos religiosos. Pyongyang costumava ter mais cristãos que qualquer outra cidade na Coreia — chegando a ter inclusive um bispo católico. Tudo isso mudou no início dos anos 1950, quando as autoridades reprimiram todas as atividades cristãs no país.

Grupos ligados aos direitos humanos estimam que haja entre 50 e 70 mil cristãos aprisionados em campos de concentração simplesmente por causa de sua fé.

A notícia dispensa comentários mais elaborados. Trata-se de um exemplo concreto (mais um) de como, na prática, não existem "ateus", mas idólatras. O ser humano é, em essência, um adorador: se não se prostra diante do Deus verdadeiro, sempre cuida de ajustar para si um ou outro ídolo, mais ou menos sofisticado, para (tentar) satisfazer o seu anseio de transcendência. O mesmo se repete, em escala maior, com as coletividades e as sociedades civis como um todo. Na Coreia do Norte, a festa do Natal não foi substituída por nada, não foi simplesmente abolida por razões de "laicidade do Estado" ou coisa parecida; em seu lugar, foi instituída uma nova cerimônia "religiosa", criou-se o culto à "Sagrada Mãe da Revolução".

Verdadeiramente, "quando se deixa de acreditar em Deus", já dizia o escritor britânico G. K. Chesterton, "passa-se a acreditar em qualquer coisa". A isenção e a indiferença em matéria religiosa conduzem fatalmente à divinização das coisas deste mundo, à idolatria do prazer, das riquezas e das outras coisas criadas (dentre elas, o homem e o próprio Estado). Ninguém se iluda pensando que, ao "livrar-se" de uma confissão de fé e proclamar a sua "independência" de Deus, poderá erradicar ou diminuir a verdade religiosa de seu ser. Vai muito difundida em nossa época a ideia de que um governo ideal seria um absolutamente livre de qualquer ingerência religiosa, como se fosse possível abolir dos corações de quem governa a submissão a Deus e as suas convicções de fé. O Congresso brasileiro, por exemplo, é frequentemente criticado pelos paladinos do "Estado laico", por estar repleto de cristãos "fundamentalistas" que gostariam de submeter as leis de nosso país, eles dizem, à regra da Bíblia.

É preciso responder a esses ataques dizendo, em primeiro lugar, que o sistema religioso no qual poder civil e espiritual sempre se confundem não é o Cristianismo, mas o Islã. A religião fundada por Cristo foi orientada, desde o começo, pelo princípio basilar de que César não é um "deus", nem Deus, tendo vindo ao mundo, teve a pretensão de ser um César. O mesmo não se pode dizer das hordas árabes que, encabeçadas por Maomé, dominaram militarmente em questão de um século todo o norte da África e puseram os pés em território europeu. Quem quer que se detenha a estudar a história das duas religiões, perceberá que não, definitivamente, não é verdade que "todas as religiões são a mesma coisa". Saiam de uma vez do discurso corrente e procurem conhecer os fatos históricos.

Em segundo lugar, não é verdade que os cristãos querem ver o Brasil regido pelas Sagradas Escrituras, até porque não é essa a finalidade dos livros inspirados de nossa religião. Nas páginas da Bíblia está contida a história da revelação de Deus através dos tempos, não um manual legal para ser aplicado ipsis litteris na vida das nações. Os pecados de que falam o Antigo e o Novo Testamento, ao mesmo tempo, tampouco devem ser transformados todos em crimes pelos ordenamentos civis. Não é nada razoável que as coisas sejam deste modo porque, como já dito, a César se dá o que é de César, a Deus o que é de Deus (cf. Mt 22, 21): a submissão que devemos à autoridade divina supera em todos os sentidos aquela que devemos às legítimas autoridades humanas.

Em terceiro lugar, cumpre dizer que é essa mesmíssima lição, extraída dos ensinamentos de Nosso Senhor e repassada ao longo dos séculos pela Igreja, a responsável por impor verdadeiros limites aos poderes deste mundo. É porque, quando Deus "deixa de existir", por assim dizer, tudo se torna permitido, para usar uma famosa expressão de Dostoiévski. Sem uma voz soberana transcendente a reger os homens, as vozes dos monarcas deste mundo se tornam a última e definitiva palavra; são os seus caprichos e gostos pessoais que passam a valer, muitas vezes em detrimento da própria realidade das coisas. Os regimes totalitários que mandaram multidões a campos de concentração no século passado são prova contundente dessa verdade. Assim como o déspota que quer ver todo um povo substituindo o nascimento de Deus feito homem pela veneração da própria avó.

Ter pessoas de fé religiosa na vida pública não é o problema, portanto, mas a solução. São essas pessoas, zelosas pela lei natural e inspiradas pelos valores do Evangelho, que nos irão livrar da "ditadura laica" e ateísta que já acontece em muitos lugares do mundo, dentre os quais a Coreia do Norte. São os cristãos na vida pública que, tais como fermentos na massa, manterão o Natal em nossos calendários e a sanidade em nossas legislações, a despeito dos tiranetes vermelhos que ainda hoje desejam, seguindo os passos do sanguinário rei Herodes, tomar o lugar de Deus.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Estado Islâmico mata 25 em ataque a igreja no Egito

O atentado aconteceu durante a celebração da missa, em um templo ortodoxo copta, no centro do Cairo. O Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque e prometeu “continuar a sua guerra contra os apóstatas”.

A notícia é da semana passada, mas vale a pena deixar o registro: no último dia 11 de dezembro, um atentado perpetrado pelo Estado Islâmico matou 25 cristãos em um templo copta do Cairo, capital do Egito. Trata-se de "um dos piores ataques contra os cristãos, que são minoria, na história recente do país", de acordo com o jornal The New York Times.

A missa dominical, celebrada pela manhã, estava terminando em uma capela próxima à Catedral de São Marcos, sede da antiquíssima Igreja Ortodoxa Copta, quando Magdy Ramzy, de 59 anos, disse que houve, repentinamente, "uma explosão devastadora como eu nunca tinha ouvido antes".

A explosão atravessou toda a capela no complexo da catedral, no centro do Cairo, matando 25 pessoas e ferindo outras 49, sendo a maioria mulheres e crianças. "Era como se o mundo tivesse ficado de ponta-cabeça", disse Ramzy, que ficou levemente ferido pelos estilhaços. Ele saiu rapidamente à procura de sua esposa, Sabah Wadie, mas veio a descobrir, depois, que ela havia sido morta, e sua nora e três netos seus ficaram feridos. "Esse é um daqueles atos de terror que costumávamos assistir na televisão. Agora, nós os estamos vendo com nossos próprios olhos", declarou.

O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu na terça-feira, dia 13, a autoria do atentado e prometeu "continuar a sua guerra contra os apóstatas".

A fotografia acima, de uma religiosa chorando, foi tirada no interior da catedral do Cairo e publicada no site do jornal El País.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Milagre de São Januário não se repete na Itália

O sangue do santo padroeiro de Nápoles normalmente se liquefaz no dia 16 de dezembro. Mas não desta vez.

Não se repetiu, em Nápoles, na Itália, o milagre de São Januário. Às 19h15min (horário local) de ontem, a ampola foi recolocada no relicário que a custodia, e a Capela do Tesouro de São Januário, na Catedral, foi fechada. No dia do considerado "milagre laico" — no qual se recorda a erupção do Vesúvio, de 16 de dezembro de 1631, quando o santo impediu que as lavas do vulcão entrassem na cidade —, não se liquefez o sangue do Santo Padroeiro.

Venerado desde o século V, o milagre da liquefação de seu sangue é documentado desde os anos 1400, acontecendo, desde então, periodicamente. Três datas são especiais para o fenômeno: 19 de setembro, festa de São Januário, 16 de dezembro, dia em que Nápoles foi preservada do referido desastre por intermédio do santo, e o sábado anterior ao primeiro domingo de maio, que é o aniversário da primeira transladação de seu corpo.

A falta do milagre sempre esteve ligada a momentos nefastos da história da cidade: em setembro de 1939 e 1940, datas do início da Segunda Guerra Mundial e da entrada da Itália na guerra; em setembro de 1943, durante o início da ocupação nazista; em 1973, quando Nápoles foi atingida por uma epidemia de cólera; e, em 1980, por fim, ano em que se deu um terremoto de alta magnitude em Irpínia.

É tempo de fazer penitência, como nos recorda a revelação de Fátima, prestes a completar 100 anos. Dobremos os nossos joelhos em oração e imploremos a misericórdia de Deus por nós e pelo mundo inteiro.

Fonte: La Stampa | Tradução e adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere

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Cidade retomada por cristãos no Iraque ficou dois anos sem Missa

“Depois de dois anos e três meses de exílio, celebramos a Eucaristia na Catedral que os jihadistas quiseram destruir”, disse com satisfação o arcebispo sírio-católico de Mossul.

A notícia está perto de completar um mês, mas, mesmo assim, vale a pena deixar registrado que os sinos de uma igreja católica voltaram a repicar na cidade iraquiana de Qaraqosh, retomada das mãos do Estado Islâmico na segunda metade de outubro. Para se ter uma ideia da importância dessa conquista, é preciso considerar a proximidade entre Qaraqosh e Mossul, separadas por pouco mais de 30 quilômetros de distância — Mossul que, como se sabe, é considerada até o momento a "capital" dos jihadistas no Iraque.

Nesta que é a segunda maior cidade do país, não restou praticamente nenhuma família cristã. Em 2014, os muros de suas casas foram pichados com uma letra do alfabeto árabe, equivalente ao nosso "n", em referência a Jesus, o Nazareno. Aos seus proprietários três opções eram oferecidas: converter-se ao islamismo, pagar um imposto religioso ou morrer pelo fio da espada. A maioria arriscou o exílio.

No dia 30 de outubro, no entanto, os cristãos que ainda restam na região celebraram uma verdadeira vitória em Qaraqosh: a de rezar, em meio a paredes queimadas e um altar em ruínas, o santo sacrifício da Missa. A catedral em que os fiéis se reuniram é dedicada à Imaculada Conceição e a liturgia dominical foi presidida pelo arcebispo sírio-católico de Mossul, Yohanna Petros Mouche. "Depois de dois anos e três meses de exílio, celebramos a Eucaristia na Catedral que os jihadistas quiseram destruir", afirmou o prelado, em verdadeira ação de graças.

As fotos tiradas na ocasião já circularam por toda a Internet e dispensam comentários. De qualquer modo, uma breve reflexão se faz necessária. Ao vermos com que alegria esses homens celebram a santa liturgia, arriscando para isso as suas próprias vidas, é inevitável pensarmos na falta de consideração, no desleixo e na preguiça com que tantas vezes tratamos o mistério eucarístico em nossas vidas. Enquanto a fé cristã se tornou, no Oriente Médio, questão de vida ou morte, o Ocidente está paralisado pela incredulidade, pelo afastamento de Deus, pela inércia. Temos tempo para tudo, menos para participarmos da Santa Missa; tempo para todo tipo de lazeres, menos para rezar. E ainda queremos arranjar desculpas para a nossa falta de compromisso!

É duro dizer isto, mas felizes são os cristãos do Iraque e da Síria! Sim, verdadeiramente bem-aventurados são eles (cf. Mt 5, 4. 10), porque, embora muitas de suas igrejas estejam em ruínas, suas almas estão em Deus, Aquele que constitui o único tesouro que devemos preocupar-nos em acumular. Enquanto isso, nossos templos, que parecem intactos, conservam de pé apenas a sua fachada, tal como a Basílica de São Bento em Núrsia, na Itália, recentemente atingida por um forte terremoto. Grande sinal é a ruína dessa igreja, devastada não por artifícios humanos, mas pelas mãos do próprio Deus — Ele que fala pelos acontecimentos da história e que realmente castiga, porque nos ama e deseja a nossa conversão. Oxalá ouvíssemos hoje a sua voz (cf. Sl 94, 8) e transformássemos os nossos corações em verdadeiros templos onde habitam a Santíssima Trindade!

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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A vida do bem-aventurado Papa São João Paulo II

Assista ao filme "Karol, o homem que se tornou Papa" e conheça a história do homem que teve a coragem de enfrentar os desafios de seu tempo, pautando-se numa total entrega à Virgem Maria.

Há onze anos, partia para a sua páscoa eterna o Santo Padre, o Papa João Paulo II. Aquele que durante mais de 25 anos governou a Igreja e ensinou aos católicos, sobretudo aos mais jovens, que não se pode ter medo de abrir, ou melhor, escancarar as portas para Cristo. O seu carisma, a sua simplicidade e fortaleza são até hoje lembrados por muitos e muitos devotos que tiveram a graça de vivenciar o pontificado deste grande homem de Deus.

Às vésperas deste dia 22 de outubro, quando comemoramos a memória litúrgica desse grande homem, o site Padre Paulo Ricardo gostaria de convidar todos os amigos para assistirem ao filme "Karol, o homem que se tornou Papa" e assim conhecerem um pouco mais a história do amado João de Deus:

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“Missa negra” em Oklahoma revolta e mobiliza cristãos ao redor do mundo

Sob o pretexto de uma falsa “liberdade religiosa”, os adoradores de Satanás estão ganhando até espaço público para realizar as suas cerimônias macabras. Como fomos capazes, enquanto sociedade, de chegar a esse ponto?

Os cristãos do estado norte-americano de Oklahoma estão revoltados.

No próximo dia 15 de agosto, será realizada, em um espaço público da cidade de Oklahoma, capital do estado, mais uma cerimônia satânica. Trata-se de uma "missa negra", seguida de um ritual a que o grupo satânico Dakhma of Angra Mainyu Syndicate deu o nome de "consunção de Maria". A palavra "consunção", para quem não sabe, vem do verbo "consumir". O evento blasfemo tem a clara intenção de escarnecer, portanto, da solenidade que os católicos celebram nesse mesmo dia 15: a Assunção de Nossa Senhora.

O nome do grupo que organiza o evento revela bem a sua identidade: misturando elementos do zoroastrismo, a estranha expressão poderia ser traduzida como "Torre do Silêncio do Conselho de Arimã", sendo Arimã uma divindade pagã persa representativa das trevas.

Foi usando justamente o disfarce de uma "religião" — eles se denominam uma "igreja" — que os satanistas de Oklahoma conseguiram da administração local a permissão para realizarem seus rituais macabros no interior do teatro Civic Center Music Hall. Os dados do evento estão inclusive no site do centro artístico na Internet e qualquer um pode comprar bilhetes para tomar parte no (que eles chamam de) show.

Como não fosse suficiente, esta não é exatamente a primeira vez que algo do tipo acontece na cidade de Oklahoma. Em setembro de 2014, o mesmo grupo satânico realizou uma "missa negra", no mesmo local e novamente com o apoio do governo. Uma reportagem feita à época explica que o rito seria adaptado "para atender às leis", de acordo com o líder do bando, Adam Daniels. Ele disse — aos mais sensíveis, recomendamos que pulem o negrito — que, quando conduz a mesma cerimônia privadamente, esta envolve elementos como "sexo, urina e nudez".

O propósito de uma "missa negra", segundo Daniels, é "desprogramar das pessoas a influência da Igreja e do Cristianismo". Para tanto, eles usam alguns livros de ocultismo, músicas de rock (o rito de 2014, por exemplo, começava com músicas de uma banda local) e "exorcismos ao contrário" a fim de "expulsar o Espírito Santo de uma pessoa". Cerimônias assim também estão quase sempre vinculadas a profanações eucarísticas: pessoas que roubam as espécies consagradas durante a celebração de uma verdadeira Missa para realizar sacrilégios. O próprio Adam Daniels, protagonista do fato que agora reportamos, tinha sido processado em 2014 pela Arquidiocese de Oklahoma, por manter em sua posse uma Hóstia consagrada.

Na mesma ocasião, ainda há dois anos, um padre exorcista da diocese de Tulsa, a 170 quilômetros da capital, diagnosticou com precisão o que estava por trás do crescimento da atividade demoníaca não só nos Estados Unidos, mas no mundo de forma geral. Em entrevista, o sacerdote atribuía o fenômeno à nossa "sociedade cada vez mais secularizada, que se voltou para tabuleiros de ouija, bruxarias, astrologia, adivinhação e outras práticas ocultas", todas as quais "abrem as portas para o demoníaco".

"Há muito disso agora", ele disse. "À medida que as pessoas vão deixando de ir à igreja, essas coisas vão acontecendo."

Palavras simples as desse padre, mas de um profundo conhecimento da alma humana. Embora os ateus e secularistas se recusem a admitir, o ser humano é essencial e inevitavelmente religioso. Ao virem o esvaziamento geral das igrejas cristãs e o desenvolvimento frenético da ciência e da tecnologia, foram muitos os autointitulados "especialistas" que "profetizaram" a extinção próxima de todas as religiões. Eles acreditavam que era questão de poucas décadas (talvez anos) para que todo o mundo se tornasse ateu ou avesso a qualquer forma de religião. Hoje, no entanto, diante da ameaça islâmica, até quem não acredita em Deus está começando a repensar suas previsões.

O quadro do mundo hoje não deixa dúvidas: os "profetas" do materialismo falharam miseravelmente. Os homens não deixarão jamais de se ajoelharem diante de Deus.

O grande problema é quando os seres humanos começam a adorar deuses falsos — e é esse o drama que vive não só Oklahoma, mas o mundo inteiro. Quando "as pessoas vão deixando de ir à igreja, essas coisas vão acontecendo". Quando os indivíduos, as famílias, as empresas e os Estados deixam de adorar o verdadeiro Deus, deuses novos vão surgindo e sendo postos em seu lugar. Hoje, em Oklahoma, o que legitima o satanismo às claras é a cantilena da falsa "liberdade religiosa". Porque, afinal, se todas as religiões são boas e estão no mesmo nível, como o homem moderno adora repetir, seria "injusto" e até "discriminatório" não dar espaço também aos satanistas. Se, como dizem, não há bem nem mal, cada um decide o que é bom para si e o quer fazer de sua vida, tudo é relativo — menos, é claro, o dogma da liberdade irrestrita e irrefreável, que é absoluto —, por que não conceder aos adoradores do diabo um espaço para suas cerimônias?

Por essas e outras, é urgente que redescubramos o verdadeiro sentido da expressão "liberdade religiosa", tal como a Igreja sempre a entendeu e fez questão de repetir no Concílio Vaticano II: longe de significar uma autorização para que os seres humanos cultuem o que lhes der na telha — ideia contrária ao direito divino, de onde provém toda e qualquer lei autêntica —, ser livre nessa matéria significa que "todos os homens devem estar livres de coação, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos sociais ou qualquer autoridade humana" [1]. Os seres humanos "de nenhuma maneira devem ser forçados a crer, já que crer é ato da vontade" [2], como ensina Santo Tomás.

"Por sua parte", todavia — advertem os mesmos padres conciliares —, "todos os homens têm o dever de buscar a verdade, sobretudo no que diz respeito a Deus e à sua Igreja e, uma vez conhecida, de a abraçar e guardar". Com isso, permanece íntegra "a doutrina católica tradicional acerca do dever moral que os homens e as sociedades têm para com a verdadeira religião e a única Igreja de Cristo" [3].

Ouçamos, ainda a esse respeito, o que ensina o Papa Leão XIII em sua imortal encíclica "sobre a constituição cristã dos Estados":

"A liberdade, esse elemento de perfeição para o homem, deve aplicar-se ao que é verdadeiro e ao que é bom. Ora, a essência do bem e da verdade não pode mudar à vontade do homem, mas persiste sempre a mesma, e não menos imutável que a própria natureza das coisas. Se a inteligência adere a opiniões falsas, se a vontade escolhe o mal e a ele se apega, nem uma nem outra atinge sua perfeição, ambas decaem da sua dignidade nativa e corrompem-se. Não é, pois, permitido publicar e expor aos olhos dos homens o que é contrário à virtude e à verdade, e muito menos ainda pôr essa licença sob a tutela e proteção das leis. Não há senão um caminho para chegar ao céu, para o qual todos nós tendemos: é a vida exemplar. O Estado afasta-se, pois, das regras e prescrições da natureza se favorece a licença das opiniões e das ações culposas a ponto de se poderem impunemente desviar os espíritos da verdade e as almas da virtude." [4]

Essas palavras talvez soem um pouco "autoritárias" para o homem contemporâneo, acostumado às liberdades irrestritas de todo gênero. Esse argumento, porém, é o único coerente para barrar o culto público do mal, da feiúra e da mentira, que é o satanismo. Enquanto não voltarmos a entender, como o homem medieval compreendia, que a liberdade tem as suas balizas, continuaremos a resvalar cada vez mais para o abismo — se é que já não chegamos ao fundo dele.

Pensemos sinceramente nisso e unamo-nos em oração, desagravo e ação efetiva aos cristãos de Oklahoma, que estão organizando uma petição eletrônica para impedir esse tremendo ultraje de acontecer. O abaixo-assinado será endereçado, antes do dia 15, ao centro de eventos de Oklahoma, bem como às autoridades locais. A petição é de autoria da TFP dos Estados Unidos e pode ser assinada aqui.

Das ciladas do demônio,
livrai-nos, Senhor!

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Concílio Vaticano II, Declaração Dignitatis Humanae (7 de dezembro de 1965), n. 2.
  2. Suma Teológica, II-II, q. 10, a. 8.
  3. Concílio Vaticano II, Declaração Dignitatis Humanae (7 de dezembro de 1965), n. 1.
  4. Papa Leão XIII, Carta Encíclica Immortale Dei (1.º de novembro de 1885), n. 38.

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Reveladas últimas palavras do padre degolado por terroristas na França

Durante o funeral do padre francês Jacques Hamel, assassinado pelo Estado Islâmico há uma semana, o bispo de Rouen tornou públicas as palavras finais que pronunciou o sacerdote, antes de ser martirizado.

O arcebispo de Rouen, na França, Dominique Lebrun, celebrou uma Missa solene nesta terça-feira, dia 2 de agosto, em memória do padre Jacques Hamel, degolado há uma semana por dois terroristas do Estado Islâmico.

Durante a cerimônia, os fiéis presentes foram agraciados com a revelação das últimas palavras que o sacerdote disse a seus assassinos, enquanto, deitado no chão, tentava afastá-los com os pés. Antes que os agressores o degolassem sobre o altar da igreja, o padre de 86 anos ordenou: " Va-t'en, Satan!", que quer dizer: "Afasta-te, Satanás!".

Centenas de padres, bispos e leigos lotaram a imponente Catedral de Rouen durante a cerimônia. Foi no momento da homilia que o bispo tornou públicas as palavras finais de Jacques antes da morte:

"O mal é um mistério, e ele atinge sumos de horror que nos fazem sair do humano. Não foi o que tu quiseste dizer, Jacques, com tuas últimas palavras? Caído ao chão depois dos primeiros golpes do cutelo, tu tentaste repelir teus agressores com os pés, e disseste: 'Afasta-te, Satanás'. E repetiste: 'Afasta-te, Satanás'."

Hoje, 4 de agosto, providencialmente, a mesma França que acolheu o sacrifício do padre Jacques Hamel celebra a memória do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney. Peçamos a sua intercessão, neste dia, pelos sacerdotes do mundo inteiro, para que sejam fiéis à sua missão e vivam no dia a dia o martírio reservado aos que amam ao único e verdadeiro Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo.

São João Maria Vianney,
rogai por nós!

Com informações de The Blaze | Por Equipe Christo Nihil Praeponere