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Cidade retomada por cristãos no Iraque ficou dois anos sem Missa

“Depois de dois anos e três meses de exílio, celebramos a Eucaristia na Catedral que os jihadistas quiseram destruir”, disse com satisfação o arcebispo sírio-católico de Mossul.

A notícia está perto de completar um mês, mas, mesmo assim, vale a pena deixar registrado que os sinos de uma igreja católica voltaram a repicar na cidade iraquiana de Qaraqosh, retomada das mãos do Estado Islâmico na segunda metade de outubro. Para se ter uma ideia da importância dessa conquista, é preciso considerar a proximidade entre Qaraqosh e Mossul, separadas por pouco mais de 30 quilômetros de distância — Mossul que, como se sabe, é considerada até o momento a "capital" dos jihadistas no Iraque.

Nesta que é a segunda maior cidade do país, não restou praticamente nenhuma família cristã. Em 2014, os muros de suas casas foram pichados com uma letra do alfabeto árabe, equivalente ao nosso "n", em referência a Jesus, o Nazareno. Aos seus proprietários três opções eram oferecidas: converter-se ao islamismo, pagar um imposto religioso ou morrer pelo fio da espada. A maioria arriscou o exílio.

No dia 30 de outubro, no entanto, os cristãos que ainda restam na região celebraram uma verdadeira vitória em Qaraqosh: a de rezar, em meio a paredes queimadas e um altar em ruínas, o santo sacrifício da Missa. A catedral em que os fiéis se reuniram é dedicada à Imaculada Conceição e a liturgia dominical foi presidida pelo arcebispo sírio-católico de Mossul, Yohanna Petros Mouche. "Depois de dois anos e três meses de exílio, celebramos a Eucaristia na Catedral que os jihadistas quiseram destruir", afirmou o prelado, em verdadeira ação de graças.

As fotos tiradas na ocasião já circularam por toda a Internet e dispensam comentários. De qualquer modo, uma breve reflexão se faz necessária. Ao vermos com que alegria esses homens celebram a santa liturgia, arriscando para isso as suas próprias vidas, é inevitável pensarmos na falta de consideração, no desleixo e na preguiça com que tantas vezes tratamos o mistério eucarístico em nossas vidas. Enquanto a fé cristã se tornou, no Oriente Médio, questão de vida ou morte, o Ocidente está paralisado pela incredulidade, pelo afastamento de Deus, pela inércia. Temos tempo para tudo, menos para participarmos da Santa Missa; tempo para todo tipo de lazeres, menos para rezar. E ainda queremos arranjar desculpas para a nossa falta de compromisso!

É duro dizer isto, mas felizes são os cristãos do Iraque e da Síria! Sim, verdadeiramente bem-aventurados são eles (cf. Mt 5, 4. 10), porque, embora muitas de suas igrejas estejam em ruínas, suas almas estão em Deus, Aquele que constitui o único tesouro que devemos preocupar-nos em acumular. Enquanto isso, nossos templos, que parecem intactos, conservam de pé apenas a sua fachada, tal como a Basílica de São Bento em Núrsia, na Itália, recentemente atingida por um forte terremoto. Grande sinal é a ruína dessa igreja, devastada não por artifícios humanos, mas pelas mãos do próprio Deus — Ele que fala pelos acontecimentos da história e que realmente castiga, porque nos ama e deseja a nossa conversão. Oxalá ouvíssemos hoje a sua voz (cf. Sl 94, 8) e transformássemos os nossos corações em verdadeiros templos onde habitam a Santíssima Trindade!

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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A vida do bem-aventurado Papa São João Paulo II

Assista ao filme "Karol, o homem que se tornou Papa" e conheça a história do homem que teve a coragem de enfrentar os desafios de seu tempo, pautando-se numa total entrega à Virgem Maria.

Há onze anos, partia para a sua páscoa eterna o Santo Padre, o Papa João Paulo II. Aquele que durante mais de 25 anos governou a Igreja e ensinou aos católicos, sobretudo aos mais jovens, que não se pode ter medo de abrir, ou melhor, escancarar as portas para Cristo. O seu carisma, a sua simplicidade e fortaleza são até hoje lembrados por muitos e muitos devotos que tiveram a graça de vivenciar o pontificado deste grande homem de Deus.

Às vésperas deste dia 22 de outubro, quando comemoramos a memória litúrgica desse grande homem, o site Padre Paulo Ricardo gostaria de convidar todos os amigos para assistirem ao filme "Karol, o homem que se tornou Papa" e assim conhecerem um pouco mais a história do amado João de Deus:

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“Missa negra” em Oklahoma revolta e mobiliza cristãos ao redor do mundo

Sob o pretexto de uma falsa “liberdade religiosa”, os adoradores de Satanás estão ganhando até espaço público para realizar as suas cerimônias macabras. Como fomos capazes, enquanto sociedade, de chegar a esse ponto?

Os cristãos do estado norte-americano de Oklahoma estão revoltados.

No próximo dia 15 de agosto, será realizada, em um espaço público da cidade de Oklahoma, capital do estado, mais uma cerimônia satânica. Trata-se de uma "missa negra", seguida de um ritual a que o grupo satânico Dakhma of Angra Mainyu Syndicate deu o nome de "consunção de Maria". A palavra "consunção", para quem não sabe, vem do verbo "consumir". O evento blasfemo tem a clara intenção de escarnecer, portanto, da solenidade que os católicos celebram nesse mesmo dia 15: a Assunção de Nossa Senhora.

O nome do grupo que organiza o evento revela bem a sua identidade: misturando elementos do zoroastrismo, a estranha expressão poderia ser traduzida como "Torre do Silêncio do Conselho de Arimã", sendo Arimã uma divindade pagã persa representativa das trevas.

Foi usando justamente o disfarce de uma "religião" — eles se denominam uma "igreja" — que os satanistas de Oklahoma conseguiram da administração local a permissão para realizarem seus rituais macabros no interior do teatro Civic Center Music Hall. Os dados do evento estão inclusive no site do centro artístico na Internet e qualquer um pode comprar bilhetes para tomar parte no (que eles chamam de) show.

Como não fosse suficiente, esta não é exatamente a primeira vez que algo do tipo acontece na cidade de Oklahoma. Em setembro de 2014, o mesmo grupo satânico realizou uma "missa negra", no mesmo local e novamente com o apoio do governo. Uma reportagem feita à época explica que o rito seria adaptado "para atender às leis", de acordo com o líder do bando, Adam Daniels. Ele disse — aos mais sensíveis, recomendamos que pulem o negrito — que, quando conduz a mesma cerimônia privadamente, esta envolve elementos como "sexo, urina e nudez".

O propósito de uma "missa negra", segundo Daniels, é "desprogramar das pessoas a influência da Igreja e do Cristianismo". Para tanto, eles usam alguns livros de ocultismo, músicas de rock (o rito de 2014, por exemplo, começava com músicas de uma banda local) e "exorcismos ao contrário" a fim de "expulsar o Espírito Santo de uma pessoa". Cerimônias assim também estão quase sempre vinculadas a profanações eucarísticas: pessoas que roubam as espécies consagradas durante a celebração de uma verdadeira Missa para realizar sacrilégios. O próprio Adam Daniels, protagonista do fato que agora reportamos, tinha sido processado em 2014 pela Arquidiocese de Oklahoma, por manter em sua posse uma Hóstia consagrada.

Na mesma ocasião, ainda há dois anos, um padre exorcista da diocese de Tulsa, a 170 quilômetros da capital, diagnosticou com precisão o que estava por trás do crescimento da atividade demoníaca não só nos Estados Unidos, mas no mundo de forma geral. Em entrevista, o sacerdote atribuía o fenômeno à nossa "sociedade cada vez mais secularizada, que se voltou para tabuleiros de ouija, bruxarias, astrologia, adivinhação e outras práticas ocultas", todas as quais "abrem as portas para o demoníaco".

"Há muito disso agora", ele disse. "À medida que as pessoas vão deixando de ir à igreja, essas coisas vão acontecendo."

Palavras simples as desse padre, mas de um profundo conhecimento da alma humana. Embora os ateus e secularistas se recusem a admitir, o ser humano é essencial e inevitavelmente religioso. Ao virem o esvaziamento geral das igrejas cristãs e o desenvolvimento frenético da ciência e da tecnologia, foram muitos os autointitulados "especialistas" que "profetizaram" a extinção próxima de todas as religiões. Eles acreditavam que era questão de poucas décadas (talvez anos) para que todo o mundo se tornasse ateu ou avesso a qualquer forma de religião. Hoje, no entanto, diante da ameaça islâmica, até quem não acredita em Deus está começando a repensar suas previsões.

O quadro do mundo hoje não deixa dúvidas: os "profetas" do materialismo falharam miseravelmente. Os homens não deixarão jamais de se ajoelharem diante de Deus.

O grande problema é quando os seres humanos começam a adorar deuses falsos — e é esse o drama que vive não só Oklahoma, mas o mundo inteiro. Quando "as pessoas vão deixando de ir à igreja, essas coisas vão acontecendo". Quando os indivíduos, as famílias, as empresas e os Estados deixam de adorar o verdadeiro Deus, deuses novos vão surgindo e sendo postos em seu lugar. Hoje, em Oklahoma, o que legitima o satanismo às claras é a cantilena da falsa "liberdade religiosa". Porque, afinal, se todas as religiões são boas e estão no mesmo nível, como o homem moderno adora repetir, seria "injusto" e até "discriminatório" não dar espaço também aos satanistas. Se, como dizem, não há bem nem mal, cada um decide o que é bom para si e o quer fazer de sua vida, tudo é relativo — menos, é claro, o dogma da liberdade irrestrita e irrefreável, que é absoluto —, por que não conceder aos adoradores do diabo um espaço para suas cerimônias?

Por essas e outras, é urgente que redescubramos o verdadeiro sentido da expressão "liberdade religiosa", tal como a Igreja sempre a entendeu e fez questão de repetir no Concílio Vaticano II: longe de significar uma autorização para que os seres humanos cultuem o que lhes der na telha — ideia contrária ao direito divino, de onde provém toda e qualquer lei autêntica —, ser livre nessa matéria significa que "todos os homens devem estar livres de coação, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos sociais ou qualquer autoridade humana" [1]. Os seres humanos "de nenhuma maneira devem ser forçados a crer, já que crer é ato da vontade" [2], como ensina Santo Tomás.

"Por sua parte", todavia — advertem os mesmos padres conciliares —, "todos os homens têm o dever de buscar a verdade, sobretudo no que diz respeito a Deus e à sua Igreja e, uma vez conhecida, de a abraçar e guardar". Com isso, permanece íntegra "a doutrina católica tradicional acerca do dever moral que os homens e as sociedades têm para com a verdadeira religião e a única Igreja de Cristo" [3].

Ouçamos, ainda a esse respeito, o que ensina o Papa Leão XIII em sua imortal encíclica "sobre a constituição cristã dos Estados":

"A liberdade, esse elemento de perfeição para o homem, deve aplicar-se ao que é verdadeiro e ao que é bom. Ora, a essência do bem e da verdade não pode mudar à vontade do homem, mas persiste sempre a mesma, e não menos imutável que a própria natureza das coisas. Se a inteligência adere a opiniões falsas, se a vontade escolhe o mal e a ele se apega, nem uma nem outra atinge sua perfeição, ambas decaem da sua dignidade nativa e corrompem-se. Não é, pois, permitido publicar e expor aos olhos dos homens o que é contrário à virtude e à verdade, e muito menos ainda pôr essa licença sob a tutela e proteção das leis. Não há senão um caminho para chegar ao céu, para o qual todos nós tendemos: é a vida exemplar. O Estado afasta-se, pois, das regras e prescrições da natureza se favorece a licença das opiniões e das ações culposas a ponto de se poderem impunemente desviar os espíritos da verdade e as almas da virtude." [4]

Essas palavras talvez soem um pouco "autoritárias" para o homem contemporâneo, acostumado às liberdades irrestritas de todo gênero. Esse argumento, porém, é o único coerente para barrar o culto público do mal, da feiúra e da mentira, que é o satanismo. Enquanto não voltarmos a entender, como o homem medieval compreendia, que a liberdade tem as suas balizas, continuaremos a resvalar cada vez mais para o abismo — se é que já não chegamos ao fundo dele.

Pensemos sinceramente nisso e unamo-nos em oração, desagravo e ação efetiva aos cristãos de Oklahoma, que estão organizando uma petição eletrônica para impedir esse tremendo ultraje de acontecer. O abaixo-assinado será endereçado, antes do dia 15, ao centro de eventos de Oklahoma, bem como às autoridades locais. A petição é de autoria da TFP dos Estados Unidos e pode ser assinada aqui.

Das ciladas do demônio,
livrai-nos, Senhor!

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Concílio Vaticano II, Declaração Dignitatis Humanae (7 de dezembro de 1965), n. 2.
  2. Suma Teológica, II-II, q. 10, a. 8.
  3. Concílio Vaticano II, Declaração Dignitatis Humanae (7 de dezembro de 1965), n. 1.
  4. Papa Leão XIII, Carta Encíclica Immortale Dei (1.º de novembro de 1885), n. 38.

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Reveladas últimas palavras do padre degolado por terroristas na França

Durante o funeral do padre francês Jacques Hamel, assassinado pelo Estado Islâmico há uma semana, o bispo de Rouen tornou públicas as palavras finais que pronunciou o sacerdote, antes de ser martirizado.

O arcebispo de Rouen, na França, Dominique Lebrun, celebrou uma Missa solene nesta terça-feira, dia 2 de agosto, em memória do padre Jacques Hamel, degolado há uma semana por dois terroristas do Estado Islâmico.

Durante a cerimônia, os fiéis presentes foram agraciados com a revelação das últimas palavras que o sacerdote disse a seus assassinos, enquanto, deitado no chão, tentava afastá-los com os pés. Antes que os agressores o degolassem sobre o altar da igreja, o padre de 86 anos ordenou: " Va-t'en, Satan!", que quer dizer: "Afasta-te, Satanás!".

Centenas de padres, bispos e leigos lotaram a imponente Catedral de Rouen durante a cerimônia. Foi no momento da homilia que o bispo tornou públicas as palavras finais de Jacques antes da morte:

"O mal é um mistério, e ele atinge sumos de horror que nos fazem sair do humano. Não foi o que tu quiseste dizer, Jacques, com tuas últimas palavras? Caído ao chão depois dos primeiros golpes do cutelo, tu tentaste repelir teus agressores com os pés, e disseste: 'Afasta-te, Satanás'. E repetiste: 'Afasta-te, Satanás'."

Hoje, 4 de agosto, providencialmente, a mesma França que acolheu o sacrifício do padre Jacques Hamel celebra a memória do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney. Peçamos a sua intercessão, neste dia, pelos sacerdotes do mundo inteiro, para que sejam fiéis à sua missão e vivam no dia a dia o martírio reservado aos que amam ao único e verdadeiro Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo.

São João Maria Vianney,
rogai por nós!

Com informações de The Blaze | Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Bispo iraquiano profetizou terrorismo na Europa

Depois que Mossul foi invadida pelo Estado Islâmico, não restou nenhum cristão na cidade para contar história. De seu exílio, porém, o bispo do lugar deixou um recado claríssimo para o Ocidente.

O assassinato brutal do padre francês Jacques Hamel, por dois agentes do Estado Islâmico, dentro de uma igreja católica e em pleno território europeu, acontecido no último dia 26 de julho, é ocasião propícia para recordamos um alerta que, dadas as circunstâncias em que nos encontramos hoje, tornou-se uma autêntica profecia.

O autor dela é o bispo católico Amel Shimoun Nona, responsável pela arquieparquia caldeia de Mossul, no Iraque. (Eparquias são as circunscrições eclesiásticas no Oriente, semelhantes ao que aqui chamamos de "dioceses". Os católicos caldeus rezam em outra língua, possuem uma tradição teológica e litúrgica diferente, mas estão unidos a Roma e pertencem plenamente à Igreja Católica.)

Há pouco menos de 2 anos, esse prelado iraquiano foi exilado de sua de sua terra e perdeu sua igreja para os combatentes do Estado Islâmico (EI). Em Mossul, onde ele é bispo, não há mais cristãos. Os poucos que ainda restavam fugiram todos, vítimas de perseguição religiosa.

Após a tomada de Mossul pelo EI, o jornal italiano Corriere della Sera entrevistou o bispo Amel Nona, exilado em Arbil, a 87 quilômetros de Mossul, e recebeu dele a seguinte e impressionante declaração:

" Os nossos sofrimentos de hoje são o prelúdio daqueles que sofrereis vós, europeus e cristãos ocidentais, no futuro próximo.

[...]

Perdi a minha diocese. O lugar físico do meu apostolado foi ocupado por radicais islâmicos que nos querem ou convertidos ou mortos. Mas a minha comunidade ainda está viva.

[...]

Por favor, procurai compreender-nos. Vossos princípios liberais e democráticos aqui não têm valor algum. É preciso que reconsidereis nossa realidade no Oriente Médio, porque estais acolhendo em vossos países um número sempre crescente de muçulmanos. Também vós estais em perigo. Devei tomar decisões fortes e corajosas, ainda que para isso devais contradizer vossos princípios. Vós pensais que os homens são todos iguais, mas não é verdade. O Islã não diz que os homens são todos iguais. Os vossos valores não são os deles. Se não o compreenderdes a tempo, tornar-vos-eis vítimas do inimigo que acolhestes em vossa casa."

Não se trata exatamente do que está acontecendo na Europa nos últimos dias? Quantos ataques já não foram realizados por terroristas islâmicos de 2014 até hoje? Quantas vítimas já não foram feitas, desde o atentado de 11 de setembro, pelos mesmos motivos, pelos mesmos atores e com as mesmas justificativas? Até quando perdurará a inércia das autoridades políticas ocidentais, incapazes de reagir efetivamente à altura aos sérios ataques de um grupo que sequestra, estupra e mata cruel e covardemente quem quer que se oponha a seu projeto político e religioso de domínio mundial?

Rezemos e convertamo-nos, enquanto é tempo, atentos aos apelos incessantes de Jesus nos Evangelhos e aos chamados de sua mãe, a Virgem Maria. "Os tempos são maus", disse Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Mas ela também prometeu a Santa Catarina Labouré: "Quando tudo parecer perdido, lá eu estarei convosco". Se a perseguição e a guerra se abaterem sobre nós, aferrados a Jesus e Maria, nada perderemos.

Sede, ó dulcíssimo coração de Maria, a nossa salvação!

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Padre é degolado enquanto rezava Missa na França

O martírio do padre Jacques Hamel, de 84 anos, aconteceu esta manhã, em uma igreja da região da Normandia, norte da França. O Estado Islâmico já assumiu a autoria do ataque.

Aconteceu esta manhã, em uma igreja da cidade de Saint-Etienne-du-Rouvray, no norte da França:

Dois homens armados com facas fizeram reféns um padre, duas freiras e dois fiéis em uma igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, na região da Normandia, no norte da França, na manhã desta terça-feira (26). O padre de 84 anos foi morto. Outros três reféns ficaram feridos - um em estado grave.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado, que terminou após a polícia matar os dois terroristas. "Eles responderam aos chamados para atacar os países da coalizão internacional [luta contra o EI no Iraque e na Síria]", segundo a Amaq.

Poucos minutos antes, o presidente francês, François Hollande, já tinha declarado que os criminosos disseram pertencer ao grupo terrorista. Hollande, que foi até o local do crime, qualificou o ato como "um ignóbil atentado".

De acordo com o jornal francês "Le Figaro", os dois homens armados entraram na igreja durante uma missa. Fontes policiais informaram que pelo menos um deles usava barba e espécie de gorro de lã utilizado por muçulmanos.

[...]

O primeiro-ministro, Manuel Valls, expressou seu horror por este "ataque bárbaro contra uma Igreja". "Toda a França e todos os católicos estão feridos. Permaneceremos juntos", escreveu no Twitter.

Pouco menos de duas semanas depois do atentado que vitimou mais de 80 pessoas em Nice, no sul da França, o continente europeu conhece um novo mártir: o padre Jacques Hamel. Ele estava celebrando a Santa Missa no momento em que dois homens armados, cooptados pelo Estado Islâmico, invadiram a igreja e derramaram o seu sangue com uma lâmina.

Mal sabia esse sacerdote que, na manhã de hoje, ao levantar-se para oferecer o sacrifício do corpo e sangue do Senhor, ele acabaria entregando a própria vida em sacrifício e se configurando perfeitamente ao Crucificado. Quantos santos não aspiraram a vida inteira por esse ato de heroísmo! Que alegria tremenda não deve ser morrer por causa de nosso Senhor! Rezemos para que Cristo receba este sacerdote na glória do Céu, dê a ele o descanso eterno e nos conceda a graça de sua intercessão.

Rezemos também, neste dia trágico, por todos os franceses, para que redescubram depressa a alegria de serem católicos, unindo-se à Igreja dos mártires que sofre em todo o Oriente Médio. Seja o sangue desse sacerdote mártir a semente de novos cristãos.

Aproveitemos esta oportunidade, de nossa parte, para fazermos uma verdadeira meditação.

Não deixem de ler e assistir ao belíssimo testemunho da irmã Maria de Guadalupe Rodrigo, missionária no Oriente Médio, que pinta um retrato impressionante da guerra na Síria e nos convida a levarmos a sério a nossa fé, porque, no fim das contas, ela é a única coisa que não nos pode ser tirada.

Hoje, mais do que em outros dias, que essa verdade se grave particularmente em nosso coração, devolvendo-nos aquilo que nunca deveríamos perder: a têmpera dos mártires.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Os bastidores espirituais de um atentado

Ou o Ocidente regressa ao Evangelho ou continuará a resvalar para o abismo.

O terrorismo islâmico mais uma vez fez as suas vítimas na Europa: desta vez, na cidade francesa de Nice, foram assassinadas mais de 80 pessoas. O Estado Islâmico já assumiu a autoria do ataque e os franceses novamente depositam sobre o asfalto, onde morreram brutalmente seus entes queridos, flores e lágrimas, de luto e de incompreensão.

Não é sobre o Islã, contudo, que pretendemos falar nestas breves linhas. Nossa pretensão aqui é fazer uma análise mais profunda, de natureza histórica e espiritual.

Comecemos com uma frase dita por Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré, a religiosa francesa e vidente da Medalha Milagrosa, no dia 19 de julho de 1830: "Os tempos são maus", ela diz. "Haverá desgraças de toda espécie no mundo inteiro."

É importante que a Santíssima Virgem se refira à maldade deste período determinado da história em que vivemos. Embora sejam muitos os eventos do último século que mostrem como o homem se tem afastado de Deus — a Renascença e a Reforma são apenas alguns exemplos —, um deles, emblemático, estava sendo comemorado no momento exato em que ocorreu o atentado de Nice: a "Tomada da Bastilha". Feriado na França, aconteceu no dia 14 de julho de 1789 e selou o que hoje se conhece pelo nome de "Revolução Francesa".

O que foi esse acontecimento não é o tema deste artigo. Para mostrar o que ele significou, no entanto, basta-nos lembrar a "Constituição Civil do Clero", de 1790, que transformou boa parte dos sacerdotes católicos em "funcionários públicos" do Estado francês — numa nítida reprodução da primeira Besta do Apocalipse (cf. Ap 13, 1-10) — ou os "períodos de terror" que se multiplicaram nos anos seguintes à Revolução, levando à guilhotina, por exemplo, as 16 freiras carmelitas de Compiègne, acusadas de "fanatismo" e assassinadas enquanto invocavam o auxílio do Espírito Santo.

De lá para cá, o afastamento de Deus por parte do homem só se acentuou ainda mais. Primeiro, como denunciou certa vez o Papa Pio XII, gritou-se: "Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente, o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu" [1].

As consequências disso são visíveis nas leis produzidas mundo afora. As autoridades civis há muito deixaram de consultar qualquer tipo de norma superior e transcendente para orientar sua conduta e ação pública: não há mais nem religião nem natureza à qual devam obedecer, nem um Deus ao qual tenham de um dia prestar contas. Não havendo nada, portanto, para além de suas "mentes iluminadas", tudo está permitido: desde o assassinato de seres humanos indefesos no ventre de suas mães, pelo aborto, até o abuso e a corrupção das crianças, pela ideologia de gênero. As leis deixaram de ser ditadas pela razão — como Santo Tomás sabiamente prevê que as leis devem ser feitas [2] — para serem impostas pelo mero arbítrio dos legisladores.

Esse quadro só existe, obviamente, porque a sociedade como um todo está em franca decadência moral: antes que Deus fosse destronado da vida pública das nações, Ele já havia sido expulso das casas cristãs, substituído pela ilusão da tecnologia e transformado em um mero acessório de domingo; antes do Estado laico, o que pavimentou o caminho para o "ateísmo moderno" foram as famílias laicas, as famílias de "católicos mornos", mais dispostos a agradarem ao mundo e conseguirem felicidade nesta vida do que a agradar a Deus e educar seus filhos — seus já reduzidos filhos — para o Céu.

Neste sentido, as linhas seguintes, de autoria do padre francês Stéphane Joseph Piat, o conhecido biógrafo da família de Santa Teresinha, são de uma atualidade fora do comum:

"A França [e por França se entenda aqui o Ocidente como um todo] reinava no mundo quando era o país dos lares estáveis e dos berços. O declínio inexorável principiou quando ela deixou desmoronar a casa e procurou diminuir as fontes da vida. Que vale o ardor no trabalho, a coragem física, o heroísmo militar, se a raça se entrega despreocupadamente ao suicídio coletivo que é o medo dos filhos?" [3]

Qual seja a solução para esse "egoísmo profundo que considera o filho como um estorvo", é esse mesmo sacerdote quem indica:

"Não é uma política de natalidade de vistas curtas que pode sobrepujar este obstáculo; torna-se indispensável o recurso intensivo às forças espirituais. Um vasto inquérito nacional sobre as causas da diminuição da natalidade não levaria a colocar em primeiro plano o esquecimento das normas religiosas? A família ou há-de ser cristã ou deixará de existir. Ou a França regressa ao Evangelho ou continuará a resvalar para o abismo." [4]

"A família ou há-de ser cristã ou deixará de existir". A França, e com ela todo o Ocidente outrora cristão, ou "regressa ao Evangelho ou continuará a resvalar para o abismo". Só uma sociedade com fortes laços cristãos é capaz de resistir às ideologias e às armas que a ameaçam. Os países que evangelizaram o mundo se iludem construindo alianças políticas e econômicas — como é a União Europeia — quando, na verdade, o seu primeiro grande ponto de convergência deveria ser o Cristo, aquele que primeiro os conquistou com o Seu sangue derramado na Cruz.

Não nos esqueçamos nunca, portanto, que o drama mais terrível que pode acontecer a uma sociedade não é que ela se afunde em crises econômicas ou colapsos políticos, mas que dê de ombros para as almas. O que Cristo veio trazer a este mundo, afinal, não foi sucesso nem prosperidade, mas salvação espiritual.

E é justamente às palavras de nosso divino Redentor que recorremos ao término desta reflexão, a fim de lembrar que atitude devemos tomar diante de tragédias e catástrofes como a de Nice, que se tornaram infelizmente tão comuns ao redor do mundo. Ao comentar duas fatalidades de Seu tempo, uma de natureza criminosa — que foi o assassinato de alguns galileus por Pôncio Pilatos, enquanto ofereciam sacrifícios religiosos —, outra de ordem acidental — como foi o esmagamento de dezoito homens pela queda da torre de Siloé —, Nosso Senhor Se perguntava se aqueles atingidos por essa sina eram por acaso mais pecadores que os outros homens. A Sua resposta foi a seguinte:

"Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro galileu, por terem sofrido tal coisa? Digo-vos que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que qualquer outro morador de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo." (Lc 13, 2-5)

Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça! Nenhum dos fatos que acontecem na história dos homens é sem razão ou sem propósito. Deus nos convida à penitência! Não sejamos surdos ao Seu apelo!

Regressemos, enfim, à mensagem da Virgem da Medalha Milagrosa. "Quando tudo parecer perdido", diz ela a Santa Catarina Labouré, "lá eu estarei convosco".

A promessa da Mãe de Deus permanece. Que as famílias que perderam seus entes nesse terrível atentado sejam acolhidas pelo abraço materno de Nossa Senhora. Que ela console os corações aflitos e que as almas dessas pessoas, pela misericórdia de Deus, descansem em paz.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Papa Pio XII, Discurso por ocasião do 30.º aniversário da Ação Católica (12 de outubro de 1952), n. 16: AAS 44 (1952), pp. 830-835.
  2. Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, I-II, q. 90, a. 1.
  3. Stéphane Joseph Piat, História de uma família, 3. ed., Braga, Apostolado da Imprensa, p. 12.
  4. Ibid., p. 13.

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O sorriso de quem foi se encontrar com Deus

A agonia provocada pelo câncer não apagou o sorriso desta carmelita, que, num pequeno bilhete, deixou o seu último pedido antes da morte: que suas irmãs “celebrassem” a sua chegada no Céu.

Fonte: ACI Digital | A irmã Cecília Maria partiu para a Casa do Pai depois de uma difícil luta contra o câncer. Milhares compartilharam nas redes sociais as imagens de sua agonia, período durante o qual nunca perdeu a paz nem a alegria.

Ela graduou-se em enfermagem e aos 26 anos de idade fez seus primeiros votos como carmelita descalça. Fez sua profissão perpétua em 2003. Há seis meses, foi diagnosticada com câncer de língua e a doença fez metástase pulmonar. Morreu na última quarta-feira, 22, durante a madrugada. Tinha 43 anos.

Vivia no Monastério de Santa Teresa e São José, em Santa Fé, Argentina. Dedicava-se à oração e à vida contemplativa, tocava violino e era conhecida por sua doçura e permanente sorriso.

Nas últimas semanas, sua doença se agravou e ela foi hospitalizada. No seu leito, não deixou de rezar e oferecer seus sofrimentos na certeza de que seu encontro com Deus estava próximo.

Em um pedaço de papel escreveu seu último desejo: "Estava pensando como queria que fosse meu funeral. Primeiro, com um momento forte de oração e, depois, uma grande festa para todos. Não se esqueçam de rezar e também de celebrar!".

Seu testemunho e as fotos de seus últimos dias falam por si mesmos e centenas de pessoas compartilharam nas redes sociais como a agonia da irmã Cecília está tocando os corações.

Assim anunciaram sua morte as carmelitas descalças, em sua página do Facebook:

"Jesus! Apenas duas linhas para avisar que nossa queridíssima irmãzinha dormiu brandamente no Senhor, depois de uma doença tão dolorosa levada sempre com alegria e entrega a seu Divino Esposo. Manifestamos todo nosso carinho agradecido pelo apoio e pela oração durante todo este tempo tão doloroso, mas ao mesmo tempo tão maravilhoso. Acreditamos que foi diretamente ao Céu, mas mesmo assim rogamos que não deixem de encomendá-la em suas orações, que ela os recompensará do Céu. Um abraço grande de suas irmãs de Santa Fé".

Ao contemplarmos por alguns segundos o sorriso desta religiosa e a paz em que adormeceu antes de partir ao Céu, é inevitável que venham à nossa mente questões como o sentido da nossa existência, o destino de nossos entes queridos ou, enfim, a nossa própria morte. Quantas pessoas que têm aparentemente tudo nesta vida não dariam de bom grado o que possuem, só para morrerem em paz como morreu esta carmelita descalça!

No fundo, a coisa mais importante para todos nós é morrer bem. Por isso, um bom cardeal da Igreja, São Roberto Belarmino, escreveu uma obra dedicada justamente a ensinar "a arte de morrer bem" (De arte bene moriendi). Trata-se do último momento desta vida terrena, instante do qual pende toda a eternidade.

Oxalá essas fotos que circularam nas redes sociais e nos informativos católicos levassem aos corações dos homens aquela mensagem que Santo Agostinho escreveu há tanto tempo em suas Confissões: "Fecisti nos ad Te, Domine, et inquietum est cor nostrum donec requiescat in Te — Fizeste-nos para Ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em Ti".

Sim, o sorriso de satisfação da irmã Cecília Maria tem um segredo: seu nome é Deus. Diante de sua agonia final, vivida com fé e confiança inabaláveis, só nos resta repetir com o Autor Sagrado: " Beati mortui qui in Domino moriuntur — Bem-aventurados os que morrem no Senhor" (Ap 14, 13).

Por Equipe Christo Nihil Praeponere