| Categoria: Notícias

As vítimas de Boko Haram

Na Nigéria, chega a dois mil o número de mulheres sequestradas pelos fundamentalistas islâmicos.

O Oriente Médio não é a única região do mundo a lidar com o problema do terrorismo. Desde 2009, a Nigéria tem visto a ascensão, principalmente ao norte do seu território, do grupo fundamentalista islâmico Boko Haram. A facção, que também é chamada de "Estado Islâmico da África Ocidental" (ISWAP, em inglês), milita principalmente pelo fim da educação ocidental no país.

"As ideias centrais da seita são a estrita adesão ao Corão e à Hadith (os ditos do Profeta Maomé)" [1]. "A sua meta é criar o reino de Deus na terra através da rígida aplicação da lei islâmica, ou sharia. Qualquer coisa que se ponha no caminho dessa meta deve ser destruído. Para Boko Haram, a violência não é uma perversão do Islã, mas um meio justificável tendo em vista o 'fim puro' que é almejado" [2].

Abu Qaqa, um porta-voz do grupo, explica: "O nosso objetivo é colocar a Nigéria em uma situação difícil e inclusive desestabilizá-la, para substituí-la pela sharia". Ele também afirma que a agenda do grupo é "levar a Nigéria de volta ao período pré-colonial, quando a lei da sharia era praticada".

De 2002, quando foi fundado, até 2009, o grupo era comandado por Mohammed Yusuf. Até então, nenhum incidente violento por parte da facção fora registrado, embora várias autoridades muçulmanas locais já acendessem um alerta para o perigo da seita. Depois de um conflito com o governo nigeriano, em julho de 2009, porém, Yusuf foi morto e os seus seguidores decidiram mudar de estratégia, unindo à militância política a prática de ataques suicidas, sequestros e assassinatos.

Os atentados no país, constantes nos últimos anos, atingem tanto muçulmanos quanto cristãos. O novo líder da facção, Abubakar Shekau, declara abertamente a sua pretensão de " encharcar a terra da Nigéria com o sangue dos cristãos e dos chamados 'muçulmanos' que contradizem o Islã" [3].

Em 2011, durante a Vigília de Natal, 40 católicos foram mortos enquanto saíam da Missa. Os fiéis foram atingidos por duas explosões com carros-bomba.

Os líderes da religião islâmica, por sua vez, são acusadas pelos fundamentalistas de conluio com o governo nigeriano. "De acordo com a retórica do grupo, uma nação secular promove a idolatria, é dizer, a adoração do Estado", explica o estudioso John Campbell. "O compromisso de fidelidade à bandeira e o canto do hino nacional são manifestações de tal idolatria e, por isso, são puníveis com a morte. O Estado é formado e sustentado pelos valores e pela educação ocidentais, e ambos são contrários à vontade de Alá".

Em 2012, após assassinar mais de 180 pessoas na cidade de Kano, a maior da região norte da Nigéria, Abubakar Shekau publicou um vídeo assumindo a autoria do atentado. "Eu gosto de matar qualquer um que Deus me mande matar – assim como eu gosto de matar galinhas e carneiros", declarou [4].

Em abril de 2014, Shekau também assumiu ser responsável pelo sequestro de 276 garotas em uma escola da cidade de Chibok. Ele reaparece em um vídeo postado na Internet, segurando um rifle e cercado por outros homens mascarados, ameaçando vender as jovens. "Eu sequestrei as suas filhas. Eu as venderei no mercado humano, por Alá. Alá disse que eu devo vendê-las. Eu vou vender mulheres", ele diz.

Desde o começo de 2014, o número de mulheres sequestradas pelos terroristas já passa a casa dos milhares. Testemunhos de jovens que foram libertas revelam as condições em que são mantidas as reféns. Elas são obrigadas a "se casarem" com os membros do grupo. Como, porém, não há monogamia no Islã, o termo mais exato para o que fazem é "estupro". As mulheres são forçadas a terem relações sexuais com vários homens.

"Transformaram-me em objeto sexual. Faziam turnos para se deitar comigo. Estou grávida e não sei quem é o pai", relata Asabe Aliyu, de 23 anos.

Grávida de quatro meses, Hamsatu, de 25 anos, conta que o pai de seu filho é membro do Boko Haram e que ela foi forçada a ter sexo com outros membros da milícia que tomaram o controle da sua cidade.

Outra garota, de nome Hauwa, sequestrada em setembro de 2013, dá o seu depoimento:

"Eu era forçada a participar com eles das operações. Geralmente me colocavam para carregar as balas. Faziam-me deitar no chão durante as operações, mas eu apenas segurava as balas. Quando eles me pediram para matar o primeiro homem, meu corpo começou a tremer e eu caí no chão. Eles me obrigaram a levantar e assistir enquanto eles matavam a segunda pessoa. Nesse ponto, como eles nos tinham ensinado a atirar, eu pensava que deveria pegar uma arma deles e me matar."

"Quando vi que seria forçada a casar, fingi sentir dores no estômago. Eles ficaram preocupados com que eu fosse HIV positivo, então me disseram para fazer o teste em um hospital. Foi assim que eu consegui escapar."

As experiências trágicas dessas jovens mobilizaram o mundo inteiro para a campanha Bring back our girls ["Tragam de volta as nossas garotas"], que pede o resgate de todas as mulheres sequestradas pelo Boko Haram. Segundo o movimento, das quase 300 reféns de Chibok, 230 ainda estão nas mãos do grupo terrorista.

Enquanto isso, Boko Haram continua a atormentar o norte da Nigéria. No começo deste ano, centenas de pessoas foram assassinadas na cidade de Baga, no que foi considerado um verdadeiro massacre, o pior ataque já perpretado pela facção criminosa. A Anistia Internacional estimou em 2 mil o número de mortos.

O governo nigeriano tem tido pouco sucesso para reprimir os fundamentalistas islâmicos. A derrota se deve, segundo os especialistas, à falta de investimentos e à corrupção no exército nacional.

O bispo Oliver Doeme, da diocese de Maiduguri, uma das mais atingidas pelo grupo terrorista, lamentou o fracasso do poder público em conter os militantes. "Tanto cristãos quanto muçulmanos estão sendo afetados, mortos e expulsos de suas casas, aldeias e cidades. Ambos foram dispersados e se tornaram refugiados em sua própria pátria", diz o prelado. "A vida se tornou tão banal que pode ser tirada a qualquer momento".

Subam aos céus, da Igreja no mundo inteiro, as orações dos fiéis cristãos por tantas famílias, mulheres e crianças que sofrem nas mãos dos terroristas de Boko Haram. Que, no seu sofrimento, unam a sua entrega à oferta amorosa de Cristo crucificado (cf. Cl 1, 24). E que o mundo islâmico possa abrir os olhos para reconhecer que, definitivamente, "não é razoável a difusão da fé mediante a violência" [5].

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. International Crisis Group. Curbing Violence in Nigeria (II): The Boko Haram Insurgency. In: Africa Report, n. 216, 3 abr. 2014. p. 9.
  2. John Campbell. Boko Haram: origins, challenges and responses. Norwegian Peacebuilding Resource Centre, out. 2014. p. 2.
  3. The Washington Post. The man behind the Nigerian girls' kidnappings and his death-defying mystique. 6 mai. 2014.
  4. BBC News. Nigeria's Boko Haram leader Abubakar Shekau in profile. 9 mai. 2014.
  5. Papa Bento XVI, Aula Magna na Universidade de Ratisbona (12 de setembro de 2006).

| Categorias: Pró-Vida, Notícias

Ativistas exploram abuso de menor para legalizar aborto no Paraguai

Menina de 10 anos grávida por estupro é o novo “cavalo de batalha” da Anistia Internacional para legalizar o aborto na América Latina.

"Menina de 10 anos grávida por estupro no Paraguai": uma manchete assim, sem dúvidas, é de chocar e paralisar qualquer um. Como mãe de uma menina de 12 anos que vive no Paraguai, não posso sequer começar a imaginar o que sentiria em meu coração se algo desse tipo acontecesse a minha filha.

Há alguns dias atrás, a mídia no Paraguai reportou justamente essa manchete. Uma garota de 10 anos foi levada à unidade de emergência de um hospital em Assunção, reclamando de dores abdominais e de um inexplicável crescimento no tamanho de sua barriga. Depois de vários testes, os médicos chegaram a uma conclusão: a menina estava grávida.

Em 2014, a mãe da garota havia denunciado o homem com quem vivia para a polícia, acusando-o de molestar a sua filha, que, então, tinha nove anos de idade. A polícia começou a investigar o caso, mas a mãe logo retirou a acusação, assegurando à polícia que tudo não passava de um mal-entendido. A mãe continuou a viver com o homem, e agora, um ano depois, sua filha pequena está grávida de 23 semanas. Acredita-se que a menina era sujeita a abusos constantes e que sua mãe sabia, ou pelo menos suspeitava o que estava acontecendo.

Neste caso terrível, há duas vítimas e vários culpados. Obviamente, as vítimas são a jovem garota e o seu bebê. Tenho sentimentos divididos em relação à mãe da garota pequena. Como mulher, não colocaria toda a culpa sobre a mãe da menina, pois estou convencida de que a violência experimentada pela garota provavelmente também foi sofrida e temida por sua mãe. Contudo, como mãe que sou, também sei que lutaria com unhas e dentes contra qualquer um que tentasse ferir algum dos meus filhos. Daria alegremente a minha vida para defendê-los.

Não se pode desculpar as ações ou, neste caso, a omissão de uma mãe que fracassou em proteger a sua filha – e a mãe agora se encontra presa por sua cumplicidade no abuso. A polícia afirmou que por mais de um ano a mãe da garota sabia que sua filha era abusada por seu parceiro, mas deixou que isso continuasse.

Neste ínterim, o principal criminoso, o homem que estuprou e engravidou a menina de 10 anos, está foragido, tendo se escondido desde o momento em que o caso se tornou público.

Diante de tragédias desse gênero, no entanto, nossa sociedade é obrigada a lidar com uma situação mais comum do que se pode imaginar. De acordo com o Ministro da Saúde do Paraguai, em 2014, houve 684 casos de gravidez em garotas entre 10 e 14 anos. Essa estatística deixa entrever a magnitude do problema.

Agora, o que deve ser feito com a jovem menina grávida?

A Anistia Internacional está usando este caso para pedir a legalização do aborto. A organização montou um lobby intenso para pressionar o governo paraguaio a abortar a criança com 27 semanas de vida. Estão apelando para a chamada "interrupção legal da gravidez", com vistas a proteger a saúde da jovem menina.

Os advogados dessa campanha repetem o mantra de que o Estado deve agir "o mais rápido possível para proteger todos os direitos humanos das mulheres, começando com o direito à vida, à saúde e à integridade física e psicológica, a curto, médio e longo prazo". Eles dizem defender o "direito à escolha".

Eu me pergunto se os ativistas da Anistia Internacional estão realmente preocupados com a jovem garota. Porque, aparentemente, o que eles estão realmente fazendo é usar a menina, usar a sua trágica circunstância, para fazer avançar a sua própria agenda.

Será que eles não percebem que o que estão propondo como solução é simplesmente cometer uma outra injustiça? Que dois erros não fazem um acerto? Que aquela que estão punindo com a morte é a mais indefesa e inocente das partes envolvidas?

O art. 4º da Constituição da República do Paraguai é claro em afirmar que o Estado deve proteger a vida desde o momento da concepção ("El derecho a la vida es inherente a la persona humana. Se garantiza su protección, en general, desde la concepción."). Neste caso, seja a garota de 10 anos que foi abusada, seja o bebê que ela carrega em seu ventre, ambas têm o direito de demandar que o Estado aja para proteger as suas vidas. Ambas devem ter acesso a todos os esforços médicos necessários para atendê-las; ambas são vítimas e merecem todo o suporte da sociedade e do Estado.

O valor de uma vida não é definido pela sua idade, por seu estágio de desenvolvimento ou pelas circunstâncias sob as quais foi concebida. Toda vida é valiosa em si mesma. As autoridades têm a obrigação moral e o dever constitucional de proteger ambas as crianças e dar a elas o cuidado necessário para salvar as suas vidas.

Ainda que a Anistia Internacional afirme que o aborto seja necessário para salvar a vida e a saúde da jovem criança, no momento, felizmente, a sua vida não se encontra em risco. A médica que a está acompanhando, Dolores Castellanos, confirmou que a gravidez está se desenvolvendo sem afetar a saúde do bebê ou da pequena garota. No entanto, a propaganda midiática em torno do caso insiste que a jovem irá morrer se chegar ao final da gestação.

Para o seu maior crédito, o governo tem sido cauteloso e equilibrado. O Ministro da Saúde, Antonio Barrios, não sucumbiu à pressão do lobby internacional pró-aborto. Ele afirmou que o governo tomou medidas estritas para proteger a criança e o bebê.

Além disso, várias organizações sem fins lucrativos e outras instituições do Paraguai se apressaram em oferecer ajuda com assistência integral, como aconselhamento, suporte material e financeiro a curto e longo prazo, e apoio contínuo, levando em consideração – o que é o mais importante – a vida de ambas as crianças, a jovem mãe e o seu bebê. Já outros, como a Anistia Internacional, não oferecem assistência às vítimas, mas, ao contrário, apenas tiram proveito da situação, tentando estabelecer um precedente para a legalização do aborto, a fim de criar leis que violem o direito à vida.

Se, por um lado, é louvável o cuidado integral e generoso pela jovem garota e sua filha, por outro, trata-se apenas de apagar um fogo que infelizmente se acenderá de novo no futuro. Mais deve ser feito para atingir as raízes da tragédia com que essa garota e outras tantas crianças têm que lidar.

Ao invés do aborto, é hora do governo sancionar soluções efetivas para o abuso infantil. Que ele legisle para promover campanhas de combate a esse problema, em primeiro lugar, e que promova uma cultura de apreço e cuidado pelas crianças – ao invés de criar uma sociedade ainda mais insensível e que tolere o assassinato de crianças como solução. Há que se proteger todas as crianças, nascidas e não nascidas, porque são o rosto futuro da sociedade.

Mas, acima de tudo, urge compreender que a melhor resposta para o abuso infantil sempre esteve bem à frente dos nossos olhos. É uma solução tão óbvia que chega a ser inacreditável que tantos "especialistas" não a tenham enxergado: é preciso fortalecer a família encabeçada por um pai e uma mãe. A família é a mais básica organização sem fins lucrativos, e aquela que mais visa o bem comum. É focada na saúde do indivíduo e é a única verdadeira fundação da sociedade.

A pequena garota hoje grávida vem de uma família que é o retrato da disfunção familiar. A mãe, que tinha um emprego de baixa renda, tinha três filhos de três diferentes pais: um de 13 anos, a pequena menina de 10 que está grávida, e um menino de 8 anos. Importa, pois, atacar as raízes profundas do problema.

Não há melhor investimento para o governo do que fortalecer, proteger e promover o casamento e a família como coluna social insubstituível, especialmente quando há jovens crianças envolvidas nisso. A sociedade como um todo deve abraçar uma cultura que reconheça e valorize a família e todos os seus membros como um tesouro a ser cuidado e preservado.

Isso por que essa pequena garota e outras como ela passaram é algo impossível de apagar. Foi roubada delas a inocência da infância. O abuso ao qual ela foi sujeita deixará uma marca permanente em sua memória e em sua alma. Isso requer o nosso suporte e a nossa ajuda. Mas pensar que matar o bebê em seu ventre vai ajudá-la de alguma forma é um erro grave. Isso não vai amenizar, ao contrário, só vai aumentar o estrago causado por essa experiência. Violência não pode ser apagada com mais violência.

Como minha avó me dizia: "Não importa o quanto me enfureça um prato quebrado, nunca acharei que a solução seja destruir o resto da porcelana."

Por Andrea Radil | Tradução: Equipe CNP

| Categorias: Padre Paulo Ricardo, Notícias, Cursos

Curso interativo sobre a Inquisição

​Quem quer que assuma o desafio de defender a fé católica, mais dia ou menos dia, terá que se confrontar com o tema da Inquisição

Quem quer que assuma o desafio de defender a fé católica, mais dia ou menos dia, terá que se confrontar com o tema da Inquisição. Não importa quem seja o interlocutor no debate: marxistas ou liberais, protestantes ou ateus, estão todos prontos para acusar a Igreja com essa página aparentemente "obscura" da sua existência. Como responder a essas pessoas? O que realmente foi a Inquisição e qual a sua história? O que dizer sobre esse assunto, sem disfarçar a verdade e varrê-la para debaixo do tapete?

Encontre a resposta para essas e muitas outras perguntas no curso interativo sobre a Inquisição, a realizar-se dos dias 27 de abril a 1º de maio, no site padrepauloricardo.org. As aulas serão transmitidas ao vivo, todos os dias, a partir das 21h. O curso é interativo, os alunos poderão participar das aulas, enviando as suas perguntas. Se você não vai conseguir assistir às transmissões ao vivo, fique despreocupado. As gravações, em HD, ficarão disponíveis na mesma semana para todos os inscritos.

Para participar do curso, basta ser nosso aluno e estar com a assinatura em dia.

Se você ainda não é nosso aluno, não perca mais tempo! Inscreva-se hoje mesmo em nosso site. Fazendo isso, além do curso sobre a Inquisição, você terá acesso irrestrito a todos os conteúdos disponíveis no site.
Clique aqui para fazer sua inscrição

Você já tem uma assinatura, mas ela ainda não está ativa? Não tem problema! Acesse agora mesmo sua conta e realize o processo de ativação.
Clique aqui para entrar e ativar sua assinatura

Você não se lembra de sua senha?
Clique aqui para renová-la

Espalhe essa notícia!

Obrigado por fazer parte de nossa família!


| Categoria: Notícias

Estudantes mortos no Quênia eram cristãos

Porta-voz de grupo terrorista e palavras dos sobreviventes revelam: atentado que matou 148 pessoas na Universidade de Garissa visava cristãos

148. Foi o número de pessoas mortas no atentado terrorista do dia 2 de abril, na Universidade de Garissa, no leste do Quênia. Estima-se em cerca de 80 o número de feridos. As vítimas são, em sua maioria, estudantes.

O grupo somaliano Al-Shabaab ("A Juventude", em árabe), ligado a Al-Qaeda, já assumiu a autoria do ataque. Um porta-voz da facção disse que eles atacaram a escola porque "ela está em terra muçulmana colonizada por não-muçulmanos". Em outras palavras, a maioria dos alunos de Garissa não são adeptos do Islã. Por isso, morreram.

Não se pode ignorar, também, que o Quênia faz parte de uma aliança militar para combater o terrorismo na Somália. "O Quênia está em guerra com a Somália. Nosso povo continua lá, eles estão lutando e sua missão é matar os que são contrários ao Al-Shabaab", disse o sheik Ali Mohamud Rage, em nome do grupo islâmico.

Depoimentos de sobreviventes, no entanto, revelam detalhes de quem era o alvo dos ataques.

O jovem Collins Wetangula, vice-presidente do grêmio estudantil da universidade, estava se preparando para tomar banho quando o colégio foi invadido. Ele e outros três colegas se trancaram no quarto quando ouviram os disparos. "Ninguém gritava porque as pessoas achavam que isso faria com que os atiradores soubessem onde estavam", afirmou. Quando os atiradores chegaram ao seu dormitório, ele os ouviu abrindo as portas e perguntando às pessoas escondidas se eram muçulmanas ou cristãs. " Se você fosse cristão, era alvejado ali mesmo. A cada disparo da arma eu achava que iria morrer", conta Collins.

Não é a primeira vez que um atentado desse tipo acontece no Quênia. O país, de maioria cristã, convive frequentemente com a falta de segurança e com a impiedade de grupos extremistas. O atentado do último dia 2 é o maior desde 1998, quando dois caminhões-bomba explodiram próximos à embaixada dos Estados Unidos no país.

Desta vez, os testemunhos são clamorosos: estudantes foram alvejados por sua fé. A mídia, no entanto, tenta omitir o fato. Fala da morte de "civis" – ou de "não-muçulmanos", quando muito. A verdade é que muitas das pessoas atingidas pelos atiradores islâmicos eram cristãs; tinham em comum não apenas a humanidade, mas também a fé em Cristo.

Não é coincidência que o genocídio desses homens e mulheres tenha acontecido justamente na Quinta-Feira Santa, dia em que a Igreja do mundo inteiro celebra a entrega sacrifical de Cristo na Última Ceia. Assim como no Getsêmani, há dois mil anos, Cristo poderia ter escapado da mão de Seus perseguidores (cf. Mt 26, 53), no Quênia, muitos cristãos – enquanto outros foram alvejados sem a mínima cerimônia – poderiam sobreviver declarando-se muçulmanos e negando a sua fé cristã. No entanto, eles preferiram dizer a verdade, mesmo sabendo que isso custaria suas próprias vidas. Sim, a barbárie impetrada pelos muçulmanos é injustificável – também o foi a crucificação de Cristo. A entrega amorosa de si, porém, é admirável – assim como o sacrifício de Nosso Senhor no Calvário, há dois mil anos.

Em Roma, na Sexta-Feira Santa (3), durante homilia na celebração da Paixão do Senhor, o frei Raniero Cantalamessa falou justamente sobre os mártires de hoje. Comentando uma reflexão de Blaise Pascal, segundo a qual "Cristo está em agonia até o fim do mundo", ele disse que "Jesus está em agonia até o fim do mundo em cada homem ou mulher submetidos aos mesmos tormentos". "Os cristãos – acrescentou o pregador do Papa – não são, certamente, as únicas vítimas da violência homicida que há no mundo, mas não se pode ignorar que, em muitos países, eles são as vítimas marcadas e mais frequentes."

Condenando a "indiferença perturbadora das instituições mundiais e da opinião pública em face de tudo isto", o padre Cantalamessa chamou a atenção para o silêncio pusilânime do Ocidente. " Corremos todos o risco, tanto instituições quanto pessoas do mundo ocidental, de ser Pilatos que lavam as mãos", concluiu.

Como remédio contra a indiferença, subam aos céus as orações da Igreja universal: pela paz no mundo, pelo Quênia... e, enfim, pelos terroristas, que matam pensando estar fazendo a vontade de Deus (cf. Jo 16, 2). Que o Senhor toque os seus corações e os converta, também eles, de carrascos em vítimas, de assassinos em mártires.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

| Categoria: Notícias

O clube do carimbo e o auge da degradação sexual

A cruel e assustadora história do “clube do carimbo”, o grupo homossexual que dissemina o HIV propositalmente em casas noturnas.

Todas as épocas de acentuado declínio social estão marcadas por uma exploração desmedida da sensualidade. A corrupção moral foi a principal responsável pela queda do Império Romano, dizem os historiadores [1]. A banalização do homem tornou os romanos insensíveis a qualquer apelo da razão, abrindo caminho para o domínio bárbaro. Isso porque o ser humano, quando abandonado às suas paixões, fica incapaz de amar, isto é, enxergar o outro como pessoa. Uma sexualidade desregrada vê nos corpos instrumentos de prazer, objetos descartáveis sempre ao alcance dos desejos mais pervertidos da imaginação. Coube à Igreja a tarefa de restituir a dignidade humana frente a uma cultura de morte instalada na medula da sociedade.

Os Padres da Igreja sempre entenderam a união conjugal como uma relação em que se procura o bem do outro. O vínculo entre marido e mulher está radicado muito mais em um "empenho para com a outra pessoa", que em um sentimento vago ou em uma atração psicofísica. É justamente o que recordava São João Paulo II ao Tribunal da Rota Romana, em um discurso de 1999:

"O simples sentimento está ligado à mutabilidade do espírito humano; só a atração recíproca, depois, muitas vezes derivante sobretudo de impulsos irracionais e às vezes aberrantes, não pode ter estabilidade e, portanto, está facilmente, se não de maneira fatal, exposta a extinguir-se."

O matrimônio, embora também esteja ligado ao sentimento, fundamenta-se no compromisso do amor, de onde nasce a sua indissolubilidade. "A caridade jamais acabará", lembra o apóstolo (1 Cor 13, 28). E esse amor conjugalis que "tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" é a razão pela qual marido e mulher são capazes do sacrifício mútuo pela salvação da família.

A cultura hodierna, por outro lado, tende não somente a negar esse amor, como a ridicularizá-lo de todas as maneiras. Em nome de uma pseudoliberdade, a sociedade é induzida a considerar o corpo algo desprezível, "colocando-o, por assim dizer, fora do ser autêntico e da dignidade da pessoa". "O seu pressuposto — comenta o Papa Bento XVI — é que o homem pode fazer de si o que quer: o seu corpo torna-se assim uma coisa secundária, manipulável sob o ponto de vista humano, a ser utilizado como se deseja". Praticamente, todos os relacionamentos modernos — uniões livres, "casamentos" entre pessoas do mesmo sexo, namoros coloridos etc. — estão embasados nessa visão unilateral do "prazer sem freios". Não se busca o bem do outro, mas a autossatisfação imediata. Trata-se de sexo, não de amor.

Ora, não é preciso muito esforço para perceber as consequências nefastas disso tudo. "A crônica quotidiana — falava João Paulo II no mesmo discurso à Rota Romana — traz, infelizmente, amplas confirmações acerca dos miseráveis frutos que essas aberrações da norma divino-natural acabam por produzir".

Há alguns dias, um jornal de grande circulação no país comentava o caso de "homens que passam o HIV de propósito". Segundo a reportagem, esses indivíduos se reúnem em blogs e outros sites da internet para darem dicas de como infectar o parceiro sexual propositalmente. "Não fez ainda? Faça, pois é bem provável que já tenham feito com você", incentivava um desses sites, ensinando a furar a camisinha durante o ato sexual. A prática tem o nome de bareback, que no linguajar homossexual significa "sexo anal sem camisinha". O termo originalmente vem do inglês e quer dizer "cavalgar em um cavalo sem cela". Em São Paulo, diz o jornal, uma casa noturna dedicada ao sexo gay chega a reunir mais de cem homens por dia, muitos adeptos do "clube do carimbo", como se chama o grupo dedicado a retransmitir o vírus da Aids. "Carimbar" faz referência direta à contaminação.

Um dos entrevistados da matéria justifica seu comportamento assim: "É um prazer incontrolável. Sem a camisinha o meu prazer triplica. Eu odeio a camisinha". O rapaz é empresário, soropositivo, tem 36 anos e frequenta casas noturnas, embora nunca se relacione sem avisar o parceiro sobre sua doença, garante. De acordo com o jornal, o "clube do carimbo" deve virar uma tendência no meio LGBT em dois ou três anos. "Hoje, a gente vive o auge dessa prática da contaminação", informa outro entrevistado. As orgias, comumente chamadas de "roleta-russa", mexem com o fetiche e a adrenalina, explicam os participantes; por isso, têm se tornado tão comuns. Há também uma falta de perspectiva somada a um sentimento libertário. O resultado: entre 2003 e 2013, o índice de infecção por HIV no meio homossexual aumentou para 29,1%; para os héteros, a variação foi de 1,7%.

Repetir o ensinamento católico acerca disso tudo é chover no molhado. O fato, porém, expõe diante dos olhos do público qual movimento é verdadeiramente homofóbico. Enquanto o Catecismo da Igreja diz que os homossexuais "devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza", a nova moda LGBT apregoa a disseminação de um vírus mortal, em nome de um "prazer incontrolável". "Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas" (Rm 1, 26). Os efeitos insidiosos da cultura da camisinha, do sexo livre e da libertinagem podem ser reconhecidos por qualquer pessoa de bom senso. Essa cultura de morte não procura o bem do outro, mas se desfazer dele como um lixo, como se descarta a seringa de uma droga qualquer após o uso. A Igreja, sempre na contramão das falsas ideologias, crê na sublime vocação do homem, tenha ele ou não a tendência homossexual, chamando-o a amar verdadeiramente: "Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, e, às vezes, pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã." A castidade não mata ninguém. O "clube do carimbo", sim.

Não se enganem: nenhum ser humano foi feito para viver como um brinquedinho de almas pervertidas. Nenhum ser humano foi feito para servir a "surras" e "pauladas", como sugere a mídia nestes dias cinzentos, nem para bareback, "clubes do carimbo", "roletas-russas" ou outras práticas suicidas.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Cf. Daniel-Rops. A Igreja dos Apóstolos e dos Mártires. Quadrante: São Paulo, 1988

| Categoria: Notícias

Bispo de Ars retira Santíssimo Sacramento de igrejas após onda de profanações

Depois de uma série de furtos sacrílegos, o bispo da terra de São João Maria Vianney decide retirar Nosso Senhor dos sacrários

O bispo de Belley-Ars (França), Mons. Pascal Roland, decidiu ordenar a retirada do Santíssimo Sacramento de todas as capelas e igrejas de sua diocese após uma onda de roubos sacrílegos que ocorreram recentemente na região.

Depois de eventos relacionados "à profanação de Sacrários e roubo de cibórios" e com respaldo no Código de Direito Canônico, o prelado emitiu uma ordem, solicitando que "o Santíssimo Sacramento seja retirado dos sacrários de todas as igrejas e capelas paroquiais e seja depositado em local seguro".

"A porta dos Sacrários permanecerá ostensivamente aberta", continua o Ordinário.

Para as necessidades de oração pública ou privada, explica o bispo da terra de São João Maria Vianney (Cura d'Ars), "o Santíssimo Sacramento poderá ser recolocado temporariamente nesses sacrários, desde que se assegure a presença suficiente de fiéis".

Essas medidas entraram em vigor no dia 10 de fevereiro e "permanecerão até segunda ordem".

"O Bispo espera que essas medidas excepcionais expressem toda a gravidade desses eventos e contribuam para desencorajar sua repetição", concluiu.

Onda de furtos

Dias atrás, o Bispo de Belley-Ars revelou em seu site os últimos ataques e roubos sacrílegos ocorridos na diocese:

Em 6 de fevereiro – dia em que se comemora 250 anos da aprovação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, aprovado pelo Papa Clemente XIII – , paroquianos de Neuville-les-Dames, na circunscrição paroquial de Châtillon-sur-Chalaronne, descobriram que o sacrário da Igreja de São Mauricio havia sido quebrado e o cibório com as hóstias consagradas roubado.

Na mesma noite, os paroquianos de Ambronay perceberam também o roubo de um cibório na Igreja de Nossa Senhora. No sábado, 7 de fevereiro, em Vonnas, foi constatado que dois cibórios da Igreja de San Martín haviam sido roubados.

No domingo, 8 de fevereiro, em Jujurieux (circunscrição paroquial de Pont-d'Ain), os fiéis descobriram que um outro cibório fora roubado na Igreja de San Esteban. Nesses quatro casos, as hóstias consagradas não foram roubadas, mas abandonadas no local.

No sábado, 7 de fevereiro, o sacerdote de Montluel descobriu que o cibório e as hóstias do colegiado Notre-Dame-des-Marais haviam sido roubados.

Este roubo foi a continuação de uma série de roubos, profanações e vandalismos que vêm ocorrendo nos últimos meses nas igrejas da diocese: roubos de objetos e de uma estátua na igreja de Seyssel, em outubro de 2014; roubo de cibório e hóstias consagradas na igreja de Saint-Jean de Niost e Sainte-Julie, em outubro de 2014, de Saint-Etienne-du-Bois, em novembro de 2014; e outras profanações em Saint-Maurice-de-Beynost, em 11 janeiro de 2015.

As comunidades afetadas por esses roubos e as paróquias apresentaram uma queixa junto à delegacia de polícia. Por isso, fez-se um inventário completo dos objetos dessas igrejas graças à administração conjunta do Serviço Diocesano de Arte Sacra e do Conselho Geral do departamento de l'Ain, onde a diocese de Belley-Ars está localizada.

A indicação precisa dos objetos roubados e suas fotografias foram imediatamente enviados à Polícia Nacional, para tentar bloquear o tráfico desses objetos culturais, buscá-los e vigiá-los, a fim de impedir a revenda deles.

Repúdio aos roubos sacrílegos

A Igreja Católica em l'Ain lamenta que "objetos sagrados, como cibórios ou sacrários sejam furtados ou danificados. Ela lamenta a falta de respeito dos autores que se apropriam dos cibórios, que são tão caros à comunidade paroquial e aos moradores das comunidades a que pertencem esses objetos".

Os católicos da região "estão profundamente consternados com o furto de hóstias consagradas. Essas hóstias consagradas pelo sacerdote na Missa são o Corpo de Cristo, a presença real de Jesus. Portanto, esse roubo é uma profanação de extrema gravidade."

"Sejam quais forem as intenções dos autores desses atos, não existe nada mais ofensivo que possa ser cometido contra Deus, contra a fé cristã e contra a comunidade católica. A Igreja convida a todos os cristãos que rezem pelo perdão e arrependimento dos que cometeram esses atos. Que essa provação seja, para todos os cristãos, ocasião de professar sua fé em Cristo, realmente presente nessas hóstias consagradas", concluem.

Por ACI Prensa | Tradução: Fratres in Unum.com

| Categorias: Notícias, Padre Paulo Ricardo

Curso sobre o mal da pornografia e da masturbação

Conheça os efeitos destruidores desses vícios que, dia após dia, escravizam cada vez mais homens e mulheres.

Atualmente, duas verdadeiras epidemias assolam a nossa sociedade: a pornografia e a masturbação. Relativizadas em sua natureza danosa e desordenada, muitos nem mesmo creem que estão acorrentados e pensam viver plenamente o que chamam de "liberdade". Mentira, pura ilusão. Vivem presos, conectados em um mundo virtual e, como o drogado, alegam que são capazes de parar, mas, em geral, não são. Destroem seus lares, a si próprios e nem se dão conta.

Por isso, o site padrepauloricardo.org faz um convite: venha participar de um curso ao vivo sobre o tema. Durante quatro dias vamos estudar a pornografia e a masturbação em seus aspectos científicos, psicológicos, espirituais e, sobretudo, ver como espiritualmente é possível libertar-se dessa escravidão e ser reconduzido ao caminho do amor e da liberdade.

As aulas serão transmitidas ao vivo do dia 23 a 26 de fevereiro, a partir das 21h00 (horário de Brasília), com abertura para perguntas. Atenção: somente os assinantes do site terão acesso às aulas ao vivo e ao chat para o envio das perguntas. As aulas gravadas serão disponibilizadas posteriormente para todos.

Se você ainda não é nosso aluno, não perca mais tempo! Inscreva-se hoje mesmo em nosso site. Fazendo isso, você terá acesso irrestrito a todos os conteúdos disponíveis no site. São centenas de aulas sobre temas relacionados à doutrina católica, com respaldo teológico, filosófico, histórico e – é claro! – espiritual.
Clique aqui para fazer sua inscrição

Você já tem uma assinatura, mas ela ainda não está ativa? Não tem problema! Acesse agora mesmo sua conta e realize o processo de ativação:
Clique aqui para entrar e ativar sua assinatura

Você não se lembra de sua senha?
Clique aqui para renová-la

Espalhe essa notícia!

Obrigado por fazer parte de nossa família!

| Categorias: Notícias, Padre Paulo Ricardo

Curso de férias sobre os Templários

Comece o ano de 2015 aprendendo sobre uma das mais fascinantes e intrigantes páginas da história da Igreja.

Nestas férias, junte-se à família do site padrepauloricardo.org, participando do imperdível curso sobre os Templários. Das Cruzadas até os dias de hoje, esses cavaleiros medievais já foram associados a várias instituições e fatos - à Maçonaria, ao Opus Dei, ao Santo Graal e à própria linhagem de Cristo.

Afinal, como distinguir entre um mito e a própria realidade? O que foi realmente a Ordem dos Templários? Como ela sobreviveu ao longo dos séculos? Encontre as respostas para essas e outras perguntas nesse curso inédito de férias!

As aulas serão transmitidas ao vivo, de 12 a 16 de janeiro, a partir das 21h00. Os inscritos poderão enviar perguntas. E, no dia seguinte a cada uma das aulas, a gravação será disponibilizada na própria página do curso.

Para participar do curso de férias, basta ser aluno do site e estar com a assinatura em dia.

Se você ainda não é nosso aluno, não perca mais tempo! Inscreva-se hoje mesmo em nosso site por apenas R$39,90. Fazendo isso, além do curso de férias, você terá acesso irrestrito a todos os conteúdos disponíveis no site. São centenas de aulas sobre temas relacionados à doutrina católica, com respaldo teológico, filosófico, histórico e – é claro! – espiritual.

Clique aqui para fazer sua inscrição

Você já tem uma assinatura, mas ela ainda não está ativa? Não tem problema! Acesse agora mesmo sua conta e realize o processo de ativação:
Clique aqui para entrar e ativar sua assinatura

Você não se lembra de sua senha?
Clique aqui para renová-la

Estamos esperando por você!

Obrigado por fazer parte de nossa família!