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Primeira boneca “transgênero” do mundo é lançada nos Estados Unidos

Inspirada em Jazz Jennings, uma celebridade masculina que acredita pertencer ao sexo feminino, a primeira boneca “transgênero” do mundo já tem um protótipo.

O culto à "diversidade" continua, desta vez nos Estados Unidos. Mais uma vez, não se trata de uma notícia exatamente recente, mas ilustra a confusão dos tempos em que vivemos.

A companhia Tonner Doll, que leva o nome de seu fundador, o empresário Robert Tonner, pretende comercializar ainda este ano uma boneca "transgênero", a primeira do mundo. Um protótipo da peça já foi exibido durante uma exposição na cidade de Nova Iorque, em fevereiro. A previsão era de que a boneca estivesse disponível para venda a partir do último mês de julho, mas, até o momento, nenhuma informação foi veiculada a esse respeito.

A peça é baseada em um "transgênero" da vida real, chamado Jazz Jennings. Trata-se de uma celebridade de apenas 17 anos que teve a sua história contada em seriados, filmes e livros. Jared, como ele realmente se chama, começou a sua "transição" para o sexo feminino com apenas 5 anos de idade, recebendo todo o suporte da família para tanto. No momento, o rapaz vem passando por uma terapia hormonal para bloquear a puberdade e o seu desenvolvimento natural como homem — provavelmente tendo em vista uma futura cirurgia de "mudança de sexo".

Para aqueles perguntando como seria uma boneca "transgênero", Robert Tonner e Jazz Jeanings respondem.

Em entrevista concedida à revista Forbes, o criador da boneca explica que, embora a sua intenção seja realmente criar um debate sobre o tema, ele não colocará a palavra "transgênero" na embalagem do produto. "Meu instrutor me perguntou: 'O que faz dessa boneca um 'transgênero' se ela não tem as partes?', ele conta de uma conversa que teve na academia. "Eu disse que tinha a ver com o que a boneca representa: uma pessoa com um problema que… vinte anos atrás, não dava para fazer algo assim. Agora, ela está gerando discussões, e é disso que eu gosto."

Em sua conta no Instagram, Jazz Jeanings manifesta a esperança de que o lançamento ajude a retratar as pessoas "transgênero" de uma forma positiva. "A boneca é tida como a primeira boneca 'transgênero' porque é baseada em um indivíduo que é trans", ele explica. "É claro que se trata apenas de uma boneca feminina normal, porque isso é exatamente o que eu sou: uma garota normal!"

Mas quão "normal" é alguém dizer ser "mulher" tendo, em todas as células do corpo, cromossomos sexuais XY? A propósito, em um dos episódios de I Am Jazz — seriado da rede TLC criado justamente para contar a história de Jazz —, o protagonista da trama relata, em um clima bem descontraído, ter sofrido uma ereção. Com o perdão da franqueza, quão normal é para uma "mulher" ter… ereções?

Não se pode aceitar tudo isso, na verdade, sem aceitar primeiro o "dogma" dos ideólogos de gênero de que "as pessoas podem ser o que elas quiserem ser". Talvez você ainda não tenha deparado com algo assim, mas não é difícil encontrar hoje sites ou páginas nas redes sociais afirmando, por exemplo, que "alguém com pênis não é necessariamente um homem" e "alguém com vagina não é necessariamente uma mulher". O papel da biologia na determinação de nossa identidade vai-se tornando praticamente irrelevante. A diferenciação dos sexos não existe mais. Tudo pode ser mudado pela vontade "onipotente" dos seres humanos.

Como escreve Peter LaBarbera para o LifeSiteNews.com, "os jovens de hoje — como Jazz Jeanings mesmo — são apenas as últimas cobaias das ideologias liberais, que estão reclassificando a sua rejeição do plano maravilhoso de Deus para o homem e a mulher como um 'direito civil'. E nós, é claro, como defensores da natureza e do Deus da natureza, não passamos de 'preconceituosos transfóbicos'."

Santo Antão do Deserto profetizou, certa vez, o seguinte: "No futuro, os homens enlouquecerão. Pegarão um que não é louco e o sacudirão dizendo: você é um louco, você não é como nós" [1]. Pois bem, alguém ainda duvida de que esses tempos sejam os nossos?

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referência

  1. Vita e detti dei padri del deserto (a cura di Luciana Mortari). 5. ed. Roma: Città Nuova, 2008, p. 88.

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Comunidade LGBT celebra “drag queen” de 8 anos no Canadá

Esta matéria é para você ter uma leve ideia de como será o mundo da ideologia de gênero, quando for finalmente implantado “o ideal de que não existe nada que seja só de menino ou só de menina”.

A notícia que você está prestes a ler não é exatamente recente, nem relata algo que se tenha passado no Brasil, mas a gravidade do assunto transcende o tempo e o espaço.

Foi em maio deste ano que Nemis Quinn Mélançon-Golden, um garoto canadense de apenas 8 anos, ganhou os holofotes da comunidade LGBT. Ele participou de uma parada em Montreal, chamada Werq the World Tour, ganhou a atenção de um travesti aparentemente famoso, chamado "Bianca del Rio", e o seu vídeo ficou viral nas redes sociais. Agora Nemis, um menino, é conhecido como "Lactatia", seu nome de "drag queen".

No vídeo a seguir, publicado por um canal LGBT no YouTube, é possível ver a própria mãe de Nemis aplicando maquiagem no rosto de seu filho, preparando-o para sua apresentação. Os pais do menino dão total apoio ao "sonho" de Nemis de ser uma estrela do mundo "drag".

No início do vídeo, já vestido de mulher, Nemis diz: "Eu acho que todos podem fazer o que quiser da vida, não importa o que os outros pensem. Se você quer ser um 'drag queen' e os seus pais não deixam, você precisa de novos pais. Se você quer ser um 'drag queen' e seus amigos não deixam, você precisa de novos amigos."

O LifeSiteNews.com traz mais informações sobre o caso, mas uma matéria em português também pode ser lida aqui, com a diferença de que, neste caso, o articulista vem em defesa da situação. Destaque para o trecho de uma entrevista concedida pelos pais de Nemis (grifos nossos):

O site Best Kept Montreal conversou com os pais de Nemis Quinn Mélançon Golden, responsável por criar Lactatia junto com a irmã Kashmyr Luna Higgins (14 anos), e eles provaram que são, provavelmente, uns dos melhores pais do mundo.

"Quando está fora do personagem, Nemis se identifica como um menino e, quando está nele, como uma menina. Drag, para Nemis, é sobre performance e personagem. Quando ele está como Lactatia, ele é uma garota com pênis. No que diz respeito a gênero, nós somos muito abençoados por ter nossos dois filhos e o ideal de que não existe nada que seja só de menino ou só de menina. Ele está crescendo brincando com os vestidos de princesa e os sapatos da irmã e andando de skate", disse Coriander Golden, pai de Lactatia.

"Claramente não somos como a maioria dos pais. Ao invés de praticar futebol aos sábados de manhã, nós temos aula de Vogue. Quando vamos às compras, compramos a mesma quantidade de jeans preto, peças de caveira, lantejoulas e tules. E conforme a sexualidade e a drag dele evoluem, Nemis entende que a maioria das drag's é gay. Conversamos muito sobre isso, porque ele ficou preocupado com que as pessoas não levassem a drag dele a sério, já que ele não sente que seja gay", completou Jessica Mélançon, mãe de Lactatia. "Talvez no futuro ele se descubra gay? Quem sabe? Por sorte ele tem uma vida inteira pela frente para descobrir esse aspecto sobre ele. Por enquanto ele está satisfeito de encontrar sapatos que sirvam nele e por cuidar das próprias coisas", argumentou o pai.

Certos tipos de notícia devem ser simplesmente veiculados, sem acréscimos, nem comentários adicionais. É o caso dessa notícia. Ela ilustra como será o mundo da ideologia de gênero, quando for finalmente implantado "o ideal de que não existe nada que seja só de menino ou só de menina", como disseram os pais de Nemis.

Algumas famílias já estão vivendo este pesadelo dentro de seus próprios lares, suplantando a realidade do ser por um desejo irrefreável de liberdade. O caso de Nemis não é único, mas constitui um emblema da crise educacional por que passamos: ao invés de realmente formarmos os nossos filhos, são eles quem devem, agora, "descobrir" o que querem ser; ao invés de colocarmos limites às suas pretensões — não porque sejamos "carrascos autoritários", mas porque o mundo real o exige —, fazemos de conta que não existe nada de errado com o mundo, que está tudo bem, que "todos podem fazer o que quiser da vida". O problema é que, embora sejamos "livres" para escolher o que fazer de nossos corpos — e de nossos filhos —, as consequências de nossas opções inevitavelmente se seguem, ainda que não as queiramos.

"Poderíamos imaginar crianças brincando na planície de um topo relvoso de alguma ilha elevada no meio do mar", diria G. K. Chesterton. "Contanto que houvesse um muro em volta do precipício, elas poderiam entregar-se ao jogo frenético e transformar o lugar na mais barulhenta creche. Mas os muros foram derrubados, deixando desguarnecido o perigo do precipício."

E as crianças… elas caíram.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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A Igreja Anglicana “sai do armário” e caminha para a extinção

Quanto mais se esforça para adaptar-se ao mundo e ao politicamente correto, mais fiéis perde a Igreja Anglicana. Quanto mais relativismo, menos adeptos.

O relativismo moral foi o solvente mais corrosivo para a Igreja Anglicana, que perdeu nas últimas décadas a metade de seus fiéis. A gota d'água tem sido a ideologia de gênero: quanto mais ela "sai do armário", menor é o número de seus fiéis. E é chamativo o fato de que muitos deles se convertam ao catolicismo. O que ocorre é que, quanto mais o anglicanismo se esforça por adaptar-se ao mundo e ao politicamente correto, mais fiéis o abandonam. Quanto mais relativismo, menos adeptos. E o coroamento deste processo é a ideologia de gênero.

A única serventia da ordenação de "bispas" ou de serviços religiosos para transsexuais tem sido afugentar muitos fiéis. Em 30 anos, a comunidade fundada no século XVI pelo impudico Henrique VIII perdeu a metade de seus fiéis. E o vazamento continua…

A hierarquia anglicana, em todo o caso, exigiu que Governo do Reino Unido proibisse as terapias para quem deseja modificar uma atração homossexual indesejada.

Os líderes anglicanos consideram que "não há espaço no mundo moderno" para que uma pessoa procure voluntariamente ajuda profissional para deixar de ser homossexual. O arcebispo anglicano de York, John Sentamu, manifestou-se de maneira clara a favor da proibição: "Só poderei dormir tranquilamente quando proibirem esta prática." O bispo de Liverpool, Paul Bayes, afirmou que a orientação LGBTI não é nem crime nem pecado: "Não precisamos levar as pessoas para terapia se elas não estão doentes."

A proposta foi finalmente aprovada por 298 votos a favor, 74 contra e 26 abstenções provenientes dos três "estados", formados por bispos, clérigos e leigos, do sínodo da Igreja da Inglaterra.

Serviços religiosos especiais para transsexuais

O sínodo geral da Igreja Anglicana exigiu ainda, por uma ampla maioria de 285 votos a 78, que os bispos proporcionem serviços religiosos específicos para as pessoas transsexuais.

A proposta consiste em elaborar "materiais litúrgicos" que possam ser utilizados com o propósito de "reafirmar o seu longo, angustiante e muitas vezes complexo processo de transição".

De acordo com o jornal The Guardian, ao longo dos 75 minutos em que foi debatida a questão, nenhum dos presente expressou a ideia de que o sexo é determinado biologicamente.

Antecedentes

Longe, porém, de atenuar o êxodo de fiéis, o que a ideologia de gênero faz é acentuá-lo. Com efeito, a Igreja Anglicana vem tomando há várias décadas uma série de decisões que, além chocar-se com a tradição cristã em geral, parecem cada vez mais alinhadas aos preceitos do relativismo.

Por isso, os anglicanos permitem desde 1995 que as mulheres exerçam a função de "sacerdotisas"; desde 2000, que os divorciados celebrem novas núpcias religiosas; e desde 2004 que as sacerdotisas ocupem o cargo de "bispas". Em 2003, seus irmãos episcopais dos Estados Unidos ordenaram o primeiro bispo abertamente homossexual da comunidade anglicana.

Êxodo para o catolicismo

Não deixa de ser significativo que uma parte expressiva dos anglicanos que abandonam essa religião volte para Roma. O número de comunidades anglicanas que solicitaram em 2005 plena comunhão com a Igreja Católica Romana não foi pequeno: representava por volta de 400.000 fiéis.

O pedido foi feito por meio dos chamados Ordinariatos Anglocatólicos, que se formalizaram com a Constituição Apostólica " Anglicanorum Cœtibus", de Bento XVI.

A uma geração da extinção

Lorde Carey, arcebispo de Canterbury entre 1991 e 2002, já tinha advertido em 2015 que "a Igreja da Inglaterra encontra-se a uma geração da extinção".

Em 1983, havia no Reino Unido 16,5 milhões de anglicanos. Esta cifra reduziu-se à metade em apenas 30 anos e a assistência semanal aos serviços religiosos caiu para menos de um milhão de pessoas, ou seja, por volta de 1,4% da população.

Por Nicolás de Cárdenas | Fonte: Actuall | Tradução: Equipe CNP

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Pais dão fim a batalha legal por tratamento de Charlie Gard

Nesta segunda-feira, pais do bebê Charlie Gard deram por encerrada batalha legal para que filho recebesse tratamento experimental contra doença genética.

Pais do bebê Charlie Gard chegam ao tribunal em Londres (Foto: REUTERS/Peter Nicholls)

Por G1 — Os pais do bebê britânico Charlie Gard vão discutir com o Great Ormond Street Hospital como e quando as máquinas que mantêm a criança viva serão desligadas. Nesta segunda-feira (24), o casal Chris Gard e Connie Yates retiraram seu apelo às autoridades judiciais britânicas para que o bebê fosse mantido vivo com a ajuda de aparelhos e para que sua transferência aos EUA — onde ele seria submetido a um tratamento experimental — fosse autorizada.

O bebê sofre de miopatia mitocondrial, uma síndrome genética raríssima e incurável que provoca a perda da força muscular e danos cerebrais. Há poucas perspectivas de tratamento para a enfermidade. Falando na Suprema Corte, o advogado da família, Grant Armstrong, afirmou que os exames mostram que o dano sofrido pela criança é irreversível. "Para Charlie, é muito tarde, o tempo acabou. Ele sofreu danos musculares irreversíveis, e o tratamento não pode mais ser bem-sucedido."

" Charlie esperou pacientemente pelo tratamento. Por causa do atraso, essa janela de oportunidade foi perdida", criticou. A mãe do bebê disse que ele poderia ter tido uma vida normal, caso o tratamento tivesse sido autorizado antes. "Nós decidimos deixá-lo ir. Ele tinha uma chance real de melhorar. Agora, nós nunca saberemos o que aconteceria se ele fosse tratado", disse Connie Yates na saída do julgamento.


Entenda o caso do bebê Charlie Gard à luz da moral católica, assistindo à aula do Padre Paulo Ricardo sobre o assunto.


O julgamento desta segunda reuniu manifestantes em Londres, com balões e cartazes de apoio à família de Charlie.

O caso de Charlie atraiu atenção internacional depois que a Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) apoiou a decisão de instâncias inferiores no Reino Unido e determinou que os aparelhos que mantêm Charlie vivo deveriam ser desligados, mesmo contra a vontade de seus pais.

O Papa Francisco fez apelos sobre o caso, e o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a afirmar que os EUA ficariam felizes em ajudar Charlie e sua família. Na semana passada, um comitê do Congresso americano chegou a aprovar uma emenda para conceder o status de residente permanente para a criança e sua família, para que ela pudesse receber o tratamento no país.

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Charlie Gard está vivo!

Tribunal dá prazo de 48 horas para que pais de Charlie Gard demonstrem alguma evidência de que menino pode sobreviver a novo tratamento.

Charlie Gard continua sua batalha pela vida. Na última semana, o Hospital infantil britânico Great Ormond Street, onde o pequeno Charlie se encontra hospitalizado, decidiu dar uma nova chance ao bebê e pedir outra avaliação do caso aos tribunais. A decisão do hospital veio após os inúmeros protestos de grupos pró-vida e outras autoridades mundiais.

Nesta terça-feira, a Corte determinou que os pais de Charlie Gard têm 48 horas para provar que o menino pode apresentar melhora, se for submetido ao tratamento proposto por um médico norte-americano. Caso contrário, o hospital será forçado a desligar os aparelhos que o mantêm vivo.

Como bem observaram Padre Paulo Ricardo e outros pró-vida, a questão de Charlie Gard transcende a luta pela vida de um bebê. Trata-se de uma intromissão absurda do Estado na vida familiar que, caso seja aceita, abrirá um precedente perigosíssimo. Daí a importância de as pessoas se manifestarem contra esse disparate.

Não deixem de endereçar, ao hospital e às autoridades indicadas abaixo, a seguinte mensagem pedindo pela vida de Charlie. No Facebook, as páginas a ser contatadas são a do Hospital Great Ormond Street, a da Primeira-ministra Theresa May e a da Família Real Britânica:

Let #CharlieGard Live. Let his parents Love. Let the World Hope. (Deixem #CharlieGard viver. Deixem seus pais amarem. Deixem o mundo sonhar.)

No Twitter, basta copiar e colar o texto abaixo:

Let #CharlieGard Live. Let his parents Love. Let the World Hope. @GreatOrmondSt @theresa_may @RoyalFamily @10downingstreet @POTUS

Sobretudo, não deixemos de rezar.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Bebê é sentenciado à morte por Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos”

Descubra o que está por trás da sentença de morte do pequeno Charlie Gard, o bebê cuja vida e família foram simplesmente “atropeladas” pela decisão irrecorrível de um tribunal.

A pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer."
(Ruy Barbosa)

Está-se passando no Reino Unido um caso terrível, ao qual os jornais aqui, de forma geral, não deram um pingo de atenção. Mas eles deveriam. Porque, se olharmos bem de perto, podemos enxergar nele o nosso futuro, bem como o nosso presente.

Charlie Gard é um bebê de apenas 10 meses com uma doença rara chamada "síndrome de depleção do DNA mitocondrial". Trata-se de uma condição genética gravíssima, que leva ao mal funcionamento dos órgãos, lesões cerebrais e outros sintomas. O hospital infantil Great Ormond Street, de Londres, sob cujos cuidados estava o garoto, declarou que não há mais nada a ser feito por ele e determinou que fossem desligados os aparelhos que o mantêm vivo. No parecer dos médicos, o menino deveria "morrer com dignidade", mas os pais, Chris Gard e Connie Yates, definitivamente não estão de acordo.

Este é o ponto mais importante a ser entendido: os pais não estão insistindo para que Charlie se mantenha ligado aos aparelhos. O que eles querem é tirá-lo do hospital e levá-lo aos Estados Unidos para ser submetido a uma forma de terapia experimental, e que um médico norte-americano já concordou em ministrar à criança. Chris e Connie conseguiram levantar mais de 1,6 milhão de libras para financiar este último e desesperado esforço para salvar a vida de seu filho. Tudo o que eles precisavam do hospital britânico era a liberação da criança aos cuidados dos pais — o que não parece ser um pedido assim tão absurdo. Eles deixariam o país, então, e tentariam a sorte com este tratamento no exterior: mesmo que fosse pequena a chance de isso dar certo, seria sem dúvida melhor do que simplesmente ficar sentado, assistindo ao seu filho morrer.

É aqui, então, que as coisas se tornam verdadeiramente insanas e barbáricas. O hospital se recusou a entregar Charlie de volta aos seus pais. A questão foi parar na Justiça e, finalmente, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos acaba de proibir os pais de levarem o seu filho para receber tratamento nos Estados Unidos. De acordo com a sentença, é um "direito humano" de Charlie expirar na sua cama de hospital em Londres; os pais não estão autorizados a tentar salvar a sua vida; faz parte "de seu maior interesse" simplesmente morrer.

Na Europa, a "morte com dignidade" sobrepõe-se a todos os direitos.

Na Europa, uma mãe pode matar o seu filho, mas não pode mantê-lo vivo.

Mais uma vez, trata-se de algo barbárico.

Tenho ouvido muitas pessoas racionalizando essa decisão demente com o argumento de que "os médicos entendem melhor" sobre o assunto. Isso pode muito bem ser relevante e verdadeiro em situações nas quais os familiares tentam forçar os médicos a tratamentos que eles, como profissionais, sabem que não funcionarão. Mas não é isso o que está acontecendo aqui. A única coisa que esses pais estão tentando "forçar" os médicos a fazer é liberar o seu filho, a fim de que ele possa ser levado a médicos diferentes, em um país diferente. Os médicos podem até ser a autoridade final a respeito de que medidas eles pessoalmente tomariam, mas não são a autoridade final sobre a vida em si mesma. Uma coisa é eles dizerem: "Eu não farei este tratamento"; outra bem diferente é eles sentenciarem: "Vocês não estão autorizados a pedir este tratamento a ninguém. A criança deve morrer." A primeira afirmativa é razoável; a segunda é bárbara e chama-se eutanásia.

Tenho visto algumas pessoas nas redes sociais qualificando o caso como "inimaginável" ou "incompreensível". Trata-se certamente de algo terrível, mas infelizmente não foge à minha compreensão nem excede os limites de minha capacidade imaginativa. Esses tipos de casos são inevitáveis na Europa e, a menos que aconteça uma mudança drástica no curso das coisas, em breve se tornarão comuns também deste lado do Atlântico. Já está tudo sendo cuidadosamente delineado nesse sentido. Basta levar em consideração os dois seguintes fatores.

Primeiro, é isso o que acontece quando os direitos dos pais são subordinados ao Estado.

Esse caso trouxe à tona algumas questões de relevância máxima. Quem deve deter a palavra final sobre uma criança? Devem ser os seus pais, ou um grupo de médicos, juízes e burocratas? Se os pais não têm precedência em uma situação que envolva a vida e a morte, que direito eles possuem? Se eu não tenho poder de decisão quando a vida de meu filho está em jogo, que raio de poder, então, realmente me cabe?

Na Europa, é assim que as coisas têm funcionado: um pai pode até ter alguma "jurisdição" sobre as menores minúcias da vida diária de seus filhos, mas, quando se trata das grandes questões — como eles serão educados, como devem levar a vida, em que devem acreditar, quando devem morrer —, é cada vez mais da alçada do Estado determiná-las. Como diz um especialista em "ética médica" de Oxford, os direitos dos pais estão "no coração" das decisões médicas mais importantes, mas "tudo tem limites". Chris e Connie aparentemente atingiram os "limites" de sua autoridade parental e, agora, devem resignar-se enquanto seu filho agoniza até a morte. São esses, observem bem, os tais "limites" a que querem constringir a família. Você é pai até um certo ponto, a partir do qual o relacionamento com seu filho não conta para absolutamente mais nada.

Segundo, é isso o que acontece quando a vida humana deixa de ser vista como algo sagrado.

Qual o problema em levar uma criança aos Estados Unidos para receber tratamento? Pode não funcionar, é claro, mas por que não tentar? Os pais conseguiram levantar dinheiro suficiente para pagar tudo, incluindo uma ambulância aérea para transportar o bebê até a unidade de tratamento. Ninguém está sendo excessivamente onerado aqui. Ninguém está sendo forçado a fazer algo que não queria fazer. Existe alguma coisa a perder?

Olha, respondeu o Tribunal, só não vale a pena o transtorno. Eles analisaram todas as variáveis, usando as suas várias formulações, e chegaram à conclusão de que não faz sentido passar por todo esse transtorno na pequena esperança de salvar a vida de um ser tão "insignificante". Sim, eles usaram a desculpa de que a criança está "sofrendo" — e eu tenho certeza que está —, mas isso não justifica proibir os pais de esgotarem todas as opções possíveis para aliviar o sofrimento do seu filho. Morrer não é um plano de tratamento para o sofrimento. Morrer é morrer. É a destruição da vida. Todos nós vamos experimentar a morte um dia, mas a sua inevitabilidade não anula o valor e a dignidade da vida humana.

Tudo isso se resume, no fim das contas, ao fato de que os poderes vigentes não vêem o valor fundamental da vida. É por isso que você escuta essas pessoas falarem mais frequentemente da "dignidade" da morte do que da dignidade da vida. Eles defendem com unhas e dentes o "direito" de morrer, mas dão de ombros para — quando não militam contra — o direito à vida. As leis na Europa refletem essa ênfase na morte ao invés da vida: lá se matam as crianças nos ventres e, depois que nascem, a eutanásia espera por elas ( sejam doentes terminais ou não). Uma vez que o "direito de morrer" é colocado acima do direito à vida, a morte continua a ganhar terreno e a devorar cada vez mais pessoas. A morte é uma força destrutiva. A que pode mais ela conduzir, senão à aniquilação?

Nós na América não estamos tão mal a este ponto, mas chegaremos lá. Só nos Estados Unidos, já matamos centenas de milhares de crianças no ventre de suas mães, e frequentemente falamos com admiração de pessoas que tomaram a "corajosa" decisão de cometer suicídio. Também nós, em muitas situações, infelizmente colocamos a autoridade do Estado acima dos direitos dos pais. Nosso sistema educacional está construído sobre essa filosofia.

Por isso, eu repito, tudo já está sendo delineado. Prepare-se para o que há de vir. E reze por esses pais que estão perdendo a alma de seu filho para o Estado Leviatã.

Por Matt Walsh — The Blaze | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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​Conheça o milagre da canonização dos Pastorinhos de Fátima

Em Fátima, brasileiro conta como o filho foi curado milagrosamente por intercessão de Francisco e Jacinta Marto.

Os pais de Lucas, a criança cuja cura foi atribuída à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta, manifestaram hoje em Fátima a sua "imensa alegria por ser este o milagre que os leva à canonização".

"Damos graças a Deus pela cura do Lucas e sabemos com toda a fé do nosso coração, que foi obtido este milagre pelos Pastorinhos Francisco e Jacinta", salientou João Batista, o pai do jovem Lucas, falando em seu nome e da sua mulher, Lucila Yurie.

"Mas sobretudo sentimos a bênção da amizade destas duas crianças, que ajudaram o nosso menino e agora ajudam a nossa família", acrescentou no seu testemunho.

Os agradecimentos são também dirigidos a todos os profissionais de saúde que se ocuparam do caso e a todas as pessoas que rezaram pelo seu filho, bem como à Postulação da Canonização dos dois beatos e ao Santuário de Fátima, "pelo convite para este momento de graça".

O caso ocorreu a 3 de março de 2013, pelas 20 horas, quando Lucas, na altura com 5 anos, caiu de uma janela, de uma altura de 6,5 metros.

"Bateu com a cabeça no chão e fez um traumatismo craniano muito grave, com perda de tecido cerebral", relatou, referindo que a criança foi internada em coma muito grave, sofrendo duas paragens cardíacas, e os médicos deram-lhes poucas esperanças de sobrevivência.

"Começamos a rezar a Jesus e a Nossa Senhora de Fátima, a quem temos muita devoção. No dia seguinte ligamos para o Carmelo de Campo Mourão, pedindo às irmãs que rezassem pelo menino. A irmã que recebeu o telefonema não passou o recado para a comunidade", contou, indicando que a mensagem só foi passada à comunidade no dia seguinte.

"Uma irmã correu para as relíquias dos Beatos Francisco e Jacinta, que estavam junto do Sacrário e sentiu esse impulso de oração: 'Pastorinhos, salvem este menino, que é uma criança como vocês'. Conseguiu convencer toda a comunidade a rezar apenas com a intercessão dos Pastorinhos", relatou.

"Assim fizeram. Da mesma forma todos nós, na família, começamos a rezar aos Pastorinhos e, dois dias depois, no dia 9 de março o Lucas acordou, bem, e começou a falar, perguntado pela sua irmãzinha. No dia 11 saiu da UTI e dia 15 teve alta", disse João Batista.

Uma cura, referiu, para a qual os médicos, mesmo os não-crentes, não conseguem encontrar explicação.

A criança está completamente bem, "sem nenhum sintoma ou sequela": "O que o Lucas era antes do acidente ele o é agora: sua inteligência, seu caráter, é tudo igual".


Texto completo do testemunho dos pais de Lucas:

Boa tarde.

Meu nome é João Batista. Esta é a minha esposa, Lucila Yurie.

No dia 3 de março de 2013, pelas 20.00 horas, o nosso filho Lucas, que estava a brincar com a sua irmãzinha Eduarda, caiu de uma janela, de uma altura de 6.50 metros. Tinha 5 anos.

Bateu com a cabeça no chão e fez um traumatismo craniano muito grave, com perda de tecido cerebral.

Foi assistido na nossa cidade, em Juranda, e dada a gravidade do seu quadro clínico, foi transferido para o hospital de Campo Mourão, no Paraná.

O percurso demorou quase uma hora.

Chegou em coma muito grave. Teve duas paragens cardíacas e foi operado de urgência. Os médicos diziam que tinha poucas probabilidades de sobreviver.

Começamos a rezar a Jesus e a Nossa Senhora de Fátima, a quem temos muita devoção. No dia seguinte ligamos para o Carmelo de Campo Mourão, pedindo às irmãs que rezassem pelo menino. A irmã que recebeu o telefonema não passou o recado para a comunidade. Estavam na hora do silêncio e ela pensou: "O menino vai morrer. Vou rezar pela família".

Os dias passavam e o Lucas estava piorando. No dia 6 de março os médicos pensaram na transferência para outro hospital, uma vez que nem havia os cuidados necessários para a sua idade. Disseram-nos que as possibilidades de o menino sobreviver eram baixas e que se sobrevivesse teria uma recuperação muito demorada ficando certamente com graves deficiências cognitivas ou mesmo em estado vegetativo.

No dia 7 voltamos a telefonar ao Carmelo. Nesse dia, a irmã transmitiu o recado à comunidade. Uma irmã correu para as relíquias dos Beatos Francisco e Jacinta, que estavam junto do Sacrário e sentiu esse impulso de oração: "Pastorinhos, salvem este menino, que é uma criança como vocês". Conseguiu convencer toda a comunidade a rezar apenas com a intercessão dos Pastorinhos.

Assim fizeram. Da mesma forma todos nós, na família, começamos a rezar aos Pastorinhos e, dois dias depois, no dia 9 de março o Lucas acordou, bem, e começou a falar, perguntado pela sua irmãzinha. No dia 11 saiu da UTI e dia 15 teve alta.

Está completamente bem, sem nenhum sintoma ou sequela. O que o Lucas era antes do acidente ele o é agora: sua inteligência, seu caráter, é tudo igual.

Os médicos, incluindo alguns não crentes, disseram não ter explicação para esta recuperação.

Queremos agradecer aos profissionais de saúde que acompanharam o Lucas, bem como à Postulação do Francisco e Jacinta Marto na pessoa da Irmã Ângela, por todo o cuidado prestado durante todo este processo até canonização.

Agradecemos também ao Santuário de Fátima pelo convite para este momento de graça. No entanto, não podemos deixar de agradecer a todos aqueles que rezaram pelo Lucas.

Damos graças a Deus pela cura do Lucas e sabemos com toda a fé do nosso coração, que foi obtido este milagre pelos Pastorinhos Francisco e Jacinta.

Sentimos uma imensa alegria por ser este o milagre que os leva à canonização, mas sobretudo sentimos a bênção da amizade destas duas crianças, que ajudaram o nosso menino e agora ajudam a nossa família.

Fonte: Página Oficial do Santuário de Fátima

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Cristãos perseguidos na Europa: um relatório assustador

​Os cristãos na Europa enfrentam, atualmente, uma dupla perseguição: são alvo de extremistas islâmicos, muitas vezes vindo de fora, mas também dos próprios compatriotas, que não querem mais saber de Deus.

"Na Europa ocidental hoje, tanto a liberdade religiosa quanto a liberdade de consciência se encontram ameaçadas".

Embora não fizesse parte da discussão, nem fosse divulgado durante a coletiva de imprensa final, um documento distribuído aos bispos italianos pelo Cardeal Angelo Bagnasco, presidente da Conferência Episcopal Italiana e também do Conselho das Conferências Episcopais Europeias, põe o dedo sobre a ferida da perseguição religiosa na Europa. E isso a partir de um ponto de vista privilegiado: o do Observatório sobre a Intolerância e a Discriminação contra os Cristãos, sediado em Viena, na Áustria.

A preocupação do Cardeal Bagnasco não é nova. Já há algum tempo o Cardeal denuncia a construção de uma ordem mundial sem Deus, a qual se reflete, por exemplo, no recente caso de eutanásia infantil praticado na Bélgica. Essa sua preocupação traduziu-se no relatório entregue aos bispos italianos, provavelmente com o objetivo de alargar a visão dos problemas de todo o continente.

O documento contém uma síntese eficaz dos 1.800 casos de discriminação contra os cristãos na Europa, foi redigido por Martin Kugler, diretor do Observatório, e circulou entre os bispos que se reuniram em Roma, de 23 a 25 de janeiro passado, para o encontro de inverno do Conselho Episcopal Permanente.

Entre os episódios de discriminação religiosa relatados desde 2010, estão incluídos:

Martin Kugler nota que "as restrições às objeções de consciência religiosamente motivadas atingem sempre mais os profissionais médicos e os farmacêuticos em diversos Estados membros da União Europeia, entre os quais a França, a Noruega, o Reino Unido e a Suécia", e que a preocupação é que a adoção "de uma linha dura de imposição de posições relativistas termine inibindo, a longo prazo, uma adaptação razoável das crenças religiosas".

O relatório destaca alguns casos dignos de nota. Na Itália, destacam-se o furto e os atos de vandalismo ocorridos na Igreja de Santa Helena, em Messina, no último dia 3 de julho; e a estátua de São Petrônio em Bolonha pichada na sua base com as palavras "Allah Akbar", no dia 26 de junho.

Na França se assinalou, obviamente, o assassinato do padre Jacques Hamel, no último dia 26 de julho.

Na Alemanha, mencionem-se o furto, no mesmo mês de junho, da relíquia do Papa João Paulo II da Catedral de Colônia; os atos de vandalismo na Basílica de Bonn, onde um homem de 24 anos provocou grandes danos à cripta, ao tabernáculo e ao sarcófago dos santos Casio e Florenzio, patronos da cidade; a destruição de quatro cruzes de madeira postas em alguns pontos altos da região Bad Tölz-Wolfratshausen, em um período que vai de maio a agosto.

Na Espanha, apontam-se os dois incêndios dolosos ocorridos em duas igrejas de Narón, entre 10 e 11 de junho.

E, depois, há os casos que afetam o direito à objeção de consciência. Na Bélgica, um lar de idosos foi multado em 6 mil euros por ter negado a eutanásia a um homem de 74 anos que sofre de câncer no pulmão. Na Itália, uma Ordem religiosa feminina foi condenada a pagar 25 mil euros a um professor por ter suspenso o seu vínculo de trabalho com base na incompatibilidade de sua orientação sexual com o ethos da escola católica.

As discriminações afetam, contudo, também os refugiados cristãos. O Observatório sublinha que, na Suécia, refugiados convertidos do Islã ao cristianismo testemunham ter sofrido espancamentos, ameaças, atos de intimidação e exclusão social nos alojamentos para refugiados.

Na Alemanha, 14 jovens iranianos cristãos foram obrigados a fugir dos campos de refugiados de Schloss Holte-Stukenbrock, depois de serem ameaçados de morte durante meses por um grupo de muçulmanos que vivem na caravana.

Assim, os cristãos europeus — os poucos que ainda restam — estão como que "entre a cruz e a espada", por assim dizer: são ameaçados, de um lado, pelos inimigos que vêm de fora, trazendo uma outra cultura e colonizando o continente com uma nova religião; e são hostilizados, de outro, pelos seus próprios compatriotas, que abandonaram a fé cristã e querem vê-la cada vez mais extinta da esfera pública. Cumprem-se, de um novo modo, as palavras do Autor Sagrado: "Se eu saio para os campos, eis os mortos à espada; se eu entro na cidade, eis as vítimas da fome!" ( Jr 14, 18). Que Deus tenha misericórdia da Europa.

Com informações de ACI Stampa | Tradução e adaptação: Equipe CNP