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Assassinada no Paquistão porque se negou a dormir com muçulmanos

“Como vocês ousam fugir de nós?”, teriam perguntado os criminosos, antes de matarem Kiran Masih, de 17 anos. “Garotas cristãs só existem para uma coisa, para o prazer dos homens muçulmanos.”

Uma jovem cristã de 17 anos foi brutalmente assassinada no Paquistão porque se recusou a manter relações sexuais com jovens muçulmanos. O caso aconteceu na noite do dia 13 de janeiro, em um bairro de classe alta da cidade de Lahore, extremo leste do país.

Kiran Masih, de 17, Shamroza, de 18, e Sumble, de 20 anos, voltavam do trabalho para casa, na comunidade cristã de Baowala, quando foram abordadas por quatro muçulmanos, aparentemente alcoolizados, dentro de um carro. Um deles fez comentários insinuantes e ofensivos às jovens, dizendo que elas entrassem no carro para "um passeio e um pouco de diversão". Elas explicaram que eram cristãs e não praticavam sexo fora do matrimônio, recusando energicamente a proposta dos rapazes.

A reação delas despertou a ira dos muçulmanos, que ameaçaram levá-las à força para dentro do carro. Aterrorizadas pela situação, que ia ficando cada vez mais perigosa, as garotas começaram a correr, em um surto de pânico. Isso só aumentou a raiva dos agressores, e um deles gritou: "Como vocês ousam fugir de nós? Garotas cristãs só existem para uma coisa, para o prazer dos homens muçulmanos."

Os homens conduziram o carro com violência em direção às garotas e atropelaram as três. Shamroza e Sumble foram jogadas para o lado e caíram com força no chão: a primeira quebrou algumas costelas e a outra teve uma fratura no quadril. Kiran, porém, teve menos sorte. O impacto do carro a arremessou para cima e ela caiu em cima do capô do veículo. Percebendo que outro carro vinha atrás deles, o veículo saiu em disparada, lançando com nova violência o corpo da jovem ao chão. Ela teve um traumatismo craniano e vários de seus ossos quebrados. O resultado foi uma hemorragia interna que a matou em questão de minutos.

Os detalhes do crime foram obtidos por Naveed Aziz, correspondente de uma associação cristã no Paquistão. Ele visitou as casas das vítimas, que estão "abaladas" e "inconsoláveis pela perda da amiga próxima".

Os familiares pedem justiça, mas, dada a condição abastada dos jovens que praticaram o crime e o alto nível de corrupção das instituições, são remotas as esperanças de que a investigação siga adiante e traga algum resultado. Para Wilson Chowdhry, presidente da British Pakistani Christian Association, não há dúvidas de que o crime permanecerá impune:

"Em qualquer outra nação, os criminosos teriam sido presos, condenados por homicídio e sentenciados a uma longa pena. No Paquistão, contudo, só os pobres vão para a prisão e os ricos cometem o crime que quiserem sem punição. A violência contra os cristãos é raramente investigada e altamente improvável de ser enfrentada com justiça. O padrão nesses casos é que os cristãos paguem um suborno para os policiais cumprirem o seu dever, e que os criminosos ofereçam mais subornos para a polícia parar a investigação."

O assassinato de Kiran evidencia a condição de inferioridade em que são tratadas as mulheres na cultura islâmica. Estatísticas de uma ONG muçulmana estimam que, "todos os anos, cerca de 700 mulheres cristãs no Paquistão são sequestradas, estupradas e forçadas ao casamento muçulmano". "São quase dois casos por dia e o mundo não faz nada", comenta Wilson Chowdhry. "Alguns imãs imorais chegam a declarar que tais atos de conversão por meio da violência são recompensados no céu".

Impossível não relacionar essa ideia, que o jornalista considera "aterrorizante", à crescente onda de abusos sexuais que tem invadido a Europa nos últimos meses. Na véspera do Ano Novo, como se sabe, mulheres de várias cidades da Alemanha foram alvo de abusos sexuais por parte de homens "de ascendência árabe e norte-africana". O clérigo de uma mesquita salafista de Colônia, porém, não se surpreende "que os homens quisessem atacá-las". Para o clérigo, a culpa é "das próprias mulheres, porque estavam seminuas e usando perfume".

Curiosamente, esse comentário deplorável, que faria as feministas rasgarem as vestes no Ocidente, está sendo cuidadosamente ignorado pela mídia do mundo inteiro. O motivo? Os jornais têm que levar adiante a farsa do "multiculturalismo", custe o que custar; têm que incutir na cabeça das pessoas que "tanto vale uma religião quanto outra" ou que "qualquer cartilha moral é válida" – bem à moda do "relativismo religioso" que São João Paulo II tanto denunciou em seu magistério [1]. Enquanto isso, a honra e a dignidade das mulheres é ultrajada, sem que ninguém consiga propor uma solução efetiva para o problema que já toma proporções cada vez maiores. De fato, "a caridade, sem verdade, cai no sentimentalismo" [2].

"Quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar e disse: 'Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz!'" (Lc 19, 41-42). Que a Europa seja capaz de redescobrir os valores que lhe podem "trazer a paz". Que as mulheres retomem a consciência da sua dignidade e mostrem ao mundo que não foi "para o prazer" dos homens que elas foram criadas, mas para serem filhas de Deus e habitantes do Céu! "Sem identidade" [3], sem essa sadia visão do feminino e do ser humano – que os próprios europeus perderam, antes mesmo que os muçulmanos as tomassem –, não há salvação nem para a Europa, nem para lugar nenhum.

Por Equipe CNP | Com informações de BPC Association

Referências

  1. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Redemptoris Missio (7 de dezembro de 1990), n. 36.
  2. Papa Bento XVI, Carta Encíclica Caritas in Veritate (29 de junho de 2009), n. 3.
  3. Papa Francisco, Discurso com os líderes de outras religiões na Albânia (21 de setembro de 2014): "Sem identidade, não pode haver diálogo."

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Uma decisão histórica das Filipinas contra os anticoncepcionais

O Congresso filipino coloca um freio no avanço da “cultura da morte” e dá um exemplo de soberania e sensatez ao resto do mundo

Filipinos protestam contra lei que exigia fundos para contraceptivos e educação sexual nas escolas.

A ousada decisão do Congresso filipino de não mais financiar programas de contracepção no país não agradou nem um pouco às organizações internacionais. Desde o anúncio da medida, em janeiro deste ano, as Filipinas vêm enfrentando duras críticas por, supostamente, terem "dado um sério passo atrás na obrigação de proteger a saúde maternal, a redução da mortalidade infantil e a prevenção do HIV", como atacou o grupo Human Rights Watch.

No início do mês, o Congresso filipino decidiu remover os $21 milhões do fundo governamental para o financiamento de contraceptivos para famílias pobres, conforme exigia uma controversa lei de saúde reprodutiva, aprovada em 2012, e sob pressão da ONU. Phelim Kine, vice-diretor asiático da Human Rights Watch, descreveu a ação como uma "vitória para membros da Igreja Católica nas Filipinas que têm amargamente se oposto aos serviços de contracepção gratuitos". Em uma declaração, Kine disse que a oposição da Igreja inclui "falsas preocupações acerca da segurança e da confiabilidade de métodos contraceptivos como a camisinha".

O Arcebispo Ramon Arguelles, da Arquidiocese de Lipa, rebateu as acusações, dizendo que a medida do governo era "pró-filipinos". "Eu espero que tudo seja gasto na construção de escolas, que deem maior educação e formação moral aos jovens, e oportunidade de trabalho para os adultos", exortou o arcebispo.

Na mesma linha se posicionou o porta-voz da conferência dos bispos, padre Jerome Secillano. "É bom saber que nenhum orçamento será reservado para a aquisição de contraceptivos", declarou o sacerdote, acrescentando que aquelas eram "notícias bem-vindas".

A decisão do Congresso filipino vem um ano após a visita do Papa Francisco ao país, quando o Santo Padre alertou as autoridades locais para o risco das "colonizações ideológicas". Durante o encontro com as famílias, o Santo Padre incentivou-as a "dizer 'não' a qualquer colonização política, assim também como família devemos ser muito sagazes, muito hábeis, muito fortes, para dizer 'não' a qualquer tentativa de colonização ideológica da família". Recordando a encíclica Humanae Vitae, de Paulo VI, Francisco ainda insistiu na necessidade da "abertura à vida" dentro do matrimônio: "(Paulo VI) olhou os povos da terra e viu esta ameaça da destruição da família pela falta de filhos".

A cruzada da Igreja contra o controle populacional

A briga da Igreja contra os anticoncepcionais é antiga. Foi durante o pontificado de Pio XI que a Santa Sé fustigou as primeiras manifestações da mentalidade antinatalista. Com a encíclica Casti Connubii, o Papa afirmou que o ato conjugal, por ser destinado primeiramente pela natureza à geração de filhos, não pode ser alienado, e que, por isso, "aqueles que, em seu exercício, frustram deliberadamente seu poder e propósito, pecam contra a natureza e cometem um ato vergonhoso e intrinsecamente mau" (n. 54).

Também São João XXIII, na encíclica Mater et Magistra, considerando a sacralidade da vida humana e a questão do aumento demográfico no mundo, deplorava o uso de "expedientes que ofendem a ordem moral estabelecida por Deus e atacam os próprios mananciais da vida humana" (n. 188). Era o começo dos anos 60 e a voz inequívoca do Bispo de Roma já se lançava contra "métodos e meios que são indignos de um ser racional e só encontram explicação num conceito puramente materialista do homem e da vida" (n. 190).

Mas o matchpoint veio mesmo em 1968, com a publicação da encíclica Humanae Vitae. Além de frustrar as expectativas da grande mídia (e, infelizmente, de algumas autoridades eclesiásticas), que queria porque queria a aprovação da Igreja para o controle populacional, Paulo VI fez uma profecia assaz válida para o mundo de hoje:

Considerem, antes de mais, o caminho amplo e fácil que tais métodos abririam à infïdelidade conjugal e à degradação da moralidade [...] É ainda de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada.

Pense-se ainda seriamente na arma perigosa que se viria a pôr nas mãos de autoridades públicas, pouco preocupadas com exigências morais. Quem poderia reprovar a um governo o fato de ele aplicar à solução dos problemas da coletividade aquilo que viesse a ser reconhecido como lícito aos cônjuges para a solução de um problema familiar? Quem impediria os governantes de favorecerem e até mesmo de imporem às suas populações, se o julgassem necessário, o método de contracepção que eles reputassem mais eficaz? Deste modo, os homens, querendo evitar dificuldades individuais, familiares, ou sociais, que se verificam na observância da lei divina, acabariam por deixar à mercê da intervenção das autoridades públicas o setor mais pessoal e mais reservado da intimidade conjugal (n. 17).

Na mosca. O que era simplesmente um temor do Santo Padre tornou-se fato em nossos dias. Graças à falsa segurança dos anticoncepcionais, inúmeras famílias têm sido arruinadas pela praga da traição e da promiscuidade. Ademais, não é incrível que os índices de gravidezes indesejadas e de doenças sexuais sejam tão altos agora, quando nunca foi tão fácil o acesso à camisinha? É que os anticoncepcionais, longe de serem seguros, favorecem uma mentalidade utilitarista e imprudente, que não reconhece a sacralidade do corpo humano; antes, transforma-o em instrumento de satisfação imediata e, muitas vezes, de dinheiro fácil. Bento XVI estava mesmo certo: na luta contra as doenças sexualmente transmissíveis, a camisinha mais atrapalha do que ajuda.

Igualmente preocupante é a ingerência de certas autoridades mundiais na vida familiar e na soberania de outros países que, em troca de apoio econômico e militar, são obrigados a adotar a agenda antinatalista das fundações internacionais. Vejam o exemplo da China para terem ideia da dimensão do problema.

Lembremo-nos, ainda, dos efeitos colaterais de alguns métodos contraceptivos, como a chamada pílula. Não faz muito tempo, a revista Época publicou uma séria denúncia sobre casos de embolia pulmonar, trombose e acidente vascular cerebral (AVC) ligados ao uso de pílulas anticoncepcionais. Mais: os anticoncepcionais, embora se queira esconder amiúde das mulheres, são abortivos. É fato!

Os filhos são uma bênção

Madre Teresa de Calcutá foi, por muitos anos, uma pedra no sapato dos defensores da contracepção. Isso porque a missionária, em todas as suas viagens, não deixava de repetir o seu mantra às autoridades civis e à população em geral: "Não ao aborto, não aos contraceptivos". Madre Teresa defendia esses princípios não porque fosse uma fanática religiosa ou coisa parecida, mas porque estava convencida da verdade acerca do matrimônio e, sobretudo, da maternidade. Não se pode negar que a criação dos filhos seja difícil — e ninguém melhor que Madre Teresa entendeu isso, visto que diariamente se dedicava às crianças de seu orfanato; por outro lado, a família existe justamente para que o homem e a mulher cresçam no amor e aprendam a virtude da abnegação, coisa, aliás, muito em falta na sociedade de hoje, que prefere descartar o próximo a sacrificar-se por ele.

Não é por acaso que o atual crescimento da violência e da corrupção esteja acompanhado de um declínio acentuado na vida familiar. A família precisa ser a escola da santidade. Porém, quando essa concepção se perde, o que resta são os traumas e os rancores.

A Igreja entende — e aceita — que, em alguns casos, e por razões realmente graves, os casais estabeleçam um espaçamento maior entre a geração de filhos, desde que se recorra a métodos honestos e abertos à vida, como a abstinência conjugal e o conhecido Método de Ovulação Billings. Trata-se da autêntica "paternidade responsável", como dizia Paulo VI (cf. Humanae Vitae, n. 7-10). Mas, ao mesmo tempo, é sempre dever dela recordar as famílias sobre a generosidade na correspondência à própria vocação. Os filhos, se acolhidos com visão sobrenatural, são sempre uma bênção.

Neste mundo, que parece estar de joelhos ante a "cultura da morte", a decisão das autoridades filipinas é mesmo muito "bem-vinda". Que este exemplo de sensatez e amor à família ilumine as demais autoridades do planeta contra a perversa ideologia antinatalista.

Por Equipe CNP | Com informações de ChurchMilitant.com

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Pai de família é agredido na Inglaterra por ser cristão

Câmeras flagraram o momento em que dois jovens encapuzados, com uma picareta na mão, atacaram um homem com socos e pontapés. Nissar Hussain e sua família estão sendo perseguidos sistematicamente por terem se convertido do Islã ao Cristianismo.

Um pai de família foi brutalmente atacado por vândalos encapuzados, em frente de sua casa, em Bradford, pelo simples fato de ter se convertido do Islã ao Cristianismo. A agressão aconteceu no fim da tarde do dia 17 de novembro de 2015, na região de Manningham.

O paquistanês Nissar Hussain, de 49 anos, teve um joelho quebrado, uma fratura no antebraço e uma concussão. O episódio, que foi flagrado pelas câmeras do circuito interno de TV, está sendo avaliado pela polícia do condado de West Yorkshire como crime de ódio religioso.

Ele saiu de casa por volta das 5h da tarde, para levar o seu carro para a delegacia, quando foi atacado por dois homens, que repentinamente o pararam do outro lado da pista e começaram o ataque. Um deles usava uma picareta de mão, enquanto o outro atingia Hussain com vários socos e pontapés. Os agressores, que a vítima não foi capaz de identificar, só pararam quando alguns vizinhos poloneses chegaram e mandaram-nos para longe.

"Eu senti como se estivesse lutando para sobreviver. Tudo aconteceu tão rápido que eu fui incapaz de reagir. Só me lembro de ter saído pelo portão e atravessado o meio-fio. Depois, só vi uma picareta vindo em minha direção. Instintivamente, tentei cobrir minha cabeça com os braços, mas a força do golpe me jogou para trás, meu calcanhar bateu na calçada e lançou-me ao chão. Também bati minha cabeça na parede, o que fez eu ter uma concussão, mas eu ainda estava consciente. Enquanto estava no chão, continuei com os braços bloqueando os chutes deles à minha cabeça, mas assim que eles perceberam, simplesmente começaram a atingir minhas pernas."

O senhor Hussain conta que a sua família vive aterrorizada desde 2008, quando eles apareceram em um programa de TV – o documentário Unholy War, exibido no Channel 4, que fala sobre os maus tratos a ex-muçulmanos que se converteram à fé cristã. Desde então, ele, a mulher e os seis filhos têm sido submetidos a inúmeros abusos e ameaças às suas vidas, bem como a um enorme prejuízo financeiro, devido aos danos físicos às suas propriedades. Só no período de um ano, por exemplo, o seu veículo foi alvo de vândalos por mais de seis vezes. Ele também já tinha sido agredido anteriormente na rua e acusa a polícia britânica de não ajudar a sua família. "Este país é uma sociedade civilizada e nós não estamos no Paquistão", ele diz. "Temos o direito de seguir com as nossas vidas diárias e não sermos ameaçados por causa de nossa religião."

Embora já tivesse sido contactada em outras ocasiões, é a primeira vez que a polícia estuda classificar o incidente como crime de ódio religioso. A família se mudou para o antigo endereço depois de experimentar problemas na nova residência, em Bradford, de onde eles reclamam terem sido expulsos por moradores muçulmanos.

Hussain diz que, a princípio, eles foram bem acolhidos na vizinhança, mas tudo mudou depois que eles apareceram na TV revelando a sua conversão ao Cristianismo. "Esse último ano tem sido o mais aterrorizante", ele conta. "Minha família tem que ser corajosa quando resolve sair pela porta da frente de casa. Somos chamados de blasfemadores por alguns membros da comunidade muçulmana. Chamam-nos de escória e tratam-nos como cidadãos de segunda categoria."

Estatísticas de novembro de 2015 estimam que haja aproximadamente 3 milhões de muçulmanos em território britânico. Em algumas áreas do país, a concentração é tão alta, que os residentes chegam a pedir a implantação da lei islâmica. Das famílias cristãs perseguidas pelo Islã, as de ex-muçulmanos são as que mais sofrem, pois são considerados "apóstatas" e indignas de viver.

Mesmo diante da perseguição, o pai de família diz não estar arrependido pela denúncia pública que fez em cadeia nacional de TV. "Ainda não me arrependo de participar do documentário, já que esse é um problema para os cristãos convertidos em todos os cantos do país", afirma Hussain. " Essas pessoas estão nos deixando sem nenhuma dignidade humana. Já faz tempo que saímos à procura de um lugar, mas não deveríamos estar sujeitos a um abuso desse tipo."

Fonte: Daily Mail | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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Cristãos ameaçados de morte na Alemanha querem voltar para o Oriente Médio

Monge ortodoxo denuncia perseguição sistemática a cristãos dentro dos campos de refugiados. Os seguidores de Cristo “são ameaçados de morte e tratados como animais pelos muçulmanos”.

Em plena véspera de Ano Novo, na cidade de Colônia, mulheres alemãs foram violentadas por jovens de ascendência árabe e norte-africana, em um episódio que choca não só pela gravidade, mas principalmente pelo silêncio com que foi recebido pela mídia ocidental. Mas a violência de parte dos refugiados não se dirige apenas às mulheres europeias. Cristãos que saíram do Oriente Médio e chegaram à Alemanha "suportam pressões tão fortes nos campos de refugiados por parte dos imigrantes muçulmanos, que preferem voltar para as suas casas".

A denúncia é de Daniel Irbits, superior do monastério ortodoxo de São Jorge, situado a 100 quilômetros da capital Berlim. Em carta endereçada ao ministro de assuntos especiais, Peter Altmaier, o religioso afirma que os cristãos "são ameaçados de morte e tratados como animais pelos muçulmanos". "Com grande preocupação e vergonha, ficamos sabendo nesses últimos dias que os imigrantes cristãos procedentes da Síria, da Eritreia e de outros países são expostos em nossos campos de refugiados a ultrajes, perseguições e violências por parte de seus vizinhos muçulmanos", ele escreve. Os casos, desgraçadamente, "não são raros e as violências chegam inclusive a ameaças de morte e ferimentos graves".

As vítimas são, sobretudo, "ex-muçulmanos que se converteram ao cristianismo", considerados "apóstatas, pessoas que não têm mais o direito de viver". Muitos, por conta das ameaças, "já não podem dormir à noite nos campos e estão obrigados, por exemplo, a se refugiarem na Igreja da Santa Trindade, situada em Südendstrasse, no bairro de Berlin-Steglitz". Outros tantos chegam a querer voltar ao seu país de origem porque, ainda que ele esteja em guerra, eles "consideram-no um mal menor em relação às condições em que vivem nos campos alemães".

Não é possível que a Alemanha "rebaixe" suas leis e feche os olhos a esses crimes, diz Daniel. "É inaceitável que as forças policiais não intervenham senão raramente, para não dizer nunca, a fim de resolver os conflitos religiosos". Por isso, o abade ortodoxo pede que a Alemanha faça "respeitar as suas leis" e proteja "os refugiados cristãos e faça com que se alojem separados dos muçulmanos". "Não podemos permitir que quem busca proteção da guerra e do terror encontre, na verdade, o contrário do que havia sido prometido pelos políticos alemães. Do contrário, a bela expressão 'cultura da acolhida' não passará de uma farsa."

Fonte: Tempi.it | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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Charlie Hebdo erra o alvo

A França sabe muito bem o que pode lhe trazer a paz. E certamente não é a capa de um jornal blasfemo.

"O assassino continua solto" e, para os ateus do semanário satírico Charlie Hebdo, a culpa é de Deus.

"A primeira que quer a paz é a Igreja". Foi o que respondeu São João Paulo II a uma turba de sandinistas que tentava atrapalhar a celebração da Missa Papal, durante viagem do então pontífice à Nicarágua, em 1983. O episódio ficou marcado na história recente do cristianismo como um dos mais incisivos confrontos entre a Igreja e as ideologias anticlericais.

O anticlericalismo sempre buscou associar a guerra à religião. Foram os intelectuais iluministas quem primeiro espalharam o mito de que a Idade Média havia sido um período de trevas e de barbárie. Com a Revolução Francesa, essa mentalidade equivocada tornou-se ainda mais popular, provocando uma maior hostilidade às religiões monoteístas, sobretudo àquela fundada sobre o madeiro da cruz. O dogma cristão, para os anticlericais da época, seria uma ameaça aos, vejam só, preceitos revolucionários de liberdade, igualdade e fraternidade.

Na última semana, o jornal francês Charlie Hebdo resolveu fazer coro a esse mesmo anticlericalismo de que falávamos acima. O semanário satírico publicou uma edição especial sobre os atentados terroristas que mataram 12 pessoas dentro de sua redação, em 7 de janeiro do ano passado. Mas na capa, o jornal trazia a imagem não de Maomé, mas do Deus cristão carregando um fuzil, ao lado dos dizeres "Um ano depois, o assassino continua solto". A mídia do mundo inteiro publicou matérias a respeito. O Vaticano também se pronunciou; só que para lamentar a associação blasfema — e preconceituosa — que a edição especial do satírico fez sobre as mortes de seus funcionários.

A atitude da Santa Sé justifica-se por duas razões.

Primeiro, a capa de Charlie Hebdo, como o editorial assinado pelo diretor Laurent Sourisseau, confunde a prática comum entre um grupo de extremistas islâmicos com a fé de mais de um bilhão de pessoas. O jornal coloca uma suspeita sobre todos os religiosos, como se a única maneira de se viver a paz e a liberdade fosse pela adesão aos princípios do laicismo. Isso é inaceitável. A história mostra que os regimes ateus foram, e ainda são, capazes de cometer as piores barbáries.

Segundo, a generalização do jornal, ao invés de ajudar a pôr um fim ao problema, atacando os verdadeiros responsáveis pelo crime, cria ainda mais dificuldades para uma nação cujos fundamentos parecem esfacelar-se irreversivelmente. Estes fundamentos são os dogmas católicos que Sourisseau e o seu jornal tanto desprezam.

Laurent Sourisseau escreve: "Víamos a França como uma ilhota laica, onde era possível brincar, desenhar, rir, sem se preocupar com dogmas". Notem que Sourisseau estabelece um vínculo direto entre "brincar", "desenhar", "rir" e laicismo. A religião, por sua vez, seria uma ameaça a essas coisas. Sourisseau parece desconhecer a história de seu próprio país. É preciso esclarecer, em primeiro lugar, que a laicidade exaltada pelo diretor do Charlie Hebdo tem origem em um período bastante sangrento para a França. A aclamada Revolução Francesa matou milhares na guilhotina, principalmente aqueles que ousavam "brincar", "desenhar" ou "rir" das ideias dela. E julgava fazer isso para trazer liberdade e dignidade às pessoas contra a "intolerância" da Igreja romana. Ocorre que foi justamente dessa religião que não só os franceses, mas todo o Ocidente, colheram os verdadeiros princípios norteadores para o respeito à dignidade da pessoa humana e para a paz entre os povos. Destruir essa religião significa, portanto, cortar o galho da árvore em que se está sentado. O tombo é certo.

Recentemente, a Comissão Teológica Internacional publicou um estudo bastante profundo sobre a ligação entre as religiões monoteístas e a violência. Esse estudo, além de refutar os velhos chavões anticlericais, faz a seguinte declaração:

“Não parece ser obra do acaso que a postura polêmica que leva alguns a se afastarem e entrarem em conflito com o cristianismo, [...] venha acompanhada de um enfraquecimento [...] do respeito pela vida, pela intimidade da consciência, pela salvaguarda da igualdade, [...] e pelo respeito da autêntica consciência religiosa." [1]

A competente historiadora Régine Pernoud ajuda-nos a entender a questão, olhando para como eram as relações internacionais na Idade Média [2]. Durante esse período, escreve a autora, o Ocidente não era muito diferente do que vemos hoje em termos de diversidade étnica. Havia vários povos, de diferentes culturas e costumes, os quais se viam frequentemente em conflitos por territórios e poder político. Coube à Igreja o papel de assegurar a "tranquilidade da ordem", como diria Santo Agostinho [3]. Isso foi possível devido à convicção cristã de que, pela graça de Deus, todos os povos pertencem, ou devem pertencer, a uma mesma família: o Corpo Místico de Cristo. Pernoud explica: "A unidade doutrinária, tão viva na época, ajudava na união dos povos. Carlos Magno compreendeu tão bem isso que, para conquistar a Saxe enviou primeiro os missionários, antes dos exércitos, e não por ambição, mas por convicção. A história se repete no Império Germânico, na dinastia dos Othos."

A autoridade espiritual da Igreja reunia todos os poderes temporais sob um único propósito, de maneira tal que mesmo nações inimigas uniam-se ao chamado do Papa. Régine Pernoud não nega, ingenuamente, que "tenha havido abusos da parte da Santa Sé como da parte do poder temporal". "É incontestável, a história das disputas entre o Papado e o Império comprova", lembra a autora. "Mas no conjunto", prossegue, "pode-se dizer que esta tentativa audaciosa de unir os dois gládios, o espiritual e o temporal, pelo bem comum, foi um sucesso". Prova disso são as determinações papais conhecidas como Paz de Deus — em que se fazia a justa distinção entre o forte e o fraco, com a proibição de maltrato às mulheres, às crianças, aos camponeses e aos clérigos — e Trégua de Deus — quando, por ordem da Igreja, se cessava todo conflito durante o Tempo do Natal, da Quaresma e da Páscoa.

Ademais, o mandamento do amor ao próximo e ao inimigo educou os cavaleiros para a piedade. "Aquele que lutava por amor das grandes proezas, da violência ou da pilhagem, virou o defensor dos fracos", escreve Pernoud. Ela continua: "O soldado tem doravante um papel a cumprir, e os inimigos que ele é convidado a combater são, justamente, aqueles em quem subsiste o desejo pagão do massacre, de orgia e de pilhagem." Vemos tais exemplos nos Templários, cuja valentia livrou o Ocidente das incursões árabes. Na época das Cruzadas — frequentemente condenadas pelos professores de História — toda a Europa levantou-se em uníssono contra os então terroristas. Hoje, a França encontra-se dividida, sem saber para que rumo caminhar, diante dos ataques que se repetem.

Uma nota particular sobre a I Guerra Mundial deve ser lembrada também para comprovar ainda mais o poder pacificador do cristianismo. Foi durante o Natal de 1914 que aconteceu o que parecia improvável: na frente ocidental, os soldados ingleses e alemães depuseram as armas para comemorar o nascimento do Deus menino. Conta-se que houve canções, troca de presentes e até uma partida de futebol. O episódio ficou conhecido como Trégua de Natal.

Os atentados terroristas contra o jornal Charlie Hebdo merecem nosso repúdio e condenação. Mas a vitória contra essa perversidade não virá de pensamentos — igualmente fanáticos, é preciso dizer — como os do senhor Laurent Sourisseau. Colocar todos os crentes dentro do mesmo "carro bomba" para desacreditar as religiões — principalmente aquela à qual o seu país deve a própria existência — é um grande equívoco. A França sabe muito bem o que pode lhe trazer a paz. E certamente não é a capa de um jornal blasfemo. "Se não é o Senhor quem educa a casa, trabalham inutilmente aqueles que a constroem" (Sl 126, 1).

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Comissão Teológica Internacional, O monoteísmo cristão contra a violência (6 de dezembro de 2013), n. 13.
  2. PERNOUD, Reginé. As relações internacionais no Medievo. In: Lumière du Moyen Age, Editions B. Grasset, Paris, 1944, cap. 6.
  3. Santo Agostinho, De Civitate Dei, XIX, 13 (PL 41, 640).

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Caminho livre para a canonização de Madre Teresa de Calcutá

Aprovado o segundo milagre atribuído à beata de Calcutá, está quase tudo pronto para que ela seja elevada à honra dos altares. O novo milagre dá testemunho da caridade de Madre Teresa, que, mesmo estando no Céu, não deixa de amparar os seus filhos.

O aval do Papa veio no dia do seu aniversário. Na tarde da quinta-feira, 17 de dezembro, Francisco ratificou o reconhecimento do milagre que levará a beata Madre Teresa de Calcutá à honra dos altares. Assim se concluiu o processo super miro ("sobre o milagre") da causa da "apóstola dos desvalidos". A data oficial da canonização será divulgada no próximo Consistório, mas estima-se que a cerimônia aconteça no dia 4 de setembro, ao longo do Ano Santo da Misericórdia.

O milagre tinha sido colocado sob a avaliação final dos bispos e cardeais reunidos na Congregação para a Causa dos Santos, no dia 15 de dezembro. Depois de escutarem a exposição de um proponente da causa, os prelados deram o seu parecer positivo e submeteram o caso à aprovação do Papa. Foi o último grau de julgamento na fase romana do processo sobre o milagre, iniciado em junho deste ano, na diocese brasileira de Santos, São Paulo.

A cura extraordinária, que aconteceu em 9 de dezembro de 2008, é relativa a um homem, hoje com 42 anos, que ficou às portas da morte por conta de "múltiplos abscessos cerebrais com hidrocefalia obstrutiva". De acordo com o diagnóstico, o paciente já tinha sido "submetido a um transplante renal e a terapia com imunossupressores", mas nada tinha adiantado. O caso clínico extremamente crítico e com um prognóstico quod vitam decididamente infausto se resolveu de repente, de modo total e duradouro, sem qualquer intervenção cirúrgica. No dia 10 de setembro deste ano, os membros da junta médica foram unânimes em considerar o tratamento da doença cientificamente inexplicável, com sete votos positivos, de sete.

Também unânime foi o voto sucessivo dos teólogos que, segundo o costume, são chamados a manifestar e redigir o próprio voto sobre a perfeita conexão de causa e efeito entre a invocação unívoca à beata Madre Teresa e a cura imprevista.

"Roguem a Madre Teresa que ela o cure"

À época dos fatos, o paciente, engenheiro de profissão, tinha 35 anos e estava casado há pouco tempo. Seu calvário tinha começado nos primeiros meses de 2008. Ao fim do ano, ele foi diagnosticado com oito abscessos cerebrais. Os cuidados médicos não surtiram nenhum efeito e o quadro clínico piorou depois, com o surgimento da hidrocefalia. Uma cirurgia deveria ser feita para afastar a possibilidade de morte, tida como iminente. No dia 9 de dezembro, já em coma, o paciente entrou na sala de operação. Por causa de problemas técnicos, todavia, a intervenção foi adiada. Enviado de volta à sala de cirurgia, depois de apenas uma meia hora de espera, o cirurgião encontrou o paciente surpreendemente sentado, acordado, sem quaisquer sintomas, perfeitamente consciente e perguntando: "O que eu estou fazendo aqui?".

"Eu nunca vi nada parecido", escreveu o médico em seu depoimento. "Dos outros casos semelhantes a esse, em 17 anos de profissão, todos estão mortos. Não posso dar uma explicação médica ou científica". Exames sucessivos confirmaram a cura definitiva da patologia cerebral e, em pouco tempo, sem nenhum sequela, o paciente pôde retornar ao seu trabalho e às suas atividades normais.

As provas documentais revelam que foram feitas muitas orações a Madre Teresa, especialmente durante a gravíssima crise de 9 de dezembro. Depois de perceber a gravidade da situação, a esposa do jovem profissional tinha pedido aos seus conhecidos que rezassem à beata de quem ela era devota: "Roguem a Madre Teresa que ela o cure". Exatamente naquela meia hora de espera da cirurgia, ela se achava com um sacerdote e outros familiares rezando a Madre Teresa na capela do hospital.

Invocada, a religiosa rapidamente interveio, vindo em auxílio de uma pessoa em condições extremas, como de resto sempre tinha feito em vida, dedicando-se ao cuidados dos moribundos e à assistência dos mais necessitados.

Uma mulher de profunda comunhão com Deus

O trabalho de Madre Teresa junto aos pobres é amplamente conhecido. O que permanece oculto para muitos é a sua profunda intimidade com o Santíssimo Sacramento, a qual constituía a força de toda a sua vida e apostolado. "A Missa é o alimento espiritual que me sustenta", ela dizia. "Sem ela, eu não conseguiria completar sequer um dia ou uma hora da minha vida."

Foi de diálogos com Jesus Eucarístico, por exemplo, que lhe vieram as inspirações para fundar a Congregação das Missionárias da Caridade, ainda em 1946. Ela era diretora de uma escola católica e sentiu forte o chamado de Deus para abandonar tudo e começar uma missão especial entre os pobres. Quando conseguiu a autorização de seu bispo, a única coisa que pedia para ela e suas irmãs era "ajuda espiritual". "Se tivermos nosso Senhor no meio de nós, com a Missa diária e a Santa Comunhão, não temo nada nem para minhas irmãs, nem para mim", escreveu ela ao prelado. "Ele cuidará de nós. Mas sem Ele, fraca que sou, eu não posso nada."

As suas palavras de amor à Eucaristia só confirmavam o lugar de destaque que Jesus tinha em todas as suas ações. Quem quer que visitasse o seu abrigo em Calcutá ficava surpreso ao ser levado, em primeiro lugar, à capela do Santíssimo. Jesus era "o Mestre da casa", como ela dizia, e era a Sua presença a grande motivação do seu trabalho. De fato, tanto na sua vida de oração quanto no seu apostolado de assistência aos mais necessitados, Teresa servia a uma só Pessoa: Jesus de Nazaré. "Na Missa – ela explicava –, nós temos Jesus sob a aparência do pão, enquanto, nas favelas, nós vemos o Cristo e O tocamos nos indigentes, nas crianças abandonadas."

As Missionárias da Caridade, portanto, não iam às ruas como agentes sociais e políticos, mas como servas indignas, chamadas a levar Jesus às casas e aos corações das pessoas. "Toda Santa Comunhão nos preenche de Jesus e nós devemos, com Nossa Senhora, ir depressa e dá-Lo aos outros", exclamava a beata Teresa.

Pouco a pouco, Cristo foi "tomando posse" da religiosa de Calcutá e transformando todo o seu ser, a ponto de ela poder exclamar, com São Paulo: "Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim" ( Gl 2, 20). Nesse processo de configuração a Cristo, Madre Teresa experimentou, a exemplo dos grandes místicos da Igreja, a chamada "noite escura", um processo de purificação por meio do qual a alma amante vai se desapegando das criaturas para encontrar o seu repouso em Deus.

Cartas escritas pela beata, divulgadas há alguns anos, fizeram referências a "dúvidas" e à sensação de um grande "vazio". Alguns jornais interpretaram tudo como o "ateísmo" de Madre Teresa. Quem conhece um pouco a vida dos santos, no entanto, sabe que esse caminho de "secura" e "escuridão" foi experimentado por todas as grandes almas de oração, desde o começo da Igreja até os dias de hoje. O Eclesiástico mesmo adverte, a quem quer que entre "para o serviço de Deus": "Prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus (...), a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça" (Eclo 2, 1-3). Fora da Cruz, verdadeiramente, não existe outra escada por onde subir ao Céu.

O corpo da bem-aventurada Madre Teresa está sepultado em Calcutá, junto à sede das Missionárias da Caridade. Sobre o seu túmulo branco despojado, está escrito um versículo do Evangelho de São João que se aplica perfeitamente a toda a sua vida – e deve aplicar-se à vida de todos quantos se dizem cristãos: "Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado" ( Jo 15, 12).

Com informações de Avvenire | Por Equipe CNP

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Política do filho único é “abolida”, mas mulheres continuarão sendo abortadas na China

A China anunciou, em outubro deste ano, que vai acabar com a “política do filho único”. Saiba o que isso significa na prática e entenda por que ainda não há nada que comemorar.

As fotos chocantes da chinesa Feng Jianmei, deitada ao lado de seu bebê morto, rodaram o mundo em 2012. Assim como tantas outras mães de família, ela foi forçada a abortar por causa da "política do filho único". A repercussão do seu caso levou o Partido Comunista a "relaxar" a medida em 2013. Não adiantou nada.

O governo comunista da China anunciou, em outubro deste ano, que estava dando fim à conhecida "política do filho único", que já leva os seus 35 anos. A medida restringia famílias urbanas a ter apenas um filho e casais da zona rural a não mais do que dois. Essa não é a primeira vez que as manchetes proclamam o fim dessa política abusiva. Enquanto isso, os fatos seguem a direção contrária: as violações dos direitos humanos por parte do regime parecem longe de chegar a um término.

Sob as novas medidas, o governo chinês afirma que concederá a todos os casais que vivem na cidade a permissão para ter um segundo filho. Assim como aconteceu após a revisão de 2013 da mesma medida – que permitiu o privilégio de ter outro filho, caso ao menos um dos pais fosse filho único –, os casais terão que passar por vários procedimentos a fim de conseguir uma permissão do Estado. Além disso, as famílias ainda terão que enfrentar restrições de diversos tipos, relacionadas à "idade certa" para a paternidade, à procedência étnica e ao lugar em que vivem.

"A primeira coisa que a maioria dos casais faz quando descobre uma gravidez é agendar uma consulta com um obstetra, para começar a assistência pré-natal para a mãe e para o bebê. Na China, porém – explica a jornalista Sophia Lin –, a primeira coisa que a maioria dos casais faz é inscrever-se para conseguir uma 'permissão de nascimento' do governo (agora conhecida como 'certificado do serviço de planejamento familiar'), a fim de que o bebê possa nascer legalmente."

O processo para obter o "certificado" é árduo. Os casais devem conseguir selos de aprovação de uma varidade de pessoas, incluindo seus próprios supervisores de trabalho. Vizinhos e funcionários de empresas são motivados a denunciar quaisquer famílias que tenham um número de filhos superior ao permitido, e incentivos como abonos salariais são suspensos se alguém dentro de uma companhia é descoberto violando a política governamental. Casais que infringem a medida correm o risco de serem multados, perderem o emprego ou serem vítimas de aborto e esterilização forçados.

Nada disso terá fim com a última adaptação da medida.

O ativista de direitos humanos Chen Guangcheng escreveu em seu Twitter que "não há nada por que se alegrar": "Antes, o Partido Comunista matava qualquer filho que viesse depois do primeiro; agora, matarão qualquer um que venha depois do segundo."

"A mudança não é suficiente", disse Matthew Li, fundador da organização China Life Alliance. "Casais que têm dois filhos ainda estarão sujeitos a meios coercivos e intrusivos de contracepção, bem como a abortos forçados, que equivalem a tortura. (...) Hoje haverá centenas de mulheres chorando na China, por serem obrigadas a abortar contra a própria vontade. Mesmo depois que a política do filho único mudar para a anunciada 'política dos dois filhos', ainda haverá centenas de mulheres chorando todos os dias."

Outra organização que trabalha para acabar com o aborto forçado na China é a Women's Rights without Frontiers. Também para ela, não há nenhuma garantia de que o Partido Comunista Chinês acabe com os "terríveis métodos de execução" de sua política de controle populacional. Em uma nota, a organização afirmou que, "independentemente do número de filhos permitido, mulheres que ficarem grávidas sem permissão ainda serão arrastadas de suas casas, amarradas a mesas de operação e forçadas a abortar bebês".

De fato, até o momento presente, os abortos forçados continuam acontecendo no país. O governo chinês insiste que a nova medida ainda não está em vigor e não terá importância alguma, enquanto o Legislativo não ratificar a nova "política dos dois filhos", em março de 2016.

O verdadeiro problema da política do filho único não é que os casais chineses sejam impedidos de ter outro filho, mas simplesmente que eles sejam impedidos de ter quantos filhos quiserem. "Forçar as famílias ao limite de dois filhos continua sendo uma terrível violação dos direitos humanos e usar métodos como a esterilização e o aborto para assegurar o cumprimento dessa medida é ainda mais horrível e apavorante. "Não se deve dizer a nenhuma pessoa quantos filhos ela deve ter", afirmou Matthew Li, que pede que a China acabe de vez com todas as políticas de planejamento familiar.

Além das horríveis e comuns ocorrências de aborto forçado, esterilização e contracepção, a política comunista do filho único tem levado a consequências ainda mais trágicas, dentre as quais se sobressai o genocídio de milhões de mulheres. A desproporção entre os sexos é tão grande que, em algumas áreas do país, há apenas 100 mulheres para 190 rapazes. Estima-se que 37 milhões de homens chineses estão sem moças com que se casarem. Essa tragédia também tem levado a um aumento no tráfico e na exploração sexual na China, bem como nos países vizinhos. A nova "política dos dois filhos" não fará nada para reverter esse quadro, já que vários casais continuarão abortando bebês do sexo feminino até que engravidem de um menino.

Apesar do drama terrível que vive o povo da China, o governo não fez menção alguma aos direitos humanos como razão para implementar as mudanças na política de controle populacional. As suas preocupações manifestas são de ordem puramente econômica: conter a iminente escassez de trabalho e lidar com o crescente número de idosos no país.

Trata-se de apenas mais um motivo para desconfiar da nova medida do Partido Comunista Chinês. A organização China Life Alliance chega a pôr em dúvida que a "política dos dois filhos" vá realmente ser aplicada. "Na China, nós hesitamos em acreditar nas mudanças que são anunciadas, até que descubramos maiores detalhes", explica Matthew Li. "Não sabemos ao certo quando essa política terá pleno efeito. O que sabemos é que nosso site está bloqueado na China e uma de nossas funcionárias grávida está em fuga, na tentativa de se esconder das autoridades que procuram forçar o aborto de seu filho."

Fonte: Live Action News | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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Carta revela drama de mais famílias que perderam a guarda dos filhos na Noruega

Em abaixo-assinado, trinta e oito famílias denunciam sequestro sistemático de crianças pelo governo da Noruega: “Nossos filhos estão sendo literalmente arrancados de nossas mãos.”

"O Barnevernet sequestra crianças!": protesto de famílias da Lituânia, um dos países mais afetados pelas políticas autoritárias da Noruega.

Trinta e oito famílias escreveram um abaixo-assinado denunciando o sequestro sistemático de crianças feito nos últimos anos pelo governo da Noruega. Assinada no início deste mês por pais vindos das mais diversas partes do mundo, a carta é um protesto contra as decisões arbitrárias do Barnevernet – o departamento de "proteção à infância" do país –, que simplesmente afasta as crianças de seus pais, sem motivo razoável, nem mandado judicial. O documento foi enviado às Nações Unidas, ao Papa Francisco, bem como à Comissão e ao Parlamento da União Europeia.

Embora a Noruega não pertença à União Europeia, as famílias reunidas na plataforma Stop Barnevernet pedem que a comunidade internacional intervenha de alguma forma para defender os seus filhos e outros tantos que estão retidos pelo governo norueguês. Os signatários da carta vêm de países como Eslovênia, Estados Unidos, Índia, Inglaterra, Iraque, Lituânia, Romênia, Rússia, Suécia, Turquia e até do Brasil. Alguns só podem ver os seus filhos "quatro horas por ano"; a outros é negado qualquer contato com as crianças. Mesmo os lactentes são levados de suas mães e uma família norueguesa está sendo perseguida pelo departamento já há cinco gerações.

A brasileira residente no país Daiane Alves Lopes, uma das vítimas dessa política arbitrária, revelou à TV Anhanguera, no ano passado, como perdeu a guarda de um dos seus dois filhos, Yorrani, que hoje vive em um lar adotivo. "Eles fizeram uma reunião e não falaram que iam pegar a criança. Depois me chamaram. Falaram que iam me ajudar. E quando eu cheguei lá não era isso. Tinha dois seguranças, fecharam a porta e pediram a criança. Arrancaram a criança de mim, do meu braço", ela conta.

Na carta endereçada às autoridades internacionais, os 38 pais condenam o que chamaram de um "inexplicável abuso de poder" por parte do governo de uma nação "supostamente avançada", como é a Noruega. "Famílias inocentes estão sendo destruídas por 'violar' um 'bem-estar infantil' de que ninguém sabe a definição", diz o abaixo-assinado. "Muitas famílias têm que viver uma vida no medo".

A íntegra do documento foi disponibilizada pelo site espanhol Religión en Libertad e contém detalhes assombrosos sobre o que está acontecendo no país:

"As crianças estão sendo literalmente arrancadas das mãos de seus pais. Tanto o serviço social quanto a polícia são implacáveis. As crianças chorando e gritando, implorando por uma chance de ficar com as suas famílias, não são absolutamente nenhum obstáculo para eles. (...) Geralmente, tudo começa com uma acusação infundada e, depois de uma liminar, as crianças são levadas de seus pais em estado de choque. Os pais, então, colaboram com as autoridades e se conformam, tudo na esperança de que seus amados sejam devolvidos a eles um dia. Instruídos pelo Barnevernet, eles permanecem em silêncio: não lutam contra o sistema, não vão à imprensa com suas histórias e pacientemente aguardam pelo próximo encontro com seus filhos, que é agendado para apenas um par de horas algumas vezes ao ano, geralmente sob a vigilância pesada da polícia e do Barnevernet."

"Eles tratam-nos como assassinos, apesar do fato de não terem nenhuma evidência de maus tratos. Eles não têm nenhuma evidência de que algo ilegal tenha sido feito aos nossos filhos. O destino de nossas vidas é decidido pela chamada fylkesnemnda, um colegiado para matéria de família que determina com que frequência poderemos ver nossos filhos – se é que poderemos vê-los – e se os nossos filhos serão obrigatoriamente adotados."

Os signatários do documento ainda acusam as ditas comissões de se servirem de métodos fraudulentos para manter os filhos longe dos seus pais biológicos. "Eles são capazes de falsificar documentos e pareceres de especialistas, e nós temos fortes evidências para isso", diz o texto.

Alguns dos pais que assinaram a carta conseguiram novamente a guarda dos filhos, ainda que em "circunstâncias estranhas". "Não houve nenhuma intenção de indenizar-nos pela dolorosa intervenção por que passamos", afirma o documento, "nem sequer uma espécie de desculpas ou explicação por tudo o que aconteceu."

O abaixo-assinado também faz referência à base cristã em que nasceu a Noruega, hoje em franca decadência. "Ainda que a Noruega não seja um país predominantemente cristão, é um país baseado em uma herança cristã", diz a carta. "Essa herança cristã está, agora, severamente ameaçada pelas tendências a ignorar o que a unidade familiar significa, seja para os indivíduos, seja para toda a sociedade".

No caso dos Bodnariu, a família de ascendência romena que perdeu recentemente a guarda de cinco filhos, o motivo da intervenção parece ter sido eminentemente religioso. A diretora da escola em que as meninas estudavam se preocupava com o fato de Ruth e Marius serem "muito cristãos" e a avó acreditar que "Deus castiga o pecado". Na opinião dela, a ideia criaria "uma inabilidade nas crianças". Outras ocorrências, todavia, sugerem motivações de ordem étnica e econômica para o sequestro das crianças.

Porta-vozes da campanha Stop Barnevernet responsáveis por entregar a carta às autoridades europeias. À esquerda, o eurodeputado Tomáš Zdechovský.

O eurodeputado polonês Tomáš Zdechovský, que também está à frente da campanha Stop Barnevernetreunindo na Internet várias histórias similares ao caso Bodnariu –, explica que muitas das intervenções do governo norueguês afetam principalmente filhos de imigrantes.

"As famílias são forçadas a enviar os seus filhos à pré-escola, a assistir a programas infantis da Noruega e a ter um número de amigos noruegueses", escreve o deputado. "Não é suficiente que vocês, como pais, planejem ensinar a língua norueguesa ao seu filho fora da escola, nem que estejam prontos para obter o que é necessário quando a escola começar. É o governo que decide o que é melhor para o seu filho. Os legisladores desenvolveram medidas incrivelmente severas para forçar as pessoas a fazer o que o governo acha que é certo."

É sempre válido lembrar que, independentemente das leis que vigoram em um país, o direito dos pais de educar os próprios filhos é um direito natural, reconhecido inclusive pelo art. 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos".

Tomáš Zdechovský condena terminantemente o autoritarismo do Barnevernet e questiona o modo como as coisas estão sendo conduzidas na Noruega. "Sempre haverá problemas com imigração", ele diz. "Mas eles não podem ser resolvidos simplesmente tomando-se as crianças sem uma boa razão. Como chamar tal estado de ilegalidade senão de fascista ou comunista?"

Por Equipe Christo Nihil Praeponere