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Com coração ainda batendo, criança abortada tem cérebro arrancado para ser vendido nos EUA

Novo vídeo da série de denúncias contra a Planned Parenthood traz o relato de uma ex-funcionária, que descreve a coleta do cérebro intacto de um menino abortado tardiamente e cujo coração ainda estava batendo depois do aborto.

O sétimo vídeo da série de denúncias contra a Planned Parenthood (PPFA), divulgado na semana passada, é, sem dúvidas, o mais perturbador de toda a série. O vídeo traz o relato surpreendente de uma ex-funcionária ligada à PPFA, que descreve a coleta do cérebro intacto de uma criança do sexo masculino, que tinha sido abortada tardiamente e cujo coração ainda estava batendo depois do aborto.

Trata-se do terceiro episódio do documentário Human Capital ["Capital Humano"]. A produção, realizada por The Center for Medical Progress (CMP), reúne entrevistas com especialistas, relatos de testemunhas oculares e gravações de câmeras escondidas para explorar diferentes facetas do tráfico de tecidos de fetos abortados mantido por Planned Parenthood. A série tem focado o testemunho pessoal de Holly O'Donnell, ex-técnica para coleta de sangue e tecidos da empresa Stem Express, uma organização de biotecnologia que, até duas semanas atrás, estava associada a duas grandes afiliadas da PPFA no norte dos Estados Unidos. A companhia trabalha para obter partes de fetos abortados e revendê-los para a realização de experimentos científicos.

O'Donnell narra a coleta de órgãos – ou "ceifa", melhor dizendo – de um feto abortado tardiamente e com todo o corpo praticamente intacto. Tudo aconteceu em uma clínica da PPFA em San José, na Califórnia. "'Ei, você quer ver uma coisa bem legal?'", disse a sua supervisora. "Então, ela tocou o coração e ele começou a bater. E eu, sentada e olhando para aquele feto, com o seu coração batendo, não sabia o que pensar", conta.

A clínica de San José realiza abortos até 20 semanas de gravidez. Em relação às batidas do coração do feto abortado – diz O'Donnell –, "eu não sei se isso constitui uma morte técnica, ou se o bebê ainda está vivo".

O'Donnell também conta como a sua supervisora a instruiu a cortar transversalmente o rosto do feto a fim de colher o seu cérebro. "Ela me deu a tesoura e disse que eu tinha que cortar até embaixo no meio do rosto. Eu não consigo sequer descrever como é isso", ela diz.

O vídeo também contém declarações do dr. Ben Van Handel, diretor executivo da Novogenix Laboratories – companhia de coleta de órgãos de Los Angeles –, e de Perrin Larton, gerente da ABR – a mais antiga companhia de coleta e parceira de várias filiais da PPFA. Van Handel admite que "há vezes, depois que o procedimento é feito, em que o coração realmente ainda está batendo" e Larton descreve ter visto abortos onde "o feto já estava no canal vaginal quando colocamos a paciente nos estribos, e ele simplesmente caía".

David Daleiden, o autor das denúncias feitas por CMP, condena o "absoluto barbarismo da prática do aborto e do comércio de partes de bebês mantido por Planned Parenthood, no qual fetos saem algumas vezes intactos e vivos". "Planned Parenthood é uma organização criminosa de alto a baixo – ele diz – e deve ser imediatamente privada do financiamento dos contribuintes e processada por suas atrocidades contra a humanidade".

Embora o aborto seja liberado nos Estados Unidos desde a fatídica decisão Roe versus Wade, em 1973, as recentes denúncias da venda e manipulação de fetos abortados pela PPFA têm acendido um alarme em várias partes do país. Cinco estados norte-americanos já desfizeram qualquer ligação com a Planned Parenthood. No último fim de semana, um protesto nacional contra a organização foi convocado em mais de 350 cidades do país. Milhares de cidadãos e famílias inteiras se reuniram em frente a clínicas de aborto para dizer "não" ao aborto e ao tráfico de partes de bebês abortados mantido por Planned Parenthood.

Trata-se do importante despertar de uma nação para a crueldade do "holocausto silencioso" que acontece em seu território. De fato, estima-se que, desde a decisão judicial que legalizou o aborto nos EUA, mais de 55 milhões de abortos foram realizados no país. Esse número – absolutamente incomparável a qualquer outro evento da história dos Estados Unidos e absurdamente superior a qualquer genocídio em massa provocado no século XX – mostra com que ódio e violência a sociedade moderna tem tratado os seus membros mais frágeis: tortura, pena capital e lata de lixo. Nunca a vida humana valeu tão pouco.

Por The Center for Medical Progress | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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Padre realiza “exorcismo aéreo” sobre cidade da Itália

A iniciativa foi tomada para conter uma série de sacrilégios, vandalismos e violações de túmulos. "Se Satanás existe – declara um morador –, ele tomou o controle de Castellammare di Stabia. Não restava outra alternativa, a não ser tentar um exorcista."

A 30 quilômetros de Nápoles, a cidade litorânea de Castellammare di Stabia, com seus pouco mais de 65 mil habitantes, recebeu uma oração especial no último dia 9 de julho. A bordo de um helicóptero, um padre realizou um "exorcismo aéreo" sobre o povoado italiano, em resposta ao crescimento de roubos a igrejas e outros vandalismos na região.

A intervenção foi feita a pedido de um grupo de oração local. "Se Satanás existe, ele tomou o controle de Castellammare di Stabia", declarou o grupo. "Não restava outra alternativa, a não ser tentar um exorcista."

O acontecimento só foi divulgado uma semana depois do exorcismo. Castellammare di Stabia tem sido assolada há muito tempo pela violência do crime organizado, mas uma série de roubos a igrejas, violações de túmulos, cruzes sendo viradas de ponta cabeça e estátuas da Virgem Maria sendo atiradas de penhascos, levou os moradores da cidade a acreditar que algo mais sinistro estava acontecendo.

O sacerdote que rezou pelo povoado é da comuna de Cava de' Tirreni, mas não se sabem mais detalhes sobre a sua identidade. A oração feita do alto do helicóptero é o caso de um "exorcismo menor", realizado comumente pela Igreja "para afastar de uma pessoa, coisa ou lugar o influxo do demônio" [1]. "A presença do diabo e outros demônios – explica o Ritual Romano – aparece e manifesta-se não somente em pessoas tentadas ou atormentadas, mas também em coisas e lugares em que de algum modo penetra por ação própria, bem como em várias formas de oposição e perseguição à Igreja" [2].

Os habitantes do lugar esperam que esse ato, juntamente com o aumento da devoção local, ajude a recuperar a cidade, que tem experimentado um acentuado declínio moral e econômico nos últimos anos.

Ainda que a oração feita de um helicóptero pareça inédita, não é a primeira vez que um exorcismo é realizado especialmente sobre um lugar ou um povoado. São Francisco de Assis, certa feita, expulsou de uma só vez todos os demônios da cidade italiana de Arezzo:

Episódio do exorcismo de Arezzo, retratado por Benozzo Gozzoli.

"Hospedado numa aldeia fora da cidade, o homem de Deus viu, acima daquela terra, demônios exultantes e cidadãos que inflamavam a destruição de seus próprios concidadãos. Chamando Frei Silvestre, um homem de Deus de digna simplicidade, deu-lhe ordem, dizendo: 'Vai à frente da porta da cidade e, da parte de Deus todo-poderoso, manda aos demônios que saiam da cidade quanto antes!' Apressou-se a santa simplicidade a cumprir a obediência. Piedoso e simples, o frade foi correndo cumprir a ordem e, apresentando-se diante de Deus com hinos de louvor, clamou valentemente diante da porta: 'Da parte de Deus e por ordem de nosso pai Francisco, ide embora para longe daqui, demônios todos!' A cidade voltou à paz pouco depois e tratou de preservar com grande tranquilidade os direitos dos cidadãos." [3]

Mais recentemente, no México, bispos e sacerdotes de todo o país se reuniram para rezar um "exorcismo magno" sobre a nação, tendo em vista o avanço do aborto, do "casamento" gay, do tráfico de drogas e de práticas ocultistas. Segundo o padre José Antonio Fortea, que preparou a cerimônia, tantos pecados "provocaram uma grande infestação satânica em todo o México".

Levando em conta as estruturas de mal que têm se fortalecido nos quatro cantos do mundo, é inevitável a conclusão do padre Valter Cascioli, porta-voz da Associação Internacional de Exorcistas: "No momento, é crescente o número de distúrbios decorrentes de atividade demoníaca extraordinária", diz ele. "Isso está se tornando uma emergência pastoral".

O aumento da atividade satânica no mundo pode ser atribuído à diminuição da fé entre os indivíduos, aliada a um aumento da curiosidade e da participação em atividades ocultas, como os tabuleiros Ouija e sessões espíritas. Na avaliação do padre Cascioli, "essas coisas geralmente começam pela ignorância, superficialidade, estupidez ou proselitismo, seja participando ativamente, seja apenas assistindo", mas – ele adverte – "as consequências são sempre desastrosas".

Para conter essa notável infestação do mal na sociedade moderna, nada é tão urgente quanto resgatar a virtude da fé nos corações humanos. Para além deste mundo material, existem um Deus, miríades de anjos e uma eternidade feliz à nossa espera – e, também, uma multidão de demônios "como um leão a rugir, procurando a quem devorar" ( 1 Pd 5, 8). Tomemos consciência do combate espiritual que se trava todos os dias à nossa volta – combate no qual está em jogo, mais do que a saúde física das pessoas e a paz das nações, a própria salvação eterna das almas.

Com informações de CNA/EWTN | Por Equipe CNP

Referências

  1. Código de Direito Canónico. 4. ed. Conferência Episcopal Portuguesa: Lisboa, 1983, p. 389.
  2. Celebração dos Exorcismos. Conferência Episcopal Portuguesa, 2000, p. 77.
  3. Tomás de Celano, Segunda vida de São Francisco de Assis, 74 (FF, 695).

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Imagens chocantes denunciam tráfico de órgãos de bebês humanos nos EUA

​Por trás do tráfico de tecidos fetais mantido pela maior organização abortista dos Estados Unidos, esconde-se um tema ainda mais espinhoso: a banalização da própria vida humana.

Nas últimas semanas, a Planned Parenthood Federation of America (PPFA), a maior provedora de abortos dos Estados Unidos, foi alvo de uma denúncia, realizada pela associação pró-vida Center for Medical Progress (CMP), segundo a qual as suas clínicas estariam se beneficiando economicamente da venda de órgãos e tecidos de bebês abortados – a qual é punida como crime federal, segundo a lei americana.

Até o momento, cinco vídeos foram divulgados. Eles foram filmados por investigadores do CMP, que se disfarçaram de integrantes de uma companhia de biologia humana. Durante as conversas com altos funcionários da Planned Parenthood – às quais se seguiram incursões no interior das próprias clínicas da organização –, há cenas e declarações realmente assustadoras, que fariam corar os abortistas mais entusiastas (não fossem tão grandes a sua deformação moral e obstinação no erro).

"Leis podem ser interpretadas"

No primeiro vídeo, publicado no dia 14 de julho e sobre o qual já se falou aqui, a diretora sênior da PPFA, Dra. Deborah Nucatola, admite tranquilamente – enquanto degusta um vinho e come uma salada – que os médicos da instituição adaptam o procedimento de aborto, a fim de assegurar que os órgãos requeridos pelas indústrias de "experimentação fetal" não sejam destruídos. "Eu não vou destruir essa parte. Vou basicamente quebrar embaixo, em cima e ver se consigo pegar tudo intacto", eles dizem.

Nucatola também revela como Planned Parenthood faz para burlar a lei norte-americana que proíbe o aborto realizado "por nascimento parcial". Em um procedimento desse gênero, assim como nos métodos mais usados de dilatação e evacuação, o colo do útero da mulher é dilatado com pequenas lâminas que expandem gradualmente. Então, ela é mandada para casa. A morte e retirada do feto, propriamente ditos, são feitos um dia ou dois depois da introdução das lâminas, quando elas tiveram tempo suficiente para expandir.

Esse método de aborto foi proibido nos Estados Unidos por meio do Partial-Birth Abortion Ban Act, de 2003, assinado pelo então presidente George W. Bush. Para os aborteiros da PPFA, no entanto, "a proibição do aborto parcial é uma lei e leis podem ser interpretadas", revela Nucatola. "Então, se eu digo que no primeiro dia não tenho a intenção de fazer isso, o que acontece no fim não importa."

"Eu quero uma Lamborghini"

Uma semana depois, no dia 21 de julho, o CMP divulgou mais um vídeo. A protagonista da vez foi a presidente do conselho de diretores da Planned Parenthood, Dra. Mary Gatter. Perguntada pelos atores "quanto ela esperaria por um tecido (fetal) intacto", ela rebate: " Bem, por que não começa você me dizendo o quanto está acostumado a pagar?"

Embora ela reitere várias vezes que "não estamos nisso pelo dinheiro" e que "o dinheiro não é o importante", o diálogo se transforma em um verdadeira negociação. O acordo evolui de 75 para 100 dólares por amostra, mas, ao fim do almoço, Gatter sugere que o preço não é suficiente. "Deixe-me apenas saber quanto outros estão ganhando, e se estiver na faixa, então está bem, mas se ainda estiver baixo, então podemos subir o valor", ela diz. "Eu quero uma Lamborghini."

No dia 28 de julho, foi lançado o primeiro vídeo de um documentário chamado Human Capital, com a participação especial da flebotomista Holly O'Donnell. Essa jovem foi contratada pela companhia de biotecnologia Stem Express, ligada ao tráfico de órgãos e tecidos mantido pela PPFA. "Eu pensava que iria apenas extrair sangue, não retirar tecido de fetos abortados", ela conta.

Em seu primeiro dia de trabalho em uma clínica da Planned Parenthood, ela entrou em choque quando lhe pediram que dissecasse um feto recém-abortado. Por seis meses, o seu trabalho era identificar mulheres grávidas que preenchessem as condições dos pedidos feitos pela empresa de tecidos. Depois do procedimento, ela coletava o material. "Por qualquer coisa que adquiríssemos, eles obtinham uma certa porcentagem", ela afirma. "A enfermeira principal estava sempre confirmando se tínhamos pego nossas amostras. Ninguém além dela se importava, porque ela sabia que Planned Parenthood estava faturando com isso."

"É outro menino!"

O quarto vídeo da série foi publicado no último dia 30 e é "estrelado" pela diretora médica da clínica de Rocky Mountains, Dra. Savita Ginde. Em uma das declarações mais chocantes de toda a investigação, ela deixa subentendido que a sua clínica também coleta tecidos de bebês nascidos vivos. "Se algumas (mulheres) dão à luz antes que a gente consiga examiná-las para um procedimento – ela diz –, então eles (os bebês) saem intactos".

Dentro do laboratório de uma clínica, enquanto alguns funcionários usam um prato para separar pedaços do corpo de um feto, Ginde diz aos falsos compradores que preferiria receber o pagamento pela parte do corpo coletada, ao invés de uma taxa fixa padrão para todo o material. "Eu acho que um negócio por peça funciona um pouco melhor, porque assim podemos ver o quanto podemos ganhar com isso", ela afirma.

Ao fim do vídeo, uma voz no fundo revela o sexo da criança que acabou de ser assassinada: " It's another boy! – É outro menino!".

"Tudo não passa de uma questão de alinhar os itens"

No mais novo vídeo, divulgado esta semana pelo CMP, Melissa Farrell, diretora de pesquisa da filial da PPFA em Gulf Coast, admite que os aborteiros algumas vezes conseguem corpos "intactos" de bebês para coleta de órgãos e experimentação científica. Para tanto, eles adaptam o procedimento de aborto, a fim de atender aos pedidos das companhias de biologia. "Alguns dos nossos médicos", ela conta, "fazem isso de modo a conseguir as melhores amostras, então, eu sei que isso pode ser feito."

Farrell diz aos falsos compradores que eles poderiam receber as partes que quisessem, contanto que a companhia pagasse mais por uma melhor qualidade das amostras e pelo esforço extra dos aborteiros. "Se nós alterarmos nosso processo – e nós somos capazes de obter cadáveres fetais intactos –, podemos incluir isso no orçamento" para cobrir "as dissecações" e "dividir as amostras em várias remessas", ela diz. "Tudo não passa de uma questão de alinhar os itens."

Os últimos minutos do vídeo mostram imagens exclusivas dos investigadores dentro de um laboratório da PPFA, vasculhando as partes de um bebê de 20 semanas. No prato, é possível ver mãozinhas e pezinhos claramente desenvolvidos, enquanto o investigador levanta um pequeno pulmão com uma pinça. "Às vezes eles saem realmente intactos", diz uma aborteira aos falsos compradores.

Aparentemente, há ainda outros vídeos para serem publicados, mas esses são suficientes para mostrar a indústria de morte por trás da Planned Parenthood. "Qualquer um que assista a esses vídeos sabe que a organização está envolvida em práticas bárbaras e abusos de direitos humanos que têm que acabar", diz David Daleiden, o homem por trás das câmeras da CMP. "Não há nenhum motivo para que uma organização que se serve de métodos ilegais de aborto para vender partes de bebês e comete esse tipo de atrocidades contra a humanidade ainda receba mais de 500 milhões de dólares todos os anos dos contribuintes americanos."

A associação Center for Medical Progress, bem como várias outras organizações pró-vida dos Estados Unidos, estão usando os vídeos em questão para pedir a retirada de fundos da PPFA. O governo Obama é parceiro da empresa e já apareceu publicamente defendendo os serviços prestados por ela. Se fica comprovado que a organização está lucrando com o tráfico de órgãos e tecidos humanos – prática que é proibida pela legislação penal norte-americana –, é mais fácil pedir o fim do seu financiamento.

O que está em jogo

Embora o debate nos EUA pareça concentrar-se em uma questão meramente técnica – se a Planned Parenthood está ou não lucrando com o comércio de fetos abortados –, o que está em jogo é uma realidade muito mais séria, que diz respeito à própria dignidade da vida humana.

Os homens do século XXI já não veem mais a pessoa humana como um ente sagrado. Habituaram-se a tratar alguns indivíduos – nomeadamente, os embriões e os não-nascidos – como "cidadãos de segunda categoria". É isso o que está por trás do aborto e do tráfico de cadáveres humanos mantido pela PPFA. Se o que eles fazem com os tecidos e os órgãos de um feto fosse feito com um ser humano adulto, brutalmente assassinado e manipulado para satisfazer os desejos de um comércio ilegal, a sociedade certamente se escandalizaria. (Talvez não tanto quanto se comoveu com o caso do leão Cecil, no Zimbábue, mas isso é tema para outro artigo.) Por que, então, não reage à manipulação de embriões humanos e à venda de partes de seus cadáveres? Qual a diferença essencial entre um ser humano não-nascido e um adulto?

A resposta científica é: nenhuma. No juízo do reconhecido geneticista Dr. Jérôme Lejeune, "se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia se tornar um, pois nada é acrescentado a ele".

A resposta moderna, no entanto, reproduz um argumento perverso, argumento que levou milhões às câmaras de gás e aos gulags soviéticos no século passado. É o discurso de que algumas pessoas merecem viver mais do que outras. Se, antes, a eugenia discriminava por origem étnica ou condição social, agora segrega os indivíduos por sua idade: "se nasceu, vive; se não nasceu, pode matar". Essencialmente, porém, os crimes são os mesmos: genocídio em massa, abuso e descarte de seres humanos, desprezo pela vida dos mais frágeis.

Contra uma civilização que suprime diretamente e sem nenhum remorso a vida de seus membros indefesos, é inútil lembrar que "os cadáveres de embriões ou fetos humanos, voluntariamente abortados ou não, devem ser respeitados como os restos mortais dos outros seres humanos" [1]. Quem não entende por que jamais se pode provocar diretamente a morte de um inocente [2] – nem para alegadamente salvar a própria vida, quanto menos para consolidar um pretenso "progresso científico" –, tampouco entenderá por que não se pode manipular arbitrariamente o coração, as vísceras e os membros de um corpo humano.

Talvez algumas pessoas não percebam a gravidade dos vídeos exibidos acima, e a alguns cheguem a soar "alarmistas" as críticas dos pró-vida à Planned Parenthood. Isso é o sinal de que, nessa matéria, estamos muito perto do fundo do poço – se é que ele tem fundo.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum Vitae sobre o respeito à vida humana nascente e a dignidade da procriação (22 de fevereiro de 1987), I, 4.
  2. Cf. Suma Teológica, II-II, q. 64, a. 6.

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Documentos citados durante Audiência Pública no Senado

​Quem quer o aborto no Brasil? De onde vem o financiamento para essa causa? Estude e descubra o que está por trás da agenda do aborto.

Em sua fala durante a Audiência Pública no Senado (06/08), Padre Paulo Ricardo convidou as pessoas a um estudo sobre o tema do aborto e sobre o financiamento dessa agenda pelas fundações internacionais. Seguem os materiais e livros indicados:

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Lançamento do curso "Caminho de Perfeição"

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Um famoso santo da Igreja dizia que "quem reza se salva e quem não reza se condena".

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Em rara aparição pública, Bento XVI defende preservação da 'música litúrgica'

O discurso do Papa Emérito reafirma a importância da hermenêutica da continuidade para uma autêntica compreensão do Vaticano II

É um costume antigo dos Papas passar o período de férias em Castel Gandolfo, uma pequena província da cidade de Roma. Embora não seja mais o pontífice reinante, Bento XVI ainda possui o privilégio de descansar no local. Nas duas últimas semanas, o Papa Emérito esteve hospedado na residência de verão dos pontífices, de onde saiu de sua reclusão para uma rara aparição pública. O motivo: Bento XVI foi condecorado com dois doutorados honoris causa pela Pontifícia Universidade João Paulo II de Cracóvia e pela Academia de Música de Cracóvia, graças à sua contribuição para a música sacra.

Desde que renunciou ao ministério petrino, em 28 de fevereiro de 2013, Bento XVI não pronunciava mais aulas abertas. A ocasião, no entanto, deu-nos a chance de mais uma vez ouvir as orientações do Papa teólogo. Em seu discurso sobre a relação entre liturgia e música, o Papa Emérito lembrou a tensão pós-conciliar entre o grupo que desejava aplicar as determinações da Constituição Sacrosanctum Concilium e o Movimento Litúrgico, o qual defendia uma simplificação da Missa. Bento XVI enfatizou que o Concílio pedia para que se guardasse e se desenvolvesse "com diligência o patrimônio da música sacra", não o contrário [1].

Outro ponto importante apontado pelo Papa Emérito, em sua aula, foi a natureza transcendental da música litúrgica:

Eu mesmo cresci em Salzburgo marcado pela grande tradição desta cidade. É certo que aquelas Missas dominicais acompanhadas pelo coral e pela orquestra foram uma parte integral de nossa experiência de fé na celebração da liturgia. Indelevelmente marcado em minha memória, por exemplo, é como, quando as primeiras notas da Missa de Coroação de Mozart tocaram, o Céu abriu-se virtualmente e a presença do Senhor foi experimentada muito profundamente.

Importantes historiadores atribuem à Igreja Católica um papel fundamental no desenvolvimento da música. Bento XVI ressaltou esse papel, afirmando a singularidade do ocidente cristão em relação aos demais ambientes culturais: "De Palestrina a Bach, de Handel até Mozart, Beethoven e Bruckner. A música ocidental é algo único; não existe nenhum equivalente em outras culturas". "E isto", refletiu o pontífice, "deveria fazer-nos pensar".

O Papa ainda insistiu na força que a música litúrgica tem para levar o homem a um verdadeiro encontro com o divino:

Para mim, esta música demonstra a verdade do cristianismo. Onde quer que uma resposta é desenvolvida, houve um encontro com a verdade, com o verdadeiro criador do mundo. Portanto, a grande música sagrada é uma realidade de lugar teológico e de permanente significado para a fé de toda a cristandade, mesmo que não seja necessário executá-la sempre e em todo lugar. Por outro lado, é também claro que ela não pode desaparecer da liturgia e que sua presença pode ser uma maneira totalmente especial de participação na sagrada celebração, no mistério da fé.

Com esse discurso, o Papa Bento retomou um tema muito caro ao seu pontificado: a interpretação do Concílio Vaticano II como um acontecimento na linha da grande Tradição da Igreja, não como uma ruptura com o passado. A isso Bento XVI chamou de hermenêutica da continuidade.

Fonte: ChurchMilitant.com I Tradução e adaptação: Equipe CNP

Indicações

AV. 109. Música Litúrgica.

RC. 27. Música e Liturgia.

Referências

  1. Concílio Vaticano II, Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium (4 de dezembro de 1963), n. 114.

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Câmera secreta denuncia comércio de partes de bebês abortados nos EUA

Diretora de rede de abortos revela como faz para obter os órgãos intactos das crianças e burlar a lei federal norte-americana

Uma câmera escondida flagrou uma líder nacional da organização Planned Parenthood – a maior rede de clínicas de aborto dos Estados Unidos – admitindo o procedimento ilegal de aborto "por nascimento parcial", realizado com a finalidade de vender órgãos e tecidos de fetos abortados.

Deborah Nucatola é diretora sênior de serviços médicos da Planned Parenthood desde fevereiro de 2009. Por seu cargo na empresa, ela acompanha práticas de todas as filiais da organização em todo o mundo. Trabalhando há mais de uma década nesse negócio, Nucatola também realiza abortos de até 24 semanas em Los Angeles.

No vídeo, ela se encontra com investigadores, disfarçados de compradores de uma companhia de biologia humana, em 25 de julho de 2014.

Enquanto casualmente degusta um vinho e come uma salada, Dra. Nucatola revela cobrar de 30 a 100 dólares por espécime e diz que a principal demanda são os fígados das crianças – ainda que "muitas pessoas queiram corações intactos ultimamente" e ela tenha recebido pedidos por pulmões e "membros inferiores".

Ela conta que tem "uma reunião no começo do dia" para determinar quais as partes do corpo humano requeridas pelos consumidores e de quais bebês de pacientes daquele dia eles poderão colher o que precisam. Então, os médicos da Planned Parenthood adaptam o procedimento de aborto, a fim de assegurar que aqueles órgãos específicos não sejam destruídos. "Por essa razão, maior parte dos provedores fará isso sob guia de um ultrassom, para saber onde eles estão colocando o fórceps", ela diz.

Nucatola também afirma que, enquanto os aborteiros estão desmembrando a criança, eles decidem: "Eu não vou destruir essa parte. Vou basicamente quebrar embaixo, em cima e ver se consigo pegar tudo intacto."

A fim de conseguir órgãos intactos, ela chegou a descrever como ela mesma e outros realizam a prática ilegal do aborto "por nascimento parcial".

"Algumas pessoas – ela diz, tomando outra taça de vinho – tentarão mudar a imagem na tela, para que não seja vertex [a cabeça primeiro]. Então, se você faz isso começando pela imagem de trás, que é, geralmente, a última etapa, você pode fazer sair um intacto calvarium [a cabeça] no final."

Em 2003, o presidente George W. Bush assinou uma lei – chamada de Partial-Birth Abortion Ban Act – tornando crime federal o aborto "por nascimento parcial".

Mas – revela Nucatola aos investigadores –, sempre há um jeito de burlar a lei. "A proibição do aborto parcial é uma lei e leis podem ser interpretadas. Então, se eu digo que no primeiro dia não tenho a intenção de fazer isso, o que acontece no fim não importa."

Ela admite que os aborteiros da Planned Parenthood tomam bastante cuidado para não aparecer lucrando com a venda de partes de fetos abortados. "Eles querem fazer isso de um modo que não se perceba, para que não se diga: 'A clínica está vendendo tecido. Essa clínica está tirando dinheiro disso.'"

A prudência criminosa da organização se deve ao fato de que, nos Estados Unidos, também o tráfico de partes do corpo humano é um crime federal, punível com 10 anos de detenção e até 500 mil dólares de multa.

Em outro vídeo, os investigadores encontram a diretora executiva da Planned Parenthood, Cecile Richards, e agradecem-na pela ajuda de Nucatola para adquirir partes de bebês não nascidos. "Ó, que bom", ela responde. "Ótimo. Ela é muito boa".

O vídeo em questão é fruto de um investigação de quase três anos da organização Center for Medical Progress. Depois da divulgação do vídeo, líderes pró-vida exigiram imediatamente que se tome providências contra a Planned Parenthood. "Esse vídeo documenta a chocante verdade sobre o modelo comercial terrível e desumano de Planned Parenthood", denunciou Dr. Charmaine Yoest, presidente da organização Americans United for Life (AUL). "Sob a administração de Cecile Richards, os ultrassons no ventre materno diminuíram [1], o número de abortos aumentou e os lucros cresceram, já que até mesmo os corpos dos não nascidos se tornaram algo a mais para vender. Nós pedimos uma investigação imediata dessas atrocidades por parte do Congresso. Tão importante quanto, é hora de cortar o financiamento do governo a Planned Parenthood [2]. O contribuinte americano não deve ser envolvido em um negócio de aproveitadores tão cruéis".

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução e adaptação: Equipe CNP

Referências

  1. Desde 1973, quando da decisão Roe vs. Wade, o aborto não é criminalizado nos Estados Unidos. A partir de meados da década de 1990, no entanto, vários estados americanos têm agido para tornar a ultrassonografia parte obrigatória do serviço de aborto, em uma tentativa de mostrar às mulheres a humanidade do feto e dissuadi-las de realizarem aborto.
  2. Cf. How Obamacare Funds the Nation's Largest Abortion Provider, The Daily Signal, September 29, 2014.

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União Europeia quer mães britânicas fora de casa

Ideólogos estão preocupados porque porcentagem de mães britânicas em casa é o dobro da média da União Europeia. A solução seria prover creches financiadas pelo Estado.

O Conselho Europeu, com sede em Bruxelas, órgão composto pelos chefes de governo da União Europeia e que determina a agenda política da organização, fez uma crítica às mães britânicas por quererem ficar em casa para cuidar de seus filhos.

Um relatório do Conselho aponta que "a porcentagem de mulheres britânicas inativas ou em trabalho a tempo parcial por conta de responsabilidades pessoais e familiares (12,5%) foi quase o dobro maior que a média da União Europeia (6,3%) em 2013" e considera isso um "desafio social" que o governo britânico deve se empenhar para eliminar, provendo mais creches financiadas pelo Estado.

O relatório também critica o fato de que haja mais mulheres que homens trabalhando a tempo parcial. "A diferença na parcela de trabalho a tempo parcial entre mulheres (42,6%, em 2013) e homens (13,2%, em 2013) é uma das maiores da União Europeia", diz o documento.

Às recomendações do Conselho se seguiram respostas indignadas dos britânicos, que dizem que o Estado não deve interferir na opção de mães que escolhem ficar em casa. "São as famílias britânicas que devem decidir como lidar com a educação dos seus filhos, sem coação do governo britânico ou de burocratas europeus. Essa é apenas mais uma tática de bullying para fazer com que as mães abandonem seus filhos pequenos em casa", disse Laura Perrins, do grupo Mothers at Home Matter ["Mães em casa são importantes"], a The Telegraph.

Em outro artigo publicado no jornal inglês, Perrins critica o feminismo moderno, que "ignora a maternidade e está focado apenas no mercado de trabalho". "Esse é o meu problema com o feminismo moderno", escreve. "Ele está apenas preocupado com a igualdade de 'planilha', como com quantas mulheres são executivas, bancárias ou comerciantes. Se você não está trabalhando fora, simplesmente não conta". A articulista considera que, "se quiser ser uma verdadeira irmandade, o feminismo deve aceitar e respeitar a escolha de uma mulher de permanecer em casa e cuidar de sua família".

Ela também responde à afirmação de que mulheres que ficam em casa estão "desperdiçando o seu potencial". "Educar a próxima geração de cidadãos é uma contribuição crucial não apenas para a família, considerada individualmente, mas para a sociedade como um todo", diz. "Pode não ser glamouroso e, acredite-me, pode ser entediante às vezes, mas é algo que conta. Todas as pequenas coisas que uma mãe ensina ao seu filho todo o dia, todos os dias: isso conta".

Para Perrins, está muito claro que a responsabilidade pela educação das crianças não pode ser transferida abusivamente para o Estado. "A criação, educação e transmissão de valores morais e culturais para as próximas gerações é um papel desafiador e importante – diz ela – e não é algo que possa ser cumprido eficazmente em creches comunitárias".

A mãe e articulista britânica também pede uma mudança de mentalidade. "A maternidade só será uma barreira para a igualdade se a sociedade escolher assim e definir que são apenas os esforços no trabalho assalariado que 'importam'". Trata-se, como diz o escritor G. K. Chesterton (também ele britânico), da "estranha ideia de que as mulheres são livres quando servem os seus empregadores, mas escravas quando ajudam os seus maridos".

Perris conclui rebatendo as acusações de que o trabalho doméstico tornaria as mulheres desiguais. "Se criar a próxima geração de cidadãos é visto como algo sem sentido ou inferior ao trabalho fora de casa, que seja: as donas de casa são 'menos iguais'", afirma. "Mas essa é a opinião dos políticos e das feministas, não a contribuição da mãe. Para os seus filhos e a sua própria família, ela é inestimável".

Por Equipe Christo Nihil Praeponere