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Bispo de Ars retira Santíssimo Sacramento de igrejas após onda de profanações

Depois de uma série de furtos sacrílegos, o bispo da terra de São João Maria Vianney decide retirar Nosso Senhor dos sacrários

O bispo de Belley-Ars (França), Mons. Pascal Roland, decidiu ordenar a retirada do Santíssimo Sacramento de todas as capelas e igrejas de sua diocese após uma onda de roubos sacrílegos que ocorreram recentemente na região.

Depois de eventos relacionados "à profanação de Sacrários e roubo de cibórios" e com respaldo no Código de Direito Canônico, o prelado emitiu uma ordem, solicitando que "o Santíssimo Sacramento seja retirado dos sacrários de todas as igrejas e capelas paroquiais e seja depositado em local seguro".

"A porta dos Sacrários permanecerá ostensivamente aberta", continua o Ordinário.

Para as necessidades de oração pública ou privada, explica o bispo da terra de São João Maria Vianney (Cura d'Ars), "o Santíssimo Sacramento poderá ser recolocado temporariamente nesses sacrários, desde que se assegure a presença suficiente de fiéis".

Essas medidas entraram em vigor no dia 10 de fevereiro e "permanecerão até segunda ordem".

"O Bispo espera que essas medidas excepcionais expressem toda a gravidade desses eventos e contribuam para desencorajar sua repetição", concluiu.

Onda de furtos

Dias atrás, o Bispo de Belley-Ars revelou em seu site os últimos ataques e roubos sacrílegos ocorridos na diocese:

Em 6 de fevereiro – dia em que se comemora 250 anos da aprovação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, aprovado pelo Papa Clemente XIII –, paroquianos de Neuville-les-Dames, na circunscrição paroquial de Châtillon-sur-Chalaronne, descobriram que o sacrário da Igreja de São Mauricio havia sido quebrado e o cibório com as hóstias consagradas roubado.

Na mesma noite, os paroquianos de Ambronay perceberam também o roubo de um cibório na Igreja de Nossa Senhora. No sábado, 7 de fevereiro, em Vonnas, foi constatado que dois cibórios da Igreja de San Martín haviam sido roubados.

No domingo, 8 de fevereiro, em Jujurieux (circunscrição paroquial de Pont-d'Ain), os fiéis descobriram que um outro cibório fora roubado na Igreja de San Esteban. Nesses quatro casos, as hóstias consagradas não foram roubadas, mas abandonadas no local.

No sábado, 7 de fevereiro, o sacerdote de Montluel descobriu que o cibório e as hóstias do colegiado Notre-Dame-des-Marais haviam sido roubados.

Este roubo foi a continuação de uma série de roubos, profanações e vandalismos que vêm ocorrendo nos últimos meses nas igrejas da diocese: roubos de objetos e de uma estátua na igreja de Seyssel, em outubro de 2014; roubo de cibório e hóstias consagradas na igreja de Saint-Jean de Niost e Sainte-Julie, em outubro de 2014, de Saint-Etienne-du-Bois, em novembro de 2014; e outras profanações em Saint-Maurice-de-Beynost, em 11 janeiro de 2015.

As comunidades afetadas por esses roubos e as paróquias apresentaram uma queixa junto à delegacia de polícia. Por isso, fez-se um inventário completo dos objetos dessas igrejas graças à administração conjunta do Serviço Diocesano de Arte Sacra e do Conselho Geral do departamento de l'Ain, onde a diocese de Belley-Ars está localizada.

A indicação precisa dos objetos roubados e suas fotografias foram imediatamente enviados à Polícia Nacional, para tentar bloquear o tráfico desses objetos culturais, buscá-los e vigiá-los, a fim de impedir a revenda deles.

Repúdio aos roubos sacrílegos

A Igreja Católica em l'Ain lamenta que "objetos sagrados, como cibórios ou sacrários sejam furtados ou danificados. Ela lamenta a falta de respeito dos autores que se apropriam dos cibórios, que são tão caros à comunidade paroquial e aos moradores das comunidades a que pertencem esses objetos".

Os católicos da região "estão profundamente consternados com o furto de hóstias consagradas. Essas hóstias consagradas pelo sacerdote na Missa são o Corpo de Cristo, a presença real de Jesus. Portanto, esse roubo é uma profanação de extrema gravidade."

"Sejam quais forem as intenções dos autores desses atos, não existe nada mais ofensivo que possa ser cometido contra Deus, contra a fé cristã e contra a comunidade católica. A Igreja convida a todos os cristãos que rezem pelo perdão e arrependimento dos que cometeram esses atos. Que essa provação seja, para todos os cristãos, ocasião de professar sua fé em Cristo, realmente presente nessas hóstias consagradas", concluem.

Por ACI Prensa | Tradução: Fratres in Unum.com

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Curso sobre o mal da pornografia e da masturbação

Conheça os efeitos destruidores desses vícios que, dia após dia, escravizam cada vez mais homens e mulheres.

Atualmente, duas verdadeiras epidemias assolam a nossa sociedade: a pornografia e a masturbação. Relativizadas em sua natureza danosa e desordenada, muitos nem mesmo creem que estão acorrentados e pensam viver plenamente o que chamam de "liberdade". Mentira, pura ilusão. Vivem presos, conectados em um mundo virtual e, como o drogado, alegam que são capazes de parar, mas, em geral, não são. Destroem seus lares, a si próprios e nem se dão conta.

Por isso, o site padrepauloricardo.org faz um convite: venha participar de um curso ao vivo sobre o tema. Durante quatro dias vamos estudar a pornografia e a masturbação em seus aspectos científicos, psicológicos, espirituais e, sobretudo, ver como espiritualmente é possível libertar-se dessa escravidão e ser reconduzido ao caminho do amor e da liberdade.

As aulas serão transmitidas ao vivo do dia 23 a 26 de fevereiro, a partir das 21h00 (horário de Brasília), com abertura para perguntas. Atenção: somente os assinantes do site terão acesso às aulas ao vivo e ao chat para o envio das perguntas. As aulas gravadas serão disponibilizadas posteriormente para todos.

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Curso de férias sobre os Templários

Comece o ano de 2015 aprendendo sobre uma das mais fascinantes e intrigantes páginas da história da Igreja.

Nestas férias, junte-se à família do site padrepauloricardo.org, participando do imperdível curso sobre os Templários. Das Cruzadas até os dias de hoje, esses cavaleiros medievais já foram associados a várias instituições e fatos - à Maçonaria, ao Opus Dei, ao Santo Graal e à própria linhagem de Cristo.

Afinal, como distinguir entre um mito e a própria realidade? O que foi realmente a Ordem dos Templários? Como ela sobreviveu ao longo dos séculos? Encontre as respostas para essas e outras perguntas nesse curso inédito de férias!

As aulas serão transmitidas ao vivo, de 12 a 16 de janeiro, a partir das 21h00. Os inscritos poderão enviar perguntas. E, no dia seguinte a cada uma das aulas, a gravação será disponibilizada na própria página do curso.

Para participar do curso de férias, basta ser aluno do site e estar com a assinatura em dia.

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Jovem abusa de colega de sala após aula de educação sexual

Garoto de 13 anos abusa da própria colega de sala no Reino Unido. O estupro aconteceu após uma aula de educação sexual.

Um garoto de 13 anos abusou de sua colega de classe, depois de ambos assistirem a uma aula de educação sexual. O caso aconteceu na escola secundária da cidade de Gwynedd, no País de Gales. As lições de educação sexual são obrigatórias no Reino Unido a partir dos 11 anos.

O rapaz, agora com 15 anos, admitiu o estupro durante uma audiência no Tribunal de Menores de Dolgellau, em meados de novembro. Ele contou que, após uma aula de educação sexual, levou a moça a um lugar isolado, onde eles discutiram o que tinham acabado de aprender sobre relação sexual. Então, ele perguntou à garota se ela queria "tentar um sexo". Embora a jovem dissesse repetidamente que "não", o estudante segurou-a e praticou o estupro. Após o ataque, o rapaz friamente teria dito: "Você pode ir agora".

O ataque veio à luz dois anos após o incidente, que aconteceu em 2012, quando uma enfermeira da escola percebeu que a garota parecia perturbada. Questionada se havia acontecido alguma coisa, a adolescente contou-lhe sobre o estupro. A polícia procedeu a uma investigação, mas o rapaz alegou que a garota tinha consentido no ato. Recentemente, porém, o jovem fez uma confissão completa, dizendo que tinha forçado a garota. O fato aconteceu quando ele tinha acabado de completar 13 anos de idade.

O juiz Andrew Shaw disse que, como o caso estava sendo tratado por um tribunal de menores, as opções de punição eram limitadas. Ele colocou o garoto em uma " referral order" [*] por 12 meses e registrou o seu nome na lista de agressores sexuais por 30 meses. Andrew Shaw sublinhou que, dada à sua idade, a garota sequer podia consentir em uma relação sexual. O rapaz foi advertido e deverá "dizer à polícia onde vive e onde está pelos próximos dois anos e meio".

A notícia reacendeu no Reino Unido o debate sobre a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas. Katie Russell, porta-voz do serviço Rape Crisis, disse que "o fato de o incidente ter acontecido depois de uma aula de educação sexual" é preocupante. Na Inglaterra, as aulas sobre "sexo e relacionamentos" envolvem ensinar às crianças temas como reprodução, a chamada "saúde sexual" e métodos de contracepção. As classes são compulsórias e os aspectos biológicos da sexualidade são parte do currículo nacional para as ciências.

A discussão chegou ao próprio Parlamento britânico. Após um discurso de Diana Johnson, do Partido Trabalhista, pedindo mais educação sexual nas escolas, o deputado Philip Davies respondeu enfaticamente: " Nós devemos tentar ter menos educação sexual – ou, até melhor, nenhuma educação sexual, absolutamente!". O parlamentar do Partido Conservador é a favor de que os pais cuidem da instrução de seus filhos nesses temas, ao invés do Estado.

A grande preocupação da mídia britânica – e do próprio Davies –, no entanto, parece estar reduzida à "gravidez na adolescência". O deputado de Shipley apontou a educação sexual como causa do problema. Então, os jornalistas se apressaram em mostrar que a Holanda, a Suécia e não se sabe mais que país – pioneiros na tal educação sexual – têm este e aquele índice reduzido de mães adolescentes. E a defesa dos países progressistas é feita "de boca cheia", como se o que estivesse em jogo fosse o "controle de natalidade", e não a inocência e a integridade dos jovens!

Ora, não há dúvidas de que a gravidez precoce é um problema (especialmente porque, quase sempre, ela acontece desvinculada da realidade familiar). Pior, no entanto, seria pensar que tudo pode ser resolvido com algumas classes de "perversão" sexual e umas instruções ou outras sobre preservativos. É preciso ser realmente muito miserável para achar que a salvação da sexualidade humana está em uma capa de látex!

– O que fazer, então? – Bem, muito simples! Educar as pessoas na e para a família! Dar aos pais, em primeiro lugar, a responsabilidade por formar os seus filhos; e, ao invés de ficar ensinando modos de buscar prazer ou posições para fazer sexo – como se o ser humano fosse um animalzinho a adestrar –, mostrar às pessoas o valor e a importância da família, da paternidade e da maternidade, das relações duradouras, maduras e responsáveis!

Ou se aceitará tranquilamente que o Estado "deforme" as crianças e os adolescentes? O que farão os pais, por exemplo, a respeito de máquinas de camisinhas colocadas nos colégios? Ou de materiais "educativos" indecentes, ensinando os alunos como se masturbarem, como começarem uma relação sexual – ou como escolherem seu "gênero" ou "orientação sexual"? É claro que os bons pais de família não querem conteúdos desse tipo no currículo escolar de seus filhos e filhas – nem que estas corram o risco de ser abusadas por causa de uma educação sexual permissiva e absolutamente irresponsável.

Para combater o perigo, no entanto, é preciso agir. Vigiar constantemente aquilo que as crianças recebem nos colégios e protestar ativamente contra os materiais pornográficos que são muitas vezes despachados nas salas de aula é um ótimo começo. Se os pais não cuidarem de seus filhos, o Estado cuidará... e da pior maneira possível.

Com informações de LifeSiteNews.com | Por Equipe Christo Nihil Praeponere

* " Referral order" – literalmente, "ordem de referência" – é uma sentença comunitária comumente usada pelas Cortes britânicas para lidar com jovens de 10 a 17 anos, principalmente réus primários declarados culpados.

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Os socialistas e a idolatria política

A nova e desrespeitosa versão do Pai Nosso, criada pelos socialistas da Venezuela, põe às claras o ateísmo e a idolatria dos regimes revolucionários.

Durante o III Congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela - o partido de Hugo Chávez e do atual presidente da Venezuela, Nicolás Maduro -, a militante María Estrella Uribe, uma delegada do grupo político, decidiu homenagear o falecido ditador do país, parodiando a oração cristã do Pai Nosso, a qual foi transformada em um idolátrico e desrespeitoso Chávez nuestro.

O texto, de autoria da própria delegada, justificado como um “compromisso espiritual", pede que Chávez os livre da “tentação do capitalismo", da “maldade da oligarquia" e do “crime do contrabando". Após um “amém", a petição termina com aplausos e brados de “Viva Chávez", de toda a assembleia do partido.

A Arquidiocese de Caracas, por meio do Cardeal Jorge Urosa Savino, manifestou repúdio à declaração e pediu que os membros do partido evitassem a divulgação do texto como sinal de respeito à oração dos cristãos. “O Pai Nosso, a oração por excelência dos cristãos do mundo inteiro, vem dos próprios lábios de Nosso Senhor (...), e por isso é intocável. Assim como a ninguém é permitido mudar a letra do Hino Nacional para honrar uma pessoa, tampouco a ninguém é lícito mudar o Pai Nosso ou qualquer outra oração cristã", escreveu o prelado. Ele também ressaltou que “ quem dissesse essa nova e indevida versão do Pai Nosso (...) estaria cometendo o pecado de idolatria, por atribuir a uma pessoa humana qualidades ou ações próprias de Deus".

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, defendeu o texto da delegada do partido, alegando perseguição por parte da Igreja. “Por que você persegue e submete ao escárnio público a companheira María Uribe? Por que é chavista, pobre, mulher, revolucionária? Por que ama a Chávez?", questionou. O presidente do país, Nicolás Maduro, também criticou a declaração do Arcebispo de Caracas, repetindo tenazmente a “oração" a Chávez e evocando a Inquisição para intimidar a Igreja: “Exijo respeito à liberdade de criação na Venezuela. Senhores da Inquisição, exijo respeito ao espírito criador e basta de tanta perseguição a Chávez".

De fato, em um país marcado pelas restrições às liberdades mais elementares e pela adoção de uma estratégia política unipartidária e antidemocrática, a única liberdade que Maduro e o PSUV parecem reinvidicar é a de calar a Igreja, tomar as suas rédeas e fundar uma nova religião. Tudo isso maquiado com um discurso vitimista, típico da mentalidade revolucionária: “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é."

Não é a primeira vez que os membros do partido compõem uma oração ao falecido presidente Chávez, atribuindo a ele, como bem lembrou o Cardeal Urosa, “qualidades ou ações próprias de Deus", e ressuscitando o culto pagão e idolátrico aos mortos. É sabido que vários seguidores de Chávez não se têm contentado em escrever orações, como chegaram a criar templos em algumas cidades venezuelanas, a fim de “celebrar sua memória".

Olhando para o triste estado de quem abandona “o nome três vezes santo de Deus" ( Mit Brennender Sorge, 13), “cultuando e servindo a criatura em lugar do Criador" (Rm 1, 25), é impossível não lembrar a dramática experiência do nazifascismo, que assombrou a Europa em meados do século XX. Em 1937, ainda antes de estourar a Segunda Guerra Mundial, o Papa Pio XI, “mit brennender Sorge", isto é, “com ardente preocupação", lançava, do alto da cátedra de São Pedro, palavras que, infelizmente, ainda se podem aplicar à realidades de nossos dias:

“Se a raça ou o povo, se o Estado ou uma forma determinada do mesmo, se os representantes do poder estatal ou outros elementos fundamentais da sociedade humana têm na ordem natural um lugar essencial e digno de respeito, contudo, quem os arranca desta escala de valores terrenais, elevando-os à suprema norma de tudo, até dos valores religiosos, e, divinizando-os com culto idolátrico, perverte e falsifica a ordem criada e imposta por Deus, está longe da verdadeira fé e de uma concepção de vida conforme a esta." ( Mit Brennender Sorge, 12)

A autora da versão idolátrica do Pai Nosso, María Uríbe, conta em seu favor “um passado de revolução", no qual deixou a seus filhos pequenos para ir à política e tornar-se “guerrilheira urbana". Ela também reivindica, para sua paródia, uma posição que chama de “humanista". “Todos esses valores de Gandhi, da madre Teresa, estão traduzidos no humanismo que Chávez também nos transmitiu", declarou.

É uma pena que, ao contrário da caridade verdadeiramente sobrenatural que moveu a beata Madre Teresa de Calcutá, o “humanismo" de María Uríbe, dos revolucionários venezuelanos e de todos os marxistas ateus, não dê em nada senão na destruição do próprio homem. É o que dizem as almas saturadas da idolatria política, mas sedentas do único e verdadeiro Deus. É o que declaram as numerosas pilhas de corpos vítimas dos regimes comunistas. Realmente, se Ele não existe, tudo é permitido.

Que Nossa Senhora de Coromoto interceda pela Venezuela e livre também o nosso país do flagelo do socialismo.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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As vítimas cristãs do Estado Islâmico

Califado islâmico em perseguição aberta aos cristãos: ou eles se convertem ao islamismo, ou pagam um imposto religioso ou morrem pelo fio da espada.

Os habitantes de várias cidades da Síria e do Iraque têm que conviver, nos últimos dias, com uma notícia nenhum pouco encorajadora. As bandeiras negras penduradas nos prédios das cidades de Raqqa e Mosul dizem muito: agora, quem era sírio ou iraquiano pertence ao recém-proclamado “Estado Islâmico".

As milícias do ISIS – sigla em inglês para “Estado Islâmico do Iraque e do Levante" –, agora chamado simplesmente de Estado Islâmico, desfilam nas ruas ostentando tanques de guerra e armamentos pesados, exibindo cabeças decapitadas em praça pública, gritando o nome de Alá e prometendo erguer a bandeira do mais novo califado islâmico até na Casa Branca.

O recado de um prisioneiro do novo Estado é claro: “Quem não crê em Alá será punido, com certeza". Homens denominados hisbah saem às ruas para inspecionar a população e forçar a prática da sharia, vigiando os estabelecimentos comerciais e até mesmo o vestuário das pessoas. As punições para a venda de álcool ou o uso de drogas vão desde o açoitamento até a pena capital. Para os “infiéis", soma-se à morte cruel a vexação pública: vários cristãos já foram crucificados e tiveram seus corpos expostos nas praças, simplesmente por não aceitarem converter-se ao islã.

Em Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, hoje tomada pelos radicais jihadistas, a fé dos cristãos foi praticamente empurrada para as catacumbas. Os sinos das igrejas foram silenciados, as mulheres foram forçadas a usar a burca, através de armas, e dezenas de milhares fugiram para não ter que renunciar a Cristo. Nos muros das casas dos cristãos, os radicais picham uma letra do alfabeto árabe, equivalente ao nosso “n", em referência a Jesus, o Nazareno. Aos proprietários dessas casas três opções são oferecidas: converter-se ao islamismo, pagar um imposto religioso ou morrer pelo fio da espada. Uma agência local de notícias reportou que um cristão pobre, não podendo arcar com o dito imposto, teve sua mulher e filha estupradas por soldados do ISIS. O homem cometeu suicídio depois do acontecido.

Os templos religiosos também são alvo das milícias armadas. Ainda em Mosul, uma igreja de vários séculos foi incinerada e o local que se acredita ser o túmulo do profeta Jonas foi profanado. Em Raqqa, outra igreja foi transformada em um centro para a pregação do islamismo. A ideia dos arautos desse novo mundo é criar um “islamismo do ano zero", eliminando qualquer resquício de cristianismo, direitos femininos, democracia ou mesmo piedade humana.

Não é novidade que a situação dos cristãos no Iraque é dramática. A perseguição vem de muito tempo, desde o governo de Saddam Hussein, tendo se intensificado com a invasão do país, em 2003. Para se ter uma ideia, antes do conflito, vivia no país mais ou menos 1,5 milhão de caldeus, sírio-católicos, sírio-ortodoxos, assírios orientais, católicos e ortodoxos armenos. Hoje, particularmente após a ascensão dos sunitas em Bagdá, esse número não passa de 400 mil.

A diferença do quadro anterior para o atual estado da região, no entanto, é enorme. Hoje, está no poder um grupo que fala abertamente de tomar o mundo, ensinando crianças a guerrear, obrigando as pessoas a aceitarem uma única religião e perseguindo sem escrúpulos as minorias religiosas do Oriente Médio, especialmente os cristãos.

A Santa Sé manifestou sua perplexidade e condenou os crimes cometidos no Iraque e na Síria. Em mensagem divulgada no dia 12 de agosto, o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso enumerou as atrocidades cometidas pelo novo califado islâmico: desde “a desprezível prática da decapitação, crucificação e exposição de corpos em lugares públicos" até “a expulsão forçada de milhares de pessoas, incluindo crianças, idosos, mulheres grávidas e doentes". Na mensagem, o Conselho ressaltou que “nenhuma causa e, certamente, nenhuma religião, pode justificar tamanha barbárie" [1].

O Papa Francisco, em carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, manifestou a sua preocupação com “o intolerável sofrimento de pessoas que desejam somente viver em paz, harmonia e liberdade na terra de seus antepassados", além de emitir um “apelo urgente à comunidade internacional para intervir e por fim à tragédia humanitária em andamento". “Os ataques violentos que têm se alastrado ao longo do norte do Iraque não podem ficar indiferentes às consciências de todos os homens e mulheres de boa-vontade", disse o Santo Padre. “As trágicas experiências do século XX e a elementar compreensão da dignidade humana exigem que a comunidade internacional (...) faça tudo o que for possível para deter e prevenir novas violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas" [2], concluiu.

Outro a pedir uma intervenção internacional na região foi o Patriarca Caldeu da Babilônia, Louis Raphael Sako. Em apelo emitido no dia 13 de agosto, o bispo iraquiano escreve que, “se a situação não mudar, o mundo inteiro deverá assumir a responsabilidade pelo lento genocídio de um componente genuíno e inteiro da sociedade iraquiana e pela perda da sua herança e cultura ancestrais". O alerta do purpurado é eminente: “O ISIS está tentando apagar todos os rastros!" [3]

Que as autoridades internacionais abram os olhos para o calvário dos cristãos no Oriente Médio. E que estes, auxiliados pela graça de Deus, conservem consigo o dom mais precioso que receberam no dia de seus batismos: a fé.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Santa Sé pede que autoridade, sobretudo muçulmanas, condenem barbáries no Iraque | Rádio Vaticano
  2. Iraque: Papa alerta ONU para o drama e pede esforços concretos | Rádio Vaticano
  3. Novo apelo do Patriarca da Babilônia dos Caldeus. | Fratres in Unum.com

Recomendações

  1. The Islamic State (Full Length) – VICE News | YouTube.com
  2. Iraqi Christians are raped, murdered and driven from their homes – and the West is silent – Telegraph Blogs

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Caindo no conto do gênero...

​O Brasil tem protagonizado nas últimas semanas a tentativa de implantação da ideologia do gênero por meio da Votação do Plano Nacional de Educação.

Nessa última quarta-feira houve a terceira tentativa de votação na câmara dos deputados, embora mais uma vez adiada, à causa, dessa vez, de bate-boca e provocação de deputados contra os manifestantes pró-vida e pró-família presentes na sala.

"Muitos têm desviado o foco do debate para temas que não pertencem ao âmbito da ideologia de gênero", disse à ZENIT o Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva, sacerdote da Diocese de Osasco - SP, pároco da Igreja São Domingos (Osasco), doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Romana da Santa Cruz e professor de Teologia Moral.

Acompanhe a entrevista abaixo:

ZENIT: Temos visto nas últimas semanas um crescente debate sobre a questão de "gênero" no contexto do Plano Nacional de Educação. Como o sr. avalia estas discussões?

Pe. José Eduardo: Tenho acompanhado de perto os diferentes discursos e percebo que, embora a questão esteja cada dia mais clara, muitos têm desviado o foco do debate para temas que não pertencem ao âmbito da ideologia de gênero, talvez até como um recurso para não enfrentarem um tema tão absurdo. Trata-se de um deslocamento para sabotar o discurso.

ZENIT: Em que consiste, então, a "ideologia de gênero"?

Pe. José Eduardo: Sintetizando em poucas palavras, a ideologia de gênero consiste no esvaziamento jurídico do conceito de homem e de mulher. A teoria é bastante complicada, e uma excelente explicação desta se encontra no documento "Agenda de gênero". Contudo, a ideia é clara: eles afirmam que o sexo biológico é apenas um dado corporal de cuja ditadura nos devemos libertar pela composição arbitrária de um gênero.

ZENIT: Quais as consequências disso?

Pe. José Eduardo: As consequências são as piores possíveis! Conferindo status jurídico à chamada "identidade de gênero" não há mais sentido falar em "homem" e "mulher"; falar-se-ia apenas de "gênero", ou seja, a identidade que cada um criaria para si.

Portanto, não haveria sentido em falar de casamento entre um "homem" e uma "mulher", já que são variáveis totalmente indefinidas.

Mas, do mesmo modo, não haveria mais sentido falar em "homossexual", pois a homossexualidade consiste, por exemplo, num "homem" relacionar-se sexualmente com outro "homem". Todavia, para a ideologia de gênero o "homem 1" não é "homem", nem tampouco o "homem 2" o seria.

ZENIT: Então aqueles que defendem a "ideologia de gênero" em nome dos direitos homossexuais estão equivocados?

Pe. José Eduardo: Exatamente! Eles não percebem que, uma vez aderindo à ideologia de gênero, não haverá sequer motivo em combater à discriminação. Nas leis contra a discriminação, eles querem discriminar alguns que consideram mais discriminados. Contudo, pela ideologia de gênero, não há mais sentido em diferenciar condições e papeis, tudo se vulnerabiliza! Literalmente, eles caíram no conto do gênero.

Para defender a identidade homossexual, estão usando uma ideologia que destrói qualquer identidade sexual e, por isso, também a família, ou qualquer tipo de família, como eles mesmos gostam de dizer.

Em poucas palavras, a ideologia de gênero está para além da heterossexualidade, da homossexualidade, da bissexualidade, da transexualidade, da intersexualidade, da pansexualidade ou de qualquer outra forma de sexualidade que existir. É a pura afirmação de que a pessoa humana é sexualmente indefinida e indefinível.

ZENIT: Então a situação é muito pior do que imaginamos...

Pe. José Eduardo: Sim. As pessoas estão pensando em "gênero" ainda nos termos de uma "identidade sexual". Há outra lógica em jogo, e é por isso que ninguém se entende.

Para eles, a ideia de "identidade sexual" é apenas um dado físico, corporal. Não implica em nenhuma identidade. Conformar-se com ela seria "sexismo", segundo a própria nomenclatura deles. A verdadeira identidade é o "gênero", construído arbitrariamente.

Todavia, este "gênero" não se torna uma categoria coletiva. É totalmente individual e, portanto, indefinível em termos coletivos. Por exemplo, alguém poderia se declarar gay. Para os ideólogos de gênero isso já é uma imposição social, pois a definição de gay seria sempre relativa a uma condição masculina ou feminina mormente estabelecida. Portanto, uma definição relativa a outra, para eles, ditatorial.

Não existiria, tampouco, a transexualidade. Esta se define como a migração de um sexo para outro. Mas, dirão os ideólogos de gênero, quem disse que a pessoa saiu de um sexo, se aquela expressão corporal não exprime a sua identidade construída? Portanto, para eles, não há sequer transexualidade.

Gênero, ao contrário, é autorreferencial, totalmente arbitrário.

Alguém dirá que não há lógica isso. Realmente, a lógica aqui é "ser ilógico". É o absurdo que ofusca nossa capacidade de entender.

ZENIT: O que dizer, então, de quem defende a ideologia de gênero no âmbito dos direitos feministas?

Pe. José Eduardo: Os ideólogos de gênero, às escondidas, devem rir às pencas das feministas. Como defender as mulheres, se elas não são mulheres?...

ZENIT: Qual seria o objetivo, portanto, da "agenda de gênero"?

Pe. José Eduardo: Como se demonstra no estudo que mencionei, o grande objetivo por trás de todo este absurdo – que, de tão absurdo, é absurdamente difícil de ser explicado – é a pulverização da família com a finalidade do estabelecimento de um caos no qual a pessoa se torne um indivíduo solto, facilmente manipulável. A ideologia de gênero é uma teoria que supõe uma visão totalitarista do mundo.

ZENIT: Como a população está reagindo diante disso?

Pe. José Eduardo: Graças a Deus, milhares de pessoas têm se manifestado, requerendo dos legisladores a extinção completa desta terminologia no Plano Nacional de Educação. Pessoalmente, tenho explicado a muitas pessoas a gravidade da situação nestes termos: 1) querem nos impor uma ideologia absurda pela via legislativa; 2) querem fazê-lo às custas do desconhecimento da população, o que é inadmissível num Estado democrático de direito; 3) e querem utilizar a escola como um laboratório, expondo nossas crianças à desconstrução de sua própria personalidade. E ainda querem que fiquemos calados com isso! Não!, o povo não se calará!

ZENIT: Falando em "Estado democrático de direito" e vendo a manifestação de tantos cristãos, evangélicos e católicos, inclusive de bispos, alguns alegam a laicidade do Estado como desculpa para desprezar os seus argumentos. O que dizer sobre isso?

Pe. José Eduardo: Esta objeção é tão repetitiva que se torna cansativo respondê-la. Numa discussão democrática, não importa se o interlocutor é religioso ou não. O Estado é laico, não laicista, anti-religioso. Seria muito divertido, se não fosse puro preconceito – e às vezes, verdadeiro discurso de ódio anti-religioso –, a insistência com a qual alguns mencionam a Bíblia, os dogmas, os preceitos... como se nós estivéssemos o tempo todo alegando argumentos teológicos. Como se pode ver acima, nossos argumentos aqui são simplesmente filosóficos, racionais. Aliás, são tão racionais a ponto de mostrar o quanto a proposta deles é totalmente irracional, posto que contradizem as sua próprias bandeiras ideológicas.

No final das contas, a única coisa que lhes resta é a rotulação – na audiência de ontem, chamaram aos gritos um deputado de "machista", em outra ocasião de "patricarcalista" –, mas a rotulação é a arma dos covardes, daqueles que não têm honestidade e liberdade intelectuais. Como digo sempre, nestas discussões, precisamos nos comportar como filósofos, e não como maus advogados, que estão dispostos a negar até as evidências.

Fonte: Zenit

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Cardeal Orani João Tempesta do Rio de Janeiro denuncia a ideologia de gênero

Cardeal do Rio de Janeiro alerta sobre o perigo da ideologia de gênero e da sua introdução no Plano Nacional de Educação

Depois de adiada várias vezes devido à pressão popular, a votação do Plano Nacional de Educação (PNE), a vigorar nos próximos dez anos como parâmetro ao sistema educacional brasileiro, esta foi marcada para a próxima quarta-feira, dia 26 de março.

O documento a ser votado contem, no entanto, uma afronta às famílias brasileiras responsáveis pelas novas gerações, pois introduz, oficialmente, no ensino nacional a revolucionária, sorrateira e perigosa “ideologia de gênero" desmascarada mais de uma vez por estudiosos de renome.

É importante saber que a palavra gênero substitui – por uma ardilosa e bem planejada manipulação da linguagem – o termo sexo. Tal substituição não se dá, porém, como um sinônimo, mas, sim, como um vocábulo novo capaz de implantar na mente e nos costumes das pessoas conceitos e práticas inimagináveis.

Nesse modelo inovador de sociedade, não existiria mais homem e mulher distintos segundo a natureza, mas, ao contrário, só haveria um ser humano neutro ou indefinido que a sociedade – e não o próprio sujeito – faria ser homem ou mulher, segundo as funções que lhe oferecer.

Vê-se, portanto, quão arbitrária, antinatural e anticristã é a ideologia de gênero contida no Plano Nacional de Educação (PNE) e que por essa razão merece a sadia reação dos cristãos e de todas as pessoas de boa vontade a fim de pedir que nossos representantes no Congresso Nacional façam, mais uma vez, jus ao encargo que têm de serem nossos representantes e rejeitem, peremptoriamente, a ideologia de gênero em nosso sistema de ensino.

As formas de participação – simples, mas imprescindíveis – são as seguintes:

a) assinatura em uma plataforma específica no http://www.citizengo.org/pt-pt/5312-ideologia-genero-na-educacao-nao-obrigado

b) ligação gratuita pelo telefone 0800 619 619. Tecla “9" pedindo a rejeição à ideologia de gênero em nosso sistema educacional.

São José, patrono da família, rogai por nós!

Rio de Janeiro, RJ, 22 de março de 2014.

† Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ.

Fonte: Arquidiocese do Rio de Janeiro