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Salvem os leões, matem os bebês!
Sociedade

Salvem os leões, matem os bebês!

Salvem os leões, matem os bebês!

Eles produziram “O Rei Leão”, mas, pelo visto, não aprenderam nada: saiba como é possível que a Disney, ao mesmo tempo que defenda a preservação dos leões africanos, esteja numa guerra feroz pelo “aborto legal” nos EUA.

Equipe Christo Nihil Praeponere8 de Julho de 2019Tempo de leitura: 9 minutos
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A Disney lançará nos próximos dias a tão aguardada versão live action do clássico infantil “O Rei Leão”. Para alavancar a empolgação (ou o hype) da turma, o estúdio encampou recentemente uma campanha pela proteção dos leões africanos, em vista da queda no número desses felinos. Segundo relatórios, hoje no mundo existem cerca de 20 mil leões selvagens, metade do que havia quando a história de Simba, Timão e Pumba foi vista pela primeira vez nos cinemas, 25 anos atrás. Com a campanha Protect the Pride (Proteja os Leões), a Disney pretende reverter esse quadro e conscientizar as pessoas a preservarem mais o meio ambiente.

Nada contra. O cuidado com os animais é uma causa nobre e merece nossa atenção, sobretudo quando alguma espécie se acha em risco. A Criação não é — atenção — um objeto qualquer sobre o qual o homem pode exercer um domínio arbitrário e irresponsável. Como “obra boa de Deus” (Gn 1, 4), o meio ambiente deve ser acolhido como um dom, pois dele os homens retiram seu sustento, nele trabalham e edificam a sua “casa comum”.

A variedade das espécies, a beleza dos biomas e a vida que brota desses lugares refletem a onipotência divina, que livremente se dispôs a criar tudo isso. Daí que Santo Agostinho apontasse a Criação como uma das provas da existência de Deus: “Essas belezas sujeitas à mudança, quem as fez senão o Belo, que não está sujeito à mudança?” [1]

A reflexão da Igreja dedica, por isso mesmo, todo um capítulo da doutrina social ao cuidado com o ambiente. Baseado no testemunho das Escrituras, o Magistério afirma que “a natureza, obra da criação divina, não é uma perigosa concorrente” [2] ou uma ameaça ao ser humano, como postulam algumas ideologias modernas. Em vez disso, a Providência divina criou “tudo com medida, quantidade e peso” (Sb 11, 20), a fim de que cada organismo desempenhasse o seu papel, segundo a sua própria natureza dentro do cosmos. 

E, no meio desse cosmos, o homem foi especialmente desejado por Deus, que o criou “à sua imagem e semelhança” para governar sabiamente todas as coisas, como um verdadeiro rei (cf. Gn 1, 26-27). A dignidade do homem sobre a natureza, portanto, não se fundamenta em uma ideologia especista, mas corresponde à lei natural, que rege as coisas deste mundo. Sendo uma criatura “semelhante” a Deus, o homem precisa agir com sabedoria, usar sua inteligência e vontade para o bem, para a realização do projeto divino. Disso depende, em grande parte, a harmonia da Criação.

O filme do “Rei Leão” defende a mesma coisa, através da metáfora. Durante um passeio pelo reino, o pai de Simba ensina-lhe que um rei, no exercício de sua tarefa, nunca deve fazer simplesmente o que quiser, nunca pode realizar “o que lhe dá na telha”. Ao contrário, um verdadeiro rei deve reinar sabiamente, preservando a ordem das coisas, que fazem parte de um “delicado equilíbrio”. Isso significa que todos estamos ligados ao “ciclo da vida”.

Mas há um rei, e ele precisa exercer esse reinado justamente para manter o equilíbrio do mundo. “O Rei Leão” deixa bem claro que, quando um rei não exerce a sua vocação, não assume a sua dignidade a pretexto de uma vida mansa e hippie — esquecendo-se, assim, de sua própria identidade —, então tudo se perde, tudo se corrompe, tudo vira anarquia.

Sem dúvida, a iniciativa da Disney tem o seu mérito. Mas há um problema, um enorme problema. É que o estúdio, o mesmíssimo estúdio que já fez a cabeça de milhões de crianças e agora luta pela preservação dos leões africanos, está, ao mesmo tempo, numa guerra feroz pelo “aborto legal” nos Estados Unidos.

Sim, é isso mesmo. A Walt Disney Pictures, cujo público é majoritariamente formado por crianças, decidiu advogar o pseudodireito de matar bebês no ventre das mães, depois que o governador da Geórgia assinou a chamada “lei do batimento cardíaco”, proibindo abortos quando forem reconhecidos os sinais vitais do feto. Numa entrevista, o CEO da Disney, Bob Iger, ameaçou deixar de filmar nesse estado americano enquanto a lei estiver em vigor.

Não é estranho? Não é escandaloso? Não é absurdo? 

Disney, Netflix, Warner e tantas outras empresas que embarcaram nessa “barca furada” pelo direito ao aborto apenas estão servindo, mesmo que inconscientemente, a um projeto macabro de desconstrução da natureza humana. Após cederem ao lobby de ONGs e outras organizações, esses estúdios agora precisam formar a mentalidade de seu público para o ecocentrismo, segundo o qual a vida de um leão na selva tem mais valor que a de um bebê no ventre de suas mães. Afinal de contas, no dizer de alguns teólogos, o homem seria uma “célula cancerígena”, da qual a “Mãe Terra” deveria necessariamente se livrar.

Numa perspectiva ecológica sadia, o ventre materno é o mais indefeso dos ecossistemas e, portanto, o mais necessitado de proteção. No feto está a esperança para as futuras gerações, um pequeno irmão da nossa sociedade. Os ecoideólogos, porém, nivelam por baixo a natureza humana como se nela não houvesse uma dignidade singular, advinda de sua “imagem e semelhança” com Deus. Para os defensores dessa ideia, aliás, o Deus cristão não passa de uma invenção medieval que deve ser superada por um novo tipo de religião naturalista, que não reconhece a dignidade humana. Não haveria, pois, Deus algum acima dos céus, tampouco um homem à sua “imagem e semelhança” na terra. Em vez disso, devemos buscá-los na Gaia “Mãe Terra”, nos espíritos das florestas e em outras entidades pagãs.

O Magistério da Igreja tem rejeitado esse tipo de ecologia porque, na verdade, o que ela propõe é “eliminar a diferença ontológica e axiológica entre o homem e os outros seres vivos, considerando a biosfera como uma unidade biótica de valor indiferenciado”, onde se chega a “eliminar a superior responsabilidade do homem, em favor de uma consideração igualitária da ‘dignidade’ de todos os seres vivos” [3].

O que a Disney e as outras fundações não percebem é que a violação da natureza humana, com o propósito de fazer um controle populacional — que visa a construção de uma “nova era”, de uma “nova religião” e de uma sociedade onde os homens vivam simbioticamente com o planeta — em nada contribui com a preservação de leões, baleias e outras espécies em extinção.

Se não podemos fechar os ouvidos à linguagem do meio ambiente, existe, por outro lado, “uma ecologia do homem”, e ele também “possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece” [4]. Porque se o homem é privado da sua eminente dignidade, e se isso acontece já desde a concepção, então é assim que sua ação no mundo perderá o sentido, perderá o respeito pelo “delicado equilíbrio” da natureza. O rei precisa reinar.

Parece incrível que a Disney despreze as lições do próprio filme que produziu. Em “O Rei Leão”, o vilão Scar não só assassina seu irmão, o rei Mufasa, mas também planeja a morte de Simba, seu sobrinho. Depois, ele usurpa a Pedra do Reino com a promessa de uma “nova era”, onde leões e hienas estariam juntos, num “grande e glorioso futuro”. Scar dispensa os conselhos do “sacerdote” Rafki, rompe com a natureza e a tradição, instaurando uma nova ideologia igualitária e progressista. 

Mas Scar é tão falso quanto sua própria ideologia. E o resultado de seu governo é o total desequilíbrio, de modo que todas as espécies padecem: as manadas se retiram para outras savanas, as fontes e os rios secam, faltam alimentos para os leões e as hienas. É o caos.

Apenas quando Simba retorna e recupera a sua dignidade real é que a natureza toda retoma o equilíbrio. E esse despertar de Simba veio pela intervenção de Rafki, que lhe desferiu um golpe na fronte, fazendo-o recordar-se do que havia aprendido com seu pai. Ele era o verdadeiro rei e deveria assumir essa dignidade para que as outras criaturas também tivessem a sua redenção.

Ao militar pelo aborto e a política do controle populacional, ao defender essa “nova era” de uma política igualitária e de uma religião naturalista, a Disney se coloca ao lado de Scar e seus sequazes, ou seja, ao lado dos falsos líderes da história humana, passando do rei do Egito até chegar a Herodes, Nero e os ditadores do último século, todos sanguinários que não respeitaram a lei natural das coisas, impondo falsos deuses e matando os primogênitos, seja nas águas do rio Nilo, seja nos campos de concentração, seja nas clínicas da Planned Parenthood.

O vilão Scar, na nova produção da Disney.

Vale a pena recordar o que dizia o então Cardeal Ratzinger a respeito de sua infância à sombra do Terceiro Reich, na Alemanha dos anos 1930. Naquela época, a família Ratzinger já notava como o cristianismo era substituído por um novo culto à “santa natureza”, com festejos aos solstícios e outros fenômenos naturais. O propósito do governo era, afinal, abandonar a “estranha religião judaico-cristã”, com suas ideias sobre pecado e redenção, e no lugar colocar a cultura germânica natural. Na sua cidade, os símbolos do ano litúrgico foram trocados por uma “Árvore de Maio”, que simbolizava a vida. O resto todos conhecem. Todos sabem como esse culto pagão, essa falsa defesa da natureza, essa ideia equivocada sobre vida, levou milhões à morte, num dos crimes mais bárbaros da história.

Hoje em dia, diz Ratzinger, “quando ouço as críticas ao cristianismo pela destruição da identidade cultural de um local, invadido por valores europeus, percebo como as argumentações são semelhantes, e muitas frases floreadas me soam familiares” [5]. E soam familiares porque se trata das mesmas ideias, embora estejam com um novo verniz. 

Por trás de todo esse ecologismo, esse igualitarismo, esse neopaganismo, existe um desprezo diabólico por Deus e pelo homem. Existe, no fundo, um desejo de poder, de dominação irresponsável, incrédula, que precisa destronar o verdadeiro Deus para colocar-se a si mesmo no lugar, como Scar fez no filme “O Rei Leão”. E precisa matar os herdeiros, e matá-los já no ventre. Aliás, a cena em que Scar planeja o assassinato de Mufasa e de Simba foi toda inspirada nas marchas nazifascistas. Ele queria a “nova era”.

Mas o rei verdadeiro deve regressar. E aqui está o papel profético dos católicos, de todos os cristãos. Nós, como o “sacerdote” Rafki, devemos despertar as consciências dos homens, trazendo-os de volta à dignidade de batizados, de filhos de Deus, e, ao mesmo tempo, denunciando toda essa artimanha contra a vida, toda essa cultura da morte, que tolhe a existência humana desde a sua base. “Reconhece, ó cristão, a tua dignidade”, dizia São Leão Magno [6]. Somente desse modo o “delicado equilíbrio” da natureza pode ser verdadeiramente salvo, somente assim os leões africanos terão seu habitat protegido.

Somente quando o homem, filho de Deus, assumir a sua vocação e respeitar a dignidade de todos os seus irmãos homens, desde o feto até o ancião, é que haverá uma verdadeira ecologia.

Referências

  1. Serm. 241, 2: PL 38, 1134.
  2. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n. 451.
  3. Ibid., 463.
  4. Papa Bento XVI, Discurso, 22 de setembro de 2011.
  5. Joseph Ratzinger. Lembranças da minha vida. 2.ª ed., São Paulo: Paulinas, 2007, p. 17.
  6. Serm. 21, 3: CCL 138, 88; PL 54, 192-193.

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As Têmporas de Pentecostes
Liturgia

As Têmporas de Pentecostes

As Têmporas de Pentecostes

As Têmporas de inverno têm uma característica especial: são três dias de penitência dentro da Oitava de Pentecostes. Os católicos são chamados a jejuar e abster-se de carne ao mesmo tempo que adoram, em festa, o divino Espírito Santo.

Equipe Christo Nihil Praeponere3 de Junho de 2020Tempo de leitura: 4 minutos
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Toda mudança de estação é uma oportunidade para reavivar o costume das Quatro Têmporas

Como já explicamos com mais detalhes noutra oportunidade, as Têmporas são celebrações litúrgicas instituídas para santificar o ano civil e dar graças a Deus pelos frutos da terra. Antes da reforma de Paulo VI, elas eram tempos especiais de vigília e oração, durante os quais novos sacerdotes eram dados à Igreja e o jejum e a abstinência de carne eram obrigatórios.

As Têmporas, normalmente, pedem o roxo na liturgia, mas não as de Pentecostes.

Dizemos que era assim antes de 1970 não porque as Têmporas tenham sido abolidas de fato. Hoje, está sob o encargo das conferências episcopais e das dioceses determinar o tempo e o modo de celebração delas. Como isso não aconteceu em lugar nenhum, no entanto, e a própria Igreja arrancou as Têmporas do calendário litúrgico, desobrigando os católicos de jejuar nesses dias, o resultado prático não foi muito diferente de uma extinção.

Por ser um costume que incutia nos fiéis a necessidade premente da mortificação e praticamente formava a identidade da religião católica, só podemos lamentar que tenha se perdido. Mas o momento é mais do que oportuno para resgatar tradições como essa em família. Com as igrejas fechadas e as Missas suspensas em muitas dioceses, os lares católicos, que já deveriam ser, naturalmente, o primeiro lugar em que as pessoas são educadas sobre a própria fé, tornaram-se praticamente o único refúgio da Igreja nesses tempos de pandemia.

As Têmporas de outono-inverno (no hemisfério sul), por sua vez, têm uma característica toda especial. Embora a mudança de estação só aconteça no dia 21 de junho, a Igreja havia determinado há muito tempo que elas fossem celebradas sempre na quarta, sexta-feira e sábado da semana seguinte a Pentecostes. Considerando que no calendário antigo essa solenidade tinha uma Oitava própria (outra perda que só nos resta lamentar), os fiéis encontravam-se na inusitada situação de fazer penitência em meio a uma verdadeira festa: de fato, na liturgia os sacerdotes tinham de usar paramentos vermelhos (e não o roxo típico das celebrações penitenciais), entoar o Glória, a sequência Veni Creator e o Credo. 

Tratava-se de uma situação litúrgica atípica, sim, mas que nos deveria fazer pensar. O escritor medieval Sicardo de Cremona († 1215), comentando a respeito dessa estranha junção de um jejum e uma festa, dizia:

Presta atenção em que o jejum de hoje das Quatro Têmporas não derroga a solenidade do Espírito Santo, senão que a ilumina; porque os deleites do Espírito Santo trazem consigo o desgosto pelos prazeres carnais, e porque, tirado dos Apóstolos o Esposo, eles deviam jejuar, como o Senhor havia predito (cf. Mt 9, 15). Assim, repletos do Espírito Santo, eles começaram a jejuar espontaneamente (Mitrale, VII, 11: PL 213, 383).

“Os deleites do Espírito Santo trazem consigo o desgosto pelos prazeres carnais”, isto é, quando estamos na graça de Deus e passamos a saborear as coisas espirituais, ao mesmo tempo é necessário que, num verdadeiro exercício da virtude da penitência, desprezemos as coisas da carne.

De fato, nós tendemos a esquecer isso, mas há uma penitência escondida na verdadeira alegria cristã e, ao mesmo tempo, uma alegria escondida no coração de quem faz penitência! Nesta vida, não podemos separar completamente as duas realidades, pois quem ama a Deus deve necessariamente aborrecer o pecado e lutar contra ele. Isso coloca-nos em situação permanente de vigilância: ao me alegrar por alguma coisa — por uma solenidade litúrgica, por exemplo —, não posso esquecer da tristeza que ronda todos os que perdem a Deus, e que esse risco é muito real e próximo de mim. Não está escrito, afinal, que “o vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar” (1Pd 5, 8)? E porventura diz a glosa ou algum outro versículo que os demônios tiram folga em dias de festa? Não é mais lógico pensar, ao contrário, que o que eles querem é justamente se aproveitar de qualquer desleixo de nossa parte para nos atacar com ainda mais força? 

Essa meditação deveria ser suficiente para derrubar qualquer objeção à penitência em dias de alegria, sejam eles a Oitava de Pentecostes ou própria Páscoa que os católicos vivemos todas as semanas, nos domingos. 

À luz da solenidade de Pentecostes, vale a pena ainda insistir um pouco mais nessa oposição entre carne e espírito, tão falada pelo Novo Testamento. Precisamos tomar consciência da guerra que se trava todos os dias dentro de nós, e na qual está em jogo a própria permanência do Espírito Santo em nossas almas. Santo Tomás de Aquino lembra que para vencer a concupiscência importa “trabalhar muito”, já que estamos falando de um “inimigo familiar, que está dentro de nós”, e acrescenta:

Ora, se dois inimigos estivessem em batalha e tu quisesses ajudar um deles, a um terias de prestar auxílio e a outro não. Pois bem, há entre o espírito e carne uma luta constante (praelium continuum). Por isso, é necessário, se desejas que o espírito saia vencedor, que lhe prestes auxílio, e isto se faz pela oração; à carne, porém, o tens de negar, e isto se faz pelo jejum, pois é pelo jejum que se enfraquece a carne (De decem praeceptis, XI).

Unamos, portanto, a nossas súplicas ao divino Espírito Santo, o jejum e a abstinência de carne nesses dias de Têmporas. 

E não nos esqueçamos de os oferecer não só por nossa própria causa, mas também pelo aumento e santificação do clero no mundo inteiro. Era costume da Igreja, nesses três dias, proceder à ordenação de novos sacerdotes, e todo o povo fiel se unia em oração por eles. No escondimento de nossas casas, transformemos esse antigo e piedoso hábito em devoção privada, rezando em família a Ladainha de todos os santos, a Passio Domini ou uma outra oração qualquer pelos sacerdotes.

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Vivamos a Oitava de Pentecostes!
Liturgia

Vivamos a Oitava de Pentecostes!

Vivamos a Oitava de Pentecostes!

Em 1970, ao ver abolida a Oitava de Pentecostes, o próprio Papa Paulo VI teria chorado… Verídica ou não a história, este pode ser um bom ano para intensificarmos essa Oitava como prática devocional, apesar de sua supressão litúrgica.

Pe. Raymond J. de SouzaTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere3 de Junho de 2020Tempo de leitura: 5 minutos
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Há cinquenta anos, o Papa São Paulo VI chorou. Assim diz a tão difundida — mas não confirmada — história sobre o dia em que o Papa Paulo VI foi até a sua capela privada para celebrar a Santa Missa na segunda-feira depois do Pentecostes. Ele ficou surpreso ao ver que estavam separados para ele os paramentos verdes para o Tempo Comum, em vez dos vermelhos usados na Oitava de Pentecostes.

O Papa ficou assustado, e o cerimoniário de plantão relatou que a Oitava havia sido abolida. Desconcertado, o Pontífice quis saber quem havia feito aquilo.

“O senhor, Santidade”, respondeu o cerimoniário. E o Santo Padre chorou.

Giovanni Battista Montini, o Papa Paulo VI, governou a Igreja de 1963 a 1978.

Independentemente da veracidade dessa história, a perda da Oitava de Pentecostes é motivo de tristeza. Depois de cinquenta anos, as lágrimas têm pouca serventia. É melhor compreender por que ela é importante e o que pode ser feito a esse respeito.

A oração pública da Igreja tem aspectos litúrgicos e devocionais. Algumas partes da Tradição são uma combinação de ambos — como a “primeira novena” entre a Quinta-feira da Ascensão e o Domingo de Pentecostes ou, mais recentemente, a novena da Divina Misericórdia, que começa na Sexta-feira da Paixão e continua ao longo da Oitava de Páscoa.

Este pode ser um bom ano para intensificarmos a prática devocional da Oitava de Pentecostes, apesar de sua supressão litúrgica em 1970. Nos últimos anos, tem crescido o interesse por ela, uma consequência positiva do “enriquecimento mútuo” desejado por Bento XVI entre as formas ordinária e extraordinária do Rito Romano. Neste ano em que a vida devocional substituiu em grande medida a vida litúrgica, seria muito conveniente observar a Oitava de Pentecostes com orações diárias e devoções ao Espírito Santo

As Oitavas são muito respeitadas na Tradição da Igreja. Elas ampliam uma festa importante para uma semana inteira (oito dias, pois a própria festa conta como o primeiro dia) e muitas a coroam com outra festa no oitavo dia, também chamada de “oitava”.

O Natal possui uma Oitava, que começa no dia 25 de dezembro e termina em 1.º de janeiro. O oitavo dia é marcado por outra festa, outrora a do Santo Nome de Jesus e hoje a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. A maternidade divina de Maria é uma oitava apropriada para o Natal. 

A Oitava de Páscoa é tão importante que não são permitidas outras festas dentro dela, e seu oitavo dia é outro domingo, atualmente o Domingo da Divina Misericórdia.

Com o passar dos anos, outras festas foram elevadas à condição de oitava. Por exemplo, os católicos ingleses podem se perguntar por que São Thomas More, escrevendo para a sua filha Meg na véspera de sua execução, refere-se àquele dia como a “vigília de Pedro”. Ele foi executado em 6 de julho de 1535, oitavo dia da Solenidade de São Pedro e São Paulo, que então era considerada uma extensão daquela solene festa apostólica. 

Por volta da década de 1950, o calendário litúrgico tinha dezoito (!) Oitavas, e era urgente fazer uma poda. Porém, a árvore mal sobreviveu, já que o Venerável Papa Pio XII suprimiu todas elas, exceto a do Natal, a da Páscoa e a de Pentecostes, que sobreviveu por mais quinze anos.   

Ainda há sinais de Oitavas no calendário revisado. O oitavo dia da Solenidade da Assunção (15 de agosto) é a festa de Maria Rainha (22 de agosto): o quarto e o quinto mistérios gloriosos do Rosário claramente fazem parte de uma mesma realidade. É possível até identificar Oitavas ocultas, como a que existe entre Santa Maria Madalena (22 de julho) e Santa Marta (29 de julho), que provavelmente surgiu da tradição (não inconteste) de que Maria Madalena era irmã de Marta.  

Há resquícios da Oitava de Pentecostes, cujas orações no Ofício Divino São John Henry Newman considerava as mais “grandiosas” de todo o ano. O ponto culminante da Oitava suprimida ainda é o Domingo da Santíssima Trindade. O Espírito Santo nos dá a capacidade de professar que Jesus é o Senhor (cf. 1Cor 12, 3) e de clamar “Aba! Pai!” (Rm 8, 15; Gl 4, 6). Portanto, é apropriado que a Solenidade da Santíssima Trindade suceda a descida do Espírito Santo.

Resta ainda uma curiosa anotação no Missal Romano que diz o seguinte: nos lugares em que “é costume ou obrigação dos fiéis” assistir à Missa na “segunda ou mesmo na terça” depois de Pentecostes, os textos da Missa do Domingo de Pentecostes podem ser repetidos. Trata-se de uma referência à Baviera e à Áustria, onde esses dias já foram feriados civis. Na Inglaterra, era a Segunda-feira de Pentecostes, um eco da Oitava de Páscoa, particularmente da Segunda-feira de Páscoa.

Em 2018, o Papa Francisco determinou a obrigatoriedade de uma nova festa na segunda-feira depois de Pentecostes: Maria, Mãe da Igreja. Alguns alegaram que isso tornou impraticável qualquer vestígio da Oitava de Pentecostes, pois foi removida a opção de repetir a Missa de Pentecostes naquele dia ou até a de celebrar uma Missa votiva do Espírito Santo. Trata-se de uma objeção fraca, pois “Mãe da Igreja” é um título mariano inextricavelmente ligado à vinda do Espírito Santo. É Ele quem cobre Maria na Anunciação em Nazaré, e ela está mais uma vez presente em Pentecostes, quando o Espírito desce sobre a Igreja nascente. 

Em vez disso, pode-se dizer que, com o próprio Pentecostes, a nova festa mariana, o Domingo da Trindade e a sua vigília, quatro dos oito dias da Oitava já estão cobertos. Missas votivas do Espírito Santo poderão preencher o restante, se não forem impedidas por uma festa obrigatória.

Mas isso só se aplica às orações que o sacerdote usa na Santa Missa. Há plena liberdade para orações devocionais feitas em privado ou com familiares e amigos. Ladainhas do Espírito Santo, atos de consagração ao Espírito Santo, imagens do Espírito Santo para adornar o lar, o canto do Veni, Creator Spiritus e do Veni, Sancte Spiritus — podemos fazer tudo isso para vivenciar a Oitava de Pentecostes.

Esta época de pandemia, em que a oração nos lares se tornou mais regular e mais criativa, é um período ideal para fazermos exatamente isto — a novidade pode ser usada para se recuperar uma tradição antiga. — Vinde, Espírito Santo!

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Posso “reconfessar” os meus pecados?
Doutrina

Posso “reconfessar” os meus pecados?

Posso “reconfessar” os meus pecados?

Um pecado já confessado e devidamente perdoado não precisa ser acusado de novo no sacramento da Confissão, isso é certo. Mas essa prática é possível? E, mais do que isso, será que é conveniente? O que ensina a Igreja?

Equipe Christo Nihil Praeponere2 de Junho de 2020Tempo de leitura: 5 minutos
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Um pecado já confessado e perdoado pode ser novamente acusado no sacramento da Confissão? 

Antes de respondermos à pergunta, observemos desde já que não se está pondo em questão aqui se a absolvição do pecado anteriormente confessado aconteceu ou não aconteceu. Que fique bem claro: se uma pessoa se aproximou do tribunal da Penitência, arrependida, acusou ao sacerdote seus pecados e ele, pelo poder das chaves, traçou sobre elas o sinal da Cruz, pronunciando a fórmula de absolvição, perdoados estão esses pecados dessa pessoa, e não há o que discutir. 

Alguém até pode pensar ou dizer: “não consigo me livrar dessa culpa”, “não me sinto perdoada por Deus”, “estou condenada”, mas, nesse caso, é preciso pedir aos nossos fantasmas que se calem e ouçam a voz da Igreja. “Reconfessar” os próprios pecados por não se crer perdoado (e quando não há nada, é claro, que permita duvidar da validade da primeira confissão) seria um flagrante ultraje à misericórdia divina, pois pelas palavras do sacramento Deus realmente opera uma transformação na alma do penitente. Embora essa transformação interna reverbere muitas vezes no corpo, trazendo leveza e bons sentimentos, não é necessário sentir-se perdoado ao deixar o confessionário; basta que tenhamos fé.

Muito bem, um pecado já confessado e perdoado não precisa ser acusado de novo no sacramento da Confissão, não é obrigatório fazê-lo e ponto final [1]. Mas nossa pergunta inicial não era quanto à necessidade dessa prática, senão quanto à sua possibilidade e conveniência.

A resposta talvez impressione alguns, mas sim, é perfeitamente possível repetir os pecados já confessados em uma confissão posterior, e não por “complexo de culpa” ou angústia parecida, mas para ganhar de Deus mais graças no caminho da santidade.

Compreendamos primeiro a ordem em que se dá a nossa reconciliação com Deus na Confissão. Não é que Ele esteja segurando uma “lista” de nossos pecados e, à medida que os vamos confessando, Ele os vai riscando um a um e… (passe de mágica!) estamos perdoados. Não, o sacramento apaga os pecados porque infunde a graça de Deus em quem o recebe; ele é sinal e realidade, opera o que significa (cf. STh III 62, 1): este é o efeito principal de todo sacramento. O da Penitência, porém, juntamente com o do Batismo, são chamados “sacramentos de mortos”, pois têm o poder de restituir completamente à alma a vida da graça que fôra perdida. (Os demais sacramentos chamam-se “de vivos”, pois devem ser recebidos sempre em estado de graça.)

Lembremo-nos agora, com o Catecismo da Igreja Católica (§ 1472), que

o pecado tem uma dupla consequência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, consequentemente, nos torna incapazes da vida eterna; esta privação se chama “pena eterna” do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado “purgatório”. Esta purificação liberta da chamada “pena temporal” do pecado

Perdoados então os pecados mortais, resta-nos expiar a “pena temporal” devida pelo pecado. Aqui na terra, ela pode ser eliminada de vários modos: ao se rezar uma oração indulgenciada, ao se realizar uma obra de caridade qualquer e, também — com o que voltamos a nossa questão inicial —, ao se receber com as devidas disposições os sacramentos da Igreja.

Portanto, para que “recontar” em confissão as faltas graves de que já nos acusamos, senão para ir eliminando esses resquícios que delas ficaram? (Ou seremos tão cegos a ponto de achar que nossos pecados passados não deixaram “marcas” em nossas vidas?) Dando-nos uma razão teológica para essa prática, Santo Tomás de Aquino explica ainda que:

Também na segunda absolvição o poder das chaves perdoa algo da pena, porque esta segunda absolvição aumenta a graça, e quanto mais graça se recebe, menos impureza do pecado anterior fica e menos pena a purificar. Disso resulta que também na primeira absolvição se perdoa a alguém mais ou menos pena, de acordo com sua disposição para receber as graças, podendo ser tão grande a disposição, que em virtude da contrição desapareça toda a pena [...]. Igualmente, não há dificuldade em admitir que por sucessivas confissões desapareça toda a pena, de maneira que fique totalmente sem castigo um pecado pelo qual já satisfez a paixão de Cristo (Suppl. 18, 2 ad 4). 

Que fique bem claro, portanto, mais uma vez: a acusação reiterada de um pecado não se faz aqui por desconfiança da misericórdia de Deus, mas sim para fortalecer no próprio coração o arrependimento das culpas passadas, ajudar-nos a evitá-las no futuro e, também, abreviar o nosso purgatório na outra vida.

Existe outra razão, ainda, por que essa prática é conveniente, e ela diz respeito às chamadas “confissões devocionais”, que as pessoas mais piedosas fazem frequentemente com vistas não tanto a acusar pecados mortais recentes (pois não mais os cometem), mas procurando livrar-se de suas faltas veniais e aumentar o fervor de sua devoção. O Pe. Antonio Royo Marín (Teología de la Perfección Cristiana, n. 309) explica que, nesses casos,

é mais fácil do que se crê a invalidade da absolvição por falta de verdadeiro arrependimento, ocasionado pela própria insignificância dessas culpas e pelo espírito de rotina com que são confessadas. Por isso, tendo em vista a validade das absolvições, é preferível não se acusar das faltas ligeiras das quais não haja vontade de livrar-se a todo custo — já que não é obrigatória a acusação das faltas veniais, e seria irreverência e grande abuso acusar-se sem arrependimento nem propósito de emenda —, fazendo recair a dor e o propósito sobre algum pecado grave da vida passada do qual a pessoa volte a se acusar ou sobre alguma falta atual pela qual exista dor de verdade e o sério propósito de não voltar a cometê-la.

Nessa situação, a nova confissão de um pecado passado funciona também como uma forma de “garantia”, para que não venhamos a receber invalidamente o sacramento da Confissão. Embora a falta em questão já tenha sido perdoada, a graça sacramental atua aqui sobre as sequelas que ela deixou, curando-as e dando forças à alma para seguir no combate contra o mal — que, como sabemos, dura até a morte.

(Cabe deixar um último conselho a respeito dessa prática: ao acusar-se de um pecado devidamente confessado e do qual já se recebeu o perdão, é preciso dizer expressamente que se trata de uma falta do passado já confessada, sob o risco de induzirmos em erro o sacerdote a respeito do tempo em que foi praticado o pecado.)

Por fim, essas considerações todas devem aumentar em nós a gratidão a Deus e o amor por esse sacramento que Ele, em sua misericórdia, nos deixou à disposição. Pela fé no poder das chaves, exercido todas as vezes que o padre diz: “Eu te absolvo dos teus pecados”, temos a segurança de estar recebendo do próprio Cristo o abraço que nós, como filhos pródigos, tanto precisamos receber.

Notas

  1. Notemos o que diz a esse respeito o atual Código de Direito Canônico: “O fiel tem obrigação de confessar, na sua espécie e número, todos os pecados graves, de que se lembrar após diligente exame de consciência, cometidos depois do batismo e ainda não diretamente perdoados pelo poder das chaves da Igreja nem acusados em confissão individual” (Cân. 988, §1).

Recomendações

  • Pe. Antonio Royo Marín, Teología moral para seglares. 3.ª ed., Madri: BAC, 1995, vol. 2, pp. 270-271.

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Ladainha do Sagrado Coração de Jesus
Oração

Ladainha do Sagrado Coração de Jesus

Ladainha do Sagrado Coração de Jesus

Nas 33 invocações desta litania em honra ao Sagrado Coração de Jesus, uma para cada ano de sua santíssima vida na terra, temos um verdadeiro guia de meditação para este mês de junho e, no fundo, para toda a nossa vida cristã.

Equipe Christo Nihil Praeponere1 de Junho de 2020Tempo de leitura: 3 minutos
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Em 1899, o Papa Leão XIII aprovou esta Ladainha do Sagrado Coração de Jesus para uso público. Sua estrutura constitui, na verdade, uma síntese de várias outras litanias que remontam ao século XVII. A versão final delas, aprovada pela Sagrada Congregação para os Ritos, perfaz um total de 33 invocações ao Coração divino de Nosso Senhor, um para cada ano de sua santíssima vida.

Quem recita devotamente esta oração lucra indulgências parciais (cf. Enchr. Indulg., conc. 22). Para acessar a versão latina da ladainha, clique aqui.


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Filho do Pai eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de majestade infinita, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, templo santo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do Céu, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual o Pai põe todas as suas complacências, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós participamos, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, desejado das colinas eternas, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rico para todos que vos invocam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, propiciação por nossos pecados, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, saturado de opróbrios, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, esmagado de dor por causa dos nossos pecados, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, transpassado pela lança, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de toda consolação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em vós, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, delícias de todos os santos, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

V. Jesus, manso e humilde de coração,
R. Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

Oremos:
Deus eterno e todo-poderoso, olhai para o Coração do vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que Ele, em nome dos pecadores, vos tem tributado; e, deixando-vos aplacar, perdoai aos que imploram a vossa misericórdia, em nome de vosso mesmo Filho, Jesus Cristo, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.

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