| Categorias: Educação, Sociedade

“Como cientista, posso afirmar que a homossexualidade não é inata”

Sem medo de enfrentar o “politicamente correto” e ser tachado de “homofóbico”, este especialista assegura: é possível sim a mudança de conduta daqueles que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo.

O dr. Jokin de Irala, médico e investigador da Universidade de Navarra, explica que a exclusão desta conduta do manual de doenças da APA ocorreu por simples votação. Questiona o fato de que todos os que criticam o fenômeno sejam considerados homofóbicos. O médico, mestre em saúde pública e especializado em afetividade e sexualidade humana, assinala nesta entrevista a necessidade de transpor para o plano científico o debate sobre a homossexualidade. Irala afirma que a homossexualidade é um desenvolvimento inadequado da identidade sexual e assegura que é possível a mudança de conduta daqueles que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo.

– Há alguma prova científica de que se nasce homossexual?

– Como cientista, diria que a homossexualidade se produz, não é inata, decididamente. Deve-se dizer que, de fato, não existe nenhuma evidência científica que apoie a teoria genética da homossexualidade ou que ela possa ser inata. Os especialistas em homossexualidade que trabalham em associações científicas como a NARTH nos EUA (Associação Nacional de Investigação e Terapia da Homossexualidade) afirmam que se trata de um desenvolvimento inadequado da identidade sexual. Por isso, deveríamos pelo menos aceitar que o debate científico sobre este tema possa continuar existindo.

– De onde vem a corrente de pensamento que afirma que é uma opção sexual normal?

– Esta ideia de que uma pessoa nasce homossexual tem a sua origem nos anos 70, quando os ativistas da homossexualidade nos EUA fizeram muito lobby para que a APA, que é a Associação Americana de Psiquiatras, excluísse o tema do manual de classificação de doenças. Assim, realizaram uma votação da qual participaram 25% dos membros e cujo resultado foi de 69% favoráveis à exclusão da homossexualidade dessa lista. Que eu saiba, este é o único caso na medicina em que foi decidido se algo é uma doença ou não por meio de uma simples votação de quem assiste a uma reunião. É como se na sociedade espanhola de endocrinologia fosse realizada uma votação para decidir, a favor ou contra, se a obesidade é um problema de saúde. Isto não tem precedentes. O que precisa ser feito é analisar o problema com estudos científicos.

– Trata-se de uma conduta que pode ser alterada?

– Há dados científicos, estudos publicados em revistas científicas que mostram que a homossexualidade pode, sim, ser alterada com uma terapia adequada, inclusive nos EUA há associações de ex-gays. Muitos deles protestam porque dizem que estes grupos de ativistas não deixam que se saiba que a mudança é possível. E não só não deixam que se saiba como não admitem que alguém possa livremente pedir ajuda. Há, por exemplo, o caso de um juiz de Lombardia (Itália) que declarou ilegal tratar a um homossexual, mesmo que ele o peça livremente. Isto é inacreditável. É um atentado contra a autonomia do paciente.

– Em que se baseiam?

– Afirmam que a terapia é quase uma tortura, traumática, com choques elétricos. No entanto, não tem nada a ver com isto. O tratamento é basicamente psicoterapia. Ora, não se pode impedir que as pessoas decidam livremente pedir ajuda. E é preciso dizer que hoje se utiliza o termo AMS para identificar a atração por pessoas do mesmo sexo, porque uma coisa é alguém se sentir atraído por pessoas do mesmo sexo, outra é que alguém, por causa dessas atrações, acabe tendo relações sexuais de tipo homossexual. O fato de que uma pessoa se sinta atraída não significa, de modo nenhum, que seja homossexual. De fato, hoje em dia, com o ambiente pró-homossexual que nos rodeia e com a cultura que existe, há muitos casos de jovens que simplesmente se sentem confusos e pedem ajuda.

– E quais seriam as causas desta conduta?

– Há diversas causas possíveis, mas parece que a maioria dos casos de homossexualidade se deve à falta de identificação dentro da família com a figura do homem ou da mulher. Tornou-se muito comum a imagem do pai autoritário, passivo, ausente da vida de um rapaz que talvez seja sensível e perfeccionista. Ou de uma mãe muito possessiva do ponto de vista emocional. Este é um dos principais caminhos que conduzem à homossexualidade.

– Há outras?

– Outro caminho, que se cruza e junta a este, é que aquele rapaz sensível, por exemplo — e não há problema nenhum em sê-lo —, é rejeitado na escola pelos outros meninos por causa dessa sensibilidade. Esta rejeição pode levar a uma diminuição de sua autoestima como homem e, por conseguinte, quando chegar à puberdade, a uma orientação homossexual. Outra causa é a conhecida ambiguidade da identidade sexual nos adolescentes. É normal que um adolescente, menino ou menina, possa ter dúvidas sobre a própria identidade sexual, mas essa ambiguidade, se bem conduzida, acaba fortalecendo a identidade masculina ou feminina dos jovens, não traz problemas, leva à heterossexualidade. O problema atual é que esta situação tem sido mal administrada e o que se diz a esse jovem é que "saia do armário".

– Existem problemas de saúde ligados à homossexualidade?

– Sim, a atividade sexual de tipo homossexual acarreta problemas de saúde, alguns dos quais são específicos. Além dos problemas associados à promiscuidade sexual e às infecções de transmissão sexual, que também ocorrem entre heterossexuais promíscuos, existem problemas associados à utilização dos órgãos sexuais sem levar em conta que, por seu próprio "desenho", eles estão orientados à complementaridade entre homem e mulher.

– Por que, apesar dos dados científicos, se continua negando o problema?

– Há muitas razões. A primeira é que há desinformação. Muitos profissionais não dispõem desses dados e apenas utilizam o manual da APA. Sem contar as ideologias, os interesses econômicos e também a realidade do medo. Há profissionais que sabem disto, mas o preço que têm de pagar por afirmá-lo é muito caro. Se na Espanha um psiquiatra anunciasse que é terapeuta da homossexualidade, o lógico seria que lhe queimassem a porta do consultório, podendo acabar sem clientes.

– Qual seria o ponto de equilíbrio?

– O equilíbrio está em reivindicar um respeito incondicional por todas as pessoas com sentimentos homossexuais. Seria necessário compatibilizar a ciência com o respeito pela liberdade; deve ser possível o debate científico sobre o tema. Deve haver a possibilidade de que eu, como cientista, possa dar a minha opinião sobre a homossexualidade sem que me acusem de homofóbico só porque tenho uma postura contrária à das organizações gays.

– Há também muito de sentimentalismo neste tema…

– Efetivamente. Por isso é preciso separar este assunto do sentimento e do afeto. Há quem diga: "O meu filho homossexual é uma boa pessoa e eu o amo". É claro que sim, está certo, mas isso não tem nada a ver com o que estamos discutindo. Não é uma questão de ser boa ou má pessoa, não é uma questão de sentimento. Pode-se amar muito a um filho homossexual; agora, isso não quer dizer que não se possa opinar que se trata de um problema e que existe, além disso, uma solução possível. É como se o debate sobre a diabete fosse sobre se os diabéticos são boas pessoas; ora, isto é levar a discussão para o campo dos sentimentos.

– No entanto, há o receio de discriminar.

– É claro que a discriminação é uma barbaridade, mas isso não quer dizer que haja o direito de adotar, por exemplo. Não se podem confundir as coisas, este é outro problema. O problema é que hoje se quer tachar de homofóbica qualquer pessoa que simplesmente não opine na linha do homossexualismo político.

Fonte: Katehon | Tradução: Senza Pagare | Adaptação: Equipe CNP

| Categoria: Como Ser Família

Como falar de sexo com os meus filhos?

Apesar da vergonha que o assunto costuma suscitar, os pais têm o grave dever de falar com os filhos a respeito de sexualidade e ensinar-lhes que sexo, longe de ser um divertimento, tem a ver principalmente com família e com a nossa capacidade de doação.

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Falar de sexo com os filhos, hoje mais do que noutros tempos, é não somente uma prerrogativa, mas um grave dever dos pais, porque é apenas no ambiente doméstico, em que se resguarda o pudor e o respeito à pureza de cada um, que se encontram as "condições psicológicas e morais para uma educação sadia e eficiente em matéria tão delicada" [1].

Não se trata, porém, de iniciar precocemente as crianças nos mistérios da vida, despertando-lhes imagens e curiosidades malsãs, mas de saber vaciná-las o quanto antes contra o que o mundo e a sociedade atuais, hipnotizados por diversão e prazer fácil, vão querer ensinar-lhes no futuro. Os pais de hoje em dia precisam, pois, vencer a vergonha que este tema naturalmente suscita e, "sem exposição solene nem cerimônias misteriosas" [2], mostrar aos adolescentes que sexo tem a ver, antes e sobretudo, com família.

Sim, com família. Porque é por meio da maturidade física que Deus vai preparando os corações para a maturidade do espírito, para a plena formação da vontade e das forças morais do indivíduo. Entrar na puberdade implica não apenas umas tantas alterações no corpo, mas também uma verdadeira transformação interior; implica, fundamentalmente, entrar na vida adulta, ou seja, tornar-se capaz de viver para o outro, com o espírito de entrega e autodoação que se encarna na figura de um pai ou de uma mãe.

Por isso, os adolescentes têm de compreender que o ato sexual, longe de ser um divertido passatempo, está essencialmente vinculado à capacidade procriativa do homem e, portanto, à sua vocação a ser família, a sair de si mesmo para dar-se sem reservas à esposa ou ao esposo, aos filhos e filhas frutos da união entre os dois. Falar de sexo — ainda mais para nós, católicos — é falar das vidas que Deus confia aos cuidados do pais, a fim de que estes as levem consigo para aquela Vida que nunca há de ter fim.

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Referências

  1. Leonel Franca, "Educação Sexual", in: A Formação da Personalidade (Obras Completas, vol. 15). Rio de Janeiro: Vozes, 1954, p. 34.
  2. Wilhelm Stekel, Estados de Angústia Nervosa e seu Tratamento, Berlim, p. 310, apud Leonel Franca, op. cit., p. 36.

| Categoria: Sociedade

Holanda “arrependida” com legalização da maconha e da prostituição

A Holanda está custando para aprender que a liberdade, mesmo constituindo um bem em si mesmo, de nada serve quando não há preocupação em buscar a verdade e fazer o que é correto.

A Holanda é, reconhecidamente, um dos países mais liberais do mundo. Contudo, dois itens de sua cartilha progressista estão sendo pouco a pouco questionados e revistos por sua população: trata-se da descriminalização do uso da maconha, que aconteceu em 1976, e do reconhecimento da prostituição como profissão legalizada, em 2000.

Está comprovado que ambos os comércios movimentam muito a economia do país. Os coffee shops que vendem maconha e os chamados "distritos de luz vermelha" — assim chamados pela forte presença de casas de prostituição —, trazem todos os anos 2,5 bilhões de euros para a economia nacional. Cálculos oficiais apresentados pela agência Reuters estimam que as duas indústrias representam 0,4% do produto interno bruto, um número "levemente menor que o consumo total de pão e provavelmente um pouco maior que o consumo total de queijo", de acordo com um instituto de estatísticas.

A situação de um país, no entanto, não se resume a índices econômicos. Diferentemente do que pensavam Karl Marx e pensadores com uma visão da antropologia e da história notoriamente reducionistas, "não só de pão vive o homem". O ser humano não se reduz "ao ventre, ao sexo e ao dinheiro". Ainda que movimente o turismo e a economia, as consequências humanas da legalização das drogas e da prostituição estão fazendo com que as autoridades e a população da Holanda repensem seriamente suas políticas sociais.

Para entender o porquê dessa reviravolta, é preciso compreender os efeitos negativos das decisões que esse país tomou em seus "anos rebeldes". Em uma reportagem de 2008, intitulada "Mudanças na vitrine", a revista Veja pinta um retrato interessante dos Países Baixos em meados da última década, do qual vale a pena fazer alguns recortes.

Em relação às drogas, o jornalista Thomaz Favaro explica que:

"A tolerância em relação à maconha, iniciada nos anos 70, criou dois paradoxos. O primeiro decorre do fato de que os bares podem vender até 5 gramas de maconha por consumidor, mas o plantio e a importação da droga continuam proibidos. Ou seja, foi um incentivo ao narcotráfico. O objetivo da descriminalização da maconha era diminuir o consumo de drogas pesadas. [...] O problema é que Amsterdã, com seus coffee shops, atrai 'turistas da droga' dispostos a consumir de tudo, não apenas maconha. Isso fez proliferar o narcotráfico nas ruas do bairro boêmio. O preço da cocaína, da heroína e do ecstasy na capital holandesa está entre os mais baixos da Europa."

Como resultado, entre 2002 e 2006, as prisões por posse ou comércio de drogas ilegais cresceram 21% na Holanda. Além disso, de acordo com The Washington Post, "a ausência de meios legais para que os coffee shops obtenham Cannabis tem sublinhado a sua associação com o crime organizado".

Quanto à prostituição, Amsterdã tem uma relação de 14 prostitutas para cada 1000 habitantes, quatro vezes mais que em Paris, e o tráfico de mulheres aumentou 260% nos primeiros três anos da legalização dos bordéis. Ainda de acordo com a reportagem de Veja,

"Nos últimos vinte anos, a gerência dos prostíbulos saiu das mãos de velhas cafetinas holandesas para as de obscuras figuras do Leste Europeu, envolvidas em lavagem de dinheiro e tráfico de mulheres. Boa parte dos problemas é conseqüência do excesso de liberalidade. O objetivo da legalização da prostituição foi dar maior segurança às mulheres. Como efeito colateral houve a explosão no número de bordéis e o aumento na demanda por prostitutas. Elas passaram a ser trazidas — nem sempre voluntariamente — das regiões mais pobres, como a África, a América Latina e o Leste Europeu."

O que pretendia "dar maior segurança às mulheres", portanto, acabou se revelando um verdadeiro prejuízo para elas. "Ao invés de confinar os bordéis a uma discreta (e evitável) parte da cidade, a indústria do sexo se espalhou por toda a Amsterdã, incluindo o meio da rua", escreve Julie Bindel para o The Spectator. "Ao invés de receberem direitos no 'ambiente de trabalho', as prostitutas descobriram que os cafetões são tão brutais como sempre foram."

Está ruindo, enfim, a "permanente Woodstock" que algumas pessoas se iludiam tentando construir. Os Países Baixos aprenderam via ardua que, definitivamente, não se melhora uma sociedade simplesmente aumentando — ou estendendo indevidamente — a liberdade de seus cidadãos. Embora constitua um bem em si mesmo, o valor liberdade de nada serve quando não há preocupação em buscar a verdade e fazer o que é correto. O homem é tragicamente livre até para abusar dos bens que Deus lhe deu.

É evidente que o problema da Holanda não está nem nas drogas nem no sexo — sem eles, não haveria nem farmácias para curar as enfermidades nem famílias para repor a população do mundo —, mas no que as pessoas estão fazendo delas. Corruptio optimorum pessima: quando satisfazem tão somente os seus instintos mais baixos, esquecendo que foram dotados de inteligência e vontade e criados para a grandeza do Céu, os seres humanos descem mais baixo do que os animais. Que a Holanda — e com ela todo o mundo — acorde finalmente para o grande pecado em que está atolada e transforme as profundezas de seu inferno em profundidade de penitência: "Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz..." (Sl 129, 1-2).

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

| Categoria: Sociedade

Mais de 4 bilhões de horas foram gastas com pornografia em 2015

Em 2015, internautas do mundo todo passaram 501.425 anos assistindo pornografia em algum site pornô

4.392.486.580 é o número de horas que foram gastas com pornografia no ano de 2015. Isto significa que em um ano, internautas do mundo todo passaram 501.425 anos assistindo pornografia em algum site pornô. Em apenas um site, os acessos chegaram a escandalosos 87.849.731.608 — ou seja, para cada uma pessoa no planeta, 12 vídeos pornôs foram vistos. Os dados são do LifeSiteNews.com.

O fascínio pelo sexo explícito é antigo. Mesmo para algumas religiões de rígida moral, o paraíso é descrito como um lugar de sortilégio. Os muçulmanos, por exemplo, creem em um Céu cheio de virgens para eles. Na antiga Grécia, o sexo era venerado como um deus: estátuas fálicas decoravam as casas e partes da grande Atenas, onde surgiu a palavra "pornografia" para definir os escritos sobre prostitutas da época. Com o tempo, o termo passou a designar "tudo o que descrevia as relações sexuais sem amor", como explica o historiador francês Sarane Alexandrian.

Na Idade Média, a influência do cristianismo ordenou a sexualidade para a vida conjugal, sacralizando-a no matrimônio. Isto desenvolveu uma nova visão acerca do corpo humano. Ele deixou de ser idolatrado como um objeto de prazer para converter-se no Templo do Espírito Santo. Com a purificação da sexualidade, não mais governada pela concupiscência, homem e mulher passaram a tratar-se como uma só carne, dois indivíduos unidos definitivamente pelos laços matrimoniais. Foi apenas com o Renascimento que a sexualidade voltou a ser banalizada como nos tempos da Grécia e de Roma.

A nossa era assiste a uma onda pornográfica inigualável. O que antes estava restrito às salas discretas das locadoras e das bancas de jornais, tornou-se agora acessível a todos os públicos pela democratização da internet. Desde a mais tenra idade, os jovens já são expostos à pornografia. Embora haja quem considere isso um progresso, inúmeros estudos têm classificado a pornografia como uma nova espécie de droga, tendo como um de seus efeitos mais malignos o aumento da agressividade. Eis o que nos diz este estudo publicado no Journal of Communication:

[...] 22 estudos de sete diferentes países foram analisados. O consumo (de pornografia) foi associado com agressão sexual nos Estados Unidos e internacionalmente, entre homens e mulheres [...] Associações foram mais fortes para agressões sexuais verbais do que para físicas, apesar de ambas serem significantes.

Sejamos francos: esses resultados não são nenhuma novidade. Quando se cresce em uma cultura que não valoriza a sexualidade em todas as suas dimensões, mas, ao contrário, defende a ideia de que o corpo humano seja apenas um instrumento do qual se pode obter prazer incontrolável, não deveríamos nos assustar com o aumento de estupros, gravidezes indesejadas, violência doméstica etc. Na verdade, essas coisas nada mais são do que a consequência mais grave de uma mentalidade que, como dizia Bento XVI na encíclica Deus Caritas Est, ensina o homem a considerar "o corpo e a sexualidade como a parte meramente material de si mesmo a usar e explorar com proveito". O ser humano se torna uma mercadoria, "uma 'coisa' que se pode comprar e vender" (n. 5).

A crítica que geralmente fazemos aos movimentos feministas deve-se justamente ao que expusemos acima. A "cultura do estupro", como dizem, não é gerada pelo patriarcalismo cristão e europeu. Sociólogos não religiosos admitem a contribuição imprescindível do cristianismo, em especial, da Igreja Católica, para a emancipação feminina [1]. A "cultura do estupro" tem a ver como uma noção deturpada a respeito do homem e da mulher, que encontrou eco na chamada Revolução Sexual e se propaga por meio da pornografia. Trata-se de uma noção que reduz a intimidade do casal a apenas uma noite de prazer e nada mais. E as feministas que defendem esse tipo de mentalidade alimentam o monstro que pretendem combater.

O machismo nunca será vencido com "Marchas de Vadias". Embora não queiram aceitar, a melhor maneira de domar a fera dentro do homem é ensinando-o a viver a continência pré-matrimonial. A castidade não é simplesmente não fazer sexo, como pensam as mentes vulgares desta época, mas enxergar a pessoa humana como uma criatura amada por Deus. Os pais têm o dever de inculcar isso na mente dos filhos para que a sedução do sexo fácil não os escravize. Os pais precisam tornar-se amigos de seus filhos, companheiros de jornada, agindo com paciência, compreensão, sem medo de perguntas embaraçosas, para que os jovens não busquem na pornografia aquilo que eles poderiam aprender corretamente em casa. Este é o caminho: educar para o Céu.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Cf. STARK, Rodney. O crescimento do cristianismo: um sociólogo reconsidera a história. São Paulo: Paulinas, 2006, p. 119.

| Categoria: Testemunhos

A atriz que está desmascarando a indústria pornográfica

Depois de oito anos estrelando filmes adultos, Shelley Lubben abandonou tudo para começar uma nova vida. Hoje, ela trabalha resgatando pessoas da pornografia e revelando a verdadeira face dessa que é uma “indústria da morte”.

"Se a pornografia é tão ruim quanto alguns dizem ser, por que há tantas pessoas trabalhando nisso?"

Há, evidentemente, muitas respostas para essa questão. Algumas mulheres fazem-no por desespero, porque precisam de dinheiro; muitas – se não a maioria – foram abusadas sexualmente; outras, ainda, foram enganadas pela mídia e levadas a acreditar que a indústria pornô seria um empreendimento sexy e cheio de glamour.

Mas, para descobrir em primeira mão qual é realmente a experiência das mulheres dentro da indústria pornográfica, nada como conhecer a história de alguém que experimentou na carne como é ser uma atriz pornô.

Shelley Lubben era estrela de filmes adultos nos anos 1990 e entrou nesse mundo muito cedo, como prostituta. "Trabalhar com sexo é um círculo vicioso", ela conta ao repórter Jonathon van Maren, do sítio americano LifeSiteNews.com. "Depois que eu me destruí na prostituição, mentiram para mim que eu ficaria livre de DSTs e que eu faria muito dinheiro. Eu era mãe solteira, então, que diacho!, por que não fazer sexo em frente a uma câmera? Mas, absolutamente, foi a coisa pior e mais horrível na qual eu me envolvi em toda a minha vida."

"Eu fui criada pela televisão"

No começo, Lubben pensava que, diferentemente da prostituição, onde maior parte dos homens não queriam usar preservativos, a indústria pornô pelo menos a manteria segura de DSTs. Mentira, não havia segurança nenhuma porque, como ela revela, a indústria do sexo toda está cheia dessas doenças.

"Nós não usávamos camisinha nos filmes pornô. Não são permitidos preservativos, somos forçadas a fazer sexo sem proteção – e eu nem seria capaz de avaliar a quantidade de pessoas que alteram os seus testes de HIV. (...) Nós sabemos que a maioria dos artistas pornô tiveram uma DST uma vez ou outra, e estima-se que a maioria deles tenha herpes. Não são feitos testes para herpes, então todas essas pessoas estão envolvidas em muitas doenças.

O próprio Departamento de Saúde Pública de Los Angeles vem fazendo uma monitoração e eles apareceram com milhares e milhares de casos de clamidíase e gonorreia. Eles são o maior grupo na Califórnia a ter tantas DSTs. Então, quando as pessoas consomem pornografia, elas estão contribuindo para o tráfico sexual, elas estão contribuindo para as DSTs, estão contribuindo com pessoas que são, em sua maioria, dependentes de álcool e drogas. Estou falando da maioria. Nem toda estrela pornô é viciada em drogas, mas a maioria é. E, só para dizer, quando eu passei pelo tratamento de recuperação, eu estava com transtorno de estresse pós-traumático. Eu tive todo tipo de desordens, traumas sérios."

Como terminou se envolvendo com as indústrias de exploração sexual, é ela mesmo quem explica:

"Bem, eu fui abusada sexualmente com nove anos de idade por um adolescente e sua irmã. Experimentei atividade heterossexual e homossexual muito chocante com uma idade muito precoce. Ao mesmo tempo, eu fui criada pela televisão – eu era livre para assistir a filmes adultos, de terror e de conteúdo sexual. Basicamente, eu aprendi o que eram amor e sexo dos abusos e da negligência dos meus pais, porque eles simplesmente permitiam que assistíssemos a essas coisas.

Assim que eu cresci, revoltei-me com a ausência do meu pai na minha vida e comecei a procurar sexo com garotos porque eles diziam que me amavam. Então, eu criei esse ciclo na minha cabeça: de que eu seria amada se tivesse sexo com uma pessoa. Meu pai me chutou para a rua por isso, e eu terminei em San Fernando, Los Angeles, onde um cafetão me atraiu, e eu era muito ingênua. Na verdade, eu era rebelde, não ingênua. Ele me comprou por 35 dólares e, então... Você sabe, eu tive que escapar dele fisicamente, porque ele se tornou muito abusivo, e então uma 'madame' me achou e foi onde tudo começou."

"Todo o mundo está anestesiado"

Uma vez dentro do sistema, Lubben ficou presa num ciclo de degradação e destruição:

"Eu odiava a prostituição, me sentia culpada. Então, comecei a fazer striptease para sobreviver. Eu não tinha educação alguma – a maioria dessas meninas que entram na pornografia não têm realmente uma educação, talvez haja algumas que digam ter diploma, mas eu nunca vi nenhuma –, mas a maior parte das garotas não vêm de famílias, digamos, muito saudáveis, de onde elas saiam com uma boa auto-estima. Na verdade, eu nunca encontrei estrelas pornôs com famílias realmente saudáveis. Isso não significa que elas não existam, mas provavelmente elas existem na mente delas, porque, é claro, elas vão querer dizer que o trabalho com sexo as 'empoderou', porque, na verdade, se você não pode com seu inimigo, você acaba se juntando a ele. Você não quer que as pessoas pensem que você é fraca quando você está na pornografia; você quer agir como se amasse o que faz, como se amasse ser violentada e ser chamada de nomes degradantes. Tudo não passa de um monte de mentiras. Pessoas fazem filmes pornô porque precisam do dinheiro e a maioria delas não tem outras opções ou educação."

A indústria pornô é obscura, má e incrivelmente violenta. É o que apontam as estatísticas e é o que Lubben percebeu na sua experiência:

"Tudo já era violento na minha época, mas eu me envolvi na pornografia hardcore só porque estava repleta de raiva contra os meus pais. Mas, no meu tempo, eu jamais deixaria alguém rasgar a minha boca ou colocar algum objeto estranho nela, ou fazer algo que causasse um prolapso retal. Eu nunca faria isso. Teria saído fora. Hoje em dia, as garotas acabam tendo que fazer essas coisas, porque é o que vende. Então, é muito triste que isso seja culpa da nossa sociedade, mas você sabe, agora todo o mundo está anestesiado ao sexo 'mais leve'. Todos querem tudo mais forte, mais bruto e mais sombrio e, eu sequer consigo imaginar o que será da nossa sociedade daqui a 20 anos. Não vai dar, será... Teremos que nos mudar para as montanhas ou algo do tipo, porque eu duvido que qualquer moça normal será simplesmente capaz de andar pela rua a esse ponto."

"A pornografia é tráfico sexual"

É chocante de várias formas que a indústria pornográfica seja tão mainstream e popular, considerando que, ao mesmo tempo, tem havido várias vozes falando abertamente contra a exploração sexual. Perguntada se a indústria pornô alimenta essa realidade, Lubben é categórica:

"Muitas pessoas pensam que a pornografia é um combustível para o tráfico sexual, e elas estão certas. Mas isso só acontece porque a pornografia é tráfico sexual. Ela é considerada uma indústria de morte porque é exploradora; todas nós fomos coagidas a fazer alguma cena que não queríamos fazer. Nós íamos para médicos falsos e clínicas fraudulentas para as quais eles nos mandavam. De fato, as clínicas deles – a principal clínica de estrelas pornô foi fechada alguns anos atrás, por conta dos protestos de muitas de nós –, mas tínhamos uma ex-atriz pornô, com PhD em sexologia, que vestia um jaleco branco e dizia às garotas: 'Me chamem de doutora Sharon Mitchell.' Então, todas as garotas achavam que ela era uma médica, e elas iam lá para receber orientação médica e tratamento para DSTs e para testes. Essa é apenas uma das fraudes que acontecia.

Outra eram as falsas promessas: 'Se você fizer esta cena, você vai conseguir tanto dinheiro, ou vai sair na capa do filme' ou 'Você não terá que fazer esse tipo de cena mais'. Tudo é baseado em mentiras. Você tem que ser forte para aguentar esse negócio.

Sabe, a maior parte desses filmes é feita em locais privados, em mansões privadas ou quartos de hotel aonde não haja nenhum acesso do governo. São, tipo, duas jovens garotas, com 18, 19, 20 anos de idade, em um set cheio de homens mais velhos. O produtor é homem, a equipe é de homens... então, é claro, somos intimidadas a fazer cenas que não queremos fazer. Não dá pra contar quantas vezes eu apareci e eles disseram: 'Você tem que fazer esta cena', e eu dizia: 'Não, não foi o que o meu agente disse', ou 'Não foi o que me disseram', e eles respondem: 'Bem, ou você faz ou não lhe pagamos, nós processamos você.' Agora, com a Internet, eles dizem às meninas: 'Se você não fizer esta cena, vamos mandar o seu vídeo para os membros da sua família, vamos arruinar a sua reputação, você nunca vai conseguir outro emprego, vamos tomar o que você tem, vamos machucá-la fisicamente', ou ameaçam processá-las. Isso é tráfico sexual. Toda estrela pornô já foi explorada uma vez ou outra na indústria do sexo."

Foi por causa disso que, depois de oito anos, Shelley Lubben finalmente deixou a indústria pornográfica. Ela encontrou um pastor, que depois se casou com ela e permaneceu ao seu lado durante dez longos e dolorosos anos de recuperação. Em 2007, ela deu início à Fundação Pink Cross, que trabalha para tirar artistas da indústria pornô, oferecendo-lhes esperança e cura, e para advertir as pessoas afundadas nessa indústria da dor e da escuridão que os espera.

Shelley Lubben e seu marido Garrett, em foto de 2012.

Antes de desligar o telefone, Jonathon von Maren fez uma última pergunta a Lubben: "Se você pudesse dizer uma última palavra a quem está assistindo a pornografia, o que você diria?" Ela não precisou pensar muito:

"Você está contribuindo para a sua própria morte, e para a morte da sua família e da sua esposa. Não dá para dizer quantos viciados em pornografia perderam as suas famílias e empregos. É realmente triste. E eles estão contribuindo para que crianças sejam abusadas. Se você quer uma boa razão para não ver pornografia, pense sobre a pornografia infantil. Apenas pense, neste exato momento em que eu estou falando com você, que há criancinhas pequenas que estão sendo drogadas e estupradas. Como qualquer um seria capaz de ver pornografia sabendo disso?"

Depois de ouvirem o testemunho de Shelley, muitas pessoas, de fato, chegaram à mesma conclusão: a pornografia é uma força destruidora, ela tem destruído e arruinado inúmeras vidas. Para o bem de nossas famílias, de nossa sociedade e de nós mesmos, é preciso romper o silêncio, calcular os danos e cortar essa praga de uma vez para sempre.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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| Categoria: Sociedade

Bispos norte-americanos pedem ação urgente contra ‘pecado mortal’ da pornografia

Ainda que a produção e o consumo de material pornográfico sempre tenham sido um problema, tudo se agravou com o advento da Internet e das novas tecnologias, reconhecem os bispos. “Ao contrário de uma revista, a Internet não tem página final.”

Reunida em assembleia, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos lançou, no último dia 17, um importante documento pastoral, condenando o mal da pornografia e chamando "todos os homens de boa vontade" a trabalhar por uma "cultura de pureza" e de respeito à sexualidade humana.

O título da declaração – Create in Me a Clean Heart – pega emprestadas as palavras do salmista: "Criai em mim um coração que seja puro" (Sl 50, 21), e está disponível para leitura na íntegra.

Para o bispo da diocese de Buffalo, Nova Iorque, "a aprovação dessa declaração mostra a preocupação coletiva de todos os nossos irmãos bispos com o crescente problema da pornografia em nossa cultura". Richard J. Malone (na foto) destacou que "muitas pessoas, inclusive dentro da Igreja, têm necessidade da abundante misericórdia e cura de Cristo". "Minha esperança é de que a declaração possa servir de base e motivação para uma crescente atenção pastoral a esse desafio", ele disse.

O documento contém uma catequese básica sobre a sexualidade humana e a castidade, explica por que são pecados a produção e o consumo de material pornográfico e mostra os efeitos devastadores que têm a pornografia na vida dos indivíduos, das famílias e de toda a sociedade. No fim da carta, os bispos ainda endereçam uma palavra de coragem e esperança a todos aqueles que têm sido machucados por essa cultura de degradação da sexualidade. Tudo com direito a abundantes notas de rodapé, com amplas citações do Magistério da Igreja e de abalizadas pesquisas conduzidas no campo científico.

"Crise de saúde pública"

A Conferência dos Bispos dos Estados Unidos considera o que acontece no mundo em relação à pornografia uma verdadeira "crise de saúde pública". "Muitas pessoas lutam com o uso da pornografia, incluindo fiéis católicos, crentes e pessoas sem nenhuma fé, casados e solteiros, pais e mães, jovens e adultos, clérigos e pessoas de vida consagrada", diz o documento. "O consumo de pornografia é especialmente alto entre jovens adultos, e estima-se que a idade média para a primeira exposição a esse material esteja na faixa dos onze anos."

"Ainda que a produção e o uso da pornografia sempre tenham sido um problema, em anos recentes o seu impacto tem crescido exponencialmente, em grande parte devido à Internet e à tecnologia móvel", afirma a declaração.

"A pornografia online é instantaneamente acessível, aparentemente anônima, em sua maior parte gratuita, e tem a aparência de uma história sem fim. (...) A crescente disponibilidade da Internet significa que a pornografia está em casa, no trabalho e, às vezes, literalmente, nos dedos da própria mão, com a predominância dos aparelhos móveis. (...) Ao contrário de uma revista, a Internet não tem página final."

Na linha do Catecismo da Igreja Católica, que condena a pornografia como "pecado grave" (§ 2354), a declaração dos bispos esclarece que "esse pecado precisa do perdão de Deus e deve ser confessado através do Sacramento da Penitência", sem o qual não se pode "receber o Sacramento da Eucaristia dignamente". O pecado mortal, diz ainda o documento, "destrói em nós a caridade, sem a qual a bem-aventurança eterna é impossível, rompe o relacionamento de uma pessoa com Deus e coloca em risco a sua salvação."

"Estruturas de pecado"

Os bispos também denunciam o que denominaram "estruturas de pecado". "A pornografia é tão pervasiva em setores da nossa sociedade que é difícil de evitar, um desafio para extinguir, e tem efeitos negativos que vão além das ações particulares", afirmam. "Assistir a pornografia condiciona homens (e mulheres) a olhar para outros seres humanos simplesmente como objetos sexuais, e não como pessoas que merecem respeito e amor."

A declaração ainda faz referência aos prejuízos causados pela pornografia especificamente ao sexo feminino. "As mulheres em particular podem começar a ver e apresentar a si mesmas como objetos sexuais, vestindo-se e agindo de maneira sexualizada, mesmo quando jovens", diz a carta. "Grande parte da pornografia é violenta, e quando, por exemplo, homens a assistem, eles são mais propensos a abusar sexualmente de sua namorada ou esposa."

O documento também assinala a onipresença da pornografia nos meios de comunicação:

"Imagens eróticas, sexualizadas e pornográficas nunca estiveram tão presentes na sociedade americana como antes. É lugar comum ver essas imagens em revistas e conteúdo das mídias sociais, nos sites de compra virtual ou nos shoppings, nos cinemas ou na televisão. O próprio entretenimento mainstream tem se tornado hipersexualizado. Ficções que, há um tempo, seriam classificadas como 'eróticas' agora são mainstream, sem falar do gênero de romances abertamente sexuais. Jogos virtuais, letras e clipes de música, roupas e trajes têm se tornado progressivamente mais sexualizados, incluindo material destinado a crianças e adolescentes. Manter a pureza é um sério desafio nesse ambiente, bem como aprender os devidos limites necessários para viver castamente e ter relacionamentos sadios."

Uma ferida dentro das famílias

Uma palavra especial é dirigida às famílias que sofrem com o consumo da pornografia por parte de um dos cônjuges. De acordo com muitos advogados, esse tem sido um fator chave para mais de metade dos casos de divórcio em que eles trabalham, sem falar das estatísticas que indicam que "cônjuges que usam pornografia são mais propensos a ter um caso extraconjugal":

"O uso de pornografia dentro do matrimônio deteriora severamente tanto a confiança quanto a intimidade dos esposos, seja por causa do próprio uso de pornografia, seja pela decepção e mentiras geralmente envolvidas em um cônjuge esconder a sua conduta do outro. (...) Esposos que descobrem o uso de pornografia de seu marido ou esposa frequentemente se sentirão traídos, e muitos experienciam um sentimento de trauma semelhante à desordem de estresse pós-traumática. (...) Contra a ideia comum de que a pornografia pode ser um auxílio à intimidade conjugal, o seu uso tende a diminuir a satisfação sexual e o interesse em sexo, podendo levar à impotência nos homens."

Por fim, lamentando o fato de as crianças terem a sua inocência "roubada" pela indústria pornográfica, os bispos apelam aos pais para que protejam as suas casas. "Sejam vigilantes com a tecnologia que vocês deixam entrar em suas casas – diz a carta – e estejam atentos à prevalência de conteúdo sexual, mesmo no cinema e na TV mainstream, e à facilidade com que ele chega por meio da Internet e dos aparelhos móveis". O pior inimigo, de fato, é aquele que se esconde dentro da sua própria casa.

Com informações de USCCB | Por Equipe CNP

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| Categoria: Sociedade

Os Cinco Mandamentos da Ideologia de Gênero

Para quem afirma que a "ideologia de gênero" não passa de uma farsa ou de uma invenção dos cristãos, a realidade oferece provas irrefutáveis do contrário. Essa teoria não só existe, como já está dando os seus frutos ao redor do mundo.

O Brasil não é o único país a lutar contra a ideologia de gênero. Na Itália, as escolas reabriram recentemente o debate sobre o assunto, graças ao protesto da ministra da educação, Stefania Giannini, para quem todo esse alvoroço não passa de " truffa" (em bom português, uma fraude).

Um regime autoritário não poderia fazer melhor. De fato, o que unem a ministra italiana, a comunidade LGBT e as grandes manchetes é a negação das evidências. Para o movimento gay, "a ideologia gender não existe", "é uma invenção do Vaticano". Para La Repubblica, "é um fantasma que ronda a Itália". Para a BBC, "é só uma invenção retórica, um ídolo polêmico cheio de nada". Junto a esses grandes veículos de comunicação, está uma multidão de programas de TV, blogs e pequenos jornais, todos alinhados com a causa negacionista.

Mas, será mesmo a "ideologia de gênero" uma "invenção de católicos"?

Os "estudos de gênero" (gender studies) – que começaram a surgir nas universidades ainda na década de 1960, evoluindo nos anos 80 para a proteção das chamadas "minorias LGBT" – não nos deixam mentir. A teoria gender não só existe, como já está dando os seus frutos ao redor do mundo.

Para entender como funciona essa ideologia, seguem aqui alguns dos seus principais "mandamentos", princípios sem os quais toda a farsa desmorona e não se pode ir adiante no processo revolucionário.

I. Não há diferenças entre homens e mulheres

A finalidade original dos "estudos de gênero" ( gender studies) nos anos 60 era afirmar a absoluta igualdade entre homem e mulher, a fim de libertar e emancipar esta última da "discriminação". Era preciso negar a distinção entre masculino e feminino, contestando, por exemplo, a existência de profissões tipicamente masculinas e outras tipicamente femininas, além de negar as especificidades dos papéis materno e paterno na educação dos filhos. Para a ideologia de gênero, homem e mulher são intercambiáveis em qualquer função. A importância do papel da mulher, particularmente no âmbito familiar, não passaria de uma convenção social e de uma opressão histórico-cultural, da qual ela se deveria libertar.

Curiosamente, um dos países com as mais altas taxas de "igualdade de gênero", a Noruega, sempre viu a engenharia civil repleta de homens e a enfermagem repleta de mulheres, não obstante os múltiplos esforços educacionais para incutir na cabeça dos jovens que não há nada de diferente entre os sexos. Foi o que observou o documentário Hjernevask ("Lavagem Cerebral"), exibido pelo comediante nórdico Harald Eia. Há alguns anos, ele gravou um documentário expondo ao ridículo os "estudos de gênero". O resultado pode ser acompanhado abaixo:

Como consequência desse material, em 2011, o Conselho Nórdico de Ministros retirou boa parte dos investimentos ao Instituto Nórdico de Gênero (NIKK).

II. O sexo biológico é modificável

A ideologia de gênero vê o sexo biológico como um dado transitório e maleável, que pode ser tranquilamente transformado pela escolha de um "gênero" diferente, não importando a idade em que a pessoa se encontre. Comportamentos como a transexualidade são encorajados e vistos como demonstração de liberdade e emancipação individuais. ( Embora, na verdade, não seja nada disso.)

A própria definição de ser humano, ainda que a nível burocrático, passa a ir além dos dois sexos biológicos universalmente reconhecidos (masculino e feminino), adaptando-se a infinitas e fantasiosas nuances de gênero. As redes sociais já se adequaram a essa ditadura ideológica. No formulário de cadastro do Facebook, por exemplo, constam 56 diferentes formas de uma pessoa definir a própria sexualidade. Enquanto isso, as legislações de alguns países afora já reconheceram, além dos sexos masculino e feminino, um fantasmagórico gênero "neutro".

III. Família natural? Um estereótipo.

Para os ideólogos de gênero, a família natural, composta por pai, mãe e filhos, não passa de um estereótipo cultural baseado na antiga opressão do homem sobre a mulher – agora superada pela liberação sexual feminina e pelas várias definições abstratas de gênero. Superado o esquema homem-mulher, até mesmo a ideia tradicional de família vem abaixo. O plural passa a ser obrigatório: não existe mais "a" família, mas "as" famílias, que incluem todo agregado social fundado sobre um conceito genérico de "amor". Entram na lista, obviamente, até mesmo os relacionamentos chamados "poliafetivos", que constituem o mais novo objeto de reivindicações políticas e sociais.

Da Holanda, por exemplo, vem o curioso caso de Jaco e Sjoerd, Daantje e Dewi, dois pares homossexuais que decidiram formar, os quatro, uma só "família". Ambos os "casais" já têm os seus relacionamentos registrados no civil, mas, agora, anseiam pelo reconhecimento de um "quinteto amoroso". Tudo porque Jaco e Sjoerd decidiram compartilhar a sua "união" com outro homossexual, Sean. Agora, Daantje está esperando um filho de inseminação artificial e quer ver os seus parceiros como pais da criança. "Cinco genitores com iguais direitos e deveres, divididos em duas famílias", ela diz. "São essas as condições do contrato que todos nós assinamos e submetemos ao cartório."

Foto: Vice Netherlands

Há quem diga que isso representa o avanço da humanidade – só se for no processo de destruição da família.

IV. "Dessexualizar" a paternidade

Se a família natural não passa de um estereótipo, a consequência inevitável é a dessexuação da paternidade. Os filhos deixam de ser frutos da relação sexual entre um homem e uma mulher para serem gerados artificialmente por qualquer grupo social. Promove-se a fecundação in vitro e sustentam-se práticas objetivamente brutais, como a da "barriga de aluguel".

Falar do direito de uma criança ser educada por um pai e uma mãe é considerado ofensivo. Os homossexuais não só passam a ter o "direito" de adoção, como as suas relações são alçadas à categoria de "modelo", não obstante as sérias e abalizadas objeções de quem viveu na pele o drama de ser criado por pares do mesmo sexo:

"A maior parte das crianças criadas por 'pais gays' tem dificuldades com sua identidade sexual, está se recuperando de abusos emocionais, lutando contra o vício nas drogas, ou estão tão feridas por sua infância, que lhes falta a estabilidade de vir a público e encarar os ataques de um lobby gay cada vez mais totalitário, que recusa a admitir que haja algo errado em tudo isso."

V. Conquistar as escolas e a mídia

Para realizar a sua "colonização ideológica" – como denunciou o Papa Francisco –, um passo importante no avanço da agenda de gênero é conquistar os ambientes de educação e de comunicação: as escolas e a mídia. É decisivo para esses ideólogos conseguir o dinheiro público para entrar nos institutos escolares e formar as mentes de gerações e mais gerações de jovens e crianças na sua cartilha. Cursos e seminários sobre a "igualdade de gênero" ou a "homofobia" não passam, pois, de Cavalos de Troia, cuidadosamente introduzidos nas escolas e nas universidades para modelar e (de)formar as almas dos mais frágeis.

Ao mesmo tempo, ocupando papéis-chave nos meios de comunicação, os ideólogos de gênero visam influenciar mais massivamente a opinião pública, enunciando os seus princípios como uma ideia avançada de liberdade e descrevendo os seus opositores como retrógrados perigosos, que, motivados por pura maldade, querem limitar a liberdade dos outros. Descrições maniqueístas desse tipo estão espalhadas em toda a sociedade ocidental: constituem uma característica do plano de ação da ideologia de gênero, que pretende criar ícones homossexuais e transexuais, em oposição à ainda resistente opinião pública. Quem discorda é abertamente intimidado e atacado em sua liberdade de expressão. Daí a necessidade de criar leis criminais para punir os adversários e acabar com a objeção de consciência, promovendo, por outro lado, o linchamento midiático de quem não se adequa à nova ditadura ideológica.

*

Resistir pressupõe, em primeiro lugar, conhecer os princípios que regem essa "colonização ideológica" ainda em curso. Será realmente verdade que a ideologia de gênero não existe? Cada um, observados os fatos, pode julgar por si só. A realidade pode ser admitida ou negada. Podemos permanecer de pé e enfrentar com coragem a batalha que está por vir ou, ao contrário, podemos fingir que nada está acontecendo, ficar de braços cruzados e deixar que a caravana passe. A escolha é individual. Cada um deve escolher se quer deixar para os seus filhos um mundo construído sobre a verdade, ou sobre a falsidade de uma ideologia.

Com informações de Tempi.it | Por Equipe CNP

| Categoria: Testemunhos

Quando meu pai me contou que queria ser mulher

No dia do meu casamento, usando o vestido que minha mãe costurou para mim, meu pai e eu estávamos sozinhos no final do corredor, esperando para entrar. Ele olhou-me nos olhos e disse: “Eu queria que fosse eu a usar esse vestido”.

Qual foi a sua maior preocupação quando você tinha nove anos de idade? Tentar memorizar a tabuada de multiplicação? Ter que comer alguns vegetais de que não gostava no almoço da escola? Talvez você tenha passado por algo mais sério. Talvez os seus pais tenham falado em se divorciarem. Quanto a mim, a minha maior preocupação nessa idade foi como guardar o segredo de meu pai, que ele me tinha revelado enquanto nos sentávamos sozinhos em uma colina, perto de nossa casa. De certo modo, eu perdi o meu pai naquele dia, quando ele me disse que queria se tornar uma mulher.

Enquanto eu tentava processar aquela revelação, ele me atingiu com outra. Disse-me que nunca quis ter tido filhos. Para ele, meus irmãos e eu tínhamos sido um erro, porque não viemos de acordo com os seus desejos.

As confissões dele deixaram-me confusa e ferida. No final das contas, eu só queria um pai que me amasse e cuidasse de mim, que fizesse com que eu me sentisse especial enquanto filha. Senti-me rejeitada e abandonada pelo meu próprio pai. A partir dos onze anos, ele começou a abusar de mim emocional e sexualmente. Mesmo assim, eu continuava a guardar o seu segredo a sete chaves, bem no fundo do meu coração.

Meu pai criou um ambiente dentro de casa que me fazia sentir como se estivesse pisando em pregos e agulhas. O ressentimento dele pelo fato de eu possuir algo que ele desejava tão profundamente para si – um corpo feminino – transformou-se em raiva e abuso. Como os seus desejos se intensificassem, ele começou a pegar emprestadas as minhas roupas. Várias vezes flagrei minhas roupas íntimas debaixo das toalhas do banheiro, ou no sótão – geralmente em lugares em que eu não estava. Aprendi a organizar as minhas roupas, de modo a descobrir se ele tinha mexido nas gavetas da minha cômoda. Quando eu confirmava que ele tinha usado determinada roupa, eu simplesmente não conseguia sequer trajar aquela peça novamente.

Como adolescente, eu precisava tomar cuidado com o modo como me vestia. Sempre tinha de perguntar a mim mesma como ele reagiria ao meu vestuário. Será que a roupa o faria sentir inveja, a ponto de ele "pegá-la emprestada" de mim (sem me pedir, é claro)? Comecei a odiar o meu corpo, pois era um lembrete constante daquilo em que o meu pai queria se tornar. Quando comecei a usar maquiagem, precisava bloquear as imagens que eu tinha dele aplicando maquiagem, sombra ou batom em si mesmo. Ele estava destruindo o meu desejo de tornar-me uma mulher.

Saí à procura de conforto em outros lugares. As aulas de dança e as festas noturnas nas casas de amigos deram-me oportunidades de procurar uma fuga emocional no álcool. Mesmo nos dias de aula, um amigo e eu às vezes nos encontrávamos no banheiro para compartilhar umas garrafas de Jack Daniel's. Eu tentava desesperadamente me encaixar em algum lugar, mas a verdade é que eu estava fazendo mal a mim mesma.

Eu estava tão sedenta do amor e da atenção do meu pai, que tentava preencher aquele vazio de outras maneiras. Tive treze namorados só na sétima série. Também tentei, inutilmente, acalmar o meu coração ferido com o álcool. Com quinze anos, estava lutando com minha própria sexualidade. Comecei a considerar seriamente o uso de drogas, mas Deus tinha outro plano, mandando para a minha vida um novo amigo, chamado Mark. Ele sempre me tratou com respeito e um coração genuinamente cuidadoso – justo o que eu tão desesperadamente queria, mas não recebia de meu pai.

Ansiosa para fugir do ambiente de minha casa na minha juventude, gastei mais e mais tempo com Mark, geralmente na sua casa, onde eu via como um pai de verdade cuidava de seus filhos. O pai de Mark me lembrava o meu tio. Os seus lares – o de Mark e o do meu tio – eram lugares onde as crianças se sentiam confortáveis e amadas de uma forma saudável. Quanto mais eu experimentava bons ambientes como a casa de Mark, mais certa eu ficava de que meus desejos por algo semelhante eram verdadeiros e possíveis. Minha casa não estava certa. Aquilo me chateava, mas eu tinha esperança de que uma boa vida familiar era algo possível de se alcançar.

Com a graduação do colégio se aproximando, eu precisava começar a planejar o meu futuro. Considerei ingressar nos militares: eu poderia viajar e fugir da vida da minha casa. Mas, ao invés disso, eu me apaixonei por Mark, e ele me pediu em casamento. Eu faria parte de uma família real, e nós dois começaríamos a nossa própria família de verdade – uma na qual os nossos filhos se sentiriam confortáveis sendo simplesmente crianças.

No dia do meu casamento, usando o vestido que minha mãe costurou para mim, e com os convidados sentados no santuário da igreja, meu pai e eu estávamos sozinhos no final do corredor, esperando para entrar. Ele olhou-me nos olhos e disse: "Eu queria que fosse eu a usar esse vestido".

Fixei meus olhos em Mark enquanto entrava pelo corredor, sabendo que estava prestes a fugir das terríveis influências de meu pai. Através de Mark, eu testemunhei o amor de Cristo, não apenas por mim, mas também pelo meu pai. Mark nunca foi ofensivo com ele, de maneira alguma. Ao contrário, ele entendia que meu pai precisava do amor saudável e da companhia de homens firmes e responsáveis – homens que sabiam e viviam o que um esposo e pai de família deveria ser. Infelizmente, meu pai rejeitou esses relacionamentos sadios. Mas a relação com meu amável e responsável esposo trouxe-me a cura.

Mesmo morando em nossa própria casa, Mark e eu frequentemente retornávamos para confortar minha mãe em seu estresse, por causa dos problemas que o meu pai criava com seus comportamentos estranhos e suas farras e gastanças periódicas. As enxaquecas e o cansaço permanente de mamãe a debilitavam muito, e ela decidiu aposentar-se, deixando papai como o único provedor da família. Suspeito que tamanha responsabilidade acabou o empurrando para a beira do abismo. Não muito depois da aposentadoria de mamãe, ele abertamente declarou sua intenção de abandoná-la e perseguir seu novo estilo de vida. Foi o que ele fez, deixando-a sem dinheiro e carregada de dívidas.

Treze anos depois, fui informada de que meu pai estava com câncer e vivendo os seus últimos dias. Quando descobri que ele estava tentando encontrar sua família, fiquei magoada com ele. Quem ele pensava ser, abandonando-nos e, então, à beira da morte, procurando o nosso amor e o nosso conforto? Mesmo assim, abateu-me a tristeza por saber que o meu sonho de ver o meu pai um dia voltando para a nossa família – como um verdadeiro esposo, pai e avô – estava prestes a morrer.

Visitei o meu pai algumas vezes no hospital durante os seus últimos meses. Vê-lo em um vestido feminino noturno e de slippers foi difícil, bem como ver todos aqueles ursinhos de pelúcia em seu quarto. As enfermeiras se referiam a ele com pronomes femininos, ou pelo nome que ele tinha escolhido: "Becky". Quando elas faziam isso, eu as corrigia. Dizia "ele" ou "meu pai". Eu olhava para ele com pesar, vendo a quê as suas escolhas o tinham levado. Assim que saí depois de uma visita, cometi o erro de olhar para trás. O meu pai estava tirando o seu sutiã.

Não fiquei surpresa em descobrir, depois da morte de papai, que ele estava em um relacionamento homossexual. Lembrei-me, então, da forma como ele olhava para os meus namorados. Como criança, fiz o que pude para ignorar isso. Era difícil lidar com a ideia de que ele acreditava ser uma mulher.

Todos aqueles anos eu ansiava por um pai de verdade, não por uma segunda mãe. Mas eu tinha uma mãe de verdade, e ela me ensinou o que é o amor materno. Ensinou-me a não desistir da vida. Dela, aprendi a importância de perseverar sob as mais difíceis situações que a vida pudesse apresentar. Sua fé inabalável em Deus fez com que ela superasse tudo. Eu trouxe esses ensinamentos para a vida de meus filhos. Fui agraciada em observar os relacionamentos entre pais e filhos do lado materno da minha família.

A cultura de hoje proclama que uma pessoa que escolhe "mudar de gênero" está sendo honesta e corajosa – veraz à sua natureza. Verdade? A verdade é o que se conforma com a realidade, e a realidade é que o meu pai foi abusado enquanto criança. Ele tinha problemas emocionais e de raiva e comportamentos obsessivos. Não surpreende que ele tenha escolhido fugir para uma identidade diferente. A verdade é que comportamentos aberrantes machucam famílias, e essas feridas têm efeitos em cadeia. A "realidade" é que os programas de TV que retratam o transgenderismo como "a mais nova conquista da liberdade humana e da autossatisfação" não estão contando a história toda – eu o digo por experiência.

Sei que há pessoas que, como eu, tiveram infâncias igualmente trágicas. Estamos juntos em acreditar que a fundação mais saudável para qualquer criança é ter um pai e uma mãe. Por favor, não desperdicem a oportunidade de aprender com o impacto que todas essas coisas têm na vida real das crianças. Podemos ser os primeiros, mas não seremos os últimos a levantar e falar a verdade.

Por Denise Shick | Tradução e adaptação: Equipe CNP