| Categoria: Educação

Não dê um smartphone ao seu filho

Não conceda aos produtores pornográficos o acesso que eles tanto procuram aos seus filhos.

Por Jonathon van Maren | Depois de passar quatro dias em um encontro de combate à exploração sexual, na cidade de Houston, no Texas, minha mente está exausta. Assistimos a palestras sobre neurociência, tráfico humano, abuso sexual, exploração infantil e muito mais. Também assistimos a muitas, muitas palestras, sobre o veneno que tem se infiltrado em todos os lugares, alimentando o estupro, destruindo relacionamentos, debilitando os homens e obliterando a infância: a pornografia.

Ainda escreverei muito mais sobre o que aprendi, mas, por enquanto, gostaria de fazer aos pais um breve apelo, que praticamente todos os palestrantes fizeram e eu faço questão de repetir: não dê um smartphone ao seu filho.

Parece loucura imaginar que, uma década atrás, smartphones eram incomuns. Muitas pessoas sequer tinham um celular em mãos. Agora, de acordo com a premiada jornalista e escritora Nancy Jo Sales — autora de American Girls: Social Media and the Secret Lives of Teenagers —, praticamente todas as interações sociais (e sexuais) dos adolescentes foram canalizadas para os pequenos e frenéticos aparelhos que eles carregam consigo para onde quer que vão. Isso tem feito crescerem o cyberbullying, o consumo e a produção de pornografia e até mesmo o suicídio e a exploração sexual entre jovens. Adolescentes — e crianças — são puxados para dentro das redes sociais, do Facebook ao Instagram, do Snapchat a outra meia dúzia de aplicativos desconhecidos, onde as interações e os conteúdos são selecionados apenas pelas crianças que os acessam, livres de qualquer supervisão dos pais ou adultos.

Os adolescentes sabem que isso está tornando as suas vidas miseráveis. As meninas com quem conversou a jornalista Nancy Sales também lhe contaram isso. Mas elas também revelaram não ter saída. Como hoje a maior parte da vida das pessoas se passa online, optar por sair é como escolher o isolamento voluntário. As "moedas de troca" geralmente envolvem imagens de nudez, sexo explícito ou "selfies" — e, cada vez mais, também isso deixou de ser opcional.

Os pais são incapazes de controlar esse novo mundo dos adolescentes. Em muitos casos, eles sequer conseguem penetrar o seu interior. É por isso que um pai ficou tão perplexo quando sua filha se enforcou depois de um adolescente cruelmente publicar um vídeo seu tomando banho no Snapchat — aquela tinha sido, na verdade, a primeira vez em que o pai, desolado, ouviu falar de "Snapchat". Para os pais que desejam resgatar os seus filhos da "selva da Internet" ou poupá-los do sofrimento que está devastando milhões de pessoas, há algumas alternativas. Diálogo honesto e conversas francas. Fiscalização atenta do uso das redes sociais. Programas especiais e filtros de Internet em todos os aparelhos de tecnologia.

Mas, por hoje, eu gostaria de indicar apenas uma coisa: não dê um smartphone ao seu filho.

Esse conselho tem me tornado bastante impopular em alguns ambientes. Um dia desses, durante apresentação em uma escola, um adolescente me cumprimentou com sarcasmo: "Então você é aquele que disse aos meus pais que eu não deveria ter um celular". Mas isso é essencial. As crianças e a maior parte dos adolescentes não precisam de um celular com acesso à Internet. Eles não precisam de acesso ininterrupto aos sites de mídia social que os submetem mais à influência de seus colegas que à de seus pais. Eles não precisam da pressão social que inevitavelmente — inevitavelmente — advém da entrada em um mundo com novos padrões e novas "moedas de troca". E, acima de tudo, eles não devem ter acesso a toda a pornografia que a web pode oferecer, a todo esse material sujo criando novos e destrutivos modelos de comportamento — modelos com os quais toda a juventude, para além dos Estados Unidos, está começando a se conformar, seja por pressão, por violência ou por escolha própria.

Escutei dezenas de histórias nesse fim de semana, de pais que se surpreenderam encontrando os seus filhos assistindo a pornografia pesada em seus smartphones. Crianças com idade menor que a média de primeira exposição a pornografia, que costumava ser 11 anos. Agora são 9. Essas crianças, em alguns breves momentos de espanto e terror, têm roubada a sua inocência. Seus mundos mudam por completo naquele momento. Elas não podem "desver" o que viram. Elas sequer deveriam ter acesso a isso, para começo de história.

Por isso, não coloque um smartphone na mão do seu filho.

Eu entendo que os adolescentes tendem mais a precisar realmente de um celular. Meus pais me compraram um telefone celular quando eu tirei a carteira de habilitação — não para que eu interagisse com meus amigos e entrasse na Internet, mas para que eles entrassem em contato comigo e eu tivesse um meio de me comunicar quando estivesse fora, essas coisas. Meus primeiros celulares não tinham acesso à Internet, e eu não perdi nada com isso. Confesso que às vezes gostaria que meu telefone atual também não tivesse Internet, porque eu sou culpado, juntamente com esta geração, de desperdiçar tempo no meu telefone quando poderia estar fazendo alguma coisa (qualquer coisa, na verdade) mais produtiva. Mas, quando adolescentes precisam de um telefone, mesmo assim eles não precisam de um telefone com acesso à Internet. Um telefone que lhes permita fazer ligações e mandar mensagens é bom o suficiente. Eles não precisam estar constantemente conectados às redes sociais, não precisam de Snapchat (um aplicativo que pode arruinar vidas em questão de segundos) e eles definitivamente não devem ter acesso à pornografia selvagem com a qual quase inevitavelmente irão se deparar.

Não dê aos produtores pornográficos o acesso que eles tanto procuram aos seus filhos. Eles sabem que crianças e adolescentes são mais propensos a encontrar pornografia em seus celulares, e é por isso que eles fizeram um esforço gigantesco nos últimos anos para criar material pornô que pudesse ser visto e transmitido via aparelhos móveis. Eles sabem como chegar aos seus filhos: por meio de um smartphone.

Não dê um ao seu filho.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

| Categoria: Como Ser Família

A partir de que idade meu filho pode namorar?

Numa época em que namoro se tornou sinônimo de “diversão”, as pessoas começam, quase que irrefletidamente, a manter relacionamentos cada vez mais jovens. Mas, afinal, com que idade é razoável permitir que os filhos iniciem um namoro?

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Uma pergunta que muitos pais se fazem diz respeito à idade em que seus filhos podem começar a namorar. Para sanar essa dúvida, é preciso, como de costume, dar um passo atrás e enfrentar um questionamento mais fundamental, mas cuja resposta nem sempre é óbvia para todos. Afinal, qual é a finalidade de um namoro? Se dissermos, seguindo a corrente do mundo, que o propósito último do namoro é divertir-se com outra pessoa, então é óbvio que não haverá problema nenhum que as crianças tenham seus namoricos desde pequenas. É o que defendem, aliás, não poucos pedagogos e psicólogos.

No entanto, a coisa muda de figura se mudarmos também a pergunta. Pois bem, a partir de que idade o meu filho deve começar a preparar-se para o casamento? Nas circunstâncias atuais, é claro que nenhum pai espera que seu filho de dez ou doze anos esteja pensando em casar-se. De fato, o mundo mudou muito de meio século para cá, de sorte que aquelas grandes famílias, em que os casais de mais idade — avós, pais, tios e tias etc. — ajudavam os casais mais novos em suas dificuldades e desafios, praticamente já não existem.

Por isso, assim como é razoável casar-se hoje em dia com certa maturidade e preparo, assim também é importante que os jovens só pensem em relacionar-se quando o casamento passa a ser um objetivo concreto de vida.

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| Categoria: Como Ser Família

Como falar de sexo com os meus filhos?

Apesar da vergonha que o assunto costuma suscitar, os pais têm o grave dever de falar com os filhos a respeito de sexualidade e ensinar-lhes que sexo, longe de ser um divertimento, tem a ver principalmente com família e com a nossa capacidade de doação.

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Falar de sexo com os filhos, hoje mais do que noutros tempos, é não somente uma prerrogativa, mas um grave dever dos pais, porque é apenas no ambiente doméstico, em que se resguarda o pudor e o respeito à pureza de cada um, que se encontram as "condições psicológicas e morais para uma educação sadia e eficiente em matéria tão delicada" [1].

Não se trata, porém, de iniciar precocemente as crianças nos mistérios da vida, despertando-lhes imagens e curiosidades malsãs, mas de saber vaciná-las o quanto antes contra o que o mundo e a sociedade atuais, hipnotizados por diversão e prazer fácil, vão querer ensinar-lhes no futuro. Os pais de hoje em dia precisam, pois, vencer a vergonha que este tema naturalmente suscita e, "sem exposição solene nem cerimônias misteriosas" [2], mostrar aos adolescentes que sexo tem a ver, antes e sobretudo, com família.

Sim, com família. Porque é por meio da maturidade física que Deus vai preparando os corações para a maturidade do espírito, para a plena formação da vontade e das forças morais do indivíduo. Entrar na puberdade implica não apenas umas tantas alterações no corpo, mas também uma verdadeira transformação interior; implica, fundamentalmente, entrar na vida adulta, ou seja, tornar-se capaz de viver para o outro, com o espírito de entrega e autodoação que se encarna na figura de um pai ou de uma mãe.

Por isso, os adolescentes têm de compreender que o ato sexual, longe de ser um divertido passatempo, está essencialmente vinculado à capacidade procriativa do homem e, portanto, à sua vocação a ser família, a sair de si mesmo para dar-se sem reservas à esposa ou ao esposo, aos filhos e filhas frutos da união entre os dois. Falar de sexo — ainda mais para nós, católicos — é falar das vidas que Deus confia aos cuidados do pais, a fim de que estes as levem consigo para aquela Vida que nunca há de ter fim.

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Referências

  1. Leonel Franca, "Educação Sexual", in: A Formação da Personalidade (Obras Completas, vol. 15). Rio de Janeiro: Vozes, 1954, p. 34.
  2. Wilhelm Stekel, Estados de Angústia Nervosa e seu Tratamento, Berlim, p. 310, apud Leonel Franca, op. cit., p. 36.

| Categoria: Como Ser Família

Os 6 Pilares da Boa Educação Cristã

De nada adiantaria assegurar aos filhos prosperidade temporal, se nos descuidássemos da alma imortal que eles possuem e do destino eterno que eles terão.

Os pais, a quem em primeiríssimo lugar foi confiada a missão de educar os seres humanos, têm nas mãos uma grande responsabilidade. São tarefas deles, por exemplo, proporcionar aos seus filhos uma boa alimentação, acolhê-los no próprio lar, satisfazer suas necessidades corporais, cuidar de sua formação intelectual etc.

Fique por dentro de nosso projeto especial para as famílias, assistindo à aula de abertura de #ComoSerFamilia!

O ponto culminante, porém, de toda a educação familiar está na formação religiosa. Sem diminuir nenhum dos outros aspectos — alguns dos quais estão intimamente relacionados com a educação religiosa —, é esta última que ocupa o primeiro lugar em toda a pedagogia cristã. Porque, afinal, de nada adiantaria assegurar aos filhos prosperidade e bem-estar temporais, se não nos preocupássemos, antes de tudo, em assegurar-lhes a vida eterna. "De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro", perguntava Nosso Senhor, "se vem a perder a própria alma?" (Mc 8, 36). Não podemos jamais esquecer-nos que, no fim das contas, o homem não nasceu para este mundo, mas para o outro; não para o tempo, mas para a eternidade.

Acontece que, ao tocarmos neste assunto, o cenário que se descortina ante nossos olhos afigura-se imenso e desafiador. Seria, de fato, impossível abordá-lo com a extensão que ele merece, pelo que deveremos nos contentar com algumas ligeiras indicações, as quais serão suficientes, todavia, para orientar os primeiros passos que devem ser tomados no seio do lar.

Para ser completa, uma formação espiritual ou religiosa deve abarcar seis pontos principais [*]:

1. A grave obrigação de ensinar

Os pais estão obrigados gravemente a ensinar aos seus filhos, por si mesmos ou por meio de outros, a doutrina cristã acerca das coisas necessárias para a salvação, bem como as orações fundamentais que deve recitar todo cristão, tais como o Pai-Nosso, a Ave-Maria, o Glória, o Creio, a Salve Rainha etc.

Obviamente, esse ensinamento básico deverá ser complementado cada vez mais, à medida que vai crescendo a capacidade da criança de entender as coisas da fé.

2. A prática da vida cristã

Antes de qualquer coisa, devem os pais batizar o quanto antes os seus filhos — no mesmo dia em que nascem, se possível —, para que recebam a graça de Deus e o gérmen de todas as virtudes infusas. É um grave abuso adiar o batismo dos filhos por fúteis pretextos humanos ou conveniências sociais (como seria, por exemplo, esperar a vinda imprevista de um tio que mora distante), e seria gravíssimo pecado se a criança estivesse em perigo de morrer sem o sacramento.

Tão logo os filhos vão adquirindo compreensão das coisas desta vida, devem seus pais infundir-lhe o amor a Deus, ao Menino Jesus, à Virgem Maria, à Igreja, aos sacerdotes e aos pobres e necessitados. Devem ensinar-lhes as orações da manhã e da noite, antes e após as refeições, a fazer o sinal da cruz ao sair de casa, a beijar a mão dos sacerdotes, a fazer um ato de adoração ao Santíssimo quando passar em frente a uma igreja etc. Devem procurar também que recebam o quanto antes a primeira comunhão e, uma vez recebida, que se confessem e comunguem com frequência, fazendo-o devota e espontaneamente, sem coação alguma por parte de ninguém.

Exortem também os pais, com discrição e suavidade, a que seus filhos fujam das más companhias — as quais, no dizer do Apóstolo, "corrompem os bons costumes" (1Cor 15, 33) —, das leituras ou espetáculos perniciosos — especialmente hoje em dia, em que as exibições de maior perigo podem ser assistidas dentro de casa — e a não se deixarem seduzir pelos companheiros pervertidos que possam encontrar na escola ou na rua. Inculquem neles, por fim, a prática das virtudes cristãs, sobretudo das mais adequadas a sua idade e condição: a piedade, a obediência, a caridade, a justiça, a sinceridade, a pureza, a mansidão etc.

3. A importância do bom exemplo

O bom exemplo dos pais e educadores é importantíssimo e insubstituível. Estes não devem se esquecer nunca que "as palavras comovem, mas os exemplos arrastam".

Dentro de casa, o pai e a mãe devem evitar tudo quanto possa escandalizar os filhos (conversas inconvenientes, brigas, blasfêmias, mentiras etc.), além de se esforçarem em proporcionar-lhes toda sorte de bons exemplos: de piedade, de honradez, de mansidão, de caridade etc.

Este é, novamente, um dos mais graves deveres dos pais, do qual terão que dar estreitíssima conta a Deus.

4. A vigilância de quem cuida

A vigilância paterna é uma matéria indispensável, especialmente para proteger a boa educação que os filhos recebem.

Neste quesito, os pais não devem agir como se fossem fiscais de polícia — seria contraproducente —, mas sim com habilidade e doçura, para apartar os filhos dos perigos que espreitam por toda parte as suas almas inexperientes: companheiros e livros de escola, espetáculos e programas de televisão, diversões e jogos de computador, amores prematuros, etc., além de fomentar neles o amor ao trabalho, ao estudo e à diversão sã e honesta.

5. A correção de quem forma

As más tendências da natureza humana, desviada pelo pecado original, não demoram a aparecer nas crianças: pequenas irritações, inveja, caprichos, egoísmo precoce etc.

É necessário cuidar dessas tendências com uma ortopedia espiritual firme e severa, que obrigue os filhos a crescerem retamente. Mais tarde é preciso corrigir também o adolescente e o jovem, não com aspereza e paixão, mas sim com suficiente firmeza e energia para não permitir que se extravie pelos caminhos do vício e do pecado.

6. O castigo de quem ama

Os castigos são inevitáveis no processo de formação humana. É moralmente impossível que a criança, o adolescente ou o jovem não incorram jamais em alguma falta que exija alguma reparação. Cometeriam um erro gravíssimo os pais se deixassem impunes esses erros, que podem destroçar a vida e o futuro de seus filhos.

O castigo, no entanto, para realmente educar e ser eficaz, deve ter, por sua vez, quatro características:

  1. ser sempre oportuno, escolhendo o momento mais propício para ser imposto;
  2. justo, sem jamais exceder os limites do equitativo e do razoável;
  3. prudente e moderado, sem deixar-se levar pela ira ou pela paixão;
  4. caridoso na forma e no procedimento, para que a criança compreenda que é disciplinada para o seu bem.

É o que São Paulo recomenda afinal aos pais, quando lhes escreve: "Pais, não irriteis vossos filhos, para que não se tornem pusilânimes" (Cl 3, 21).

Por Antonio Royo Marín | Tradução e adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere


* Toda essa rica sistematização nós a retiramos das obras Espiritualidad de los seglares e Teología moral para seglares, do dominicano espanhol Antonio Royo Marín, com alguns poucos complementos e adequações. Muito melhor, afinal, do que confeccionarmos por conta própria uma lista de deveres para uma boa educação religiosa, é nos pendurarmos nos ombros dos mestres da vida espiritual.

| Categoria: Como Ser Família

Como educar os filhos quando os pais trabalham fora?

Neste breve vídeo, Padre Paulo Ricardo convida você, que é pai e mãe, a revisitar as suas prioridades. Afinal, “as paredes de sua casa não vão educar seus filhos”.

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Hoje, em nossa dica de #ComoSerFamilia, Padre Paulo Ricardo responde à pergunta do Fábio, que quer saber "como proceder com a educação dos filhos, quando marido e mulher trabalham fora o dia todo".

Essa é também a dúvida de vários outros casais que nos acompanham e que enviaram para o nosso suporte questões muito parecidas. Ao respondê-las, Padre Paulo Ricardo convida você, que é pai e mãe, a revisitar as suas prioridades. Afinal, ele diz, " as paredes de sua casa não vão educar seus filhos".

Se você gostou desse vídeo ou conhece alguém que pode ser ajudado com mais esse conselho, indique o nosso conteúdo e ajude-nos a divulgar esse projeto.

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| Categorias: Educação, Papa Francisco

Terrível que as crianças aprendam gênero nas escolas, diz o Papa

“Deus criou o homem e a mulher”, disse o Papa Francisco. “Ele criou o mundo de um jeito, e nós estamos a fazer o contrário.”

Em encontro com os bispos polacos, durante recente viagem apostólica à Polônia, o Papa Francisco voltou a condenar a teoria de gênero, chamando-a uma vez mais de "colonização ideológica". O Santo Padre expressou sua preocupação especial pelas crianças, que aprendem desde cedo nas escolas que "cada um pode escolher" o próprio sexo. "Questo è terribile", ele disse.

A reunião durante a qual veio a sua declaração se deu a portas fechadas na Catedral de Wawel, em Cracóvia, na quarta-feira da semana que marcou a celebração da Jornada Mundial da Juventude, no dia 27 de julho.

O Santo Padre respondia a uma questão relativa aos refugiados na Europa, quando fez uma valiosa digressão acerca do problema das ideologias:

"Aqui gostaria de concluir com um aspecto concreto, porque por detrás dele estão as ideologias. Na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na África, nalguns países da Ásia, existem verdadeiras colonizações ideológicas. E uma delas – digo-a claramente por 'nome e apelido' – é o gender! Hoje às crianças – às crianças! –, na escola, ensina-se isto: o sexo, cada um pode escolhê-lo. E por que ensinam isto? Porque os livros são os das pessoas e instituições que te dão dinheiro. São as colonizações ideológicas, apoiadas mesmo por países muito influentes. E isto é terrível. Em conversa com o Papa Bento – que está bem e tem um pensamento claro – dizia-me ele: 'Santidade, esta é a época do pecado contra Deus Criador'. É inteligente! Deus criou o homem e a mulher; Deus criou o mundo assim, assim e assim; e nós estamos a fazer o contrário. Deus deu-nos um estado 'inculto' para que o fizéssemos tornar-se cultura; e depois, com esta cultura, fazemos as coisas que nos levam ao estado 'inculto'! Devemos pensar naquilo que disse o Papa Bento: 'É a época do pecado contra Deus Criador'!"

As palavras do Papa foram reportadas mundo afora e se somam à indignação de milhões de famílias, católicas ou não, que se opõem à inclusão desses assuntos nos currículos de educação nacionais.

No Brasil, embora uma importante batalha tenha sido vencida em 2015 para barrar a teoria de gênero das escolas, a vigilância dos pais continua necessária, especialmente em relação aos livros didáticos que vão parar nas mãos das crianças. Mais do que isso, porém, é importante que as famílias estejam atentas ao conteúdo que entra em suas próprias casas, através dos meios de comunicação, pois são os seus detentores os primeiros a comprarem a ideia do gênero. A "época do pecado contra Deus Criador", como bem disse o Papa Bento XVI e confirmou o Papa Francisco, só se fortalece graças à promoção aberta, explícita e quase onipresente do mal. E de nada adiantará vencê-lo lá fora, se continuarmos a ser envolvidos pelo "espírito dos tempos" dentro de nossas próprias casas.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

| Categorias: Educação, Política

Urgente! MEC quer implantar uma ditadura na educação do Brasil.

Proposta de implantar um “sistema único de educação” dá poder ilimitado ao Ministério da Educação. De acordo com o Pe. José Eduardo, nem “as maiores ditaduras do Brasil cogitaram essa ideia”.

Fonte: Zenit — Na última terça-feira, dia 31 de maio de 2016, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em Brasília convocou um Seminário sobre a Base Nacional Curricular Comum (BNCC).

Um dos debatedores foi o Pe. Dr. José Eduardo de Oliveira e Silva, Professor de Teologia Moral e estudioso dos temas de educação.

Em entrevista à ZENIT, o sacerdote explicou com mais detalhes a tentativa de implantar um "sistema único de educação", que eliminaria totalmente a liberdade das escolas e daria o poder ilimitado ao MEC de ensinar, na prática, qualquer ideologia para todas as crianças do Brasil. Acompanhe a entrevista abaixo:


ZENIT: Temos acompanhado com preocupação todo o debate acerca da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), de autoria do Ministério da Educação. De onde saiu a ideia de se impor a todas as escolas do Brasil uma mesma base curricular?

Pe. José Eduardo: A ideia surgiu a partir de uma Emenda à Constituição, a PEC 59/2009. O texto afirma que "a lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração... que conduza ao estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto". Como se vê, o texto é de uma "lei orçamentária", na qual foi inserido uma espécie de "cavalo de Tróia", que seria este "sistema nacional de educação", inexistente na legislação brasileira até então.

ZENIT: Mas em que consiste este "Sistema Nacional de Educação"?

Pe. José Eduardo: Na verdade, a lei não o define, apenas o enuncia. Por isso, precisamos interpretá-lo de acordo com a Constituição Federal.

ZENIT: Por quê? Existe um outro modo de interpretar esse "Sistema Nacional de Educação", em desacordo com a Constituição?

Pe. José Eduardo: Sim. Já em 1988, o Dep. Octávio Elísio apresentou um Projeto de Lei, quase idêntico a um modelo apresentado pelo Prof. Dermeval Saviani (UNICAMP), em que se anunciava um Sistema Nacional de Educação. Dizia o PL 1.258/1988: "haverá no país um sistema nacional de educação, constituído pelos vários serviços educacionais desenvolvidos no território nacional" (p. 7). O que se propunha é que todos os sistemas educacionais brasileiros fossem transformados em serviços de um único sistema. Quando os deputados perceberam que eles iriam tirar a autonomia das escolas, dos Municípios e dos Estados, reagiram imediatamente e rejeitaram o projeto de lei, assumindo-se o substitutivo do Dep. Jorge Hage, de agosto de 1989.

ZENIT: Então, essa ideia não é nova no Brasil.

Pe. José Eduardo: De modo algum. Na verdade, o primeiro a querer implementar um sistema federal fortemente centralizado foi o Presidente Getúlio Vargas. Ele criou o Ministério da Educação, cujo segundo ministro foi o conhecido Gustavo Capanema. Depois da queda da ditadura, o então Ministro da Educação Clemente Mariani, em 1949, apresentou o ante-projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que o então Dep. Gustavo Capanema rejeitou, por considerar o PL pouco centralizador.

Na época, levantou-se contra ele, nada mais, nada menos que, Anísio Teixeira, um dos maiores ícones da educação brasileira, alegando que aquele desejo de centralismo era absurdo! Foi isto que Anísio escreveu sobre as ideias educacionais de Capanema: "Ora, francamente, o sr. Capanema está a brincar. Fortalecer os poderes federais nunca significa transferir poderes locais para o centro, mas simplesmente fortalecer os poderes que devem pertencer ao centro. Do contrário, seria extrapolar e raciocinar à doida, pois nada, absolutamente nada no mundo resistiria a esse tipo de lógica. Na cabeça do sr. Capanema só é nacional o que nascer da cabeça de uma autoridade federal, o município, o estado, as regiões são antinacionais, quando, na realidade, o nacional é o país todo e, queira ou não queira, a substância nacional está nos municípios, nos estados e nas regiões" (p. 94).

Anísio, aliás, já tinha escrito, com outros educadores, o famoso "Manifesto dos pioneiros da educação nova", em 1932, em que rejeitava fortemente a ideia de uma educação centralizada. O Manifesto dizia: "Unidade não significa uniformidade. A unidade pressupõe multiplicidade. Não é, pois, na centralização, mas na aplicação da doutrina federativa e descentralizadora, que teremos de buscar o meio de levar a cabo, em toda a República, uma obra metódica e coordenada, de completa eficiência, tanto em intensidade como em extensão" (p. 8). No final das contas, Capanema, como relator do Projeto, conseguiu arquivá-lo.

No entanto, perceba: mesmo com todo este centralismo intolerante, quase ditatorial, do Gustavo Capanema, nunca lhe passou pela cabeça, nem a Vargas ou aos ditadores posteriores, criar uma base curricular centralizada, detalhada e uniforme para todas as escolas. Repito: as maiores ditaduras do Brasil nunca cogitaram essa ideia.

ZENIT: Mas, e então?, como ficaram as reivindicações dos educadores brasileiros?

Pe. José Eduardo: Em 1952, o Projeto da LDB foi desarquivado e, após uma década de profundos debates, foi aprovado e sancionado em 1961. Após a Constituição de 1988, resolveu-se criar uma nova LDB, atualizando-a de acordo com as novas configurações Constitucionais. Rejeitou-se o Projeto de Elísio-Saviani, que era pelo Sistema Nacional, e aprovou-se a nova LDB de 1996, vigente até hoje, que representa uma das maiores conquistas dos educadores do Brasil!

ZENIT: Até que se inserisse esse, como o sr. diz, "cavalo de Tróia": o novo conceito de sistema nacional de educação... Mas o sr. dizia que era possível interpretá-lo de modo correto, em harmonia com a Constituição. Como é isso?

Pe. José Eduardo: A Constituição afirma, no art. 211, que "A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino"; a LDB afirma, em seu art. 8, que "a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino" e, no § 1, que "caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais". Mais adiante, continua a LDB, no art. 15: "os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa".

ZENIT: Então, embora a Constituição não previsse um Sistema Nacional de Educação, a introdução sorrateira dessa terminologia forçosamente deve ser entendida como coordenação, e não substituição dos outros sistemas (municipais, estaduais etc), e deve ademais garantir progressivos graus de autonomia até às escolas… Então, por que querem agora criar essas Bases Curriculares Comuns?

Pe. José Eduardo: Na verdade, eles não estão "criando" as bases curriculares. O Ministério da Educação já tinha fornecido outras bases, anteriormente. O Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação ofereceu a "base comum para as escolas de ensino médio", em duas páginas (vide as páginas 48 e 49). Agora, o MEC está apresentando uma BNCC que, na primeira versão, tinha 302 páginas e, nesta última, 676 páginas, em que se determinam os conteúdos, ano por ano, matéria por matéria, detalhadamente.

ZENIT: Impressionante! Mas, se eles deveriam garantir uma progressiva autonomia, para que querem controlar, assim, o ensino das escolas?

Pe. José Eduardo: Exatamente para criarem um sistema único de educação. Essa expressão, "sistema único", não é minha, mas de um grande parceiro do Prof. Saviani, que fez a Conferência de abertura do CONAE 2010, o Prof. Jamil Cury. Ele disse textualmente: "é evidente que o desafio de um sistema único de educação se radica no próprio desafio de uma superação do próprio capitalismo" (p. 10). Em outras palavras, o que eles querem, mesmo, é estabelecer um sistema único e, para isso, criaram essas bases curriculares tão detalhadas.

ZENIT: Mas, no texto que o sr. citou, ele fala claramente de "superar o próprio capitalismo". Então, essa reforma tem um sentido claramente ideológico?

Pe. José Eduardo: Na verdade, é pior que isso. Não se trata de uma questão de conteúdo, apenas; trata-se da transformação da arquitetura da educação do Brasil. A primeira versão das BNCC era claramente de inspiração marxista. A segunda está mais diluída. Contudo, isso não importa muito. A partir do momento em que puderem definir o ensino em todas as escolas, poderão ensinar a ideologia que quiserem, porque eles não pararão na BNCC. Ela é o primeiro passo de uma verdadeira revolução educacional.

ZENIT: Como assim? Eles não estão limitados pela LDB?

Pe. José Eduardo: Deveria ser assim. Essa é a minha interpretação. Mas o que se está claramente fazendo é lacear a legislação para que a mesma seja alterada. Num documento do MEC intitulado "Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país", afirma-se claramente: "hoje a falta de uma Base Nacional Comum inviabiliza, por um lado, orientações claras e potentes para a composição dos currículos das licenciaturas e, por outro, a regulação mais enérgica do setor privado" (p. 4) e, ainda mais, que "será imprescindível uma releitura da LDB à luz do Sistema Nacional de Educação a ser configurado" (p. 3). Está claro? Por um lado o MEC está dizendo que falta uma Base Nacional Comum, quando foi ele mesmo que já homologou várias Bases Nacionais Comuns, enquanto que, por outro lado, querem aproveitar-se desta falsa informação para redesenhar a LDB segundo a nova Base Nacional Curricular Comum!!!

ZENIT: Isso é muito grave! O que deveríamos fazer? Deveríamos lutar para que não houvesse a BNCC e o Sistema Nacional de Educação?

Pe. José Eduardo: A meu ver deveríamos apenas fazer as pessoas compreenderem, de um lado, que não é necessário uma BNCC detalhada, bastariam, como se tem feito até o momento, as definições de objetivos e métodos que garantissem a "progressiva autonomia" dos sistemas e unidades de ensino, ou, conforme já prescrevia o famoso Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação, descrevendo principalmente as metas que deverão ser atingidas, "os pontos de chegada", deixando o detalhamento de seu conteúdo, "os pontos de partida", às instâncias mais próximas do alunado.

Por outro lado, o tal Sistema Nacional de Educação não pode se comportar como um sistema único, mas como um órgão de coordenação, que respeitasse a autonomia dos diversos sistemas. Parece-me que esta seria a posição mais sensata, e mais de acordo com nossos princípios democráticos. Quando temos um currículo que determina com exatidão o que e como deverá ser ensinado uniformemente em todo o território nacional, e inclusive quando se quer utilizar este mesmo currículo para poder avaliar de modo uniforme o desempenho das escolas em todo o país, como se o governo federal fosse o diretor e proprietário de cada uma destas escolas, as escolas, na prática, passaram a fazer parte do Sistema Nacional Único do governo federal, ainda que no papel se diga outra coisa.

Fonte: Zenit | Matéria de Thácio Siqueira

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Associação Americana de Pediatras fulmina ideologia de gênero

Grupo de médicos dos EUA emite declaração explicando, cientificamente, por que ideologia de gênero é nociva para as crianças.

Uma associação de pediatras dos Estados Unidos declarou, no último dia 21 de março, através de seu site na Internet, que "a ideologia de gênero é nociva às crianças" e que "todos nascemos com um sexo biológico", sendo os fatos, e não uma ideologia, que determinam a realidade.

A declaração da American College of Pediatricians expõe 8 razões para os "educadores e legisladores rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem" a teoria de gênero. A iniciativa dos médicos se soma a inúmeras outras, provindas das mais diversas áreas de informação, para conter o que o Papa Francisco chamou de "colonização ideológica". Em 2010, por exemplo, um importante documentário conseguiu desmontar, pelo menos em parte, a estrutura universitária que financiava essa ideologia na Noruega. O programa trouxe o parecer de vários especialistas, dos mais diversos campos científicos, que expuseram a farsa da teoria de gênero.

Agora, a medicina vem respaldar mais uma vez a verdade sobre a família.

A íntegra da nota escrita pelos pediatras norte-americanos pode ser lida a seguir.

A Associação Americana de Pediatras urge educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos, não ideologia, determinam a realidade.

1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: "XY" e "XX" são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o design humano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse princípio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do design humano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como "se sentindo do sexo oposto" ou "em algum lugar entre os dois sexos" não compreendem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.

3. A crença de uma pessoa, que ele ou ela é algo que não é, trata-se, na melhor das hipóteses, de um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, um problema psicológico objetivo existe, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.

4. A puberdade não é uma doença e hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.

5. De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o próprio gênero aceitam seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade.

6. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados com riscos à saúde, inclusive, mas não apenas, aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer.

7. Taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos em relação aos LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar jovens crianças a este destino, sabendo que após a puberdade cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade e atingindo um estado de saúde física e mental?

8. Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais irá confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às "clínicas de gênero", onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles vão "escolher" uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além de levar em conta a possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

Michelle A. Cretella, M.D.
Presidente da Associação Americana de Pediatras

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras
Endocrinologista Pediátrico

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital

Por Equipe Christo Nihil Praeponere