| Categoria: Política

Duas orações pelo Brasil

Hoje, ante a efervescência política em que nós, brasileiros, nos encontramos, o mais urgente a fazer é orar.

Na época em que nasceu Jesus de Nazaré, dois mil anos atrás, "enquanto muitos se agitavam e se entregavam a uma efervescência político-religiosa na expectativa" da vinda do Messias, São José "considerava que o mais urgente era orar".

Também hoje, ante a efervescência política em que nós, brasileiros, nos encontramos, o mais urgente a fazer é orar. Se nos agitamos, porque a situação é grave, não deixemos também de rezar, com igual ou mesmo maior medida. Há uma grande providência de Deus em todos esses eventos difíceis estarem se dando justamente em um Ano Jubilar Mariano. Invoquemos a Virgem de Aparecida, para que venha em nosso auxílio neste momento, ajudando-nos a viver com fruto a crise por que passa esta Terra de Santa Cruz.

A seguir, deixamos aqui registradas duas orações: uma de consagração a Nossa Senhora da Conceição Aparecida e outra dirigida ao Anjo Protetor do Brasil. Paremos um pouco o que quer que estejamos fazendo e, com fé, elevemos juntos os nosso corações a Deus:

Ó Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil.

Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-me, ó Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte.

Abençoai-me, ó celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja!

Santo Anjo do Brasil, vós fostes encarregado pelo Pai Eterno de guardar esta Terra de Santa Cruz e ajudá-la a crescer e desenvolver-se conforme Seus desígnios benevolentes.

Nós cremos no vosso poder junto de Deus e confiamos na vossa prontidão em socorrer-nos. Sede, pois, nosso guia para que cumpramos convosco a nossa missão no mundo.

Ajudai a Igreja no Brasil a anunciar Cristo com franqueza e alegria e penetrar toda a sociedade com o fermento do Evangelho.

Afastai, com a força da Santa Cruz, todos os poderes inimigos que ameaçam o povo brasileiro.

Unimos as nossas preces às vossas. Apresentai-as diante do Trono de Deus, para que, unidas ao sacrifício de Jesus, oferecido diariamente em nossos altares, alcancem aquelas graças que mais precisamos nesta hora de combate espiritual.

E guardai-nos sempre debaixo do manto protetor de Nossa Senhora Aparecida, nossa Mãe e Rainha, para que permaneçamos fiéis no caminho de Jesus, o único que nos conduz da terra ao Céu. Lá na assembleia de todos os povos, unidos como uma só família de Deus, louvaremos e agradeceremos convosco ao Pai Eterno, com seu Filho e Espírito de Amor, por toda a eternidade. Amém.

Com informações de A12 | Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Saiba o que têm em comum os principais líderes da Europa

O que têm em comum os líderes de Alemanha, França, Itália e Inglaterra, as quatro maiores potências econômicas da Europa? O que une Merkel, Macron, Gentiloni e Theresa May?

O que têm em comum os líderes de Alemanha, França, Itália e Inglaterra, as quatro maiores potências econômicas da Europa? O que une Angela Merkel, Emmanuel Macron, Paolo Gentiloni e Theresa May?

Muitas coisas, sem dúvida, mas os quatro compartilham uma peculiaridade bastante significativa: nenhum deles tem filhos biológicos. A eles somam-se ainda o sueco Stefan Löfven e o primeiro-ministro holandês Mark Rutte.

A coincidência é extraordinária, especialmente com a onda de crise demográfica que vive a Europa, seguida de um envelhecimento acelerado da população. A pergunta é se, em igualdade de condições, importa ou não que os governantes das nações não sejam pais. Nós sabemos bem que, de acordo com a linha de pensamento oficial (politicamente correta), chamar a atenção para essa particularidade é ser "machista", "heteronormativo" e "odioso" — e a patrulha habitual sempre procura dissuadir-nos de notar o anômalo.

Por outro lado, não poucas pessoas fazem notar que o fato de não terem família permite a nossos representantes centrar-se mais intensamente nos assuntos públicos, sem preocupações alheias que os distraiam e sem as tentações de nepotismo que normalmente supõe uma descendência numerosa.

Nas redes sociais, porém, onde ainda subsistem (talvez não por muito tempo) pessoas que fogem da férrea ortodoxia que amordaça o jornalismo "de prestígio", alguém assinalou que não ter descendência supõe um menor interesse pessoal na posteridade — uma análise que me pareceu, também, bastante razoável.

Assim também pensa o filósofo alemão Rüdiger Safranski. "Para aqueles que não têm filhos, pensar em termos de gerações futuras é irrelevante", ele escreve. "É por isso que essas pessoas se comportam e se vêem cada vez mais como se fossem os últimos, como se estivessem situados no final da cadeia humana". E, se há uma mentalidade que agrava hoje todos os nossos problemas ao ponto de torná-los quase insolúveis, é essa mentalidade concentrada no curto prazo.

Quase tudo que aparentemente nos sobrevém como uma enchente ameaçando soterrar-nos é consequência do fato de as pessoas não pensarem mais além dos próximos poucos anos que virão. O próprio sistema de mandatos eleitorais, constantes de 4 e 5 anos, incentiva nos políticos, cuja meta primordial é exercer o poder e manter-se nele, a urgência de "tapar buracos" e, sobretudo, de evitar todo e qualquer sacrifício que, ainda que seja aconselhável para o futuro, possa traduzir-se, no horizonte imediato, em uma derrota eleitoral. Cite-se o que quiser: a falência programada da Previdência Social e do Estado de bem-estar social, de modo geral; a imigração massiva com o risco certo de substituição cultural e conflitos que vão muito além do mais trabalhoso de todos, que é o terrorismo; a desaceleração da inovação e criação de novas empresas (um trabalho que costumam empreender mais os jovens que os de idade avançada) etc.

O fato é que a cultura do imediato, mesmo que reforçada pelos mecanismos desse sistema, está absolutamente instalada em nossa mentalidade. E em nada se faz tão evidente esse suicídio gradual como no fato de não nos reproduzirmos. Não há sequer um país de peso no Ocidente que tenha filhos acima do nível de substituição — o mínimo para que se mantenha uma população, sem crescer nem diminuir — e, na imensa maioria dos casos, as nações se movem em médias das quais, advertem os demógrafos, nenhuma civilização na história conseguiu recuperar-se jamais.

A infertilidade dos líderes não passa, portanto, de um reflexo dos ventres da Europa. Se Merkel não tem filhos, 30% das mulheres alemãs tampouco os têm, e o número chega a 40%, no caso das que se graduaram nas universidades. O caso na Alemanha é de tal modo alarmante que a Ministra da Defesa, Úrsula von der Leyen, declarou recentemente que, a menos que as alemãs mudem essa tendência e comecem a gerar filhos, o país está prestes a "apagar as luzes".

Talvez, porém, o caso mais significativo e de maior atualidade seja o do recém-nomeado presidente da República Francesa, Emmanuel Macron. Aquilo que tanto alarma os franceses, e que levou Marine Le Pen ao segundo turno das eleições presidenciais, nomeadamente a islamização da França, não tira minimamente o sono do novo presidente. Mas Macron não precisa temer que seus descendentes vivam em uma França muçulmana, já que ele não deixa nenhum.

Sim, em meio a este vazio demográfico, é evidente quem herdará o continente europeu, e definitivamente não são os mesmos cujos valores o construíram. Os muçulmanos entendem muito melhor que nós como se ganha o jogo da história: o líder turco Erdogan animou recentemente os seus compatriotas na Alemanha a terem "cinco filhos" e os clérigos islâmicos não deixam de urgir os seus fiéis a que façam o mesmo.

O choque cultural que negam nossos líderes irresponsáveis é para os líderes muçulmanos uma razão chave para se prepararem com a melhor arma que se conhece (e de que eles já dispõem): a população.

Por Candela Sande — Fonte: Actuall | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

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A visão do inferno, Fátima e os pecados da carne

Depois de mostrar o inferno aos três pastorinhos, Nossa Senhora de Fátima disse que “vão mais almas para o inferno por causa dos pecados da carne do que por qualquer outra razão”.

Por Pete Baklinksi — Cem anos atrás, três crianças pastoras em Portugal tiveram uma visão do inferno que as horrorizou tanto a ponto de pensarem que fossem morrer. Viram elas "um grande mar de fogo" onde iam mergulhados "os demônios e as almas" que, em vida, se tinham oposto a Deus e aos seus caminhos. Eles eram "como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas", "que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam", "caindo para todos os lados", "entre gritos e gemidos de dor e desespero".

Foi Nossa Senhora de Fátima quem mostrou às crianças a visão aterrorizante do inferno, lugar "para onde vão as almas dos pobres pecadores". Disse-lhes ainda a Virgem que "vão mais almas para o inferno por causa dos pecados da carne do que por qualquer outra razão".

Os cristãos sempre entenderam os pecados da carne como aquelas ações que constituem um mau uso ou um abuso da sexualidade enquanto dom de Deus. As relações sexuais foram criadas por Ele para serem entre um homem e uma mulher, unidos um ao outro no fiel, exclusivo, permanente e fecundo relacionamento do Matrimônio. Pecados contra o dom da sexualidade incluem a contracepção, o adultério, a fornicação, a prostituição, a pornografia, a imodéstia no vestir, a masturbação e a homossexualidade. Alguns pecados da carne às vezes podem dar origem a outros pecados sérios, como o aborto, e levar também à infidelidade, ao fracasso matrimonial e ao divórcio.

O pior de tudo, entretanto, é que os pecados da carne destroem o nosso relacionamento com Deus, já que o pecador, quando opta por eles, rejeita o plano divino para a sexualidade e dá as costas, em última instância, ao próprio Deus.

E por que se condenam ao inferno mais almas pelos pecados sexuais que por qualquer outro pecado? Talvez pela facilidade que há em se cair neles, especialmente na cultura de hoje, em que o sexo é glorificado como a principal fonte da felicidade humana.

Como pai de sete crianças, que se preocupa com a salvação dos próprios filhos, assusta-me observar as mentiras sexuais com que a cultura de hoje tem tentado envenenar meus filhos. Desde a mais tenra idade, centros educacionais querem expô-los aos pecados da carne em cursos de educação sexual, ensinando-lhes como aumentar o prazer sexual consigo mesmo (masturbação) ou com outros (fornicação, homossexualidade), e removendo, ao mesmo tempo, o propósito reprodutivo da atividade sexual (contracepção e aborto). A indústria do entretenimento quer iniciá-los nos pecados da carne, especialmente os mais velhos, bombardeando-os com conteúdo sexual explícito (pornografia, roupas imodestas) — além de manter os adultos viciados nos pecados da carne, oferecendo-lhes mais do mesmo. Os governos ao redor do mundo têm se servido até mesmo de sua autoridade política para resguardarem na lei certos pecados da carne, fazendo com que seja ilegal falar contra eles e alertar as pessoas sobre os seus perigos (homossexualidade).

Como repórter atuante nas linhas de frente do movimento pró-vida, e que enxerga tudo o que está acontecendo, todos os dias, na batalha pela vida e pela família, eu às vezes tenho que me perguntar com quem e por quem realmente estou a lutar. É muito fácil cair na armadilha de pensar que minha luta é contra provedores de aborto, contra o lobby homossexual ou contra governos corruptos, os quais, ainda que sejam capazes e responsáveis por fazer muito mal, não constituem o inimigo verdadeiro. Eles são apenas pessoas, como todos nós, incluindo eu, que preciso ser salvo do inferno.

Apraz-me particularmente quando São Paulo escreve que "a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, os espíritos malignos espalhados pelo espaço" (Ef 6, 12). É o diabo e a sua legião de anjos caídos que encaminham homens e mulheres, pelos pecados da carne, para o fogo do inferno.

A irmã Lúcia dos Santos, uma das videntes de Fátima, que viveu muito mais que os outros dois pastorinhos, escreveu certa vez uma carta ao Cardeal Carlo Caffarra e nela falou sobre a batalha final entre Deus e Satanás. "O confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio", ela escreveu. "Não tenha medo, porque qualquer um que trabalhar pela santidade do matrimônio e da família será sempre combatido e contrariado de todos os modos, porque este é o ponto decisivo. No entanto, Nossa Senhora já lhe esmagou a sua cabeça."

Aqueles que lutam pela vida, pelo Matrimônio e pela família devem lembrar, por ocasião do centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, que a derradeira batalha consiste em salvar as almas do inferno. Isso significa salvar tanto os escravos dos pecados sexuais quanto os que lucram com eles, o aborteiro, o produtor pornográfico, o dono do bordel.

Nossa Senhora de Fátima convidou as crianças a ajudarem as almas por meio da oração e do sacrifício. A vidente mais nova, Jacinta Marto, ficou tão comovida com a visão do inferno, e com o fato de que ela podia fazer alguma coisa para impedir as pessoas de irem para lá, que começou a fazer sacrifícios pela salvação das almas. Ela não bebia água para que pudesse oferecer a sua sede. Ela doava o seu lanche da tarde para que pudesse oferecer a sua fome. Ela usava uma corda áspera, amarrada na cintura e roçando contra a sua pele, para que pudesse oferecer o seu desconforto.

A mensagem de Nossa Senhora sobre a realidade do inferno, assim como o exemplo que nos oferecem essas crianças, mostrando o que podemos fazer para impedir as pessoas de irem para lá, é algo que toda pessoa lutando pela vida e pela família precisa levar a sério. A oração ensinada às crianças deve estar constantemente em nossos lábios: "Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem."

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

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A castidade é para os idiotas?

Através da graça, os castos participam na comunhão do homem com Deus. Isso não é uma forma apenas de ganhar o Céu, mas de vivê-lo aqui e agora. Só um mundo ao avesso consideraria isso uma coisa para idiotas.

A castidade, que já foi considerada uma virtude, é tida nos dias de hoje como uma coisa para idiotas. Os que querem acabar com ela descrevem seu fim como uma vitória da vida e do amor. Mas a verdade é justamente o oposto disso.

Um mundo impuro é um mundo morto e absorvido pelo egoísmo. Ao subordinar a natureza procriativa do sexo a propósitos recreativos, uma sociedade incasta vai sempre produzir filhos indesejados: em um lugar assim, o aborto não é opção, mas uma solução necessária. O "direito" que as pessoas recém descobriram de viver a própria sexualidade não pode ser livremente exercido sem que se afaste o direito dos filhos à vida. Que esses direitos sejam incompatíveis, deveria ser algo a acender-nos o alerta: algo errado está a se passar.

Não que viver a nossa sexualidade não seja, de fato, o mais básico dos direitos: perseguir esse caminho significa buscar a própria vida. Mas esses direitos, e a vida para a qual conduzem, não estão baseados em desejos eróticos, senão na verdadeira natureza de nossa sexualidade. Por isso, viver a castidade significa redimir a própria sexualidade, dando-lhe verdadeiro sentido e restaurando o direito que toda criança tem à vida e ao amor.

Para entender tudo isso, é necessário resgatar a sexualidade indefinida de hoje das nuvens sempre inconstantes do desejo, restaurando o seu significado objetivo. Independentemente da espécie, a nossa natureza sexual pertence, por definição, à biologia da criação da vida. Atos aparentemente sexuais que contrariem, portanto, a sua natureza inerentemente procriativa, não são atos sexuais de verdade. Isso incluiria tanto a relação sexual com contracepção, quanto atos intrinsecamente inférteis, tais como a sodomia e a masturbação. Sem abertura para a propagação da vida, atos assim não passam, na verdade, de aberrações da sexualidade. Considerá-los de outra forma significaria separar a sexualidade de uma definição ou sentido. Só apartada dessas aberrações a sexualidade pode ter restaurado o seu papel criador de vida. Olhando para a vida biológica, percebemos que nossa sexualidade é ao mesmo tempo procriativa e unitiva: é essa combinação inseparável que nos distingue do reino animal e nos torna verdadeiramente humanos.

A sexualidade se torna unitiva quando aceita a sua natureza procriativa. Ao aceitar a responsabilidade do poder de criar vida, o "eu" dá lugar ao "nós". Olhando para o filho que pode gerar, o homem verá cada mulher como uma mãe daquele filho. Ele verá a necessidade que ela tem de ser amada como mulher, como mãe. Um homem ama todas as mulheres quando leva uma vida que ajuda cada mulher a experimentar a maternidade no momento e no lugar certos. Amando toda mulher, então, ele ama toda criança, vendo a necessidade que todas as crianças têm de pais que se amem, uns aos outros, pela vida. Assim, também toda mulher deve ver, em cada homem, um pai e, por trás de cada homem, uma criança. Sem esse reconhecimento mútuo do potencial para serem pais e mães, a natureza inerentemente unitiva de nossa sexualidade se perde. É a procriação que produz a união.

Quando o ato sexual é designado como ato conjugal, fica reconhecida essa unidade inseparável. Uma vida casta honra essa definição, direciona-se propiciamente à formação de uniões matrimoniais e requer que vivamos interligados como homens e mulheres, como pais e mães em potencial. Na realização plena de nossa sexualidade, nós acolhemos toda criança ainda por nascer como digna do nosso amor. A castidade não é a vocação apenas de homens e mulheres solteiros, mas de todos os homens e mulheres. A meta para todos é ter filhos que sejam gerados no amor. Viver castamente é participar na alegria de cada criança que é concebida.

Isso não é abstinência, mas um chamado ao êxtase. Em Deus Caritas Est, Bento XVI nos fala do êxtase "não no sentido de um instante de inebriamento, mas como caminho, como êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus". A castidade é um ato de comunhão que traz todos os homens e mulheres para a união com Deus e para a alegria da própria criação. Sua natureza unitiva reúne todas as coisas em uma comunhão de amor, não simplesmente do homem e da mulher, mas a comunhão última com o próprio Céu, aqui e agora. Chamar isso de mera abstinência é um reducionismo absurdo.

No entanto, o absurdo reina nos dias de hoje. Ao mesmo tempo em que condena a castidade como um fardo arcaico, a Revolução Sexual segue condenando as pessoas à escravidão e à morte. Aborto, crianças abandonadas e famílias destruídas não são meros acidentes, mas o resultado natural de uma sexualidade separada de sua natureza criadora. O estilo de vida que se propaga não é estilo de vida coisa nenhuma, senão "estilo de morte", uma rejeição da vida. Oferece um paraíso falso de autorrealização, ao mesmo tempo em que destrói a comunhão do "nós" em favor do grito de guerra do "eu". Atrás do falso paraíso mora o inferno do egocentrismo. A Revolução Sexual é simplesmente um convite para começar a viver o inferno aqui e agora.

E a resposta a essa falsa sexualidade chama-se castidade: o único e verdadeiro estilo de vida, voltado para a vida. A maioria de nós, no entanto, vê a castidade como uma vida de negação. Talvez o problema não esteja com a castidade, no fim das contas, mas com o modo como a enxergamos. O mau ladrão provocou Jesus na cruz: "Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e também a nós!" Só o que ele via era a dor sem propósito algum. Mas, olhando para o mesmo homem pendendo da mesma cruz, o bom ladrão viu, além da dor, o próprio paraíso: "Senhor, lembra-te de mim…" Um ladrão viu Jesus sem a graça. O outro viu Jesus através da graça. Da mesma forma, nós podemos ver a vida casta sem a graça, como uma dor sem propósito, ou podemos vê-la através da graça, como um convite para participar na alegria da criação. O primeiro olhar diminui e amarga, enquanto o segundo nos atrai para o Céu, um Céu que se estende por toda a eternidade.

A escolha entre o Céu e o inferno está bem diante de nós. Hoje nós enfrentamos uma escolha entre um estilo de vida que rejeita a vida e um que a abraça. A castidade rejeita o inferno narcisista da falsa sexualidade e preenche o Céu vinculado à natureza da verdadeira sexualidade. Através da graça, os castos participam na comunhão do homem com Deus, vivendo a sua sexualidade radicalmente e no êxtase da entrega de si mesmo. Isso não é menos, é mais. Não é uma forma apenas de ganhar o Céu, mas de vivê-lo aqui e agora. Só um mundo ao avesso consideraria isso uma coisa para idiotas.

Fonte: Crisis Magazine | Tradução e adaptação: Equipe CNP

| Categoria: Espiritualidade

Não esqueçam a oração de São Miguel Arcanjo!

Ainda que não seja mais recitada ao final das Missas, como acontecia antigamente, a oração a São Miguel Arcanjo continua sendo um auxílio poderoso “na batalha contra as forças das trevas e contra o espírito deste mundo”.

Depois de receber em 1884 uma visão terrível de forças diabólicas prestes a serem soltas na Terra, o Papa Leão XIII escreveu de próprio punho a oração a São Miguel, ordenando que ela fosse recitada logo em seguida a todas as Missas rezadas no rito latino. A oração ao Arcanjo tornou-se parte das chamadas "orações leoninas", as quais foram deixadas de lado pela reforma litúrgica da década de 1960.

Em 1994, porém, o Papa São João Paulo II fez notar a ausência dessa oração e pediu que ela fosse novamente recitada pelos fiéis. Foi no dia 24 de abril, no Vaticano, depois da tradicional oração do Regina Caeli:

"Que a oração nos fortaleça para aquela batalha espiritual de que fala a Carta aos Efésios: 'Fortalecei-vos no Senhor e no poder da sua virtude' ( Ef 6, 10). É a essa mesma batalha que se refere o Livro do Apocalipse, colocando diante de nossos olhos a imagem de São Miguel Arcanjo (cf. Ap 12, 7). Tinha certamente bem presente diante de si essa cena o Papa Leão XIII, quando, no final do século passado, introduziu em toda a Igreja uma oração especial a São Miguel: 'São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate contra a maldade e as ciladas do demônio…'

Ainda que hoje essa oração não seja mais recitada ao término da celebração eucarística, convido todos a não esquecê-la, mas a recitá-la para obter a ajuda na batalha contra as forças das trevas e contra o espírito deste mundo."

Curiosamente, uma década apenas depois que essa oração deixou de ser recitada nas paróquias após as Missas, o bem-aventurado Papa Paulo VI reconhecia, com pesar, as vitórias que Satanás e suas forças estavam obtendo sobre a Igreja. Em uma homilia no dia 29 de junho de 1972, ele alertava:

" Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus. Subsiste a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se a confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrermos a ele e lhe pedirmos se tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, que já somos os donos e os mestres [dessa fórmula]. Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam, em vez disso, serem abertas à luz.

[...]

Na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso? Confiamo-vos um nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo."

A oração a São Miguel foi composta pelo Papa Leão XIII no dia 13 de outubro de 1884, exatamente 33 anos antes do Milagre do Sol, em Fátima. Seguem a versão latina original da oração e a sua tradução portuguesa:

Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio, contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiae caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute, in infernum detrude. Amen.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós príncipe da milícia celeste, pelo Divino Poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Fonte: Church Militant | Tradução e adaptação: Equipe CNP

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Por que Nossa Senhora de Fátima se preocupava tanto com a Rússia?

Quando compreendemos o comunismo especialmente em sua dimensão cultural, a propagação dos erros da Rússia torna-se ainda mais evidente.

Por John-Henry Westen — Ao investigar as aparições de Fátima em razão de vários compromissos este ano, vi-me confrontado repetidamente pela insistência de Nossa Senhora com a consagração da Rússia. Depois que ela fosse feita, bem como a prática dos cinco primeiros sábados de reparação, Nossa Senhora prometeu que a Rússia se converteria e um período de paz seria dado à humanidade. Do contrário, advertiu a Rainha do Céu, a Rússia "espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja". E acrescentou: "Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas."

"Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará", ela disse. "O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz."

O Papa São João Paulo II, é claro, confiou o mundo ao Imaculado Coração em 1984, mas nós ainda estamos a esperar por esse período de paz. Nunca como no último meio século se viu tanta guerra, tantos massacres, tantos martírios e tantos abortos. Ominosamente, ainda não vimos a aniquilação de várias nações. Mas o que tudo isso tem a ver com a Rússia?

A Rússia representa, nas mentes de maior parte das pessoas, a origem do comunismo — pensado principalmente como um sistema econômico em competição com o capitalismo. No entanto, quando nós realmente compreendemos o comunismo, a propagação dos erros da Rússia torna-se evidente.

O livro The Naked Communist ("O Comunista Nu", lit., sem tradução para o português) é a fonte mais concisa e acessível que delineia as metas e a ideologia comunistas. Foi escrito por W. Cleon Skousen, um ex-agente do FBI que teve contato direto com várias fontes originais e a melhor inteligência da organização quando se investigou a infiltração comunista nos Estados Unidos. O livro está catalogado no Registro do Congresso e o presidente Ronald Reagan comentou sobre ele dizendo: "Ninguém está mais qualificado para discutir a ameaça do comunismo a esta nação."

Uma seleção dos objetivos do comunismo listados por Skousen servem para ilustrar a sua disseminação por todas as nações, especialmente no Ocidente:

  • Eliminar todas as leis que regulam a obscenidade, qualificando-as como "censura" e como uma violação da liberdade de expressão e de imprensa.
  • Romper os padrões culturais de moralidade, promovendo pornografia e obscenidade em livros, revistas, filmes, rádio e TV.
  • Apresentar a homossexualidade, a degeneração e a promiscuidade como sendo "normal, natural, saudável".
  • Infiltrar as igrejas e substituir a religião revelada pela religião "social".
  • Desacreditar a Bíblia e enfatizar a necessidade de uma maturidade intelectual que dispense "muleta religiosa".
  • Eliminar a oração ou qualquer tipo de expressão religiosa nas escolas, com o fundamento de que ela viola o princípio da "separação entre Igreja e Estado".
  • Desacreditar a família enquanto instituição. Incentivar a promiscuidade, a masturbação e o divórcio fácil.
  • Enfatizar a necessidade de afastar as crianças da influência negativa dos pais. Atribuir "preconceitos, bloqueios mentais e retardamento das crianças à influência supressiva dos pais".

Além do comunismo, no entanto, outro dos erros da Rússia que se espalhou com força por todo o mundo foi o aborto. A prática foi legalizada na Rússia pela primeira vez em 1920 e, até hoje, o país apresenta a maior taxa de aborto per capita do mundo: com uma população de 143 milhões, há 1,2 milhões de abortos por ano.

Não resta dúvida de que as predições e promessas de Maria se tornarão verdadeiras. Nossa Senhora de Fátima previu a Segunda Guerra Mundial e até mesmo um sinal de alerta que a precederia. Alertou sobre a epidemia de impureza que infestou o planeta. Deu aos fiéis tarefas a cumprir, a fim de que se realize o triunfo do seu Imaculado Coração — profecias estas às quais ela será igualmente fiel.

Então, assim como nós honramos nossas próprias mães neste mês de maio, vamos examinar novamente os pedidos de Nossa Senhora e colocá-los em prática. Ela pediu oração, particularmente a do Santo Rosário e a devoção do Escapulário do Carmo. Ela pediu reparação pelos pecados e ultrajes perpetrados contra a graça de Deus e pelas blasfêmias contra os Sagrados Corações de Jesus e Maria, especialmente com a prática dos cinco primeiros sábados. E, finalmente, ela pediu a consagração ao Imaculado Coração de Maria, tanto a título pessoal como, publicamente, a da Rússia pelo Papa e pelos bispos de todo o mundo.

Quase a totalidade dessas matérias está sob o nosso controle pessoal. Não há melhor oportunidade do que este ano, especialmente durante o período da Ressurreição, o Tempo Pascal, para implementar essas práticas em nossas vidas. Empunhemos, pois, a arma do Rosário, o cordão umbilical que nos liga à nossa Mãe Celestial. Façamos a devoção dos cinco primeiros sábados e ensinemo-la aos nossos filhos. Consagremo-nos, como ensinou São Luís de Montfort, ao Coração Imaculado de Maria, condição que São João Paulo considerava "indispensável a quem quer que deseje se entregar sem reservas a Cristo e à obra da redenção".

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução: Sensus Fidei | Adaptação: Equipe CNP

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​Conheça o milagre da canonização dos Pastorinhos de Fátima

Em Fátima, brasileiro conta como o filho foi curado milagrosamente por intercessão de Francisco e Jacinta Marto.

Os pais de Lucas, a criança cuja cura foi atribuída à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta, manifestaram hoje em Fátima a sua "imensa alegria por ser este o milagre que os leva à canonização".

"Damos graças a Deus pela cura do Lucas e sabemos com toda a fé do nosso coração, que foi obtido este milagre pelos Pastorinhos Francisco e Jacinta", salientou João Batista, o pai do jovem Lucas, falando em seu nome e da sua mulher, Lucila Yurie.

"Mas sobretudo sentimos a bênção da amizade destas duas crianças, que ajudaram o nosso menino e agora ajudam a nossa família", acrescentou no seu testemunho.

Os agradecimentos são também dirigidos a todos os profissionais de saúde que se ocuparam do caso e a todas as pessoas que rezaram pelo seu filho, bem como à Postulação da Canonização dos dois beatos e ao Santuário de Fátima, "pelo convite para este momento de graça".

O caso ocorreu a 3 de março de 2013, pelas 20 horas, quando Lucas, na altura com 5 anos, caiu de uma janela, de uma altura de 6,5 metros.

"Bateu com a cabeça no chão e fez um traumatismo craniano muito grave, com perda de tecido cerebral", relatou, referindo que a criança foi internada em coma muito grave, sofrendo duas paragens cardíacas, e os médicos deram-lhes poucas esperanças de sobrevivência.

"Começamos a rezar a Jesus e a Nossa Senhora de Fátima, a quem temos muita devoção. No dia seguinte ligamos para o Carmelo de Campo Mourão, pedindo às irmãs que rezassem pelo menino. A irmã que recebeu o telefonema não passou o recado para a comunidade", contou, indicando que a mensagem só foi passada à comunidade no dia seguinte.

"Uma irmã correu para as relíquias dos Beatos Francisco e Jacinta, que estavam junto do Sacrário e sentiu esse impulso de oração: 'Pastorinhos, salvem este menino, que é uma criança como vocês'. Conseguiu convencer toda a comunidade a rezar apenas com a intercessão dos Pastorinhos", relatou.

"Assim fizeram. Da mesma forma todos nós, na família, começamos a rezar aos Pastorinhos e, dois dias depois, no dia 9 de março o Lucas acordou, bem, e começou a falar, perguntado pela sua irmãzinha. No dia 11 saiu da UTI e dia 15 teve alta", disse João Batista.

Uma cura, referiu, para a qual os médicos, mesmo os não-crentes, não conseguem encontrar explicação.

A criança está completamente bem, "sem nenhum sintoma ou sequela": "O que o Lucas era antes do acidente ele o é agora: sua inteligência, seu caráter, é tudo igual".


Texto completo do testemunho dos pais de Lucas:

Boa tarde.

Meu nome é João Batista. Esta é a minha esposa, Lucila Yurie.

No dia 3 de março de 2013, pelas 20.00 horas, o nosso filho Lucas, que estava a brincar com a sua irmãzinha Eduarda, caiu de uma janela, de uma altura de 6.50 metros. Tinha 5 anos.

Bateu com a cabeça no chão e fez um traumatismo craniano muito grave, com perda de tecido cerebral.

Foi assistido na nossa cidade, em Juranda, e dada a gravidade do seu quadro clínico, foi transferido para o hospital de Campo Mourão, no Paraná.

O percurso demorou quase uma hora.

Chegou em coma muito grave. Teve duas paragens cardíacas e foi operado de urgência. Os médicos diziam que tinha poucas probabilidades de sobreviver.

Começamos a rezar a Jesus e a Nossa Senhora de Fátima, a quem temos muita devoção. No dia seguinte ligamos para o Carmelo de Campo Mourão, pedindo às irmãs que rezassem pelo menino. A irmã que recebeu o telefonema não passou o recado para a comunidade. Estavam na hora do silêncio e ela pensou: "O menino vai morrer. Vou rezar pela família".

Os dias passavam e o Lucas estava piorando. No dia 6 de março os médicos pensaram na transferência para outro hospital, uma vez que nem havia os cuidados necessários para a sua idade. Disseram-nos que as possibilidades de o menino sobreviver eram baixas e que se sobrevivesse teria uma recuperação muito demorada ficando certamente com graves deficiências cognitivas ou mesmo em estado vegetativo.

No dia 7 voltamos a telefonar ao Carmelo. Nesse dia, a irmã transmitiu o recado à comunidade. Uma irmã correu para as relíquias dos Beatos Francisco e Jacinta, que estavam junto do Sacrário e sentiu esse impulso de oração: "Pastorinhos, salvem este menino, que é uma criança como vocês". Conseguiu convencer toda a comunidade a rezar apenas com a intercessão dos Pastorinhos.

Assim fizeram. Da mesma forma todos nós, na família, começamos a rezar aos Pastorinhos e, dois dias depois, no dia 9 de março o Lucas acordou, bem, e começou a falar, perguntado pela sua irmãzinha. No dia 11 saiu da UTI e dia 15 teve alta.

Está completamente bem, sem nenhum sintoma ou sequela. O que o Lucas era antes do acidente ele o é agora: sua inteligência, seu caráter, é tudo igual.

Os médicos, incluindo alguns não crentes, disseram não ter explicação para esta recuperação.

Queremos agradecer aos profissionais de saúde que acompanharam o Lucas, bem como à Postulação do Francisco e Jacinta Marto na pessoa da Irmã Ângela, por todo o cuidado prestado durante todo este processo até canonização.

Agradecemos também ao Santuário de Fátima pelo convite para este momento de graça. No entanto, não podemos deixar de agradecer a todos aqueles que rezaram pelo Lucas.

Damos graças a Deus pela cura do Lucas e sabemos com toda a fé do nosso coração, que foi obtido este milagre pelos Pastorinhos Francisco e Jacinta.

Sentimos uma imensa alegria por ser este o milagre que os leva à canonização, mas sobretudo sentimos a bênção da amizade destas duas crianças, que ajudaram o nosso menino e agora ajudam a nossa família.

Fonte: Página Oficial do Santuário de Fátima

| Categoria: Virgem Maria

Maria é toda poderosa junto de Deus

Assim quer Jesus honrar sua querida Mãe, que tanto o honrou em vida, prontamente concedendo-lhe tudo que pede ou deseja.

Por S. Afonso Maria de Ligório — Tão grande é o prestígio de uma mãe, que nunca pode tornar-se súdita de seu filho, ainda que seja monarca e tenha domínio sobre todas as pessoas do seu reino. É verdade, sentado agora à direita de Deus Pai, no céu, reina Jesus e tem supremo domínio sobre todas as criaturas e também sobre Maria. E o tem mesmo como homem, diz Santo Tomás, por causa da união hipostática com a pessoa do Verbo. Todavia, é também certo que nosso Redentor, quando vivia na terra, quis humilhar-se a ponto de ser submisso a Maria. "E lhes estava sujeito" (Lc 2, 51). Sim, desde que Jesus Cristo se dignou escolher Maria por Mãe, estava como Filho realmente obrigado a obedecer-lhe, diz S. Ambrósio. Os outros santos — reflete Ricardo de S. Lourenço — estavam unidos à vontade de Deus; mas teve Maria maior ventura. Pois não só foi submissa à vontade de Deus, mas também o Senhor se submeteu à sua vontade. Das outras virgens diz-se que "seguem o Cordeiro por toda parte". Porém, de Maria dizer se pode que o Cordeirinho de Deus a seguia, porque lhe foi submisso.

Daí concluímos que são as súplicas de Maria eficacíssimas para obterem tudo quanto ela pede, ainda que não possa dar ordens a seu Filho no céu. Pois os seus rogos sempre são rogos de Mãe. Tem Maria o grande privilégio de ser poderosíssima junto ao Filho, diz Conrado de Saxônia. E por quê? Justamente pela razão já apresentada, e que mais abaixo vamos examinar minuciosamente: porque as súplicas de Maria são súplicas de Mãe. De onde as palavras de S. Pedro Damião: A Virgem consegue quanto quer, no céu como na terra; até aos desesperados pode dar esperança de salvação. O Santo chama o Redentor de altar de misericórdia, onde os pecadores obtém de Deus a graça do perdão. A ele, Jesus, dirige-se Maria quando quer obter-nos alguma graça. O filho tanto aprecia, porém, os rogos de sua Mãe e tanto deseja ser-lhe agradável, que sua intercessão mais afigura uma ordem do que uma prece, e ela parece antes uma Rainha do que uma serva, remata o santo. Assim quer Jesus honrar sua querida Mãe, que tanto o honrou em vida, prontamente concedendo-lhe tudo que pede ou deseja. Belamente o exprime S. Germano nas suas palavras dirigidas à Virgem: Sois onipotente, ó Mãe de Deus, para salvar os pecadores; não precisais de recomendação alguma diante de Deus, pois que sois a Mãe da verdadeira vida.

Não receia S. Bernardino de Sena concordar com a sentença de que "ao império de Maria todos estão sujeitos, até o próprio Deus". Isto é, Deus lhe atende os rogos como se foram ordens. Exclama por isso Eádmero: Virgem, de tal modo vos elevou o Senhor, que podeis obter para vossos servos todas as graças possíveis; pois é onipotente vosso patrocínio, como assevera Cosmas de Jerusalém. Maria, sim, sois onipotente — acentua Ricardo de S. Lourenço; pois, que, conforme as leis, deve a rainha gozar dos mesmos privilégios que o rei. Por isso, colocou Deus toda a Igreja não só sob o patrocínio, senão também sob o império de Maria, observa S. Antonino.

Convindo portanto à mãe o mesmo império que ao filho, com razão Jesus, que é onipotente, tornou Maria toda poderosa. Contudo, sempre será verdade que o Filho é onipotente por natureza e a Mãe o é por graça. E isto se verifica, porque, quanto pede a Mãe, tudo lhe concede o Filho, como justamente foi revelado a S. Brígida. Ouviu ela Jesus dizer a Maria: Minha Mãe, já sabes quanto te quero; pede-me por isso o que quiseres, porque, seja qual for a tua petição, não pode deixar de ser de mim ouvida. E que bela razão alegou o Senhor! Minha Mãe, disse-lhe, nada me negavas na terra; é justo que nada eu te negue no céu. Diz-se que Maria é onipotente; mas é do modo que se pode entender de uma criatura, que não é capaz de atributo divino. Porque com seus rogos obtém tudo quanto quer, é ela, pois, onipotente.

Com sobras de razão, portanto, ó excelsa advogada nossa, vos diz S. Bernardo: Tudo se faz, se vós o quereis. Basta a vossa vontade para que tudo se faça. Quereis elevar a uma alta santidade o mais abjeto dos pecadores? Em vossa vontade está o fazê-lo. De Eádmero são estas palavras: Senhora, basta-vos querer a nossa salvação e nós não podemos perecer. S. Alberto Magno põe na boca de Maria palavras semelhantes: Devo ser rogada, para que queira; porque o que eu quero é necessário que se faça.


Da obra Glórias de Maria (I, 6), de Santo Afonso Maria de Ligório,
3. ed. Aparecida: Santuário, 1989, pp. 151-153.