02 de Janeiro de 2026
Caríssimos: 22quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? O Anticristo é aquele que nega o Pai e o Filho. 23Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai. Quem confessa o Filho possui também o Pai. 24Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio. Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai. 25E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26Escrevo isto a respeito dos que procuram desencaminhar-vos. 27Quanto a vós mesmos, a unção que recebestes da parte de Jesus permanece convosco, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa. Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele. 28Então, agora, filhinhos, permanecei nele. Assim poderemos ter plena confiança, quando ele se manifestar, e não seremos vergonhosamente afastados dele, quando da sua vinda.
Os confins do universo contemplaram
a salvação do nosso Deus.
1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo,*
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e santo*
alcançaram-lhe a vitória. R.
2 O Senhor fez conhecer a salvação,*
e às nações, sua justiça;3arecordou o seu amor sempre fiel*bpela casa de Israel. R.
cOs confins do universo contemplaram*da salvação do nosso Deus.
4 Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,*
alegrai-vos e exultai! R.
19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” 23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’ — conforme disse o profeta Isaías”. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” 26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 1, 19-28)
Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?”. João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. Eles perguntaram: “Quem és, então? És Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?” João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.
Celebramos hoje, com grande alegria, a memória de dois grandes santos que defenderam a fé em Cristo como verdadeiro Deus que se fez homem, mesmo tendo que sofrer grandes sacrifícios: São Basílio de Cesareia e São Gregório de Nazianzo.
São Basílio Magno foi, durante sua vida inteira, deixado de lado pelas autoridades, tanto imperiais como eclesiais, porque ele permanecia afirmando a sua fé no Credo de Niceia, ou seja, o Credo que nós hoje professamos. Já São Gregório de Nazianzo, que se tornou bispo de Constantinopla, reunia-se do lado de fora das muralhas da cidade com os poucos católicos que permaneciam fiéis, ensinando-lhes a verdadeira fé.
O testemunho de vida desses dois homens que souberam pagar o preço de serem ignorados e perseguidos por crerem na divindade de Cristo ilumina a nós, católicos, que estamos vivendo o tempo do Natal, e por isso nos voltamos para uma extraordinária Verdade: o Menino que nasceu em Belém é verdadeiramente a razão de ser do universo, porque Ele é Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, consubstancial ao Pai.
Também o exemplo de São João Batista, no Evangelho de hoje, é algo que devemos seguir por todos os dias de nossas vidas: exaltar Jesus Cristo, para que Ele cresça e nós diminuamos (cf. Jo 3, 30). É interessante notarmos que, quando as pessoas perguntaram a João Batista se ele era o Messias, João Batista deu respostas cada vez mais breves. Ele disse primeiro: “Eu não sou o Messias”, depois: “Não sou”, e então simplesmente: “Não” (cf. Jo 1, 20-21), como se a sua voz fosse aos poucos morrendo para que o Verbo Encarnado pudesse resplandecer e ressoar nos corações.
São Basílio Magno e São Gregório de Nazianzo souberam ser grandes profetas de Deus justamente porque, quando um profeta fala, é sinal de que ele está calado, pois a voz que deve prevalecer é a do Senhor. Nós não somos chamados a enriquecer o mundo com nossas opiniões, por mais ilustradas que elas sejam, mas devemos ser fiéis transmissores da Palavra de Deus, que não é nossa e veio a este mundo para dar sentido a tudo.
Para que isso aconteça, no entanto, precisamos aos poucos ir desaparecendo, para que apenas Cristo brilhe e apareça. Foi assim que agiram esses dois bispos admiráveis, São Basílio Magno e São Gregório de Nazianzo, São João Batista e também uma ilustre e querida santinha — santinha por carinho, porque em santidade ela é imensa —, cujo aniversário nós celebramos no dia de hoje: Santa Teresinha do Menino Jesus, nascida em 2 de janeiro de 1873, há 153 anos.
Que a sua pequena via, que nos ensina a nos rebaixarmos humildemente diante de Deus para exaltarmos a sua glória, seja para nós uma inspiração e uma recordação de que não somente grandes profetas, bispos e santos precisam diminuir para que Cristo cresça, mas também nós, pobres pecadores, que, de fé em fé, desejam cada vez mais crescer no amor a Nosso Senhor.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.