Hoje – 30 de Julho de 2026
1Palavra dirigida a Jeremias, da parte do Senhor: 2“Levanta-te e vai à casa do oleiro, e ali te farei ouvir minhas palavras”. 3Fui à casa do oleiro, e eis que ele estava trabalhando ao torno; 4quando o vaso que moldava com barro se avariava em suas mãos, ei-lo de novo a fazer com esse material um outro vaso, conforme melhor lhe parecesse aos olhos. 5Fez-se em mim a palavra do Senhor: 6“Acaso não posso fazer convosco como este oleiro, casa de Israel? diz o Senhor. Como é o barro na mão do oleiro, assim sois vós em minha mão, casa de Israel”.
Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
1 Bendize, minh'alma, ao Senhor! †
2 Bendirei ao Senhor toda a vida, *
cantarei ao meu Deus sem cessar! R.
3 Não ponhais vossa fé nos que mandam, *
não há homem que possa salvar.
4 Ao faltar-lhe o respiro ele volta †
para a terra de onde saiu; *
nesse dia seus planos perecem. R.
5 É feliz todo homem que busca †
seu auxílio no Deus de Jacó, *
e que põe no Senhor a esperança.
6 O Senhor fez o céu e a terra, *
fez o mar e o que neles existe. R.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47“O reino dos céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da lei que se torna discípulo do reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. 53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 13, 47-53)
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam.
Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”.
Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.
No Evangelho de hoje, Jesus conclui o belíssimo discurso do capítulo 13 de São Mateus, conhecido como o discurso das parábolas. Depois de falar às multidões por meio de imagens e comparações, Ele se dirige intimamente aos discípulos, como o pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.
Ao final desse discurso, Jesus apresenta uma última comparação de caráter apocalíptico, isto é, voltada para o fim dos tempos: a rede lançada ao mar. É importante notar que, neste capítulo, dividido entre as parábolas dirigidas à multidão e as explicações dadas aos discípulos, Cristo oferece dois ensinamentos a respeito da história universal.
À multidão, Ele fala por meio da parábola do joio e do trigo; aos discípulos, pela comparação da rede lançada ao mar. Mas qual é a diferença entre esses dois ensinamentos? Ora, a primeira parábola mostra que, dentro da Igreja, há trigo verdadeiro, isto é, cristãos autênticos, mas também há o joio, ou seja, as pessoas que não são verdadeiramente cristãs.
A comparação da rede, porém, apresenta outra distinção. Jesus fala daqueles que foram apanhados pela rede — ou seja, daqueles que têm fé e fazem parte da Igreja —, destacando que, mesmo entre os verdadeiros católicos, podem existir “peixes que não prestam”. A parábola do joio fala daqueles que não pertencem realmente à Igreja; enquanto que a da rede fala daqueles que pertencem a ela, mas não vivem de acordo com a fé que professam.
Por isso, Jesus nos adverte: nós, membros da Igreja e possuidores de uma fé reta, não temos nada garantido, e também corremos o risco da condenação eterna. Não basta, portanto, ter fé: é preciso dar um passo a mais e ser “peixes bons”, e isso significa amar.
Uma vez, então, que recebemos a graça de Deus pelo ato de fé, precisamos frutificar em atos de amor, pois é isso que verdadeiramente distingue os “peixes bons”. De nada adianta possuir uma fé reta e conservar um coração torto.
Jesus fala aos discípulos que estão com Ele na intimidade da casa, que é a Igreja, e mostra que, embora exista muita gente sem fé fora da Igreja, aqueles que estão dentro também precisam reconhecer que sua alma permanece em risco. Ninguém deve dizer presunçosamente: “Sou católico, portanto, estou salvo”. Todos devemos vigiar.
É verdade que recebemos uma grande graça: fomos pescados pela rede, isto é, temos fé e recebemos a graça de Deus. No entanto, a quem muito foi dado, muito também será exigido. Por isso, precisamos cuidar de nossa alma, ser humildes e não julgar os outros.
Como Jesus ensinou, não devemos querer arrancar o joio do meio do trigo, pois o julgamento pertence a outro. São Paulo diz: “Nem eu mesmo me julgo. É verdade que a minha consciência não me acusa de nada, mas nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor.” (1Cor 14, 3-4). Porque quem nos julgará é o Juiz bendito, que um dia virá para separar os peixes bons dos peixes maus.
Confiemo-nos, pois, a Cristo, e não desistamos de amar e de sermos bons católicos, para que, permanecendo humildes diante de Deus e correspondendo à graça divina, possamos perseverar no seu amor até o fim.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.