CNP
Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®
Buscando...

Digite pelo menos 2 caracteres para pesquisar

Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
5ª feira da 2ª Semana da Quaresma

Hoje – 05 de Março de 2026

Primeira Leitura
Leitura do Livro do Profeta JeremiasJr 17, 5-10

5Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 7Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos. 9Em tudo é enganador o coração, e isto é incurável; quem poderá conhecê-lo? 10Eu sou o Senhor, que perscruto o coração e provo os sentimentos, que dou a cada qual conforme o seu proceder e conforme o fruto de suas obras”.

Salmo Responsorial
É feliz quem a Deus se confia!Sl 1,1-2.3.4 e 6

É feliz quem a Deus se confia!

1 Feliz é todo aquele que não anda *
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados, *
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
2 mas encontra seu prazer na lei de Deus *
e a medita, dia e noite, sem cessar. R.

3 Eis que ele é semelhante a uma árvore, *
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo, †
e jamais as suas folhas vão murchar. *
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. R.

4 Mas bem outra é a sorte dos perversos. †
Ao contrário, são iguais à palha seca *
espalhada e dispersada pelo vento.
6 Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, *
mas a estrada dos malvados leva à morte. R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo LucasLc 16, 19-31

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.
20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.
25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.
27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’
30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”’.

Meditação
Os “ricos epulões” dos nossos dias

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 16, 19-31)

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: “Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.
Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.
O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’ O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.

O Evangelho de hoje nos apresenta a história do pobre Lázaro e do rico epulão — termo que significa “banqueteador”, isto é, alguém que vive cercado de grandes festas e abundância. 

Por meio dessa parábola, Jesus quer nos ensinar a ter uma visão sobrenatural da vida que levamos neste mundo. Como seres humanos, precisamos dos bens materiais. Quem tem família, por exemplo, necessita deles para sustentar os filhos e proporcionar condições dignas de vida. No entanto, o problema surge quando perdemos de vista a finalidade última da nossa existência; então, tudo se desordena.

Vivemos hoje em uma sociedade pós-cristã, marcada por um neopaganismo que coloca o mundo material no centro de tudo. Mesmo quando há alguma religiosidade, ela frequentemente se reduz a pedir favores para esta vida presente e, assim, Deus passa a ser visto como alguém a serviço do bem-estar material, e não como a nossa única finalidade. Trata-se, no fundo, de um materialismo supersticioso, no qual a felicidade é buscada apenas no agora.

Diante disso, Jesus nos convida a nos identificarmos com o rico epulão. No relato do Evangelho, o pobre Lázaro tem nome, mas o rico não tem, justamente para que cada um de nós coloque ali o próprio nome. Devemos nos perguntar se não estamos vivendo como se esta vida fosse um grande banquete, preocupados apenas conosco e com os bens materiais, e esquecendo-nos do que realmente importa: o Reino dos Céus.

A finalidade da parábola, portanto, é recordar-nos que este mundo é passageiro. Se tentarmos transformá-lo em um paraíso egoísta, ignorando os outros e deixando-os à margem, como o pobre Lázaro à porta do rico, estaremos, na verdade, preparando a nossa própria condenação. Quem busca fazer deste mundo o seu paraíso acaba criando um inferno para o próximo.

Nos dias atuais, fala-se muito do Céu e das bênçãos de Deus, mas pouco do Inferno. No entanto, o próprio Jesus nos convida a refletir sobre essa realidade, pois somente assim compreendemos plenamente o Evangelho. A parábola mostra que aqueles que vivem apenas para si, buscando a felicidade terrena a qualquer custo, correm o risco de perder a vida eterna.

O rico epulão quis ser feliz sozinho, às custas dos outros, e com isso fez da vida do pobre Lázaro um inferno já nesta terra. Por isso, somos chamados a examinar a nossa consciência e perguntar-nos: será que não estamos também causando sofrimento aos nossos irmãos e, com isso, preparando a nossa condenação eterna?

É tempo de Quaresma, tempo de conversão. Que essa Palavra nos leve à reflexão sincera e ao arrependimento, para que não vivamos apenas para este mundo, mas para Deus.

Escolher data
Janeiro 2024