07 de Fevereiro de 2026
Naqueles dias, 4o rei Salomão foi a Gabaon para oferecer um sacrifício, porque esse era o lugar alto mais importante. Salomão ofereceu mil holocaustos naquele altar. 5Em Gabaon o Senhor apareceu a Salomão, em sonho, durante a noite, e lhe disse: “Pede o que desejas e eu to darei”. 6Salomão respondeu: “Tu mostraste grande benevolência para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com sinceridade, justiça e retidão de coração para contigo. Tu lhe conservaste essa grande benevolência e lhe deste um filho que hoje ocupa o seu trono. 7Portanto, Senhor meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. 8Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso, que não se pode contar ou calcular. 9Dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” 10Essa oração de Salomão agradou ao Senhor. 11E Deus disse a Salomão: “Já que pediste estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, 12vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti. 13Mas dou-te também o que não pediste, tanta riqueza e tanta glória como jamais haverá entre os reis, durante toda a tua vida”.
Ó Senhor, ensinai-me os vossos mandamentos!
9 Como um jovem poderá ter vida pura? *
Observando, ó Senhor, vossa palavra. R.
10 De todo o coração eu vos procuro, *
não deixeis que eu abandone a vossa lei! R.
11 Conservei no coração vossas palavras, *
a fim de eu não peque contra vós. R.
12 Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; *
os vossos mandamentos ensinai-me! R.
13 Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero *
os decretos que ditou a vossa boca. R.
14 Seguindo vossa lei me rejubilo *
muito mais do que em todas as riquezas. R.
Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo, que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 6, 30-34)
Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
Texto do episódio:
No Evangelho de hoje, Jesus nos mostra todo o seu zelo e amor pelo povo, providenciando-lhes pastores. E, como num retrato do coração compassivo de Cristo, o último versículo apresenta a frase mais importante deste Evangelho: “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor” (v. 34).
Essa frase se encontra também no Evangelho de São Mateus, mas, no fundo, ela é um eco do Antigo Testamento. Quando estava prestes a morrer, para que o povo não ficasse como ovelhas sem pastor, Moisés escolheu Josué. É o que nos diz o Livro do Deuteronômio (cf. 34, 9; Nm 27, 12ss). Depois, num tempo em que Israel já tinha rei (um mau rei, Acabe), o profeta Miquéias, segundo o Primeiro Livro de Reis, disse que o povo estava disperso como ovelhas sem pastor (cf. 22, 17).
É importante recordarmos isso para percebermos que o povo de Deus já existia no Antigo Testamento, mas infelizmente estava mais uma vez vivendo longe do Senhor. Serão, inclusive, os sacerdotes, os fariseus e os líderes do povo que irão crucificar Jesus, mostrando com isso que os pastores de Israel, aqueles a quem Deus havia confiado o seu povo, não estavam sendo fiéis a esse encargo. Por isso, Cristo se compadece e deseja providenciar pastores para o seu povo.
E onde Ele encontra esses pastores? Voltemos ao início do Evangelho, onde se diz especificamente: “Naquele tempo, os Apóstolos se reuniram com Jesus e contaram tudo aquilo que eles tinham feito e ensinado” — Aqui, é interessante observarmos que, desde o início, os sacerdotes católicos ensinam a Palavra de Cristo, e administram os Sacramentos de Cristo. Diante disso, Nosso Senhor lhes faz um convite: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco” (cf. Mc 6, 30-31).
Muitas pessoas acreditam que com essa frase Jesus mostrou compaixão pelos pastores — algo que de fato é verdadeiro —, mas não foi somente isso: mostrou também o coração generoso dos Apóstolos, porque desde o início eles foram mais do que simples funcionários, pois não apenas repetiram uma mensagem ou um encargo, como um embaixador ou procurador de outrem. Antes, os discípulos de Cristo foram chamados a repetir a vida de seu Mestre em generosidade e doação, e a ser pastores conforme o Coração d’Ele, conforme nos recorda a profecia.
Ora, ao chegarem ao lugar retirado, os Apóstolos poderiam ter dito: “Agora chega! Já fizemos tudo o que tínhamos de fazer”. No entanto, “muitos partiram e reconheceram que eram eles e, ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão”. Então, embora estivesse muito cansado, Ele “teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas” (cf. Mt 6, 33-34).
Rezemos, pois, pelos nossos sacerdotes e pelas vocações generosas que se consagram ao Senhor. Que o Coração generosíssimo de Cristo seja também o coração que alimenta os nossos pastores.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.