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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
3ª feira da 3ª Semana da Quaresma

Hoje – 10 de Março de 2026

Primeira Leitura
Leitura da Profecia de DanielDn 3, 25. 34-43

Naqueles dias, 25Azarias parou e, de pé, começou a rezar; abrindo a boca no meio do fogo, disse: 34“Oh! Não nos desampares nunca, nós te pedimos, por teu nome, não desfaças tua aliança 35nem retires de nós tua benevolência, por Abraão, teu amigo, por Isaac, teu servo, e por Israel, teu Santo, 36aos quais prometeste multiplicar a descendência como estrelas do céu e como areia que está na beira do mar. 37Senhor, estamos hoje reduzidos ao menor de todos os povos, somos hoje o mais humilde em toda a terra, por causa de nossos pecados; 38neste tempo estamos sem chefes, sem profetas, sem guia, não há holocausto nem sacrifício, não há oblação nem incenso, não há um lugar para oferecermos em tua presença as primícias, e encontrarmos benevolência; 39mas, de alma contrita e em espírito de humildade, sejamos acolhidos, e como nos holocaustos de carneiros e touros 40e como nos sacrifícios de milhares de cordeiros gordos, assim se efetue hoje nosso sacrifício em tua presença, e tu faças que nós te sigamos até ao fim; não se sentirá frustrado quem põe em ti sua confiança. 41De agora em diante, queremos, de todo o coração, seguir-te, temer-te, buscar tua face; 42não nos deixes confundidos, mas trata-nos segundo a tua clemência e segundo a tua imensa misericórdia; 43liberta-nos com o poder de tuas maravilhas e torna teu nome glorificado, Senhor”.

Salmo Responsorial
Recordai, Senhor, a vossa compaixão!Sl 24(25),4bc-5ab.6-7bc.8-9

Recordai, Senhor, a vossa compaixão!

4b Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,*
c e fazei-me conhecer a vossa estrada!
5a Vossa verdade me oriente e me conduza,*
b porque sois o Deus da minha salvação. R.

6 Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura *
e a vossa compaixão que são eternas!
7b De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia*
c e sois bondade sem limites, ó Senhor! R.

8 O Senhor é piedade e retidão,*
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
9 Ele dirige os humildes na justiça,*
e aos pobres ele ensina o seu caminho. R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo MateusMt 18, 21-35

Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias, tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

Meditação
Vivemos do perdão e precisamos perdoar

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 18, 21-35)

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida.
O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.
Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida.
É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

No Evangelho de hoje, São Pedro pergunta a Jesus quantas vezes devemos perdoar, já sugerindo uma resposta: “Sete vezes”. No entanto, apesar de essa oferta parecer bastante generosa — e até excessiva —, Jesus transborda em generosidade e responde: “Até setenta vezes sete” (Mt 18, 22).

Para explicar melhor a Pedro, Ele conta a parábola de um servo que possui uma dívida enorme, mas que suplica por perdão ao seu patrão e este, movido de compaixão, perdoa-lhe tudo. Porém, logo depois, este mesmo servo encontra um companheiro que lhe deve uma quantia pequena, e manda lançá-lo na prisão.

O que Jesus quer nos ensinar com essa história? Recordar-nos daquilo que rezamos no Pai-Nosso: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Pois, se pedimos perdão pelas nossas faltas, mas não estamos dispostos a perdoar, então não estamos verdadeiramente arrependidos, cometendo o pior dos pecados: a soberba.

Quando julgamos os outros de cima para baixo e dizemos: “Isso eu não perdoo”, esquecemo-nos de que Deus nos olha do alto e diz: “Eu perdoo”. Diante do Senhor, somos humildes; diante do próximo, muitas vezes somos orgulhosos. Contudo, se vivemos do perdão, não podemos nos colocar acima dos outros e, portanto, precisamos perdoar.

Isso não significa que o pecado deixa de ser pecado ou que a ofensa não é real. Significa que devemos estar dispostos a perdoar, porque dependemos da misericórdia divina. Não podemos, diante do trono de Deus, suplicar: “Senhor, tenha misericórdia de mim”, e depois desejar justiça implacável para os outros. Ou pedimos justiça para todos — inclusive para nós — ou pedimos misericórdia para todos.

Não pode haver dois pesos e duas medidas: para mim, misericórdia; para o outro, ira e castigo. Deus nos perdoa sempre e faz de tudo para nos conduzir ao arrependimento, permitindo às vezes que sintamos as consequências dos nossos pecados — o que chamamos de castigo — não para nos destruir, mas para nos salvar, do mesmo modo que um pai olha com severidade para o filho, justamente porque deseja que ele se arrependa e peça perdão. 

Quando nos preocupamos apenas com a justiça aplicada aos outros, esquecemos que somos os primeiros necessitados de compaixão divina. Peçamos, portanto, misericórdia para nós e para todos, entendendo que, se Deus manifestar sua severidade bondosa, será sempre para o nosso bem, pois até o olhar firme do Pai é expressão de seu amor, que deseja perdoar.

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Janeiro 2024