Hoje – 14 de Abril de 2026
32A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um. 36José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.
Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
1a Deus é Rei e se vestiu de majestade, *b revestiu-se de poder e de esplendor! R.
c Vós firmastes o universo inabalável, †
2 vós firmastes vosso trono desde a origem, *
desde sempre, ó Senhor, vós existis! R.
5 Verdadeiros são os vossos testemunhos, †
refulge a santidade em vossa casa,*
pelos séculos dos séculos, Senhor! R.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b“Vós deveis nascer do alto. 8O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.
9Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 3, 7b-15)
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.
Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade, te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.
No Tempo Pascal, nós celebramos a Ressurreição de Jesus. Porém, no Evangelho de hoje, Nosso Senhor fala de uma ressurreição que nós devemos viver: “Vós deveis nascer do alto” (Jo 3, 7b).
Claro, haverá a nossa ressurreição no último dia, quando terminar toda a história da humanidade. Mas, enquanto isso, existe uma outra ressurreição que precisa acontecer: o nascer do alto. E esse nascimento se dá quando nós, crendo em Cristo, recebemos a graça e somos refeitos por dentro.
Nosso Senhor afirma no Evangelho que, elevado na Cruz, atrairá todos a si. De fato, o seu amor encontra-se como que velado, escondido sob o drama tremendo e horripilante da crucificação; e, no entanto, é precisamente ali que se revela todo o seu infinito amor por nós. Desse modo, atraídos por esse imenso sacrifício de Nosso Senhor, nós cremos e, crendo, nascemos de novo. Eis o projeto de Deus para nós.
De forma concreta, isso acontece quando recebemos o Batismo. Naquele momento, há uma intervenção real da graça de Deus. Os evangélicos pentecostais, de modo geral, tendem a desvalorizar os sacramentos. Para eles, os cristãos “renascidos” são aqueles que fizeram uma “experiência de fé”, chamada de “batismo no Espírito Santo”, mas que, na prática, é uma experiência mais subjetiva e emocional.
Não é ruim ter uma experiência íntima com Cristo Ressuscitado — isso é bom. Entretanto, o essencial é sermos refeitos pela graça do Batismo, o primeiro dos sacramentos, aquele que nos insere na vida cristã. É da Cruz de Cristo que nascem os sacramentos — do seu lado aberto brotaram a água (do Batismo) e o sangue (da Eucaristia).
O Espírito Santo, que sopra onde quer, deseja verdadeiramente nos fazer renascer. Como o vento que não sabemos de onde vem nem para onde vai, Ele toca os nossos corações, chamando-nos a crer cada vez mais em Cristo e a buscar a renovação da graça, seja pelo Batismo, seja pelo sacramento da Confissão, que restaura nossa vida espiritual.
Por isso, neste Tempo Pascal, somos chamados a uma vida nova. Precisamos nascer de novo e do alto, deixando-nos transformar pela graça do Ressuscitado, que nos purifica e nos refaz. Assim, viveremos plenamente a condição de filhos de Deus, que recebemos no Batismo.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.