19 de Janeiro de 2026
Naqueles dias, 16Samuel disse a Saul: “Basta! Deixa-me dizer-te o que o Senhor me revelou esta noite”. Saul disse: “Fala!” 17Então Samuel começou: “Por menor que sejas aos teus próprios olhos, acaso não és o chefe das tribos de Israel? O Senhor ungiu-te rei sobre Israel 18e te enviou em expedição, com a ordem de eliminar os amalecitas, esses malfeitores, combatendo até que fossem exterminados. 19Por que não ouviste a voz do Senhor, e te precipitaste sobre os despojos e fizeste o que desagrada ao Senhor?” 20Saul respondeu a Samuel: “Mas eu obedeci ao Senhor! Realizei a expedição a que ele me enviou. Trouxe Agag, rei de Amalec, para cá, e exterminei os amalecitas. 21Quanto aos despojos, o povo reteve, das ovelhas e dos bois, o melhor do que devia ser eliminado para sacrificar ao Senhor teu Deus em Guilgal”. 22Mas Samuel replicou: “O Senhor quer holocaustos e sacrifícios, ou quer a obediência à sua palavra? A obediência vale mais que o sacrifício, a docilidade mais que oferecer gordura de carneiros. 23A rebelião é um verdadeiro pecado de magia, um crime de idolatria, uma obstinação. Assim, porque rejeitaste a palavra do Senhor, ele te rejeitou: tu não és mais rei”.
A todo homem que procede retamente,
eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
8 Eu não venho censurar teus sacrifícios, *
pois sempre estão perante mim teus holocaustos;
9 não preciso dos novilhos de tua casa *
nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. R.
16bComo ousas repetir os meus preceitos *ce trazer minha Aliança em tua boca?
17 Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *
e deste as costas às palavras dos meus lábios! R.
21 Diante disso que fizeste, eu calarei? *
Acaso pensas que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo *
e manifesto essas coisas aos teus olhos. R.
23 Quem me oferece um sacrício de louvor, *
este sim é que me honra de verdade.
A todo homem que procede retamente, *
eu mostrarei a salvação que vem de Deus. R.
Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” 19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 2, 18-22)
Naquele tempo, os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.
No Evangelho de hoje, os fariseus novamente causam uma polêmica perguntando por que os discípulos de João jejuavam, e os de Jesus não. Então, Nosso Senhor dá uma resposta surpreendente: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles?”.
Aqui, nos deparamos com a realidade do Cristo Esposo, no qual Deus e a humanidade, duas naturezas infinitamente distantes uma da outra, estão unidas. Poderíamos dizer que Jesus não é somente o Esposo: Ele é o casamento em si mesmo; Aquele que reúne em sua Pessoa o Céu e a terra.
E nós somos chamados a participar das núpcias de Cristo exatamente rompendo um jejum, por meio da Eucaristia. Ao comungarmos, enquanto a aparência de pão estiver em nossos estômagos e Jesus estiver tocando em nossas vísceras, existirá ali o contato entre o Corpo de Cristo e o nosso corpo, a Alma de Cristo e a nossa alma. Então, através da divina humanidade de Cristo, estaremos em uma profunda união com Deus.
Devemos sempre procurar refletir sobre o mistério da Eucaristia; o mistério da união do homem com Deus, para não cometermos o terrível erro de comungarmos mal, ou seja, de receber a comunhão sem nos darmos conta de quem nós recebemos e de que, naquele momento, precisamos ter uma relação de intimidade com Deus da mesma forma que uma esposa tem com o seu esposo. Afinal, não é possível comungar verdadeiramente sem dar atenção para Aquele que está unido à nossa alma.
É interessante que, na Santa Missa, o padre diz: “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Que ceia seria essa? São as núpcias do Cordeiro; a festa de casamento em que iremos nos unir a Jesus, e Jesus se unir a nós. Portanto, a cada vez que formos receber o Santíssimo Corpo de Cristo, devemos nos recolher interiormente e dedicar o máximo de tempo a Nosso Senhor enquanto Ele sacramentalmente estiver presente nas espécies eucarísticas, ou seja, durante o tempo da digestão, até que as aparências do pão se desfaçam em nosso corpo. Isso permite com que sejamos mais íntimos de Nosso Senhor, nosso Esposo.
Assim, verdadeiramente, a comunhão será uma refeição espiritual, porque Cristo é o Pão dos fortes e será Aquele que irá nos revigorar, dando-nos forças para desenvolver a capacidade de amar. Assim, crescendo na fé, na esperança e na caridade, poderemos um dia chegar às núpcias definitivas e à festa das bodas do Cordeiro no Céu.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.