Hoje – 19 de Março de 2026
Naqueles dias, 4a Palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5a“Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: 12Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 13Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. 14aEu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. 16Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’”.
Eis que a sua descendência durará eternamente.
2 Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, *
de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
3 Porque dissestes: "O amor é garantido para sempre!" *
E a vossa lealdade é tão firme como os céus. R.
4 "Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, *
e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor.
5 Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, *
de geração em geração garantirei o teu reinado!" R.
27 Ele, então, me invocará: 'Ó Senhor, vós sois meu Pai, *
sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!'
29 Guardarei eternamente para ele a minha graça *
e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. R.
Irmãos, 13não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”. 22Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça.
Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.
21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 24aQuando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 1, 16.18-21.24a)
Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.
Celebramos hoje, com grande alegria, a Solenidade de São José, Padroeiro da Igreja universal e nosso poderoso protetor. Celebrar São José no meio da Quaresma é para nós uma verdadeira alegria, quase como um parêntese neste tempo de penitência e austeridade. Mas, sobretudo, é ocasião para contemplarmos a grande bondade de Deus, que nos concedeu protetores tão santos como a Virgem Maria e São José.
Depois de Nossa Mãe Santíssima, não existe pessoa humana mais santa do que São José. Isso se compreende facilmente pelo fato de que a santidade cresce à medida que a pessoa se aproxima de Cristo, o Verbo eterno feito carne, com o qual São José conviveu diariamente. E não conviveu da mesma forma que os habitantes de Nazaré, mas dentro da mesma casa, numa intimidade profunda.
A própria Sagrada Escritura nos diz que José era um homem justo. Desse modo, é impossível que alguém como José vivesse dia após dia sob o mesmo teto com o Filho de Deus e não crescesse extraordinariamente na santidade! Era como se ele estivesse continuamente em contato com a própria fonte da graça, e a presença de Jesus santificava profundamente o seu coração.
Além disso, havia entre Jesus e José uma intimidade única. Embora soubesse perfeitamente que José não era seu pai biológico, Jesus o chamava de pai. Basta recordarmos a passagem em que Ele é encontrado no Templo depois de três dias, e a Virgem Maria lhe diz — “Teu pai e eu te procurávamos”. Era com José, portanto, que Jesus convivia no trabalho da carpintaria, na vida cotidiana, numa profunda harmonia de corações.
Por isso, o culto que a Igreja presta a São José possui uma dignidade especial. Ao longo dos séculos, a Igreja foi tomando cada vez mais consciência da grandeza deste santo. O depósito da fé é o mesmo desde os Apóstolos, mas a sua compreensão foi se desenvolvendo com o passar do tempo, sob a ação do Espírito Santo, e assim aconteceu também com a devoção a São José. Nos primeiros séculos, a Igreja concentrou-se sobretudo na contemplação do mistério de Cristo. Depois, aprofundou-se na consciência da grandeza da Virgem Maria. Então, hoje, podemos dizer que vivemos num tempo em que cresce a consciência da missão e da santidade de São José.
É curioso perceber que, no Evangelho, São José aparece de modo extremamente discreto. Nenhuma palavra sua foi registrada nas Escrituras. Ele está sempre presente, mas em silêncio, e por esse motivo podemos chamá-lo verdadeiramente de “o grande silencioso” — título atribuído a Nossa Senhora, Virgem do silêncio. Contudo, esse silêncio, ao longo dos séculos, foi revelando uma grandeza cada vez maior.
São José foi escolhido para proteger o próprio Filho de Deus e a Virgem Santíssima, convivendo com eles, tocando o Corpo santíssimo de Jesus e sendo abundantemente santificado por essa proximidade. Logo, ele também possui grande poder de intercessão e especial autoridade contra os demônios.
A Igreja utiliza nomes específicos para indicar os diferentes tipos de culto. A Deus prestamos adoração, chamada latria. Aos santos, prestamos veneração, chamada dulia. À Virgem Maria, por sua santidade incomparável, prestamos uma veneração especial chamada hiperdulia. E, para São José, alguns teólogos utilizam a expressão protodulia, para indicar que ele ocupa o primeiro lugar entre aqueles a quem veneramos.
Santa Teresa d’Ávila, que tinha grande amor por este santo patriarca, dizia que nunca se cansava de recomendar às suas filhas uma profunda devoção a ele e, em seu Livro da Vida, afirma que recebeu inúmeras graças por sua intercessão.
Renovemos, portanto, nossa devoção a São José, verdadeiramente nosso pai e senhor. Pai, porque assim Jesus o chamava, e senhor, porque o próprio Filho de Deus lhe obedecia. Que ele cuide de nós, proteja-nos e interceda pela Igreja militante, que peregrina neste mundo, assim como cuidou de Jesus e de Maria na Sagrada Família.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.