21 de Janeiro de 2026
Naqueles dias, 32Davi foi conduzido a Saul e lhe disse: “Ninguém desanime por causa desse filisteu! Eu, teu servo, lutarei contra ele”. 33Mas Saul ponderou: “Não poderás enfrentar esse filisteu, pois tu és só ainda um jovem e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade”. 37Davi respondeu: “O Senhor me livrou das garras do leão e das garras do urso. Ele me salvará também das mãos desse filisteu”. Então Saul disse a Davi: “Vai, e que o Senhor esteja contigo”. 40Em seguida, tomou o seu cajado, escolheu no regato cinco pedras bem lisas e colocou-as no seu alforje de pastor, que lhe servia de bolsa para guardar pedras. Depois, com a sua funda na mão, avançou contra o filisteu. 41Este, que se vinha aproximando mais e mais, precedido do seu escudeiro, 42quando pôde ver bem Davi, desprezou-o, porque era muito jovem, ruivo e de bela aparência. 43E lhe disse: “Sou por acaso um cão, para vires a mim com um cajado?” E o filisteu amaldiçoou Davi em nome de seus deuses. 44E acrescentou: “Vem, e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais da terra!” 45Davi respondeu: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou a ti em nome do Senhor todo-poderoso, o Deus dos exércitos de Israel que tu insultaste! 46Hoje mesmo o Senhor te entregará em minhas mãos, e te abaterei e te cortarei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres do exército dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra, para que toda a terra saiba que há um Deus em Israel. 47E toda esta multidão de homens conhecerá que não é pela espada nem pela lança que o Senhor concede a vitória; porque o Senhor é o árbitro da guerra, e ele vos entregará em nossas mãos”. 48Logo que o filisteu avançou e marchou em direção a Davi, este saiu das linhas de formação e correu ao encontro do filisteu. 49Davi meteu, então, a mão no alforje, apanhou uma pedra e arremessou-a com a funda, atingindo o filisteu na fronte com tanta força, que a pedra se encravou na sua testa e o gigante tombou com o rosto em terra. 50E assim Davi venceu o filisteu, ferindo-o de morte com uma funda e uma pedra. E, como não tinha espada na mão, 51correu para o filisteu, chegou junto dele, arrancou-lhe a espada da bainha e acabou de matá-lo, cortando-lhe a cabeça. Vendo morto o seu guerreiro mais valente, os filisteus fugiram.
Bendito seja o Senhor, meu rochedo!
1 Bendito seja o Senhor, meu rochedo, †
que adestrou minhas mãos para a luta, *
e os meus dedos treinou para a guerra! R.
2 Ele é meu amor, meu refúgio, *
libertador, fortaleza e abrigo;
É meu escudo: é nele que espero, *
ele submete as nações a meus pés. R.
9 Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, *
nas dez cordas da harpa louvar-vos,
10 a vós que dais a vitória aos reis *
e salvais vosso servo Davi. R.
Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 3, 1-6)
Naquele tempo, Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio”. E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.
Celebramos hoje, com grande alegria, a memória de Santa Inês, virgem e mártir. Ela é uma santa que, nos tempos modernos, infelizmente não é tão conhecida e não possui muitos devotos. Entretanto, na Igreja antiga, ela era um verdadeiro farol de luz.
Inês, quando foi presa, era tão pequenina e frágil de corpo, que, apesar de já ser uma adolescente, não havia algemas grandes o suficiente para prendê-la. No entanto, lendo as atas do seu martírio, vemos como ela, de fato, tornou-se uma gigante pela graça de Deus.
Existe nos santos, devido à sua docilidade e o seu amor para com Jesus, uma força que não lhes pertence, que vem do Alto; e vemos isso com clareza na pequena Inês, a qual, mesmo com seu débil corpo, teve uma coragem admirável, suportando todo tipo de humilhações, torturas e perigos. Como diz o Salmo, ela foi “como um gigante percorrendo o seu caminho” (Sl 18, 6).
Por esse motivo, Santa Inês sempre foi querida e admirada por um número inestimável de devotos da Igreja antiga, e nós deveríamos retomar a nossa devoção por essa santa que, comprovada e historicamente, já ajudou a muitos na luta pela pureza e pela castidade. Mesmo levada ao martírio, essa casta menina se manteve intacta diante não somente das seduções, mas das violências físicas que quiseram fazer contra ela para lhe tirar a pureza. Portanto, ela é a grande guardiã de nossa castidade, e todos aqueles — principalmente os mais jovens — que lutam para manter a pureza, podem se encomendar a Santa Inês e venerá-la, recebendo como ela a força do Alto para preservar a pureza do coração.
Peçamos, pois, a Santa Inês que nos ajude a guardar o nosso corpo de toques impudicos e indecentes, mantendo a nossa virgindade. E se, por algum infortúnio, você já a perdeu, peça então que ela te ajude através da penitência e dos pequenos martírios da vida a recuperar aquela inocência que somente Jesus pode dar de volta. Então, pela intercessão dessa pura menina, poderemos nos tornar gigantes pela graça de Deus na fé, na caridade e na pureza.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.