Hoje – 21 de Fevereiro de 2026
Assim fala o Senhor: 9b“Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia. 11O Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo; serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão. 12Teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas terras a povoar. 13Se não puseres o pé fora de casa no sábado, nem tratares de negócios em meu dia santo, se considerares o sábado teu dia favorito, o dia glorioso, consagrado ao Senhor, se o honrares, pondo de lado atividades, negócios e conversações, 14então te deleitarás no Senhor; eu te farei transportar sobre as alturas da terra e desfrutar a herança de Jacó, teu pai”. Falou a boca do Senhor.
Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei.
1 Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, *
escutai, pois sou pobre e infeliz!
2 Protegei-me, que sou vosso amigo, †
e salvai vosso servo, meu Deus, *
que espera e confia em vós! R.
3 Piedade de mim, ó Senhor, *
porque clamo por vós todo o dia!
4 Animai e alegrai vosso servo, *
pois a vós eu elevo a minh'alma. R.
5 Ó Senhor, vós sois bom e clemente, *
sois perdão para quem vos invoca.
6 Escutai, ó Senhor, minha prece, *
o lamento da minha oração! R.
Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu.29Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” 31Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 5, 27-32)
Naquele tempo, Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”.
Neste primeiro sábado da Quaresma, a Igreja proclama o Evangelho da conversão de São Mateus, em que Jesus diz: “Não vim chamar os justos, mas os pecadores”, anunciando assim uma boa notícia: Ele veio a este mundo por nós.
Para melhor contemplarmos esse Evangelho e a Verdade que Deus quer nos ensinar, é importante falarmos da Virgem Maria. Ela é o Coração Imaculado, materno e bondoso que acolheu Jesus e, desde o início, associou-se a Ele em sua obra da salvação. Maria sabia que o seu Filho não tinha vindo para ela, no sentido de que Cristo veio para salvar os pecadores.
Agora, imaginemos o Coração de Maria e o Coração de Jesus neste mundo cheio de egoísmo, impureza e miséria. Não era de se esperar que eles tivessem nojo de nós? Que Jesus olhasse para as nossas almas e não quisesse se unir a nós, e Maria, olhando para toda a nossa crueldade e ingratidão para com o seu Filho, dissesse: “Não, por você eu não intercedo”? Mas é exatamente o contrário, porque esses dois Corações, santíssimos, são ternamente apaixonados por nós, e por isso suportam nossas grandes misérias e jamais nos abandonam.
Alguns santos receberam de Deus a graça de perceber toda a podridão de uma alma pecadora. Santa Teresa d’Ávila, por exemplo, relata no Livro da Vida que, se nós soubéssemos o que é uma alma em estado de pecado mortal, nunca cometeríamos um pecado mortal sequer, porque a realidade dele é mais terrível do que qualquer cadáver pútrido, decomposto, fétido e asqueroso.
Com o perdão da comparação, imaginemos que alguém tenha servido à mesa um cadáver em decomposição. Quem ousaria se sentar a essa mesa, com um cadáver cheio de vermes a corroê-lo, exalando aquele cheiro medonho e nauseabundo? Nós correríamos assustados! No entanto, o amor de Jesus e de sua Mãe Santíssima por nós é tão grande que eles não nos rejeitam, e ainda Nosso Senhor nos diz: “Eu vim por você, para ressuscitar essa pobre carcaça decomposta que é a sua alma pecadora. Mas não somente isso: estou disposto a dar o meu Sangue na Cruz para que ele, derramado sobre o cadáver infecto, seja causa de ressurreição para a sua alma”.
Portanto, coragem! Jesus veio para nós, e não se sente enojado com a nossa presença; antes, vem correndo até esses miseráveis pecadores de braços abertos, que não merecem o seu divino e perfeitíssimo amor, e tenta levá-los ao caminho do Céu.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.