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A família no centro da política
Sociedade

A família no centro da política

A família no centro da política

Padre Paulo Ricardo em novo pronunciamento na Câmara dos Deputados, em Brasília, fala sobre a terrível ameaça que se avizinha perante a nação: a ideologia de gênero que, inexoravelmente, avança em todas as esferas

Padre Paulo Ricardo20 de Novembro de 2013
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É inegável que a sociedade ocidental como um todo vem passando por um inexorável processo de destruição do conceito de família. Apresentada com belas cores, como sendo uma realidade automática, os tempos modernos, ou ainda decorrente do processo de amadurecimento da sociedade, a ideia de que o conceito de família é retrógrado e obsoleto vem tomando corpo. As novas formulações de família tem sido marteladas nos ouvidos, em programas de televisão, em jornais, revistas e no cinema há pelo menos 30 anos, desde a década de 70, quando a sétima arte brindou o mundo com "Kramer x Kramer" (1979) e sua pregação de que existem diversos tipos de família, de que elas não precisam ser como as tradicionais etc. Desde então o que se vê é a reengenharia incidindo sobre a definição de família.

Ora, isso não está ocorrendo ao acaso, naturalmente, como os seus ideólogos querem fazer crer, mas se trata de uma estratégia milimetricamente pensada, com objetivos e agentes claramente identificáveis. Também não se trata de teoria da conspiração, como iremos ver.

O documento "Agenda de Gênero: redefinindo a igualdade" é um resumo de um livro escrito por Daily O´Leary, uma americana que participou pessoalmente da Conferência do Cairo (1994) e de Pequim (1995). Como militante na defesa da família, ao participar em Pequim, ela se assustou ao perceber que as grandes fundações e as ONGs financiadas por elas, estavam muitíssimo preocupadas em inserir nos registros da Conferência o termo "gênero". Tanto que neles se lê o vocábulo nada menos que 211 vezes.

Em inglês, a palavra " gender" é sinônimo da palavra "sex" e, originalmente, não há diferença entre elas, porém, ideólogos como Judith Butler, introduziram na linguagem uma diferenciação entre elas. O "sexo" seria aquele com o qual a pessoa nasce. Biologicamente se pode ser homem ou mulher. Gênero, por sua vez, é uma construção social, a identidade que se constrói ao longo da vida e pode ser masculina, feminina, bissesexual, transexual, entre outros. É um construto social. As grandes fundações tem despejados rios de dinheiro em pesquisa e em financiamento de ONGS pelo mundo todo, cooptando pessoas para que militem a favor da chamada "ideologia de gênero".

Hoje em dia, quando se ouve a palavra gênero, parece ser mais polido e politicamente correto proferi-la em vez de se usar a palavra "sexo", pois ela carregaria a conotação da relação sexual. É uma armadilha. Gênero não é sexo. É uma construção social.

Os ideólogos sabem que quanto mais cedo inocularem nas mentes das pessoas o que pretendem, mais fácil implantarão esse conceito na sociedade. Para tanto, objetivam agora atingir o sistema educacional cooptando as crianças desde mais tenra idade, pois assim fica mais fácil moldá-las. Desejam educá-las para escolha do seu objeto de satisfação sexual, não importando qual, pois todos são possíveis. Querem, em última análise, formar uma sociedade sexualmente versátil.

Pode parecer loucura, absurdo, mas é a realidade. Já está sendo implantada aqui mesmo no Brasil. Não se engane. Trata-se de uma estratégia demolidora, revolucionária cujo objetivo maior é destruir a família.

No documento citado, na página 23, a resposta para a pergunta crucial: por que querem destruir a família? Trata-se de um trecho extraído da obra "A origem da família, da propriedade privada e do Estado", assinado por Engels, mas cujo rascunho original foi escrito pelo próprio Karl Marx. Ele diz:

A primeira luta de classes que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher no casamento monogâmico, e a primeira opressão de classe coincide com a submissão do sexo feminino pelo masculino.

Para o marxismo, a origem das desigualdades sociais é a família, e a primeira propriedade privada que existiu não foi uma cerca, mas sim, a mulher. O homem toma posse da mulher, domina-a e este conceito de família patriarcal, em que o macho é o proprietário da mulher e dos filhos é o da família burguesa, portanto, deve ser destruída. Eles afirmam que não haverá igualdade social enquanto subsistir a família, pois é a raiz de todas as opressões, portanto, os papéis tradicionais de pai, mãe, esposo, esposa, pais e filhos, todos eles devem ser abolidos, posto que opressores.

Não estamos, porém, diante de um grupo de pessoas que obedecem a ação do tempo, a maturação da história e que, diante disso, estão agindo para repensar a família. Não. Estamos diante de um grupo de pessoas que querem derrubar a família propositalmente porque, para eles, ela é fonte de desigualdade. E o instrumento utilizado para destruir a família, neste momento, é a abordagem de gênero.

Não é curioso que feministas, ao invés de insistirem numa abordagem da mulher, sob a perspectiva da mulher, sob os direitos da mulher, martelem justamente a perspectiva de gênero? Isso ocorre porque o conceito de mulher ainda está ligado ao papel social tradicional de mãe, esposa. As feministas chamam tal situação de ditadura do biologismo. "Abaixo a biologia! É preciso reverter os papéis!", bradam elas.

Por tudo isso, quando se ouvir a palavra "gênero" a luz de alerta deve se acender. Embora, eles queiram assim encenar, não há nada ao acaso, tudo foi sistematicamente elaborado e vem sendo sistematicamente aplicado pelas grandes fundações e ONGs internacionais financiadas por elas, com o aval e usando a estrutura da ONU para impor aos países a agenda destruidora que visa tão somente abolir a família.

Pode parecer que eles não vão conseguir, já que não têm o apoio da sociedade, contudo, eles têm estratégia e já testaram toda a metodologia, com sucesso, em um país especialmente escolhido, a Suécia. Na década de 60, os socialistas suecos elaboraram um plano pedagógico de como poderiam levar a sociedade a se tornar igualitária justamente pela destruição da família. O livro "A Caminho da Igualdade", escrito por Alva Myrdal e também o trabalho que ela desenvolveu ao lado do marido, Gunnar Myrdal, apresentam com clareza a ideia de que é necessário pegar as crianças na mais tenra infância para moldá-las de acordo com os novos parâmetros de gênero. Assim, o primeiro passo dado naquele país foi tirar as crianças do convívio paterno. Segundo eles, aos sete anos, início da idade escolar, a identidade sexual já está definida, por isso, para montar a identidade de forma versátil, desde o primeiro ano de idade é preciso dar a elas educação integral.

Ao abordarem, no Brasil, esse tipo de educação, o que se está dando início é à metodologia pensada pelos ideólogos de gênero, que pretende tornar as crianças sexualmente versáteis. Neste momento, somente uma atitude é exigida: parar, refletir e tomar as rédeas do problema.

De nada adiantará continuar na mentalidade de avestruz, com a cabeça enfiada na areia sem encarar o problema. É urgente sair da zona de conforto, da sensação de anestesia que toma conta do país. Como se tudo fosse uma evolução natural da sociedade e não um plano orquestrado, com muitas vidas empenhadas para a implantação desse novo sistema. E eles contam justamente com o silêncio dos crédulos, daqueles que acreditam na família e acham que nada irá destrui-la.

Além disso, a palavra e o conceito de "gênero" vem sendo inoculado no sistema jurídico do país. Existem inúmeros projetos de lei que se utilizam da terminologia e visam pouco a pouco implantá-la em todas as esferas da sociedade.

Tudo isso está muito bem documentado. Basta ler os livros. Ler Simone de Beauvoir, feminista, que dizia que não se nasce mulher, mas se torna mulher. Ler Sulamita Firestone, marxista, que dizia que de nada adianta querer igualdade na sociedade e tratar as mulheres como escravas, e que a diferença entre a esposa e a prostituta é que a segunda faz sexo mediante pagamento, portanto, como um trabalhador assalariado, enquanto a esposa tem status de escravo, pois trabalha e nada recebe. Para ela, em termos de dignidade humana e hierarquia, a prostituta está em grau mais elevado que a esposa, mãe de família.

Que eles queiram fazer isso, muito bem. Mas que o façam dentro da regra do jogo democrático, ou seja, avisando o que está se pretendendo fazer, pois o povo tem o direito de saber. Que ajam como um navio singrando os mares, de modo aberto, sob o sol, mas não como um submarino, sub-repticiamente.

Nesse momento da história é preciso tomar uma decisão. Cada pessoa, cada brasileiro, cada cristão deve interromper o curso de suas próprias vidas para salvar o patrimônio da família, dedicando todo o tempo, a carreira, energia nessa luta, pois, ou colocamos tudo o que somos e temos nesse projeto ou eles obterão o que intentam. Ninguém haverá de detê-los. Eles estão decididos a implantar essa louca ideologia a qualquer curso e para isso não pouparam nem as próprias vidas.

Ninguém escolheu o tempo que iria nascer nem a vida que iria viver. Se nascemos nesses tempos dramáticos, devemos fazer o que nos é devido. Deus nos pedirá contas desse tempo. É preciso coragem para interromper a própria vida para salvar algo maior. Se não o fizermos, se não lutarmos para salvar o patrimônio extraordinário da humanidade, da civilização que é a família, ela irá sucumbir.

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A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
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Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

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Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

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Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
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Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

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Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
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Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

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