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Mensagem de Natal do Padre Paulo Ricardo: "O Eterno em nossa História"

A cada Natal do Senhor, nós cristãos professamos a fé neste encontro que é a Encarnação do Verbo. O encontro da eternidade de Deus e da história humana.

No tradicional Anúncio de Natal (Kalendas), a Mãe Igreja recorda o nascimento de Jesus no quadro da grande história da humanidade. Ao marcar neste evento o ano zero de nosso calendário, os cristãos recordam que ali se encontra o centro e o sentido de toda a história humana.

Celebrar o Natal é abrir as portas de nossa história (pequena ou grande) para que o Rei da Glória realize efetivamente a profecia de ser Deus Conosco, Emanuel.

A todos os irmãos, amigos e colaboradores, que fizeram parte de nossa história em 2012, desejamos este admirável encontro com o Eterno. Só assim teremos um feliz e santo Natal!

Precônio Natalino (Kalendas de Natal)

*O calendário lunar varia a cada ano. Esta ano de 2012 o Natal se celebra na décima primeira lua.

Texto em latim

Texto em português

Octavo Kalendas ianuarii. Luna undecima*.

Vinte e cinco de Dezembro. Décima primeira Lua*.

Innumeris transactis sæculis a creatione mundi, quando in principio Deus creavit cælum et terram et hominem formavit ad imaginem suam;

Tendo transcorrido inúmeros séculos desde a criação do mundo, quando no princípio criara Deus o céu e a terra, e formara o homem à sua imagem;

permultis etiam sæculis, ex quo post diluvium Altissimus in nubibus arcum posuerat, signum fœderis et pacis;

Também muitíssimos séculos de quando, depois do dilúvio, o Altíssimo assentara sobre as nuvens o arco-íris, sinal da aliança e da paz;

a migratione Abrahæ, patris nostri in fide, de Ur Chaldæorum sæculo vigesimo primo;

Vinte e um séculos depois da partida de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus;

ab egressu populi Isræl de Ægypto, Moyse duce, sæculo decimo tertio;

Treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés;

Ab unctione David in regem, anno circiter milesimo;

Cerca de mil anos depois da unção de David como rei de Israel;

Hebdomada sexagesima quinta, juxta Danielis prophetiam;

Na sexagésima quinta semana, segundo a profecia de Daniel;

Olympiade centesima nonagesima quarta;

Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada

Ab Urbe condita anno septingentesimo quinquagesimo secundo;

No ano setecentos e cinquenta e dois da fundação da cidade de Roma;

Anno imperii Cæsaris Octaviani Augusti quadragesimo secundo;

Do Império de César Otaviano Augusto, ano quadragésimo segundo;

Toto Orbe in pace composito, Iesus Christus, æternus Deus æternique Patris Filius, mundum volens adventu suo piissimo consecrare, de Spiritu Sancto conceptus, novemque post conceptionem decursis mensibus in Bethlehem Iudæ nascitur ex Maria Virgine factus homo:

Quando em todo o orbe reinava a paz, Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai, querendo santificar o mundo com a sua piedosíssima vinda, concebido do Espírito Santo, tendo transcorrido nove meses depois da concepção, nasce em Belém da Judeia da Virgem Maria, feito homem:

Nativitas Domini Nostri Iesu Christi secundum carnem.

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo carne.

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Nossa Senhora do Rosário

Um exército com o Rosário nas mãos!

Pode parecer uma das armas mais inadequadas porém, para o católico que crê na intervenção do sobrenatural, o Rosário já se demonstrou historicamente como uma arma de eficácia extraordinária.

É o que nos recorda o Santo Padre o Papa Leão XIII na encíclica Supremi Apostolatus Officio (01/09/1883). Seja contra a heresia, seja contra as armadas inimigas, Nossa Senhora do Rosário demonstrou-se grande Auxiliadora dos Cristãos e a Mãe que conduz seus filhos à Vitória.

Referências:

  1. Clique aqui para ler a Encíclica Supremi Apostolatus Officio do papa Leão XIII

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Jesus está no chão

Apresentamos este comovente vídeo como ilustração das partículas que realmente caem no chão ou ficam nas mãos do comungante que assim as recebe.

O conselho é claro: Receba a comunhão da boca, com o uso da patena, que foi criada justamente para esta finalidade. Caso você opte por comungar na mão ou não possa comungar na boca, ao menos verifique suas mãos.


O Diretório Litúrgico publicado pela CNBB recorda o seguinte a respeito da Comunhão recebida na mão:

13.7 Comunhão na mão

No dia 03 de abril de 1995, a Congregação do Culto Divino enviou notificação sobre a Comunhão na mão (Prot. n. 720/85):

1) Comunhão na mão deve se manifestar, tanta como com a comunhão na boca, o respeito pela presença real de Cristo na Eucaristia.

2) De acordo com os ensinamentos dos Santos Padres, insista-se no “Amém” que o fiel pronuncia como resposta à fórmula do ministro: “O Corpo de Cristo”, O amém deve ser uma afirmação de fé.

3) O fiel que receber a comunhão leva-a à boca, ficando com a rosto voltado para o altar, antes de regressar ao seu lugar.

4) É da Igreja que o fiel recebe a Eucaristia, por isso deverá recebê-la sempre do ministro que distribui a comunhão e não se servir a si mesmo.

5) Recomenda-se a todos, em particular às crianças, a limpeza das mãos, como sinal de respeito para com a Eucaristia.

6) Recomenda-se vigiar para que pequenos fragmentos do pão eucarística não se percam.

7) Jamais se obrigará algum fiel a adotar a prática da comunhão na mão. Deixar-se-á a liberdade de receber a comunhão na mão ou na boca, em pé ou de joelhos.

(Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2012. Brasília, 2011, pg. 31-32).

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Tradição e Futuro

Pe. Kramer nos dá pistas para reencontrarmos a nossa tradição católica.

Pe. Joseph Kramer, FSSP, aborda de maneira muito lúcida os encontros e desencontros nos últimos 50 anos. Neste breve vídeo o sacerdote nos explica como a juventude de hoje acha a "modernidade" ultrapassada. Pe. Kramer nos dá pistas para reencontrarmos a nossa tradição católica.