CNP
Christo Nihil Praeponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Evangelize compartilhando!
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®
Um plano diabólico contra a Eucaristia
Liturgia

Um plano diabólico contra a Eucaristia

Um plano diabólico contra a Eucaristia

O diabo quer levar as almas para o inferno através da profanação do Santíssimo Sacramento.

Equipe Christo Nihil Praeponere12 de Novembro de 2015
imprimir

A encarnação de Deus é um evento fundamental para o gênero humano. Depois da aliança com Noé e Abraão, depois da libertação do Egito, depois de todos os profetas terem anunciado a mensagem salvífica e a promessa de uma redenção definitiva, Aquele que é desde sempre e para sempre fez-Se um de nós para nos elevar, assim, à condição de filhos do Pai (cf. Jo 1, 12). São João explica o significado desse acontecimento singular com palavras belíssimas: "Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos Ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados" (1 Jo 4, 10). O homem pode agora amar porque recebeu o amor de quem o é por natureza, de quem Se desfez de sua dignidade real, assumindo um corpo de carne, para curar o coração humano, ferido pelo pecado. Essa é a alegria do Evangelho.

Jesus Cristo, "verdadeiro Deus e verdadeiro homem", redimiu a natureza humana em todas as suas dimensões. Por causa da culpa original, cujo salário é a morte, nenhum homem poderia mais alcançar a vida eterna (cf. Rm 6, 23). Os portões do Céu haviam se fechado e nada, senão o sacrifício do cordeiro de Deus (cf. Hb 7, 26), poderia abri-los novamente. Na cruz, Cristo humilhado entrega-Se em um verdadeiro holocausto — não simbólico, como eram os sacrifícios do Antigo Testamento —, pelo qual perdoa cada falta dos homens para conceder-lhes de novo a posse da vida eterna. Jesus padeceu uma dor fora das possibilidades de um homem qualquer, a fim de resgatar-nos das mãos do diabo.

É natural, portanto, que as pessoas pensem ser a morte de cruz a mais grave das humilhações de Cristo. Mas Ele não Se limitou ao sacrifício cruento do madeiro. Na noite anterior à sua morte, reuniu-Se com os apóstolos na celebração de sua derradeira páscoa. Os relatos bíblicos contam que, tomando o pão e o vinho, Jesus deu graças, elevou-os ao céu e disse: "Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim […] Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós" ( Lc 22, 19-20).

Com a instituição da Santa Missa, isto é, da celebração eucarística, Jesus antecipou sua paixão; tornou-Se alimento para a nossa alma. É por isso que os santos são unânimes em dizer que, ao esconder-Se sob o véu do sacramento, no pão e no vinho, Jesus humilhou-Se ainda mais do que na encarnação, pois enquanto nesta, por um lado, Ele assumiu o corpo do homem, que é "imagem e semelhança de Deus" (Gn 1, 27), na Eucaristia, por outro, colocou-Se totalmente aos seus cuidados, na fragilidade das partículas eucarísticas. "Mais humilhação e mais aniquilamento na Hóstia Santíssima; mais que no estábulo, e que em Nazaré, e que na cruz. Por isso, como estou obrigado a amar a Missa!", assim resumia São Josemaria Escrivá [1].

O Santo Sacrifício da Missa é a mais perfeita das celebrações de culto a Deus. Tamanha é a reverência da Igreja à sua sacra liturgia, que ela não se preocupa em exagerar no louvor e no zelo. Pelo contrário, o Magistério convida-nos insistentemente a uma opção preferencial pela Eucaristia, pois dela extraímos as forças necessárias ao apostolado com nossos irmãos, mormente com aqueles que mais sofrem. É neste sentido que se deve compreender este discurso surpreendente de São Bernardo de Claraval: "Fica sabendo, ó cristão, que mais se merece participar devotamente de uma Santa Missa do que distribuir todas as riquezas aos pobres ou fazer peregrinações por toda a terra" [2]. É claro que São Bernardo — de cuja regra monástica podemos extrair um exímio exemplo de austeridade e atenção aos pobres — não desmerecia o trabalho social; mas, antes, fazia valer aquelas palavras sempre válidas de Nosso Senhor: "Nem só de pão vive o homem, mas [...] de tudo o que sai da boca do Senhor" (cf. Mt 4, 4; Lc 4, 4; Dt 8, 3).

O zelo do cristão pela Hóstia Santa justifica-se por aquilo que explicamos acima. Jesus Eucarístico é o pobre dos pobres, que Se submete aos nossos cuidados. Jesus Eucarístico é, outrossim, o remédio salutar para nossas imperfeições. Na oração do Pai Nosso, após a súplica para que se realize a vontade de Deus no Céu e na Terra, pedimos-Lhe que nos dê, hoje, o "pão nosso de cada dia". Esse pão, diferentemente do que se costuma pensar, não é o pão comum, o alimento material. Trata-se, na verdade, da divina Eucaristia, conforme esclarece Santa Teresa d'Ávila: "Está Ele a ensinar-nos a fixar a nossa vontade nas coisas do Céu, e a pedir a graça de começarmos a gozar dele aqui debaixo: e havia de meter-nos em coisas tão baixas como pedir de comer?" [3]. Santa Teresa demonstra que o "pão nosso de cada dia" é deveras o meio pelo qual o Pai tornou possível ao homem realizar a vontade d'Ele "assim na Terra como no Céu". De fato, a Eucaristia "é o remédio mais válido e radical contra as idolatrias de ontem e de hoje" [4].

Eis o porquê de Satanás fazer guerra à Santa Missa. Ele odeia todos os sacramentos, especialmente a Eucaristia e a confissão. Em nossos dias, assistimos com perplexidade a inúmeros insultos ao sacrifício eucarístico, às vezes mesmo dentro da Igreja. É seu plano diabólico levar os fiéis a comunhões sacrílegas, pois, desse modo, ele consegue tanto profanar a dignidade deste augusto sacramento como também ganhar almas para o inferno, através do pecado da indiferença. Notem o que diz São Paulo: "Todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor" (1 Cor 11, 27). O apóstolo fala à comunidade de Corinto, onde parece estar ocorrendo graves profanações. "Essa é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos", explica (1 Cor 11, 30). Deus permite que essas mazelas se perpetuem para arrependermo-nos e "não sermos condenados com o mundo" (1 Cor 11, 32).

Um dos sinais mais evidentes de que há ofensas à Eucaristia em uma comunidade é a divisão. Onde reina a fofoca, a luta por cargos, o desprezo mútuo e a indiferença, não pode haver verdadeiro culto a Deus. Esse lugar é a casa do diabo. Nada prospera porque estão como que amarrados pela idolatria. Aqueles que não conseguem desenvolver apostolado frutífero em um determinado local, examinem, portanto, de que maneira as pessoas deste mesmo local, dessa comunidade, paróquia etc., costumam tratar o Santíssimo Sacramento. Não há de assustar-se acaso descobrir profanações e, até, rituais de magia negra. Os sintomas de delitos como esses são exatamente os descritos anteriormente.

Nas aparições de Fátima, a Virgem Santíssima suplicou pela reparação às ofensas cometidas contra o seu Imaculado Coração e o Sagrado Coração de seu Filho. Com efeito, o anjo de Portugal fez o mesmo pedido, ensinando as três crianças a rezar aquela famosa oração: "Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão por aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam". Ao longo da história, os santos pregaram a necessidade da chamada hora santa, um tempo de adoração ao Santíssimo, no intuito de consolar a Deus pelas ofensas cometidas contra seu santo nome. Temos, enfim, esta grande exortação de Santo Agostinho: "Ninguém come essa carne, sem antes a adorar; pecaríamos se não a adorássemos" [5].

A própria Liturgia, quando bem celebrada, segundo as normas estabelecidas pela Madre Igreja, é um excelente meio de reparação aos ataques contra a santidade de Nosso Senhor na Eucaristia. A sabedoria do Magistério estabeleceu essas diversas normas e sinais externos para auxiliar a natureza decaída do homem a contemplar mais facilmente a divindade de Cristo, seja pela maneira de se receber a comunhão, seja pela orientação dos atos litúrgicos. É o que explica esta nota do Concílio de Trento: "A natureza humana é tal que não pode ser facilmente elevada à meditação das coisas divinas, sem ajudas externas: por conta disso a Igreja, como uma mãe amorosa, estabeleceu certos ritos [...] para tornar mais evidente a majestade de um sacrifício tão grande" [6]. Essa reverência se completa ainda mais pela ação de graças que todo fiel deveria fazer por algum tempo após o término da celebração. São Charbel Makhluf não perdia a oportunidade de render louvores a Deus, antes e após a Missa, chegando a passar mais de três horas em atitude de adoração.

A Eucaristia é a fonte e o ápice da nossa vida cristã. Sobretudo neste tempo de neopaganismo, é nosso dever defendê-la de todos os ataques malignos, demonstrando, por meio de nossas atitudes, a sacralidade de sua natureza. Salvando a Eucaristia, a Eucaristia nos salvará.

Referências

  1. Cf. São Josemaría Escrivá, Caminho. Trad. port. de Alípio M. de Castro. 9.ª ed., São Paulo: Quadrante, p. 171, n. 533.
  2. Catilina Rivas. A Santa Missa: Testemunho de Catalina. Trad. port. Lívia Barbosa Burin. 1.ª ed., São Paulo: Secretariado de Nossa Senhora, Rainha da Paz, 2004, p. 9.
  3. Santa Teresa d'Ávila, Caminho de Perfeição. Trad. port. das Carmelitas Descalças do Convento de Santa Teresa do Rio de Janeiro. Petrópolis: Vozes, 2014, p. 200.
  4. Bento XVI, Homilia para Solenidade de Corpus Christi, de 22 mai. 2008.
  5. Santo Agostinho, Enarrationes in Psalmos 98, 9 (PL 37, 1264).
  6. DS 1746.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
imprimir

Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
imprimir

Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
versão pdfimprimir

Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
imprimir

Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.