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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
São Justino, mártir, Memória

Hoje – 01 de Junho de 2026

Primeira Leitura
Leitura da Segunda Carta de São Pedro2Pd 1,2-7

Caríssimos, 2graça e paz vos sejam concedidas abundantemente, porque conheceis Deus e Jesus, nosso Senhor. 3O seu divino poder nos deu tudo o que contribui para a vida e para a piedade, mediante o conhecimento daquele que, pela sua própria glória e virtude, nos chamou. 4Por meio de tudo isso nos foram dadas as preciosas promessas, as maiores que há, a fim de que vos tornásseis participantes da natureza divina, depois de libertos da corrupção, da concupiscência no mundo. 5Por isso mesmo, dedicai todo o esforço em juntar à vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento, 6ao conhecimento o autodomínio, ao autodomínio a perseverança, à perseverança a piedade, 7à piedade o amor fraterno e ao amor fraterno a caridade.

Salmo Responsorial
Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente.Sl 90(91),1-2.14-15ab.15c-16

Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente.

1 Quem habita ao abrigo do Altíssimo *
e vive à sombra do Senhor onipotente,
2 diz ao Senhor: "Sois meu refúgio e proteção, *
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente". R.

14 "Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo *
e protegê-lo, pois meu nome ele conhece.
15a Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, *
b a seu lado eu estarei em suas dores R.

c Hei de livrá-lo e de glória coroá-lo, †
16 vou conceder-lhe vida longa e dias plenos, *
e vou mostrar-lhe minha graça e salvação". R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo MarcosMc 12,1-12

Naquele tempo, 1Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da lei e anciãos, usando parábolas: “Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha a alguns agricultores e viajou para longe. 2Na época da colheita, ele mandou um empregado aos agricultores para receber a sua parte dos frutos da vinha. 3Mas os agricultores pegaram o empregado, bateram nele e o mandaram de volta sem nada. 4Então o dono da vinha mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram. 5Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros. 6Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até os agricultores, pensando: ‘Eles respeitarão meu filho’. 7Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros: ‘Esse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa’. 8Então agarraram o filho, o mataram e o jogaram fora da vinha. 9Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores e entregará a vinha a outros. 10Por acaso, não lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; 11isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos’?” 12Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Porém ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.

Meditação
São Justino e a defesa da fé católica

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Mc 12, 1-12)

Naquele tempo, Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas: “Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha a alguns agricultores, e viajou para longe. Na época da colheita, ele mandou um empregado aos agricultores para receber a sua parte dos frutos da vinha. Mas os agricultores pegaram no empregado, bateram nele, e o mandaram de volta sem nada. Então o dono da vinha mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram. Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros. Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até aos agricultores, pensando: ‘Eles respeitarão meu filho’. Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros: ‘Esse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa’. Então agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha. Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores, e entregará a vinha a outros. Por acaso, não lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixaram de lado, tornou-se a pedra mais importante; isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos’?” Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Porém, ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.

Celebramos hoje, com grande alegria, a memória de São Justino, mártir. São Justino viveu no período que chamamos de era subapostólica, isto é, uma época ainda muito próxima dos Apóstolos, quando havia pessoas que os tinham conhecido diretamente. Estamos, portanto, diante da primeira geração de cristãos que sucedeu os Apóstolos em meio às perseguições e martírios que assolavam a Igreja.

Nascido na Samaria, a mesma região onde Jesus encontrou a mulher junto ao poço de Sicar, São Justino era leigo, profundamente estudioso — poderíamos dizer que foi um verdadeiro filósofo cristão — e, convencido de que a fé católica era a verdadeira filosofia, dedicou-se não apenas ao estudo da doutrina, mas também à defesa pública da Igreja diante do Império Romano.

Foi ele quem escreveu as famosas “Apologias”, dirigidas ao imperador Antonino Pio. Nessas obras, São Justino descreve detalhadamente a vida dos cristãos e explica ao mundo pagão aquilo que era a fé católica. E é impressionante perceber como, já naquele período tão antigo da história da Igreja, aparece claramente a identidade católica do cristianismo.

Ao descrever a vida da Igreja, São Justino não apresenta uma comunidade baseada apenas em interpretações individuais das Escrituras. Pelo contrário: ele descreve uma Igreja sacramental, hierárquica e profundamente litúrgica. Seus relatos sobre a Santa Missa são extraordinários e revelam que muitas partes da Missa existentes ainda hoje já estavam presentes na Igreja dos primeiros séculos, mostrando assim que esta nasceu católica.

Entretanto, São Justino não foi apenas um intelectual brilhante e um apologista da fé: ele também confirmou tudo aquilo que escreveu com o testemunho do próprio sangue, defendendo a Verdade com a própria vida e tornando-se mártir por amor a Cristo.

Talvez seja exatamente por isso que sua figura seja tão atual para os nossos tempos. Hoje, mais do que nunca, precisamos de homens e mulheres semelhantes a São Justino: leigos que estudem profundamente a doutrina cristã, conheçam verdadeiramente a fé e sejam capazes de defendê-la diante das confusões do mundo moderno. Porque a crise que atravessamos não é apenas intelectual; ela é espiritual. Vivemos tempos de grande apostasia, nos quais muitos cristãos abandonam a fé diante das menores pressões. Antigamente, para fazer um cristão negar Cristo, eram necessárias prisões, torturas e ameaças de morte. Hoje, muitas vezes, basta o medo de ser rejeitado, criticado ou excluído socialmente para que tantos abandonem as Verdades da fé.

Ideologias contrárias ao Evangelho, relativismo moral, indiferentismo religioso e tantas outras confusões se espalham rapidamente porque faltam cristãos profundamente enraizados na Verdade. Nesse contexto, enxergamos uma das grandes lições de São Justino: ele não buscou apenas um conhecimento teórico da fé, mas, pelo estudo, pela oração e pela santidade, chegou a um conhecimento experimental das Verdades divinas. Ou seja, a Verdade da fé deixou de ser apenas uma ideia intelectual e tornou-se experiência viva em sua alma.

Quando alguém realmente experimenta a Verdade de Cristo, torna-se capaz até mesmo de derramar o próprio sangue por amor ao Evangelho. Por isso, precisamos pedir a Deus não só inteligência para conhecer a fé, mas também um coração disposto a vivê-la profundamente. Além disso, o estudo da doutrina deve nos conduzir à santidade, e não apenas ao acúmulo de informações.

Que o extraordinário São Justino interceda por nós do Céu e alcance-nos a graça de experimentarmos as Verdades que ele defendeu com seus escritos e com sua vida, para que também nós sejamos verdadeiramente dignos das promessas de Cristo.

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Janeiro 2024

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