Hoje – 02 de Junho de 2026
Caríssimos, 12esperais com anseio a vinda do dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão? 13O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. 14Caríssimos, vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz. 15Considerai também como salvação a longanimidade de nosso Senhor. 17Vós, portanto, bem-amados, sabendo disto com antecedência, precavei-vos, para não suceder que, levados pelo engano destes ímpios, percais a própria firmeza. 18Antes procurai crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, desde agora, até o dia da eternidade. Amém.
Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós!
2 Já bem antes que as montanhas fossem feitas †
ou a terra e o mundo se formassem, *
desde sempre e para sempre vós sois Deus. R.
3 Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, *
quando dizeis: "Voltai ao pó, filhos de Adão!"
4 Pois mil anos para vós são como ontem, *
qual vigília de uma noite que passou. R.
10 Pode durar setenta anos nossa vida, *
os mais fortes talvez cheguem a oitenta;
a maior parte é ilusão e sofrimento: *
passam depressa e também nós assim passamos. R.
14 Saciai-nos de manhã com vosso amor, *
e exultaremos de alegria todo o dia!
16 Manifestai a vossa obra a vossos servos, *
e a seus filhos revelai a vossa glória! R.
Naquele tempo, 13as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes para apanharem Jesus em alguma palavra. 14Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: é lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?” 15Jesus percebeu a hipocrisia deles e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda, para que eu a veja”. 16Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. 17Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 12, 13-17)
Naquele tempo, as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?”
Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus.
No Evangelho de hoje, vemos Jesus dizer: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mc 12, 17). À primeira vista, parece uma receita simples, uma expressão clara da justiça: dar a cada um aquilo que lhe pertence. No entanto, existe aqui uma realidade mais profunda: sem a ação do Espírito Santo em nós, não somos capazes de viver plenamente essa verdade.
Mas, afinal, o que devemos dar a Deus? A resposta é: tudo. Precisamos dar tudo a Ele, sem nada reservar a nós mesmos. E, na realidade, quando damos algo às outras pessoas, para que nossa ação seja verdadeiramente justa, devemos fazê-lo por amor a Deus. Assim, se realizarmos todas as coisas por amor a Ele, estaremos dando tudo a Deus.
E como permanecer recordando de Deus o tempo todo? Como amar a esposa, o esposo, os filhos e os irmãos com um amor que seja também amor por Cristo? Como dar a cada um aquilo que lhe pertence se o Espírito Santo não estiver sustentando o nosso coração? Como viver plenamente aquilo que a teologia chama de virtude da religião, isto é, render a Deus o culto e a entrega que lhe são devidos?
Quando olhamos para Jesus crucificado, contemplamos n’Ele o Sacerdote que oferece o sacrifício, mas também a própria vítima, o Cordeiro Imolado. Na Cruz, Cristo é o Sacerdote, Cristo é o Altar e Cristo é o Cordeiro, mas algo parece faltar: o Fogo. Sim, porque todo sacrifício necessita do fogo, e esse Fogo é o Espírito Santo. É Ele quem arde no coração de Jesus, fazendo-o entregar absolutamente tudo ao Pai, até mesmo a própria vida, por amor, dizendo: “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito”.
Na Cruz, Nosso Senhor realizou o exemplo mais sublime, mais radical e mais profundo da virtude da religião: Ele deu a Deus o que é de Deus, entregando-se completamente. E nós? Como seremos capazes de amar como Cristo amou? Se a mensagem terminasse aqui, o Evangelho seria apenas um moralismo esmagador, uma exigência impossível de cumprir, porque dentro de nós existe algo que resiste e esperneia para não se doar.
Entretanto, é justamente por isso que o Espírito Santo vem em nosso auxílio, acendendo em nós a chama que nos torna capazes de nos entregar a Deus. Foi isso que Nossa Senhora perguntou aos pastorinhos em Fátima: “Quereis entregar-vos a Deus?”. Eles responderam: “Sim, queremos”, e então nossa Mãe Santíssima abriu os braços, e uma luz celeste envolveu aquelas crianças de tal forma que, a partir daquele momento, suas vidas foram transformadas.
Quando contemplamos a vida de São Francisco Marto e Santa Jacinta Marto, ficamos admirados: como crianças tão pequenas puderam amar e se entregar dessa forma? Porque havia um Fogo escondido em seus corações: o Espírito Santo, o qual, pela intercessão da Virgem Maria, foi infundido em seus corações e deu-lhes a capacidade de amar.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.