Hoje – 05 de Setembro de 2026
6Irmãos, apliquei essa doutrina a mim e a Apolo por causa de vós, para que o nosso exemplo vos ensine a não vos inchar de orgulho, tomando o partido de um contra outro, e a “não ir além daquilo que está escrito”. 7Com efeito, quem é que te faz melhor que os outros? O que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido? 8Vós já estais saciados! Já vos enriquecestes! Sem nós, já começastes a reinar! Oxalá estivésseis mesmo reinando, para nós também reinarmos convosco! 9Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou, a nós, apóstolos, em último lugar, como pessoas condenadas à morte. Tornamo-nos um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens. 10Nós somos os tolos por causa de Cristo; vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo. Nós somos os fracos; vós, os fortes. Vós sois tratados com toda a estima e atenção, e nós, com todo o desprezo. 11Até a presente hora, padecemos fome, sede e nudez; somos esbofeteados e vivemos errantes; 12fadigamo-nos, trabalhando com as nossas mãos; somos injuriados, e abençoamos; somos perseguidos, e suportamos; 13somos caluniados, e exortamos. Tornamo-nos como que o lixo do mundo, a escória do universo, até o presente. 14Escrevo-vos tudo isso não com a intenção de vos envergonhar, mas para vos admoestar como meus filhos queridos. 15De fato, mesmo que tivésseis dez mil educadores na vida em Cristo, não tendes muitos pais. Pois fui eu que, pelo anúncio do Evangelho, vos gerei em Jesus Cristo.
O Senhor está perto de quem o invoca!
17 É justo o Senhor em seus caminhos, *
é santo em toda obra que ele faz.
18 Ele está perto da pessoa que o invoca, *
de todo aquele que o invoca lealmente. R.
19 O Senhor cumpre os desejos dos que o temem, *
ele escuta os seus clamores e os salva.
20 O Senhor guarda todo aquele que o ama, *
mas dispersa e extermina os que são ímpios. R.
21 Que a minha boca cante a glória do Senhor †
e que bendiga todo ser seu nome santo *
desde agora, para sempre e pelos séculos. R.
1Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” 3Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam sentindo fome? 4Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 6, 1-5)
Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?”
Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.
No Evangelho de hoje, de forma especial, Jesus fala do dia de sábado — e, sendo hoje sábado, é importante compreendermos o significado dessa prescrição do Antigo Testamento, que deveria ser observada neste dia, mas que, com o Novo Testamento e a Ressurreição de Cristo, passamos a cumprir no domingo, o dia do Senhor — dies Domini, em latim. Trata-se, em essência, de reservar um tempo para Deus.
A realidade inquestionável do preceito de “guardar o sábado”, isto é, do terceiro Mandamento, está no fato de que existe nele, em primeiro lugar, uma lei natural: todo ser humano deve compreender que precisa dedicar um tempo para Deus. Entretanto, nós, cristãos, temos muito mais consciência de que o nosso tempo deve ser para o divino Esposo, Jesus Cristo.
Nosso Senhor, na conclusão do Evangelho, diz que “o Filho do Homem”, ou seja, Ele próprio, “é Senhor também do sábado”. Isso pode ser interpretado em vários níveis, mas, em seu sentido mais profundo, significa que Ele é a razão do sábado. Guardar esse tempo significa estar com Ele, permanecer em sua presença e unir-se a Ele como a esposa deseja unir-se ao mais amoroso dos esposos.
Qualquer pessoa que namora ou é casada sabe que amar significa investir tempo. Não adianta, por exemplo, um pai de família dizer depois de um longo dia de trabalho: “Ah, agora quero descansar, ficar sozinho e me trancar no quarto”. Afinal, sendo casado, é necessário reservar um tempo à esposa e aos filhos, pois o amor exige presença. Nesse contexto, Jesus é o Esposo de todas as almas que são convidadas por Ele a estar mais próximas e, por isso, precisamos dar o nosso tempo a Ele.
Podemos aplicar essa verdade do Evangelho também ao nosso país. Nós, católicos brasileiros, que conhecemos a nossa altíssima vocação, precisamos compreender que uma das coisas mais importantes que podemos fazer pelo bem de nosso país e pelo bem comum é rezar, estando unidos a Jesus e pedindo misericórdia pelo Brasil e por nossas famílias, para que Deus, em sua compaixão, preserve-nos dos males e dos castigos que sabemos merecer.
Diante disso, não podemos ignorar nossa vocação e tentar “nos livrar de Deus”, cumprindo o mais rápido possível a obrigação da oração. Ora, além de essa ser uma atitude de quem não se importa com Jesus, o 3º Mandamento nos recorda justamente o contrário: Deus quer estar conosco e deseja que dediquemos tempo a isso.
E a vocação de estar com Cristo e de oferecer-lhe um tempo de amor tem repercussões para o bem comum. No Antigo Testamento, as cidades condenadas de Sodoma e Gomorra poderiam ter sido poupadas se nelas houvesse justos que invocassem a misericórdia de Deus. Assim também acontece com o Brasil e com o nosso mundo: precisamos de almas que tenham vida de oração, permaneçam unidas a Cristo e implorem a misericórdia divina. Pois Deus quer nos salvar, mas não quer nos salvar sem a nossa cooperação. Como dizia Santo Agostinho: “Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti”.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.