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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
6ª feira da 31ª Semana do Tempo Comum

Hoje – 06 de Novembro de 2026

Primeira Leitura
Leitura da carta de São Paulo aos FilipensesFl 3,17-4,1

17Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que vivem de acordo com o exemplo que nós damos. 18Já vos disse muitas vezes e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. 19O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago, a glória deles está no que é vergonhoso e só pensam nas coisas terrenas. 20Nós, porém, somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o nosso salvador, o Senhor, Jesus Cristo. 21Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso, com o poder que tem de sujeitar a si todas as coisas. 4,1Assim, meus irmãos, a quem quero bem e dos quais sinto saudade, minha alegria, minha coroa, meus amigos, continuai firmes no Senhor.

Salmo Responsorial
Que alegria quando ouvi que me disseram: Vamos à casa do Senhor!Sl 121(122),1-2.3-4a.4b-5

Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1 Que alegria, quando ouvi que me disseram:*
"Vamos à casa do Senhor!"
2 E agora nossos pés já se detêm,*
Jerusalém, em tuas portas. R.

3 Jerusalém, cidade bem edificada *
num conjunto harmonioso;
4a para lá sobem as tribos de Israel,*
as tribos do Senhor. R.

b Para louvar, segundo a lei de Israel,*
o nome do Senhor.
5 A sede da justiça lá está *
e o trono de Davi. R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo LucasLc 16,1-8

Naquele tempo, 1Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta!’ 7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.

Meditação
Colocar a inteligência a serviço de Deus

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 16, 1-8)

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’.
Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!” O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.

No Evangelho de hoje, Jesus nos apresenta a parábola do administrador desonesto, que, ao final, é elogiado pelo patrão por causa de sua esperteza. 

Aqui, é importante compreendermos que Cristo não está nos ensinando a agir de maneira corrupta, pois foi exatamente isso que aquele administrador fez. Sabendo que perderia o emprego, prejudicou o próprio patrão, concedendo aos devedores uma redução de suas dívidas para conquistar amigos que, mais tarde, poderiam acolhê-lo.

O que o patrão elogia, portanto, não é a desonestidade, mas a esperteza com que o administrador agiu. O próprio Jesus nos oferece a chave de leitura para compreender essa parábola ao dizer: “Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz” (Lc 16, 8). Assim, Nosso Senhor nos ensina a colocar a nossa inteligência a serviço de Deus, como um dom que Ele mesmo nos concedeu para servi-lo.

Muitas vezes, pensamos que basta simplesmente ter fé, como se a inteligência não tivesse importância na vida espiritual. Ora, a própria fé é uma virtude que se encontra no intelecto; logo, é evidente que precisamos da inteligência para crer. O mesmo acontece no exercício de outras virtudes, sobretudo a prudência. 

Jesus espera exatamente isso de nós: que sejamos inteligentes estrategistas de Deus, exercendo a prudência e colocando nossa capacidade de pensar, discernir e agir a seu serviço. Talvez alguém pergunte: “Mas se Deus é infinitamente sábio, por que precisaria da nossa inteligência?”. A resposta é simples: Deus não necessita dela, mas deseja servir-se de nossa inteligência para que, por meio dela e por um ato de nossa vontade, também contribuamos para a sua maior glória.

Quando trabalhamos por Deus com prudência, lealdade e amor, driblando as artimanhas do demônio e frustrando os seus planos, damos a Nosso Senhor uma glória especialíssima. Tornamo-nos, desse modo, instrumentos de seu amor e de sua ação neste mundo.

Existem, porém, diferentes tipos de instrumentos. Há instrumentos inanimados, como uma caneta, que simplesmente se deixa conduzir por quem a utiliza, sem oferecer resistência ou tomar qualquer decisão. Nós, seres humanos, ao contrário, somos instrumentos inteligentes e livres, capazes de compreender, discernir, escolher e amar. 

Por isso, podemos oferecer livremente nossa inteligência a Deus, servindo-o não somente com a fé e o amor, mas também através da prudência, do discernimento e da capacidade estratégica que Ele mesmo nos concedeu. E, quando vier a vitória, toda a glória pertencerá a Deus, porque Ele é o grande estrategista e o verdadeiro vitorioso que quis realizar suas obras servindo-se de instrumentos tão pobres, humildes e inadequados como nós.

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