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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
6ª feira da 18ª Semana do Tempo Comum

07 de Agosto de 2026

Primeira Leitura
Leitura da Profecia de NaumNa 2, 1. 3; 3, 1-3. 6-7

2 1“Eis sobre os montes os passos de um mensageiro, que anuncia a paz. Ó Judá, celebra tuas festas, cumpre tuas promessas: nunca mais Belial pisará teu solo; ele foi aniquilado. 3O Senhor há de restaurar a grandeza de Jacó, assim como a grandeza de Israel, pois os ladrões os saquearam e devastaram suas videiras. 3,1Ai de ti, cidade sanguinária, cheia de imposturas, cheia de espoliação e de incessante rapinagem. 2Estalo de chicotes, fragor de rodas, cavalos relinchando, ringir de carros impetuosos, cavaleiros à carga, 3espadas brilhando e lanças reluzentes, trucidados sem conta, mortos aos montes; cadáveres sem fim, tropeça-se sobre os corpos. 6Farei cair sobre ti tuas abominações, e te lançarei em rosto merecidos insultos; de ti farei um exemplo. 7Assim, todos os que te virem, fugirão para longe, dizendo: ‘Nínive está em ruínas! Quem terá compaixão dela? Onde achar quem a console?’”

Salmo Responsorial
Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!Dt 32,35cd-36ab.39abcd.41

Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!

35c Já vem o dia em que serão arruinados *
d e o seu destino se apressa em chegar.
36a Porque o Senhor fará justiça ao seu povo *
b e salvará todos aqueles que o servem. R.

39a Saibam todos que eu sou, somente eu *
b e não existe outro Deus além de mim:
c quem mata e faz viver, sou eu somente, *
d sou eu que firo e eu que torno a curar. R.

41 Se eu afiar a minha espada reluzente *
e com as minhas próprias mãos fizer justiça,
dos adversários todos hei de me vingar *
e vou retribuir aos que odeiam. R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo MateusMt 16, 24-28

Naquele tempo, 24Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.26De fato, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.

Meditação
O verdadeiro sentido da renúncia cristã

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 16, 24-28)

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.
De fato, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? Que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com seu Reino”.

No Evangelho de hoje, vemos que Jesus, depois de anunciar a sua Paixão pela primeira vez após a profissão da fé de São Pedro, fala-nos sobre a necessidade de renunciarmos a nós mesmos, tomarmos a nossa Cruz e o seguirmos. 

Essa realidade de renunciar a si mesmo é a coluna vertebral da moral cristã. Não se trata apenas de seguirmos os Mandamentos, mas também de nos configurarmos a Cristo, fazendo com que haja um processo de morte e ressurreição em nosso interior. Isso é o cristianismo na sua própria essência. 

Podemos dizer que o Batismo é uma morte por afogamento. Quando somos batizados, matamos o homem velho que está dentro de nós, e, saindo das águas batismais, surge um homem novo; é a passagem. Por isso que o Batismo é celebrado na Vigília Pascal. É a noite em que todos nós encontramos a nossa identidade mais profunda: nossa configuração à Páscoa de Cristo, sua Morte e Ressurreição.

No entanto, a exigência batismal parece algo esmagador e excessivo para quem não tem fé. Afinal, parece verdadeiramente desanimador renunciar a si mesmo e tomar a Cruz dia após dia, então por que se aproximar de uma religião que pede a nossa própria morte? Porque, embora haja uma morte verdadeira, as pessoas incrédulas não enxergam que, por trás desse preceito, existe uma grande consolação, na qual nos livramos do peso da vida no pecado e ressuscitamos para uma vida nova, que nos torna capazes de amar. 

A moral cristã não é a moral dos preceitos, mas sim da graça, onde Deus, dentro de nós, opera uma transformação tão grande que, caminhando para a santidade, podemos dizer como São Paulo: “Eu vivo, mas não eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20). 

Se olharmos para a vida dos santos, iremos ver de várias formas diferentes como Deus foi realizando o processo de morte e ressurreição em cada um deles. Na comparação do cristianismo com uma lâmpada, feita por Tertuliano, antigo escritor cristão, vemos que a pessoa que olha de fora vê apenas o fogo que queima e fica assustado, enquanto quem está dentro enxerga o óleo da unção. 

O cristianismo, além de ser marcado pela moral do “vai, renuncia a ti mesmo e toma a tua cruz”, também está submetido à ação do Espírito Santo, cuja graça santificante age em nós. Por isso, peçamos a Nosso Senhor a graça de conseguirmos nos configurar a Cristo, deixarmos nossa vida egoísta de lado e sermos introduzidos na vida maravilhosa do amor.

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