Hoje – 10 de Outubro de 2026
Irmãos, 22a Escritura pôs todos e tudo sob o jugo do pecado, a fim de que, pela fé em Jesus Cristo, se cumprisse a promessa em favor dos que creem. 23Antes que se inaugurasse o regime da fé, nós éramos guardados, como prisioneiros, sob o jugo da Lei. Éramos guardados para o regime da fé, que estava para ser revelado. 24Assim, a Lei foi como um pedagogo que nos conduziu até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. 25Mas, uma vez inaugurado o regime da fé, já não estamos na dependência desse pedagogo. 26Com efeito, vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. 27Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. 28O que vale não é mais ser judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Jesus Cristo. 29Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.
O Senhor se lembra sempre da Aliança!Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
2 Cantai, entoai salmos para ele, *
publicai todas as suas maravilhas!
3 Gloriai-vos em seu nome que é santo, *
exulte o coração que busca a Deus! R.
4 Procurai o Senhor Deus e seu poder, *
buscai constantemente a sua face!
5 Lembrai as maravilhas que ele fez, *
seus prodígios e as palavras de seus lábios! R.
6 Descendentes de Abraão, seu servidor, *
e filhos de Jacó, seu escolhido,
7 ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, *
vigoram suas leis em toda a terra. R.
Naquele tempo, 27enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. 28Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 11, 27-28)
Naquele tempo, enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: ‘Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram’. Jesus respondeu: ‘Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática’.
No Evangelho de hoje, vemos uma mulher dirigindo a Jesus um louvor à Virgem Maria “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram” (Lc 11, 27). Jesus, então, corrige-a, dizendo: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 28).
O que este Evangelho nos ensina a respeito da Virgem Maria? Em primeiro lugar, recordemos que estamos num sábado, dia em que a Igreja honra a Virgem Santíssima e no qual podemos refletir o fato de que ela foi muito mais feliz por ter concebido o Messias no coração do que por tê-lo concebido no ventre. Afinal, de nada adiantaria Maria ter dado à luz nosso Salvador se ela não tivesse um coração que escutasse a Palavra de Deus. Eis o primado da vida espiritual sobre a realidade física e carnal.
No Antigo Testamento, Deus escolheu o povo judeu, formado pelos descendentes de Abraão. A pertença a esse povo estava ligada não somente à religião, mas também à origem familiar. Com Jesus, porém, essa realidade é ampliada, cumprindo-se a profecia de que Abraão teria “uma descendência numerosa como as estrelas do Céu” (cf. Gn 15, 5). Esta já não seria apenas física, genética ou de sangue, mas uma descendência da fé. Por isso, chamamos Abraão de “nosso pai na fé”: porque ele foi o primeiro a acreditar.
Embora Abraão tenha sido o primeiro a crer em Deus, não foi ele quem teve a maior fé. De todos os santos e santas da história da salvação, a maior fé pertenceu à Virgem Santíssima. Maria foi a agraciada, escolhida por Deus e, desde o ventre materno, recebeu uma quantidade de graça maior do que a de todos os santos e anjos juntos. Assim, ela foi crescendo espiritualmente, de fé em fé, até que finalmente o Anjo Gabriel a visitou.
Vemos, então, o ato de fé de Nossa Senhora ao acolher a Palavra de Deus e gerar Cristo em seu coração. Como Santo Agostinho nos recorda: “Antes de conceber no ventre, ela concebeu na alma”. Esta, pois, é a grandeza da Virgem Maria.
Entretanto, seu ato de fé estende-se ao heroísmo de acompanhar o próprio Filho no sacrifício do Calvário. Jesus ofereceu no Calvário o sacrifício perfeitíssimo, mas havia algo que Ele não podia oferecer: o sacrifício da fé. Isso porque Jesus sendo Deus, obviamente, não precisa ter fé.
Desse modo, a fé daquela que ouviu a Palavra de Deus e disse: “Faça-se” (Lc 1, 38), chegou à sua expressão mais extraordinária no sacrifício do Calvário. Que ela, neste sábado, queira nos agraciar, dando-nos uma fé como a sua, para que também nós possamos louvar a Deus e acolher a sua Palavra com um coração inteiramente disposto a colocá-la em prática.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.