Hoje – 11 de Junho de 2026
Naqueles dias, 11,21bmuitas pessoas acreditaram no Evangelho e se converteram ao Senhor. 22A notícia chegou aos ouvidos da Igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia.,23Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. 24É que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor. 25Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. 26Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja, e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos. 13,1Na Igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo. 2Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir.
o Senhor fez conhecer seu poder salvador,
e às nações sua justiça.
1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, *
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e santo *
alcançaram-lhe a vitória. R.
2 O Senhor fez conhecer a salvação, *
e às nações, sua justiça;3a recordou o seu amor sempre fiel *3b pela casa de Israel R.
3c Os confins do universo contemplaram *
a salvação do nosso Deus.
4 Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, *
alegrai-vos e exultai! R.
5 Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa *
e da cítara suave!
6 Aclamai, com os clarins e as trombetas, *
ao Senhor, o nosso Rei! R.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento.11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 10, 7-13)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento.
Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. Ao entrardes numa casa, saudai-a. Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz”.
Celebramos hoje, com grande alegria, a memória de São Barnabé, companheiro de São Paulo em sua primeira viagem missionária.
São Barnabé nasceu em Chipre, uma ilha situada próxima à costa da Terra Santa. Judeu de nascimento, recebeu de seus pais o nome de José. No entanto, após sua conversão ao cristianismo, passou a fazer parte da primeira comunidade dos discípulos em Jerusalém, que vivia tudo em comum, como narram os Atos dos Apóstolos. Foi nesse contexto, então, que ele vendeu suas propriedades e entregou o valor obtido aos Apóstolos, recebendo por isso o apelido de Barnabé, em aramaico “Barnabía”, que significa literalmente “filho do profeta”; porém, os Atos dos Apóstolos interpretaram esse título como “filho da consolação”. Profecia e consolação, portanto, aparecem unidas na sua missão de encorajar, fortalecer e sustentar os irmãos na fé.
Foi justamente Barnabé quem teve um papel decisivo na vida de São Paulo. Depois da conversão de Saulo, muitos cristãos tinham dificuldade em acreditar na sinceridade daquele que antes havia perseguido a Igreja. Existe até a possibilidade de que Barnabé e Saulo tivessem estudado juntos na escola do rabino Gamaliel, razão pela qual se conheciam. Seja como for, Barnabé reconheceu a autenticidade da conversão de Saulo e teve a coragem de apresentá-lo aos Apóstolos.
Ora, após a perseguição aos cristãos em Jerusalém, a fé começou a se espalhar por outras regiões e alcançou os gentios em Antioquia. Enviado, pois, para acompanhar essa nova realidade, Barnabé constatou que a obra de evangelização era grande demais para ser realizada por uma só pessoa, e logo lembrou-se de Saulo.
Desse modo, partindo de Antioquia, na atual Turquia, percorreu mais de duzentos quilômetros até Tarso, cidade natal de Saulo. Foram vários dias de viagem em busca daquele que poderia ajudá-lo na missão. Então, uma vez juntos, eles realizaram um fecundo trabalho apostólico em Antioquia, cidade onde os discípulos de Jesus receberam, pela primeira vez, o nome de cristãos.
Foi também ali que receberam a imposição das mãos e partiram para a primeira grande viagem missionária. É interessante notar que, no início, Barnabé aparece como o líder da missão. O livro dos Atos dos Apóstolos fala constantemente de “Barnabé e Paulo”. Contudo, à medida que Paulo assume maior protagonismo em seu apostolado junto aos gentios, a ordem dos nomes muda: passa-se a falar de “Paulo e Barnabé”.
Barnabé, homem verdadeiramente humilde, não demonstra qualquer dificuldade em aceitar essa mudança, compreendendo que o mais importante não é ocupar o primeiro lugar, mas servir à obra de Deus. Entretanto, a vida dos santos não está livre de dificuldades e controvérsias: quando eles decidem realizar uma segunda viagem missionária, surge um desacordo entre ambos. Barnabé desejava levar João Marcos, seu sobrinho, enquanto Paulo não concordava, recordando que ele havia abandonado a missão anterior. Assim, os dois acabaram se separando, e Barnabé retorna para sua terra natal, em Chipre, onde continua anunciando o Evangelho até sofrer o martírio por amor a Cristo.
O que podemos aprender com a vida de São Barnabé? Muitas virtudes brilham em seu testemunho: a generosidade de desprender-se dos próprios bens; o espírito missionário que o levou a acolher os gentios na Igreja; o zelo apostólico; e a coragem diante das dificuldades. Todavia, talvez uma de suas virtudes mais belas seja a capacidade de caminhar com os outros.
Barnabé soube reconhecer que não podia realizar sozinho toda a obra que Deus lhe confiava. Por isso, procurou um companheiro, um amigo de missão e, mais do que isso, soube alegrar-se quando esse companheiro se tornou maior e mais influente do que ele. Sua humildade permitiu que a graça de Deus frutificasse abundantemente na vida de Paulo e na expansão da Igreja.
Que São Barnabé, filho da consolação, interceda por nós do Céu e ensine-nos suas virtudes, sua generosidade, sua humildade e seu amor a Cristo, a fim de que, a seu exemplo, sejamos capazes de testemunhar o Evangelho com fidelidade, até mesmo nas provações e sacrifícios que a fé exigir de nós.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.