13 de Julho de 2026
10Ouvi a palavra do Senhor, magistrados de Sodoma, prestai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra. 11Que me importa a abundância de vossos sacrifícios? — diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros e de gordura de animais cevados; do sangue de touros, de cordeiros e de bodes, não me agrado. 12Quando entrais para vos apresentar diante de mim, quem vos pediu para pisardes os meus átrios? 13Não continueis a trazer oferendas vazias! O incenso é para mim uma abominação! Não suporto lua nova, sábado, convocação de assembleia: iniquidade com reunião solene! 14Vossas luas novas e vossas solenidades, eu as detesto! Elas são para mim um peso, estou cansado de suportá-las. 15Quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos. Ainda que multipliqueis a oração, eu não ouço: Vossas mãos estão cheias de sangue! 16Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! 17Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva.
A todo homem que procede retamente,
eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
8 Eu não venho censurar teus sacrifícios, *
pois sempre estão perante mim teus holocaustos;
9 não preciso dos novilhos de tua casa *
nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. R.
16b Como ousas repetir os meus preceitos *c e trazer minha Aliança em tua boca?
17 Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *
e deste as costas às palavras dos meus lábios! R.
21 Diante disso que fizeste, eu calarei? *
Acaso pensas que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo *
e manifesto essas coisas aos teus olhos. R.
23 Quem me oferece um sacrifício de louvor *
este sim é que honra de verdade.
A todo homem que procede retamente *
eu mostrarei a salvação que vem de Deus. R.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim. 38Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. 39Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 40Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42Quem der ainda que seja apenas um copo de água fresca a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo, não perderá a sua recompensa”. 11,1Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 10, 34–11, 1)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. Quem vos recebe a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.
O Evangelho de hoje conclui o discurso de Jesus aos seus Apóstolos antes de enviá-los em missão. E, aqui, encontramos uma verdadeira pérola do Evangelho, raramente compreendida: Jesus apresenta-se claramente como Deus feito homem e mostra-nos todas as consequências dessa verdade.
Eis o que Ele diz: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim” (Mt 10, 37-38).
Isso é bastante “escandaloso” para os que não creem. Nós, católicos, cremos verdadeiramente que Cristo não é um ser humano qualquer, mas o próprio Deus eterno, Criador do Céu e da terra e razão de ser do universo, que se fez homem para a nossa salvação. Contudo, poucas pessoas param para refletir sobre o que significa a existência de Deus. Se, com efeito, Ele existe, então nós somos para Ele. Isso significa que não nos pertencemos, e essa é uma realidade da qual ninguém pode escapar.
Os pagãos acreditavam em “deuses”, os quais, no entanto, não passavam de forças cósmicas que poderiam ser colocadas a serviço do homem. Por esse motivo, eles ofereciam sacrifícios, despachos e toda espécie de “trabalhos”, procurando agradar a essas supostas divindades para obter delas algum favor.
Nada disso, porém, tem relação com o Deus verdadeiro. Se existe um único Deus, então Ele é a origem e a razão de ser de tudo o que existe. A consequência é inevitável: nós não nos pertencemos. Fomos criados para Ele. De Deus viemos e para Deus devemos voltar.
Essa razão de ser de todas as coisas, em grego, chama-se “Logos”: o Verbo eterno, a Palavra substancial do Pai. E foi esse Logos que se fez homem, mas não porque tenha deixado de ser Deus, e sim porque assumiu para si uma natureza humana — Corpo e Alma —, de tal forma que essa humanidade pertence a uma Pessoa divina. Portanto, ao contemplarmos Jesus nascido em Belém, crucificado em Jerusalém, ressuscitado e elevado aos Céus, contemplamos o próprio Logos.
Compreendida essa verdade, torna-se claro o que Jesus diz aos seus Apóstolos: “Eu sou a razão de ser de vossas vidas”. A nossa maior realização consiste em amar Cristo acima de todas as coisas: mais do que pai ou mãe, mais do que filho ou filha, mais do que a nós mesmos e à nossa própria vida. Porque, quando o amamos, nada perdemos; ao contrário, encontramos a razão de ser de nossa existência e, precisamente por isso, a verdadeira felicidade.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.