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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
Santa Dulce Lopes Pontes, virgem, Memória

13 de Agosto de 2026

Primeira Leitura
Leitura da Profecia de EzequielEz 12, 1-12

1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não veem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde. 3Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde. 4Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio. 5À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro, pelo qual sairás; 6deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”. 7Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí ao escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles. 8De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 9“Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo? 10Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade. 11Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio. 12O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá ao escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país”.

Salmo Responsorial
Das obras do Senhor não se esqueçam.Sl 77(78),56-57.58-59.61-62

Das obras do Senhor não se esqueçam.

56 Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, *
recusando-se a guardar os seus preceitos.
57 Como seus pais, se transviaram, e o traíram *
como um arco enganador que volta atrás; R.

58 irritaram-no com seus lugares altos, *
provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos.
59 Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, *
e repeliu com violência a Israel. R.

61 Entregou a sua arca ao cativeiro, *
e às mãos do inimigo a sua glória;
62 fez perecer seu povo eleito pela espada, *
e contra a sua herança enfureceu-se. R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo MateusMt 18, 21-19, 1

Naquele tempo, 18,21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

Meditação
Irmã Dulce e o amor a Jesus

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 18, 21-19, 1)

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”. Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: “Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”. O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

Celebramos hoje, com muita alegria, a memória do “Anjo bom da Bahia”: a Irmã Dulce, que fora batizada com o nome de Maria Rita Pontes. Muitos conhecem a vida de entrega desta santa, mas poucos se dão conta de que toda a sua caridade extraordinária para com os pobres era movida por um único amor: o Único Necessário, Jesus Cristo. 

A pequena Maria Rita nasceu em uma família de classe abastada — seu pai era especialista em próteses —, e ela cresceu de uma forma um tanto sapeca: saía com seus irmãos para subir nas árvores, jogava bola e frequentava o estádio de futebol com seu pai aos domingos. Contudo, com a morte da sua mãe, suas tias começaram a educá-la, chegando ao ponto de uma delas dizer a Rita que ela não deveria mais ir ao estádio de futebol, pois era uma menina e precisava ser mais responsável. Então, aos domingos, ela ia com sua tia para o Convento das Clarissas, e ali começou a desenvolver aquilo que se tornou a sua nota característica: o amor pelos pobres. Rita começou a acolhê-los inclusive em sua própria casa, de modo que seu pai, Dr. Augusto, um dia chegou a lhe dizer: “Minha filha, lembre-se que a porta da nossa casa não é a porta do Convento de São Francisco”.

Já crescida, Maria Rita se formou como professora, e logo depois partiu para se consagrar a Deus, entrando na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Essa congregação, que na época era recente, tinha também em si um espírito franciscano, porque o seu fundador foi exatamente um franciscano missionário, que veio ao Brasil. Deixando, assim, sua família com grande sacrifício,  Maria Rita finalmente deu o passo de se entregar a Deus e tornou-se, no dia 13 de agosto de 1933, a Irmã Dulce — adotando o nome de sua falecida mãe. Ela, vestida de noiva e com lâmpadas acesas nas mãos como as virgens prudentes do Evangelho, entrou na Igreja junto de suas companheiras e entregou-se a Nosso Senhor pela salvação das almas. 

Assim, Irmã Dulce levou uma vida heróica de entrega a Deus e aos pobres. Entretanto, é importante ressaltar que, no período de formação em que ela estava no noviciado, ela não podia fazer isso. Ela até chegou a pedir para a madre formadora se poderia auxiliar os necessitados ou dar aula para as crianças, mas a sábia mulher lhe respondeu que existia uma outra maneira concreta de ajudar aquelas pessoas: com a oração. 

Aprendida essa lição, Irmã Dulce não cansou de repetir a vida inteira, para todos, que “a oração é o alimento da alma”. Essa foi uma das frases mais emblemáticas da Irmã Dulce. Que esta santa mulher, portanto, interceda por nós e nos ajude a termos, pelos que mais precisam de nosso auxílio, a mesma caridade e o amor sobrenatural que ela teve, de tal forma que possamos afirmar: “Eu sou apenas um instrumento, porque quem faz as boas obras é Aquele para quem eu rezo, a quem eu amo e a quem eu me entreguei”.

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