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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
3ª feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Hoje – 13 de Outubro de 2026

Primeira Leitura
Leitura da carta de São Paulo aos GálatasGl 5,1-6

Irmãos, 1é para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai, pois, firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão. 2Eis que eu, Paulo, vos digo que Cristo não será de nenhum proveito para vós se vos deixardes circuncidar. 3Mais uma vez, atesto a todo homem circuncidado que ele está obrigado a observar toda a Lei. 4Vós que procurais a vossa justificação na Lei rompestes com Cristo, decaístes da graça. 5Quanto a nós, que nos deixamos conduzir pelo Espírito, é da fé que aguardamos a justificação, objeto de nossa esperança. 6Com efeito, em Jesus Cristo, o que vale é a fé agindo pela caridade; observar ou não a circuncisão não tem valor algum.

Salmo Responsorial
Senhor, que desça sobre mim a vossa graça!Sl 118(119),41.43.44.45.47.48

Senhor, que desça sobre mim a vossa graça!

41 Senhor, que desça sobre mim a vossa graça *
e a vossa salvação que prometestes! R.

43 Não retireis vossa verdade de meus lábios, *
pois eu confio em vossos justos julgamentos! R.

44 Cumprirei constantemente a vossa lei; *
para sempre, eternamente a cumprirei! R.

45 É amplo e agradável meu caminho, *
porque busco e pesquiso as vossas ordens. R.

47 Muito me alegro com os vossos mandamentos, *
que eu amo, amo tanto, mais que tudo! R.

48 Elevarei as minhas mãos para louvar-vos *
e com prazer meditarei vossa vontade. R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo LucasLc 11,37-41

Naquele tempo, 37enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39O Senhor disse ao fariseu: “Vós, fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41Antes, dai esmola do que vós possuís, e tudo ficará puro para vós”.

Meditação
O erro de transformar o bem em mera aparência

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 11, 37-41)

Naquele tempo, enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.

No Evangelho de hoje, em uma polêmica com os fariseus, Jesus nos ensina aquilo que verdadeiramente nos purifica: o amor. Nosso Senhor os alerta para o fato de que uma moral que não envolve o coração não corresponde àquilo que Deus deseja a nós.

Mas o que é a moralidade? O que são a ética e as normas morais? A moral é o estudo daquilo que faz com que o ser humano se realize. Quando praticamos determinados atos e eles nos conduzem à felicidade final, chamamos isso de bem. Ao contrário, quando realizamos atos que nos destroem, que não nos realizam nem nos conduzem à felicidade, chamamos isso de mal. 

Logo, o estudo daquilo que nos faz bem ou mal é o que chamamos de ética ou moral. No entanto, existe no ser humano uma tendência a tornar a ética em mera “etiqueta”: uma série de pequenas regras externas que não envolvem aquilo que, realmente, realiza o ser humano. Fomos feitos para amar e, por isso, a verdadeira ética é a moral do amor.

Ao amarmos, nosso coração entra em sintonia com Deus, que é a nossa plena felicidade, e encontramos aquilo que corresponde ao projeto do Senhor para nós, à nossa meta, à própria razão de ser de nossas vidas. Contudo, os fariseus, em vez de olharem para a realidade desse amor divino, concentram-se em pequenas regras e normas exteriores.

 Se amarmos o nosso irmão e realizarmos boas obras por amor a Deus, estaremos caminhando em direção à razão de ser de nossa existência. Afinal, somente unidos a Ele seremos inteiramente felizes. Entretanto, isso não significa que as normas não tenham valor. Elas são necessárias e precisamos delas inclusive para o convívio social. O problema está na separação entre o comportamento exterior e o coração, isto é, quando nos comprometemos somente externamente com uma norma, sem permitir que ela alcance o nosso interior.

É possível lavar as mãos e purificar aquilo que está fora de nós sem nos preocuparmos com aquilo que acontece dentro do coração. Dessa forma, evitamos entrar naquele processo exigente, essencial e transformador pelo qual o homem velho precisa morrer para que nasça o homem novo, o homem capaz de amar.

E tudo isso só será possível com a ajuda de Deus. Se Ele não vier em nosso auxílio, nunca conseguiremos amar. Portanto, a nossa mudança de vida deve começar de dentro para fora, reconhecendo a nossa incapacidade e suplicando humildemente: “Senhor, tende compaixão de mim! Eu não vos amo, eu não me amo e não amo ninguém. Dai-me, pois, a graça de amar de verdade”.

Assim, a graça vem em nosso auxílio e realiza em nós um processo de transformação interior. Os fariseus queriam contar somente com as próprias forças, mas o ser humano, quando abandonado a si mesmo, consegue modificar apenas pequenas práticas exteriores, e jamais torna-se um homem novo ou uma mulher nova.

A vida cristã não se limita a uma mudança exterior, mas deve nascer de um coração transformado por Deus. Recorramos, pois, à sua graça, a fim de que morra em nós o homem velho e nasça o homem novo, verdadeiramente capaz de amar.

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