Hoje – 16 de Maio de 2026
23Paulo permaneceu algum tempo em Antioquia. Em seguida, partiu de novo, percorrendo sucessivamente as regiões da Galácia e da Frígia, fortalecendo todos os discípulos. 24Chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria. Era homem eloquente, versado nas Escrituras. 25Fora instruído no caminho do Senhor e, com muito entusiasmo, falava e ensinava com exatidão a respeito de Jesus, embora só conhecesse o batismo de João. 26Então, ele começou a falar com muita convicção na sinagoga. Ao escutá-lo, Priscila e Áquila tomaram-no consigo e, com mais exatidão, expuseram-lhe o caminho de Deus. 27Como ele estava querendo passar para a Acaia, os irmãos apoiaram-no e escreveram aos discípulos para que o acolhessem bem. Pela graça de Deus, a presença de Apolo aí foi muito útil aos fiéis. 28Com efeito, ele refutava vigorosamente os judeus em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus é o Messias.
O Senhor é o grande Rei de toda a terra.Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
2 Povos todos do universo, batei palmas, *
gritai a Deus aclamações de alegria!
3 Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, *
o soberano que domina toda a terra. R.
8 Porque Deus é o grande Rei de toda a terra, *
ao som da harpa acompanhai os seus louvores!
9 Deus reina sobre todas as nações, *
está sentado no seu trono glorioso. R.
10 Os chefes das nações se reuniram *
com o povo do Deus santo de Abraão,
pois só Deus é realmente o Altíssimo, *
e os poderosos desta terra lhe pertencem! R.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 23b“Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. 24Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa.25Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. 26Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, 27pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. 28Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 16, 23b-28)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa. Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.
Estamos no segundo dia da novena de Pentecostes e, no Evangelho de hoje, Nosso Senhor nos recorda que é necessário pedirmos. Contudo, é importante compreendermos em que consiste verdadeiramente a oração cristã e, sobretudo, diferenciá-la da oração pagã.
Na oração pagã, o homem tenta mudar a vontade de seu “deus”, fazendo sacrifícios, oferendas e despachos a fim de que aquela divindade realize os seus próprios desejos. Em outras palavras, a lógica da oração pagã é: “Seja feita a minha vontade, assim na terra como no Céu”, buscando fazer prevalecer a vontade humana.
Já na oração cristã, acontece exatamente o contrário. Nosso Senhor nos ensinou a rezar: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu”. Mas, então, surge uma pergunta: se Deus já quer nos conceder determinadas graças, por que é necessário pedi-las? Se é vontade de Deus agir, por que Ele deseja que nós rezemos?
Esse mistério é iluminado pelo próprio exemplo de Cristo. Mais do que nos dar uma explicação teórica, Ele nos ensinou com sua própria oração. Ora, sabendo que Jesus é Deus que se fez homem, poderíamos facilmente pensar que Ele não precisava rezar; afinal, sua alma e seu coração estavam unidos a Deus de uma forma infinitamente superior a qualquer outra união já existente. É o mistério da união hipostática: a humanidade de Cristo unida ao próprio Verbo eterno. Sua vontade estava em plena sintonia com a vontade do Pai, e seu coração batia na mesma sintonia do coração do Pai.
Então, por que ainda assim Ele rezava? Porque existe algo profundamente salutar na oração. Jesus nos mostra o que significa ser verdadeiramente humano, e que o homem nunca é tão elevado como quando está de joelhos diante de Deus, pedindo e suplicando.
O Senhor quer que façamos a sua vontade, mas também deseja que peçamos as graças necessárias para realizá-la. Por isso, estamos vivendo esta novena de Pentecostes, pedindo o Espírito Santo. Entretanto, aqui devemos fazer um exame sincero do nosso coração: com que disposição estamos pedindo o Espírito Santo? Estamos realmente dispostos a nos transformar? Pois o pagão reza querendo mudar a divindade; o cristão, querendo mudar a si mesmo. Por esse motivo, quando alguém reza sem disposição de conversão, reza mal e de forma inadequada.
Resumindo, nós pedimos a Deus graças que Ele já deseja nos conceder porque Ele respeita a nossa liberdade. Ele quer derramar essas graças sobre nós, mas quer que antes abramos o nosso coração e estejamos dispostos a mudar. Deus sabe que o Espírito Santo, quando vem, realiza mudanças profundas em nosso interior, transformando-nos lenta, gradual e, muitas vezes, dolorosamente, para fazer de nós criaturas novas.
Portanto, nesta novena de Pentecostes, rezemos com fervor o “Veni Creator”, pedindo a Deus o Paráclito, mas sem esquecer desta Verdade fundamental: se desejamos verdadeiramente o Espírito Santo, precisamos querer também a transformação que Ele realizará em nós. Desse modo, mudando o nosso coração, Deus nos prepara para recebermos as graças que desde sempre deseja nos conceder.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.