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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
5ª feira da 24ª Semana do Tempo Comum

Hoje – 17 de Setembro de 2026

Primeira Leitura
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios1Cor 15,1-11

1Irmãos, quero lembrar-vos o Evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes.

Salmo Responsorial
Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!Sl 117 (118),1-2.16ab-17.28

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!*
"Eterna é a sua misericórdia!"
2 A casa de Israel agora o diga:*
"Eterna é a sua misericórdia!" R.

16a A mão direita do Senhor fez maravilhas, †
b a mão direita do Senhor me levantou,*
a mão direita do Senhor fez maravilhas!"
17 Não morrerei, mas ao contrário, viverei*
para cantar as grandes obras do Senhor! R.

28 Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! *
Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores! R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo LucasLc 7,36-50

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. 40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!” 41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” 43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 44Então, Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por essa razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”

Meditação
Usar os dons de Deus para amá-lo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 7, 36-50)

Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 
Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!”. “Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?”. Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 
Então, Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?”. Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”

O Evangelho de hoje nos mostra a pecadora que entra na casa de Simão, o fariseu, enquanto Jesus está à mesa e, aproximando-se por trás, banha os pés de Nosso Senhor com as suas lágrimas, enxuga-os com os cabelos, cobre-os de beijos e derrama sobre eles o perfume que trazia num vaso de alabastro.

Essa cena é interpretada por São Gregório Magno como um exemplo daquilo que devemos fazer quando nos convertemos. Ou seja, precisamos tomar aquilo que antes era fonte dos nossos vícios, as energias que usávamos para pecar, e, em vez de simplesmente reprimi-las ou tentar nos livrar delas, empregá-las a serviço de Deus.

Vejamos o que acontece com aquela pecadora. Certamente, ela usava o perfume guardado no vaso de alabastro para seduzir os seus clientes; agora, ela o utiliza para expressar o seu amor por Cristo. Os olhos que serviam para encantar os outros e para contemplar coisas perversas, agora choram aos pés de Jesus. Os cabelos que vaidosamente fascinavam com a sua beleza, agora enxugam os pés de Cristo. E, da mesma forma, aqueles lábios que antes haviam pronunciado palavras vãs e terríveis, agora são usados para cobrir Jesus de beijos.

Nesse contexto, percebemos a verdadeira natureza do pecado: usar aquilo que é um dom de Deus de maneira errada, desviando-o da finalidade para a qual foi feito. É necessário, então, compreender que tudo aquilo que recebemos de Deus, inclusive as energias passionais que existem dentro de nós, deve ser conduzido para Ele.

E quais são, basicamente, essas paixões? São as paixões do desejo e as paixões da ira, que precisam ser ordenadas e dirigidas para Deus. Em primeiro lugar, temos a paixão do desejo, na qual devemos desejar a Deus ardentemente, transformando o nosso coração numa verdadeira fornalha ardente de amor, própria de quem clama com fervor: “Mostra-me, Senhor, o teu rosto”. Não se trata, pois, de absolutamente reprimir essas energias, mas de canalizá-las, fazendo-as voltar-se inteiramente para Ele.

Jesus disse: “O Reino dos Céus é dos violentos”. Portanto, através da paixão da ira, é preciso empregar essa força na vida espiritual, tomando-a, por assim dizer, de assalto, com firmeza e determinação. É nesse sentido que Santa Teresa d’Ávila fala daquela “determinada determinação”: a decisão resoluta de seguir adiante, apesar dos obstáculos e das tentações do demônio, e dizer a Deus com toda a força da alma: “Eu vou amá-lo”.

Eis, portanto, o que aquela pecadora nos ensina: os olhos, os cabelos, os lábios e o perfume, outrora envolvidos numa vida de pecado, tornam-se agora instrumentos de uma entrega inteiramente voltada para Jesus. E também nós somos chamados a fazer o mesmo. Devemos entrar naquela sala onde Nosso Senhor está à mesa e aproximar-nos d’Ele com a mesma determinação daquela mulher. Ela não se deixou deter pela vergonha nem pelo respeito humano e, rompendo todas as barreiras que poderiam impedi-la de chegar até Jesus, adentrou ousadamente na casa de Simão, porque queria amar a Cristo de todo o coração.

Empreguemos, portanto, tudo aquilo que Deus nos deu, todas as forças da nossa alma, para amá-lo sem reservas. Amemos Jesus dentro de nossa família; amemos Jesus no esposo ou na esposa, nos filhos e nos pobres; amemos Jesus nas pessoas difíceis de nossa comunidade a fim de que, um dia, possamos ouvir de nosso Divino Mestre aquilo que Ele mesmo disse à mulher pecadora: “Ela muito amou” (Lc 7, 47).

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Janeiro 2024

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