Hoje – 25 de Maio de 2026
Depois que Adão comeu do fruto da árvore, 9o Senhor Deus o chamou, dizendo: “Onde estás?” 10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi”. 11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?” 12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. 14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. 20E Adão chamou à sua mulher “Eva”, porque ela é a mãe de todos os viventes.
Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.
1 O Senhor ama a cidade *
que fundou no Monte santo;
2 ama as portas de Sião *
mais que as casas de Jacó. R.
3 Dizem coisas gloriosas *
da Cidade do Senhor.
5 De Sião, porém, se diz: †
“Nasceu nela todo homem; *
Deus é sua segurança”. R.
6 Deus anota no seu livro, †
onde inscreve os povos todos: *
“Foi ali que estes nasceram".
7 Por isso todos juntos *
a cantar se alegrarão;
e, dançando, exclamarão: *
“Estão em ti as nossas fontes!". R.
Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”.29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus.33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 19, 25-34)
Naquele tempo, perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.
Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”. Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.
Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Com grande alegria, celebramos hoje, nesta segunda-feira depois de Pentecostes, a Memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja. E é muito significativo que esta celebração aconteça logo após Pentecostes, porque foi exatamente no derramamento do Espírito Santo que aconteceu plenamente o “nascimento” da Igreja.
A Igreja é o Corpo Místico de Cristo. Quando as graças da Cabeça, que é Jesus, começam a ser derramadas sobre os seus membros, que somos nós, vemos então a Igreja nascer em toda a sua plenitude. Antes de Pentecostes, os Apóstolos já haviam sido chamados, recebido inúmeros dons, convivido com Jesus, recebido a Eucaristia e testemunhado o seu amor. No entanto, ainda faltava algo: o derramamento do Espírito Santo sobre eles.
É o Paráclito que une perfeitamente os membros à Cabeça, fazendo com que nós participemos verdadeiramente da vida de Cristo, o Ungido do Pai. Por isso, Pentecostes marca o início de novos tempos, quando os membros do Corpo de Cristo começam a agir unidos à própria Cabeça.
E se somos membros do Corpo de Cristo, então surge naturalmente uma pergunta: qual é a relação da Virgem Maria conosco? A resposta é belíssima: o relacionamento que Maria tem conosco é o mesmo que ela tem com Cristo, porque nós pertencemos ao Corpo do seu Filho. São Luís Maria Grignion de Montfort dizia que seria uma monstruosidade imaginar uma mulher dando à luz apenas a cabeça de uma criança e não o restante do corpo. Assim também, se Maria deu à luz Cristo, Cabeça da Igreja, ela necessariamente é Mãe dos membros desse Corpo, ou seja, Mãe da Igreja.
O Evangelho proclamado nesta memória nos leva ao Calvário, no momento em que Jesus, do alto da Cruz, entrega o discípulo amado à sua Mãe: “Mulher, este é o teu filho”, e entrega a sua Mãe ao discípulo amado: “Esta é a tua mãe” (cf. Jo 19, 26-27). Aquele gesto não foi apenas um cuidado humano de Jesus antes de morrer, mas algo infinitamente mais profundo: ali, Cristo estabeleceu uma maternidade espiritual verdadeira.
Muitos podem pensar que se tratou apenas de uma espécie de adoção simbólica ou de uma entrega jurídica: “Ah, como Nosso Senhor iria falecer, então Ele entregou a tutela de sua Mãe ao discípulo amado, e a tutela dele a ela”. Contudo, seu significado é muito maior. Na Última Ceia, Jesus já havia pedido ao Pai que nós fôssemos um com Ele, assim como Ele e o Pai são um. E essa união se realiza pelo Espírito Santo. Portanto, quando nos tornamos membros do Corpo de Cristo, tornamo-nos também verdadeiramente filhos de Maria.
O que Deus Pai e a Virgem Maria amam em nós é Cristo. Logo, ela olha para nós e vê o próprio Jesus, contemplando-nos com o mesmo amor com que contempla seu Filho amado. E isso deve ser para nós motivo de grande consolação, pois nas dificuldades desta vida, nas batalhas espirituais e também nas dores que hoje atingem a Igreja, nós não estamos abandonados.
Vivemos tempos difíceis e muitos se escandalizam ao ver crises, apostasia e falta de fé até mesmo entre aqueles que tem a missão de guardar os tesouros espirituais da Igreja. É doloroso perceber que justamente as pessoas que deveriam proteger a fé e os sacramentos, por vezes, acabam vilipendiando os dons de Deus. Entretanto, recordemos uma verdade essencial: Jesus continua sendo o Senhor da Igreja, e Maria, nossa Mãe Santíssima, permanece ao lado da Igreja para sustentá-la neste tempo de purificação.
Por isso, não desanimemos! Nós temos dois grandes consoladores e advogados ao nosso lado: o Espírito Santo, celebrado em Pentecostes, e a Virgem Maria, “Advocata nostra”. Assim como o Espírito Santo, Maria também é chamada “Advogada”, porque está conosco para nos fortalecer, consolar e conduzir nos momentos decisivos da história da Igreja, intercedendo por nós sem cessar e permanecendo do nosso lado.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.