Buscando...

Digite pelo menos 2 caracteres para pesquisar

Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
5ª feira da 12ª Semana do Tempo Comum

Hoje – 25 de Junho de 2026

Primeira Leitura
Leitura do Segundo Livro dos Reis2Rs 24, 8-17

8Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Noestã, filha de Elnatã, de Jerusalém. 9E ele fez o mal diante do Senhor, segundo tudo o que seu pai tinha feito. 10Naquele tempo, os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, marcharam contra Jerusalém e a cidade foi sitiada. 11Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio em pessoa atacar a cidade, enquanto seus soldados a sitiavam. 12Então Joaquim, rei de Judá, apresentou-se ao rei da Babilônia, com sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus eunucos. E o rei da Babilônia os fez prisioneiros.,Isto aconteceu no oitavo ano de seu reinado. 13Nabucodonosor levou todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real, e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, havia fabricado para o templo do Senhor, conforme o Senhor havia anunciado. 14Levou para o cativeiro Jerusalém inteira, todos os príncipes e todos os valentes do exército, num total de dez mil exilados, e todos os ferreiros e serralheiros; só deixou a população mais pobre do país. 15Deportou Joaquim para a Babilônia, e do mesmo modo exilou de Jerusalém para a Babilônia a rainha-mãe, as mulheres do rei, seus eunucos e todos os nobres do país.  16Todos os homens fortes, num total de sete mil, os ferreiros e os serralheiros em número de mil, todos os homens capazes de empunhar armas, foram conduzidos para o exílio pelo rei da Babilônia. 17E, em lugar de Joaquim, ele nomeou seu tio paterno, Matanias, mudando-lhe o nome para Sedecias.

Salmo Responsorial
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!Sl 78(79),1-2.3-5.8.9

Por vosso nome e vossa glória,
libertai-nos, ó Senhor!

1 Invadiram vossa herança os infiéis, †
profanaram, ó Senhor, o vosso templo, *
Jerusalém foi reduzida a ruínas!
2 Lançaram aos abutres como pasto *
os cadáveres dos vossos servidores;
e às feras da floresta entregaram *
os corpos dos fiéis, vossos eleitos. R.

3 Derramaram o seu sangue como água †
em torno das muralhas de Sião, *
e não houve quem lhes desse sepultura!
4 Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos, †
um objeto de desprezo e zombaria *
para os povos e àqueles que nos cercam.
5 Mas até quando, ó Senhor, veremos isto? †
Conservareis eternamente a vossa ira? *
Como fogo arderá a vossa cólera? R.

8 Não lembreis as nossas culpas do passado, †
mas venha logo sobre nós vossa bondade, *
pois estamos humilhados em extremo.
9 Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! †
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! *
Por vosso nome, perdoai nossos pecados! R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo MateusMt 7,21-29

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?’ 23Então eu lhes direi publicamente: jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” 28Quando Jesus acabou de dizer essas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

Meditação
Amor a Deus, a razão das boas obras

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 7, 21-29)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

No Evangelho de hoje, Jesus conclui o magnífico Sermão da Montanha, chamando-nos a pôr em prática os seus ensinamentos maravilhosos. Entretanto, Ele nos adverte: “Não é quem diz: ‘Senhor, Senhor’ que vai entrar no Reino dos Céus, mas o que ouve essa palavra e a coloca em prática” (cf. Mt 7, 21), e faz uma comparação com a casa construída sobre a rocha.

Para bem interpretarmos esse Evangelho, vejamos o que diz São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, no capítulo 13: “Ainda que eu fale a língua dos anjos, se eu não tiver caridade, de nada adianta. Ainda que eu dê os meus bens e venda tudo aos pobres, se eu não tiver caridade, de nada adianta. Se eu lançar o meu corpo às chamas, se eu não tiver caridade, de nada adianta” (cf. 1Cor 13, 1-3). Percebemos, então, que o amor ardente por Deus é a razão de ser de tudo.

Os cristãos, de modo geral, dividem-se em dois grupos: aqueles que fazem as coisas certas, mas sem caridade no coração, e os que fazem as coisas certas com caridade. Perceber isso é necessário para não cairmos numa discussão estéril, como se pudéssemos dividir a Igreja entre as pessoas que enfatizam os carismas, os milagres e a expulsão do demônio, e as pessoas que enfatizam as práticas sociais e a necessidade de “colocar em prática” a nossa fé. Jesus realmente quer que coloquemos em prática as suas palavras porque elas infundem em nosso coração a caridade. Logo, não adianta fazermos a coisa certa com a intenção errada. 

Durante todo o Sermão da Montanha, Cristo nos advertiu em relação aos hipócritas, que praticam boas ações como se estivessem interpretando personagens de teatro. Contudo, é o amor que nos leva verdadeiramente à conversão.

Nesse contexto, depois que já estamos em um processo de conversão, encontramo-nos diante do grande desafio da nossa vida espiritual: praticar as boas obras pelas razões certas, pois é sempre possível viciar uma boa ação com uma má intenção. Podemos nos perguntar, por exemplo: por que vamos à igreja? Por um verdadeiro amor a Deus? Ou por moralismo, vaidade, exibicionismo ou interesse?

Meditemos, pois, nas palavras de Nosso Senhor, colocando em prática seus santos ensinamentos com caridade no coração, porque sabemos que de nada adianta fazermos boas obras sem termos um verdadeiro amor a Deus.

Escolher data
Janeiro 2024

Junte-se a nós!

Receba novos artigos, vídeos e lançamentos de cursos diretamente em seu e-mail.