31 de Agosto de 2026
1Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado. 3Aliás, eu estive junto de vós com fraqueza e receio e muito tremor. 4Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens.
Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!
97 Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! *
Permaneço o dia inteiro a meditá-la. R.
98 Vossa lei me faz mais sábio que os rivais, *
porque ela me acompanha eternamente. R.
99 Fiquei mais sábio do que todos os meus mestres, *
porque medito sem cessar vossa Aliança. R.
100 Sou mais prudente que os próprios anciãos, *
porque cumpro, ó Senhor, vossos preceitos. R.
101 De todo mau caminho afasto os passos, *
para que eu siga fielmente as vossas ordens. R.
102 De vossos julgamentos não me afasto, *
porque vós mesmo me ensinastes vossas leis. R.
Naquele tempo, 16veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?” 23Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. 24E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo, no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. 28Quando ouviram essas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 4, 16-30)
Naquele tempo, veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”.
Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?”
Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.
E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
O Evangelho de hoje, de São Lucas, mostra Jesus pregando na sinagoga de Nazaré, terra onde viveu. Ele, abrindo o rolo do Profeta Isaías, na passagem que claramente descreve o Messias, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres” (Lc 4, 18).
Aqui, evidentemente, Jesus está falando sobre sua verdade mais profunda, mas os habitantes de Nazaré reagem com incredulidade, e Jesus corre o risco de ser jogado do precipício. É terrível pensar que os habitantes da pequena vila na qual Cristo cresceu desejam matá-lo. Entretanto, Ele tem um mistério escondido que os nazarenos não enxergam: a sua alma humana está intimamente ligada ao Verbo, ou seja, à Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, por meio de uma união chamada de “união hipostática” — que possui esse nome por não termos experiência de como é possível que duas naturezas, humana e divina, estejam unidas substancialmente, sem que se misturem.
Nosso Senhor, na sua alma humana, vê a grandeza com que foi agraciado desde o primeiro momento de sua existência no ventre da Virgem Santíssima. Essa alma também enxerga a graça especialíssima da união hipostática e sabe que foi escolhida para ser a Cabeça da humanidade, recebendo todos os dons, virtudes e carismas necessários para realizar a sua missão.
Que alegria ver Jesus não mais na sinagoga de Nazaré, mas na festa do Céu, com sua alma bendita e salvadora! Ele, Pessoa divina e eterna, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim” (Lc 4, 18). Se algum dia alcançarmos o Paraíso, não faremos nada além de adorar esse divino mistério e amar Jesus, o Filho sobre o qual o Pai colocou toda a sua benevolência, amor, e graça.
Portanto, peçamos pela reparação das ofensas não só dos nazarenos, mas também de todos os incrédulos da história da humanidade, louvando o fato de que o Espírito do Senhor está sobre a alma do seu Filho Encarnado, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.