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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
6ª feira da 5ª Semana da Páscoa

Hoje – 08 de Maio de 2026

Primeira Leitura
Leitura dos Atos dos ApóstolosAt 15,22-31

Naqueles dias, 22pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. 23Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. 25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!” 30Depois da despedida, Judas e Silas foram para Antioquia, reuniram a assembleia e entregaram a carta. 31A sua leitura causou alegria, por causa do estímulo que trazia.

Salmo Responsorial
Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos.Sl 56(57),8-9.10-12

Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

8 Meu coração está pronto, meu Deus, *
está pronto o meu coração!
9 Vou cantar e tocar para vós: *
desperta, minh'alma, desperta! Despertem a harpa e a lira, *
eu irei acordar a aurora! R.

10 Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, *
dar-vos graças, por entre as nações!
11 Vosso amor é mais alto que os céus, *
mais que as nuvens a vossa verdade!
12 Elevai-vos, ó Deus sobre os céus, *
vossa glória refulja na terra! R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo JoãoJo 15,12-17

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. 14Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

Meditação
O Mandamento do Amor e um Coração capaz de amar

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 15, 12-17)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

No Evangelho de hoje, Jesus está na Última Ceia com os seus Apóstolos e, após falar da videira e dos ramos, Ele agora se volta aos Onze — pois Judas já havia saído do Cenáculo — para chamá-los de amigos, pronunciado palavras que ecoam ao longo dos séculos: “Este é o meu Mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando” (Jo 15, 12-14).

Essas palavras são conhecidas por todos nós, mas é preciso compreender com mais profundidade o que Jesus quer nos transmitir com elas. Em primeiro lugar, o Mandamento do amor, nesse contexto, adquire uma profundidade que não existia no Antigo Testamento. Ali, dizia-se: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração” e “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. No entanto, no Novo Testamento surge uma realidade nova: a graça de Nosso Senhor vir ao mundo para sustentar o nosso coração vacilante, incapaz de amar plenamente.

Os profetas já haviam reconhecido essa incapacidade humana, de forma que o profeta Ezequiel anunciou: “Dar-vos-ei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei um coração de carne” (Ez 36, 26). Trata-se da promessa de uma verdadeira transformação interior, de um coração morto que se torna vivo. E essa promessa se realiza quando o Filho eterno de Deus se faz homem. Surge, então, o coração humano capaz de amar a Deus como Ele merece.

É com esse amor divino e abrasado que o coração de Jesus ama o Pai e nos ama. No Calvário, Ele, verdadeiro homem, realizou o ato supremo de amor, amando o Pai como amigo e entregando a sua vida a Ele e a todos os seres humanos, querendo também fazer de nós seus amigos, para que pudéssemos corresponder ao seu infinito amor com amizade.

Assim, Jesus se torna o próprio coração no qual o ser humano pode amar a Deus. Por isso, Cristo nos convida à união com Ele: “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando” (Jo 15, 14). É necessário, então, pedir ao Espírito Santo que as palavras de Cristo frutifiquem em nós, transformando o nosso coração e unindo-o ao coração d’Ele, para que sejamos capazes de amar como Ele amou.

Eis, portanto, a novidade desse Mandamento: Jesus não apenas ordena o amor, mas concede-nos um coração capaz de vivê-lo. Se Ele apenas dissesse ao homem de coração de pedra: “Amai-vos como Eu vos amei”, seria uma realidade terrível e esmagadora, pois não conseguiríamos cumprir essa ordem. No entanto, Nosso Senhor nos dá os meios de amá-lo não só pelo exemplo, mas pela graça, com a qual podemos participar do seu próprio amor.

Portanto, que grande alegria sermos chamados a essa amizade! Hoje, Jesus nos revela o amor mais sublime como uma verdadeira amizade entre Deus e nós — e, por consequência, entre nós e os irmãos. Amemo-nos, portanto, com esse amor que vem do Céu, e sejamos amigos de Cristo.

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Janeiro 2024