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“Annabelle 2” e o poder do mal: a avaliação de um exorcista
Igreja CatólicaDoutrina

“Annabelle 2” e o poder do mal:
a avaliação de um exorcista

“Annabelle 2” e o poder do mal: a avaliação de um exorcista

Filmes de terror normalmente são feitos para assustar, e nada mais. Se há alguma lição, entretanto, que podemos tirar de “Annabelle 2", é o fato de que Satanás só entra onde ele for convidado.

Kathy Schiffer,  National Catholic RegisterTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere5 de Setembro de 2017
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Essa matéria revela detalhes importantes do enredo de "Annabelle 2: a Criação do Mal". Não se trata de um texto escrito propriamente pela equipe do site do Padre Paulo Ricardo, mas da avaliação de um terceiro — como consta no próprio título que escolhemos para o artigo.

De maneira geral, a matéria está correta, o exorcista em questão analisa com muita cautela os elementos do filme, apontando com acerto os seus aspectos positivos e negativos e, justamente por essa razão, escolhemos traduzir e divulgar o texto para os nossos leitores. Em alguns pontos do texto, porém, o autor da matéria passa a impressão — exagerada, em nosso ponto de vista — de que "Annabelle" é um filme católico. É o que se depreende, principalmente, desta frase: "'Annabelle 2' foi fiel, em grande medida, aos ensinamentos da Igreja Católica relativos à possessão e ao exorcismo". No artigo original, o autor chega a se referir ao filme como "decidedly 'catholic'", isto é, "definitivamente católico". (Na primeira versão que publicamos da tradução, havíamos mantido a expressão, mas, depois, preferimos retirá-la.)

A afirmação é exagerada porque quem quer que tenha o costume de assistir a filmes de terror sabe bem que, normalmente, as produções desse gênero não têm como intenção retratar o mistério da fé — salvo raríssimas exceções. A "causa final" desses filmes é simplesmente passar medo, ponto final. "Annabelle" não foge à regra; as próprias inconsistências apresentadas abaixo pelo exorcista só se explicam a partir desse objetivo principal. É sem dúvida um ponto positivo que muitos elementos da trama tenham levado em conta os ensinamentos da Igreja em relação à possessão e ao exorcismo, mas é importante não aumentar muito o que é simplesmente... um ponto positivo, e nada mais.

Esse esclarecimento é importante para que muitas pessoas não confundam essa crítica com uma "aprovação irrestrita" ou uma "recomendação incondicional" de "Annabelle". Para falar a verdade, com exceção de filmes da vida dos santos, não é de praxe indicarmos filmes em nosso blog. Com relação especificamente a filmes de terror, já publicamos uma outra matéria aqui, a qual apresenta com muito mais fidelidade — e riqueza de detalhes — aquilo que pensamos a respeito desse gênero de produções. Acreditamos que complementa muito bem a matéria que vai a seguir.

Feitas todas essas importantes ressalvas, vamos ao texto.


O que as crianças lêem nos livros e vêem na televisão pode inspirá-las a crescer na fé. Por outro lado, adverte o Padre Robert, tudo isso também pode levá-las ao mundo perigoso do ocultismo, tornando-as vulneráveis até mesmo à possessão diabólica.

E Padre Robert não está exagerando. Como sacerdote trabalhando por mais de dez anos na área de exorcismos, ele conhece em primeira mão as consequências de quando crianças ou adultos abrem as portas para a atividade demoníaca. "Com muita frequência", ele diz, "uma possessão começa porque uma criança ficou curiosa depois de ler Harry Potter". Ele explica que as crianças aspiram pelos poderes incomuns que elas vêem sendo retratados nas telas.

Um ex-satanista que Padre Robert conheceu pessoalmente — um homem que abandonou sua vida passada e abraçou a fé católica — havia começado seu declínio rumo ao satanismo com a idade de nove ou dez anos, quando começou a brincar de um jogo chamado " Bloody Mary". Desde aquele início aparentemente inofensivo, ele começou a se envolver gradualmente com outras pessoas que eram satanistas.

Uma importante parte do ministério do Padre Robert consiste no treinamento de outros padres, ofício que ele desempenha no Instituto de Exorcismo oficial do Vaticano nos Estados Unidos. Padres católicos de todos os lugares do país e do mundo vêm a esse instituto para aprender os segredos desse ritual antigo, a fim de que também eles possam expulsar demônios e espíritos maus. A natureza do trabalho em que o Padre Robert e esse instituto estão envolvidos é tão arriscada que ele pede ao nosso site para não publicar o seu nome completo, nem tampouco revelar a sua localização.

Satanás só entra onde ele é convidado

Eu tive a oportunidade de me encontrar e conversar com o Padre Robert durante uma recente prévia do recém-lançado filme de terror "Annabelle 2: a Criação do Mal". (O filme foi lançado nos Estados Unidos no dia 11 de agosto e, no Brasil, no dia 17). Dirigido por David F. Sandberg, "Annabelle 2" é, na verdade, uma pré-sequência do sucesso de 2014, "Annabelle" — o qual, por sua vez, é também uma pré-sequência de "Invocação do Mal". O Padre Robert assistiu a todos eles e concordou que "Annabelle 2" foi fiel, em grande medida, aos ensinamentos da Igreja Católica relativos à possessão e ao exorcismo.

Padre Robert explicou que o demônio só vai entrar onde ele for convidado. Ele falou de dois casos com os quais lidou pessoalmente, em que duas jovens mulheres, não se atentando para a gravidade do que faziam, tinham convidado "um espírito" para ajudá-las. A consequência foi que elas começaram a demonstrar sintomas de possessão demoníaca e precisaram de um exorcismo.

Os escritores do filme, notou o Padre Robert, fizeram a sua lição de casa. Eles entenderam que o demônio só podia entrar na casa do fabricante de bonecas Samuel Mullins e de sua esposa Esther se fosse convidado. Em "Annabelle 2", Esther e Samuel Mullins estão de luto pela perda de sua querida filha Bee. Miranda Otto, que interpreta a mãe Esther no filme, explica:

Eles ficaram devastados, como qualquer pai ficaria. Mas, diferentemente da maioria, eles decidiram fazer qualquer coisa para ter a sua filha de volta… absolutamente qualquer coisa. Basicamente, então, eles rezaram, apelando para qualquer tipo de poder que lhes permitisse ver ou sentir, de qualquer forma, a presença dela. Mas, ao fazer isso, eles evocaram certos espíritos que não eram exatamente o tipo que você convidaria para entrar em sua casa.

Doze anos depois do trágico acidente, esse casal aflito procura conforto cedendo sua casa à Irmã Charlotte e a algumas meninas de um orfanato que havia sido fechado. Quando uma das garotas espreita o guarda-roupas e vê a boneca possuída, Annabelle, esta começa a perseguir as meninas, dando início a todo o terror da trama.

Algumas inconsistências

O Padre Robert e eu concordamos em que "Annabelle 2" é, em sua maior parte, fiel ao entendimento católico sobre exorcismo. Houve, no entanto, algumas cenas que fizeram com que ambos de nós franzíssemos as sobrancelhas:

Uma freira ouvindo confissão? — Houve uma cena específica na qual a Irmã Charlotte, interpretada pela talentosa Stephania Sigman, ouve a confissão de uma das jovens sob sua guarda. Concedamos, havia diferenças para uma confissão regular: a irmã e a menina se sentaram uma de costas para a outra, não em um confessionário. Mas o conceito de confissão foi renovado quando a Irmã Charlotte disse: "Bem, como penitência…" Particularmente no tempo em que a história se passava, o Padre Robert considera altamente improvável que uma irmã se colocasse na posição de aparecer desempenhando uma função sacramental exclusiva dos sacerdotes.

A Irmã Charlotte usa um hábito religioso moderno. — Com base nos estilos de roupa, nos automóveis clássicos e na casa de fazenda vitoriana, o filme "Annabelle 2" parece se passar no início do século XX. No entanto, a Irmã Charlotte usa o que parece ser um hábito religioso contemporâneo — com uma saia chegando só até os joelhos e um véu simples que deixa à mostra o seu cabelo. Quando perguntei ao diretor David Sandberg e à atriz Stephanie Sigman sobre isso durante nossa entrevista, ambos ficaram surpresos. Eles explicaram que haviam procurado por várias fotos de religiosas em diferentes hábitos, e tinham escolhido um traje simples que tornasse mais fácil à atriz fazer o seu papel. 

O modo como eles se livraram do objeto amaldiçoado. — Em "Annabelle 2", dois padres vêm à casa para fazer uma oração e aspergir água benta sobre a boneca antes de que ela seja trancada em um armário cheio de páginas recortadas das Escrituras. Não que essa fosse uma alternativa de todo inadequada, disse o Padre Robert, mas ele tinha certeza de que um exorcista jamais deixaria o objeto possuído ali intacto, com a possibilidade de ser encontrado por alguma pessoa no futuro. "Era necessário tirar a maldição do objeto", ele explicou. "Era possível queimá-lo ou destruí-lo, mas a maldição deveria ser 'quebrada' de alguma forma". Como exemplo de um objeto amaldiçoado, o Padre Robert descreveu um crucifixo que ele tem pendurado em seu escritório, e que foi queimado desde baixo durante um exorcismo, com o fogo consumindo o corpo e deixando somente os braços de Cristo crucificado. "Havia um corpo de plástico sobre a cruz", ele explicou. "A cruz em si mesma estava abençoada. Ela foi posta em um quarto com uma mulher que tinha praticado bruxaria no México. No meio da noite, a cruz pegou fogo e eu 'quebrei' a maldição que havia sobre ela. Eu jamais permitiria que alguém chegasse perto do crucifixo, porque ele poderia ser usado no futuro para algo ruim."

A cena do espantalho e do "diabo-da-tasmânia". — Uma cena na qual um espantalho é possuído pelo espírito mau e deslocado de sua posição original parece improvável, de acordo com o Padre Robert. Ele ficou igualmente cético quando o demônio começou a crescer e assumiu uma aparência física parecida com o que ele chamou de um "diabo-da-tasmânia".

Só quando convidado! — Em uma cena do filme, uma criança é possuída quando se vê na presença de um demônio que se manifesta como uma garotinha. O Padre Robert rejeitou a ideia de que um espírito mau pudesse habitar o corpo de uma criança que por acaso estivesse diante dele — já que, como ele explicou depois, um espírito mau só entra no corpo de uma pessoa se ele é convidado para tanto.

Cinco sinais de possessão

O Padre Robert listou ainda cinco sinais que podem indicar que uma pessoa está sofrendo um ataque espiritual:

  1. Conhecimento oculto. Se uma pessoa sabe de alguma coisa que não deveria saber, por exemplo, de uma informação privada que é conhecida apenas por algumas pessoas, isso pode sinalizar uma possessão demoníaca.
  2. Idiomas. Uma pessoa emdemoninhada pode ser capaz de falar em um idioma que não lhe é familiar, e que ela normalmente não saberia.
  3. Força sobre-humana. O Padre Robert contou um caso no qual uma jovem garota de 1,6 metros de altura e cerca de 50 quilos foi capaz de arremessar alguns homens grandes, impedindo-os de segurá-la durante um ritual de exorcismo.
  4. Aversão extrema às coisas sagradas. Uma pessoa que está possuída pode não ser capaz de olhar para um crucifixo, ou de tocar um rosário que foi abençoado. O Padre Robert mencionou uma mulher que não podia ficar na presença da cruz de São Bento, ou na presença do Santíssimo Sacramento.
  5. Levitação. O Padre Robert teve conhecimento pessoal de um caso, no estado norte-americano de Louisiana, no qual uma pessoa estava sentada em uma cadeira e, pelo poder do espírito mau, foi capaz de levitar com a cadeira e sair pelo corredor.

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"Annabelle 2: a Criação do Mal" foi lançado nos cinemas do Brasil no último dia 17 de agosto. Apesar das pequenas inconsistências apontadas pelo Padre Robert, o filme é respeitoso à fé. Ele consegue provocar com sucesso uma tensão nos espectadores, e há vários momentos em que realmente nos assustamos, mas a produção conta mais com efeitos espirituais e psicológicos que com sangue e violência propriamente ditos, tendendo a ganhar ampla divulgação entre os fãs do gênero terror. Classificado no Brasil para jovens acima de 14 anos, o filme é inadequado para crianças, evidentemente, mas outras pessoas podem assistir tranquilamente à trama, certas de que sua fé não será atingida.

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Por que a liturgia católica deve ser bela?
Liturgia

Por que a liturgia católica deve ser bela?

Por que a liturgia católica deve ser bela?

Existe hoje em dia uma estranha tendência a pensar que, tanto na vida quanto nos ritos religiosos, o aspecto exterior das coisas tem pouco valor, enquanto o “interior” é tudo o que realmente importa… Mas será assim mesmo?

Peter Kwasniewski,  LifeSiteNews.comTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere21 de Agosto de 2018
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Existe hoje em dia uma estranha tendência a pensar que o aspecto exterior das coisas tem pouco valor, enquanto o “interior” é tudo o que realmente importa. Por exemplo, desde que você seja uma pessoa “de bom coração”, tanto faz a sua aparência, como você se veste ou fala, de que tipo de música gosta ou (para irmos ainda mais longe) a religião que você professa.

Há nisso uma pontinha de verdade: a altura, o peso e a cor da pele não são, de fato, qualidades morais; pecadores e santos os há de todas as colorações, formatos e tamanhos.

O problema é que vira e mexe nos esquecemos de como o exterior brota do interior e pode, muitas vezes, revelar o que se esconde no coração. Uma pessoa boa irá vestir-se com modéstia, falará respeitosamente e apreciará um estilo de música que enobreça o caráter, ao invés de degradá-lo — e tudo isso por causa das disposições interiores do coração, ocultas a olhos humanos, mas descobertas aos de Deus. A religião, embora se manifeste, é claro, com palavras e gestos, está enraizada no mais íntimo da alma e expressa, exteriormente, quais são os valores e as prioridades de quem a professa.

O conhecido filósofo inglês Roger Scruton diz a esse propósito:

É bem verdade o que, em tom de gracejo, dizia Oscar Wilde: só quem é superficial não julga pelas aparências. Pois são estas, com efeito, que transmitem sentido e constituem o núcleo de nossas preocupações emocionais. Quando deparo com um rosto humano, essa experiência não dá origem a um estudo anatômico, nem a beleza do que vejo leva-me a pensar sobre os tendões, nervos e ossos que, em alguma medida, estruturam aquela face. Pelo contrário, deter-se no “crânio que está sob a pele” é ver tão-somente o corpo, e não a pessoa que por ele se expressa. E isso, portanto, é perder de vista a beleza do rosto.

Nossos antepassados da Idade Média, por conseguinte, jamais diriam — e com toda coerência — que “pela capa não se julga o livro”. Prova disso é que eles investiram montanhas de dinheiro na produção de ricos Evangeliários, com pesados feixes de ouro, cravejados de pedras preciosas, para que ficasse patente que aquele livro encerrava a Palavra de Deus e merecia, por isso mesmo, a nossa mais profunda veneração.

Também a sagrada liturgia contém a Palavra de Deus; e não só isso: a Missa, por incrível que pareça, contém o próprio Deus, o Verbo feito carne. Eis porque seria totalmente inadequado ao conteúdo mais profundo da liturgia que os ritos externos fossem tudo menos gloriosos, imponentes, belos, solenes, reverentes. Deveríamos poder julgar este “livro” por sua capa resplandecente, quer dizer, a Missa pela sua aparência, por seus aspectos musical, textual e cerimonial; deveríamos ser capazes de enxergar-lhe o coração em cada uma de suas ações. Não podemos “perder de vista a beleza do rosto”.

Insiste-se muito atualmente em que não temos de dar lá grande atenção às “exterioridades” da Missa; basta lembrar que “Jesus está presente”.

Tiremos logo as papas da língua: “isso não cola”.

Ao longo dos séculos, os cristãos ofereceram a Deus o melhor que podiam fazer na liturgia, sobretudo pela beleza alcançável pelas mais finas artes, a fim de que as almas dos fiéis pudessem dispor-se melhor para adorar e glorificar o Senhor. É nesse sentido que Santo Tomás de Aquino escreve que a liturgia não é para Deus, mas para nós. É claro que ela tem a Deus por fim; a liturgia sequer teria sentido se Deus não existisse e Cristo não fosse o Redentor por cujo sacrifício fomos salvos.

Mas a liturgia nada acrescenta a Deus e a Cristo, como se os fizesse “melhores”; eles já são infinitamente bons, santos e gloriosos. Na verdade, ela é um auxílio para nós, que oferecemos a Deus um sacrifício de louvor, na medida em que orienta nossas almas a Ele, nosso fim último, e alimenta nosso espírito com a verdade de sua presença e nossos corações com o fogo do seu amor.

Turíbulo.

Tudo isso se cumpre do modo mais perfeito numa liturgia que impressiona pelo cuidado com o altar e os vasos sagrados, pela nobreza dos gestos e das alfaias, pelo canto e as cerimônias. Ou seja, numa liturgia que, do início ao fim, manifesta profundamente a proximidade e a transcendência de Deus. Uma liturgia assim, celebrada com sacralidade, dificilmente servirá a fins e propósitos seculares, mas inspirará em quem a ela assistir respeito, encanto e espírito de oração.

Numa palavra, o homem, enquanto criatura intelectual e corpórea, tirará muito menos proveito de uma liturgia quer excessivamente “verbal e cerebral” quer superficialmente “pomposa” do que de uma liturgia que, além de rica em textos e cerimônias, esteja embebida de simbolismo. Eis o que são todas as liturgias cristãs históricas; eis o que não é, infelizmente, boa parte das liturgias católicas atuais.

Uma grata exceção a essa regra seria o crescente número de lugares em que se tem oferecido o rito romano tradicional, chamado também “forma extraordinária” da Missa. É um rito saturado de sacralidade que, por assim dizer, quase nos “obriga” a rezar, a mergulhar de cabeça nos mistérios de Cristo através dos gestos externos, à semelhança dos discípulos de Emaús, que reconheceram o Senhor durante a fração do pão (cf. Lc 24, 35). O rito litúrgico é como o pão milagrosamente multiplicado e dividido ao redor do mundo, oferecido na mesa dos reis e pobres que buscam um alimento imperecível. Quando partimos esse pão ao participar do rito, abrem-se-nos os olhos para reconhecer Cristo ressuscitado.

Matthew Schmitz notou o seguinte:

Assusta pensar que os líderes de uma fé ritualística tenham pensado ser possível deixar de lado as formas tradicionais de oração. Entre os poucos que viram a insensatez de um tal projeto, contavam-se muitos artistas, atentos como que por natureza ao que, embora pareça superficial, é no fundo imprescindível.

O escritor Nicholas Dávila disse mais ou menos o mesmo: “Quando a religião e a arte se divorciam, é difícil saber qual das duas se corrompeu primeiro”.

É por todos esses motivos que a liturgia não só pode como deve ser julgada “pela capa”, pela aparência — pois, como diz Aristóteles, a aparência da coisa aponta para a natureza e substância dela. A Igreja Católica deve cuidar não só do real, mas também das aparências. O ser humano chega ao conhecimento da verdade por meio dos sentidos; ele não pode formar conceitos sem imagens. Em matéria de religião, no encontro com o Deus encarnado nos mistérios de sua vida, morte e ressurreição, nossos sentidos, nossa memória, nossa imaginação e emoções desempenham um papel tão importante quanto nossa inteligência e vontade.

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Mulher, onde está o teu coração?
Sociedade

Mulher, onde está o teu coração?

Mulher, onde está o teu coração?

Quantas mulheres estão consagrando de coração toda a sua vida a Mamon, o deus deste mundo, sem colher nenhum dos benefícios que resultariam de uma vida dedicada ao verdadeiro Deus?

Peter Kwasniewski,  LifeSiteNews.comTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere18 de Agosto de 2018
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Um dia em Nova Jersey, anos atrás, encontrava-me em uma estação de trem esperando uma viagem para Nova Iorque. Enquanto observava as jovens mulheres bem vestidas à espera na estação, pensei comigo a caminho do trabalho: quantas dessas mulheres estão consagrando de coração toda a sua vida a Mamon, o deus deste mundo, sem colher nenhum dos benefícios que resultariam de uma vida dedicada ao verdadeiro Deus?

Elas são “celibatárias” de alguma forma, mas sem serem virgens; fazem sacrifícios dia após dia, mas não colhem deles nenhuma salvação; e, além disso, não trazem nenhuma alma imortal a este mundo. Elas podem até ter sexo, mas sem filhos; com isso, perdem a glória e o mérito supremos da mulher casada. Quando têm um filho, frequentemente delegam os cuidados a outra pessoa, perdendo a maior oportunidade e o maior privilégio de todos: criar e educar os próprios filhos.

Muitas mulheres modernas são um conjunto de contradições flagrantes: suas vidas são “consagradas”, mas a um falso deus que lhes rouba as bênçãos de uma fé virginal; elas se deitam com seus maridos, mas preferem a esterilidade; quando têm filhos, não cuidam deles nem os educam. Numa espécie de sátira da própria existência, elas são celibatárias defloradas, esposas estéreis e mães irresponsáveis — e tudo isso por escolha.

Em muitos sonetos, Shakespeare incentiva o leitor a gerar filhos, a fim de passar adiante a beleza que tem, ao invés de gastá-la consigo. Os sonetos partem do pressuposto de que a relação sexual é algo natural e felizmente associado à concepção de crianças; que o matrimônio, via de regra, conduz à formação de uma família (pensar de outro modo não faria nenhum sentido para alguém de cultura tradicional); que os cônjuges não só trarão filhos a este mundo, como dedicarão suas vidas inteiras a educá-los.

O que diria Shakespeare a essas mulheres na estação de trem? “Você deveria se casar”? Ora, muitas delas estão casadas, e ainda assim não têm nenhum filho. “Você deveria ter filhos”? Mas algumas delas os têm — um ou dois, número considerado “mais do que suficiente”. Em resumo, a estrutura inteira das relações sociais, responsabilidades morais as mais elementares, realidades humanas as mais básicas, tudo desapareceu; Shakespeare não teria praticamente nenhum modo de entrar no coração dessas pessoas.

Quero enfatizar que falo aqui apenas do que se pode chamar esterilidade voluntária, a esterilidade “de facto” escolhida por quem ou não quer filhos ou não deseja arcar com as responsabilidades de um compromisso. É evidente que aqueles que desejam mesmo ter filhos, mas não o podem, devem carregar essa cruz com a ajuda da graça divina, dado que a sua infertilidade não é querida, e muito menos culpável.

Não ter filhos, na verdade, para quem possui uma concepção digna do matrimônio e da vida humana, constitui a mais profunda dor e o mais terrível peso que se pode suportar. A perversidade da atitude moderna consiste em ver os filhos como uma derrota, um desperdício de vida.

Ao usar a metáfora da mãe para falar do terno amor de Deus (cf. Is 49, 15), o profeta Isaías parte do fato de o vínculo entre uma mãe e seus filhos ser conhecido e sentido como o mais forte, o mais sagrado, o mais íntimo dos vínculos humanos. Trata-se, talvez, do mais nobre modelo de amor a que podemos ter acesso. Por isso, Deus serve-se dele e espera ser facilmente compreendido. Se mulher nenhuma se esquece de um filho, como então Deus se esquecerá? Ao dizer: “Mesmo que uma mãe se esqueça, eu jamais me esquecerei de ti, diz o Senhor”, a Escritura faz uma reductio ad absurdum: nenhuma mãe digna do nome se esquece de seu filho; ora, se tal é assim, quanto mais Deus, que nos criou e sustenta no ser, não há de lembrar-se de nós?

Hoje, porém, a própria base dessa comparação, o belo vínculo natural entre mãe e filho, é abertamente ridicularizada e repudiada. Nós estamos, infelizmente, muito longe da imagem descrita pelo profeta Isaías, na qual o anelo da mãe por seu filho serve como imagem vívida das misericórdias de Deus para com o povo perdido e rebelde de Israel.

Em algum lugar do coração humano, não importa o quão cínico e calejado ele esteja, há uma brasa desse desejo ardente, uma fagulha desse amor. Nós precisamos fazer o máximo possível para manter acesa essa chama, procurando testemunhar continuamente o grande dom que é a vida humana, a beleza do amor paterno e materno e a alegria custosa, sim, mas profundamente gratificante de viver não para si, mas para os outros.

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Moral católica e contracepção: o Cardeal Sarah se pronuncia
Doutrina

Moral católica e contracepção:
o Cardeal Sarah se pronuncia

Moral católica e contracepção: o Cardeal Sarah se pronuncia

Acolher o ensino da Igreja sobre a contracepção, mais do que “uma questão de submissão e de obediência ao Papa”, é um ato de “escuta e acolhida da Palavra de Deus”.

La Nuova Bussola QuotidianaTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere17 de Agosto de 2018
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No último dia 4 de agosto, por ocasião do cinquentenário da encíclica Humanae Vitae, Sua Eminência, o Cardeal Robert Sarah, ministrou uma conferência na abadia beneditina de Sainte Anne de Kergonan, na região da Bretanha, noroeste da França.

Colocamos à disposição de nossos leitores algumas passagens, traduzidas do texto em italiano para o português. O texto integral da conferência, em francês, pode ser baixado nesta página.


Um erro de perspectiva

Caros amigos e esposos, se vós, como cristãos, rejeitais a contracepção, não é, antes de tudo, porque “a Igreja o proíbe”, mas porque sabeis, através do ensinamento da Igreja, que a contracepção é intrinsecamente má, isto é, que ela destrói a verdade do amor e do relacionamento humano. Ela reduz a mulher a nada menos que um objeto de prazer, sempre disponível, seja qual for o momento e a circunstância, às pulsões sexuais do homem.

Uma verdade conforme a razão e atestada pela Revelação

É importante sublinhar que essa verdade do amor humano é acessível à razão humana. São João Paulo II recorda, de fato, que a afirmação segundo a qual “qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida” (HV 11), descreve a “verdade ontológica”, a “estrutura íntima” e “real” do ato conjugal [1].

É esse caráter de racionalidade que fundamenta a afirmação de Paulo VI e de João Paulo II: “As normas morais da Humanae Vitae fazem parte da lei natural. Todo homem de boa vontade é capaz de compreender que um comportamento contraceptivo é contrário à verdade humana do amor conjugal.”

Mas é necessário ir ainda mais longe. Com efeito, São João Paulo II afirma com veemência que a norma moral formulada na Humanae Vitae faz parte da Revelação divina:

A Igreja ensina esta norma, ainda que não esteja expressa formalmente (isto é, literalmente) na Sagrada Escritura; e o faz na certeza de que a interpretação dos preceitos da lei natural é de competência do Magistério.

Podemos, no entanto, dizer mais. Ainda que a norma moral, tal como formulada na encíclica Humanae Vitae, não se encontre literalmente na Sagrada Escritura, pelo fato de estar contida na Tradição e — como escreve o Papa Paulo VI — ter sido “muitas vezes exposta pelo Magistério” (HV 12) aos fiéis, resulta que essa norma corresponde ao conjunto da doutrina revelada contida nas fontes bíblicas (cf. HV 4). [2]

Tal afirmação é capital para compreender o erro de todos aqueles que pedem uma “mudança de disciplina”, de todos os que dizem que “a Igreja é muito dura” ou que “a Igreja deve adaptar-se”. Segundo a encíclica Humanae Vitae, a Igreja não faz outra coisa senão transmitir tudo quanto ela recebeu do próprio Deus. Ela não tem, e nem terá jamais, o poder de mudar nada.

Portanto, acolher a Humanae Vitae não é, antes de tudo, uma questão de submissão e de obediência ao Papa, mas de escuta e acolhida da Palavra de Deus, da bondosa revelação de Deus sobre o que somos e sobre o que devemos fazer para corresponder ao seu amor. O que está em questão, de fato, é a nossa vida teologal, a nossa vida de relacionamento com Deus. Os cardeais, os bispos e os teólogos que têm rejeitado a Humanae Vitae e encorajado os fiéis à rebelião contra a encíclica estão se colocando deliberada e publicamente em luta contra o próprio Deus. O mais grave é que eles convidam os fiéis a se oporem a Deus.

Três erros

O primeiro erro se encontra entre os fiéis e, em particular, entre os cônjuges. Alguns poderiam ter a impressão de que a Igreja lhes esteja impondo um peso insuportável, um fardo demasiado pesado que acabará por comprometer a sua própria liberdade.

Caros amigos, tal ideia é falsa! A Igreja não faz outra coisa senão transmitir a verdade recebida de Deus e conhecida por meio da razão. E só a verdade pode nos tornar livres!

É necessário dizer como a recusa das práticas e da mentalidade contraceptiva liberta os casais do peso do egoísmo. Uma vida segundo a verdade da sexualidade humana liberta do medo! Libera as energias do amor e nos faz felizes! Vós, que viveis isso, dizei-o, escrevei, dai o vosso testemunho! É a vossa missão de leigos! A Igreja conta convosco e confia-vos essa missão!

O segundo erro a evitar se encontra entre os teólogos moralistas. Guardai-vos daqueles que vos dizem que, quando a intenção geral do casal é reta, as circunstâncias podem justificar a escolha de métodos contraceptivos. Caros amigos, afirmações desse tipo são mentiras! E aqueles que vos ensinam tais aberrações “falsificam a Palavra de Deus” (2Cor 4, 2). Eles não falam em nome de Deus. Falam contra Deus e contra o ensinamento de Jesus.

Quando vos dizem: há situações concretas que podem justificar o recurso aos contraceptivos, mentem para vós! Pior ainda, fazem-vos mal, porque vos indicam um caminho que não conduz nem à felicidade nem à santidade!

Como é possível fingir que “em certas situações” uma atitude que contradiz a verdade profunda do amor humano se torne boa ou necessária? É impossível! “As circunstâncias ou as intenções nunca poderão transformar um ato intrinsecamente desonesto pelo seu objeto, num ato ‘subjetivamente’ honesto ou defensível como opção” [3].

Não se deve jamais opor a prática pastoral à verdade universal da lei moral. A pastoral concreta é sempre a procura dos meios mais apropriados para pôr em prática o ensinamento universal, jamais para o derrogar.

O terceiro erro a evitar se encontra nos pastores: sacerdotes e bispos. Como disse Paulo VI, “não minimizar em nada a doutrina salutar de Cristo é forma de caridade eminente para com as almas” (HV 29). E, dirigindo-se aos bispos, o bem-aventurado Papa continuava:

Trabalhai com afinco e sem tréguas na salvaguarda e na santificação do matrimônio, para que ele seja sempre e cada vez mais vivido em toda a sua plenitude humana e cristã. Considerai esta missão como uma das vossas responsabilidades mais urgentes na hora atual (HV 30).

Paulo VI nos mostrou com sua encíclica um belo exemplo de caridade pastoral. Não tenhamos medo de o imitar! Nosso silêncio seria cúmplice e culpável. Não abandonemos os casais às sirenes enganadoras da facilidade!

Um caminho de santidade para os esposos

Eu gostaria de sublinhar, sobretudo, que o fundamento de toda santidade deve encontrar-se no amor a Deus. Ora, quem ama quer o mesmo que quer o amado. Amar a Deus significa querer aquilo que Ele quer. No cume da vida mística, fala-se de união das vontades, ou de comunhão da vontade.

Assim, Paulo VI encoraja os esposos a “conformarem a sua conduta às intenções criadoras de Deus” [4]. Nesta vontade de unir-se às intenções do Criador se encontra um verdadeiro caminho de união teologal com Deus e, ao mesmo tempo, de uma justa realização de si. É verdadeiramente amar a Deus amar aquilo que a sua sabedoria inscreveu na minha natureza. E isso conduz a um amor-próprio justo e realista.

Esse plano do Criador não se reduz à regularidade biológica. A fidelidade à ordem da criação compreende muito mais do que isso. A fidelidade ao projeto de Deus supõe o exercício de uma paternidade-maternidade responsável, que se exprime por meio de um uso inteligente dos ritmos [naturais] da fecundidade. Isso supõe uma colaboração entre os cônjuges, uma comunicação de escolhas comuns e livres, tomadas de forma consciente, iluminadas pela graça e pela oração perseverante, fundadas em uma generosidade de fundo, para que o casal assim decida se irá transmitir a vida ou, por justos motivos, espaçar os nascimentos.

Isso supõe um verdadeiro amor conjugal, uma verdadeira temperança e domínio de si, sobretudo no caso de decidir-se limitar a união conjugal aos períodos infecundos. Numa palavra, trata-se de uma “arte de viver”, de uma espiritualidade, de uma santidade propriamente conjugal!

Uma arte de viver

Enfatizar esse aspecto permite-nos desfazer um mal-entendido. Fala-se às vezes de “métodos naturais de regulação de natalidade”. Muitos crêem que tais métodos são “naturais” pelo fato de não recorrem a procedimentos artificiais, químicos ou mecânicos. Isso não é exato de todo.

Em vez de “métodos naturais”, deve-se falar, antes, de um exercício da fecundidade de acordo com a natureza humana. Esta supõe uma “maturidade no amor que não é imediata, senão que exige diálogo, escuta mútua e um particular domínio sobre as pulsões sexuais em uma caminhada de crescimento na virtude”, dirá Bento XVI. Por isso, pode-se falar de “vida segundo a ordem da natureza”, em conformidade com o projeto criador, apenas se um método natural de regulação dos nascimentos estiver integrado em um contexto de virtude conjugal.

Noutras palavras, os métodos naturais são uma base, mas pressupõem que são vividos [pelo cônjuges] em um contexto de virtude. Eles podem constituir uma porta, uma pedagogia para a descoberta dessa vida conjugal plena, mas não podem ser vividos materialmente, fora deste contexto de responsabilidade, generosidade e caridade que lhe é inerente.

Abrir-se à adoração

Compreender o projeto do Criador, abraçá-lo com o coração, supõe essa atitude espiritual profunda de gratidão e de adoração, que é um dom do Espírito Santo. Acolhendo com gratidão a ordem natural, esforçando-se por compreendê-la e amá-la, os esposos não só realizam seu amor nas virtudes, que consolidam sua mútua caridade, mas se abrem ainda mais à adoração contemplativa do Criador.

A Humanae Vitae abre uma estrada de santidade conjugal, uma pedagogia da adoração, de aceitação filial e reverente do plano divino. Assim, Deus mesmo é amado como Pai, seus dons são acolhidos com gratidão e veneração e os esposos experimentam sua afetuosa majestade. Bem se entende por que João Paulo II pôde afirmar que “o que se põe em questão, com a rejeição deste ensinamento, é a ideia mesma da santidade de Deus. […] Essas normas morais não são mais do que a exigência, da qual nenhuma circunstância histórica nos pode dispensar, da santidade de Deus, participada em concreto, não em abstrato, a cada pessoa humana” [5].

O régio caminho da cruz

Sim, queridos amigos, queridos esposos, não vos prego um caminho fácil. Anuncio-vos Jesus, e Jesus crucificado! Estimados esposos, convido-vos a que entreis neste régio caminho de santidade conjugal. Dias virão em que devereis seguir adiante não sem heroísmo de vossa parte. Dias virão em que palmilhareis o caminho da cruz. Penso na “cruz daqueles cuja fidelidade suscita escárnio, ironia e até perseguição” [6], na cruz das preocupações materiais que implica a generosa acolhida de novas vidas, na cruz das dificuldades da vida de casal, na cruz da continência e da espera durante alguns períodos.

A felicidade, a alegria perfeita dos vossos casamentos há de passar por aqui. Sei que isso não se dará sem sacrifício. No entanto, “as tentativas sempre recorrentes de viver um cristianismo sem sacrifício, um cristianismo aguado e sem corpo, estão destinadas ao fracasso” [7].

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“Satanás sabe o perigo de um homem que reza!”
Cursos

“Satanás sabe o perigo
de um homem que reza!”

“Satanás sabe o perigo de um homem que reza!”

“Nós não damos valor à oração, mas Satanás sabe o perigo de um homem que reza”. Isso e muito mais dia 20 de agosto, no novo curso de nosso site, “Engenharia da Santidade”!

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Agosto de 2018
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Em uma das aulas de nosso curso “Engenharia da Santidade”, Padre Paulo Ricardo conta como aprendeu do demônio algumas lições valiosas.

Mas calma lá… Não é que o demônio realmente tenha ensinado o padre, como um professor, com giz e régua na mão. Foi observando as reações do inimigo de Deus que o padre descobriu a importância de muitas coisas às quais as pessoas, em geral, não dão a devida atenção.

Uma dessas coisas é a chamada oração íntima. Nós muitas vezes damos de ombros para essa coisa de rezar, de se recolher e falar com Deus, mas a verdade é que, se nós não sabemos, “Satanás sabe o perigo que é um homem que reza”.

Por isso, e cientes de que “Engenharia da Santidade” será uma grande ajuda para transformar você em um verdadeiro homem e mulher de oração, é com muita alegria que apresentamos o teaser definitivo de nosso curso, a ser lançado, como você já sabe, na segunda-feira próxima, dia 20 de agosto.

Graças a Deus, nossos últimos vídeos de divulgação tiveram um ótimo alcance e, com isso, centenas de pessoas entraram conosco na expectativa deste conteúdo.

Agora, porém, é hora de divulgar mais do que nunca este material, a fim de que ainda mais pessoas queiram receber a “engenharia da santidade”, tal como Padre Paulo Ricardo aprendeu em anos de estudo, reflexão e principalmente… oração.

Mas, afinal, como fazer para participar deste curso?

Muitas pessoas entraram em contato conosco, perguntando se este curso seria pago. A resposta é o próprio Padre Paulo Ricardo quem dá:

Ou seja, Padre Paulo Ricardo está convencido de que, em meio a tanta informação espalhada (e perdida) no mundo virtual, só um grupo de alunos, organizado seriamente ao redor de um professor, pode levar a cabo o trabalho árduo de estudar a fundo e sistematicamente as coisas da fé.

Não se trata, portanto, de “cobrar pela Palavra de Deus”, afinal, como você sabe bem, mais de 80% de todo o nosso conteúdo de evangelização é gratuito e aberto a todas as pessoas. A maioria de nossos cursos é exclusiva para alunos porque são eles que ajudam a manter, com uma singela assinatura, todo o nosso apostolado na internet.

Se você ainda não sabe como funciona, é bem fácil entender: inscrevendo-se agora mesmo em nosso site, neste link, você faz uma assinatura que dá acesso irrestrito a todos os nossos cursos (que podem ser vistos aqui). É como se você, que chegou até aqui por causa deste novo curso, ganhasse de bônus toda uma biblioteca de formação católica!

Por isso, não espere 20 de agosto para se inscrever em nosso site! Junte-se ainda hoje à nossa família e venha estudar conosco, em profundidade, as coisas de Deus!

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