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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 18, 1-5.10.12-14)

Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe.

Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.

Hoje, celebramos o anjo bom da Bahia, a bem-aventurada Irmã Dulce. Muitos lhe conhecem a vida de dedicação aos pobres, mas poucos se dão conta de que toda a caridade que a movia tinha como fundamento um único e grande amor: o amor a Jesus Cristo. Batizada com o nome de Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, Dulce era filha de um casal abastado e cresceu de forma um tanto “sapeca”. Tinham ela e os irmãos o costume de jogar bola e ir com o pai, professor e dentista conhecido, ao estádio de futebol aos domingos para assistir à partida da semana. Tais hábitos duraram até lhe morrer a mãe. A partir de então, uma tia começou a educá-la e, para fazê-la abandonar os costumes algo soltos, passou a levá-la semanalmente ao convento das irmãs clarissas. Foi ali que Maria Rita começou a desenvolver o que, com o passar dos anos, se tornaria a sua nota mais chamativa: o amor aos pobres. Era tão grande o carinho que ela ia adquirindo pelos necessitados que passou a acolhê-los em casa, a ponto de o pai ter de lhe dizer um dia: “Minha filha, lembre-se que a porta da nossa casa não é a porto do convento de São Francisco”. Maria Rita chegou a formar-se professora primária, mas logo depois entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, de recente fundação (1910) e animada por um espírito franciscano. Deixando para trás com grande sacrifício sua amada família, Maria Rita adotou o nome de Dulce, em homenagem à sua falecida mãe e, aos 13 de agosto de 1933, fez-se uma daquelas virgens prudentes que, de vela acesa em mãos, se consagram inteiramente ao Esposo que aguardam. Ali teve início uma vida de total entrega aos pobres por amor a Jesus Cristo. Durante o seu período de formação no noviciado, é verdade, não lhe foi permitido estar com os pobres nem dar aulas às criancinhas, mas foi justamente assim, por obediência à superiora, que ela aprendeu que a forma mais concreta de ajudar os outros é a oração, o verdadeiro alimento da alma. — Que a beata Irmã Dulce, cuja canonização está agendada para o próximo dia 13 de outubro, nos ensine esse sentido sobrenatural de saber-se mero instrumento, porque é Cristo, a quem nos devemos entregar, que faz e ama, que serve e se sacrifica em nós e por meio de nós.

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