07 de Maio de 2026
Naqueles dias, 7depois de longa discussão, Pedro levantou-se e falou aos apóstolos e anciãos: “Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu, do vosso meio, para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra do Evangelho e acreditassem. 8Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo como o deu a nós. 9E não fez nenhuma distinção entre nós e eles, purificando o coração deles mediante a fé. 10Então, por que vós agora colocais Deus à prova, querendo impor aos discípulos um jugo que nem nossos pais e nem nós mesmos tivemos força para suportar? 11Ao contrário, é pela graça do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles”. 12Houve então um grande silêncio em toda a assembleia. Depois disso, ouviram Barnabé e Paulo contar todos os sinais e prodígios que Deus havia realizado, por meio deles, entre os pagãos. 13Quando Barnabé e Paulo terminaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: “Irmãos, ouvi-me: 14Simão acaba de nos lembrar como, desde o começo, Deus se dignou tomar homens das nações pagãs para formar um povo dedicado ao seu Nome. 15Isso concorda com as palavras dos profetas, pois está escrito: 16ʽDepois disso, eu voltarei e reconstruirei a tenda de Davi que havia caído; reconstruirei as ruínas que ficaram e a reerguerei, 17a fim de que o resto dos homens procure o Senhor com todas as nações que foram consagradas ao meu Nome. É o que diz o Senhor, que fez estas coisas, 18conhecidas há muito tempo’. 19Por isso, sou do parecer que devemos parar de importunar os pagãos que se convertem a Deus. 20Vamos somente prescrever que eles evitem o que está contaminado pelos ídolos, as uniões ilegítimas, comer carne de animal sufocado e o uso do sangue. 21Com efeito, desde os tempos antigos, em cada cidade, Moisés tem os seus pregadores, que o leem todos os sábados nas sinagogas”.
Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações.Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, †
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! *2a Cantai e bendizei seu santo nome! R.
2b Dia após dia anunciai sua salvação, †
3 manifestai a sua glória entre as nações, *
e entre os povos do universo seus prodígios! R.
10 Publicai entre as nações: "Reina o Senhor!" †
Ele firmou o universo inabalável *
pois os povos ele julga com justiça. R.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9“Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 15, 9-11)
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.
Ainda estando no capítulo 15 do Evangelho de São João, no contexto da Última Ceia, o Evangelho de hoje inicia logo depois de Jesus falar da nossa união com Ele na imagem da videira e dos ramos. Então, Ele pronuncia uma Verdade profunda: “Como o Pai me amou, assim também Eu vos amei” (Jo 15, 9).
Primeiro, devemos saber que o Pai ama o Filho porque é o Pai eterno do Filho eterno, e o amor entre eles é o Espírito Santo. Contudo, ao longo da história, muitos levantaram esta objeção: “Como o Pai ama o Filho e o entrega à Cruz? Como pode escolher o seu Filho amado para morrer? Isso não é amor!”
Se disséssemos apenas: “Deus nos amou, e por isso Jesus foi entregue à morte”, poderia parecer que Deus nos amou mais do que ao próprio Filho. No entanto, a Igreja sempre viu, justamente nesse entregar o Filho à Cruz, um gesto extremo de amor do Pai pelo Filho.
Para compreendermos isso, precisamos meditar sobre o sentido da eleição, da escolha. Imaginemos um reino sendo atacado por forças inimigas. O rei, já idoso, reúne seus generais e diz: “Para salvar o reino, preciso de alguém em quem eu tenha total confiança. E essa confiança eu coloco no meu filho, no qual está todo o meu amor. Vá e salve o nosso reino”. Eis aí o grande gesto de amor: o filho irá corajosamente enfrentar a batalha e pagará um preço alto, mas sairá dali vitorioso e glorioso. E, ao escolhê-lo, o pai manifesta confiança, amor e também prepara o destino de glória que o aguarda.
Do mesmo modo, também o Pai amou Jesus, escolhendo-o para a missão tremenda de salvar o mundo. É isso que está contido nessa frase: “Como o Pai me amou…” (Jo 15, 9). Ou seja, o Pai escolheu e confiou em seu Filho para que, unido a Ele, Jesus alcançasse a vitória sobre o Maligno, sobre a morte e sobre o pecado.
E Nosso Senhor completa: “Assim também eu vos amei” (Jo 15, 9), porque também nós fomos escolhidos por Ele. Isso aparece com clareza ao longo do capítulo 15. Se vivemos tempos difíceis e de luta pelo Reino de Deus, em que somos chamados a pagar um preço elevado como soldados deste Reino, isso não é apenas um peso — é também uma honra, uma eleição.
Cristo nos amou de modo particular e, assim como o Pai confiou a Ele a salvação, Ele agora se volta para nós — pobres e limitados — e nos diz: “Eu também confio em vós” (Jo 16, 33). No Cenáculo, essa confiança se torna um chamado à fé e à perseverança que chega até nós hoje, mesmo em nossas fraquezas. Por isso, escutemos hoje e sempre sua doce voz que nos exorta: “Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16, 33).
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.