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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
2ª feira da 6ª Semana da Páscoa

Hoje – 11 de Maio de 2026

Primeira Leitura
Leitura dos Atos dos ApóstolosAt 16, 11-15

11Embarcamos em Trôade e navegamos diretamente para a ilha de Samotrácia. No dia seguinte, ancoramos em Neápolis, 12de onde passamos para Filipos, que é uma das principais cidades da Macedônia, e que tem direitos de colônia romana. Passamos alguns dias nessa cidade. 13No sábado, saímos além da porta da cidade para um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a falar com as mulheres que estavam aí reunidas. 14Uma delas chamava-se Lídia; era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abriu o seu coração para que aceitasse as palavras de Paulo. 15Após ter sido batizada, assim como toda a sua família, ela convidou-nos: “Se vós me considerais uma fiel do Senhor, permanecei em minha casa”. E forçou-nos a aceitar.

Salmo Responsorial
O Senhor ama seu povo de verdade.Sl 149,1-2.3-4.5.6a e 9b

O Senhor ama seu povo de verdade.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, *
e o seu louvor na assembleia dos fiéis!
2 Alegre-se Israel em Quem o fez, *
e Sião se rejubile no seu Rei! R.

3 Com danças glorifiquem o seu nome, *
toquem harpa e tambor em sua honra!
4 Porque, de fato, o Senhor ama seu povo *
e coroa com vitória os seus humildes. R.

5 Exultem os fiéis por sua glória, *
e cantando se levantem de seus leitos,
6a com louvores do Senhor em sua boca. *
9b Eis a glória para todos os seus santos. R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo JoãoJo 15, 26–16, 4a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.27E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4aEu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”.

Meditação
Nosso Advogado no processo desta vida

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 15, 26–16,4a)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.
E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. Eu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”.

Hoje, finalizamos o capítulo 15 e partimos para o capítulo 16 do Evangelho de São João, no qual Jesus começa a falar com os seus Apóstolos numa linguagem marcada pela ideia de julgamento.

Até antes da Última Ceia, todo o Evangelho de São João já apresentava ao redor de Jesus um clima constante de processo judicial. Os judeus perguntavam quem Ele era, em nome de quem realizava aquelas obras e de onde vinha sua autoridade. Em resposta, Jesus apresentava as provas de sua identidade: os milagres, o testemunho de João Batista, de Moisés, dos profetas, do Pai e até das próprias obras que realizava.

Entretanto, aqueles que o escutavam não buscavam verdadeiramente a justiça. Pelo contrário: decidiram condená-lo, mesmo depois da ressurreição de Lázaro. É nesse contexto que surge a frase de Caifás: “Convém que um homem morra para que a nação não pereça” (Jo 11, 50).

Agora, porém, Jesus olha além daquele julgamento imediato e contempla a futura história da Igreja, mostrando aos Apóstolos que ela será moldada segundo a sua própria história. A história de Cristo é a história da Encarnação, da presença de Deus entre os homens, da graça e da pregação da Verdade. Porém, é também a história da rejeição, da perseguição e da condenação.

Alguns acolhem e creem; outros rejeitam e condenam. Por isso, o caminho de Cristo é o caminho da Paixão, Morte e Ressurreição — e esse também será o caminho da Igreja. Qualquer projeto de Igreja que queira evitar a cruz, a paixão e a entrega não corresponde ao caminho traçado por Jesus, mas às fantasias humanas e carnais de um cristianismo sem sofrimento.

É exatamente para combater essa mentalidade mundana que, na Última Ceia, Nosso Senhor promete aos Apóstolos a presença de um Advogado durante todo esse julgamento da história da Igreja, utilizando o termo “advocatus” — aquele que é chamado para estar ao lado de alguém. Em grego, “Paráclito” possui o mesmo sentido: o Defensor, o Consolador, aquele que permanece junto de nós. Trata-se do Espírito Santo.

Jesus, então, afirma: “Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo 15, 26). Ora, é o Espírito Santo quem faz brilhar a Verdade no coração humano, e é Ele quem nos faz reconhecer o verdadeiro caminho de Cristo e da sua Igreja. Por isso, Cristo acrescenta: “Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada” (Jo 16, 1).

O julgamento, porém, continuará exteriormente: “Expulsar-vos-ão das sinagogas” (Jo 16, 2). Aqui, Jesus já anuncia a ruptura entre aqueles que acolheram o Messias e aqueles que o rejeitaram. O Antigo Testamento havia preparado o povo para receber Cristo; aqueles que o acolheram tornaram-se o novo povo de Deus. Já os que o rejeitaram afastaram-se desse cumprimento da promessa.

E Jesus continua: “Virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus” (Jo 16, 2). Essa palavra atravessa toda a história da Igreja. Quantas vezes cristãos fiéis foram tratados como inimigos da fé? Quantas vezes os verdadeiros católicos foram chamados de intolerantes, radicais ou falsos cristãos, justamente por permanecerem fiéis à Verdade? Mas Cristo explica a razão disso: “Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim” (Jo 16, 3). E por qual motivo não conheceram? Pelo fato de que é o Espírito Santo, o Espírito da Verdade, quem conduz o homem ao verdadeiro conhecimento de Deus.

Por fim, Nosso Senhor diz: “Eu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora” (Jo 16, 4a). Aqui, Cristo deposita no coração dos discípulos uma memória de amor, uma lembrança viva capaz de sustentá-los nas perseguições futuras. O processo continua, o julgamento continua, mas nós não estamos sozinhos: temos um Defensor que permanece ao nosso lado para nos conservar fiéis a Jesus Cristo e ao Pai que Ele nos revelou.

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Janeiro 2024

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