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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
Sagrado Coração de Jesus, Solenidade

Hoje – 12 de Junho de 2026

Primeira Leitura
Leitura do Livro do DeuteronômioDt 7,6-11

Moisés falou ao povo, dizendo: 6“Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus. O Senhor teu Deus te escolheu dentre todos os povos da terra para seres o seu povo preferido. 7O Senhor se afeiçoou a vós e vos escolheu, não por serdes mais numerosos que os outros povos – na verdade, sois o menor de todos -, 8mas, sim, porque o Senhor vos amou e quis cumprir o juramento que fez a vossos pais. Foi por isso que o Senhor vos fez sair com mão poderosa e vos resgatou da casa da escravidão, das mãos do faraó, rei do Egito. 9Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é o único Deus, um Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações para aqueles que o amam e observam seus mandamentos; 10mas castiga diretamente aquele que o odeia, fazendo-o perecer; e não o deixa esperar, mas dá-lhe imediatamente o castigo merecido. 11Guarda, pois, os mandamentos, as leis e os decretos que hoje te prescrevo, pondo-os em prática!”

Salmo Responsorial
O amor do Senhor Deus por quem o teme é de sempre e perdura para sempre.Sl 102(103),1-2.3-4.6-7.8.10

O amor do Senhor Deus por quem o teme,
é de sempre e perdura para sempre.

1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor,*
e todo o meu ser, seu santo nome!
2 Bendize, ó minha alma, ao Senhor,*
não te esqueças de nenhum de seus favores! R.

3 Pois ele te perdoa toda culpa,*
e cura toda a tua enfermidade;
4 da sepultura ele salva a tua vida*
e te cerca de carinho e compaixão. R.

6 O Senhor realiza obras de justiça*
e garante o direito aos oprimidos;
7 revelou os seus caminhos a Moisés,*
e aos filhos de Israel, seus grandes feitos. R.

8 O Senhor é indulgente, é favorável,*
é paciente, é bondoso e compassivo.
10 Não nos trata como exigem nossas faltas,*
nem nos pune em proporção às nossas culpas. R.

Segunda Leitura
Leitura da Primeira Carta de São João1Jo 4,7-16

7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor permanece com Deus, e Deus permanece com ele.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo MateusMt 11,25-30

25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Meditação
O Amor infinito de Deus num coração humano

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 11, 25-30)

Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Celebramos hoje, com muita alegria, a Solenidade do Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, para bem vivermos esta festa litúrgica, é importante compreendermos o que realmente estamos celebrando.

Em primeiro lugar, é evidente que não estamos celebrando simplesmente o coração físico de Jesus, como se estivéssemos venerando um órgão do seu corpo, mas também não estamos apenas celebrando o amor divino de forma abstrata. O que adoramos nesta Solenidade é o fato de que Deus onipotente quis nos amar com um Coração humano, isto é, assumir a nossa natureza e, por meio do Coração de Jesus, manifestar em nossa própria condição humana o seu amor infinito.

E por que precisamos celebrar esse mistério? Porque nós, seres humanos, temos dificuldade de compreender o amor de Deus. Quando pensamos em Deus, pensamos em um Ser infinito, eterno, perfeito e plenamente feliz. Logo, marcados pelo pecado e pelas limitações da nossa condição humana, podemos ser tentados a imaginar que Deus permanece distante do nosso sofrimento, como se fosse indiferente às nossas dores.

No entanto, o Senhor, movido por infinita misericórdia, veio ao nosso encontro, fez-se homem e quis amar-nos com um Coração humano para que nunca mais pudéssemos duvidar do seu amor. Assim, em Jesus, o amor invisível e eterno de Deus tornou-se visível.

Ao contemplarmos esse amor, nasce em nós uma resposta de gratidão. Afinal, sabemos que o amor verdadeiro se manifesta pelo sacrifício. Reconhecemos o valor de uma pessoa quando a vemos lutar, sofrer e entregar-se por aquilo que ama, e assim também acontece na vida espiritual. Se a doença diminui as forças do corpo, as tribulações, quando acolhidas com fé, podem fortalecer a alma. Nos santos, o sofrimento não destrói o amor; pelo contrário, faz com que ele cresça ainda mais.

Jesus demonstrou o seu amor infinito de maneira suprema durante a sua Paixão. Por isso, quando meditamos sobre os sofrimentos que Ele enfrentou por nossa salvação, é despertado em nós o desejo de correspondermos ao seu amor, oferecendo também os nossos sacrifícios, as nossas dificuldades e a nossa fidelidade como resposta amorosa Àquele que tudo entregou por nós.

Além disso, devemos querer ardentemente consolar o Coração de Jesus. Sabemos, por experiência própria, como é consolador encontrar alguém que sofre conosco e que assume parte das nossas dores. Ora, Deus, que em si mesmo é impassível e não pode sofrer, quis tornar-se vulnerável em Cristo e assumir os sofrimentos da humanidade, vindo até nós para carregar as nossas dores e redimir-nos pelo seu amor. 

Na Cruz, Jesus pronunciou aquelas palavras comoventes: “Tenho sede”; sede essa que não era apenas física, mas também a sede do nosso amor. Portanto, diante desse clamor, não podemos oferecer-lhe o vinagre da ingratidão, da indiferença e do pecado. Ao contrário, somos chamados a responder com amor, fidelidade e reparação.

Que esta Solenidade do Sagrado Coração de Jesus acenda em nós um sincero desejo de correspondermos ao amor de Deus e de realizarmos atos generosos de amor, de penitência e de entrega, para consolar o Coração d’Aquele que tanto nos amou e continua a nos amar.

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