Hoje – 27 de Maio de 2026
Caríssimos, 18sabeis que fostes resgatadosda vida fútil herdada de vossos pais,não por meio de coisas perecíveis,como a prata ou o ouro, 19mas pelo precioso sangue de Cristo,como de um cordeiro sem mancha nem defeito.20Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso,e neste final dos tempos, ele apareceu,por amor de vós.21Por ele é que alcançastes a fé em Deus.Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória,e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus. 22Pela obediência à verdade, purificastes as vossas almas,para praticar um amor fraterno sem fingimento.Amai-vos, pois, uns aos outros,de coração e com ardor.23Nascestes de novo,não de uma semente corruptível, mas incorruptível,mediante a palavra de Deus, viva e permanente.24Com efeito,"toda carne é como erva,e toda a sua glória como a flor da erva;secou-se a erva, cai a sua flor. 25Mas a palavra do Senhor permanece para sempre". Ora, esta palavra é a que vos foi anunciada no Evangelho.
Glorifica o Senhor, Jerusalém!Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
12 Glorifica o Senhor, Jerusalém!*
Ó Sião, canta louvores ao teu Deus!
13 Pois reforçou com segurança as tuas portas,*
e os teus filhos em teu seio abençoou. R.
14 a paz em teus limites garantiu*
e te dá como alimento a flor do trigo.
15 Ele envia suas ordens para a terra,*
e a palavra que ele diz corre veloz R.
19 Anuncia a Jacó sua palavra,*
seus preceitos suas leis a Israel.
20 Nenhum povo recebeu tanto carinho,*
a nenhum outro revelou os seus preceitos. R.
Naquele tempo, 32os discípulos estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com medo. Jesus chamou de novo os Doze à parte e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele: 33“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos.34Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará”.35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. 36Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?” 37Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” 38Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” 39Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado.40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”.41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João.42Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam.43Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos.45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 10, 32-45)
Naquele tempo, os discípulos estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia à frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com medo. Jesus chamou de novo os Doze à parte e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele: “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará”. Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. Ele perguntou: “Que quereis que eu vos faça?” Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!”
Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”.
Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.”
No Evangelho de hoje, Jesus anuncia pela terceira vez a sua Paixão. No entanto, mais uma vez, os discípulos parecem incapazes de compreender o que Ele está dizendo.
De certa forma, essa falta de compreensão pode até ser explicada. Jesus frequentemente ensinava por parábolas e imagens, e é provável que os Apóstolos tenham pensado que o anúncio da Cruz fosse apenas simbólico, algo figurado. Para eles, parecia impossível imaginar que o Messias pudesse realmente sofrer e morrer.
Então, justamente nesse contexto tão dramático, dois dos Apóstolos, São Tiago Maior e São João — filhos de Zebedeu —, aproximaram-se de Jesus para lhe fazer um pedido: queriam sentar-se um à sua direita e outro à sua esquerda quando Ele entrasse na glória do seu Reino.
Em certo sentido, eles até tinham razões humanas para essa pretensão, pois Jesus demonstrava uma proximidade especial com três discípulos: Pedro, Tiago e João. Eram os que estavam presentes nos momentos mais íntimos e extraordinários da vida pública de Cristo. Por isso, os filhos de Zebedeu, de maneira presunçosa, acreditavam já merecer um lugar privilegiado junto do Senhor, mas o Evangelho deixa claro que eles ainda não haviam compreendido nada sobre o verdadeiro Reino de Deus.
Aqui está uma lição muito importante para nós: não basta simplesmente rezar; é preciso saber o que pedir a Deus. Os dois Apóstolos fizeram um pedido a Jesus, mas algo que era impossível de Ele atender, porque era fruto da ignorância espiritual e do egoísmo deles.
Muitas pessoas pensam que apenas o fato de rezar já as torna virtuosas. No entanto, se a oração não nasce de um coração convertido, ela pode até se tornar um instrumento de pecado. São Tiago Maior e São João desejavam a glória, mas queriam uma glória sem cruz, sem sofrimento, sem amor sacrificial e sem entrega verdadeira.
Então, Jesus lhes pergunta: “Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” (Mc 10, 38). E eles respondem prontamente que sim. Mas essa resposta ainda é uma bravata, semelhante àquela de São Pedro na Última Ceia, quando afirmou que seguiria Jesus até a morte. Naquela mesma noite, porém, antes do amanhecer, Pedro negaria o Senhor três vezes.
Os Apóstolos não tinham entendido que, antes de qualquer glória, é necessário pedir a graça de amar mais profundamente a Jesus; a graça da fidelidade, da entrega e da perseverança. Por isso, Cristo ensina: “Buscai primeiro o Reino de Deus, e tudo mais vos será dado por acréscimo” (Mt 6, 33). Em outras palavras: busquem antes de tudo a santidade, a união com Deus, e o resto virá no tempo certo.
O Evangelho nos mostra também que existe um lugar preparado para nós no Céu. Contudo, ninguém chega a essa glória sem passar pelo caminho percorrido por Cristo: o caminho da Páscoa; da paixão, morte e ressurreição. É por esse motivo que não devemos pedir a Deus que retire todas as nossas cruzes; antes, precisamos suplicar pela graça de carregá-las com amor e fidelidade, porque os sofrimentos permitidos por Deus têm um sentido profundo: eles nos purificam, arrancam o egoísmo do nosso coração e configuram-nos cada vez mais a Jesus Cristo.
Naquele momento do Evangelho, os filhos de Zebedeu ainda estavam muito presos a si mesmos e não eram capazes de amar plenamente a Cristo. Entretanto, depois de passarem pelo escândalo da Cruz e pela ação transformadora da graça, tornaram-se homens verdadeiramente entregues ao Senhor, levando o Evangelho até os confins da terra.
Que alegria saber que existe para nós um lugar junto de Cristo na glória eterna, e que somos chamados a participar do Reino de Deus! Isso enche o nosso coração de esperança, mas essa participação exige que, aqui na terra, aprendamos a servir a Jesus com humildade, amor e generosidade.
Peçamos, pois, a graça de não fugirmos da cruz, mas de suportarmos com fidelidade tudo aquilo que Deus permitir em nossa vida, sabendo que, unidos a Nosso Senhor, o sofrimento jamais será inútil.
© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.