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Liturgia Diária

Acompanhe a leitura do dia e também a Homilia do Padre Paulo Ricardo.
Santos Marta, Maria e Lázaro, Memória

Hoje – 29 de Julho de 2026

Primeira Leitura
Leitura da Primeira Carta de São João1Jo 4, 7-16

7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele.

Salmo Responsorial
Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!Ou: Provai e vede quão suave é o Senhor!Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9.10-11

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!
Ou: Provai e vede quão suave é o Senhor!

2 Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, *
seu louvor estará sempre em minha boca.
3 Minha alma se gloria no Senhor; *
que ouçam os humildes e se alegrem! R.

4 Comigo engrandecei ao Senhor Deus, *
exaltemos todos juntos o seu nome!
5 Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, *
e de todos os temores me livrou. R.

6 Contemplai a sua face e alegrai-vos, *
e vosso rosto não se cubra de vergonha!
7 Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, *
e o Senhor o libertou de toda angústia. R.

8 O anjo do Senhor vem acampar *
ao redor dos que o temem, e os salva.
9 Provai e vede quão suave é o Senhor! *
Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R.

10 Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, *
porque nada faltará aos que o temem.
11 Os ricos empobrecem, passam fome, *
mas aos que buscam o Senhor não falta nada. R.

Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo JoãoJo 11, 19-27

Naquele tempo, 19muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa.21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”.25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.

Meditação
Marta, Maria e Lázaro e o progresso espiritual

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 11, 19-27)

Naquele tempo, muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa.
Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”.
Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.

Celebramos hoje a memória de Santa Marta, irmã de Lázaro e de Maria. Ela é conhecida por sua agitação e por ter sido repreendida por Jesus com estas palavras: “Marta, Marta! Tu te inquietas e te agitas por muitas coisas. No entanto, uma só coisa é necessária” (Lc 10, 41-42).

Existe uma conhecida contraposição entre a vida contemplativa de Maria e a vida ativa de Marta. No entanto, os grandes santos, aqueles que chegaram à Sétima Morada, reúnem em si essas duas realidades: são, ao mesmo tempo, Marta e Maria, isto é, profundamente contemplativos e plenamente ativos.

É necessário, porém, compreender que essa união só se alcança seguindo o caminho correto. E o caminho começa com Maria. Precisamos, antes de tudo, sentar-nos aos pés de Jesus, ouvir a sua Palavra e receber a sua graça. Somente então poderemos servir a Deus como Marta o servia, entregando a nossa vida no dia a dia.

Essa primeira etapa, marcada pela vida contemplativa e pela oração, corresponde, no itinerário espiritual do cristão, à Segunda Morada. A Primeira Morada é aquela em que a pessoa simplesmente está em estado de graça; por isso, todos os cristãos que comungam encontram-se, ao menos, nessa primeira etapa. Mas, quando alguém possui uma vida de oração íntima, pessoal e constante com Deus, encontra-se na Segunda Morada.

Entretanto, essa Segunda Morada precisa desabrochar em um apostolado capaz de purificar as paixões desordenadas que existem em nós. É aqui, então, que aparece a importância de Marta: ela é aquela que serve, que se entrega e que age.

 Nesse caso, a ordem dos fatores altera, sim, o produto. Ou seja, se começamos simplesmente sendo Marta, caímos no pelagianismo, pensando que, por nossa própria força de vontade e capacidade, realizaremos obras de justiça e alcançaremos a santidade. Contudo, se não nos sentarmos à soleira da porta de Deus como mendigos da sua graça, não conseguiremos fazer nada.

Nosso Senhor disse com toda clareza: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15, 5). E esse “nada” é o nada mais radical e absoluto que existe. Não somos capazes de fazer nada verdadeiramente bom sem a ação divina. Nem mesmo esta homilia, que é pregada e ouvida, será realmente boa se não houver uma graça de Deus que ilumina o pregador e também aquele que escuta a Palavra. Se ela produz frutos em nós, é porque a graça divina agiu em nosso coração.

Quando começamos a ter, pois, uma vida de oração, a meditar a Palavra de Deus e a alimentar-nos da graça, a nossa vida se transforma. E, ao percebermos o amor de Cristo, Aquele que se entregou por nós na Cruz, compreendemos que precisamos corresponder a esse amor.

Por meio do apostolado, da doação e da entrega, crescemos espiritualmente como Marta. Desse modo, avançando na fé e na santidade, poderemos tornar-nos como os grandes santos: perfeitos contemplativos e perfeitos ativos. É raro que isso aconteça, porque o caminho é longo e a estrada é realmente acidentada, mas é isso que Deus deseja de nós: um amor tão sublime que possamos dizer como São Paulo: “Vivo, mas não eu. É Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).

Pela graça de Deus, todos nós seremos, um dia, não somente como Maria contemplativa e Marta ativa, mas também como Lázaro ressuscitado para a vida nova que Cristo deseja nos dar: o amor divino que brota no coração humano. Por isso, peçamos a intercessão destes três irmãos para que, alimentados pela oração e transformados pela caridade, correspondamos ao amor de Deus e vivamos inteiramente para Jesus.

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