É impossível que passe despercebido, no centro da Praça de São Pedro, bem à frente da Basílica onde repousam as relíquias do Príncipe dos Apóstolos, o monumento conhecido como “Obelisco Vaticano”.

Em sua base, quis o Papa Sisto V, em 1585, que fosse gravada a seguinte oração: Ecce crux Domini: fugite, partes adversæ. Vicit Leo de tribu Iuda — “Eis a Cruz do Senhor: fugi, potências inimigas! Venceu o Leão da tribo de Judá”. 

Segundo a tradição popular, esta breve oração foi composta por ninguém menos que Santo Antônio de Lisboa (ou de Pádua, se quiserem), e dada a uma pobre mulher que estava sendo muito tentada pelo demônio. Daí o seu nome mais comum: “Breve de Santo Antônio”.

No monumento falta ainda uma parte da oração, que chama Nosso Senhor de radix David, “estirpe de Davi”. Percebe-se também uma ligeira modificação em seu início, adequando a palavra crux à norma latina mais clássica, segundo a qual a partícula ecce rege nominativo, não acusativo. (O santo português teria dito, ao contrário: Ecce crucem Domini.)

Mas o que mais nos interessa aqui, de novo, é o interlocutor da oração. Percebam como o único vocativo desta frase não é Deus, nem a Virgem Maria, nem algum dos santos, mas as “potências inimigas” (partes adversæ): a Cruz do Senhor é apresentada simplesmente para pô-las em fuga.

O Obelisco Vaticano.

Eis-nos, pois, diante de um exorcismo imperativo — e à vista de todos, no coração da Santa Igreja, não escondido em algum ritual antigo ou biblioteca restrita do Vaticano. Assim é porque — dizem-nos as “Diretrizes para o Ministério do Exorcismo à Luz do Ritual Vigente” (Edições CNBB, 2022, p. 131) — “o exorcismo privado é lícito a todos e especialmente aos ministros da Igreja”. 

Noutras palavras, todos podem rezar o Breve de Santo Antônio, e a Igreja, de fato, nunca pensou em proibi-lo aos fiéis.

Mas o que são “exorcismos privados”? Podemos mesmo rezá-los sempre, ou não? E em que eles diferem dos exorcismos que vemos nos filmes ou no Ritual de Exorcismos?

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Notas

Este texto foi publicado no Instagram do Pe. Paulo Ricardo no dia 14 de julho de 2023. Para esta publicação em nosso Blog, foi ligeiramente adaptado passim.

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