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Indulgência Plenária na Festa da Divina Misericórdia
Liturgia

Indulgência Plenária na
Festa da Divina Misericórdia

Indulgência Plenária na Festa da Divina Misericórdia

Saiba por que a Igreja celebra, neste domingo, a festa da Divina Misericórdia e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração.

Equipe Christo Nihil Praeponere22 de Abril de 2017
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A devoção à Divina Misericórdia, de acordo com as revelações de Nosso Senhor a Santa Faustina Kowalska, é um grande dom concedido à Igreja Católica no terceiro milênio. Essa expressão de piedade foi de tal modo reconhecida e aprovada pela Igreja que, em 2000, o Papa São João Paulo II — conterrâneo de Santa Faustina — instituiu para a Igreja universal a festa da Divina Misericórdia, a ser celebrada todos os anos, na Oitava da Páscoa.

Mas por que instituir essa festa justamente no segundo domingo do Tempo Pascal?

Além do pedido expresso de Jesus Misericordioso [1], uma das razões pode ser encontrada no fato de que, nesse dia, a liturgia católica relembra com particular intensidade dois grandes instrumentos da divina misericórdia para a salvação humana: os sacramentos do Batismo e da Penitência. Esses dois sacramentos são chamados também de "sacramentos de mortos", porque foram "instituídos principalmente para restituir a vida da graça às almas mortas pelo pecado" [2]: o Batismo, como a porta pela qual todos temos de passar; e a Confissão, como uma "segunda tábua de salvação" [3], pois é por ela que são restituídos à graça os que voltaram a cair depois de terem sido batizados.

De fato, este domingo da Oitava da Páscoa era chamado, desde os primeiros tempos da Igreja, de Dominica in albis. A expressão latina significa "em vestes brancas" e faz referência ao fato de que, durante essa celebração, os neófitos que foram batizados na Vigília Pascal pela primeira vez aparecem com suas vestes alvas, simbolizando a brancura da alma purificada do pecado. Também neste domingo, o Evangelho proclama a instituição do sacramento da Penitência, quando Nosso Senhor Ressuscitado se põe no meio dos discípulos e, soprando sobre eles, diz: "Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos." (Jo 20, 22-23)

Para fazer com que vivêssemos mais intensamente esta celebração, o Papa São João Paulo II estabeleceu, em 2002, através de um decreto com "vigor perpétuo", que este Domingo da Divina Misericórdia fosse enriquecido com a Indulgência Plenária, entre outras razões, para que os fiéis pudessem " alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo". Os termos da concessão são os seguintes:

Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da "Misericórdia Divina", em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., "Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti").

Concede-se a Indulgência parcial ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.

Também aos homens do mar, que realizam o seu dever na grande extensão do mar; aos numerosos irmãos, que os desastres da guerra, as vicissitudes políticas, a inclemência dos lugares e outras causas do género, afastaram da pátria; aos enfermos e a quantos os assistem e a todos os que, por uma justa causa, não podem abandonar a casa ou desempenham uma actividade que não pode ser adiada em benefício da comunidade, poderão obter a Indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia, se com total detestação de qualquer pecado, como foi dito acima, e com a intenção de observar, logo que seja possível, as três habituais condições, recitem, diante de uma piedosa imagem de Nosso Senhor Jesus Misericordioso, o Pai-Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., "Ó Jesus Misericordioso, Confio em Ti").

Se nem sequer isto pode ser feito, naquele mesmo dia poderão obter a Indulgência plenária todos os que se unirem com a intenção de espírito aos que praticam de maneira ordinária a obra prescrita para a Indulgência e oferecem a Deus Misericordioso uma oração e juntamente com os sofrimentos das suas enfermidades e os incómodos da própria vida, tendo também eles o propósito de cumprir logo que seja possível as três condições prescritas para a aquisição da Indulgência plenária.

Para aqueles que não sabem ou não se lembram mais, é sempre válido recordar o que são as indulgências:

Aproveitemos essa concessão da Igreja, por ocasião da festa da Divina Misericórdia, para fortalecermos o nosso amor a Cristo, vivendo a vida da graça, e mantermos "o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado", pois só assim poderemos receber de Deus as indulgências que Ele, misericordiosíssimo, sempre nos quer conceder.

Referências

  1. Diário de Santa Faustina, n. 49: "Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia [...] no primeiro domingo depois da Páscoa".
  2. Catecismo de São Pio X, n. 539.
  3. "O primeiro remédio para os que atravessamos os mares é nos conservarmos num navio em bom estado; o segundo, se ele naufraga, apegarmo-nos a uma tábua. Do mes­mo modo, o primeiro remédio no mar desta vida é conservarmos a nossa integridade; o segundo, recuperarmos essa integridade pela penitência, se a perdemos pelo pecado." (Santo Tomás de Aquino, S. Th. III, q. 84, a. 6).

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A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
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Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

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Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

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Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
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Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

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Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
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Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

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