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Maria: o segredo das famílias santas
Virgem Maria

Maria: o segredo das famílias santas

Maria: o segredo das famílias santas

A devoção a Maria é, comprovadamente, o sinal mais claro de uma família unida e o meio mais eficaz de produzir famílias santas.

Pe. Gabriel M. RoschiniTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere31 de Dezembro de 2017
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A graça, como todos sabemos, não destrói a natureza, mas a eleva e aperfeiçoa. Foi por isso que Deus, ao confiar seu Filho único aos cuidados de Maria e José, quis que Nossa Senhora, como toda boa mãe, fosse o centro e o coração da Sagrada Família. A Ela Jesus, com incrível humildade, e José, com castíssimo amor, dedicavam seus melhores afetos e atenções.

E é também por isso que Maria, ainda hoje, deve continuar sendo a alma e o coração dos lares cristãos: Ela é a Rainha, o modelo, a ajuda e o ânimo para todas as famílias que desejam permanecer unidas e ser santas como santa foi a casinha de Nazaré.


A devoção a Maria é uma fonte viva de benefícios, não só para o indivíduo, mas também para toda a sociedade, seja doméstica, seja civil ou religiosa. No que diz respeito à sociedade doméstica em particular, quatro palavras sintetizam as relações que ligam Maria SS. com a família cristã: Rainha, modelo, ajuda e ânimo.

Vejamos de que maneira o culto de devoção a Nossa Senhora pode ajudar a promover, de modo muitíssimo eficaz, a unidade e a santidade dos nossos lares.

1) Maria, Rainha da família

Maria SS. é e deve ser, em primeiro lugar, a Rainha da família cristã. Esta realeza de Maria tem o seu fundamento sólido nas singulares relações que a unem à grande e eterna família do céu, composta pelas três pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Maria SS., como disse Pio XII, está “misteriosamente aparentada, em virtude da união hipostática, com a SS. Trindade e com Aquele que, só, é por essência a Majestade infinita, Rei dos Reis e Senhor dos senhores, como Filha primogênita do Pai, Mãe terníssima do Verbo, Esposa predileta do Espírito Santo” [1].

Ela é, com efeito, por esse seu divino “parentesco” com a família divina, Rainha de todas as outras famílias; tem, portanto, direito à homenagem, ao obséquio e à servidão de todas elas. Donde a suma conveniência de que todas as famílias, além de consagrar-se ao S. Coração de Cristo Rei, consagrem-se também ao Coração Imaculado e doloroso de Maria Rainha, a fim de reconhecer de uma maneira solene e voluntária esse domínio natural que Ela tem sobre todas as famílias.

Daí a oportunidade de erigir em todos os lares, no lugar mais frequentado da casa, um altarzinho com uma bela imagem de Maria SS., de maneira que todos possam tê-la continuamente diante dos olhos e no coração, tornando-se assim, na prática, Rainha do lar, verdadeira “ama da casa”.

Será também oportuno colocar em todos os cômodos alguma bela imagem de Maria: Ela deve constituir o centro ao redor do qual se desenvolva e no qual se inspire toda a vida doméstica. Diante dela a família deve recolher-se em oração, especialmente durante a récita do Santo Terço. A Ela as crianças devem aprender a pedir perdão depois de qualquer travessura. A Ela, além de flores materiais, devem-se oferecer todas as flores espirituais, bem como as florezinhas que em sua honra produzem e pintam as crianças. A Ela se recorre continuamente nas várias necessidades da família, tanto espirituais quanto materiais. A Ela, enfim, a saudação de todos ao entrar ou sair de casa.

Será de bom conselho renovar todos os anos o ato de consagração a Maria, a fim de trazer outra vez à memória nossos deveres para com a amabilíssima Rainha de todas as famílias. E podemos facilmente imaginar os grandes e incalculáveis efeitos de semelhante presença de Maria em todas as famílias cristãs. O pensamento, tão óbvio, de não entristecer jamais a uma tão excelsa Rainha, sentada em seu trono, será de grande eficácia para impedir as blasfêmias, as palavras feias, as discussões, as imprecações; numa palavra, o pecado em todos os seus aspectos. Não será menor a eficácia de semelhante presença em fazer com que floresçam, tendo-a como exemplo luminoso, as mais belas virtudes cristãs, particularmente as domésticas.

2) Maria, modelo da família

Maria SS., em segundo lugar, deve ser o modelo da família cristã e, de uma maneira muito particular, daquela que é o centro e o coração da família: a mãe. Só será mãe cristã, autêntica e verdadeira, aquela que se amoldar ao exemplo da augusta Mãe de Cristo.

E quais as notas característica de um coração de mãe? São duas: o amor e o sacrifício. Ora, não são estas justamente as duas notas mais melodiosas do Imaculado Coração de Maria? Que poder de amor e que espírito de sacrifício há naquele Coração! Ela é e será sempre a Mestra das mestras na arte de sobrenaturalizar o amor e o sacrifício.

Mas a Virgem SS., na família cristã, além de ser modelo insuperável de mãe, é também o modelo mais completo para os filhos. Com efeito, ninguém, depois de seu próprio e divino Filho, esteve mais perfeitamente do que Ela sujeito a seus pais, cercando-os de respeito, de afeto filial e de infinitas delicadezas. Nela, por conseguinte, devem inspirar-se todos os filhos de família, se queremos que cada família cristã se converta em outra Família de Nazaré.

3) Maria, ajuda da família

Maria SS., em terceiro lugar, é ajuda da família cristã. Entre os poucos, mas significativos episódios referidos pelo Evangelho a respeito de Maria SS., há dois que nos revelam o quão propensa é a Virgem a  socorrer as famílias cristãs. Estes dois episódios referem-se às duas famílias que tiveram grande relação com Cristo: a de Zacarias e a desconhecida família de Caná.

Deviam ser duas famílias muito devotas de Maria SS. e muito conhecidas e amadas por Ela. Foi em favor destas duas famílias que Ela alcançou de Jesus dois milagres, os dois primeiros milagres que Ele realizou: o primeiro, na ordem sobrenatural: a santificação de S. João Batista; o segundo, na ordem natural: a conversão da água em vinho.

Maria SS. ficara sabendo pelo Anjo, no dia da Anunciação, que sua prima Isabel, mulher de Zacarias — que ficara mudo pela incredulidade às palavras do Anjo —, depois de tantos anos de humilhante esterilidade, era agora mãe, e mãe do Precursor de seu divino Filho. Desejosa de participar da inefável alegria de sua santa prima, abandona a celestial solidão de Nazaré, dirige-se às montanhas da Judéia e entra na casa de Zacarias. Levado por Maria, entra ali também Jesus. Assim outrora; assim agora; assim sempre.

À voz da saudação que Maria dirige à dona da casa, Isabel sente-se cheia do Espírito Santo, e o pequeno Batista, saltando no seio de sua mãe, expressa com aquela manifestação de alegria a santificação produzida em sua alma. Com este excelso dom sobrenatural (a voz de Maria foi como o veículo daquela primeiro milagre), Ela recompensou o afeto que lhe tinha aquela família.

O mesmo deve ser dito da visita de Maria a uma outra família, que estava prestes a constituir-se. Aqueles dois jovens esposos tiveram a nobre ideia de convidar Maria para participar da alegria que lhes inundava o coração, ao verem finalmente realizado o seu sonho de amor. Maria aceita, com complacência maternal. Por respeito a Maria — como parece deduzir-se do texto —, convidam também a Jesus com seus primeiros discípulos.

Sempre acontece assim: onde entra Maria, antes ou depois entrará também Jesus, e com Jesus todo o bem, tanto espiritual como material. Foi nesta ocasião feliz que o contrato matrimonial elevou-se à dignidade de sacramento [2], ou seja, foi elevado para significar a inefável união de Cristo com a Igreja e a conferir a graça necessária ao cumprimento de todos os deveres conjugais. Este foi o benefício espiritual. A ele veio somar-se o material.

Aconteceu, pois, que o vinho começou a faltar, e Maria SS., sem que ninguém lho pedisse, dirigiu-se a seu divino Filho, e Ele realizou o milagre — o primeiro, o que abriu a série de seus milagres — da conversão da água em um generoso vinho. Esta mesma ajuda, prestada a estas duas famílias, a Virgem há de prestá-las sem dúvida alguma, ainda que não lha peçam explicitamente, a todas as famílias que lhe oferecerem seus obséquios.

4) Maria, ânimo da família

A Virgem SS. é, em quarto lugar, o ânimo da família cristã. A quantas famílias tem confortado a Consoladora dos aflitos! Em primeiro lugar, confortou a primeira família humana, imediatamente depois de sua clamorosa derrota pela serpente infernal.

Com efeito, das palavras dirigidas por Deus à serpente, a “Mulher” prometida aparece como um raio de esperança entre as trevas da culpa, como promessa de vitória sobre a serpente vencedora. A luminosa visão desta prometida eterna inimiga e vencedora de Satanás foi o que consolou nossos primeiros pais e a seus descendentes nas amarguras da peregrinação terrena. A Ela, pois, dirigiu a humana família, desde o primeiro momento, seu olhar como a uma tábua de salvação, e como a seu supremo ânimo.

Confortou, com sua vinda a este mundo, a sua própria família, ou seja, a seus santos pais, aflitos — segundo uma antiga e venerável tradição — por uma longa e humilhante esterilidade. A alegria trazida por Maria SS. à sua família não era mais do que um símbolo da alegria que Ela havia de trazer a toda a família humana em geral e a cada família que a faz penetrar em suas paredes domésticas.

Estes são, em rápida síntese, os benefícios preciosos e incalculáveis que a devoção terna e sólida à Virgem SS. traz para a família. Se é verdade que a família é o “centro da humanidade”, já que a sociedade, tanto civil como religiosa, não é mais do que a extensão da família, também é verdade que a salvação da família acaba por coincidir com a salvação da sociedade. E a salvação da família é precisamente Maria, Rainha do lar. Eis porque se deve “à SS. Virgem tudo o que de bom tem a família. Nunca será demais repeti-lo” [3].

Referências

  • Tradução e adaptação de Gabriel M.ª Roschini, La Madre de Dios según la Fe y la Teología. Trad. esp. de Eduardo Espert. 2.ª ed., Madrid: Apostolado de la Prensa, 1958, vol. 2, pp. 505-509.

Notas

  1. Cf. L’Osservatore Romano, 19 mai. 1946.
  2. É contudo ponto discutível em teologia sacramental o momento exato em que Cristo teria elevado o matrimônio à dignidade de sacramento da Nova Aliança (Nota da Equipe CNP).
  3. S. de Lestapis, “Marie et la Famille”, em: Marie, vol. 1, Paris, Beauchesne, p. 767.

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A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
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Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

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Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

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Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
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Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

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Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
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Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

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