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O afresco de São João Paulo II
Igreja Católica

O afresco de São João Paulo II

O afresco de São João Paulo II

De todas as conquistas que marcaram a longa existência de João Paulo II, a sua principal contribuição para o mundo de hoje está em um documento sobre a natureza do ato moral: a Encíclica Veritatis Splendor.

Michael J. Ortiz,  Crisis MagazineTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere2 de Abril de 2018
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Todos os anos, cinco milhões de turistas vão à Capela Sistina, em Roma, para visitar os mais de 450 metros quadrados que albergam os afrescos de Michelangelo, nos quais estão retratadas inumeráveis cenas bíblicas, desde a Queda de Adão até o Juízo Final. A Capela Sistina é um dos grandes patrimônios da humanidade. Ela fala por si mesma, envolvendo com sua portentosa beleza quem quer que a contemple.

Hoje, dia 2 de abril, aniversário da morte de S. João Paulo II, eu gostaria de sugerir que uma das obras deste Papa pode ser comparada, em sua importância e valiosas intuições, ao teto da Capela Sistina, ainda que se trate de um “afresco em palavras”, e não de uma pintura em sentido próprio. Nela estão corajosamente traçadas as “luzes e sombras” da dignidade humana, ou seja, da nossa capacidade para o realizar o bem ou o mal.

Desde a morte do Papa polonês em 2005, diversos aspectos de suas conquistas vêm sendo reconhecidos. Eles incluem a política (a ascensão de “Solidariedade” em sua terra natal e a queda do Império Soviético), as artes (suas reflexões sobre a beleza, seu trabalho prévio na poesia e na dramaturgia), a filosofia (seus escritos sobre o relacionamento entre fé e razão) e, naturalmente, a teologia (seu tríptico de Encíclicas sobre a natureza de Deus). João Paulo teve uma vida longa,  ativa e enraizada na oração, e os resultados, embora não tenham sido perfeitos, estão aí à vista de todos. Ao menos para os que abrirem os olhos para ver. E ler.

De todas as conquistas que marcam sua longa existência, creio que a principal contribuição do Papa filósofo para o mundo seja a sua reflexão a respeito da natureza do ato moral. Trata-se, sem dúvida, de um assunto pouco atraente para muitos, mas que se refere, no fundo, ao modo como nos tornamos quem somos, desde as profundezas mais íntimas do nosso ser.

Tudo isso pode ser encontrado na Encíclica Veritatis Splendor, “Esplendor da Verdade”, publicada em 1993, há cerca de um quarto de século. No Concílio Vaticano II (1962-1965), os padres conciliares tentaram, mas não conseguiram produzir um documento sobre teologia moral antes de irromper a tempestade da década de 1960. Com a ajuda de Joseph Ratzinger (que se tornaria mais tarde Papa Bento XVI) e outros cooperadores, João Paulo II pôde elaborar um dos documentos oficiais mais significativos da Igreja sobre teologia moral dos últimos 400 anos.

Teto da Capela Sistina.

Qual é a necessidade de um documento assim? Quando o Papa Paulo VI, em 1968, confirmou o ensinamento constante da Igreja sobre a imoralidade da contracepção, o dissenso entrou na ordem do dia para os católicos, enquanto o resto do mundo abraçava alegremente a chamada Revolução Sexual. Os resultados trágicos dessas escolhas — famílias desestruturadas, de um lado, e o fácil acesso à pornografia, de outro — continuam surtindo efeito até os dias de hoje.

Algumas fórmulas tradicionais da doutrina católica, de meio século ou menos de idade, se revelaram incapazes de convencer as gerações da “era de Aquarius” e seus descendentes (nós, em suma). João Paulo II sabia, desde a época em que foi professor universitário na Polônia, da urgente necessidade de oferecer aos homens uma sólida formação em antropologia cristã, iluminada pela fé. Por isso, ele mesmo tratou de nos proporcionar essa base, elaborada com fidelidade às SS. Escrituras e ao Magistério perene e bimilenar da Igreja.

Veritatis Splendor faz ecoar o grito de rebelião e de esperança de toda alma que, mais do que praticar o mal, sofre a sua ação. A Encíclica fala a partir da consciência moral do que de melhor tem a nossa humanidade, iluminada pela graça. Ela frustra as esperanças de todo governo que pretenda fazer do oportunismo e da comodidade o seu “evangelho”, à custa da verdade e da luz da consciência, dada a todas as almas, criadas à imagem de Deus.

O Papa polonês queria nos lembrar de que existem atos que não devem ser praticados nunca. Há, gostemos ou não, atos intrinsecamente maus, sempre e em si mesmos, ainda que tenhamos as melhores intenções, independentemente das circunstâncias.

Àqueles que defendem que essa doutrina carece de “sensibilidade pastoral” cabe perguntar: como vamos ajudar realmente as pessoas, se escondermos delas a verdade sobre problemas humanos tão fundamentais? Como vamos conduzi-las das trevas do pecado à luz da graça, isto é, à amizade íntima com Deus, Nosso Senhor, se abandonarmos o legado moral dos santos, dos mártires e dos santos doutores da Igreja? Desse ponto de vista, a exortação do Concílio Vaticano I é de uma relevância permanente: “Sempre se deve ter por verdadeiro sentido dos dogmas aquele que a Santa Madre Igreja uma vez tenha declarado, não sendo jamais permitido, nem a título de uma inteligência mais elevada, afastar-se deste sentido.” [1]

Muitos católicos parecem ter perdido de vista esse precioso ensinamento. E isso é terrível em vários níveis. Passa-se a impressão, por exemplo, de que a Igreja teria o poder de ser arbitrária em todas essas matérias, como se ela pudesse definir o bem e o mal, ao invés de simplesmente reconhecê-los inscritos na natureza humana. No entanto, como escrevia o Beato John Henry Newman, “ainda que o papado pertença ao depósito da Revelação, o Papa não tem jurisdição alguma sobre a natureza” [2].

Alguns estudiosos afirmam que a imagem de Deus Pai estendendo a mão para Adão no teto da Capela Sistina tem a forma de um cérebro humano. É como se Deus estivesse concedendo à humanidade a luz da inteligência, em um toque íntimo e singelo. Se nós levarmos em conta o ensinamento de S. João Paulo II, veremos com igual clareza como cada pessoa com que cruzamos na rua está chamada a ser uma obra-prima de Deus, um “afresco” para a eternidade, onde as sombras dos pecados arrependidos e perdoados só tornará ainda mais radiante a luz de sua glória no Céu.

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A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
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Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

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Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

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Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
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Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

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Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
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Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

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